quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Mercado continua a crescer mais que o esperado até mês de setembro

concessionária repleta de clientes

Coluna Fernando Calmon nº 1.422: Mercado continua a crescer mais que o esperado até mês de setembro 

A indústria automobilística já comemora o crescimento acelerado das vendas este ano. Anfavea prevê agora que 3,1 milhões de veículos leves e pesados serão comercializados até o final do ano, um crescimento robusto de 15,2% em relação a 2025. Até mesmo a Fenabrave que costuma ser conservadora em suas previsões, admitiu que “a demanda permanece forte”, embora ainda vá rever os números de fechamento do ano. Atribuiu ao aumento significativo da oferta de modelos híbridos convencionais e plugáveis, além de elétricos, como umas das razões dos bons resultados.

No mês passado foram emplacados 281,4 mil veículos, um resultado que não se observava desde dezembro de 2014. Para ter ideia da aceleração do mercado em 2026, as primeiras previsões da Anfavea estimavam um crescimento ano sobre ano de modestos 2,7%. Agora, são esperadas 3,1 milhões de unidades vendidas no fechamento de 2026.

Apesar do otimismo de um ano muito bom, há algumas ressalvas. Enquanto o mercado cresceu 18%, a produção nacional limitou-se a um avanço de apenas 9%. As estatísticas apontam que as importações avançaram 30,4% na comparação de janeiro a setembro de 2026 frente ao mesmo período do ano passado. Marcas chinesas captaram maior participação ao crescerem 106,4%.

Quanto à produção local, o presidente da Anfavea Igor Calvet ressalvou que boa parte da alta se dá por veículos total ou parcialmente desmontados da China, sem recorrer ao parque brasileiro de autopeças e com pouca mão de obra envolvida. De fato, ainda não se sabe como este cenário vai evoluir. O presidente da Pirelli para a América Latina, Cesar Alarcon, utilizou metáfora futebolística em entrevista ao Jornal do Carro: “Entramos em campo com três jogadores a menos contra pneus importados chineses”.

Stellantis faz diagnóstico sobre competitividade

Presidente da Stellantis América do Sul, Herlander Zola, foi sincero ao admitir que a indústria automobilística ocidental de um modo geral errou ao demorar a perceber o modelo verticalizado de produção chinesa. Esse desenho resultou em custos bem menores e pavimentou o passo seguinte que foi a exportação para o mundo, conforme lembrou em entrevista esta semana.

Tanto os EUA quanto a União Europeia ergueram barreiras tarifárias, ao contrário do Brasil que demorou a perceber as consequências. Solução não está apenas em subir o imposto de importação. “Há outros caminhos possíveis como incentivar os fabricantes de veículos a comprar aço, pneus, plásticos e outros componentes de fornecedores instalados no País. Só este ano serão importados 700.000 veículos leves. Diante do que temos hoje, se nada for feito, é melhor produzir carros na China, desmontar e trazer para cá. É importante criar regras de estímulo”, acrescentou Zola.

Acrescento que o Governo Federal ainda não se deu conta de que taxar a importação de veículos desmontados (CKD) ou semidesmontados (SKD) em 35% é uma barreira insuficiente. EUA e União Europeia reagiram com alíquotas muito maiores como meio de salvar os empregos locais, dispensando a antiga norma da Organização Mundial de Comércio que estipulou alíquota máxima em 35%. Marcas chinesas exportam com grande ajuda governamental, sem nenhuma transparência quanto a custos trabalhistas reais e outros subsídios. Mas, pressionados pela Europa, já começam a instalar fábricas no continente e talvez até nos EUA, se estes permitirem.

Zola também comentou sobre a ascensão de modelos elétricos no mercado brasileiro. Admitiu que, em alguns estados, “quem compra um carro de motor a combustão precisa ganhar um prêmio”. Ele se referia à isenção total do IPVA por tempo indeterminado para modelos elétricos em Pernambuco, por exemplo. Outros estados também criaram incentivos. Especificamente na capital paulista elétricos e híbridos (mesmo os semi-híbridos) estão dispensados do rodízio pelo final de placa.

Lançamento: Honda City 2027 traz boas mudanças visuais

Fabricado no Brasil desde 2009, inicialmente apenas o sedã, o City nas versões sedã e hatch chega ao ano-modelo 2027 com mais uma versão, hatch RS, com uma diferença de preço de R$ 2.100 em relação ao sedã Touring. As mudanças concentram-se na dianteira. Faróis são novos, agora de LED, e não há mais os de neblina. Nas versões mais caras uma estreita faixa iluminada interliga os faróis. Para-choques são um pouco diferentes entre o hatch e o sedã. Visto de perfil não há mudanças à exceção das novas rodas de liga leve de 16 pol. (menos na versão de entrada onde continuam convencionais de aço, de 15 pol. com calotas). Na traseira, para-choques novos para ambas as versões.

O City RS destaca-se pelo preto brilhante aplicado no teto, nas capas dos retrovisores e no defletor traseiro (não é um aerofólio). Rodas de liga leve receberam acabamento escurecido. No interior, esta versão conta com pedaleira de alumínio. Há uma nova central multimídia de 10 pol. com espelhamento sem fio e portas USB-C para as versões Touring e RS com um pormenor interessante: ajusta-se o volume deslocando dois dedos verticalmente na tela para cima e para baixo e com os quatro dedos a função mudo.

Foi mantido o conjunto de assistência semiautônoma que a Honda batiza de Sensing, a partir da versão intermediária EX. Além da frenagem autônoma de emergência, destacam-se a câmera no espelho retrovisor direito, a câmera frontal de visão ampla, controle de cruzeiro adaptativo com função de parada e arrancada em baixa velocidade, mitigação de evasão de pista, assistência de permanência na faixa e comutação automática de farol alto.

Mecanicamente, sem novidades. Mantido o motor flex, aspiração natural, 1,5 L, injeção direta, 126 cv (etanol ou gasolina) e uma diferença mínima de torque (15,8 kgf·m com o combustível vegetal e 15,5 kgf·m com o derivado de petróleo). Quanto ao consumo 9,1 km/l na cidade e 10,8 km/l na estrada com etanol e são 12,9 km/l e 15,3 km/l, quando abastecido com gasolina. O câmbio é sempre automático CVT.

Preços: R$ 118.800 a 157.500 (hatch) e 118.800 a 156.400 (sedã)

Impressões: Leapmotor B10 REEV é alternativa inteligente

Trata-se de uma das melhores opções em termos de desempenho, silêncio e ausência de vibrações, sem se preocupar em planejar longas paradas para recarregar a bateria. Com a arquitetura REEV (sigla em inglês para Veículo Elétrico de Alcance Estendido), o motor a combustão interna (MCI) atua exclusivamente para acionar o gerador que carrega a bateria, sem qualquer ligação mecânica com as rodas. O novo Leapmotor B10 Ultra-Híbrido, marca do grupo Stellantis, soma-se à versão 100% elétrica (BEV) lançada há quase um ano.

A grande vantagem do sistema REEV é a simplificação. Em relação aos híbridos convencionais ou plugáveis, suprime-se a caixa de câmbio e a complexa tecnologia de sincronização entre motores. Como resultado prático uma experiência de condução inerente aos elétricos puros.

No B10 REEV, a propulsão está exclusivamente a cargo de um motor elétrico traseiro de 218 cv e 24,5 kgf·m de torque. O conjunto garante aceleração de 0 a 100 km/h em bons 7,8 s. Sua bateria LFP (lítio-ferro-fosfato) de 18,8 kW⋅h permite 68 km de alcance 100% elétrico, no rigoroso padrão Inmetro. Quando necessário, o motogerador dianteiro de 1,5 L a gasolina (quatro cilindros, ciclo Atkinson, 88 cv e 12,7 kgf·m) entra em ação para gerar energia. Com o tanque de 50 litros, consumo Inmetro de 13,5 km/l, em uso urbano e 12,3 km/l, no rodoviário, o alcance é muito bom: 675 km e 615 km, respectivamente. No otimista ciclo europeu WLTP até 900 km, porém não convém confiar.

Em um percurso básico de avaliação de 63 km, mesclando cidade e estrada, a vocação do B10 REEV ficou evidente. A dinâmica é a de um elétrico pleno com entrega imediata de potência e rodagem suave. A entrada do MCI é sutil. Como este opera apenas para tocar o gerador, sua rotação varia conforme a velocidade do carro, o que elimina o excesso de ruído contínuo comum em outros sistemas híbridos.

As assistências à condução (Adas, Nível 2) mostram eficiência e boa calibração. Comandos físicos para funções essenciais foram eliminados. Todavia, em caso de ajuste do ar-condicionado, por exemplo, exige navegar pela central multimídia, o que desvia a atenção do motorista.

Preço bastante competitivo: R$ 179.990.

Fernando Calmon é jornalista especializado e colunista do Portal da Revista O Mecânico. Acesse: https://ift.tt/pms2fAF

The post Mercado continua a crescer mais que o esperado até mês de setembro appeared first on Revista O Mecânico.


Mercado continua a crescer mais que o esperado até mês de setembro Publicado primeiro em http://omecanico.com.br/feed/

terça-feira, 13 de outubro de 2026

FuelTech apresenta nova VCU FT470 para veículos

FuelTech FT470 ECU

Nova central de gerenciamento controla motores de 1 a 16 cilindros, tem condicionador wideband integrado e usa celular ou tablet como painel

A FuelTech lançou mundialmente a FT470, uma central de gerenciamento veicular (VCU) que pode ser aplicada desde motores de motocicletas até propulsores V8. Disponível no Brasil por R$ 4.990, a novidade reúne recursos de controle de motor, transmissão automática, turbo e tração em um módulo compacto, com possibilidade de expansão conforme as necessidades do projeto.

Um dos diferenciais da FT470 é o condicionador de sonda wideband integrado. Na prática, isso permite conectar diretamente à central uma sonda compatível para medir a mistura ar-combustível, sem a necessidade de um módulo externo para essa função. Além disso, o equipamento utiliza o software FuelTech Vision 3.0, que transforma celulares, tablets e computadores em interfaces para configuração e monitoramento.

😁 Leia a edição da Revista O Mecânico completa

👉🏼 Acesse vídeos de procedimentos no nosso YouTube

📱Para quem vive de mecânica, siga no Insta: @revistaomecanico

FT470 permite controlar diferentes tipos de motor

A nova VCU foi desenvolvida para gerenciar motores a pistão de um a 16 cilindros, motores rotativos de dois, três ou quatro rotores e motores elétricos, conforme a aplicação. O gerenciamento de combustível pode ser feito pelos modos de eficiência volumétrica (VE) ou tempo de injeção, com malha fechada para corrigir a mistura a partir da comparação entre o lambda medido e o valor desejado.

O equipamento também permite controlar injeção direta, com duas saídas destinadas à bomba de alta pressão. Nesse caso, os injetores precisam ser acionados pelo driver PH-HV, vendido separadamente. Tem ainda controle de até quatro comandos de válvulas variáveis e de câmbio automático, incluindo modo adaptativo avançado conforme a aplicação.

FuelTech FT470 ECU

Para projetos com turbo, a FT470 oferece controle de pressão de sobrealimentação e de wastegate eletrônica. Já em veículos preparados para arrancada, a central reúne controle de tração ativo, corte de ignição ou potência durante as trocas de marcha e integração com sensores de força da alavanca. Inclusive, o acelerômetro integrado registra informações da largada e pode contribuir para o controle de tração.

Outro recurso é o Flex I/O. As 20 saídas do módulo podem funcionar como entradas e, somadas às sete entradas dedicadas, permitem chegar a até 27 entradas, de acordo com a configuração. A central também possui duas redes CAN FD, que possibilitam integração com sistemas eletrônicos do automóvel, aproveitando informações como velocidade das rodas e comandos existentes na rede original.

Anderson Dick com FuelTech FT470 ECU

O datalogger tem memória maior que a da linha PowerFT, formada pelas FT450, FT500, FT550 e FT600. O sistema permite configurar taxas de gravação individuais por canal e utilizar canais matemáticos para analisar os dados coletados.

FuelTech Vision 3.0 e preço da central

A configuração da FT470 é feita pelo FuelTech Vision 3.0, software gratuito lançado junto com a central para Windows, macOS, iOS e Android. Por meio do aplicativo, é possível editar mapas, consultar registros do datalogger, monitorar entradas e saídas e criar até quatro painéis de instrumentos personalizáveis.

A interface pode ser utilizada em um celular, tablet, computador ou central multimídia Android compatível. Quem já utiliza equipamentos da linha PowerFT também pode importar mapas, que são convertidos para o novo sistema. A versão 3.0 inclui ainda um editor gráfico de arrancada para computadores e permite gravar e ativar mapas em uma única operação.

FuelTech FT470 ECU

Entre os demais recursos da FT470 estão sensor MAP interno de 7 bar absolutos, acelerômetro, giroscópio, monitoramento de detonação com um sensor, Wi-Fi e conexão USB-C. A central mede 149 x 144 x 45 mm e pesa 300 gramas. Todas as funções são liberadas, sem cobrança de licenças adicionais, e as atualizações de software são gratuitas.

A FT470 já está disponível nas revendas autorizadas e no site da FuelTech, com preço sugerido de R$ 4.990 e garantia de um ano. Os chicotes específicos são vendidos separadamente.

Anderson Dick com FuelTech FT470 ECU

Por fim, a empresa anunciou o desenvolvimento do FT Pilot, assistente de acerto com inteligência artificial previsto para lançamento futuro. A ferramenta analisa os registros do datalogger e sugere alterações nos mapas, que dependem da aprovação do proprietário antes de serem enviadas à central.

 

The post FuelTech apresenta nova VCU FT470 para veículos appeared first on Revista O Mecânico.


FuelTech apresenta nova VCU FT470 para veículos Publicado primeiro em http://omecanico.com.br/feed/

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Gestão High-tech: software leva tecnologia para rotina das oficinas

Computador mostrando resultados da WorkMotor

Por Felipe Yamauchi

Empresário criou uma plataforma focada em profissionalizar a gestão de oficinas e foca na conveniência de seus clientes

Gerir um negócio no ramo da manutenção automotiva não é uma tarefa simples e muitos empresários podem se perder com o tanto de informações que precisam guardar seja sobre sua clientela ou até mesmo seus lucros. De olho nisso, o empresário Marco Del Corso criou a WorkMotor. A empresa brasileira tem 30 anos de história e é focada em profissionalizar a gestão de oficinas mecânicas e lojas de autopeças.

O executivo conta que a Work Inovação nasceu como WorkGroup e fazia software sob encomenda para qualquer área. Foi neste período que Marco conheceu um diretor da DPK (Dpaschoal) e projetaram um sistema de informatização de autopeças e oficinas.

Em sua visão, o empresário comenta que os softwares sozinhos não são capazes de profissionalizarem uma oficina. Desse modo, contar com uma equipe de consultores e contadores com experiência pode ajudar na gestão de todos os processos.

😁 Leia a edição da Revista O Mecânico completa

👉🏼 Acesse vídeos de procedimentos no nosso YouTube

📱Para quem vive de mecânica, siga no Insta: @revistaomecanico

Mais detalhes

Hoje, a empresa possui uma plataforma online com softwares para gestão e conta com diversas versões. Além disso, tem sistema de contabilidade integrado à gestão e uma plataforma de marketing digital que realiza publicações nas redes sociais e cuida do tráfego pago das oficinas e lojas.

Marco conta que os recursos da empresa possuem integração com Inteligência Artificial e que tem mais de três mil clientes ativos. A plataforma ajuda em como evitar possíveis erros na compra e otimiza o estoque das oficinas, auxilia na fidelização dos clientes e cuida das entradas e saídas dos estoques. O sistema notifica o dono da oficina sobre as contas a pagar, fluxo de caixa, auxilia nos acessos, entre outros itens.

Computador exibindo dados da WorkMotor Computador mostrando itens levantados pela WorkMotor

A WorkMotor funciona por meio de planos, sendo que o Start é o mais acessível deles. Neste caso, o contratante já conta com identificação do mecânico na O.S, abertura e fechamento de caixa diário, faz a consulta de peças online e outros benefícios.

Todavia, o plano mais popular é o Essencial. Com ele, o mecânico tem acesso ao cadastro completo de clientes e produtos, pode controlar o estoque e entrada de compras via XML e tem até confere relatórios de vendas, produtos e comissões.

Funcionário da WorkMotor Funcionários da WorkMotor
Conveniência

E o plano mais completo é o WorkMotor Web, no qual o contratante tem emissão de nota fiscal, simulador de lucratividade, suporte técnico prioritário e conciliação bancária como benefícios. A empresa revela que a adoção dos planos é simples e leva pouco minutos para ser iniciada. Marco conta que seu time ajuda a importar a lista de clientes, veículos e estoque de outras planilhas ou sistemas para seu plano com facilidade.

O empresário comenta que seus consultores estudam junto ao cliente os problemas enfrentados pela oficina e só depois que o porte da marca é analisado que uma solução é apresentada. Aliás, o especialista pontua que para maior segurança de sua clientela, os dados enviados são criptografados e backups diários são realizados. Assim, ele garante mais segurança durante todo o serviço.

Atendimento via IA em oficinas

Sobre resultados, o executivo conta que os mecânicos podem começar a ver os benefícios por volta da segunda quinzena após o treinamento. Já o aumento na conversão de orçamentos aparece em médio prazo. E antes de aderir algum plano, Del Corso comenta que é necessário que o contratante realize treinamentos pela plataforma Work Educa ou outra que o auxilie em temas como gestão de caixa e atendimento a clientes, por exemplo.

Marco falou sobre uso de Inteligência Artificial em relação à falta de mão de obra qualificada nas oficinas. De acordo com o empresário, sua empresa disponibiliza uma IA que ajuda nas dúvidas dos vendedores de autopeças, os auxilia a não cometer erros e até a aumentar a produtividade nos atendimentos das lojas. Por fim, Del Corso finalizou dizendo que a WorkMotor já testa uma plataforma para entrevistas e testes capaz de ajudar os mecânicos nas contratações de mais funcionários.

The post Gestão High-tech: software leva tecnologia para rotina das oficinas appeared first on Revista O Mecânico.


Gestão High-tech: software leva tecnologia para rotina das oficinas Publicado primeiro em http://omecanico.com.br/feed/

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Revista O Mecânico: substituição da bateria de 12 V

A edição de outubro da Revista O Mecânico traz mais uma vez, conteúdos técnicos sobre manutenção e reparação automotiva, com destaque para os cuidados para desconectar e substituir a bateria de 12 V, o procedimento de troca dos amortecedores dianteiros e traseiros do Volkswagen T-Cross e o diagnóstico de injetores Common Rail por meio da medição do volume de retorno.

Além disso, um roteiro para apresentar o Guia do Congresso Brasileiro do Mecânico e informações sobre a Batalha do Mecânico, reality show que terá final ao vivo durante o 9º CBM, em outubro.

Confira os conteúdos da nova edição e acompanhe as novidades do setor da reparação automotiva.

Tags: Revista O Mecânico, manutenção automotiva, reparação automotiva, bateria 12 V, Volkswagen T-Cross, amortecedores, injetores Common Rail, sensores MAP e MAF, Chevrolet Onix, Congresso Brasileiro do Mecânico

⬅ Baixe aqui é gratuito

 

Editorial:

Congresso do Mecânico: conhecimento que acompanha a oficina

Atualmente, nas oficinas mecânicas não existe espaço para ficar parado. O carro muda, a tecnologia muda, os equipamentos mudam e, junto com tudo isso, mudam também as perguntas que chegam todos os dias na hora do reparo. A atualização do mecânico deixou de ser uma escolha para se tornar parte da profissão.

Não basta conhecer uma nova tecnologia, é preciso entender como ela funciona, como diagnosticar uma falha, quais procedimentos devem ser adotados e, principalmente, como esse conhecimento pode ser aplicado na oficina, lá na hora de atender o seu cliente com excelência.

👉 Leia a edição da Revista O Mecânico completa

🎞Acesse vídeos de procedimentos no nosso YouTube

📱Para quem vive de mecânica, siga no Insta: @revistaomecanico

É justamente por isso que a cada ano o Congresso Brasileiro do Mecânico reforça sua importância para o setor e se renova a cada ano também, reunindo num mesmo espaço diferentes caminhos para quem quer continuar aprendendo e se destacando como mecânico, como empresário, como gestor de um centro automotivo de credibilidade. A programação foi pensada para alcançar diferentes momentos da profissão e do seu negócio.

E há algo que considero ainda mais importante: o contato. Poder conversar diretamente com especialistas, tirar dúvidas e acompanhar procedimentos de perto. Um palco para conhecer produtos, equipamentos, serviços e tecnologias, mas, principalmente, para trocar experiências com quem está vivendo essas mesmas mudanças junto com você.

No fim das contas, o CBM só faz sentido quando o conhecimento sai de lá e chega à sua oficina. E acredito que todo mundo está na mesma ansiedade para conhecer tudo, rever amigos, encontrar novos profissionais e, principalmente, estar perto de quem faz a manutenção automotiva acontecer todos os dias. Eu sei que eu estou! É isso aí pessoal, nos vemos no 9º CBM! Grande beijo! ☺

Carolina Vilanova 
Carolina Vilanova

 

 

The post Revista O Mecânico: substituição da bateria de 12 V appeared first on Revista O Mecânico.


Revista O Mecânico: substituição da bateria de 12 V Publicado primeiro em http://omecanico.com.br/feed/

Niterra revela que calor intenso pode danificar velas de ignição

Kit de velas especiais da Niterra

Falhas no sistema de arrefecimento podem elevar a temperatura da vela e causar pré-ignição, desgaste e danos ao motor

Com a chegada dos períodos de temperaturas mais altas, a manutenção do sistema de arrefecimento ganha importância para evitar problemas que vão além do superaquecimento do motor. De acordo com a Niterra, falhas nesse conjunto também podem comprometer diretamente as velas de ignição e até provocar danos severos ao propulsor.

Isso acontece porque as velas trabalham dentro de uma faixa térmica específica. Quando o sistema de arrefecimento não consegue dissipar o calor corretamente, a ponta da vela pode ultrapassar esse limite e favorecer a pré-ignição.

😁 Leia a edição da Revista O Mecânico completa

👉🏼 Acesse vídeos de procedimentos no nosso YouTube

📱Para quem vive de mecânica, siga no Insta: @revistaomecanico

Superaquecimento acelera desgaste das velas

A pré-ignição ocorre quando a mistura de ar e combustível entra em combustão antes do momento programado pela centelha. O excesso de temperatura cria pontos incandescentes na câmara de combustão e assim antecipa a queima. Além de problemas no arrefecimento, a Niterra aponta outras possíveis causas para esse fenômeno, como mistura ar-combustível pobre, combustível adulterado e aplicação de vela com grau térmico inadequado.

A exposição prolongada a temperaturas elevadas também acelera a corrosão e a erosão dos eletrodos. Com o desgaste, aumenta a distância entre os polos e a bobina precisa trabalhar com tensão maior para produzir a centelha. Como consequência, podem surgir falhas de combustão e até sobrecarga dos componentes eletrônicos do sistema de ignição.

Por outro lado, temperaturas abaixo de 450°C também são prejudiciais. Nesse caso, o combustível residual que não é queimado pode provocar carbonização da vela. Em situações mais graves, a combinação entre superaquecimento e pré-ignição pode elevar a pressão dentro dos cilindros e favorecer a chamada “batida de pino”. Inclusive, a Niterra alerta que as ondas de choque resultantes podem danificar pistões, anéis e válvulas.

Melhor prevenir

Para reduzir os riscos durante os períodos de calor intenso, a recomendação é realizar inspeção conjunta dos sistemas de arrefecimento e ignição. No primeiro caso, é necessário verificar o nível do fluido, possíveis vazamentos, limpeza e ponto de ebulição. A manutenção deve incluir testes da válvula termostática, dos sensores de temperatura e do eletroventilador.

Já nas velas, além de respeitar o intervalo de substituição e o grau térmico indicado no manual do veículo, a inspeção visual pode fornecer informações importantes sobre o funcionamento do motor.

Segundo Hiromori Mori, consultor de assistência técnica da Niterra, alterações na aparência da vela indicam problemas na combustão. Coloração escurecida ou corrosão na carcaça metálica, por exemplo, apontam infiltração de fluido de arrefecimento na câmara. Já sinais de erosão acentuada ou degradação da cerâmica do isolador indicam superaquecimento.

Por isso, especialmente antes de viagens em períodos de calor intenso, a revisão preventiva dos sistemas de arrefecimento e ignição pode ajudar a evitar paradas inesperadas e reparos de maior custo.

 

The post Niterra revela que calor intenso pode danificar velas de ignição appeared first on Revista O Mecânico.


Niterra revela que calor intenso pode danificar velas de ignição Publicado primeiro em http://omecanico.com.br/feed/

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Bosch atualiza plataforma para gerir frotas

Gestor usando plataforma de Telemetria da Bosch

Projeto reúne dados de consumo, rotas, motoristas e manutenção em um ambiente e oferece assistente virtual para apoiar decisões

De olho no aumento dos custos operacionais dos transportes, a Bosch resolveu ajudar os gestores de frota de uma forma simples. A empresa atualizou sua plataforma de Telemetria. Agora, o projeto reúne dados de consumo, rotas, motoristas, manutenção e custos operacionais em um único ambiente. Segundo os executivos da marca, os gestores precisam acessar com facilidade essas informações, principalmente com o intuito de identificar desperdícios.

😁 Leia a edição da Revista O Mecânico completa

👉🏼 Acesse vídeos de procedimentos no nosso YouTube

📱Para quem vive de mecânica, siga no Insta: @revistaomecanico

Tem que prestar atenção

Entre os recursos disponíveis está o acompanhamento do rendimento médio em quilômetros por litro, horas de operação, odômetro e tempo em que o veículo permanece parado com o motor ligado.

Além disso, o gestor pode verificar o uso de inércia e a estimativa de economia proporcionada pelo recurso. Inclusive, a plataforma permite acompanhar o nível do tanque e as emissões equivalentes de CO₂. Na parte de operação, a ferramenta ganhou recursos para ampliar o controle sobre rotas e localização. A função “Cerca Virtual” permite delimitar áreas geográficas e receber notificações quando os veículos entram ou saem desses locais.

Já os “Pontos de Interesse” possibilitam cadastrar locais relevantes para a operação e acompanhar a passagem ou permanência dos veículos nessas regiões. A gestão de alertas pode ser personalizada conforme as necessidades da frota. Dessa forma, os dados coletados pelos veículos geram notificações e relatórios direcionados para situações que exigem atenção.

Consultor de Telemetria usa inteligência para apontar problemas

A condução dos motoristas também entra no monitoramento. A plataforma apresenta informações como identificação do condutor, velocidade, acelerações e frenagens bruscas, rotação do motor (RPM) e histórico de jornada.

Com esses indicadores, o gestor consegue acompanhar o perfil de dirigibilidade e criar rankings de motoristas. A atualização inclui ferramentas para controle da manutenção preventiva, ranking de automóveis e dashboards personalizados para visualização das despesas.

Outro destaque é o novo Consultor de Telemetria, um assistente virtual inteligente integrado à plataforma. A ferramenta consolida um diagnóstico da frota, apresenta uma nota de desempenho geral e um resumo executivo da operação.

Além disso, o sistema aponta alertas considerados críticos, como veículos ociosos ou com eficiência fora do padrão. A partir desses dados, o recurso sugere ações a fim de reduzir custos, como diminuir o tempo em marcha lenta e realizar ajustes na condução. O Consultor gera um ranking de desempenho dos modelos, oferecendo recomendações práticas para auxiliar o gestor na tomada de decisões. Por fim, a plataforma de Telemetria atualizada da Bosch já está disponível e pode ser acessada por computador ou celular.

 

The post Bosch atualiza plataforma para gerir frotas appeared first on Revista O Mecânico.


Bosch atualiza plataforma para gerir frotas Publicado primeiro em http://omecanico.com.br/feed/

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

VWCO amplia linha de modelos sustentáveis no Brasil

Novo modelo e_delivery da VWCO amarelo visto de frente

Volkswagen Caminhões e Ônibus apresenta os novos e-Delivery 12 e 17 e inicia comercialização do Constellation Biometano

A Volkswagen Caminhões e Ônibus amplia sua oferta de veículos voltados à descarbonização do transporte de cargas com três novidades. A fabricante apresenta os novos e-Delivery 12 e e-Delivery 17, que expandem a família de caminhões elétricos, e inicia as vendas do Constellation Biometano.

Enquanto os modelos elétricos ampliam as possibilidades de operação com emissão zero, o caminhão movido a biometano oferece uma alternativa para aplicações que podem utilizar combustíveis de menor impacto ambiental. Segundo a empresa, essa estratégia visa atender diferentes perfis de operação com tecnologias distintas.

😁 Leia a edição da Revista O Mecânico completa

👉🏼 Acesse vídeos de procedimentos no nosso YouTube

📱Para quem vive de mecânica, siga no Insta: @revistaomecanico

e-Delivery 12 ganha eficiência e recarga mais rápida

O novo e-Delivery 12 substitui a versão de 11 toneladas e incorpora uma nova geração de componentes. Entre as principais mudanças está a redução de peso em sistemas como motor de tração, inversor e unidade de distribuição de alta tensão.

A alteração contribui para melhorar a eficiência energética e o aproveitamento da capacidade de carga. O sistema pneumático foi revisado e tem um novo compressor. Segundo a fabricante, o item pode trabalhar com maior pressão, vazão e exige menos manutenção. Além disso, os sistemas de refrigeração e tração receberam componentes com melhor desempenho térmico. A capacidade de recarga rápida também evoluiu, com tempo reduzido para cerca de 1h30.

Outro recurso oferecido pela fabricante é um carregador portátil opcional. A solução permite recarregar o caminhão sem a necessidade de um investimento elevado em infraestrutura dedicada.

Já o e-Delivery 17 amplia a capacidade da linha elétrica. Com PBT de 17,5 toneladas e capacidade de carga útil de até 11.800 kg, o modelo transporta cerca de 3 toneladas a mais do que o e-Delivery 14. Esse modelo tem suspensão pneumática integral nos eixos trativo e auxiliar e arquitetura voltada à distribuição de peso entre os eixos. A plataforma de carga mais baixa favorece a ergonomia durante as operações de carregamento e descarregamento.

Constellation Biometano chega às vendas

Além da eletrificação, a VWCO inicia oficialmente as vendas do Constellation Biometano. Desenvolvido inicialmente para operações de coleta de resíduos, o modelo tem tanque de aço carbono de 240 m³ (cerca de 960 litros) de capacidade para armazenar gás. A autonomia é de 300 quilômetros. Quando abastecido com biometano, o veículo pode reduzir em até 90% as emissões de CO₂, segundo a fabricante.

Os três modelos também fazem parte da estratégia de oferecer diferentes alternativas para a descarbonização do transporte. No caso dos e-Delivery 12 e 17, a plataforma permite aplicações como distribuição de bebidas, carga geral, entregas urbanas, operações frigorificadas, coleta de resíduos e transporte de líquidos.

A infraestrutura de recarga também foi ampliada, com compatibilidade para mais de 30 carregadores homologados e novas opções em corrente alternada (AC) de até 22 kW. Por fim, a VWCO contou que os modelos elétricos e o Constellation Biometano passaram por programas de validação em operações reais. Inclusive, a montadora estruturou equipes de pós-vendas e suporte técnico especializado para acompanhar a utilização das novas tecnologias.

The post VWCO amplia linha de modelos sustentáveis no Brasil appeared first on Revista O Mecânico.


VWCO amplia linha de modelos sustentáveis no Brasil Publicado primeiro em http://omecanico.com.br/feed/