Meu nome é Murilo Barbosa, sou mecanico industrial a 20 anos.
A minha paixão por mecanica vem desde de molequinho, hoje tenho 43 anos e com muita experiencia dessa área maravilhosa, então decedi fazer algo bem bacana... compartilhar tudo que eu sei com vocês.
Palestra daAbrafiltros [Divulgação]Entidade destaca avanços tecnológicos, sustentabilidade e fortalecimento do setor no Brasil ao celebrar duas décadas de atuação
A filtração está presente em praticamente todos os aspectos da vida moderna, embora muitas vezes passe despercebida. Dos veículos que circulam diariamente às estações de tratamento de água, passando por processos industriais e sistemas de controle ambiental, os filtros desempenham um papel essencial para garantir eficiência, segurança e sustentabilidade. É nesse cenário que a Abrafiltros – Associação Brasileira das Empresas de Filtros Automotivos, Industriais e para Estações de Tratamento de Água, Efluentes e Reuso – celebra seus 20 anos de atuação.
Segundo a associação, a evolução tecnológica dos sistemas de filtração e o aumento das exigências ambientais impulsionaram mudanças significativas no mercado. Ao mesmo tempo, a necessidade de maior eficiência operacional e preservação de recursos ampliou a importância da filtração em setores como mobilidade, indústria, saneamento e gestão ambiental.
Setor movimenta bilhões e amplia relevância estratégica
De acordo com dados do Panorama Setorial 2022, elaborado pela própria entidade, o segmento de filtros e sistemas de filtração movimenta mais de R$ 7,6 bilhões no Brasil. O valor reflete a relevância de uma cadeia produtiva diretamente ligada à proteção de equipamentos, aumento da produtividade industrial, controle de emissões e melhoria da qualidade dos processos.
Para João Moura, presidente executivo da Abrafiltros, esse marco representa não apenas a consolidação da entidade, mas também a capacidade de adaptação de toda a indústria diante dos desafios tecnológicos e regulatórios. Ao longo dos anos, a associação passou a atuar de forma segmentada por meio de câmaras setoriais voltadas aos mercados automotivo, industrial e de tratamento de água, efluentes e reuso.
Além disso, a participação em eventos nacionais e internacionais, como feiras ligadas à reposição automotiva, saneamento e filtração industrial, contribuiu para aproximar a indústria brasileira das principais tendências globais.
Sustentabilidade e capacitação estão entre os destaques
Uma das iniciativas de destaque é o programa de Descarte Consciente Abrafiltros, criado em 2012. Ele promove a logística reversa de filtros automotivos usados, auxiliando na economia circular e redução de resíduos. Atualmente em operação em quatro estados brasileiros, o projeto já ultrapassou a marca de 50 milhões de filtros reciclados.
Outro pilar importante da entidade é a disseminação de conhecimento técnico. Nos últimos anos, a empresa investiu na realização de seminários, cursos, palestras e programas digitais voltados à atualização profissional.Assim, iniciativas como o Seminário Brasileiro de filtros e o Abra Talks foram projetados. Para os próximos anos, a expectativa da associação é que a filtração tenha papel ainda mais relevante diante de tendências como eletromobilidade, eficiência energética, reúso de recursos e preservação ambiental.
Future Mobility 2026 [Divulgação]Evento ocupa 100 mil m² no Anhembi e conecta montadoras, tecnologia, energia e novos negócios de mobilidade
A Future Mobility 2026 abriu oficialmente suas portas em São Paulo. Realizada no Distrito e no Sambódromo do Anhembi, a feira reúne diferentes elos da cadeia automotiva em um ambiente integrado de negócios, conteúdo e demonstrações práticas.
São mais de 100 mil m² de área ocupada, 1.000 expositores e cerca de 5.000 marcas representadas. A expectativa é receber mais de 15 mil visitantes B2B ao longo dos quatro dias de evento, além de rodadas de negócios com mais de 200 compradores convidados.
O evento busca aproximar fabricantes, fornecedores, operadores de infraestrutura, empresas de tecnologia e startups que atuam na transformação da mobilidade no Brasil e no mundo.
Mobilidade elétrica, conectividade e novos modelos de negócio
A estrutura da feira foi organizada em diferentes verticais que refletem a transição do setor automotivo. Entre elas, a Eletrocar Show concentra veículos eletrificados, sistemas de recarga, baterias e soluções ligadas à descarbonização do transporte. Nesse espaço, marcas como BYD, CAOA Changan, Foton do Brasil e GAC dividem a atenção com empresas de infraestrutura de energia e carregamento, como Evowatt, Secpower e On Charge, além de fornecedores de sistemas e componentes.
Outro destaque é a Autopeças Show, que reúne o setor de reposição automotiva e tecnologias voltadas à reparação, enquanto a e-Bike Show amplia o debate para micromobilidade, bicicletas elétricas, scooters e soluções urbanas. Segundo a organização, o evento cresceu de forma significativa em relação à edição anterior, com aumento de 800% na área de exposição. O movimento acompanha a expansão do mercado de eletrificação e a entrada de novos players no ecossistema automotivo.
Future Mobility 2026 [Divulgação]
Conteúdo técnico, test drives e experiências no Sambódromo
Além da área de exposição, a Future Mobility 2026 aposta na experiência prática e na geração de conteúdo técnico. A Arena de Conteúdo reúne mais de 30 palestrantes em debates sobre eletrificação, logística urbana, inteligência artificial, veículos autônomos, infraestrutura de recarga e novas estratégias de negócios.
Entre os participantes estão representantes de montadoras, startups, consultorias e empresas de tecnologia. Também estão previstas apresentações de nomes como BYD, Waze, Bright Consulting e outros players do setor.
Future Mobility 2026 [Divulgação]
Com o intuito de entreter e atrair os visitantes, há um espaço com cerca de 35 mil m² dedicados a experiências de condução. O local funciona como uma área de test drives com mais de 2 mil experiências previstas.Esse circuito foi desenvolvido para destacar características de veículos eletrificados e sua dinâmica. O público pode conhecer de perto carros de marcas como General Motors, Volvo, MG Motor, Jetour e GAC.
Além dos test drives com instrutores, o espaço conta com sessões de volta rápida com pilotos profissionais, permitindo que o público acompanhe o desempenho dos veículos em condições mais dinâmicas. Por fim, a feira também aposta na geração de negócios como eixo principal. Rodadas entre compradores e fornecedores miram aproximar diferentes segmentos da cadeia automotiva e acelerar parcerias comerciais.
Linha de molas a gás da Cofap ganha dois novos códigos e eles atendem modelos acessíveis como os SUVs Aircross e Kardian
A Cofap anunciou expansão de sua linha de molas a gás com a inclusão de duas novas aplicações destinadas aos modelos Citroën Aircross e Renault Kardian. A novidade tem como intuito ampliar a cobertura da marca no mercado de reposição.
Embora muitas vezes passem despercebidas pelos motoristas, as molas a gás exercem uma função importante no funcionamento de diversos componentes da carroceria. Elas são responsáveis por auxiliar a abertura e a sustentação de porta-malas, capôs, portas e tampas de compartimentos, garantindo praticidade e segurança durante o uso.
Quando apresentam desgaste, esses componentes podem comprometer a operação adequada das estruturas móveis do veículo. Entre os sintomas mais comuns estão a dificuldade de abertura e a incapacidade de manter o compartimento aberto sem apoio adicional.
Tecnologia garante funcionamento suave e seguro
As molas a gás Cofap utilizam tecnologia monotubular pressurizada, composta basicamente por um tubo e uma haste. O sistema foi desenvolvido para substituir mecanismos convencionais de sustentação, oferecendo redução de peso e maior precisão de funcionamento.
O princípio de operação ocorre por meio de um pistão instalado na extremidade da haste interna, que trabalha sob a pressão do nitrogênio armazenado dentro do tubo. Esse conjunto gera a força necessária para auxiliar a movimentação e a sustentação dos componentes da carroceria.
De acordo com a fabricante, a tecnologia empregada permite manter a força inicial praticamente constante ao longo do curso de funcionamento, mesmo em aplicações que exigem grandes deslocamentos.
Outro aspecto relevante é o acionamento progressivo, que reduz impactos no final do curso e proporciona abertura e fechamento mais suaves. Na prática, isso contribui para aumentar o conforto de utilização e minimizar esforços sobre os pontos de fixação.
Componente exige atenção na manutenção
Nas oficinas, a inspeção das molas a gás deve fazer parte das verificações periódicas, especialmente em veículos com maior tempo de uso. A perda gradual da pressão interna é um processo natural e pode afetar diretamente o desempenho do componente.
Além da dificuldade em sustentar o porta-malas ou o capô aberto, sinais como vazamentos, corrosão na haste e movimentação irregular indicam a necessidade de substituição.
Segundo a Cofap, todos os componentes são desenvolvidos de acordo com as especificações originais dos fabricantes, buscando manter características equivalentes às das peças genuínas.
A empresa destaca ainda que realiza investimentos contínuos em desenvolvimento de produtos, processos produtivos e testes de resistência e durabilidade, com o objetivo de ampliar a oferta de soluções para o mercado de reposição automotiva.
Centro de desmontagem do conglomerado desmontou diversos carros e as peças podem ser compradas de maneira simples
O Centro de Desmontagem Veicular Circular AutoPeças da Stellantis alcançou um feito histórico. Localizado em Osasco, Grande São Paulo, o local desmontou o milésimo veículo recentemente. Além disso, o polo ainda reciclou mais de 740 toneladas de materiais destinados à reciclagem.
Conhecido por CDV, o negócio comandado pelo conglomerado automotivo comercializou mais de oito mil peças para o mercado de reposição. As vendas ocorrem tanto na loja localizada em Osasco (SP) quanto em meios digitais como Mercado Livre, Shopee e também pelo atendimento via WhatsApp.
Os clientes podem comprar peças para motores, transmissão, itens de lataria, módulos eletrônicos e outros componentes. Em nove meses de atuação, o centro de desmontagem da Stellantis também recuperou cerca de 740 toneladas de materiais automotivos destinados à reciclagem e à reinserção na cadeia produtiva.
Cuidando do meio ambiente
Deste total, mais de 640 toneladas eram tanto aço quanto alumínio provenientes de carcaças dos carros e de outros componentes. Cobre e plástico também estão entre os materiais recuperados. Ainda nesse sentido, o centro de desmontagem recolheu mais de oito mil litros de fluidos automotivos e deu o descarte correto.
Neste caso, os produtos são separados por tipo da matéria-prima e destinados a parceiros homologados da Stellantis e que os reaproveitam da maneira ideal. Paulo Solti, vice-presidente sênior de Peças e Serviços para América do Sul, deu detalhes dessas novidades.
De acordo com o executivo, a economia circular é um dos pilares de sustentabilidade da Stellantis. Inclusive, ele comentou que o marco de mil carros desmontados demonstra a possibilidade de transformar o fim de ciclo da vida útil de um carro em novas oportunidades de geração de valor.
A volta dos que se foram
O conglomerado ainda cuida do Centro de Recondicionamento Veicular, o CRV. Este polo fica localizado em Betim, Minas Gerais, e o foco é recuperar veículos que ainda podem ser utilizados depois de alguns cuidados. Com pouco mais de dois anos de funcionamento, o CRV já recondicionou mais de 400 carros que teriam o descarte prematuro.
Aliás, essa iniciativa ainda promoveu outro importante feito social. Cerca de 18 jovens aprendizes que passaram pelo programa foram contratados pela Stellantis e uma nova turma de alunos vai iniciar suas atividades ao longo do segundo semestre de 2026.
Se você for viajar nas férias de julho, é bom levar seu carro até uma oficina para fazer uma revisão detalhada destes itens
O mês de julho está chegando e as férias escolares também. De olho nisso, o Sindicato das Empresas de Reparação de Veículos do Paraná (Sindirepa-PR) criou um guia para orientar os motoristas na hora de fazer a revisão preventiva e que tem o intuito de evitar imprevistos durante as viagens.
De acordo com o sindicato, itens como freios, pneus e suspensão devem ser avaliados com cautela e por um mecânico de confiança. Ainda nesse sentido, o condutor também deve checar o sistema de direção, bateria, óleo do motor e as palhetas dos limpadores de para-brisa.
Faróis e lanternas, líquido de arrefecimento e fluido de freio também precisam de atenção especial. Sandro Cruppeizaki, presidente do Sindirepa-PR, comentou que a verificação desses itens dos carros precisa fazer parte do planejamento da viagem.
Atenção nos mínimos detalhes
Sandro pontuou que o veículo deve estar preparado para enfrentar trajetos longos e condições adversas de uso. Ele também falou que as revisões periódicas ajudam a aumentar a confiabilidade no veículo, reduz o desgaste dos componentes e evita que um pequeno reparo se torne um gasto excessivo futuramente.
O presidente do Sindirepa-PR revelou que checar a calibragem dos pneus e estepe, se atentar a validade dos equipamentos obrigatórios e verificar o funcionamento da iluminação geral do veículo também faz parte da verificação dos itens preventivos.
Cruppeizaki disse que conferir a documentação do automóvel, planejar o trajeto das viagens e respeitar os limites de velocidade das vias são importantes.
Cuidado nunca é demais
Por fim, o executivo afirmou que a manutenção preventiva deve ser feita em oficinas de confiança e usar peças de procedência, em caso de troca. Outra dica dada por Sandro foi sobre não deixar a revisão para última hora.
Em sua visão, muitos motoristas devem optar por cuidar minuciosamente de seus carros antes das viagens. Dessa forma, é possível agendar serviços sem tanto sufoco e ainda não compromete a data da viagem, em caso de um atendimento personalizado.
Prêmio do Sindirepa-SP reconheceu diversas marcas focadas no setor de reposição automotiva em uma cerimônia realizada em São Paulo
O Sindirepa-SP realizou a cerimônia para revelar os ganhadores da 17ª edição do prêmio de Os Melhores do Ano. A premiação tem como intuito reconhecer as marcas eleitas pelos reparadores por qualidade, confiança e relacionamento com o setor de reposição automotiva.
A pesquisa foi realizada pelo CINAU, Central de Inteligência Automotiva. As marcas bem posicionadas em cada categoria recebem selos Ouro, Prata e Bronze, segundo a classificação obtida.
A cerimônia reuniu fabricantes, diretoria do Sindirepa-SP, representantes do Sindipeças, do IQA, do Senai e a imprensa. A iniciativa contou com alguns patrocinadores na categoria Ouro, entre eles Bradesco Seguros, COFAP, DRiV, Porto Seguro, Azul Seguros, Schaeffler e Takao.
Já os patrocinadores da categoria prata foram: Bosch, Continental, Delphi, Denso, Fras-le, Fremax, Nakata, Controil, KS Mahle e Mann Filter. E a categoria Bronze foi patrocinada por IQA, Solera, Wega, Indisa e Tecalliance.
E os vencedores?
O primeiro lugar para amortecedores foi para COFAP. Monroe ficou em segundo e Nakata em terceiro.
Em Bomba d’água, o primeiro lugar foi para Indisa. Schadek/ Urba ficou em segundo lugar e Nakata em terceiro.
A Bosch ficou em primeiro lugar na categoria de Bomba de combustível. O pódio foi complementado por AC Delco e Schadek, na ordem.
Em cabo de ignição, a NGK ficou em primeiro lugar. Enquanto isso, Bosch e Magneti Marelli ocuparam as demais posições.
Componente de motor teve como destaque Mahlemetal Leve. KS ficou em segundo lugar e Takao em terceiro.
Em correias, o primeiro lugar foi para Continental. O segundo foi para Dayco e o terceiro ficou com Gates.
Disco de freio coroou a marca Fremax. Já Hipper Freios ficou em segundo lugar e Bosch em terceiro lugar.
Em embreagem, o primeiro posto foi para LUK. O segundo ficou com Sachs e o terceiro com Valeo.
Na categoria Equipamento de diagnóstico de motor, o destaque foi para Bosch. O segundo lugar foi para Launch e o terceiro foi para Tecnomotor.
Em filtros, o primeiro lugar ficou com Mann Filter, o segundo foi para Wega e o terceiro foi para Tecfil.
Em junta homocinética, o primeiro lugar foi para COFAP, o segundo foi para Nakata e o terceiro foi para Dana Spicer.
Na categoria óleo, a Mobil ficou em primeira posição. Já Lubrax e Ipiranga vieram atrás, respectivamente.
Em pastilha de freio, o primeiro lugar foi da Cobreq. A Fras-le ficou em segundo e Hipper Freios em terceiro lugar.
Em Rolamento, o destaque foi a SKF. A INA veio em segundo e a NSK em terceiro.
Na categoria climatização, o primeiro lugar foi para Denso. O segundo ficou com Mahle/ Valeo e o terceiro com Delphi.
Por fim, em vela de ignição, o primeiro posto ficou para a NGK. Em segundo lugar ficou a Bosch e em terceiro a AC Delco.
Coluna Fernando Calmon nº 1.406: Hyundai i20 é um crossover, mas que não chega a ser raiz
Havia um intervalo em dimensões, preços e propostas entre o hatch HB20 e o SUV Creta que a marca sul-coreana precisava preencher. Quando o i20 começou a ser testado camufladamente pela fábrica, alguns o apontaram como sucessor do HB20, mas na realidade tratava-se de um novo carro. Ele é um pouco maior que o HB 20 pelas suas dimensões a seguir, contudo enquadra-se mais como um crossover “leve”.
Dimensões (mm): comprimento, 4.130; entre-eixos, 2.580; largura, 1.780 (2.045 com espelhos); altura, 1.505. Volumes (L): porta-malas, 346; tanque, 50. Massa: 1.205 kg. Motor 3-cilindros turbo 1-L flex: potência 115 cv (E)/(G); torque 17,5 kgf·m (E)/(G). Consumo (Inmetro km/L, cidade/estrada): 8,8/10,1 (E); 12,6/14,3 (G). Alcance (Inmetro km, cidade/estrada): 440/505 (E); 630/715 (G). Tração dianteira. Câmbio automático epicíclico, seis marchas. Aceleração 0 a 100 km/h (s): 11,7 (E)/(G).
Versões de entrada (duas, das seis disponíveis) têm apenas motores flex de aspiração natural com potência e torque cerca de um terço menores. A visão 3/4 de frente impressiona positivamente com faróis e lanternas bem dimensionados. De perfil destacam-se as rodas de liga leve de17 pol., mas o desenho avantajado da coluna traseira ficou bem estranho. Lanternas traseiras interligadas são atraentes.
O interior traz algumas novidades a exemplo das saídas de ar verticais. Telas integradas (instrumentos e multimídia), ambas de 12,3 pol., superam as dos concorrentes nas versões de maior preço. Já materiais de acabamento poderiam ser melhores. Distância entre eixos, um pouco maior do que Tera, Pulse e Sonic, proporciona mais espaço para as pernas no banco traseiro. Em volume do porta-malas o Sonic leva a melhor com 46 litros extras. Nos quesitos segurança ativa e sistemas avançados de assistência ao motorista (Adas, na sigla em inglês) conta com 10 itens, o dobro dos três concorrentes.
Primeiro contato dinâmico com o i20 foi limitado, em circuito muito curto e demarcado. Respostas de direção e estabilidade agradam. Perda de desempenho (menos 5 cv a fim de se enquadrar no programa IPI Verde) naquelas condições é pouco sentida, porém em situações reais o HB20 (100 kg mais leve) certamente vai melhor. Uma clara vantagem sobre os concorrentes é o freio de estacionamento de imobilização e liberação automáticas (auto-hold, em inglês), bastante útil no para e anda do trânsito.
Preços: R$ 99.990 a R$ 139.990.
Impressões: Caoa Changan CS75 estreia com bom preço
Produzido em Anápolis (GO), o novo SUV de origem chinesa chega em sua quarta geração global, versão única Infinity e após passar por adaptações às condições brasileiras em dois milhões de quilômetros de testes. O modelo acumula mais de três milhões de unidades comercializadas em 117 países.
Tem porte médio-grande, um pouco maior que o Tiggo 8 da própria Caoa e o Commander: 4.770 mm de comprimento, 2.800 mm de entre-eixos, 1.910 mm de largura e 1.705 mm de altura. Destaque para o porta-malas de 610 L (com assoalho rebaixado, 725 L). Conta com teto solar panorâmico, três telas que somam 37,2 pol. (a de multimídia de 14,6 pol. oferece conectividade sem fio com Android Auto e Apple CarPlay) e câmeras com visão 540°.
Suspensões são independentes nas quatro rodas de 20 pol. Motor 1,5 L, turbo flex, 180 cv e 29,2 kgf·m. Câmbio automático, oito marchas. Recebeu classificação máxima de cinco estrelas em testes de colisão NCAP. Pacote de assistências ao motorista inclui entre outros recursos controle adaptativo de velocidade de cruzeiro e de permanência na faixa, além de frenagem autônoma de emergência. Garantia de sete anos ou 150.000 km.
Em um percurso de cerca de 60 km entre São Roque (SP) e São Paulo, o CS75 destacou-se por oferecer bom posicionamento ao volante e amplo espaço interno também para ocupantes do banco traseiro. Calibração das suspensões é mais focada em suavidade do que firmeza, um padrão na maioria dos produtos chineses. Trocas de marcha são discretas. Respostas do motor ocorrem de forma progressiva, favorecendo tanto o nível de ruído em velocidades de cruzeiro, quanto as retomadas típicas de rodovias.
Preço: R$ 199.990.
Estudo da Deloitte: preocupações com recarga de elétricos
A consultoria de atuação global apresentou seu Estudo do Consumidor de Automóveis, encerrado no final do ano passado e agora divulgado. Relatório é longo, entrevistou 28.000 consumidores em 27 países e cobre vários aspectos em relação às premissas de quem vai adquirir um automóvel, abrangendo suas expectativas e preocupações. A pesquisa incluiu o Brasil e novas variáveis na hora de comprar ou trocar de carro.
Deloitte apontou a infraestrutura limitada de recarga como um dos principais desafios para a adoção de veículos elétricos no País. Há preocupação em relação à sua disponibilidade. Indicou que 93% dos consumidores brasileiros – e 86% da média global – esperam recarregar os elétricos em residências ou locais de trabalho que ofereçam essa possibilidade. Esse fato evidencia a necessidade de expansão da infraestrutura pública para atender à demanda atual e futura.
Entretanto, também revelou um descompasso entre a intenção de recarregar os elétricos apenas em casa ou em condomínios residenciais. Além da preparação para isso e a depender de aprovação de outros moradores, persiste a falta de certeza de que será fácil encontrar sempre carregadores públicos suficientes e rápidos fora dos locais de trabalho. Isso abrange centros de compras e de lazer (shoppings).
Entre os brasileiros que desejam realizar a recarga residencial, 67% não possuem carregadores, percentual que é ainda maior no Japão, (75%), e menor na média global, (48%). Na China, pontos de recarga domiciliares estão bem difundidos: 88% dos entrevistados utilizam carregadores em casa. Porém, 42% deles demonstraram interesse por utilizá-los também no trabalho e em estações públicas, ou seja, mais opções.
Embora a enquete não tenha aberto outras possibilidades, a recarga em estradas é outro ponto importante. Em países de dimensões continentais, a exemplo do Brasil, trata-se de uma limitação existente e desafiadora nos próximos anos.
Mulheres mais bem protegidas em pesquisas de colisões
Há décadas os estudos para veículos mais seguros vêm sendo desenvolvidos e avaliados, em grande parte, com base em bonecos que representam na sua maioria um ocupante masculino médio. No entanto, as pessoas têm formas e tamanhos diferentes. Assim, sistemas e seus testes precisam visar a proteção de todos.
Agora está em execução, desde janeiro último, um novo projeto chamado Viva Plus com objetivo de aperfeiçoar as pesquisas sobre segurança automobilística e possibilitar testes virtuais neutros em termos de gênero. Para isso será criada uma biblioteca aberta de Modelos do Corpo Humano qualificados e certificados, o que tornará possível avaliar facilmente o desempenho da segurança nos veículos a partir de representações tanto masculinas quanto femininas.
Ao aprimorar a previsão de lesões em uma parcela mais ampla da população, os resultados poderão apoiar novos requisitos da segurança automobilística, decisões de projeto e medidas bem fundamentadas, que contribuirão, em última instância, para uma melhor proteção de todos os usuários dos veículos e das vias.
O projeto liderado pela Universidade de Tecnologia de Chalmers é financiado por um programa específico da Administração de Transportes da Suécia (equivalente ao Ministérios dos Transportes, no Brasil). A conclusão dos estudos está prevista para setembro de 2027.
Fernando Calmon é jornalista especializado e colunista do Portal da Revista O Mecânico. Acesse: https://ift.tt/lOdj7bZ