sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Caminhão elétrico da Farizon chega ao Brasil por R$ 240 mil

Versões do caminhão F3E da Farizon

Caminhão elétrico semileve tem capacidade de carga de 1.740 kg, PBT de 3.495 kg, autonomia de até 300 km e dois modos de condução

A Farizon ampliou seu catálogo com a chegada do caminhão F3E. 100% elétrico, o modelo semileve foi desenvolvido para distribuição urbana, logística de última milha e transporte de cargas nos centros urbanos. O modelo chega com capacidade para transportar até 1.740 kg e autonomia de até 314 km pelo ciclo WLTP.

O F3E ocupa uma faixa intermediária no portfólio da marca, entre as vans elétricas V6E e SuperVan e o caminhão H9E. A novidade já está à venda por R$ 240 mil e conta com garantia de três anos para o veículo e oito anos para as baterias.

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Detalhes técnicos

O caminhão utiliza motor elétrico integrado ao e-Axle traseiro, conjunto que reúne o motor e o eixo de tração. O utilitário desfruta de 150 cv e 30,5 kgfm de torque. Inclusive, sua tração é traseira e a bateria de fosfato de ferro-lítio (LiFePO4) tem capacidade de 72,8 kWh e conta com gerenciamento térmico por refrigeração e aquecimento líquidos.

Farizon F3E branco visto de frente

A arquitetura elétrica de 400V permite recarga rápida em corrente contínua de até 100 kW pelo padrão CCS2. Também é possível utilizar corrente alternada trifásica de até 11 kW. O F3E tem dois modos de condução, sendo que o Eco tem velocidade máxima limitada de 80 km/h. Já no modo normal, o modelo trafega até 90 km/h.

Com entre-eixos de 3,70 cm, o caminhão pode receber diferentes tipos de implementos. Na configuração destinada ao Brasil, suporta baús de até 15 m³. Há ainda uma saída opcional de alta tensão de 10 kW para equipamentos auxiliares, como sistemas de refrigeração. Além disso, a novidade conta com função V2L. Ou seja, sua bateria pode alimentar equipamentos externos com potência de até 3,3 kW.

Caminhão F3E da Farizon visto de trás

Segurança e conectividade

O F3E pertence à categoria N1 e tem PBT de 3.495 kg. A suspensão utiliza molas longitudinais e amortecedores nos dois eixos, enquanto a direção conta com assistência elétrica X-EPS.

Entre os equipamentos de segurança estão frenagem autônoma de emergência (AEB), alerta de colisão frontal (FCW) e alerta de saída involuntária de faixa (LDW). Ainda nesse sentido, o caminhão traz controle eletrônico de estabilidade, frenagem eletro-hidráulica, freio de estacionamento eletrônico e monitoramento da pressão dos pneus.

Painel com telas ligadas do caminhão F3E da Farizon

Airbags para motorista e passageiro, quatro sensores traseiros de estacionamento e câmera de ré HD. Os faróis principais são de LED, com regulagem de altura, e há iluminação diurna e acionamento automático.

Na cabine, o motorista encontra painel LCD de 7 polegadas e central multimídia de 12,3 polegadas, com Apple CarPlay, Android Auto e Bluetooth. O modelo também oferece entradas USB-A e USB-C, tomada de 12 V, ar-condicionado, vidros elétricos e retrovisores com ajuste elétrico e aquecimento.

 

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quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Viemar Automotive revela seus destaques para Expopeças 2026

componente da Viemar Automotive

Marca apresenta novos componentes para veículos eletrificados, picapes e sistemas de freio durante o evento em Goiânia

A expansão dos veículos eletrificados e o crescimento da presença de picapes no mercado de reposição exigem novas aplicações de componentes para atender à frota. De olho nisso, a Viemar Automotive já revelou quais serão os destaques do seu estande durante a 10ª edição da Expopeças.

Durante o evento, realizado de 10 a 12 de setembro em Goiânia, a fabricante apresentará componentes de suspensão, direção e freios, além de produtos em desenvolvimento. As equipes técnica e comercial da empresa também estarão presentes para atender aos visitantes.

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Novas aplicações para veículos eletrificados

Entre os destaques estão as articulações axiais destinadas a alguns dos principais modelos eletrificados do mercado. A Viemar apresenta na Expopeças componentes para o Geely EX2, BYD Dolphin Mini e GWM Haval H6.

Segundo os representantes da Viemar, essa ampliação se deve ao crescimento da frota de carros eletrificados e a necessidade de aumentar a disponibilidade de peças para manutenção no mercado de reposição.

Além disso, a empresa aproveita o evento para apresentar novidades voltadas às picapes, segmento que possui aplicações específicas e é submetido a diferentes condições de utilização. A Viemar Automotive mostrará novos axiais e terminais de direção para a Ford Ranger fabricada a partir de 2024.

Já para a Mitsubishi Triton 2026 em diante, o portfólio passa a contar com pivôs de suspensão, terminais de direção e guarda-pó da caixa de direção. A Ram Rampage também ganhará novos terminais de direção.

Linha de freios também terá destaque

Outro destaque no estande será a linha de freios, pinças e reparos. De acordo com a fabricante, o catálogo já ultrapassa 400 SKUs, ampliando a cobertura de aplicações disponíveis para o mercado de reparação.

Entre os produtos apresentados estão as pinças de freio para o Toyota SW4, ano-modelo 2016 em diante, com opções para os eixos dianteiro e traseiro. A linha também contempla aplicações para a Toyota Bandeirante. Inclusive, a empresa celebra 30 anos de fundação este ano.

 

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quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Magneti Marelli alerta para cuidados com o kit de distribuição

componentes do kit de distribuição da Magneti Marelli

Correia e corrente de distribuição precisam de inspeção periódica para preservar o sincronismo do motor e evitar reparos de alto custo

Um componente que trabalha longe dos olhos do motorista pode ser responsável por uma das falhas mais caras do motor. A correia ou corrente de distribuição é encarregada de manter o sincronismo entre o virabrequim e o comando de válvulas. Quando esse sistema perde eficiência, o prejuízo vai além da simples substituição de peças.

Por isso, a manutenção preventiva do kit de distribuição deve fazer parte da rotina de cuidados com o veículo. A Magneti Marelli alerta que tanto a correia quanto a corrente estão sujeitas ao desgaste e precisam ser verificadas conforme as especificações de cada aplicação.

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Correia e corrente exigem cuidados diferentes

O sistema de distribuição sincroniza o movimento do virabrequim com o comando de válvulas. Dessa forma, garante que as válvulas sejam acionadas no momento correto para permitir a entrada da mistura de ar e combustível no cilindro e a saída dos gases queimados.

Esse sincronismo é fundamental porque evita que as válvulas permaneçam dentro do cilindro enquanto o pistão sobe para comprimir a mistura. Caso ocorra uma falha nesse processo, podem surgir avarias severas no motor, exigindo reparos complexos e de alto custo.

componentes do kit de distribuição da Magneti Marelli

No caso das correias, a substituição deve respeitar a quilometragem recomendada pelo fabricante do veículo. O intervalo varia conforme a aplicação e, em alguns casos, de acordo com o material utilizado na fabricação. Portanto, seguir o plano de manutenção é essencial, assim como utilizar uma correia com tecnologia e especificações equivalentes às originais.

Já a corrente de distribuição tem vida útil significativamente maior. Ainda assim, isso não significa que seja um componente livre de manutenção. Com o avanço da quilometragem, corrente, guias, tensionadores e engrenagens podem se desgastar e comprometer o sincronismo.

A substituição pode ser recomendada a partir de 100 mil quilômetros, dependendo das especificações do fabricante, do modelo, da qualidade dos componentes e das condições de uso e manutenção.

Kit completo facilita a manutenção

Na hora de cuidar das correias, os motoristas devem se atentar também em componentes como tensionador e polias auxiliares. Já nos cuidados da corrente, o ideal é que atenção também se volte para itens como guias, engrenagens e tensor. A Magneti Marelli oferece kits que podem facilitar a manutenção dos dois sistemas.

Além de contribuir para a precisão do sincronismo entre virabrequim e comando de válvulas, a substituição adequada ajuda a reduzir o risco de quebras e falhas mecânicas. Inclusive, preserva também o desempenho e a eficiência do motor.

Assim, a inspeção periódica do conjunto é uma medida preventiva importante. Ignorar sinais de desgaste pode transformar uma intervenção programada em uma falha inesperada e muito mais cara. A recomendação da empresa é que motoristas e mecânicos acompanhem as condições do sistema e respeitem os períodos de manutenção e substituição indicados para cada veículo.

 

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Catalisador usado pode voltar à cadeia produtiva por reciclagem

Sucata do catalisador automotivo da Umicore

Com metais nobres como platina, paládio e ródio, componente pode ser reciclado mesmo após o fim da vida útil

O catalisador automotivo não encerra sua função quando chega ao fim da vida útil. Presente no sistema de exaustão de veículos a combustão e híbridos, o componente ajuda a transformar gases poluentes em substâncias menos nocivas. Porém, ele ainda pode representar uma fonte de matérias-primas para a indústria mesmo depois de usado.

Isso acontece porque o substrato interno do catalisador contém metais nobres, principalmente platina, paládio e ródio. Por meio da reciclagem, esses materiais podem ser recuperados e utilizados novamente em diferentes aplicações, reduzindo a dependência de matérias-primas provenientes da mineração.

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Como é feita a reciclagem do catalisador?

A Umicore, além de fabricar catalisadores automotivos, possui uma unidade de negócios dedicada à reciclagem de metais nobres. No Brasil, o processo começa na planta da empresa em Americana (SP), onde são recebidos resíduos de diferentes origens.

Entre os materiais estão sucatas de catalisadores automotivos, catalisadores químicos e industriais, sucata eletrônica, resíduos de joalheria e resíduos de mineração.

Primeiramente, os materiais são homogeneizados para que uma pequena amostra represente adequadamente todo o lote. Logo em seguida, essa amostra passa por análise laboratorial, responsável por identificar e quantificar os metais de interesse.

Ciclo de vida do catalisador

Após a etapa de amostragem e valorização no Brasil, o material é encaminhado para a unidade de reciclagem de metais da Umicore em Hoboken, na Bélgica. Segundo a empresa, a instalação está entre as maiores e mais ecoeficientes do mundo para a reciclagem de fluxos complexos contendo metais nobres.

Nessa etapa são utilizados processos pirometalúrgicos para recuperar os metais, que posteriormente passam pelo refino. Assim, os recursos podem retornar ao mercado e ser empregados novamente em diferentes produtos.

Destinação correta é fundamental

Para que o ciclo de reciclagem aconteça de maneira adequada, a destinação do catalisador usado deve ser feita por canais oficiais. O procedimento permite manter a rastreabilidade do material, evitar perdas e garantir a conformidade ambiental. Para pequenos volumes, a companhia orienta e indica parceiros homologados para a destinação.

Além disso, o material deve ser armazenado em local coberto, evitando a absorção de umidade, e pode ser acondicionado em tambores metálicos. A entrega precisa ser acompanhada de Nota Fiscal, enquanto somente empresas cadastradas e aprovadas pelo processo de compliance da Umicore podem realizar entregas.

Depois de recuperados e refinados, os metais podem ser utilizados novamente na fabricação de catalisadores automotivos, catalisadores industriais, aplicações químicas e equipamentos eletrônicos.

Globalmente, a Umicore informa que 65% das matérias-primas processadas pela empresa são materiais secundários. A unidade global de reciclagem processa mais de 400 mil toneladas de matérias-primas por ano, provenientes de mais de 200 tipos de materiais, com recuperação de 17 metais diferentes.

Para Gabriel Cruz, gerente comercial da Umicore, o controle de toda a cadeia é necessário para que a reciclagem sustentável seja efetiva, desde o recebimento do material até o retorno dos metais à economia.

 

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terça-feira, 8 de setembro de 2026

YPF Lubrificantes anuncia parceria com novos distribuidores

Linha de produtos da YPF Lubrificantes

Marca reforça presença nas cinco regiões do Brasil com novos parceiros e pretende alcançar todos os estados até o fim de 2026

A YPF Lubrificantes ampliou sua rede de distribuição no Brasil e passou a contar com 26 distribuidores ativos, número 30% superior ao registrado em 2025. A expansão envolve novos parceiros em diferentes polos regionais e faz parte da estratégia da empresa para aumentar a disponibilidade de produtos e a proximidade com clientes, oficinas e varejistas.

A nova etapa inclui operações nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Para definir os parceiros, a companhia considerou fatores como estrutura operacional, capacidade logística, abrangência regional, equipe comercial e potencial de crescimento em cada mercado.

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Novos distribuidores ampliam cobertura regional

Entre os novos parceiros da região Sudeste estão a Lubvale, em São José dos Campos (SP), com atendimento à região do Vale; a Breda, em Nova Friburgo (RJ); e a RM Distribuidora, na capital fluminense.

Também passaram a integrar a rede a Star Mix e Belcar, em Goiânia (GO) e a GP Distribuidora, em Sinop (MT), na região do Centro-Oeste. Já no Norte a Portal Distribuidora está localizada em em Marituba (PA). No Nordeste, a empresa atuará por meio das Premium Lub Pneus, em Imperatriz (MA) e a LubPonto, em Fortaleza (CE). Com essas operações, a YPF Lubrificantes amplia a capilaridade em regiões consideradas estratégicas pela companhia.

No Sudeste, há distribuidores em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. No Sul, a marca possui operações no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. No Centro-Oeste, a rede está presente em Goiás e Mato Grosso. No Norte, atende Tocantins e Pará. No Nordeste, a distribuição alcança Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas e Sergipe.

Para o mercado de reposição, a ampliação da estrutura pode facilitar o acesso aos produtos da marca em diferentes regiões. Além da comercialização, os distribuidores recebem suporte para estruturar as operações, capacitar equipes, desenvolver o planejamento comercial e realizar ações de marketing regional.

Meta ambiciosa

A expansão atual dá continuidade ao plano iniciado após a integração da YPF Lubrificantes ao Grupo Usiquímica. A estratégia estabeleceu um modelo de atuação baseado em uma rede exclusiva de distribuidores em todo o território brasileiro.

Segundo a companhia, os parceiros têm papel estratégico na operação, especialmente por conhecerem as características e necessidades de cada mercado regional. A estrutura também busca oferecer suporte técnico e atendimento mais próximo aos clientes. Inclusive, a empresa pretende formar, até o final de 2026, uma rede com presença em todos os estados brasileiros.

 

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Senado analisa novo projeto de lei do Direito de Reparar

Interior de oficina em funcionamento

Proposta prevê acesso a informações e ferramentas para reparadores e amplia liberdade de escolha do consumidor

O Direito de Reparar (Right to Repair) ganhou um novo capítulo no Brasil com a apresentação do Projeto de Lei nº 5.092/2026 no Senado Federal. De autoria da senadora Leila Barros (PDT/DF), a proposta busca regulamentar o tema e permitir que consumidores tenham maior liberdade para escolher onde e com quem realizar a manutenção e o reparo de seus bens.

Para o setor de reparação automotiva, a medida pode representar uma mudança importante na relação entre fabricantes, oficinas independentes e consumidores. O Sindirepa-SP acompanha o desenvolvimento da iniciativa e destaca que a proposta ainda precisa passar pela análise do Congresso Nacional.

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Projeto prevê acesso a informações e ferramentas

Entre os principais pontos do projeto está a possibilidade de o consumidor contratar mecânicos credenciados, oficinas independentes ou realizar o reparo por conta própria. Além disso, a escolha de uma oficina independente não poderá resultar automaticamente na perda da garantia do produto. Para isso, o cuidado deverá utilizar peças compatíveis com as especificações do fabricante e seguir as orientações técnicas aplicáveis.

Outro aspecto considerado relevante para o setor é a previsão de que os fabricantes disponibilizem os recursos necessários para diagnóstico e reparo. A lista inclui manuais, especificações técnicas, softwares, equipamentos de diagnóstico e atualizações de sistemas. Inclusive, o projeto prevê que o acesso a essas ferramentas deverá ocorrer em condições justas, razoáveis e não discriminatórias para mecânicos e fabricantes independentes.

Segundo Antonio Fiola, presidente do Sindirepa-SP, a regulamentação ganha importância diante da evolução tecnológica dos veículos. Para ele, o acesso às informações e aos recursos necessários permite que as oficinas independentes acompanhem as novas tecnologias empregadas nos automóveis. A entidade ainda avalia que a iniciativa pode contribuir para fortalecer a livre concorrência e o mercado de reposição automotiva.

Medida pode impactar custos e vida útil dos veículos

A proposta também conta com o apoio da Aliança Aftermarket Automotivo Brasil, que reúne fabricantes e comercializadores de autopeças, distribuidores, varejistas, mecânicos e retificadores.

Para o movimento, a regulamentação do Direito de Reparar pode ampliar a concorrência e contribuir para a redução de custos e prazos de manutenção. A medida também teria potencial para preservar empregos, aumentar a vida útil dos veículos e reduzir o descarte prematuro.

O tema ganha relevância ainda maior com o avanço da eletrônica e dos sistemas tecnológicos nos automóveis. Nesse cenário, o acesso adequado a informações técnicas, softwares e equipamentos de diagnóstico passa a ser cada vez mais importante para a atuação das oficinas independentes.

Aliás, a proposta também pode beneficiar profissionais que dependem de veículos para trabalhar, como motoristas de aplicativo, taxistas, entregadores, transportadores autônomos, produtores rurais e microempreendedores. O Direito de Reparar já possui regulamentações em mercados como União Europeia, Estados Unidos, Austrália e África do Sul.

 

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segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Confira sinais de desgaste do tambor de freios

tambor de freio da Fremax

Trepidações no pedal, ruídos e perda de eficiência do freio de estacionamento estão entre os indícios de problemas no componente

Nem sempre o desgaste do tambor de freio é fácil de perceber. Como o componente fica dentro de um sistema fechado, alguns sinais aparecem primeiro durante a condução e podem ser confundidos com outros problemas do veículo.

Por isso, identificar alterações no comportamento da frenagem é fundamental. Trepidações no pedal, ruídos metálicos e até a perda de eficiência do freio de estacionamento podem indicar que o conjunto precisa passar por uma avaliação.

O tambor de freio é utilizado no eixo traseiro de automóveis, veículos pesados e motocicletas de baixa cilindrada. Ele funciona como superfície de atrito para as lonas das sapatas e participa diretamente da desaceleração e parada do veículo.

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Como funciona o tambor de freio?

Durante a frenagem, a pressão hidráulica acionada pelo pedal movimenta o cilindro de roda, que empurra as sapatas contra a parede interna do tambor. Como o componente gira junto com a roda, o contato entre as lonas e sua superfície interna gera atrito e transforma a energia cinética em calor.

Além da frenagem de serviço, o tambor normalmente abriga o mecanismo do freio de estacionamento. Nesse caso, cabos acionam mecanicamente as rodas traseiras para manter o veículo parado.

De acordo com Leandro Leite, coordenador de assistência técnica da Fremax, a falta de manutenção pode comprometer a segurança e ainda provocar danos em outros componentes do sistema. Entre os principais sinais de desgaste estão:

Trepidações no pedal: podem indicar que o tambor está ovalizado. Essa condição pode ser provocada por superaquecimento, desgaste excessivo ou uso severo. Com isso, as sapatas deixam de manter contato uniforme com a superfície interna.

Ruídos metálicos, rangidos ou estalos: durante a frenagem, esses sons podem estar relacionados a desgaste acentuado, riscos ou sulcos profundos na área de atrito do tambor.

Pedal de freio mais baixo: quando as lonas e o tambor apresentam desgaste excessivo, as sapatas precisam percorrer uma distância maior até estabelecer o contato necessário para realizar a frenagem.

Freio de estacionamento com baixa eficiência: se a alavanca exigir muitos cliques para segurar o veículo ou o carro se movimentar em um declive mesmo com o sistema acionado, pode haver desgaste no tambor ou necessidade de ajustes.

Manutenção preventiva evita problemas

Diante desses sinais, a recomendação é realizar uma avaliação completa do sistema de frenagem periodicamente. O procedimento deve respeitar os intervalos determinados pelo fabricante do veículo e também considerar as condições de utilização.

Inclusive, a substituição do tambor no momento adequado ajuda a evitar danos a outros componentes e contribui para que o veículo consiga realizar a frenagem dentro do tempo e da distância necessários.

Além disso, revisões realizadas em oficinas de confiança permitem identificar alterações antes que o desgaste avance. Dessa forma, o motorista preserva a eficiência do sistema de freios, prolonga a vida útil dos componentes e reduz os riscos durante a condução.

 

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