sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Qual o tempo de vida útil de um amortecedor?

Amortecedor do carro visto de perto

Monroe explica que a quilometragem sozinha não determina a hora da troca e ainda pontua sinais que merecem atenção

Afinal, existe uma quilometragem certa para trocar os amortecedores? A resposta não é tão simples. Segundo a Monroe, um amortecedor pode realizar, em média, cerca de 52 milhões de ciclos de compressão e extensão a cada 20 mil quilômetros rodados.

O número ajuda a dimensionar o trabalho ao qual o componente é submetido, mas não significa que exista um prazo universal para substituição. A durabilidade depende de fatores como condições das vias, carga transportada, estilo de condução, projeto do veículo e estado dos demais componentes da suspensão. Por isso, mais importante do que seguir um intervalo fixo é realizar inspeções periódicas e observar possíveis alterações no comportamento do veículo.

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Buracos e forma de dirigir aceleram o desgaste

Buracos, lombadas, valetas, ondulações e estradas sem pavimentação submetem a suspensão a movimentos mais intensos. Quando esses obstáculos são atravessados em alta velocidade, o amortecedor pode chegar às regiões extremas de seu curso. Dessa forma, aumenta os esforços sobre haste, válvulas, retentores, fixações e componentes de proteção.

Além disso, a maneira de conduzir também interfere na vida útil. Frenagens bruscas antes de buracos, impactos contra guias, curvas em velocidade elevada e circulação frequente com excesso de carga podem aumentar a movimentação da carroceria e o trabalho realizado pelo sistema.

Para reduzir esses esforços, a recomendação é diminuir a velocidade antes de obstáculos, evitar impactos diretos e respeitar a capacidade de carga indicada pela fabricante. Também é importante manter rodas, pneus e calibragem dentro das especificações originais.

Fique de olho

Outro ponto importante é que o amortecedor não trabalha sozinho. Molas, buchas, coxins, batentes, coifas, pivôs, terminais, rodas e pneus interferem no funcionamento do conjunto.

Assim, peças desgastadas, deformadas ou com folgas podem provocar esforços irregulares e até reduzir a durabilidade de componentes que ainda estejam em boas condições.

Entre os sinais que indicam a necessidade de inspeção estão oscilações excessivas após ondulações, mergulho acentuado da dianteira durante frenagens, inclinação exagerada em curvas, instabilidade, ruídos, vazamento de óleo e desgaste irregular dos pneus.

Já que a perda de eficiência acontece de maneira gradual, o motorista pode se acostumar com a mudança no comportamento do carro e não perceber a evolução do desgaste.

Na substituição, a Monroe recomenda verificar todo o sistema de suspensão, incluindo molas, coifas, batentes, coxins, buchas e pneus. Também é necessário utilizar o componente correto para cada aplicação e realizar a troca aos pares no mesmo eixo.

A tecnologia dos amortecedores também evoluiu para aumentar a resistência e a eficiência. Entre as soluções estão hastes com tratamento anticorrosivo, retentores de menor atrito, guias reforçadas, fluidos com aditivos específicos e pressurização com nitrogênio para reduzir a aeração do óleo.

Portanto, não existe uma quilometragem única que determine a vida útil de um amortecedor. Inspeções periódicas e atenção a mudanças na estabilidade, no conforto e no comportamento do veículo são fundamentais para identificar o momento adequado de avaliar a suspensão.

 

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Motul lança NGEN Core para novas exigências da lubrificação

Linha de lubrificantes da Motul

Tecnologia combina óleos básicos rerrefinados premium com outras bases e aditivos de última geração nas linhas 3000+, 5000+ e 5100

A Motul apresentou a tecnologia NGEN Core. A solução combina óleos básicos rerrefinados premium com outras bases e pacotes de aditivos de última geração. O lançamento também marca uma atualização nas linhas Motul 3000+, 5000+ e 5100, que passam a contar com a tecnologia em todas as viscosidades. Segundo a empresa, a proposta não está apenas na utilização de uma nova matéria-prima, mas na arquitetura completa das formulações.

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Nova arquitetura de formulação

Na engenharia de lubrificantes, o desempenho depende do conjunto de componentes utilizado. Por isso, a Motul destaca que fatores como a seleção e compatibilidade das bases, o pacote de aditivos, o equilíbrio entre os elementos, os controles de produção e a validação do produto acabado influenciam diretamente o resultado.

A NGEN Core foi desenvolvida justamente a fim de explorar o potencial de diferentes bases, com destaque para os óleos básicos rerrefinados premium.  De acordo com Rodrigo Chaimovich, diretor geral da Motul no Brasil, o setor de lubrificantes passa por uma transformação relacionada à evolução tecnológica, às demandas do mercado e aos requisitos de desempenho.

A empresa afirma que esse movimento também envolve maior atenção ao uso eficiente de recursos e às demandas ambientais, cenário que tende a ampliar a participação de óleos básicos rerrefinados em formulações futuras.

Tecnologia testada em condições severas

Em 2023, a fabricante apresentou as linhas NGEN 5 e NGEN 7, que contribuíram para o desenvolvimento da atual tecnologia NGEN Core.

Além dos testes em laboratório e das condições reais de uso, a empresa utilizou sua experiência em competições para validar as formulações. Entre os ambientes citados estão o Rally Dakar, a Ilha de Man (Isle of Man TT), o Rally dos Sertões e campeonatos nacionais de motocross e motovelocidade.

As linhas atualizadas mantêm o atendimento às normas e especificações aplicáveis a cada produto, incluindo API e JASO T 903:2023.

Em 2026, a empresa completa 173 anos de atuação global e 34 anos no Brasil. Presente em mais de 160 países, a Motul conta atualmente com três centros de Pesquisa & Desenvolvimento e nove plantas de produção.

 

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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Manutenção preventiva em motos cresce no Brasil

mecânico cuidando de moto

Expansão da frota brasileira impulsiona a procura por peças de desgaste e revisões periódicas, segundo a Total Motopeças

O aumento da frota de motocicletas no Brasil fez crescer a procura por componentes de manutenção preventiva entre os donos de motos. Segundo a Total Motopeças, bandeira da Fortbras especializada no segmento de duas rodas, um fator que explica o aumento no uso de motocicletas está relacionado ao uso diário para transporte e trabalho.

A mudança ganha relevância diante do ritmo de crescimento da produção e dos licenciamentos. Para a empresa, a maior circulação de motocicletas tende a elevar a demanda por itens como freios, kits de transmissão, filtros, lubrificantes, pneus e baterias.

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Frota de motos deve continuar crescendo

Segundo projeções da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), o Brasil deve produzir 2,07 milhões de motocicletas em 2026, alta de 4,5% se comparado com 2025.

Além disso, os licenciamentos devem chegar a 2,3 milhões de unidades. O volume supera o recorde registrado em 2025, quando 2.197.851 motocicletas foram emplacadas no país.

O desempenho da indústria também reforça esse cenário. Entre janeiro e maio de 2026, foram fabricadas 932.522 motocicletas, crescimento de 10,1% sobre o mesmo período de ano passado. O resultado é o segundo melhor da série histórica para os cinco primeiros meses do ano.

Outro ponto importante é a predominância dos modelos de baixa cilindrada. De acordo com a Abraciclo, eles representam 77,7% da produção nacional e são utilizados principalmente por trabalhadores, entregadores e motociclistas que dependem do veículo em deslocamentos diários.

Já que o uso dos modelos ficou cada vez mais intenso, os componentes estão sujeitos ao desgaste natural. É por isso que as peças tendem a exigir acompanhamento frequente e substituição dentro dos períodos recomendados.

Melhor prevenir

A expansão da frota também vem acompanhada de uma mudança gradual no comportamento dos motociclistas. A Total Moto Peças pontuou que houve crescimento na procura por peças destinadas às revisões periódicas. Por outro lado, teve diminuição da dependência da manutenção realizada após o surgimento de uma falha.

O cuidado antecipado ajuda a reduzir o risco de paradas inesperadas, assim como pode contribuir para preservar o desempenho e aumentar a vida útil da motocicleta. Além disso, a troca periódica de componentes desgastados diminui a possibilidade de problemas mecânicos que podem resultar em reparos mais caros. De acordo com a empresa, a disponibilidade de peças e a orientação técnica são importantes para acompanhar a expansão do mercado de duas rodas.

 

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quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Mercado continua a crescer, mas tende a se acomodar

Casal escolhendo carro em uma concessionária
[AI25.Studio]
Coluna Fernando Calmon nº 1.413: Mercado continua a crescer, mas tende a se acomodar

O mês de julho, com três dias úteis a mais que junho, registrou a venda de 279.578 unidades, incluindo automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. Segundo a Fenabrave, foi o melhor mês do ano e se comparado a julho de 2025 significou um crescimento robusto de 14,9%. O que chama atenção é a comercialização nos sete primeiros meses de 2026: 1.699.637 unidades. Este resultado é 17,9% superior ao mesmo período do ano passado. Julho teve 23 dias úteis, contra 21 em junho e também 23 em julho de 2025.

Arcélio Santos Júnior, presidente da entidade que congrega todas as associações de marcas, atribui o bom resultado ao desempenho positivo do mercado de crédito na liberação de financiamentos e, em especial, ao programa Carro Sustentável. Este segmento registrou um avanço de 29,4% em relação ao período anterior à sua criação em julho do ano passado.

Já o programa Move Brasil — Táxi e Aplicativos atendeu 21.000 interessados. Santos Júnior acredita que este nicho de mercado poderá crescer, depois de criado o Fundo Garantidor de Investimentos (FGI). Ele foi discreto, mas se sabe que aprovação de cadastros de profissionais autônomos depende de artificialismos típicos de programas governamentais de ano de eleições.

A Fenabrave, porém, ressalva que estas mesmas eleições podem levar a certa acomodação de mercado em boa parte deste segundo semestre. Como a oferta de crédito se expandiu nos primeiros seis meses do ano, pode ter levado a um movimento de antecipação de compras. Por isso, não alterou a projeção do fechamento de 2026, um pouco abaixo da previsão da Anfavea.

Na mesma direção seguem as previsões Bright que confirma o fim do ciclo de antecipação de compras. Esta consultoria registrou que, especificamente no mês passado, todas as marcas chinesas somadas atingiram 23% do total das vendas. Entre as 10 primeiras no ranking, além da BYD em quarto, a GWM aparece em nono lugar.

Ram 1500 Bighorn aposta em potência e preço

Picapes de porte grande têm o seu lugar no mercado limitado pelo preço e por isso atraem compradores de maior poder aquisitivo, com capacidade de promover imagem. Ram retirou equipamentos da 1500 Bighorn, sem deixar a sensação de diminuir excessivamente seu status. Ficaram de fora nesta versão, entre outros itens, teto solar, revestimento dos bancos em couro, cromados externos (restritos às rodas de 20 pol. e estribos) e, no sistema Adas, a centralização contínua em faixas de rodagem.

Comandos elétricos continuam para ajuste de pedais e volante (aquecível), freio de estacionamento eletromecânico, banco do motorista (dez posições, também aquecível) e vigia traseira. Central multimídia de 12 pol. tem conexão sem fio para Android Auto e Apple CarPlay. Inclui seis portas USB (quatro do tipo C, mais rápidas, duas do tipo A) e Wi-Fi a bordo para oito dispositivos. Há carregador de celular por indução e sistema de som com nove alto-falantes, subwoofer e 506 W. Assoalho traseiro é plano.

Motor 6-cilindros em linha, gasolina, três-litros biturbo, entrega (além do baixo nível de ruído, vibração e aspereza) 426 cv e 64,8 kgf·m, para acelerar de 0 a 100 km/h em convincentes 5,3 s. Câmbio automático epicíclico de oito marchas TorqueFlite 8 (Licença ZF 8HP) é de série e de boa origem. Há quatro modos de tração: 4×2 e três 4×4 (Auto, High e Low). Motorista pode escolher outras cinco possibilidades: Reboque, Sport, Off-road, Piso escorregadio e Automático. Outro destaque é a grade do radiador ativa especialmente útil em rodovias para melhor eficiência energética

Suspensão traseira com molas helicoidais sempre melhoram o conforto de marcha. Contudo, capacidade total (carga e cinco ocupantes) é apenas 570 kg, apesar da grande caçamba de 1.523 litros (mais de três vezes maior que um típico SUV médio). Capacidade de reboque, menos valorizada aqui do que nos EUA, é de 4.490 kg.

Preço: R$ 449.990

Teste: Geely EX2 Max, um elétrico que surpreende

Sua melhor credencial vem da própria China como modelo mais vendido, no primeiro semestre deste ano, maior mercado mundial. O hatch médio é espaçoso, tem dois porta-malas e produção prevista no Brasil para o final do ano, na fábrica paranaense da Renault pelo regime de importação peça a peça (vai além de um simples CKD). Seu estilo agrada, embora não chegue a se destacar em ruas e estradas cada vez mais repletas de modelos novos e dominadas por SUVs e crossovers. Destaque para desenho das rodas e colunas traseiras.

Para energizar o motor, basta pisar no pedal do freio. O veículo pode ser movimentado para frente ou para trás, deslocando a pequena alavanca no console central da posição “P” para “D” ou “R” e acelerar. Ao sair do carro, volta-se à posição “P” e é só abrir a porta. Há uma simpática decoração interna com desenhos de prédios estilizados e iluminados nas laterais das portas dianteiras e de ponta a ponta do painel. São poucos os botões físicos. Destacam-se as câmeras de 540º de ótima resolução.

Tela multimídia de 14,7 pol. é maior que a de outros compactos. Inclui Android Auto e Apple Car Play, contudo exige conexão apenas com fio e pela entrada em processo de desuso USB-A. Para um segundo celular há carregamento por indução e via USB-C. Banco do motorista tem regulagem elétrica e no banco traseiro o espaço para pernas supera a média dos compactos em 10 cm. Motor sobre o eixo traseiro permite um segundo porta-malas, dianteiro, de 70 L (total: 461 L).

Dimensões (mm): comprimento, 4.135; entre-eixos, 2.650; largura, 1.805 (2005 com espelhos); altura, 1.580. Volumes (L): porta-malas, 391 e dianteiro, 70; Massa: 1.300 kg. Bateria: 39,4 kW⋅h. Motor: potência, 116 cv; torque, 15,3 kgf·m. Alcance médio (Inmetro): 289 km. Tração: traseira. Aceleração 0 a 100 km/h: 10,2 s.

A exemplo de todo elétrico, silêncio e ausência de vibrações são destaques. Direção mostra firmeza adequada. Assoalho plano descansa quem viaja atrás. Desempenho bom, sem tentação de exibi-lo como em outros elétricos. Viajar depende do ritmo e do perfil da estrada, mas há que ficar bem atento ao alcance e à rede de recarga com suas limitações.

Preço: 136.800

 

Fernando Calmon é jornalista especializado e colunista do Portal da Revista O Mecânico. Acesse: https://ift.tt/UNFX4En

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terça-feira, 11 de agosto de 2026

ZF revela novo compressor de ar WABCO para linha da VW

Novo compressor de ar WABCO da ZF Aftermarket

Novo componente atende caminhões Constellation e ônibus Volksbus com motores D08 Euro VI produzidos a partir de outubro de 2022

A ZF Aftermarket ampliou o catálogo da WABCO com o lançamento de um novo compressor de ar destinado à linha da Volkswagen Caminhões e Ônibus. O componente, identificado pela referência 9121160051, é aplicado em modelos equipados com motores D08 Euro VI.

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Detalhes da novidade

De acordo com a ZF Aftermarket, o compressor de ar WABCO 9121160051 foi desenvolvido para aplicações em caminhões Constellation e ônibus Volksbus equipados com motores D08 Euro VI.

Além disso, a nova aplicação contempla veículos fabricados a partir de outubro de 2022, ampliando a cobertura da linha WABCO para modelos Volkswagen Caminhões e Ônibus.

WABCO amplia catálogo no aftermarket

A WABCO integra o portfólio da ZF Aftermarket e possui atuação global no desenvolvimento de tecnologias voltadas a veículos comerciais. A marca oferece componentes destinados a sistemas que contribuem para a segurança, a confiabilidade e a eficiência operacional dos automóveis. A ZF ainda disponibiliza o atendimento via telefone pelo número 0800 011 1100 para que os clientes possam obter mais informações sobre o novo compressor de ar.

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segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Revista O Mecânico – Edição Agosto/2026

Com muitas novidades para o profissional da manutenção automotiva, a nova edição da Revista O Mecânico traz uma reportagem com a troca dos amortecedores do Fiat Mobi, como identificar catalisadores clandestinos, uma artigo técnico que fala sobre a necessidade da limpeza de bicos injetores; e na seção Mecânico Pro, o tema é gestão: como transformar visitantes em clientes fiéis e melhorar os resultados da oficina.

Leia a nova edição da Revista O Mecânico e confira as matérias completas.

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Barulhos diferentes podem ajudar e alertar os motoristas

Mecânico e motorista checando componente do carro

Nakata explica quais ruídos merecem atenção e como eles podem indicar problemas em componentes antes de falhas graves

Barulhos incomuns durante a condução do veículo podem ser mais do que um simples incômodo. Estalos, chiados, roncos e vibrações costumam ser os primeiros sinais de desgaste em componentes mecânicos. Quando ignorados, podem evoluir para falhas graves, aumentam os custos de manutenção e colocam a segurança dos ocupantes em risco.

Segundo a Nakata, identificar esses sinais logo no início é uma forma de evitar o chamado efeito dominó, quando um componente danificado compromete o funcionamento de outras peças do veículo. Por isso, qualquer alteração sonora fora do padrão merece atenção e deve ser investigada por um profissional especializado.

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Atenção especial em suspensão e freios

De acordo com Leandro Leite, coordenador de assistência técnica da Nakata, um mesmo barulho pode ter diferentes origens, o que torna o diagnóstico correto essencial para evitar problemas maiores.

Entre os sistemas que mais costumam apresentar ruídos está a suspensão. Sons metálicos vindos da parte inferior do veículo podem indicar desgaste em amortecedores, bieletas, buchas ou coxins. Buracos e pisos irregulares aceleram o desgaste desses componentes, favorecendo o aparecimento de batidas secas, folgas e até vazamentos.

Além do desconforto ao dirigir, essas falhas podem comprometer a estabilidade em curvas e reduzir a aderência dos pneus ao solo, prejudicando a dirigibilidade.

O sistema de freios também exige atenção. Pastilhas excessivamente desgastadas costumam produzir um chiado agudo e, se a substituição não for feita no momento correto, podem acelerar o desgaste dos discos de freio. Já discos empenados podem provocar vibrações no pedal durante a frenagem. Dessa forma, a eficiência do sistema é reduzida.

Rolamentos, motor e transmissão também exigem diagnóstico rápido

Outro componente que pode emitir sinais claros de desgaste é o rolamento de roda. Um barulho contínuo que aumenta conforme a velocidade do veículo pode indicar falha na peça. Em situações mais críticas, o travamento do rolamento durante a condução pode comprometer o controle da direção.

A Nakata também alerta para outros sintomas importantes. Pneus com desgaste irregular podem provocar vibrações constantes, enquanto juntas homocinéticas desgastadas costumam produzir estalos ao esterçar o volante durante manobras. Caso a falha evolua, o veículo pode perder a tração ou até ter uma das rodas travada.

No compartimento do motor, ruídos agudos frequentemente estão relacionados às correias, seja por ressecamento, tensão inadequada ou desgaste dos rolamentos tensores. O rompimento da correia dentada pode causar danos internos de grande proporção, atingindo válvulas e pistões. Sons metálicos, principalmente quando o motor ainda está frio, também podem indicar deficiência na lubrificação ou desgaste de componentes internos.

Diante de qualquer ruído incomum, a orientação da fabricante é não adiar a inspeção. Um diagnóstico realizado logo nos primeiros sintomas ajuda a evitar panes inesperadas, reduz os custos de reparo e contribui para manter a segurança e o bom funcionamento do veículo.

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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Olimpic celebra 70 anos de atuação no mercado

Clientes da Olimpic celebrando os 70 anos da marca

Fabricante inicia nova fase com renovação da marca, atualização das embalagens e outros destaques para seguir em alta no mercado

A Olimpic celebra 70 anos de atuação no mercado em 2026. Já que se trata de uma data bem especial, a fabricante anunciou uma atualização da identidade visual e das embalagens de seus produtos. Segundo a empresa, essas alterações acompanham a estratégia de evolução da marca e reforça seu posicionamento no mercado.

Mais do que celebrar a data, a empresa aproveita o marco histórico para destacar os investimentos realizados ao longo de sua trajetória e os planos para continuar acompanhando as transformações da frota brasileira e das oficinas. Aliás, a iniciativa também busca facilitar a identificação dos produtos no ponto de venda e fortalecer o reconhecimento da marca entre mecânicos e distribuidores.

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Marca aposta em modernização sem perder a identidade

Como parte das comemorações, a Olimpic apresenta uma nova identidade visual. A novidade foi desenvolvida a fim de transmitir uma imagem mais contemporânea, preservando os elementos que fazem parte da história da empresa.

Outra novidade é a renovação das embalagens da linha de produtos. Segundo a fabricante, o objetivo é proporcionar melhor organização, identificação e valorização dos itens nos pontos de venda, facilitando tanto o trabalho dos distribuidores quanto a escolha por parte dos profissionais da reparação automotiva.

Clientes da Olimpic celebrando os 70 anos da marca

As mudanças acompanham um processo de modernização da empresa, que afirma ter ampliado seu portfólio ao longo dos anos e investido continuamente em tecnologia para atender às novas exigências do setor automotivo.

Empresa projeta novos investimentos para acompanhar a frota

Além das novidades apresentadas durante as comemorações dos 70 anos, a fabricante informa que pretende manter o ritmo de investimentos em tecnologia, inovação e desenvolvimento de produtos.

A estratégia é ampliar ainda mais o portfólio para acompanhar a evolução da frota circulante brasileira, que passa por constantes transformações em função da chegada de novas tecnologias e diferentes configurações mecânicas.

Clientes da Olimpic celebrando os 70 anos da marca

Para o mercado de reposição, esse movimento representa a necessidade de atualização permanente dos fabricantes, que precisam oferecer componentes compatíveis com veículos cada vez mais modernos e atender às demandas das oficinas independentes.

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quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Loja do Mecânico leva experiência de oficina a Interlagos

Estande da Loja do Mecânico e do Mercado Livre durante o Suhai Auto Festival Interlagos 2026

Parceria com o Mercado Livre no Suhai Festival Interlagos 2026 terá desafios práticos e simuladores voltados ao público 

A Loja do Mecânico marcará presença na edição Auto do Suhai Festival Interlagos 2026 em uma ação realizada em parceria com o Mercado Livre. As empresas vão apostar em um espaço interativo para aproximar o público da rotina da oficina, levando atividades que simulam situações do dia a dia de quem vive o universo da manutenção automotiva.

A iniciativa acontece entre os dias 27 e 30 de agosto, no Autódromo José Carlos Pace, em São Paulo. O intuito é reforçar uma tendência cada vez mais presente em grandes eventos do setor: transformar a visita aos estandes em uma experiência prática. Para mecânicos, estudantes e entusiastas, a proposta é oferecer um contato mais próximo com ferramentas, equipamentos e desafios inspirados no ambiente profissional.

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Experiência aproxima visitantes da rotina da oficina

No espaço compartilhado entre Loja do Mecânico e Mercado Livre, os visitantes poderão participar de desafios de pit stop, testar simuladores de cockpit e concorrer a brindes e prêmios oferecidos por fabricantes reconhecidos no mercado de ferramentas e equipamentos, como DeWalt, Sigma Tools e Schulz.

Segundo a empresa, o objetivo é criar uma experiência que supere a demonstração de produtos, incentivando a participação do público e destacando a importância da oficina dentro da cultura automotiva.

Para a diretora de marketing da Loja do Mecânico, Lívia Fukuda, a participação no festival representa um momento importante para fortalecer a identidade da empresa junto aos consumidores. A executiva comentou que a participação no evento representa um marco estratégico para a empresa. Lívia falou também que essa paixão pelas pistas está diretamente conectada com a essência da oficina e que a Loja do Mecânico é o ‘lugar de quem faz’.

A iniciativa também reforça a aproximação entre o ambiente das competições e o cotidiano da reparação automotiva, mostrando que conhecimento técnico, precisão e agilidade são características presentes nas pistas e nas oficinas.

Festival reúne atrações automotivas e programação musical

Reconhecido como um dos maiores eventos dedicados ao universo motor no Brasil, o Suhai Festival Interlagos reúne fabricantes, empresas do setor, experiências na pista e atrações voltadas aos fãs de carros e motocicletas.

Além das ativações nos estandes, a programação inclui test drives, apresentações de drift e outras experiências automotivas realizadas no circuito de Interlagos.

A edição Auto de 2026 também contará com shows na Live Arena. Na sexta-feira, o público poderá assistir às apresentações de Matuê, Dennis e Dubdogz. No sábado, sobem ao palco Hungria, L7nnon e o rapper norte-americano Ja Rule. Já o encerramento, no domingo, terá Felth, Péricles e Belo.

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Excesso de confiança nos recursos de segurança pode aumentar acidentes

Protótipo do VW Nivus passando por teste de segurança

Coluna Fernando Calmon nº 1.412: Excesso de confiança nos recursos de segurança pode aumentar acidentes 

Estudo global da Economist Enterprise, que faz parte da prestigiada revista e site ingleses The Economist, expõe um descompasso preocupante entre a percepção do motorista em relação a acidentes e a avaliação técnica de especialistas em segurança viária. Enquanto 90% dos motoristas em 10 dos principais mercados automobilísticos declaram sentir-se seguros, apenas 45% dos profissionais do setor compartilham desse otimismo. A discrepância ameaça desacelerar ao estimado a 1,2 milhão de mortes em acidentes a cada ano, no mundo.

O assunto foi destaque em publicação recente do site Automotive News Europe, em artigo do jornalista italiano Luca Ciferri. O alerta partiu do francês Jean Todt, que já comandou equipes Ferrari, de F-1 e Peugeot, no Mundial de Resistência, presidiu a FIA (Federação Internacional do Automóvel e inclui Automobilismo) e hoje é enviado especial do secretário-geral das Nações Unidas para segurança viária.

Mais de 6.100 pessoas na Alemanha, Brasil, China, Coreia do Sul, EUA, França, Índia, Itália, Japão e Reino Unido foram entrevistadas. A lacuna de confiança atinge o ápice no Brasil, China e Índia. Nestes países, 94% dos usuários afirmam sentir-se seguros, embora a taxa média de mortalidade viária alcance 16,2 óbitos por 100 mil habitantes (o dobro da média mundial, de 8,1 óbitos por 100.000).

Defeitos mecânicos perderam relevância no mapa de acidentes. Apenas 3% dos especialistas os apontam como causa principal. Foco deslocou-se para a eletrônica de bordo. Para 30% dos profissionais, o risco crítico reside no uso incorreto ou desconhecimento acerca dos sistemas avançados de assistência ao motorista (Adas). Outros 24% dos especialistas citam distração por recursos de infotenimento: GPS, áudio com qualidade cada vez maior e conexão com o celular ao responder ou fazer chamadas. Representam grande potencial de acidentes por excesso de confiança e desatenção.

Consultor prevê mais crescimento de chineses no mercado

Murilo Briganti, (Executivo-Chefe de Operações) da Bright Consult, publicou artigo em que afirmava: “E se eu dissesse que, até 2030, o mercado automotivo brasileiro deve crescer cerca de 500 mil veículos, enquanto as marcas chinesas podem adicionar mais de 700 mil unidades no mesmo período? À primeira vista, a conta parece não fechar. Mas ela revela justamente uma das principais transformações em curso no setor: o crescimento do mercado já não será suficiente para acomodar todos os competidores.”

Ele escreveu hipoteticamente, mas há potencial de realmente acontecer. Marcas chinesas podem decidir construir unidades produtivas a partir do zero (comprar terrenos, erguer fábricas, contratar equipamentos para as linhas de montagem e desenvolver fornecedores locais) ou acertar com fabricantes aqui instalados e assim preencher capacidade ociosa destes. Além disso, ainda há duas fábricas fechadas: uma agora em julho, da Toyota, em Indaiatuba (SP) e outra da Caoa Chery, em Jacareí (SP), paralisada desde 2022. Esta segunda sujeita a desapropriação pela prefeitura.

Pelo menos 11 já anunciaram planos: Geely, GWM (segunda fábrica), Wuling, MG, Jetour, Leapmotor, Dongfeng, Chery, GAC, Changan e BYD. Com imposto de importação de 35% para veículos completos (já em vigor) e desmontados, agora em janeiro de 2027, devem obrigar a produção local

Também há informações de que a Kia assumirá as importações e também produzir no Brasil, sem participação do Grupo Gandini (a ser indenizado) com especulações sobre o local da fábrica. Toda a negociação vem sendo conduzida pela Kia, não pela Hyundai. O grupo sul-coreano só tem uma fábrica no mundo, a Metaplan America, na Georgia, onde os modelos das duas marcas são fabricados desde que elétricos ou híbridos. Operações comerciais seguem sempre separadas e competidoras uma com a outra.

Teste Boreal Techno: bom desempenho e equipamentos

Apesar de se tratar de uma versão intermediária, o SUV médio da Renault vem bem equipado. Claro que teto solar elétrico (opcional na Techno), câmera 360º, rodas de 19 pol. (18, nesta versão), bancos com memória e massagem, sistema de som Harman Kardon e tampa elétrica do porta-malas estão reservados para o topo de linha Iconic.

No entanto, a cabine apresenta materiais de acabamento muito bons, duas telas de 10 pol. com reprodução do mapa de navegação no centro do quadro de instrumentos (Waze e Google Maps), carregador de celular por indução, console refrigerado e sensores de estacionamento bastante úteis. O pacote de assistência Adas inclui ainda frenagem autônoma de emergência, alerta de tráfego traseiro transversal, aviso de saída dos ocupantes e monitor de ponto cego entre outros.

Dimensões (mm): comprimento, 4.556; entre-eixos, 2.702; largura, 1.841 (2.082 com espelhos); altura, 1.646. Volumes (L): porta-malas, 522; tanque, 50. Massa: 1.438 kg. Motor 4-cilindros turbo 1,3 L flex: potência 163/156 cv (E)/(G); torque 27,5 kgf·m (E)/(G). Consumo (Inmetro km/L, cidade/estrada): 7,8/9,4 (E); 11,2/13,6 (G). Alcance (Inmetro km, cidade/estrada): 390/470 (E); 560/680 (G). Tração dianteira. Câmbio automatizado, seis marchas. Aceleração 0 a 100 km/h (s): 10 (E)/10,5 (G).

Ao volante do Boreal, duas características destacam-se: suspensões muito bem calibradas e respostas imediatas do acelerador em todas as situações do dia a dia, tanto em trânsito urbano quanto rodoviário, além de trocas de marchas rápidas. Os três passageiros do banco traseiro têm bom espaço para pernas e ombros. Chama atenção por porte e estilo, além do porta-malas que supera 500 litros. Também conta com freio eletromecânico de imobilização e liberação automáticas nas paradas (auto hold), indispensável nos congestionamentos que hoje alcançam até estradas.

Itens interessantes são os clipes opcionais atrás do encosto de cabeça do banco dianteiro com suportes para celular, tablet, copos, cabide, quepe e até lanterna.

Preço: 199.990.

Impressões: Jetour T2 4×4 foca no fora-de-estrada severo

Versão XWD 4×4 da Jetour amplia a gama T2 com a topo de linha do SUV híbrido plugável chinês. Atende a uma fatia de mercado bem definida. Embora 90% das vendas de SUVs de aspeto aventureiro se concentrem em configurações 4×2 para uso urbano e rodoviário, cerca de 10% dos compradores exigem capacidade real para superar terrenos difíceis.

Maior evolução está no conjunto mecânico. Ao motor 1,5 L turbo a gasolina e dois motores elétricos dianteiros, o XWD adiciona um terceiro motor elétrico no eixo traseiro. O sistema integrado desenvolve 597 cv e nada menos que 91,7 kgf·m de torque. Aceleração de 0 a 100 km/h em 5,5 s, apesar de sua impressionante massa de 2.362 kg. A bateria de 43,24 kW⋅h garante até 106 km de alcance no modo 100% elétrico e alcance combinado de até 1.300 km. Suporta carregamento rápido em corrente contínua (DC).

Para o fora de estrada, o SUV adota tração integral inteligente, bloqueio eletrônico do diferencial traseiro e oito modos de condução. Destacam-se o Tank Turn (redução do diâmetro de giro em manobras por frenagem automática da roda traseira interna à curva) e o Crawl Mode (gestão automática de aceleração e frenagem em baixa velocidade). O chassi recebeu proteções reforçadas para a bateria e órgãos mecânicos, além de maiores vão livre ao solo e capacidade de vau.

No percurso rodoviário de São Paulo a Bragança Paulista, destacou-se pela transição imperceptível entre motores e pelo refinamento de rodagem. Retomadas são vigorosas e estabilidade irrepreensível para o seu porte. No circuito fora de estrada — sob lama, erosões e inclinações laterais — a distribuição eletrônica de torque atuou de forma rápida, quando duas rodas diagonalmente opostas perdem o contato com o chão.

Fernando Calmon é jornalista especializado e colunista do Portal da Revista O Mecânico. Acesse: https://ift.tt/TCyKpJ6

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quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Tubo interno da suspensão requer atenção dos motociclistas

Tubo interno da suspensão para Motos da Nakata

Nakata alerta que desgaste no componente pode comprometer a estabilidade, a frenagem e a precisão da direção da motocicleta

O tubo interno da suspensão dianteira é um dos componentes mais importantes para a segurança das motocicletas, mas nem sempre recebe a atenção devida. Responsável por manter o contato do pneu com o solo e garantir o funcionamento correto da suspensão, a peça pode comprometer a estabilidade, a dirigibilidade e até a eficiência da frenagem quando apresenta desgaste ou avarias.

Segundo a Nakata, identificar os primeiros sinais de problemas e realizar a manutenção preventiva são medidas que ajudam a evitar falhas mecânicas mais graves e reduz o risco de acidentes. Vazamentos de óleo, riscos, empenamentos e pontos de oxidação estão entre os indícios que exigem avaliação imediata do sistema.

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Fundamental para estabilidade e dirigibilidade

De acordo com Leandro Leite, coordenador de assistência técnica da Nakata, o tubo interno atua como a estrutura principal da suspensão dianteira. Sua função é absorver as irregularidades do piso. Dessa forma, permite que o pneu permaneça em contato constante com o asfalto, fator essencial para preservar a aderência e o controle da motocicleta.

O especialista explica que qualquer alteração na integridade da peça pode comprometer diretamente a condução. Folgas, desgastes ou empenamentos interferem no movimento da suspensão e podem fazer a motocicleta perder estabilidade, principalmente durante curvas ou mudanças rápidas de direção.

Outro ponto de atenção está na resposta do guidão. Já que o tubo interno faz a ligação entre a mesa de direção e a roda dianteira, deformações no componente reduzem a precisão da direção e aumentam os riscos durante a pilotagem.

A frenagem também depende do bom estado da peça. Quando o freio dianteiro é acionado, parte da transferência de peso do veículo é absorvida pelo tubo interno, que trabalha em conjunto com as molas e o fluido hidráulico da suspensão. Se houver qualquer comprometimento nesse sistema, o desempenho do conjunto pode ser prejudicado.

Inspeção deve incluir fluido e retentores

A Nakata ressalta que o tubo interno não trabalha de forma isolada. Durante a manutenção da suspensão dianteira, também é importante verificar o estado do fluido hidráulico e dos retentores, componentes responsáveis pelo funcionamento adequado e pela vedação do sistema.

A troca periódica do óleo da suspensão contribui para manter o desempenho do conjunto, enquanto os retentores evitam vazamentos que podem comprometer tanto o amortecimento quanto a segurança da motocicleta.

Entre os sinais que indicam necessidade de inspeção estão vazamento de óleo, riscos na superfície do tubo, oxidação e empenamento. Além de reduzir a eficiência da suspensão, o vazamento representa um risco adicional: o óleo pode atingir o disco de freio, as pastilhas ou o pneu dianteiro, diminuindo significativamente a capacidade de frenagem.

Por isso, a fabricante recomenda que qualquer indício de desgaste seja avaliado por um mecânico de confiança. Caso seja constatado comprometimento da peça, a substituição do tubo interno deve ser realizada para preservar o funcionamento da suspensão e manter a segurança durante a pilotagem.

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Riffel amplia portfólio com nova linha de pastilhas e patins de freio

Riffel amplia portfólio com nova linha de pastilhas e patins de freio

Componentes para motocicletas chegam ao mercado de reposição com composto orgânico, classificação FF e foco em estabilidade de frenagem

A Riffel anunciou a entrada no segmento de freios para motocicletas com o lançamento de uma nova linha de pastilhas e patins de freio destinados ao mercado de reposição. A novidade amplia o portfólio da fabricante, conhecida pelos kits de transmissão, e passa a atender um dos sistemas mais importantes para a segurança do motociclista.

Desenvolvidos para uso urbano e rodoviário, os novos componentes foram projetados para oferecer estabilidade de frenagem em diferentes condições de temperatura, além de priorizar durabilidade, conforto durante a pilotagem e facilidade de instalação. Segundo a empresa, a linha passou por testes laboratoriais e validações em campo antes de chegar ao mercado.

Engenharia aplicada para aumentar a segurança

As novas pastilhas e patins utilizam um composto orgânico formado por uma combinação de 17 componentes técnicos. De acordo com a fabricante, essa composição proporciona frenagem progressiva, redução de ruídos e menor desgaste dos demais itens do sistema, como discos e tambores de freio.

Outro destaque é o controle do coeficiente de atrito dentro da classificação FF, característica que busca manter o desempenho da frenagem tanto em baixas quanto em altas temperaturas. Esse comportamento é importante para motocicletas utilizadas em trajetos urbanos, com paradas frequentes, e também em deslocamentos rodoviários.

A linha reúne ainda características voltadas à durabilidade e ao processo de instalação. Nas pastilhas, a base em aço carbono recebe pintura eletrostática para aumentar a resistência à corrosão. Além disso, frisos e chanfros contribuem para a dissipação do calor e ajudam no controle acústico durante o funcionamento.

Já os patins de freio contam com corpo em alumínio fundido, material que favorece a dissipação térmica e reduz o peso do conjunto. Os componentes são fornecidos com molas temperadas, o que simplifica a instalação nas oficinas.

O que muda para o mercado de reposição?

Além das características técnicas, a nova linha aposta em itens voltados à padronização e rastreabilidade dos componentes. Entre os diferenciais informados pela fabricante estão alta precisão dimensional para facilitar o encaixe, fabricação seguindo padrões utilizados em linhas de montagem, produtos isentos de amianto e marcação a laser para identificação das peças.

Segundo a empresa, as embalagens individuais também foram desenvolvidas para preservar o material de atrito até o momento da instalação, reduzindo o risco de danos durante o armazenamento e transporte.

Para atender oficinas e distribuidores, a Riffel informa que disponibilizará suporte técnico, incluindo manual de instalação e uma seção de perguntas frequentes (FAQ). A cobertura da linha contempla modelos de motocicletas de alto giro no mercado brasileiro.

Com a chegada das novas pastilhas e patins de freio, a fabricante amplia sua atuação no mercado de reposição, levando a experiência adquirida em sistemas de transmissão para outro componente diretamente relacionado à segurança da motocicleta.

 

 

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terça-feira, 4 de agosto de 2026

Cummins Brasil ganha prêmios por inovação em energia

Representantes da Cummins Brasil com dois novos prêmios

Soluções para microrredes e uso de combustível renovável em geradores foram reconhecidas por premiação do setor elétrico

A Cummins Brasil recebeu dois importantes reconhecimentos no V Prêmio Potência de Inovação Tecnológica 2026, iniciativa que destaca projetos capazes de impulsionar a evolução do setor elétrico brasileiro. A empresa conquistou medalha de Ouro na categoria Quadros e Painéis e Bronze na categoria Eficiência Energética e Qualidade de Energia.

Os prêmios evidenciam uma estratégia de combinar confiabilidade no fornecimento de energia com tecnologias que contribuam para a redução das emissões de carbono, atual foco da indústria. As iniciativas premiadas atendem segmentos que exigem alto nível de disponibilidade, como data centers, e mostram como novas soluções podem tornar a infraestrutura energética mais eficiente sem comprometer o desempenho.

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Plataforma amplia gerenciamento de sistemas de energia

A medalha de Ouro foi concedida ao case do PowerCommand MGC900, plataforma desenvolvida pela Cummins para integrar diferentes fontes de energia em um único sistema de gerenciamento. Ou seja, essa solução permite controlar grupos geradores, rede elétrica, sistemas fotovoltaicos, bancos de baterias e outras fontes energéticas em uma plataforma.

O sistema foi projetado para atender às demandas da transição energética e possibilita a criação de arquiteturas personalizadas conforme a necessidade de cada operação. Entre os principais recursos estão o monitoramento em tempo real, a escalabilidade e o gerenciamento inteligente dos ativos energéticos.

Novos prêmios recebidos pela Cummins Brasil

Na prática, a plataforma prioriza automaticamente o uso de fontes renováveis sempre que disponíveis, equilibrando geração, armazenamento e consumo de energia. Segundo a Cummins, esse gerenciamento contribui para aumentar a eficiência operacional e reduzir desperdícios.

A empresa informa ainda que projetos internacionais desenvolvidos com essa arquitetura já alcançaram uma redução estimada de até 46 mil toneladas de dióxido de carbono (CO²), demonstrando o potencial da tecnologia para aplicações de maior escala.

Projeto com HVO abre caminho para geração mais sustentável

Já a medalha de Bronze reconheceu um projeto considerado pioneiro no Brasil: a utilização de HVO (Hydrotreated Vegetable Oil) em grupos geradores destinados a um data center hyperscale.

Desenvolvida em parceria com a Distribuidora Cummins Brasil (DCB), a solução contempla uma infraestrutura de 60 MW equipada com 20 grupos geradores Cummins de 3 MW cada. Um dos principais diferenciais é permitir a adoção gradual do combustível renovável sem necessidade de retrofit dos equipamentos, recalibração dos motores ou alterações nos planos de manutenção.

De acordo com a fabricante, a iniciativa demonstra que é possível reduzir a intensidade de carbono da geração de energia em aplicações críticas mantendo elevados níveis de confiabilidade, estabilidade e disponibilidade, requisitos essenciais para data centers de grande porte.

Além de representar um avanço para a adoção de combustíveis renováveis, o projeto estabelece uma base para futuras expansões dessa tecnologia em outras operações que dependem de geração contínua de energia.

As duas soluções premiadas fazem parte da estratégia global Destino ao Zero, por meio da qual a Cummins investe no desenvolvimento de tecnologias voltadas à redução das emissões de gases de efeito estufa. A proposta reúne diferentes soluções energéticas para atender às necessidades da transição energética, conciliando desempenho operacional, segurança no fornecimento de energia e menor impacto ambiental.

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segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Elring renova identidade visual de seu mascote Gnirle

Funcionários ao lado do mascote atualizado da Elring

Nova identidade visual do personagem visa fortalecer a comunicação da empresa com profissionais da reparação automotiva

A Elring anunciou a renovação da identidade visual do Gnirle, mascote representante da marca e que agora ganhou visual mais moderno. A mudança integra uma estratégia de comunicação voltada à aproximação com mecânicos, distribuidores e parceiros, sem deixar de lado a tradição da fabricante de componentes para vedação de motores.

Mais do que uma atualização estética, a reformulação do personagem acompanha um novo momento da empresa. A proposta é tornar a comunicação mais próxima do público da reparação automotiva, utilizando um símbolo já conhecido da marca para reforçar valores como confiança, qualidade e relacionamento com os clientes.

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Mascote mantém história, mas ganha novo visual

Criado na Alemanha, o Gnirle surgiu a partir da participação dos próprios colaboradores da ElringKlinger. O nome foi escolhido por meio de uma votação interna e faz referência direta à fabricante: “Gnirle” é “Elring” escrito ao contrário.

Agora, o mascote passou por uma reestilização completa desenvolvida por uma equipe especializada em design de personagens. O objetivo foi preservar suas características originais, ao mesmo tempo em que sua aparência, expressões e linguagem visual foram modernizadas para atender aos atuais formatos de comunicação da marca.

Vestido como um mecânico, equipado com ferramentas e acompanhado por componentes ligados ao sistema de vedação de motores, o personagem continua representando o universo da reparação automotiva.

Estratégia reforça presença da marca no aftermarket

A renovação do mascote também está alinhada à campanha “Junte-se a nós”, criada para ampliar o relacionamento com os profissionais da reparação automotiva. Agora, o personagem será como um embaixador da marca, aproximando a empresa dos mecânicos e demais especialistas que utilizam seus produtos no cotidiano.

De acordo com Fernanda Barros, chefe de marketing e produtos da Elring Das Original Brasil, a evolução do personagem acompanha o próprio momento vivido pela empresa. A executiva comenta que a empresa quer estar cada vez mais próxima dos profissionais da área. Além disso, ela pontua que o personagem representa essa conexão e torna a comunicação mais próxima.

Nos próximos meses, o novo Gnirle deverá marcar presença em feiras do setor, treinamentos, visitas a clientes e ações nas redes sociais. A expectativa da marca é utilizar o personagem como um elo entre sua tradição no desenvolvimento de soluções para vedação de motores e os profissionais focados na manutenção dos veículos.

 

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