terça-feira, 30 de junho de 2026

Bieleta desgastada pode comprometer a segurança do carro

Bietela da Cofap vista de frente

Cofap alerta para a importância da inspeção periódica do componente da suspensão e amplia catálogo para picapes Ford

Muitos motoristas costumam incluir pneus, freios e amortecedores no cronograma de manutenção do veículo. No entanto, um componente igualmente importante para a segurança e estabilidade acaba passando despercebido nas revisões: a bieleta da suspensão.

Embora seja uma peça relativamente simples, a falta de inspeção pode resultar em ruídos, perda de dirigibilidade e até danos a outros componentes do conjunto. Em casos mais severos, o desgaste excessivo pode comprometer o comportamento dinâmico do veículo, especialmente em curvas e manobras de emergência.

Segundo a Cofap, a bieleta é responsável por conectar a barra estabilizadora às bandejas da suspensão. Ela é fundamental para controlar a inclinação da carroceria, distribuir esforços entre os componentes e contribuir para maior estabilidade durante a condução. Além disso, o correto funcionamento da peça ajuda a proporcionar desgaste mais uniforme dos pneus e melhora o desempenho geral da suspensão.

Quais sinais indicam desgaste da bieleta?

Alguns sintomas podem indicar que a peça chegou ao fim de sua vida útil. Entre os principais sinais estão ruídos metálicos na suspensão, rangidos ao passar por irregularidades, folgas excessivas e desgaste visível nas buchas ou na estrutura da bieleta.

De acordo com a fabricante, qualquer um desses indícios deve ser avaliado imediatamente em uma oficina de confiança. Isso porque, se houver quebra da peça, outros componentes da suspensão também podem ser afetados, elevando o custo do reparo.

Outro item que merece atenção é a coifa de borracha presente nas extremidades da bieleta. Ela protege os pinos esféricos responsáveis pela articulação da peça. Quando a coifa apresenta rachaduras ou rompimentos, contaminantes como poeira, areia e água podem atingir a graxa lubrificante interna. Consequentemente, o desgaste das articulações é acelerado, reduzindo a durabilidade do componente e prejudicando seu funcionamento.

Ampliação da linha de bieletas para picapes da Ford

Paralelamente ao alerta sobre manutenção preventiva, a Cofap anunciou a ampliação do seu catálogo de bieletas voltadas ao segmento de picapes. Entre os lançamentos estão os códigos BTC08133, destinado à Ford Ranger Raptor produzida a partir de 2023, e BTC08134, desenvolvido para a Ford Ranger fabricada desde 2023.

Segundo a empresa, a expansão acompanha o crescimento da participação das picapes na frota brasileira. Esses veículos, frequentemente utilizados em condições severas, como transporte de carga, estradas de terra, trechos off-road e longas viagens, exigem maior atenção com os componentes da suspensão.

Por isso, especialistas recomendam que proprietários de picapes mantenham um plano rigoroso de manutenção preventiva, realizando inspeções periódicas em itens como amortecedores, buchas, pivôs e bieletas.

 

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Fiat Argo atinge marca de 750 mil unidades fabricadas no Brasil

Dianteira do Fiat Argo Drive MT 2026 branco

Hatch fabricado em Betim (MG) consolida trajetória de nove anos e está entre os carros mais vendidos do país

O Fiat Argo acaba de alcançar uma marca importante em sua trajetória no mercado brasileiro. Produzido desde 2017 no Polo Automotivo Stellantis, em Betim (MG), o hatch chegou à marca de 750 mil unidades fabricadas no país, consolidando sua relevância dentro do portfólio da montadora.

Além do volume acumulado desde seu lançamento, o Argo segue apresentando forte desempenho comercial. Somente em 2025, o hatch registrou 102.636 unidades vendidas, tornando-se o segundo veículo mais comercializado da Fiat no período, perdendo apenas para a caminhonete compacta Strada.

Ao longo dos últimos anos, o modelo também manteve presença constante entre os automóveis mais vendidos do Brasil, figurando no Top 10 nacional há mais de quatro anos consecutivos.

Dianteira do Fiat Argo Drive CVT 2026 cinza

Projeto impactante

O rival do Hyundai HB20 foi apresentado em meados de 2017 e tinha como missão substituir modelos icônicos como o Palio e o Punto. Frederico Battaglia, head das marcas Fiat e Abarth para América do Sul, contou alguns detalhes sobre o hatch. Segundo o executivo, o modelo foi concebido para ter forte impacto no segmento.

Inclusive, Frederico comentou que o Argo tem uma importância estratégica dentro da gama da marca, estando pouco acima do Mobi e mirando no Volkswagen Polo. Hoje, o hatch é oferecido em cinco versões distintas e conta com preços entre R$ 95.990 e R$ 111.990.

Dianteira do Fiat Argo Trekking 2026 vermelho

Futuro trará novidades

Ele pode contar com motor 1.0 aspirado Firefly de 75 cv e câmbio manual ou trazer o propulsor 1.3 Firefly aspirado. A segunda opção entrega 107 cv e pode trabalhar em parceria com transmissão manual ou automática do tipo CVT com sete marchas simuladas. Sobre tamanho, o Fiat Argo 2026 tem 4,03 m de comprimento, 1,72 m de largura, 1,51 m de altura e 2,52 m de entre-eixos. Ainda nesse sentido, o porta-malas leva 300 litros, estando na média da categoria.

Contudo, o oponente do Chevrolet Onix terá boas novidades em breve. A Fiat comemora 50 anos de atuação no Brasil em 2026 e se prepara para lançar a nova geração do hatch compacto. Ele será baseado no Grande Panda europeu e promete chamar atenção por meio de seu visual. O novo Argo terá linhas mais quadradas e pegada mais encorpada, tal como um SUV. Na motorização, os brasileiros podem esperar pelo uso dos motores 1.0 aspirado e turbo com conjunto híbrido-leve. Os preços devem partir dos R$ 100 mil e ele ficará abaixo do SUV subcompacto Pulse.

 

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Quais itens você deve revisar antes de pegar a estrada nas férias?

Mecânico revisando um carro

Inspeção antecipada em itens como suspensão, freios e pneus pode evitar imprevistos nas estradas durante o período de férias escolares

Com a chegada das férias escolares, milhares de famílias se preparam para viajar de carro. O aumento do fluxo nas rodovias nesta época do ano, no entanto, também eleva a importância da manutenção preventiva para evitar contratempos durante a viagem.

Embora muitos motoristas concentrem a atenção em pneus e troca de óleo, especialistas alertam que outros sistemas do veículo também precisam ser avaliados antes de pegar a estrada. Componentes desgastados ou com falhas podem comprometer não apenas o conforto, mas também a segurança durante viagens de longa distância.

Segundo a equipe técnica da Thyssenkrupp Springs & Stabilizers, as inspeções devem ser realizadas com antecedência e seguir as recomendações estabelecidas pelas respectivas montadoras. O objetivo é assegurar que o veículo esteja apto a enfrentar trajetos mais longos, frequentemente realizados com carga adicional e em diferentes condições de piso.

Suspensão merece atenção especial antes da viagem

Além da verificação dos freios, pneus e níveis de fluidos, o sistema de suspensão está entre os itens que exigem atenção redobrada, especialmente em veículos com alta quilometragem ou submetidos a uso severo.

De acordo com os especialistas da empresa, problemas estruturais podem passar despercebidos no cotidiano, porém tendem a se manifestar com maior intensidade em viagens rodoviárias, onde as exigências mecânicas são mais elevadas.

Segundo a equipe técnica da marca, uma revisão mais detalhada pode identificar fadigas estruturais imperceptíveis no uso urbano diário. Contudo, o uso em rodovias e em outros pisos, esses problemas podem se tornar mais relevantes e até perigosos.

Cuidados com itens especiais

Para reduzir o risco de falhas durante a viagem de férias, especialistas recomendam que a inspeção preventiva inclua uma avaliação completa dos principais sistemas do automóvel. Entre os componentes que devem ser verificados estão: sistema de freios, estado de conservação e calibragem dos pneus. Ainda nesse sentido, os motoristas devem se atentar ao óleo do motor e outros fluidos, bateria e sistema de arrefecimento.

Além disso, a empresa pontua que amortecedores, alinhamento e balanceamento merecem uma atenção especial. Por fim, a Thyssenkrupp Springs & Stabilizers pontua que realizar uma revisão com antecedência evita a correria de última hora e ainda permite que eventuais reparos sejam feitos sem comprometer o planejamento da viagem.

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segunda-feira, 29 de junho de 2026

BYD apela ao Governo Federal e leva vantagem amplamente criticada

Representante da BYD batendo na porta da sede do Governo Federal do Brasil

Coluna Fernando Calmon nº 1.407

“No Brasil até o passado é incerto”. A frase antológica de Gustavo Loyola, ex-presidente do Banco Central, aplica-se ao imbróglio que a BYD e o Governo Federal, por meio do Gecex (comitê para tarifas de importação, cotas, medidas de defesa comercial e exceções tarifárias), aprontaram em meio às críticas generalizadas e não apenas da Anfavea.

O Gecex decidiu só agora zerar imposto de importação de veículos desmontados (CKD) e semidesmontados (SKD), de 1º de julho a 31 de dezembro deste ano, dentro de uma cota de US$ 463 milhões. Esta deliberação veio de reinterpretação, no mínimo enviesada, de uma posição anterior. Como a BYD teve obras atrasadas da fábrica de Camaçari (BA), acionou o governo estadual para ajudar e misturar política partidária com decisões econômicas. O que é sempre ruim.

A Federação da Indústrias de São Paulo (Fiesp), em um dos seus comunicados, afirma que “ao alterar de surpresa as regras do jogo, o Governo Federal viola a segurança jurídica, sabota a previsibilidade regulatória e penaliza toda a cadeia automotiva brasileira”. Sindipeças destacou “a evidente necessidade de nivelamento de condições concorrenciais, com medidas que mitiguem os efeitos das importações de kits de veículos CKD ou SKD, não mais justificadas pelo simples motivo de que a implantação industrial em nosso país seja motivo para um tratamento favorecido”.

Sérgio Nobre, da CUT (Central Única dos Trabalhadores), colocou que “a medida ignora resoluções anteriores do próprio colegiado, que acabaram com as cotas. Ao alterar de surpresa as regras do jogo, o Governo Federal viola a segurança jurídica, sabota a previsibilidade regulatória e penaliza toda a cadeia automotiva brasileira”.

Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD no Brasil, em julho de 2025, classificou a chegada da marca chinesa de forma nada elegante. “Se os dinossauros estão gritando, é sinal de que o meteoro está funcionando”, em referência às marcas representadas pela Anfavea durante 70 anos. Resolveu mudar o discurso frente às manifestações críticas desta associação, na última 2ª feira, que incluem possível judicialização do tema. Agora, ele afirma que a entidade tem trajetória histórica e merece respeito. Soa como arrependimento.

 

Elétricos pagarão mais impostos na China

 

Planeja-se aumento de carga fiscal como medida para custear a manutenção de ruas e estradas em razão da sua massa bem maior, que pode chegar a mais de duas toneladas. Com queda nas vendas de carros com motores a combustão também se reduziu a arrecadação sobre combustíveis líquidos, que sempre foi a fonte mais importante e segura para financiar a conservação do piso asfáltico.

Segundo o site chinês South China Morning Post, no último dia 21, essa iniciativa ainda está por ser anunciada. Contudo ameaça o ritmo das vendas domésticas de elétricos, que já enfrentam dificuldades com a redução recente dos incentivos fiscais, em grande parte eliminados. Antes davam sustentação para seu rápido crescimento. Porém, em cidades importantes como Xangai permanece o leilão de placas para carros com motores a combustão. O valor chega ao equivalente a R$ 70.000, porém as placas são vinculadas ao comprador que pode utilizá-las na aquisição futura de novos modelos.

A mídia estatal e os críticos chamam atenção para o que pode acontecer daqui em diante. Atual imposto sobre a compra já inclui padrões de consumo. Aqueles modelos com massa superior a 2.700 kg devem limitar o gasto máximo de energia a 19,1 kW⋅h por 100 km (5,23 kW·h/km) para usufruir de uma redução de 50% na carga tributária. Mas isso não conteve totalmente a tendência de modelos maiores e mais pesados.

O mercado interno de elétricos na China já enfrenta alguma dificuldade, com certa hesitação dos consumidores. Isso impulsionou as exportações e a iniciativa de construir fábricas na Europa, principalmente, para contornar as elevadas tarifas de importação impostas aos produtos chineses.

 

 

RS e-tron GT Performance: Audi mais potente até hoje

 

Base mecânica é a mesma do Porsche Taycan e também o primeiro Audi cupê de quatro portas, topo de linha com motorização elétrica. Nada menos de 925 cv (no modo controle de largada) e um torque brutal de 104,8 kgf·m colocam o RS e-tron GT Performance como o mais potente já lançado em série pela marca alemã, conhecida pelos quatro anéis entrelaçados. Suspensão pneumática ativa com taxa de amortecimento variável, tração quattro elétrica com duas marchas, cinco vezes mais rápida que o sistema mecânico tradicional e eixo traseiro esterçante em 2,8 graus, que ajuda tanto em manobras quanto no comportamento em curvas, estão entre os destaques.

Outra característica da suspensão é redução do seu curso em até 25 mm durante fortes acelerações e desacelerações, além do controle de rolagem em curvas de alta velocidade. E ainda faz concessões ao motorista e acompanhantes ao elevar a carroceria de 50 a 70 mm para facilitar o acesso a um toque na maçaneta. Ao fechar as portas, carroceria volta a baixar.

Como todo cupê, volume do porta-malas é limitado a apenas 350 litros mesmo sem estepe, apesar de suas dimensões externas avantajadas (mm): 4.997, comprimento; 2.900, entre-eixos; 2.158, largura; 1.379, altura. Há um volume adicional de 77 litros sob o capô ideal para mochilas. Rodas de 21 pol., pneus Pirelli PZero e discos de freio cerâmicos. Alcance médio (Inmetro): 608 km com a bateria de 105 kW⋅h. Aceleração 0 a 100 km/h: 2,5 s (massa de 2.395 kg). Na Alemanha, também importa 0 a 200 km/h: 7,9 s.

O interior apresenta acabamento de alto nível. O teto solar, ao comando um de um botão, passa de transparente a opaco para isolar o interior em dias mais quentes. Segundo a Audi, há mais de um milhão de combinações possíveis, ao se somarem todas opções internas e externas. O proprietário pode escolher desde as cores das carcaças de retrovisor e até das pinças de freio ou o tipo de revestimento do volante, dos bancos e das laterais das portas. Literalmente, o céu é o limite.

Preço: a partir de R$ 1.334.990.

 

GWM amplia linha elétrica com o ORA 5

 

O novo modelo ganha dimensões maiores, pacote de tecnologia ampliado e vem bem equipado, logo acima do Ora 3. Com 4.471 mm de comprimento, 2.720 mm de entre-eixos e porta-malas de 362 L traz motor elétrico de 204 cv, 26,6 kgf·m e bateria de 58,3 kW⋅h para alcance médio de 349 km, pelo padrão Inmetro. Se estiver disponível um carregador rápido de corrente contínua (DC) de 120 kW, repõe de 30% a 80% da capacidade da bateria em aproximadamente 20 minutos.

Destacam-se a central multimídia de 14,6 pol., atualizações remotas de software, comandos de voz com inteligência artificial e recurso V2L que permite utilizar a energia da bateria para alimentar equipamentos externos. Oferece ainda condução semiautônoma Nível 2, frenagem autônoma de emergência, monitoramento de ponto cego, controle de cruzeiro adaptativo, câmera 540° e seis airbags.

É um hatch espaçoso internamente, de linhas atraentes. Primeiro contato com o ORA 5 foi em uma pista demarcada no aeroporto regional Campo de Marte, em São Paulo (SP). O motor de 204 cv e 26,5 kgf·m entrega acelerações rápidas e respostas imediatas ao comando do acelerador, característica comum dos veículos elétricos. Segundo o fabricante, acelera de 0 a 100 km/h em 7,7 s, uma boa marca para um automóvel deste porte.

A GWM afirma ter desenvolvido uma calibração específica para o mercado brasileiro por meio de ajustes voltados às condições de uso encontradas aqui. O conjunto utiliza suspensão independente nas quatro rodas, com McPherson na dianteira e multibraço na traseira.

Preço: R$ 159.000

 

Fernando Calmon é jornalista especializado e colunista do Portal da Revista O Mecânico. Acesse: https://ift.tt/rnXEG16

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Férias de inverno exigem atenção às velas de ignição

Mecânico arrumando motor de um carro

NGK alerta para riscos da partida a frio e do uso das motos em áreas rurais durante viagens nas férias de julho

As férias de julho costumam ser um convite para muitos motociclistas colocarem o pé na estrada em direção ao interior e destinos rurais. No entanto, o frio intenso típico desta época do ano, aliado às condições severas encontradas em estradas de terra, podem comprometer o desempenho do motor e até causar dificuldades na partida. Por isso, a NGK deu dicas para que os pilotos não tenham tantas dores de cabeça no seu momento de lazer.

Segundo a Niterra, multinacional japonesa detentora da marca NGK, fatores como poeira excessiva, umidade, combustível de baixa qualidade e baixas temperaturas exigem atenção redobrada dos proprietários de motocicletas antes de iniciar uma viagem. Além de evitar contratempos durante o passeio, a manutenção preventiva do sistema de ignição preserva o funcionamento do motor e reduzir o risco de falhas longe dos centros urbanos.

Poeira e combustível ruim podem comprometer o motor

Entre os principais desafios enfrentados por quem trafega em regiões rurais está a grande exposição do veículo à poeira. Em estradas de chão batido, o filtro de ar tende a acumular sujeira com maior rapidez, reduzindo a entrada de ar no motor.

Nas motocicletas carburadas, essa condição favorece o enriquecimento excessivo da mistura ar e combustível. Já nos modelos equipados com injeção eletrônica, o sistema realiza correções automáticas, mas o condutor pode perceber perda de desempenho.

Em ambos os casos, o desequilíbrio pode provocar o acúmulo de fuligem na ponta da vela de ignição. Desse modo, a centelha tem sua qualidade comprometida e isso prejudica o funcionamento do motor. Outro ponto de atenção está no abastecimento durante viagens longas. De acordo com a empresa, combustíveis adulterados ou de procedência duvidosa aceleram a contaminação das velas de ignição e dos sensores de oxigênio, afetando diretamente o desempenho do conjunto mecânico.

Além disso, em cidades menores, a baixa rotatividade dos combustíveis acelera a degradação da substância ao longo do tempo. A situação se torna ainda mais crítica para motocicletas importadas ou de alta performance, pois elas exigem combustíveis de maior octanagem e nem sempre disponíveis nessas regiões.

Dica de ouro

As baixas temperaturas também exigem que o sistema de ignição esteja em perfeitas condições. Segundo Hiromori Mori, consultor de Assistência Técnica da Niterra do Brasil, uma vela desgastada ou contaminada pode dificultar significativamente a partida.

Mori pontua que quando o motor está frio e o combustível não queima facilmente, a vela de ignição precisa estar em perfeitas condições. Caso contrário, o motociclista pode insistir tanto na partida e deixar a bateria da moto descarregar.

O executivo explicou que o uso de velas de ignição produzidas com metais preciosos, como o irídio, são boas alternativas para diversas situações.  Segundo a fabricante, esses componentes proporcionam partidas mais rápidas, melhoram a estabilidade da marcha lenta, favorecem retomadas e ainda contribuem para reduzir o consumo de combustível.

Por fim, Hiromori revelaA Niterra também orienta os motociclistas a ficarem atentos a sintomas como dificuldade para ligar o motor pela manhã, marcha lenta irregular e aumento inesperado no consumo de combustível. Durante a inspeção, é recomendável verificar ainda o estado dos terminais supressivos, observando sinais de oxidação, trincas ou desgaste nas borrachas de vedação.

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Cobreq lança nova campanha para celebrar seus 65 anos

Propaganda da nova campanha da Cobreq

Marca reforça tradição em sistemas de freio, destaca nova etapa de comunicação para seu público e reafirma presença no mercado de reposição

Às vésperas de completar 65 anos de atuação no mercado automotivo, a Cobreq anunciou o lançamento da campanha #AquiTemFreio. A iniciativa marca uma nova etapa na comunicação da fabricante e busca reforçar a relação da empresa com motoristas, oficinas mecânicas, distribuidores e profissionais da reparação automotiva.

Reconhecida por sua atuação no segmento de sistemas de frenagem, a marca brasileira, pertencente à multinacional alemã TMD Friction, pretende consolidar sua identidade junto ao mercado de reposição e fornecimento original (OE). A nova campanha passa a integrar todas as ações de comunicação da empresa.

Campanha reforça presença no setor automotivo

Ao longo de mais de seis décadas, a Cobreq ampliou sua atuação no setor automotivo e consolidou sua presença em diferentes segmentos. Atualmente, a empresa oferece componentes para veículos leves, pesados e motocicletas, tanto para o mercado de reposição quanto para montadoras.

De acordo com a fabricante, os produtos são desenvolvidos seguindo padrões semelhantes aos utilizados no fornecimento original, permitindo que oficinas, varejistas e consumidores tenham acesso a soluções alinhadas às exigências da indústria automotiva.

Thiago Lacerda, especialista de marketing da marca revela que a nova campanha quer representar a essência da empresa. Inclusive, o executivo pontuou que ela também servirá para reafirmar o compromisso da Cobreq com a confiança conquistada junto ao mercado.

Investimentos acompanham evolução da mobilidade

Além de celebrar seu legado, a empresa destaca que segue investindo na ampliação do portfólio e na modernização de processos produtivos. Integrante do grupo TMD Friction, a Cobreq afirma estar conectada aos principais centros de pesquisa e desenvolvimento do setor.

A estratégia contempla ainda o desenvolvimento de novas tecnologias voltadas às transformações da mobilidade, incluindo soluções para atender às futuras demandas da indústria automotiva.

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5 sinais que indicam que está na hora de trocar os pneus

Mecânico arrumando pneu do carro
Mecânico arrumando pneu do carro [Magnific.Com/ Reprodução]
Rachaduras, bolhas e perda de aderência podem comprometer a segurança antes mesmo do desgaste atingir o limite legal

Os pneus são os únicos componentes do veículo em contato direto com o solo. Por isso, qualquer alteração em sua estrutura pode afetar diretamente a estabilidade, a frenagem e a dirigibilidade. Embora muitos motoristas utilizem apenas o TWI (Tread Wear Indicator) como referência para a substituição, especialistas alertam que outros sinais também indicam quando o componente já não oferece a eficiência adequada.

Em muitos casos, danos estruturais e desgastes irregulares surgem antes mesmo de o pneu atingir o limite mínimo permitido por lei. Ignorar esses indícios pode aumentar o risco de aquaplanagem, perda de controle do carro e até falhas repentinas durante a condução. Segundo a DUNLOP Pneus, a avaliação do estado dos pneus deve ir além da profundidade dos sulcos. Fatores como impactos, envelhecimento natural da borracha e falhas na manutenção preventiva podem comprometer a segurança sem que o motorista perceba imediatamente.

Segundo Fábio Torres Klabacher, gerente de vendas e marketing da DUNLOP, a maioria dos motoristas só observam o TWI, mas outros sinais revelam que já está ou até passou da hora de sua troca.

Atenção nunca é demais

Entre os principais alertas está o surgimento de rachaduras nas laterais ou na banda de rodagem. Elas costumam ocorrer devido ao envelhecimento natural da borracha, exposição prolongada ao sol, variações bruscas de temperatura ou ainda pela falta de calibragem correta.

Outro problema que exige substituição imediata são as bolhas ou deformações na estrutura. Geralmente, elas aparecem após impactos contra buracos, guias ou obstáculos. Como podem indicar danos internos na carcaça, aumentam significativamente o risco de estouro do pneu durante a rodagem.

borracheiro cuidando de pneu
Borracheiro cuidando de pneu [DUNLOP/ Divulgação]
O desgaste irregular também merece atenção. Quando determinadas regiões apresentam consumo excessivo da borracha, o problema pode estar relacionado à falta de alinhamento, balanceamento inadequado ou pressão incorreta. Além de reduzir a vida útil do componente, esse desgaste compromete a aderência e prejudica a estabilidade do veículo.

Além disso, vibrações excessivas percebidas no volante ou na carroceria durante a condução podem indicar deformações ou desequilíbrio no conjunto roda e pneu. Nesses casos, a recomendação é procurar avaliação especializada o quanto antes.

Melhor saída é a prevenção

Outro sinal importante é a perda de aderência em pistas molhadas. Pneus desgastados têm menor capacidade de escoar a água, elevando o risco de aquaplanagem e reduzindo a eficiência das frenagens em dias de chuva.

A recomendação é realizar periodicamente serviços de alinhamento, balanceamento e calibragem, sempre respeitando as especificações estabelecidas pelo fabricante do veículo. Também é importante observar a capacidade de carga indicada para cada aplicação, evitando sobrecarga, que pode acelerar o desgaste e comprometer a estrutura do pneu.

Especialistas recomendam ainda que os pneus sejam inspecionados regularmente por profissionais qualificados, especialmente antes de viagens longas ou após impactos severos em buracos. A avaliação técnica permite identificar danos internos que muitas vezes não são visíveis a olho nu.

 

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