segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Ford lança programa para formar novos mecânicos

Professor ajudando alunos no curso Ford Enter Auto

Ford <Enter> Auto oferece formação em veículos a combustão, híbridos e elétricos e terá vagas em São Paulo e Salvador

A falta de profissionais preparados para lidar com as novas tecnologias automotivas é um dos desafios do setor de reparação. Com o intuito de tentar reduzir esse déficit e ampliar o acesso à formação profissional, a Ford criou o Ford <Enter> Auto. Trata-se de um programa gratuito voltado à capacitação de técnicos para o mercado de serviços automotivos.

As primeiras turmas já estão com inscrições abertas e começam em outubro. Ao todo, serão 36 vagas na fase inicial, sendo 16 em São Paulo e 20 em Salvador. Além do conteúdo técnico, os participantes terão ajuda de custo para alimentação e transporte e, ao término do curso, receberão certificação reconhecida nacionalmente e encaminhamento para o mercado de trabalho.

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Curso inclui manutenção de híbridos e elétricos

O Ford <Enter> Auto foi desenvolvido em parceria com a Rede de Concessionárias Ford, Rede Cidadã e SENAI. A grade contempla diagnóstico e manutenção de veículos com motores a combustão e cuidado em sistemas presentes nos modelos híbridos e elétricos.

A proposta, portanto, vai além da formação tradicional em mecânica. O programa também inclui atividades de desenvolvimento humano e inclusão produtiva, preparando os alunos tanto para os desafios técnicos da profissão quanto para a entrada no mercado de trabalho. Inclusive, a montadora pontuou que serão cerca de 400 horas de conteúdo e haverá até treinamento socioemocional.

Alunos conhecendo tecnologia em curso da Ford Enter Auto

Aliás, um ponto importante é que o aluno não precisa ter conhecimento prévio em mecânica. Para se candidatar, o interessado deve ter 16 anos ou mais, estar cursando ou já ter concluído o Ensino Médio, possuir renda familiar de até quatro salários mínimos e morar na Região Metropolitana de São Paulo ou em Salvador.

Em São Paulo, as aulas presenciais serão realizadas no Ford Academy, centro da marca localizado no SENAI Ipiranga. Na Bahia, o treinamento acontecerá no SENAI CIMATEC, no bairro Piatã, em Salvador.

Inscrições abertas até setembro

As inscrições para as primeiras turmas podem ser feitas até 3 de setembro pelo site da Ford. O início das aulas está previsto para outubro. Ainda nesse sentido, a marca prevê expansão do programa, tanto é que ele deverá ser iniciado em outras três localidades e disponibilizar cerca de 100 vagas em 2027.

Alunos do curso Ford Enter Auto

A iniciativa utiliza a mesma metodologia do Ford <Enter>, programa criado em 2022 que, segundo a fabricante, já capacitou mais de 2.500 pessoas em situação de vulnerabilidade social na América do Sul para trabalhar na área de tecnologia.

O financiamento do novo projeto é feito pelo Fundo de Comunidade da Rede Ford. O mecanismo recebe uma porcentagem do valor de cada veículo faturado pelas concessionárias, com um aporte de igual valor realizado pela própria Ford.

Jovem conhecendo tecnologia de carro da Ford no curso Enter Auto

Dessa forma, além de responder à demanda crescente por profissionais capazes de trabalhar com diferentes tipos de propulsão, o programa busca criar uma porta de entrada para quem pretende iniciar carreira na reparação automotiva.

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ZF inaugura novo centro de treinamento em SP

Sala do novo centro de treinamento da ZF em SP

Novo Dojô da ZF, em Sumaré (interior de SP), integra treinamentos de segurança, saúde, meio ambiente e qualidade

A ZF inaugurou um novo centro de treinamento no modelo Dojô, em Sumaré (SP). O novo espaço tem a proposta de unir segurança, saúde, meio ambiente e qualidade em um único lugar. A estrutura foi criada a fim de aproximar os colaboradores de situações reais de trabalho e reforçar procedimentos que impactam diretamente a segurança e a qualidade das operações.

Inclusive, o espaço é o primeiro da ZF a integrar os treinamentos de EHS (Meio Ambiente, Saúde e Segurança) e Qualidade em um mesmo centro. A iniciativa foi inspirada no Dojô da unidade de Limeira (SP), em funcionamento desde 2024, e adaptada às características da fábrica de Sumaré. Vale lembrar que essa planta produz sistemas eletrônicos e soluções para freios de veículos comerciais, além de kits de reparo.

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Dojô simula situações reais de trabalho

A proposta do centro é oferecer um treinamento mais prático e contínuo. Por isso, o espaço reproduz módulos com materiais e equipamentos encontrados nas próprias áreas da empresa, como bancadas, alarmes, EPIs e equipamentos de resgate.

Parte dos insumos utilizados na estrutura foi reaproveitada da operação. Dessa forma, os colaboradores conseguem praticar procedimentos em um ambiente que reproduz condições próximas às da realidade.

Os treinamentos serão definidos de acordo com a função de cada funcionário e atendem equipes administrativas e produtivas. Além disso, o Dojô será utilizado na integração de novos colaboradores e em reciclagens periódicas.

Aliás, entre as atividades previstas estão a identificação de riscos antes da execução de tarefas, procedimentos de bloqueio e etiquetagem (Lockout/Tagout). Ainda nesse sentido, a utilização correta de equipamentos de proteção individual e coletiva e inspeções de segurança também estão previstas.

O conteúdo também inclui movimentação e manuseio de materiais e produtos químicos, identificação de condições e atos inseguros, trabalho em altura e espaço confinado e utilização de equipamentos de elevação.

Estrutura poderá treinar 500 colaboradores por ano

A iniciativa envolve profissionais das áreas de EHS, Qualidade, ZFPS (Sistema de Produção ZF), Engenharia de Processos e Recursos Humanos, com foco na capacitação contínua e na melhoria dos processos. O Dojô de Sumaré é dividido em módulos que representam a integração entre diferentes áreas da empresa. Segundo a marca, a capacidade estimada é de cerca de 500 colaboradores por ano, em turmas de até 20 pessoas e com treinamentos realizados mensalmente.

Além de segurança, os participantes terão contato com situações relacionadas à qualidade, como reconhecimento de defeitos, falhas e não conformidades, resposta a desvios operacionais e procedimentos para situações de emergência.

O espaço também trabalha a aplicação de padrões de trabalho e instruções operacionais, a padronização e sinalização de segurança da empresa, chamada de safety basics.

Para a ZF, a integração entre EHS e Qualidade parte do princípio de que os dois resultados são interdependentes. O cumprimento correto dos padrões operacionais contribui para um ambiente mais seguro e também para maior consistência na execução das atividades.

Por fim, o projeto levou aproximadamente 10 meses entre a concepção e a inauguração. Assim como ocorreu em Limeira, colaboradores participaram diretamente da construção e do desenvolvimento do espaço.

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sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Magneti Marelli revela cuidados contra a pirataria no mercado

embalagem da Magneti Marelli

Raspadinha de autenticação e caixas com abertura serrilhada ajudam reparadores e consumidores a identificar peças originais da marca

Na hora de comprar uma peça para o veículo, a embalagem pode revelar mais do que apenas a identificação do fabricante. A Magneti Marelli utiliza recursos de segurança para facilitar a identificação de componentes originais e dificultar a circulação de peças falsificadas no mercado de reposição automotiva.

Entre os elementos que merecem atenção está uma raspadinha de autenticação, que permite verificar a procedência do componente. Além disso, as caixas originais apresentam características físicas específicas que ajudam a identificar possíveis irregularidades antes mesmo da instalação da peça.

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Como identificar a embalagem original?

Um dos diferenciais está nas extremidades das caixas. Elas são coladas de maneira que a abertura seja realizada pela área serrilhada. Assim, depois de aberta, a embalagem fica inutilizada, o que dificulta sua reutilização para comercializar peças falsificadas.

Outro recurso é a raspadinha de autenticação. A conferência desse elemento é uma das etapas recomendadas pela fabricante para verificar a procedência do produto antes da compra ou utilização.

Essas características de proteção estão presentes nas embalagens da marca desde 2016. A aplicação ocorre principalmente em componentes relacionados ao sistema de injeção eletrônica, como bicos injetores, motores de passo, sensores de posição, sensores de temperatura e pressão e reguladores de pressão.

A proteção também está presente em componentes destinados a câmbios automatizados, ampliando a quantidade de peças que contam com os recursos de identificação.

Cuidados ajudam a evitar peças falsificadas

A Magneti Marelli destaca que a atenção aos detalhes da embalagem é uma ferramenta importante para reparadores e consumidores diante do crescimento dos casos de pirataria no mercado automotivo.

Além de verificar a raspadinha, observar as características físicas da caixa pode ajudar a evitar a aquisição de componentes de procedência ou qualidade inferiores aos produtos originais da marca.

Para o profissional da reparação, essa conferência representa uma etapa adicional antes da instalação da peça. Afinal, a utilização de um componente falsificado pode comprometer a confiabilidade do serviço realizado e dificultar a identificação da origem do produto. A Marelli Cofap Aftermarket reforça que a iniciativa faz parte das ações de combate à pirataria de peças no mercado de reposição.

 

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Limpeza de Bicos Injetores: Fazer ou Não Fazer?

Limpeza de Bicos Injetores: Fazer ou Não Fazer?

Por Maurício Marcelino

Poucos serviços geram tanta discussão dentro das oficinas quanto a limpeza dos bicos injetores. Enquanto alguns profissionais a recomendam como parte da manutenção preventiva, outros defendem que ela deve ser realizada apenas após um diagnóstico criterioso. Afinal, quem está certo?

Para responder a essa pergunta, é importante entender como surgiu a injeção eletrônica no Brasil e como essa tecnologia transformou o mercado da reparação automotiva.

O início da injeção eletrônica no Brasil

A injeção eletrônica começou a equipar os veículos nacionais no final da década de 1980, trazendo uma nova forma de controlar a mistura ar-combustível enviada aos cilindros do motor.

Até então, essa função era desempenhada pelo carburador, um componente mecânico que realizava a dosagem do combustível por meio de giclês (orifícios calibrados) e diversos ajustes mecânicos.

Naquela época, as exigências do PROCONVE (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores) tornavam-se cada vez mais rigorosas. O carburador já não conseguia atender aos limites de emissões de poluentes nem oferecer a precisão necessária para melhorar o consumo de combustível e o desempenho do motor.

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Diante desse cenário, as montadoras iniciaram a substituição gradual dos carburadores pelos sistemas de injeção eletrônica. Entre os últimos veículos produzidos no Brasil equipados com carburador destacam-se o Ford Escort, o Fiat Uno Mille e a Volkswagen Kombi.

A mudança na rotina das oficinas

A chegada da injeção eletrônica representou uma verdadeira revolução para as oficinas independentes. Naquele período, era comum ouvir a seguinte situação: “Isso é parte elétrica. Leve ao eletricista”.

Mas ao chegar ao eletricista, a resposta muitas vezes era: “Isso é mecânica. Volte ao mecânico”. Esse cenário mostrava que a injeção eletrônica havia criado uma nova especialidade: o diagnóstico automotivo.

Os profissionais que desejavam permanecer competitivos precisaram investir em conhecimento, participar de cursos especializados e adquirir equipamentos até então pouco comuns nas oficinas, como multímetros, scanners automotivos e máquinas de limpeza e teste de bicos injetores.

Na década de 1990, esses equipamentos possuíam custo elevado e poucas oficinas tinham condições de adquiri-los. Consequentemente, muitos reparadores dependiam de empresas terceirizadas para realizar o serviço de limpeza dos bicos.

A experiência da oficina

Na Auto Mecânica Louricar vivemos exatamente essa realidade. Sempre que havia necessidade de limpeza dos bicos injetores, encaminhávamos o conjunto para uma empresa especializada.

Na maioria das vezes, quando os bicos estavam em boas condições, eram substituídos apenas os anéis de vedação, microfiltros e demais componentes de reparo preventivo.

Entretanto, quando o problema estava realmente no bico injetor, nem sempre o diagnóstico era preciso. Em algumas situações, os componentes de vedação eram substituídos e o conjunto era devolvido como “aprovado”, mesmo apresentando defeitos de vazão, estanqueidade ou pulverização. Isso criava uma situação extremamente complicada para o reparador.

Como os bicos já haviam sido “limpos”, eles deixavam de ser considerados suspeitos durante o diagnóstico. No entanto, em diversas ocasiões, justamente eles continuavam sendo a causa da falha do veículo.

Vivemos casos em que o veículo retornava diversas vezes à oficina até que fosse constatado que o problema realmente estava nos bicos injetores.

Essas experiências reforçaram uma importante lição: a limpeza, por si só, não garante que o componente esteja em perfeitas condições de funcionamento. É indispensável realizar testes de vazão, equalização, estanqueidade e qualidade da pulverização.

Com a evolução do mercado, o acesso a equipamentos mais modernos, a maior oferta de empresas especializadas e a disponibilidade de peças de reposição contribuíram significativamente para melhorar a qualidade dos diagnósticos realizados nas oficinas.

Limpeza de Bicos Injetores: Fazer ou Não Fazer?

A chegada do etanol e dos veículos flex

Outro marco importante ocorreu por volta de 2003, com a popularização dos veículos bicombustíveis (Flex Fuel). Os primeiros bicos injetores utilizados nos veículos originalmente desenvolvidos para gasolina não possuíam materiais totalmente resistentes às características químicas do etanol, combustível que apresenta maior capacidade de absorção de água e comportamento químico diferente da gasolina.

Como consequência, diversos fabricantes precisaram desenvolver novos materiais para componentes internos, vedações e tratamentos superficiais capazes de suportar o novo ambiente de trabalho, aumentando a durabilidade e a confiabilidade do sistema de injeção.

Para solucionar os problemas observados nos primeiros sistemas Flex, a indústria automotiva investiu fortemente no desenvolvimento de novos materiais e tecnologias para os bicos injetores.

Componentes internos, como agulha, sede, vedações e demais partes em contato direto com o combustível, passaram a receber tratamentos superficiais e revestimentos especiais, capazes de resistir à ação do etanol e da gasolina com elevado percentual de álcool anidro, que atualmente pode chegar a 32% em sua composição.

Além da evolução dos materiais, as estratégias de gerenciamento da unidade de comando eletrônico (ECU) tornaram-se muito mais sofisticadas. Atualmente, a central eletrônica calcula, em tempo real, o tempo de abertura dos bicos injetores com base nas informações fornecidas por diversos sensores, especialmente a sonda lambda (sensor de oxigênio), responsável por monitorar a eficiência da combustão e permitir o ajuste contínuo da relação ar-combustível. Esse controle garante melhor desempenho, menor consumo de combustível e redução das emissões de poluentes.

Embora os sistemas Flex com injeção indireta, nos quais o combustível é pulverizado no coletor de admissão, tenham alcançado elevado nível de confiabilidade, a evolução tecnológica trouxe novos desafios para a reparação automotiva.

Aí veio a era dos motores turbo com injeção direta

Os motores modernos equipados com turbocompressor e injeção direta de combustível trabalham em condições muito mais severas. Nesse sistema, o bico injetor é instalado diretamente na câmara de combustão, ficando exposto a altas temperaturas e pressões, além de operar com pressões de injeção que podem ultrapassar 350 bar, dependendo do projeto do fabricante.

Nessas condições, a qualidade do combustível torna-se ainda mais importante. Combustíveis contaminados ou fora das especificações, especialmente o etanol com impurezas ou excesso de água, podem favorecer a formação de depósitos carbonizados na ponta do injetor, alterando o padrão de pulverização, comprometendo a vedação da válvula interna e provocando falhas de funcionamento.

Na prática da oficina, já observamos casos extremos decorrentes desse tipo de falha. Recentemente recebemos um veículo equipado com motor de injeção direta cujo bico injetor travou mecanicamente na posição aberta.

Como consequência, houve injeção contínua de combustível em um dos cilindros, comprometendo a combustão e provocando superaquecimento localizado, o que resultou na fusão do pistão e exigiu a retífica completa do motor.

Esse caso demonstra que, nos sistemas modernos de injeção direta, um diagnóstico preciso é indispensável. Mais do que simplesmente realizar a limpeza dos bicos injetores, é fundamental avaliar sua estanqueidade, padrão de pulverização, vazão, resposta dinâmica e funcionamento em diferentes condições de carga.

Em muitos casos, a limpeza pode restaurar o desempenho do componente; em outros, a substituição é a única solução tecnicamente recomendada.

A limpeza de bicos injetores continua sendo uma ferramenta importante dentro da manutenção automotiva. Entretanto, sua aplicação deve ser baseada em critérios técnicos e em um diagnóstico preciso. Limpar um componente sem antes confirmar que ele é a causa da falha pode gerar custos desnecessários ao cliente e mascarar o verdadeiro defeito do veículo.

 

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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Nakata faz alerta sobre desgaste de suspensão dos veículos

Mecânico e motorista checando componente do carro

Falhas em amortecedores, buchas, pivôs e outros componentes podem provocar efeito cascata e comprometer a estabilidade do automóvel

Problemas na suspensão do carro nem sempre começam com um defeito que chama a atenção imediatamente. Um ruído ao passar por uma lombada ou um desgaste diferente nos pneus, por exemplo, pode indicar que algum componente já perdeu eficiência. Porém, adiar a verificação pode transformar uma falha simples em um reparo mais caro.

Além do conforto, a suspensão está diretamente relacionada à estabilidade e à segurança do veículo. Segundo Leandro Leite, coordenador de assistência técnica da Nakata, o sistema controla a inclinação do carro em curvas, frenagens e acelerações, além de absorver as irregularidades do piso e manter os pneus em contato com o solo.

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Desgaste pode provocar efeito cascata

A suspensão é formada por diversos componentes que trabalham em conjunto, como amortecedores, molas, bandejas, pivôs, barras estabilizadoras, buchas e coxins. Por isso, quando uma dessas peças apresenta desgaste, as demais podem ser sobrecarregadas.

Um amortecedor desgastado, por exemplo, pode acelerar a deterioração de buchas, pivôs, coxins e molas. Dessa forma, o problema que inicialmente poderia envolver apenas um componente pode exigir a substituição de várias peças.

Inclusive, os pneus também podem ser afetados. Como a suspensão tem a função de manter o contato adequado das rodas com o solo, falhas no sistema podem contribuir para o desgaste irregular e precoce dos pneus, aumentando os custos de manutenção.

Por outro lado, o impacto não fica restrito ao bolso. Amortecedores desgastados reduzem a aderência dos pneus ao asfalto e podem prejudicar a eficiência do sistema de freios, aumentando a distância necessária para parar o veículo.

Em situações de chuva, a condição também merece atenção. Com menor contato adequado entre pneu e pavimento, aumenta a possibilidade de aquaplanagem, quando o veículo perde aderência ao passar sobre uma lâmina de água.

Atenção aos sinais

Para evitar que o desgaste avance, o motorista deve observar mudanças no comportamento do veículo. Batidas secas, ruídos metálicos ou estalos aos passar por buracos e lombadas são fatores que demandam bastante atenção dos condutores. Instabilidade durante as curvas, desgaste irregular dos pneus, perda de altura do automóvel também devem acender um alerta entre os motoristas. Além disso, eles devem ficar preocupados com mergulho excessivo da dianteira do modelo durante as frenagens e possíveis vazamentos de óleo nos amortecedores.

Ao identificar qualquer uma dessas situações, a recomendação é procurar uma oficina mecânica para avaliar o conjunto da suspensão. A manutenção preventiva, portanto, ajuda a identificar componentes desgastados antes que eles comprometam outras peças.

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Autop 2026 mostra destaques das principais marcas de autopeças

Entrada de uma das edições da Autop

Evento focado no aftermarket já conta com 19 edições em sua trajetória e promete agitar ainda mais o nordeste brasileiro

A AUTOP 2026 será realizada de 19 a 22 de agosto, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza (CE). Em sua 19ª edição, a Feira Nacional de Autopeças, Motopeças, Acessórios, Equipamentos e Serviços reunirá empresas e profissionais do aftermarket automotivo brasileiro.

Promovida pelo Sistema Sincopeças Assopeças Assomotos do Estado do Ceará (SSA), a feira tem como proposta aproximar fabricantes, distribuidores, varejistas, reparadores e demais profissionais da cadeia, com foco em inovação, conhecimento, relacionamento e geração de negócios.

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Na edição de 2024, a AUTOP contou com mais de 300 marcas expositoras, 40 mil visitantes qualificados e movimentou cerca de R$ 200 milhões em negócios. Para 2026, o evento mantém a proposta de apresentar novidades e tendências do mercado, além de promover oportunidades de capacitação e networking entre os participantes.

Área de recepção da Autop

Segundo a organização, a AUTOP busca contribuir para o desenvolvimento do aftermarket automotivo ao criar um ambiente voltado à troca de conhecimento, fortalecimento de relacionamentos e geração de novas oportunidades para o setor.

NTN e SNR

componente que a NTN e SNR apresentam na Autop 2026

As marcas NTN e SNR, do Grupo NTN, apresentam na AUTOP 2026 uma nova linha de rolamentos de suspensão, com aplicações para modelos de Nissan, Renault, Jeep, Fiat, Peugeot, Citroën, Honda, Toyota, Volkswagen, GM, Hyundai e Kia. O portfólio também ganha novos cubos de roda para veículos leves, como Corolla Cross, Corolla Hybrid, RAV4, Vectra, Astra e Golf. Além disso, tem aplicações para veículos comerciais de marcas como Mercedes-Benz Sprinter e Iveco Daily.

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quarta-feira, 19 de agosto de 2026

AMMA terá lounge no Autop 2026

Propaganda que anuncia participação da AMMA na Autop 2026

Espaço reunirá palestras, networking e discussões sobre gestão, liderança e participação feminina no mercado automotivo

A Associação de Mulheres do Mercado Automotivo (AMMA) confirmou que vai participar da AUTOP 2026 com uma estrutura voltada à troca de experiências e ao desenvolvimento de profissionais do setor. O Lounge AMMA será um ponto de encontro durante a feira, reunindo especialistas e lideranças para discutir temas relacionados à gestão, posicionamento profissional e protagonismo feminino.

Além do networking, a programação chama atenção pela variedade de assuntos que impactam diretamente a rotina de profissionais e empresas do ecossistema automotivo. Entre os temas previstos estão saúde emocional, sucessão familiar, longevidade empresarial e estratégias para fortalecer a presença digital.

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Gestão, liderança e posicionamento em debate

Durante a AUTOP, o espaço receberá uma série de talks e palestras com diferentes abordagens sobre os desafios e oportunidades do mercado. Um dos destaques será a discussão sobre o equilíbrio emocional e os desafios enfrentados pela mulher contemporânea.

Na sequência, a programação também tratará das oportunidades para o público feminino e da visão da indústria sobre esse mercado. A sucessão familiar, o legado e a continuidade das empresas estarão entre os assuntos debatidos, trazendo uma perspectiva voltada à gestão e à construção de negócios duradouros.

Inclusive, outro tema a ser abordado será o posicionamento digital. A proposta é discutir estratégias para a construção de autoridade e o fortalecimento da presença profissional no ambiente online, aspecto cada vez mais relevante para empresas e profissionais do setor automotivo.

Projetos sociais e homenagem durante a feira

O Lounge AMMA também será palco para a apresentação de iniciativas socioeducativas. Entre elas estão o projeto Oficina Amiga da Mulher e as ações desenvolvidas pela Escola do Mecânico e pela Escola do Funileiro.

Além disso, a programação terá um momento dedicado à trajetória de Maria Eneida de Sá. A homenagem reconhecerá sua contribuição para o setor e contará com a participação de lideranças regionais e integrantes do grupo Amadas do Ceará.

Com o intuito de ampliar as discussões e compartilhar experiências de liderança e superação, o Lounge AMMA contará ainda com a presença de Carla Norcia, Talita Peres, Vanessa Martins e Simone de Azevedo. Karine Santos, Barbara Brier, Sandra Nalli e Ritieli Pereira também se destacam. Por fim, Monique Chaves, Elisamar, Deize Vieira, Merille Batista, Erica Rocha, Niela Marques, Thuanney Castro, Ranieri Leitão e Silvia Cavalcante estarão presentes no estande ao longo dos dias. Vale lembrar que a Autop 2026 ocorre entre os dias 19 e 22 de agosto, das 15h até 21h. O evento está localizado no Centro de Eventos do Ceará.

 

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