Procedimento exige cuidados antes, durante e depois da substituição para evitar acidentes e preservar a dirigibilidade do veículo
Um pneu furado costuma acontecer sem aviso e, muitas vezes, em momentos de maior necessidade, como durante uma viagem. Nessas situações, conhecer o procedimento correto para realizar a troca pode fazer toda a diferença tanto para a segurança dos ocupantes quanto para evitar danos ao veículo.
Embora muitos motoristas contem com serviços de assistência 24 horas, saber substituir o pneu ainda é uma habilidade importante. Além de garantir mais autonomia em casos de emergência, o procedimento precisa seguir etapas específicas para que a roda fique corretamente fixada e o veículo possa voltar a circular com segurança.
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Segundo a Continental Pneus, a primeira preocupação deve ser sempre a escolha de um local seguro para realizar a troca. O carro deve ser estacionado em uma superfície plana, com o freio de estacionamento acionado e o câmbio em “P”, nos modelos automáticos, ou engrenado, nos veículos com transmissão manual. Caso o problema ocorra durante a condução, a recomendação é parar no acostamento, ligar o pisca-alerta e sinalizar a via com o triângulo de segurança.
De acordo com Renato Siqueira, gerente de assistência técnica da Continental Pneus, conhecer o procedimento correto ajuda o motorista a agir com mais tranquilidade em uma situação de emergência. No entanto, sempre que houver insegurança ou o local oferecer riscos, o mais indicado é solicitar auxílio profissional.
Como fazer a troca do pneu corretamente
Após garantir que o veículo está em segurança, o primeiro passo é retirar a calota, quando houver, para acessar os parafusos da roda.
Na sequência, os parafusos devem ser apenas afrouxados com a chave de rodas, sem serem totalmente removidos. Somente depois disso o macaco deve ser posicionado no ponto indicado pelo fabricante. É válido dizer que essa informação pode ser consultada no manual do veículo.
Com o carro elevado entre 10 e 15 cm do solo, é possível retirar completamente os parafusos e remover o pneu danificado. Em seguida, basta posicionar o estepe alinhando corretamente os furos da roda aos prisioneiros do cubo.
O aperto inicial dos parafusos deve ser feito manualmente e em sequência cruzada, formando um “X”. Depois que o veículo for novamente apoiado no chão, o aperto final também deve seguir essa ordem. A utilização de uma chave dinamométrica garante que o torque recomendado pela montadora seja respeitado. Por fim, basta recolocar a calota, caso o veículo utilize esse componente.
Estepe tem uso temporário e exige atenção
Outro ponto destacado pela Continental é o uso correto do estepe. Muitos motoristas acreditam que ele pode permanecer instalado por tempo indeterminado, mas isso não é recomendado, principalmente quando se trata do estepe temporário.
Esse tipo de pneu foi desenvolvido apenas para permitir que o motorista chegue com segurança até uma oficina ou borracharia. Por isso, é importante respeitar os limites de velocidade e distância estabelecidos pela fabricante do veículo e providenciar a substituição pelo pneu convencional rapidamente.
Já os sprays selantes podem servir como alternativa emergencial em pequenos furos na banda de rodagem. Entretanto, eles não resolvem danos nas laterais, cortes profundos ou problemas estruturais no pneu. Além disso, o uso inadequado pode dificultar o reparo definitivo, tornando indispensável a inspeção em uma oficina especializada logo após a utilização do produto.
Conhecer essas recomendações ajuda o motorista a agir com mais segurança em imprevistos na estrada e reduz os riscos durante uma das ocorrências mais comuns enfrentadas por quem dirige.
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