Meu nome é Murilo Barbosa, sou mecanico industrial a 20 anos.
A minha paixão por mecanica vem desde de molequinho, hoje tenho 43 anos e com muita experiencia dessa área maravilhosa, então decedi fazer algo bem bacana... compartilhar tudo que eu sei com vocês.
Componente atua na redução do atrito, preserva peças mais caras e pode indicar falhas de lubrificação antes de danos graves
Presentes em motores de veículos leves, comerciais, pesados e híbridos, as bronzinas desempenham uma função essencial para a durabilidade do conjunto mecânico. Embora sejam pouco visíveis para o motorista, esses componentes são responsáveis por evitar o contato direto entre partes metálicas móveis, contribuindo para a redução do atrito e para o correto funcionamento do sistema de lubrificação.
Além de favorecer a eficiência do motor, as bronzinas também desempenham outro papel importante: servem como uma espécie de “alerta antecipado” para problemas internos. Segundo a MAHLE, o componente é o primeiro a reagir quando ocorre alguma anomalia relacionada à lubrificação, ajudando a preservar peças mais complexas e de maior valor.
Aplicadas entre componentes como virabrequim e bielas, as bronzinas trabalham em condições severas e, quando corretamente dimensionadas, podem acompanhar toda a vida útil do motor, que em muitos casos supera os 200 mil quilômetros.
Desgaste controlado evita danos maiores ao motor
De acordo com Ednilson Rodrigues, engenheiro de Desenvolvimento de Produto da MAHLE, o desgaste da bronzina funciona como uma proteção para o sistema.
Quando há alguma falha de lubrificação, o componente é projetado para sofrer desgaste antes de peças mais caras, como o virabrequim. Dessa forma, é possível evitar danos de maior complexidade e custos mais elevados de reparação.
Existem diferentes tipos de bronzinas, como as de biela, de mancal e as flangeadas. Estas últimas são responsáveis pelo controle da folga axial do virabrequim. Em condições normais, o desgaste ocorre de forma uniforme, permitindo longa durabilidade.
Para atender às exigências dos motores modernos, a fabricante utiliza ligas metálicas especiais e diferentes tecnologias de revestimento, incluindo deposição galvânica, polímeros e sputter. Também são empregados processos como sinterização, fundição e cladeamento, garantindo precisão dimensional e repetibilidade na fabricação.
Segundo a empresa, os revestimentos poliméricos foram desenvolvidos para suportar situações mais severas, como partidas a frio, sistemas start-stop e ciclos frequentes de acionamento, contribuindo para reduzir o atrito e melhorar a dissipação térmica.
Montagem incorreta está entre as dúvidas mais frequentes
Entre as principais questões recebidas pelo suporte técnico da MAHLE, uma das mais comuns está relacionada à interpretação do ressalto de localização da bronzina.
Conforme explica Flavio Donizete Poloni, engenheiro de Assistência Técnica da companhia, muitos profissionais da reparação interpretam esse recurso como uma trava. Na prática, porém, ele funciona apenas como uma referência para posicionamento durante a montagem.
A fixação da peça ocorre pela interferência dimensional entre a bronzina e o alojamento, e não pelo ressalto. Por isso, compreender as características construtivas do componente é fundamental para evitar erros na instalação.
A operação brasileira da MAHLE conta com fábricas em Itajubá (MG) e São Bernardo do Campo (SP), responsáveis tanto pela produção nacional quanto pelo fornecimento de materiais para outras unidades do grupo ao redor do mundo.
Além do fornecimento para o mercado de reposição, a empresa atua como fabricante original para diversas montadoras, incluindo motores utilizados por Stellantis, Renault, GM, Mercedes-Benz, MAN e MWM. A companhia também mantém programas de treinamento e capacitação técnica em parceria com o SENAI e por meio de plataformas digitais voltadas aos profissionais da reparação.
Coluna Fernando Calmon: Anfavea Visions destaca desafios que a indústria terá de enfrentar
Igor Calvet, presidente da entidade que nasceu com a indústria automobilística brasileira há sete décadas, ressaltou que nos próximos anos será fundamental atentar para a verdadeira mudança de paradigma estabelecida nos grandes polos produtivos mundiais. Três executivos — Herlander Zola, presidente da Stellantis para a América do Sul; Ariel Montenegro, presidente da Renault do Brasil e Evandro Maggio, presidente da Toyota do Brasil — colocaram em pauta os desafios à frente. Não serão poucos, a exemplo do que já ocorre na atualidade com 11 novas marcas no mercado, quase todas chinesas. Algumas já empenhadas em iniciar montagem local.
Zola ressaltou a necessidade de aumentar a competividade, sem deixar de lado a importância de localização de componentes. A China teve crescimento avassalador e estabeleceu grandes diferenças que marcas ocidentais precisam diminuir. Para o Brasil em particular ele apontou parcerias com as chinesas Leapmotor e possivelmente Dongfeng. No caso da primeira marca, ressaltou a produção CKD do B10 e do C10, em Goiana (PE). Ressalvou, entretanto, que a generalização de CKDs desequilibra a geração de empregos tão importante para o País.
Montenegro destacou o sucesso dos programas Mover e Carro Sustentável. Os avanços também dependem de velocidade nas decisões e escala de produção. Por isso antecipou a produção do elétrico EX2 na fábrica paranaense pela crescente aceitação de modelos de preços mais baixos. Ressaltou que a competividade mundial mudou de patamar e Inteligência Artificial vai acelerar as transformações em curso.
Maggio frisou a relevância de ter menos dependência do que vem do exterior, aumentar o índice de localização de componentes e desenvolver a engenharia nacional. Dez anos atrás, carros de entrada tinham maior participação de mercado do que atualmente. Hoje, acrescentou, há maior sofisticação e preços naturalmente mais altos. O Mover levou a marca a fazer o maior investimento de sua história, desde a inauguração da primeira fábrica há 64 anos.
No segundo dia do Anfavea Visions, o CEO da VW, Ciro Possobom, disse que, apesar das dificuldades, o Brasil produz veículos mais baratos do que os equivalentes no exterior. Contudo, é necessário fabricá-los de forma mais rápida para não ficar atrás da concorrência externa. Eduardo Jurcevic, CEO do Webmotors, ressaltou que consumidor jovem hoje tem menos pressa. Antes, quando completava 18 anos, tratava de logo obter a CNH e comprar (ou ganhar) um carro.
Balanço final do evento na visão da Anfavea: “O Brasil reúne escala de mercado, capacidade industrial, engenharia, matriz energética limpa e experiência em múltiplas rotas tecnológicas. Todavia, precisa transformar esses atributos em decisões coordenadas, investimentos e políticas de longo prazo a fim de ocupar um lugar relevante na nova indústria da mobilidade.”
Marcas chinesas enfrentam desvalorização na Alemanha
Apesar do avanço chinês em termos de estilo, modelos elétricos, híbridos ou só com motores a combustão de especificações surpreendentes e, em especial, a preços bem baixos, a situação atual na Alemanha, maior mercado do continente europeu, apresenta números decepcionantes quanto à desvalorização de usados. O estudo publicado pela alemã DAT (equivalente à tabela FIPE, no Brasil) foi repercutido pelo site Automotive News Europe (ANE), agora no final de maio.
Quase metade dos entrevistados teme o desaparecimento de várias marcas chinesas, nos próximos cinco anos, com reflexo na disponibilidade de peças de reposição e consequente problemas de manutenção e reparação a longo prazo. Segundo Martin Weiss, que comanda o departamento de precificação da DAT, “o mercado carece de experiência com modelos chineses mais antigos. Muitas marcas entraram recentemente no mercado alemão, o que deixa dúvidas sobre durabilidade e qualidade com o passar do tempo”.
Companhias de leasing têm grande participação na Alemanha em veículos de passageiros novos. É bastante comum as empresas em geral oferecerem carros alugados subsidiados aos seus empregados como parte do salário (fringe benefits, em inglês, benefícios adicionais, em português). Weiss declarou à ANE que empresas ofertantes de aluguéis de longo prazo tornaram-se mais cautelosas para aceitar produtos chineses. “Algumas até exigem pagamento antecipado, antes de concordar em incluir os carros em seus portfólios”, ressaltou.
Por outro lado, o correspondente na China do site matriz americano Automotive News, também no final de maio, apontou problemas que já existiam e se agravaram. “As gigantes chinesas de veículos elétricos estão sofrendo em seu próprio país, com a queda nas vendas de elétricos em todo o território nacional e a consequente redução dos lucros de empresas líderes como BYD e Geely.”
Teste: Renegade Willys 2027 é mais Jeep
Retoques de estilo atualizaram o modelo que está no mercado há 11 anos, praticamente sem mudanças estéticas. Visual evoluiu com nova grade e retoques nos faróis. Ao protetor de cárter mais robusto e novas rodas de aro 17 pol. com pneus de uso misto somam-se acabamentos escurecidos nos logotipos e grade, além do adesivo 1941 (ano de fundação da marca) no capô. Para-choques dianteiro e traseiro também são novos.
Dimensões (mm): comprimento, 4.268; entre-eixos, 2.570; largura, 1.805 (2.018 contando os espelhos); altura, 1.731. Volumes (L): porta-malas, 314; tanque, 55. Massa: 1.643 kg. Motor 4-cilindros, turbo 1,3 L flex: potência 176 cv (E)/(G); torque 27,5 kgf·m (E)/(G). Consumo (Inmetro km/L, cidade/estrada): 6,3/7,4 (E); 9,2/10,1 (G). Alcance (Inmetro km, cidade/estrada): 346/407 (E); 506/556 (G). Tração 4×4 sob demanda. Câmbio automático epicíclico, nove marchas. Aceleração 0 a 100 km/h (s): 9,7 s (E)/(G).
O interior do Renegade Willys foi melhorado. Apesar de perder o acabamento emborrachado (mais caro), o console central com alavanca de câmbio mais curta, quadro de instrumentos digital de visual bem elaborado, tela multimídia de 10,1 pol. de novo formato, fácil conectividade e integrada ao assistente Alexa da Amazon, finalmente chegaram saídas do ar-condicionado para o banco traseiro. Teto solar panorâmico mantido.
Nesta versão não existe o recurso semi-híbrido MHEV, certamente para não aumentar o preço, já que seu foco principal é o desempenho fora de estrada e não o para-e-anda das grandes cidades. Estepe tem a mesma medida das rodas de 17 pol. e apesar de limitar o volume do porta-malas, significa mais tranquilidade em caso de um furo. Respostas imediatas ao acelerador, comportamento em curvas compatível com a proposta e dirigibilidade em qualquer tipo de pavimentação confirmam suas qualidades, apesar de seus 1.643 kg em ordem de marcha.
Preço: R$ 189.490.
T-Cross ganha série Rock in Rio na versão 200 TSI
Pela primeira vez o SUV compacto, líder no segmento desde 2023, recebe a grife do importante em nível mundial festival carioca de música e entretenimento. Focado na relação preço-benefício, incorpora itens de série antes restritos às configurações de topo da gama. Motor é o 1-L, turbo, três cilindros, 128 cv (E)/116 cv (G) e 20,4 kgf·m.
Inclui rodas de liga leve diamantadas e escurecidas de 17 pol., retrovisores e maçanetas em preto brilhante, adesivos do evento nas portas dianteiras, colunas traseiras e na tampa do porta-malas. Grade é iluminada por um filete de LED, item antes exclusivo das versões mais caras, Highline e Extreme.
Por dentro, o T-Cross tem bancos com padronagem exclusiva e costuras azuis, detalhes em vermelho e o logotipo do Rock in Rio gravado, que também decora o painel em frente ao passageiro. Sistema de som com seis alto-falantes de série.
Preço: R$ 142.990 (igual ao 200 TSI convencional).
VW também confirmou: ID.4 na configuração mais avançada será seu primeiro carro elétrico, importado da Alemanha, à venda no País. Em relação à versão antes oferecida apenas por assinatura, terá mais potência, torque, alcance e maior velocidade de recarga em corrente contínua (DC). Ainda não divulgou a data de estreia aqui.
Fernando Calmon é jornalista especializado e colunista do Portal da Revista O Mecânico. Acesse: https://ift.tt/gn4iIpq
Projeto desenvolvido no Brasil em parceria com a FPT Industrial combina dois biocombustíveis e amplia alternativas para a descarbonização do transporte
A busca por soluções de baixo carbono continua impulsionando o desenvolvimento de novas tecnologias para veículos comerciais. Nesse cenário, um projeto liderado no Brasil colocou a MAHLE América do Sul entre os destaques do setor automotivo nacional.
A empresa conquistou o Prêmio ESG da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA) na categoria Inovação Tecnológica graças ao desenvolvimento de um motor multifuel capaz de operar simultaneamente com etanol e biometano. A solução foi criada em parceria com a FPT Industrial e tem como foco aplicações em que a eletrificação ainda encontra limitações.
O reconhecimento foi concedido ao projeto do motor FPT F1C, desenvolvido pelo Centro Tecnológico da MAHLE em Jundiaí (SP), com participação de pesquisadores da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), da Unesp e da Universidade Federal do Pará (UFPA).
Segundo a empresa, a proposta é ampliar as alternativas para a redução das emissões de gases de efeito estufa aproveitando combustíveis renováveis amplamente disponíveis no Brasil.
Motor multifuel passou por mais de 900 horas de testes
Antes de chegar à fase de validação, o motor bicombustível passou por um extenso processo de desenvolvimento. Ao todo, foram mais de 600 horas dedicadas à criação de protótipos de componentes e simulações computacionais.
Além disso, outros 300 horas de ensaios em dinamômetros foram realizadas para comprovar a viabilidade técnica da solução, bem como sua conformidade com as normas de emissões.
De acordo com a MAHLE, os testes também permitiram verificar a eficiência energética e a confiabilidade necessárias para futuras aplicações em veículos.
O projeto teve como objetivo criar uma alternativa para reduzir a pegada de carbono em segmentos em que a eletrificação ainda enfrenta desafios relacionados à infraestrutura e à autonomia.
Centro tecnológico em Jundiaí reúne 220 especialistas
Fundado em 2008, o Centro Tecnológico da MAHLE em Jundiaí tornou-se um dos principais polos de desenvolvimento de mobilidade da América do Sul. Atualmente, a estrutura reúne cerca de 220 profissionais especializados em áreas como termodinâmica, materiais, química, design e análise de fadiga.
Além do desenvolvimento de motores de combustão interna e estudos com combustíveis sustentáveis, a unidade realiza ensaios de durabilidade, vibração, resistência térmica, corrosão e eficiência de filtragem.
A digitalização também faz parte da estratégia do centro de engenharia, que utiliza recursos de simulação virtual para otimizar projetos voltados para motores mais eficientes e alinhados às metas globais de sustentabilidade.
Com o reconhecimento da AEA, a MAHLE reforça a importância da colaboração entre indústria e universidades brasileiras para acelerar a transição energética e ampliar as opções tecnológicas voltadas à descarbonização do transporte.
Especialista alerta que a escolha correta do lubrificante e a manutenção preventiva ajudam a evitar paradas inesperadas e reduzir os custos da operação
Com o aumento da demanda por transporte durante a safra, os caminhões enfrentam jornadas mais longas, altas temperaturas e cargas elevadas. Em meio a esse cenário, um item muitas vezes tratado como rotina pode fazer diferença no desempenho e na disponibilidade da frota: a lubrificação do motor.
Embora nem sempre seja percebido pelo transportador, o uso do óleo correto influencia diretamente o consumo de combustível, a durabilidade dos componentes e até mesmo a continuidade das operações. Em períodos de trabalho intenso, falhas mecânicas podem representar prejuízos importantes e comprometer prazos de entrega.
Segundo Wellington Santos, técnico em implantação de tecnologia da Castrol, o lubrificante desempenha uma função essencial na proteção dos componentes internos do motor.
“Em regimes severos, o óleo precisa manter a formação do filme lubrificante mesmo sob altas cargas e temperaturas. Quando isso não acontece, há aumento do atrito e desgaste acelerado dos componentes”, explica.
Operação intensa acelera a degradação do lubrificante
Durante a safra, muitos caminhões permanecem em atividade por longos períodos sem interrupções. Como consequência, o óleo é submetido a condições mais severas, o que acelera sua degradação.
Além disso, a utilização de produtos fora das especificações recomendadas pode afetar não apenas o motor, mas também outros sistemas do veículo.
De acordo com o especialista, formulações mais avançadas contam com aditivos que ajudam a manter a limpeza interna do motor e a preservar as características do lubrificante por mais tempo.
Outro problema está relacionado à formação de depósitos e borra, que prejudicam a dissipação do calor e podem comprometer o funcionamento do conjunto mecânico.
Consumo de combustível e risco de paradas entram na conta
Os impactos de uma lubrificação inadequada vão além da vida útil do motor. O aumento do atrito interno faz com que o propulsor trabalhe mais para entregar o mesmo desempenho, elevando o consumo de combustível.
Ao mesmo tempo, componentes como pistões, anéis, camisas, válvulas e a turbina estão entre os mais sensíveis ao desgaste. Transmissão, eixos e diferenciais também exigem fluidos específicos para garantir o funcionamento adequado.
Entre os erros mais comuns apontados pelo especialista está a escolha do lubrificante baseada apenas no preço. Outro equívoco frequente é misturar produtos incompatíveis ou ultrapassar os intervalos recomendados para a troca.
Por isso, a principal recomendação é seguir as especificações definidas pelo fabricante do veículo, respeitando os requisitos de viscosidade e classificações internacionais.
Também é importante observar a procedência do produto e adquirir lubrificantes de fornecedores confiáveis.
Além da troca de óleo dentro dos prazos corretos, algumas medidas ajudam a reduzir riscos durante a safra. Entre elas estão a inspeção periódica do nível e da aparência do óleo, a utilização de fluidos específicos para cada sistema e a realização da manutenção preventiva.
Segundo Wellington Santos, quando aplicado corretamente, o lubrificante deixa de ser apenas um item de manutenção e passa a ter papel estratégico na redução dos custos operacionais e no aumento da disponibilidade da frota.
Empresa amplia investimentos em manufatura inteligente e reforça presença no mercado de reposição
A Master Freios completa quatro décadas de atuação no mercado de veículos comerciais acumulando números que ajudam a explicar sua trajetória. Desde a fundação, a companhia produziu mais de 20 milhões de freios e desenvolveu um portfólio com mais de 40 mil referências voltadas aos segmentos de caminhões, ônibus, reboques e semirreboques.
Com sede em Caxias do Sul (RS), a empresa, fruto da joint venture entre a Randoncorp e o grupo Cummins, mantém capacidade produtiva superior a um milhão de unidades por ano. Além disso, tem direcionado investimentos para manufatura inteligente e sistemas de lean manufacturing com foco na prevenção de erros e no aumento da eficiência operacional.
Segundo o diretor executivo da Master Freios, Bernardo Bregoli Soares, a marca de 40 anos representa um momento de reconhecimento da trajetória construída desde a criação da empresa.
“Desde a origem da parceria, fruto da união visionária entre Randoncorp e Cummins, a empresa se consolidou como referência na fabricação de freios para veículos comerciais no Brasil e no mundo. Além disso, renovamos recentemente a joint venture para mais 20 anos, reafirmando confiança e propósito comum”, afirma.
Expansão reforça estratégia de crescimento
Nos últimos anos, a Master Freios acelerou seu plano de expansão por meio de investimentos e aquisições. Em 2024, a companhia concluiu a aquisição do grupo britânico EBS (European Braking Systems), movimento que ampliou sua presença internacional e fortaleceu a oferta de soluções para o setor.
Antes disso, em 2020, a empresa incorporou a Ferrari, metalúrgica localizada em Flores da Cunha (RS), como parte da estratégia para ampliar sua capacidade de atuação e reforçar a presença em diferentes segmentos do mercado.
Enquanto isso, a renovação da joint venture entre Randoncorp e Cummins por mais duas décadas reforça a continuidade da parceria e dos projetos voltados ao desenvolvimento da empresa.
Centro logístico em São Paulo amplia atuação no aftermarket
Outro passo importante foi dado em abril deste ano, quando a Master Freios inaugurou, em parceria com a Suspensys, o Centro Logístico da vertical de Autopeças da Randoncorp, em Mogi Guaçu (SP).
O investimento é direcionado ao segmento de reposição e faz parte da estratégia de crescimento da companhia, buscando maior proximidade com clientes do aftermarket e ganhos em logística e distribuição.
Ao completar 40 anos, a fabricante chega a um novo ciclo de expansão apoiado em tecnologia, processos produtivos mais eficientes e fortalecimento da presença nos mercados nacional e internacional.
Técnica usada nos testes de impacto revela como cabeça e rosto interagem com os airbags em diferentes cenários de colisão
Quando se fala em testes de segurança automotiva, é comum imaginar laboratórios repletos de sensores, câmeras de alta velocidade e sofisticados equipamentos de medição. Mas uma técnica curiosa utilizada pela Volvo Cars há mais de uma década chama a atenção por sua simplicidade: os chamados “beijos” dos dummies.
Longe de qualquer simbolismo romântico, esses “beijos” têm um papel importante no desenvolvimento dos sistemas de proteção dos veículos da marca sueca. A prática consiste na aplicação de um marcador visual semelhante a um batom no rosto dos bonecos de teste utilizados em colisões, permitindo identificar exatamente como ocorre o contato com o airbag durante um impacto.
O método ajuda os engenheiros a compreender detalhes que nem sempre aparecem nos dados coletados pelos sensores. Dessa forma, é possível aperfeiçoar ainda mais a proteção oferecida aos ocupantes em situações reais de acidente.
Como funciona o teste dos “beijos”
Os experimentos são realizados no Centro de Segurança da Volvo Cars, uma das instalações mais avançadas da fabricante para pesquisa e desenvolvimento de tecnologias voltadas à proteção dos ocupantes.
No procedimento, uma espécie de grease paint — material semelhante a uma maquiagem de alta aderência — é aplicada no rosto dos dummies. Durante a colisão, o marcador deixa rastros visíveis no airbag, permitindo que os técnicos identifiquem o ponto exato do primeiro contato e o movimento realizado pela cabeça durante a desaceleração.
Embora pareça um detalhe simples, a informação é valiosa para os engenheiros. Isso porque os sensores convencionais conseguem medir forças, acelerações e possíveis níveis de lesão. Entretanto, eles não mostram com precisão como ocorreu a interação física entre o ocupante e o airbag.
Com a marca deixada pelo “batom”, a Volvo consegue analisar a trajetória da cabeça e verificar se o sistema de proteção está funcionando da maneira planejada para diferentes perfis de ocupantes.
Diferentes corpos exigem diferentes avaliações
Um dos diferenciais da Volvo Cars está na diversidade de bonecos utilizados em seus testes. Atualmente, a montadora conta com aproximadamente 100 dummies de diferentes tamanhos, pesos, idades e características físicas.
Há modelos específicos para representar homens, mulheres e crianças, além de versões desenvolvidas para testes de colisão frontal, lateral e traseira. Segundo Felipe Godoy, diretor de Marketing, Comunicação e Customer Success da Volvo Car Brasil, essa variedade permite que os estudos reflitam de forma mais fiel a realidade encontrada nas ruas e estradas.
“Além de todos os testes que a Volvo Cars realizou em todos esses anos, possuímos cerca de 100 bonecos de teste de colisão de diferentes tipos para representar homens, mulheres e crianças de diferentes tamanhos, pesos e idades. Existem bonecos diferentes usados para diferentes situações e finalidades, como bonecos para testes de colisão frontal, lateral e traseira. Assim, seguimos nosso maior objetivo de garantir a segurança das pessoas, dentro e fora dos nossos carros”, afirma.
A técnica dos “beijos” é apenas uma das inúmeras ferramentas utilizadas pela fabricante para aprimorar seus sistemas de segurança. Combinada a tecnologias avançadas e décadas de pesquisa em acidentes reais, ela ajuda a explicar por que a Volvo continua sendo uma das referências globais quando o assunto é proteção de ocupantes. Em um setor cada vez mais tecnológico, a curiosa marca de um “batom” pode fazer a diferença na criação de veículos mais seguros para todos.
Seguindo a tradição da marca, o SUV ganha edição especial inspirada no festival, com acabamento diferenciado, rodas exclusivas e equipamentos de versões superiores, o preço é de R$ 142.990.
Não é só de Copa do Mundo que vive a Volkswagen, o festival mais charmoso do Brasil também vai ganhar um veículo com versão exclusiva em sua homenagem. Estamos falando do Volkswagen T-Cross Rock in Rio 2026, edição especial que transforma o SUV no carro oficial de um desse que é um dos maiores festivais de música do mundo. O preço do novo SUV será de R$ 142.990.
A novidade marca a primeira vez que o T-Cross recebe uma versão dedicada ao Rock in Rio, reforçando a ligação da fabricante com o universo musical, e seguindo os passos de modelos como Gol, Fox, Polo e até a Saveiro.
Baseado na versão 200 TSI, o T-Cross Rock in Rio aposta em uma combinação de itens visuais exclusivos e equipamentos normalmente encontrados nas versões mais caras da linha. A proposta é oferecer um pacote diferenciado sem alterar a mecânica do utilitário esportivo.
Entre os destaques externos está a oferta de quatro opções de cores: Preto Ninja, Vermelho Sunset, Cinza Platinum e Cinza Ascot. Nas três últimas, o teto recebe acabamento em Preto Ninja, criando o visual de pintura em dois tons.
Um detalhe que chama atenção é a presença da tonalidade Cinza Ascot, normalmente reservada ao T-Cross Extreme. A edição especial também incorpora rodas de liga leve de 17 polegadas com acabamento diamantado escurecido, além dos pneus Seal Inside®, tecnologia que conta com uma camada selante interna capaz de minimizar a perda de pressão em pequenos furos.
O visual ganha ainda elementos exclusivos ligados ao festival. Adesivos espalhados pela carroceria e a assinatura Rock in Rio nas colunas traseiras ajudam a diferenciar a série especial. Outro item exclusivo é o Light Bar em LED na grade frontal, recurso disponível apenas nas versões Highline e Extreme do SUV.
Interior traz referências ao festival
Por dentro, a cabine recebeu acabamento específico para a edição. O teto escurecido reforça a proposta visual, enquanto os bancos contam com revestimento exclusivo, costuras azuis, detalhes vermelhos e a identidade visual do Rock in Rio.
O painel também exibe a assinatura do festival no lado do passageiro, reforçando a personalização do modelo. Para complementar a experiência, o SUV oferece seis alto-falantes de série, item que dialoga diretamente com a proposta musical da edição.
Parceria histórica com a música
A relação entre Volkswagen e Rock in Rio já soma diversas edições. A marca esteve presente nos festivais realizados em 2011, 2013, 2015, 2022, 2024 e agora em 2026.
Ao longo dessa trajetória, diversos veículos receberam versões comemorativas. Gol e Fox inauguraram a parceria em 2011. Dois anos depois, o Fox voltou a ganhar uma série especial. Em 2015, Fox, Gol e Saveiro foram os representantes da marca. Mais recentemente, o Polo Track recebeu a edição Rock in Rio 2024.