sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Inscreva-se no 9° Congresso do Mecânico

Evento chega à 9ª edição no próximo dia 31 de outubro. Palestras, conteúdo técnico e a final da Batalha do Mecânico vão agitar público

O 9º Congresso Brasileiro do Mecânico (9CBM) será realizado no próximo sábado, 31 de outubro, no Pavilhão Azul do Expo Center Norte, em São Paulo (SP). Promovido pela Revista O Mecânico, o evento reunirá mecânicos, gestores de oficinas, fabricantes, distribuidores e empresas do aftermarket para um dia de atualização técnica, troca de experiências e contato com novas tecnologias.

Com o tema “Orgulho de ser mecânico”, o congresso terá programação das 8h às 18h, com entrada gratuita mediante inscrição prévia. Inclusive, a edição de 2026 terá a final ao vivo do reality show Batalha do Mecânico, que definirá o melhor mecânico independente da temporada.

A proposta do encontro é aproximar os profissionais das oficinas das transformações do setor automotivo, que exige atualização constante diante da chegada de novas tecnologias e da diversificação dos veículos atendidos pela manutenção independente.

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Programação aborda tecnologia, diagnóstico e gestão

A programação do 9CBM contempla temas técnicos e desafios relacionados à administração das oficinas. Entre os assuntos previstos estão a manutenção de veículos a diesel, a chegada de modelos chineses às oficinas, os sistemas de injeção direta e a aplicação da inteligência artificial na rotina do mecânico.

Também serão discutidos os veículos conectados, a participação das mulheres na manutenção automotiva e a formação de novos profissionais para o mercado de trabalho.

Além das palestras, os boxes técnicos e práticos permitirão acompanhar procedimentos e conhecer soluções apresentadas por especialistas e empresas participantes. As áreas de exposição, reunirão produtos, equipamentos, serviços e novidades voltados ao mercado de reposição e manutenção automotiva. Dessa forma, o evento busca oferecer conteúdo aplicável ao cotidiano das oficinas, tanto para profissionais envolvidos diretamente nos reparos quanto para quem administra negócios e equipes.

Marcas confirmadas e final do Batalha do Mecânico

A presença de fabricantes, distribuidores e empresas de tecnologia é outro destaque do Congresso Brasileiro do Mecânico. Entre as marcas e organizações confirmadas nas atividades divulgadas para a edição de 2026 estão Nissan, Renault, Delphi, KYB, Dayco, Schaeffler, NTN, Mann-Filter, Elring, Wega, Stellantis, YPF, Texaco, Valvoline, Petronas, Ranalle, ACDelco, Shopee, Ford, KSPG, Hubbi e Grupo Frasle, entre outras.

A participação das empresas amplia as oportunidades de contato entre a indústria e os mecânicos, favorecendo a troca de informações sobre produtos, aplicações e soluções utilizadas no dia a dia das oficinas.

Outro momento previsto para a edição deste ano é a final do Batalha do Mecânico, reality show promovido pela Revista O Mecânico. A disputa acontecerá ao vivo no estande da Volkswagen, patrocinadora master da temporada, e faz parte do programa Volks Vale+. O vencedor será reconhecido como o melhor mecânico independente da temporada e receberá como prêmio uma viagem à fábrica da Volkswagen, na Alemanha.

Serviço — 9º Congresso Brasileiro do Mecânico
  • Data: 31 de outubro de 2026
  • Horário: das 8h às 18h
  • Local: Pavilhão Azul do Expo Center Norte, São Paulo (SP)
  • Entrada: gratuita, mediante inscrição prévia
  • Inscrições e informações: Site do Congresso do Mecânico

 

 

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quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Niterra alerta sobre manutenção de carros por assinatura

Mecânico checando itens do motor do carro

Uso intenso, combustível de má qualidade e falta de manutenção preventiva podem provocar falhas nos componentes e assustar os condutores

O crescimento do mercado de locação de veículos e dos carros por assinatura aumenta a importância da manutenção preventiva. Com automóveis submetidos a longas jornadas, trânsito intenso e diferentes perfis de condução, o desgaste de componentes pode ocorrer de forma acelerada, exigindo atenção dos usuários e das empresas responsáveis pelas frotas.

De acordo com a Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (ABLA), a frota gerenciada pelo setor superou 1,7 milhão de veículos, com crescimento de 16,6% em relação ao ciclo anterior. O avanço também amplia a demanda por serviços de manutenção automotiva.

Diante desse cenário, a Niterra do Brasil, detentora das marcas NGK e NTK, destaca cuidados que ajudam a prevenir falhas e reduzir o risco de paradas inesperadas. Embora a manutenção normalmente seja custeada pela locadora, problemas mecânicos podem causar transtornos ao motorista e comprometer a segurança durante o uso.

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Manutenção preventiva exige atenção aos detalhes

O primeiro cuidado é respeitar os prazos de revisão previstos no manual do veículo, tanto por quilometragem quanto por tempo. Em trajetos urbanos com congestionamentos frequentes, o motor opera em condições de uso severo, o que exige atenção redobrada aos componentes sujeitos a desgaste.

Além disso, o combustível utilizado influencia diretamente o funcionamento dos sistemas de ignição e injeção eletrônica. Produtos de má qualidade ou adulterados favorecem o acúmulo de resíduos e prejudicam componentes como a sonda lambda e o sensor de nível de combustível.

Uma das recomendações é abastecer no mesmo posto e guardar as notas fiscais. Dessa forma, caso surja algum problema, o histórico de abastecimento ajuda a identificar possíveis relações entre o combustível utilizado e a falha apresentada.

Outro ponto importante é comunicar imediatamente a locadora ao perceber alterações na dirigibilidade ou o acendimento de luzes de advertência no painel. A orientação é encaminhar o veículo a uma oficina credenciada para avaliação, evitando que uma falha provoque danos graves.

As cores das luzes também ajudam a identificar a urgência. Em geral, alertas vermelhos indicam situações que exigem a parada segura do veículo, enquanto luzes amarelas ou âmbar sinalizam a necessidade de inspeção. Já as luzes verdes ou azuis normalmente indicam o funcionamento de sistemas ou condições específicas do automóvel.

Sensores e velas de ignição merecem atenção

Entre os componentes que podem apresentar problemas em veículos submetidos ao uso intenso estão os sensores do sistema de gerenciamento eletrônico e as peças responsáveis pela ignição.

Segundo Hiromori Mori, consultor de assistência técnica da Niterra do Brasil, a sonda lambda pode perder precisão ou apresentar falhas, comprometendo o ajuste da mistura ar-combustível. Desse modo, o motorista pode perceber aumento no consumo, perda de potência e elevação das emissões de poluentes.

Já problemas no sensor de nível de combustível provocam indicações incorretas no painel, inclusive sobre a autonomia restante, ou até levar à parada do veículo por falta de combustível.

As velas de ignição também precisam ser verificadas periodicamente. Com o desgaste natural, elas exigem maior tensão elétrica para produzir a faísca, favorecendo falhas de funcionamento e sobrecarregando as bobinas de ignição. Se o problema persistir, há risco de danos ao catalisador. Por isso, a luz da injeção eletrônica acesa e o aumento repentino do consumo são sinais que merecem investigação. O diagnóstico profissional identifca a origem da falha e evita a substituição desnecessária de peças.

A Niterra destaca a importância da capacitação técnica de mecânicos independentes que atendem às locadoras. O objetivo é favorecer diagnósticos precisos, reparos ágeis e a aplicação de componentes com qualidade equivalente à do equipamento original, contribuindo para que os veículos retornem à operação com segurança.

 

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quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Juntas Illinois revela retentores focados na eficiência dos motores

linha de retentores da Juntas Illinois

Componentes usam materiais como PTFE para melhorar a vedação, resistir a altas temperaturas e foco em eficiência energética

A vedação dos componentes internos do motor é fundamental para evitar vazamentos e preservar o funcionamento do conjunto mecânico. Nesse cenário, a Juntas Illinois destaca a linha de retentores. A gama foi criada para atender às exigências dos motores modernos e focam tanto em durabilidade quanto eficiência.

Os componentes são projetados para impedir vazamentos de óleo, água e gases em diferentes aplicações automotivas. Além disso, a fabricante aposta em materiais específicos para suportar condições severas de pressão e temperatura.

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Baixo atrito e materiais avançados

Um dos principais diferenciais da linha é o baixo coeficiente de atrito entre o retentor e os eixos em movimento. Isso contribui para diminuir o desgaste prematuro dos componentes e favorece a eficiência mecânica do motor. A redução do atrito também contribui para a economia de combustível e a diminuição das emissões. E afim de atender a tecnologia dos motores atuais, a empresa usa materiais como Teflon na composição das suas peças.

De acordo com a Juntas Illinois, esse material permite vedação eficiente e maior vida útil, mesmo em condições de alta rotação. A resistência a temperaturas elevadas e a capacidade de manter a vedação são características importantes para o funcionamento desses componentes.

Linha atende virabrequim, válvulas e sistemas de distribuição

Os retentores das Juntas Illinois contemplam diferentes pontos de vedação do motor. Entre as aplicações estão os retentores do virabrequim, tanto dianteiros quanto traseiros, além dos componentes destinados ao comando de válvulas e às hastes de válvulas. Aliás, A linha também inclui aplicações em sistemas de distribuição e eixos auxiliares.

Para o mecânico, a escolha correta do retentor é importante para preservar a vedação e evitar problemas relacionados a vazamentos. A durabilidade da peça e sua compatibilidade com a aplicação também são aspectos relevantes durante a manutenção do motor. Segundo Fernando Torre, gerente nacional de vendas e assistência técnica da Juntas Illinois no Brasil, o desenvolvimento da linha considera as exigências dos motores modernos.

 

 

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terça-feira, 27 de outubro de 2026

Mercedes-Benz revela descontos em peças para linha Sprinter

Linha Sprinter da Mercedes-Benz

Campanha valerá até dezembro e contempla mais de 200 itens de manutenção, desgaste, motor e outros componentes

A Mercedes-Benz Cars & Vans Brasil oferece descontos de até 50% em Peças Genuínas para toda a linha Sprinter. A campanha, válida entre setembro e dezembro de 2026, abrange mais de 200 itens e busca reduzir os custos de manutenção para proprietários e gestores de frotas que dependem dos veículos para trabalhar.

Com o conceito “Seu Negócio Não Pode Parar”, a iniciativa contempla componentes de manutenção, desgaste, colisão e motor. Além dos preços especiais, os clientes podem realizar os serviços na rede autorizada da marca, com profissionais treinados pela fabricante.

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Redução dos custos de manutenção

A ação é direcionada a diferentes segmentos profissionais, incluindo transporte, logística, saúde, turismo, transporte escolar e serviços autônomos. Nessas atividades, a disponibilidade dos veículos é fundamental para manter as operações e evitar prejuízos causados por paradas não programadas.

Segundo Leo Castanho, head de pós-venda da Mercedes-Benz Cars & Vans, a iniciativa procura oferecer mais economia e tranquilidade aos clientes que dependem do modelo em suas atividades. O executivo destaca a importância de diagnósticos precisos para manter os veículos em operação.

Outro ponto importante é o tempo de imobilização. Para empresas e profissionais autônomos, manter a Sprinter parada por períodos prolongados compromete a prestação de serviços. Por isso, a campanha procura tornar a manutenção mais acessível.

Rede autorizada oferece suporte aos clientes

Além dos descontos nos componentes, a campanha inclui o atendimento da rede autorizada Mercedes-Benz. A estrutura conta com mais de 170 concessionários distribuídos pelo Brasil, que oferecem serviços realizados por profissionais capacitados e treinados pela fabricante. A proposta busca aproximar os clientes da estrutura de pós-venda da marca, por meio de preços mais competitivos.

A iniciativa atende tanto quem utiliza a Sprinter individualmente quanto empresas de operação de frotas. Por fim, a montadora alemã disponibilizou informações adicionais em seu site oficial.

 

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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Salão de Paris recupera interesse e antecipa novidades que vêm ao Brasil

Novidades que a Stellantis apresentou durante o último Salão do Automóvel de Paris

Coluna Fernando Calmon nº 1.424: Salão de Paris recupera interesse e antecipa novidades que vêm ao Brasil

Salões internacionais de automóveis sofreram com o esvaziamento de interesse do público. Cenário foi agravado pela pandemia de Covid-19 em 2020 e o avanço dos vídeos pela internet que antecipavam todos os pormenores dos lançamentos. Também cresceu a concorrência de exposições de tecnologia, a exemplo da CES nos EUA. O salão parisiense adaptou-se e até diminuiu de onze para sete os dias de exposição, além de demonstrar que híbridos e elétricos vão conviver por tempo indeterminado.

Entre as mais de 50 novidades, incluídos modelos conceituais, estão aquelas que serão exportadas para o Brasil ou aqui fabricadas. Destaques começam com os Fiat Grizzly e Grizzly Fastback (visual pode inspirar o futuro modelo brasileiro) com seus sistemas de iluminação diferenciados. Já a picape conceitual Multiplay é avançada demais frente à Strada. Outras atrações do Grupo Stellantis: releitura futurista do Citroën 2 CV, agora elétrico; Peugeot RCZ Vision, também elétrico, com proposta de sistema de direção eletrônica sem ligação mecânica e o volante de formato retangular; Jeep anunciou seis novos modelos até 2030, a começar pelo Recon na Europa já em janeiro de 2027.

Volkswagen atraiu atenções com elétrico ID.Tiguan, que terá três versões e será lançado na Europa logo no início do ano que vem. Não há ainda uma data de exportação para o Brasil. Ford mostrou a Ranger MS-RT Champion Edition com suspensão rebaixada e versões V-6 diesel e híbrida plugável específicas para a Europa. Hyundai apresentou o SUV de entrada Bayon e o novo Tucson, um híbrido pleno com potência e toque combinados de 245 cv e 38,5 kgf·m. Sua importação ainda em estudos pela filial brasileira.

Vinte marcas chinesas estiveram em Paris, um terço do total no Salão. Algumas desconhecidas no Ocidente, a exemplo da Li Auto e BAW. Destaques foram para o inédito Dolphin G híbrido PHEV (híbrido plugável) a ser exportado para cá; Leapmotor B03 que se chamará aqui B03x e suporte direto da Stellantis; Omoda 4, híbrido pleno que chegará aqui no segundo semestre de 2027.

Carro mais barato a partir de janeiro é incerto

De fato, o Governo Federal está atrasado em decidir como os automóveis serão taxados a partir de janeiro de 2027. Segundo Cassio Pagliarini, da Bright Consulting, que apesar no nome em inglês é uma empresa 100% brasileira, “a Lei Complementar nº 214/2025 determina que as alíquotas do Imposto Seletivo sobre veículos sejam estabelecidas em lei ordinária e graduadas segundo critérios que incluem potência, eficiência energética, emissões, reciclabilidade e etapas fabris realizadas no País. Mas a lei ainda não define as alíquotas que cada veículo pagará. Por isso, não é possível transportar os percentuais da tabela atual do IPI Verde para uma projeção definitiva do Imposto Seletivo em 2027”.

O problema envolve o resultado da eleição presidencial do próximo domingo. Ambos os candidatos continuam a discutir, após o primeiro debate televisivo. Sem saber quem será eleito fica difícil prever o rumo dos acontecimentos. O que se tem certeza: a existência de um vácuo tributário e o imposto seletivo não poderá ser cobrado a partir de 1º de janeiro próximo. Se isso será repassado total ou parcialmente às tabelas de preços públicos sugeridos, dependerá de cada fabricante.

Um fato é que a indústria automobilística no Brasil, desde 1956, mantém-se entre os setores historicamente “aquinhoados” com impostos muito elevados. Entre os principais países produtores de automóveis e comerciais leves a taxação é a maior do mundo. E como há relativamente poucas empresas a fiscalizar e quase todas multinacionais, a arrecadação fica garantida e historicamente elevada.

Nissan admite, se necessário, produzir aqui CKD e SKD

Ricardo Gondo deixou a presidência da Renault no Brasil em 2025 e há dois meses assumiu o mesmo cargo na Nissan. Em encontro com jornalistas, na sexta-feira passada, admitiu que há discussões internas sobre a possibilidade de produzir aqui a partir de kits importados completamente desmontados (CKD) ou semidesmontados (SKD). No entanto, Kait e Kicks continuarão a ser produzidos na fábrica de Resende (RJ).

Gondo observou um cenário que fez questão de destacar: “A produção brasileira de veículos leves este ano cresceu 9,7% até setembro e a expectativa é fechar o ano com alta de 7,6%. Mas se tirar CKD/SKD, a expansão será de apenas 2%.” Ele não deu exemplos, mas se sabe que, pelo menos por enquanto, as marcas chinesas concentram-se neste tipo de produção. Isto implica quase nenhuma participação de compras no parque brasileiro de autopeças.

O panorama pode mudar a partir de 2027. Pelo menos é o esperado, conforme promessas das marcas BYD e GWM que estão mais comprometidas com produção local. Geely já está acertada com a Renault. Deve-se notar, entretanto, que Sindipeças e fabricantes de pneus ainda aguardam as encomendas começarem em bom ritmo.

Ele confirmou para o primeiro trimestre de 2027 o lançamento no Brasil do X-Trail e-Power, um SUV médio importado. Trata-se de um modelo elétrico de alcance estendido. Terá tração 4×4 e dois motores que somados entregam 216 cv e 33,7 kgf·m. Contará com um motor a combustão de 1,5 L turbo apenas para acionar um gerador e recarregar a bateria de 1,85 kW⋅h. É opção racional por dispensar carregadores externos. Basta abastecer com gasolina e seguir em frente, o que dá tranquilidade ao motorista de viajar sem se sujeitar a um planejamento prévio.

Sem indicar prazos, porém confirmando estudos, Gondo apontou o mercado brasileiro em expansão para diferentes estágios, no campo de híbridos e elétricos, com crescimento mais rápido do que a Nissan imaginava. “Isso exige decisões que não podem demorar”, afirmou. Entretanto, não disse de que forma isso ocorrerá, mesmo porque outros fabricantes vêm se movimentando na mesma direção.

Teste: Panamera Turbo S E-Hybrid acelera como nunca

Versatilidade e alto desempenho são qualidades frequentemente conflitantes. Em geral, uma destas características anula a outra ou, quando bem acertada pelo fabricante, pode haver alguma possibilidade de equilíbrio. Mas, no caso desta versão do Panamera, não pairam dúvidas de que este objetivo foi alcançado. Trata-se de um sedã com a tampa do porta-malas do tipo liftback (com vidro do vigia integrado) e aerofólio funcional. Porta-malas de 421 L de fato não é tão grande, apesar do estepe inflável de 20 pol., enquanto as rodas são de 21 pol. e belo desenho. Interior proporciona ótimo espaço para quatro ocupantes. E o sistema de som conta com 21 alto-falantes e nada menos de 1.455 watts.

Dimensões (mm): comprimento, 5.054; entre-eixos, 2.950; largura, 1.937 (2.165 com espelhos); altura, 1.423. Volume (L): tanque, 80. Massa: 2.365 kg. Híbrido pleno. Motor V-8 turbo, gasolina, 4 L: potência 599 cv; torque 81,6 kgf·m. Motor elétrico: 190 cv; torque 45,9 kgf·m; Potência combinada: 782 cv; Torque combinado, 102 kgf·m; Consumo (Inmetro km/L, cidade/estrada): 6,9/8,6. Alcance (Inmetro km, cidade/estrada): 552/688. Tração integral. Câmbio automatizado, oito marchas. Aceleração 0 a 100 km/h (s): 2,9.

Logo no primeiro contato o modelo da Porsche surpreende ao se selecionar o modo conforto. Lida bem com asfalto irregular e buracos. Além disso, evita raspar em desníveis típicos de lombadas e entradas/saídas de garagem. Basta acionar o sistema de levantamento da suspensão dianteira memorizável via GPS, que passa a atuar automaticamente. Contudo, não chega a superar todo tipo de desnível, em particular lombadas fora das especificações. Conta com auto-hold que aciona o freio de estacionamento no próprio pedal de freio e o libera ao voltar a acelerar.

No modo Sport muda completamente: as suspensões deixam-no mais próximos do solo e apesar de quase 2,5 t de massa as retomadas e acelerações colam as costas dos ocupantes nos encostos. Opcionais podem elevar o preço final em até R$ 90.000, custando os freios com discos de fibras cerâmicas por volta de R$ 60.000.

Preço: R$ 1.870.000

Fernando Calmon é jornalista especializado e colunista do Portal da Revista O Mecânico. Acesse: https://ift.tt/DNreS85

 

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AutoAju 2026 reunirá indústria automotiva e foca em tecnologia

propaganda da feira AutoAju 2026

Evento acontecerá no próximo mês de novembro em Aracaju e vai unir empresas e abordará inovação no setor automotivo

O Nordeste ficará bem agitado em breve. Aracaju (SE) receberá, em novembro, a primeira edição do AutoAju 2026, evento voltado à indústria e ao comércio automotivo. Com mais de 40 expositores confirmados e expectativa de atrair mais de 5 mil visitantes, a feira quer aproximar fabricantes, distribuidores, fornecedores e profissionais do segmento.

Realizado no Centro de Convenções AM Malls Sergipe, o encontro terá uma área de 5 mil metros quadrados dedicada à exposição de produtos, serviços e soluções para o mercado. Além disso, a programação contará com 12 palestrantes e abordará temas como eletrificação, inteligência artificial, conectividade e mobilidade sustentável.

A iniciativa busca acompanhar as transformações tecnológicas da indústria automotiva e criar oportunidades de relacionamento comercial entre empresas de diferentes áreas. Para o setor de manutenção, a presença de fornecedores de autopeças, ferramentas, equipamentos e soluções digitais coloca em pauta tecnologias que podem fazer parte da rotina das oficinas.

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Espaço dedicado à inovação automotiva

Um dos destaques da programação será a Arena Inovação, ambiente destinado a palestras, seminários e debates sobre os caminhos da mobilidade. Entre os assuntos previstos estão combustíveis limpos, inteligência veicular e sustentabilidade. Segundo os organizadores, os temas estão relacionados às mudanças nos sistemas de propulsão e às novas tecnologias aplicadas aos veículos.

Inclusive, o evento abrirá espaço para softwares de gestão, tecnologias conectadas e soluções de mecatrônica. Dessa forma, a feira pretende reunir diferentes áreas do mercado automotivo, desde a oferta de componentes e equipamentos até ferramentas digitais utilizadas na gestão de negócios e na prestação de serviços especializados.

A proposta é permitir que empresas e profissionais conheçam soluções disponíveis no mercado e troquem experiências sobre as mudanças que afetam a indústria e o comércio automotivo.

Feira busca ampliar negócios no Nordeste

Além da apresentação de produtos e tecnologias, o AutoAju 2026 terá foco na aproximação entre fornecedores e compradores. A organização prevê a participação de missões empresariais e caravanas de diferentes regiões do país. A iniciativa visa fortalecer Sergipe como ponto de encontro para empresas e profissionais do setor automotivo. A expectativa é que a circulação de expositores, empresários e visitantes contribua para movimentar a economia local durante os dias de realização da feira.

Ao reunir empresas de autopeças, distribuição, ferramentas, equipamentos e serviços, o encontro busca aproximar diferentes elos da cadeia automotiva. O AutoAju 2026 será realizado nos dias 19 e 20 de novembro, das 15h às 21h. No sábado, dia 21, das 14h às 20h, no Centro de Convenções AM Malls Sergipe, em Aracaju.

Mais informações sobre a programação e as formas de participação estão disponíveis no site www.autoaju.com.br e no perfil oficial do evento no Instagram: @autoaju.

 

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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Sistema de ignição de carros usados exige atenção especial

Kit de velas especiais da Niterra

Velas, cabos e bobinas precisam de inspeção periódica para evitar falhas no motor, muita poluição e outros problemas

Com a idade média da frota brasileira acima de dez anos, a manutenção preventiva ganha importância para evitar problemas mecânicos e gastos inesperados. Entre os componentes que merecem atenção estão as velas, os cabos e as bobinas de ignição, peças que sofrem desgaste durante o funcionamento do veículo.

A NGK alerta que a falta de manutenção desses componentes compromete o funcionamento do motor, eleva o consumo de combustível e aumenta a emissão de poluentes. Além disso, pequenas falhas podem passar despercebidas pelo motorista, dificultando a identificação do problema.

Por isso, a recomendação é seguir o plano de manutenção indicado pela montadora e realizar inspeções periódicas, considerando tanto a quilometragem percorrida quanto o tempo de uso do automóvel.

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Velas desgastadas sobrecarregam outros componentes

As velas de ignição estão entre os primeiros itens que merecem atenção. Durante o funcionamento normal do motor, os eletrodos sofrem desgaste, ficam arredondados e apresentam aumento da folga entre eles. Dessa forma, é necessária uma tensão elétrica maior para produzir a centelha responsável pela combustão.

Quando a substituição não ocorre no momento adequado, o esforço adicional afeta outros componentes do sistema, principalmente as bobinas de ignição, que passam a trabalhar sob tensões mais elevadas.

Ademais, falhas de ignição nem sempre são perceptíveis ao motorista. Pequenas irregularidades podem prejudicar o consumo de combustível e elevar as emissões de poluentes. Em veículos mais novos, que contam com maior monitoramento dos sistemas de injeção e ignição, o problema pode provocar o acendimento da luz de injeção no painel.

Outro ponto importante envolve as velas com eletrodos de platina e irídio, utilizadas em automóveis mais modernos. Nesses casos, a troca deve respeitar os intervalos estabelecidos pela montadora no manual do proprietário.

Cabos e bobinas também precisam de inspeção

Os cabos de ignição conduzem a corrente elétrica da bobina até as velas e precisam suportar tensões que podem se aproximar de 20 mil volts. Para isso, são fabricados com materiais que oferecem elevada capacidade de isolamento elétrico.

Entretanto, o calor do motor contribui para a oxidação e o ressecamento das borrachas. Segundo a NGK, a substituição dos cabos deve ocorrer a cada 60 mil quilômetros ou três anos. Mesmo quando o veículo roda pouco, é importante verificar as condições das peças e trocá-las se houver necessidade.

Com o envelhecimento, a perda de isolamento pode provocar falhas no funcionamento do motor e aumento do consumo. A fuga de corrente elétrica, também conhecida como flash over, pode comprometer as velas e as bobinas.

Já as bobinas de ignição não possuem um intervalo de troca definido pelas montadoras. Sua durabilidade depende, entre outros fatores, das condições das velas: quanto maior o desgaste dos eletrodos, maior a tensão exigida para gerar a centelha e, consequentemente, o esforço imposto à bobina.

De acordo com Hiromori Mori, consultor de assistência técnica da Niterra, a manutenção preventiva ajuda a evitar falhas, reduzir custos, prolongar a vida útil dos componentes mecânicos e contribuir para a segurança dos ocupantes.

Por fim, manter o histórico de revisões e respeitar as recomendações do fabricante também pode favorecer o valor de revenda do automóvel, já que veículos com manutenção documentada tendem a ser mais valorizados na hora da negociação.

 

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