quarta-feira, 24 de junho de 2026

Future Mobility 2026 reúne 5 mil marcas e debate sobre tecnologia e mobilidade

Future Mobility 2026 [Divulgação]
Evento ocupa 100 mil m² no Anhembi e conecta montadoras, tecnologia, energia e novos negócios de mobilidade

A Future Mobility 2026 abriu oficialmente suas portas em São Paulo. Realizada no Distrito e no Sambódromo do Anhembi, a feira reúne diferentes elos da cadeia automotiva em um ambiente integrado de negócios, conteúdo e demonstrações práticas.

São mais de 100 mil m² de área ocupada, 1.000 expositores e cerca de 5.000 marcas representadas. A expectativa é receber mais de 15 mil visitantes B2B ao longo dos quatro dias de evento, além de rodadas de negócios com mais de 200 compradores convidados.

O evento busca aproximar fabricantes, fornecedores, operadores de infraestrutura, empresas de tecnologia e startups que atuam na transformação da mobilidade no Brasil e no mundo.

Mobilidade elétrica, conectividade e novos modelos de negócio

A estrutura da feira foi organizada em diferentes verticais que refletem a transição do setor automotivo. Entre elas, a Eletrocar Show concentra veículos eletrificados, sistemas de recarga, baterias e soluções ligadas à descarbonização do transporte. Nesse espaço, marcas como BYD, CAOA Changan, Foton do Brasil e GAC dividem a atenção com empresas de infraestrutura de energia e carregamento, como Evowatt, Secpower e On Charge, além de fornecedores de sistemas e componentes.

Outro destaque é a Autopeças Show, que reúne o setor de reposição automotiva e tecnologias voltadas à reparação, enquanto a e-Bike Show amplia o debate para micromobilidade, bicicletas elétricas, scooters e soluções urbanas. Segundo a organização, o evento cresceu de forma significativa em relação à edição anterior, com aumento de 800% na área de exposição. O movimento acompanha a expansão do mercado de eletrificação e a entrada de novos players no ecossistema automotivo.

Future Mobility 2026 [Divulgação]

Conteúdo técnico, test drives e experiências no Sambódromo

Além da área de exposição, a Future Mobility 2026 aposta na experiência prática e na geração de conteúdo técnico. A Arena de Conteúdo reúne mais de 30 palestrantes em debates sobre eletrificação, logística urbana, inteligência artificial, veículos autônomos, infraestrutura de recarga e novas estratégias de negócios.

Entre os participantes estão representantes de montadoras, startups, consultorias e empresas de tecnologia. Também estão previstas apresentações de nomes como BYD, Waze, Bright Consulting e outros players do setor.

Future Mobility 2026 [Divulgação]

Com o intuito de entreter e atrair os visitantes, há um espaço com cerca de 35 mil m² dedicados a experiências de condução. O local funciona como uma área de test drives com mais de 2 mil experiências previstas.Esse circuito foi desenvolvido para destacar características de veículos eletrificados e sua dinâmica. O público pode conhecer de perto carros de marcas como General Motors, Volvo, MG Motor, Jetour e GAC.

Além dos test drives com instrutores, o espaço conta com sessões de volta rápida com pilotos profissionais, permitindo que o público acompanhe o desempenho dos veículos em condições mais dinâmicas. Por fim, a feira também aposta na geração de negócios como eixo principal. Rodadas entre compradores e fornecedores miram aproximar diferentes segmentos da cadeia automotiva e acelerar parcerias comerciais.

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Cofap anuncia nova linha de molas a gás para modelos da Citroën e Renault

Molas a gás da Cofap [Cofap/ Divulgação]

Linha de molas a gás da Cofap ganha dois novos códigos e eles atendem modelos acessíveis como os SUVs Aircross e Kardian

A Cofap anunciou expansão de sua linha de molas a gás com a inclusão de duas novas aplicações destinadas aos modelos Citroën Aircross e Renault Kardian. A novidade tem como intuito ampliar a cobertura da marca no mercado de reposição.

Embora muitas vezes passem despercebidas pelos motoristas, as molas a gás exercem uma função importante no funcionamento de diversos componentes da carroceria. Elas são responsáveis por auxiliar a abertura e a sustentação de porta-malas, capôs, portas e tampas de compartimentos, garantindo praticidade e segurança durante o uso.

Quando apresentam desgaste, esses componentes podem comprometer a operação adequada das estruturas móveis do veículo. Entre os sintomas mais comuns estão a dificuldade de abertura e a incapacidade de manter o compartimento aberto sem apoio adicional.

Tecnologia garante funcionamento suave e seguro

As molas a gás Cofap utilizam tecnologia monotubular pressurizada, composta basicamente por um tubo e uma haste. O sistema foi desenvolvido para substituir mecanismos convencionais de sustentação, oferecendo redução de peso e maior precisão de funcionamento.

O princípio de operação ocorre por meio de um pistão instalado na extremidade da haste interna, que trabalha sob a pressão do nitrogênio armazenado dentro do tubo. Esse conjunto gera a força necessária para auxiliar a movimentação e a sustentação dos componentes da carroceria.

De acordo com a fabricante, a tecnologia empregada permite manter a força inicial praticamente constante ao longo do curso de funcionamento, mesmo em aplicações que exigem grandes deslocamentos.

Outro aspecto relevante é o acionamento progressivo, que reduz impactos no final do curso e proporciona abertura e fechamento mais suaves. Na prática, isso contribui para aumentar o conforto de utilização e minimizar esforços sobre os pontos de fixação.

Componente exige atenção na manutenção

Nas oficinas, a inspeção das molas a gás deve fazer parte das verificações periódicas, especialmente em veículos com maior tempo de uso. A perda gradual da pressão interna é um processo natural e pode afetar diretamente o desempenho do componente.

Além da dificuldade em sustentar o porta-malas ou o capô aberto, sinais como vazamentos, corrosão na haste e movimentação irregular indicam a necessidade de substituição.

Segundo a Cofap, todos os componentes são desenvolvidos de acordo com as especificações originais dos fabricantes, buscando manter características equivalentes às das peças genuínas.

A empresa destaca ainda que realiza investimentos contínuos em desenvolvimento de produtos, processos produtivos e testes de resistência e durabilidade, com o objetivo de ampliar a oferta de soluções para o mercado de reposição automotiva.

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terça-feira, 23 de junho de 2026

Stellantis já desmontou mais de 1 mil carros no Brasil

 

Centro de desmontagem do conglomerado desmontou diversos carros e as peças podem ser compradas de maneira simples

O Centro de Desmontagem Veicular Circular AutoPeças da Stellantis alcançou um feito histórico. Localizado em Osasco, Grande São Paulo, o local desmontou o milésimo veículo recentemente. Além disso, o polo ainda reciclou mais de 740 toneladas de materiais destinados à reciclagem.

Conhecido por CDV, o negócio comandado pelo conglomerado automotivo comercializou mais de oito mil peças para o mercado de reposição. As vendas ocorrem tanto na loja localizada em Osasco (SP) quanto em meios digitais como Mercado Livre, Shopee e também pelo atendimento via WhatsApp.

Os clientes podem comprar peças para motores, transmissão, itens de lataria, módulos eletrônicos e outros componentes. Em nove meses de atuação, o centro de desmontagem da Stellantis também recuperou cerca de 740 toneladas de materiais automotivos destinados à reciclagem e à reinserção na cadeia produtiva.

Cuidando do meio ambiente

Deste total, mais de 640 toneladas eram tanto aço quanto alumínio provenientes de carcaças dos carros e de outros componentes. Cobre e plástico também estão entre os materiais recuperados. Ainda nesse sentido, o centro de desmontagem recolheu mais de oito mil litros de fluidos automotivos e deu o descarte correto.

Neste caso, os produtos são separados por tipo da matéria-prima e destinados a parceiros homologados da Stellantis e que os reaproveitam da maneira ideal. Paulo Solti, vice-presidente sênior de Peças e Serviços para América do Sul, deu detalhes dessas novidades.

De acordo com o executivo, a economia circular é um dos pilares de sustentabilidade da Stellantis. Inclusive, ele comentou que o marco de mil carros desmontados demonstra a possibilidade de transformar o fim de ciclo da vida útil de um carro em novas oportunidades de geração de valor.

A volta dos que se foram

O conglomerado ainda cuida do Centro de Recondicionamento Veicular, o CRV. Este polo fica localizado em Betim, Minas Gerais, e o foco é recuperar veículos que ainda podem ser utilizados depois de alguns cuidados. Com pouco mais de dois anos de funcionamento, o CRV já recondicionou mais de 400 carros que teriam o descarte prematuro.

Aliás, essa iniciativa ainda promoveu outro importante feito social. Cerca de 18 jovens aprendizes que passaram pelo programa foram contratados pela Stellantis e uma nova turma de alunos vai iniciar suas atividades ao longo do segundo semestre de 2026.

 

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Confira itens dos carros para verificar antes de pegar a estrada para as férias

 

Se você for viajar nas férias de julho, é bom levar seu carro até uma oficina para fazer uma revisão detalhada destes itens

O mês de julho está chegando e as férias escolares também. De olho nisso, o Sindicato das Empresas de Reparação de Veículos do Paraná (Sindirepa-PR) criou um guia para orientar os motoristas na hora de fazer a revisão preventiva e que tem o intuito de evitar imprevistos durante as viagens.

De acordo com o sindicato, itens como freios, pneus e suspensão devem ser avaliados com cautela e por um mecânico de confiança. Ainda nesse sentido, o condutor também deve checar o sistema de direção, bateria, óleo do motor e as palhetas dos limpadores de para-brisa.

Faróis e lanternas, líquido de arrefecimento e fluido de freio também precisam de atenção especial. Sandro Cruppeizaki, presidente do Sindirepa-PR, comentou que a verificação desses itens dos carros precisa fazer parte do planejamento da viagem.

Atenção nos mínimos detalhes

Sandro pontuou que o veículo deve estar preparado para enfrentar trajetos longos e condições adversas de uso. Ele também falou que as revisões periódicas ajudam a aumentar a confiabilidade no veículo, reduz o desgaste dos componentes e evita que um pequeno reparo se torne um gasto excessivo futuramente.

O presidente do Sindirepa-PR revelou que checar a calibragem dos pneus e estepe, se atentar a validade dos equipamentos obrigatórios e verificar o funcionamento da iluminação geral do veículo também faz parte da verificação dos itens preventivos.

Cruppeizaki disse que conferir a documentação do automóvel, planejar o trajeto das viagens e respeitar os limites de velocidade das vias são importantes.

 

Cuidado nunca é demais

Por fim, o executivo afirmou que a manutenção preventiva deve ser feita em oficinas de confiança e usar peças de procedência, em caso de troca. Outra dica dada por Sandro foi sobre não deixar a revisão para última hora.

Em sua visão, muitos motoristas devem optar por cuidar minuciosamente de seus carros antes das viagens. Dessa forma, é possível agendar serviços sem tanto sufoco e ainda não compromete a data da viagem, em caso de um atendimento personalizado.

 

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Sindirepa-SP revela as melhores autopeças eleitas pelos mecânicos

Prêmio do Sindirepa-SP reconheceu diversas marcas focadas no setor de reposição automotiva em uma cerimônia realizada em São Paulo

O Sindirepa-SP realizou a cerimônia para revelar os ganhadores da 17ª edição do prêmio de Os Melhores do Ano. A premiação tem como intuito reconhecer as marcas eleitas pelos reparadores por qualidade, confiança e relacionamento com o setor de reposição automotiva.

A pesquisa foi realizada pelo CINAU, Central de Inteligência Automotiva. As marcas bem posicionadas em cada categoria recebem selos Ouro, Prata e Bronze, segundo a classificação obtida.

 

A cerimônia reuniu fabricantes, diretoria do Sindirepa-SP, representantes do Sindipeças, do IQA, do Senai e a imprensa. A iniciativa contou com alguns patrocinadores na categoria Ouro, entre eles Bradesco Seguros, COFAP, DRiV, Porto Seguro, Azul Seguros, Schaeffler e Takao.

Já os patrocinadores da categoria prata foram: Bosch, Continental, Delphi, Denso, Fras-le, Fremax, Nakata, Controil, KS Mahle e Mann Filter. E a categoria Bronze foi patrocinada por IQA, Solera, Wega, Indisa e Tecalliance.

E os vencedores?

O primeiro lugar para amortecedores foi para COFAP. Monroe ficou em segundo e Nakata em terceiro.

Em Bomba d’água, o primeiro lugar foi para Indisa. Schadek/ Urba ficou em segundo lugar e Nakata em terceiro.

A Bosch ficou em primeiro lugar na categoria de Bomba de combustível. O pódio foi complementado por AC Delco e Schadek, na ordem.

Em cabo de ignição, a NGK ficou em primeiro lugar. Enquanto isso, Bosch e Magneti Marelli ocuparam as demais posições.

Componente de motor teve como destaque Mahlemetal Leve. KS ficou em segundo lugar e Takao em terceiro.

Em correias, o primeiro lugar foi para Continental. O segundo foi para Dayco e o terceiro ficou com Gates.

Disco de freio coroou a marca Fremax. Já Hipper Freios ficou em segundo lugar e Bosch em terceiro lugar.

Em embreagem, o primeiro posto foi para LUK. O segundo ficou com Sachs e o terceiro com Valeo.

Na categoria Equipamento de diagnóstico de motor, o destaque foi para Bosch. O segundo lugar foi para Launch e o terceiro foi para Tecnomotor.

Em filtros, o primeiro lugar ficou com Mann Filter, o segundo foi para Wega e o terceiro foi para Tecfil.

Em junta homocinética, o primeiro lugar foi para COFAP, o segundo foi para Nakata e o terceiro foi para Dana Spicer.

Na categoria óleo, a Mobil ficou em primeira posição. Já Lubrax e Ipiranga vieram atrás, respectivamente.

Em pastilha de freio, o primeiro lugar foi da Cobreq. A Fras-le ficou em segundo e Hipper Freios em terceiro lugar.

Em Rolamento, o destaque foi a SKF. A INA veio em segundo e a NSK em terceiro.

Na categoria climatização, o primeiro lugar foi para Denso. O segundo ficou com Mahle/ Valeo e o terceiro com Delphi.

Por fim, em vela de ignição, o primeiro posto ficou para a NGK. Em segundo lugar ficou a Bosch e em terceiro a AC Delco.

 

 

 

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segunda-feira, 22 de junho de 2026

Hyundai i20 é um crossover, mas que não chega a ser raiz

Hyundai i20 é um crossover, mas que não chega a ser raiz

Coluna Fernando Calmon nº 1.406: Hyundai i20 é um crossover, mas que não chega a ser raiz

Havia um intervalo em dimensões, preços e propostas entre o hatch HB20 e o SUV Creta que a marca sul-coreana precisava preencher. Quando o i20 começou a ser testado camufladamente pela fábrica, alguns o apontaram como sucessor do HB20, mas na realidade tratava-se de um novo carro. Ele é um pouco maior que o HB 20 pelas suas dimensões a seguir, contudo enquadra-se mais como um crossover “leve”.

Dimensões (mm): comprimento, 4.130; entre-eixos, 2.580; largura, 1.780 (2.045 com espelhos); altura, 1.505. Volumes (L): porta-malas, 346; tanque, 50. Massa: 1.205 kg. Motor 3-cilindros turbo 1-L flex: potência 115 cv (E)/(G); torque 17,5 kgf·m (E)/(G). Consumo (Inmetro km/L, cidade/estrada): 8,8/10,1 (E); 12,6/14,3 (G). Alcance (Inmetro km, cidade/estrada): 440/505 (E); 630/715 (G). Tração dianteira. Câmbio automático epicíclico, seis marchas. Aceleração 0 a 100 km/h (s): 11,7 (E)/(G).

Versões de entrada (duas, das seis disponíveis) têm apenas motores flex de aspiração natural com potência e torque cerca de um terço menores. A visão 3/4 de frente impressiona positivamente com faróis e lanternas bem dimensionados. De perfil destacam-se as rodas de liga leve de17 pol., mas o desenho avantajado da coluna traseira ficou bem estranho. Lanternas traseiras interligadas são atraentes.

O interior traz algumas novidades a exemplo das saídas de ar verticais. Telas integradas (instrumentos e multimídia), ambas de 12,3 pol., superam as dos concorrentes nas versões de maior preço. Já materiais de acabamento poderiam ser melhores. Distância entre eixos, um pouco maior do que Tera, Pulse e Sonic, proporciona mais espaço para as pernas no banco traseiro. Em volume do porta-malas o Sonic leva a melhor com 46 litros extras. Nos quesitos segurança ativa e sistemas avançados de assistência ao motorista (Adas, na sigla em inglês) conta com 10 itens, o dobro dos três concorrentes.

Primeiro contato dinâmico com o i20 foi limitado, em circuito muito curto e demarcado. Respostas de direção e estabilidade agradam. Perda de desempenho (menos 5 cv a fim de se enquadrar no programa IPI Verde) naquelas condições é pouco sentida, porém em situações reais o HB20 (100 kg mais leve) certamente vai melhor. Uma clara vantagem sobre os concorrentes é o freio de estacionamento de imobilização e liberação automáticas (auto-hold, em inglês), bastante útil no para e anda do trânsito.

Preços: R$ 99.990 a R$ 139.990.

Impressões: Caoa Changan CS75 estreia com bom preço

Produzido em Anápolis (GO), o novo SUV de origem chinesa chega em sua quarta geração global, versão única Infinity e após passar por adaptações às condições brasileiras em dois milhões de quilômetros de testes. O modelo acumula mais de três milhões de unidades comercializadas em 117 países.

Tem porte médio-grande, um pouco maior que o Tiggo 8 da própria Caoa e o Commander: 4.770 mm de comprimento, 2.800 mm de entre-eixos, 1.910 mm de largura e 1.705 mm de altura. Destaque para o porta-malas de 610 L (com assoalho rebaixado, 725 L). Conta com teto solar panorâmico, três telas que somam 37,2 pol. (a de multimídia de 14,6 pol. oferece conectividade sem fio com Android Auto e Apple CarPlay) e câmeras com visão 540°.

Suspensões são independentes nas quatro rodas de 20 pol. Motor 1,5 L, turbo flex, 180 cv e 29,2 kgf·m. Câmbio automático, oito marchas. Recebeu classificação máxima de cinco estrelas em testes de colisão NCAP. Pacote de assistências ao motorista inclui entre outros recursos controle adaptativo de velocidade de cruzeiro e de permanência na faixa, além de frenagem autônoma de emergência. Garantia de sete anos ou 150.000 km.

Em um percurso de cerca de 60 km entre São Roque (SP) e São Paulo, o CS75 destacou-se por oferecer bom posicionamento ao volante e amplo espaço interno também para ocupantes do banco traseiro. Calibração das suspensões é mais focada em suavidade do que firmeza, um padrão na maioria dos produtos chineses. Trocas de marcha são discretas. Respostas do motor ocorrem de forma progressiva, favorecendo tanto o nível de ruído em velocidades de cruzeiro, quanto as retomadas típicas de rodovias.

Preço: R$ 199.990.

Estudo da Deloitte: preocupações com recarga de elétricos

A consultoria de atuação global apresentou seu Estudo do Consumidor de Automóveis, encerrado no final do ano passado e agora divulgado. Relatório é longo, entrevistou 28.000 consumidores em 27 países e cobre vários aspectos em relação às premissas de quem vai adquirir um automóvel, abrangendo suas expectativas e preocupações. A pesquisa incluiu o Brasil e novas variáveis na hora de comprar ou trocar de carro.

Deloitte apontou a infraestrutura limitada de recarga como um dos principais desafios para a adoção de veículos elétricos no País. Há preocupação em relação à sua disponibilidade. Indicou que 93% dos consumidores brasileiros – e 86% da média global – esperam recarregar os elétricos em residências ou locais de trabalho que ofereçam essa possibilidade. Esse fato evidencia a necessidade de expansão da infraestrutura pública para atender à demanda atual e futura.

Entretanto, também revelou um descompasso entre a intenção de recarregar os elétricos apenas em casa ou em condomínios residenciais. Além da preparação para isso e a depender de aprovação de outros moradores, persiste a falta de certeza de que será fácil encontrar sempre carregadores públicos suficientes e rápidos fora dos locais de trabalho. Isso abrange centros de compras e de lazer (shoppings).

Entre os brasileiros que desejam realizar a recarga residencial, 67% não possuem carregadores, percentual que é ainda maior no Japão, (75%), e menor na média global, (48%). Na China, pontos de recarga domiciliares estão bem difundidos: 88% dos entrevistados utilizam carregadores em casa. Porém, 42% deles demonstraram interesse por utilizá-los também no trabalho e em estações públicas, ou seja, mais opções.

Embora a enquete não tenha aberto outras possibilidades, a recarga em estradas é outro ponto importante. Em países de dimensões continentais, a exemplo do Brasil, trata-se de uma limitação existente e desafiadora nos próximos anos.

Mulheres mais bem protegidas em pesquisas de colisões

Há décadas os estudos para veículos mais seguros vêm sendo desenvolvidos e avaliados, em grande parte, com base em bonecos que representam na sua maioria um ocupante masculino médio. No entanto, as pessoas têm formas e tamanhos diferentes. Assim, sistemas e seus testes precisam visar a proteção de todos.

Agora está em execução, desde janeiro último, um novo projeto chamado Viva Plus com objetivo de aperfeiçoar as pesquisas sobre segurança automobilística e possibilitar testes virtuais neutros em termos de gênero. Para isso será criada uma biblioteca aberta de Modelos do Corpo Humano qualificados e certificados, o que tornará possível avaliar facilmente o desempenho da segurança nos veículos a partir de representações tanto masculinas quanto femininas.

Ao aprimorar a previsão de lesões em uma parcela mais ampla da população, os resultados poderão apoiar novos requisitos da segurança automobilística, decisões de projeto e medidas bem fundamentadas, que contribuirão, em última instância, para uma melhor proteção de todos os usuários dos veículos e das vias.

O projeto liderado pela Universidade de Tecnologia de Chalmers é financiado por um programa específico da Administração de Transportes da Suécia (equivalente ao Ministérios dos Transportes, no Brasil). A conclusão dos estudos está prevista para setembro de 2027.

Fernando Calmon é jornalista especializado e colunista do Portal da Revista O Mecânico. Acesse: https://ift.tt/lOdj7bZ

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Litens fornece peças para linha de motores da Volkswagen

Litens fornece peças para linha de motores da VolkswagenEmpresa amplia fornecimento e passa a equipar os motores EA211 com polias e tensionadores para versões turbos e aspiradas

Especializada em engenharia de sistemas e no fornecimento de componentes automotivos, a Litens revelou uma nova parceria com a Volkswagen. A partir de agora, os motores turbos e aspirados usados nos carros da montadora vão contar com peças atualizadas e focadas em eficiência.

Com essa união, os motores 1.0 e 1.4 turbos e aspirados da família EA211 passam a ter polias e tensionadores produzidos pela empresa focada em engenharia de sistemas de powertrains.

Hoje, a Litens é uma das principais empresas do ramo e que já trabalha com a marca alemã há um bom tempo. Segundo a fabricante, seus produtos passam por rigorosos testes de qualidade e durabilidade. Dessa forma, eles atendem às exigências da indústria automotiva.

Com o uso dessas novas peças, a Volkswagen espera que os motores usados atualmente em seus carros sigam eficientes e com baixo consumo de combustível.

Atendendo o mercado

Bruno Fragoso, diretor da Litens Brasil e vice-presidente global de vendas e marketing da Litens Automotive, destacou que a empresa faz investimento contínuo na busca por soluções inovadoras.

Ainda nesse sentido, o executivo pontuou que os produtos atendem as atuais necessidades do mercado, ou seja, priorizam eficiência e poluem menos. Atualmente, a empresa de autopeças tem atuação consolidada em regiões como Ásia, Europa e América do Norte.

No Brasil, um dos seus pilares atuais é apoiar a transição energética e a evolução da mobilidade. Vale pontuar que ela tem certificações como IATF 16949:2016, ISSO 14001:2015 e atende tanto montadoras quanto sistemitas. Atualmente, ela é líder no mercado OEM e acumula mais de 45 anos de atuação.

 

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