quinta-feira, 2 de julho de 2026

DRiV cria catálogo que encontra peças pela placa do veículo

Novo catálogo de peças da DRiV

Nova plataforma reúne componentes de diferentes marcas em uma única busca e quer agilizar a identificação de peças para reparação automotiva

A busca pela peça correta ainda é um dos principais desafios enfrentados por mecânicos, varejistas e até proprietários de veículos no mercado de reposição. A fim de reduzir o tempo de pesquisa e tornar o processo mais preciso, a DRiV anunciou o lançamento de um novo catálogo online integrado. A novidade permite localizar componentes compatíveis utilizando apenas a placa do veículo.

Disponível gratuitamente no portal da empresa e também nos sites de suas marcas (Monroe, Monroe Axios, Ferodo e Champion), a ferramenta concentra em um único ambiente as informações de todo o portfólio da fabricante. Ou seja, o usuário deixa de realizar consultas separadas por marca ou categoria de produto, encontrando as peças compatíveis em uma única pesquisa.

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Busca unificada facilita a identificação das peças

O novo catálogo foi desenvolvido para simplificar a rotina de quem atua no aftermarket automotivo. Ao informar a placa do veículo, a plataforma apresenta todos os componentes disponíveis para aquele modelo dentro das marcas da DRiV, tornando a procura mais rápida e reduzindo as chances de erro na identificação da peça.

Além da pesquisa pela placa, o sistema oferece outras formas de consulta. É possível localizar produtos pelo código da peça ou aplicar filtros técnicos, como marca, modelo, ano/modelo, aplicação e outras características específicas do veículo.

Novo catálogo de peças da DRiV

Segundo a empresa, a proposta é oferecer uma ferramenta mais intuitiva, capaz de proporcionar maior assertividade tanto no momento da compra quanto na aplicação dos componentes durante os serviços de manutenção.

De acordo com Bruno Gomes, diretor da DRiV Brasil, a digitalização tem ganhado cada vez mais espaço na rotina do mercado de reposição. Para ele, além de disponibilizar produtos, é importante fornecer soluções que contribuam para aumentar a produtividade e facilitar a tomada de decisão dos clientes.

Ainda nesse sentido, a iniciativa também acompanha uma tendência crescente do setor, que busca plataformas digitais capazes de entregar informações técnicas de forma rápida e centralizada. Desse modo, o tempo gasto nas consultas é reduzido.

Plataforma ajuda todo mundo

Ainda que tenha foco nos profissionais de reparação e varejistas, a plataforma também pode ser acessada por consumidores finais. A ferramenta permite que eles identifiquem as peças compatíveis com seus veículos antes da compra. Segundo a DRiV, o catálogo faz parte da estratégia da companhia de ampliar o suporte oferecido ao mercado de reposição por meio de soluções digitais.

Novo catálogo de peças da DRiV

A concentração de diversas linhas de produtos em uma única plataforma também busca aproximar as marcas da empresa dos profissionais que atuam diariamente nas oficinas mecânicas.

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Sabó abre inscrições da 2ª edição da promoção do Equipe Sua Oficina

Propaganda da promoção Equipe Sua Oficina da Sabó

Iniciativa vai premiar mecânicos e donos de oficinas que compartilharem dicas técnicas em vídeo, sem exigir compra de produtos da marca

A SABÓ deu início à segunda edição da promoção Equipe Sua Oficina, ação voltada a mecânicos, proprietários de oficinas e retíficas de todo o Brasil. A iniciativa busca incentivar o compartilhamento de conhecimento técnico entre os profissionais da reparação automotiva por meio da produção de vídeos com dicas relacionadas aos produtos da empresa.

Diferentemente de promoções tradicionais, a participação é gratuita e não exige a compra de produtos da marca. Os participantes deverão produzir um vídeo em formato vertical, com duração máxima de cinco minutos, apresentando uma orientação técnica que possa contribuir para a rotina de outros mecânicos.

Conteúdo será avaliado

Os vídeos inscritos serão analisados por uma comissão técnica, que levará em consideração critérios como correção das informações, clareza na apresentação e criatividade. A proposta é reconhecer profissionais que transformam a experiência adquirida no dia a dia das oficinas em conteúdo útil para o setor.

Segundo Paula Machado, diretora de Vendas e Marketing da SABÓ, a iniciativa tem como objetivo valorizar o conhecimento técnico dos mecânicos e estimular a troca de experiências entre profissionais de diferentes regiões do país.

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Além da premiação principal, a empresa informou que também haverá reconhecimento para participantes de diversos estados brasileiros. Dessa forma, existe o alcance da campanha e incentivando a participação em todo o território nacional.

Premiação inclui equipamentos para oficinas

Entre os prêmios oferecidos nesta edição estão equipamentos que fazem parte da rotina das oficinas mecânicas, como elevador automotivo, scanner automotivo, carro de ferramentas, guincho hidráulico e outros itens voltados à manutenção de veículos.

Podem participar mecânicos e proprietários de oficinas ou retíficas maiores de 18 anos, desde que possuam CPF e mantenham vínculo com um CNPJ. A promoção será realizada entre 1º de julho de 2026 e 1º de março de 2027, conforme regulamento autorizado pelo Certificado SPA/MF nº 03.049824/2026.

Por fim, os interessados podem realizar a inscrição gratuitamente e consultar o regulamento completo diretamente na página oficial da campanha. A expectativa é reunir profissionais de diferentes regiões do país e incentivar a disseminação de boas práticas técnicas no mercado de reparação automotiva.

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quarta-feira, 1 de julho de 2026

Férias de julho elevam demanda nas oficinas; veja o que revisar

Minivan andando na estrada

Dana alerta para itens essenciais da manutenção preventiva antes das viagens e destaca a importância do planejamento nas oficinas

Com a chegada das férias escolares de julho, milhares de veículos devem ganhar as estradas em todo o país. O aumento das viagens também provoca uma movimentação intensa nas oficinas mecânicas, já que muitos proprietários deixam a manutenção preventiva para a última hora.

Esse comportamento, bastante comum no setor, exige atenção redobrada dos mecânicos. Afinal, além de absorver o aumento da demanda, as oficinas precisam garantir a qualidade dos serviços para evitar que falhas mecânicas comprometam a segurança dos motoristas durante os deslocamentos.

De acordo com a Dana, fabricante de componentes para sistemas de transmissão e propulsão, o período representa uma oportunidade para ampliar a rentabilidade das oficinas, desde que haja organização adequada da operação.

Segundo a empresa, o planejamento da capacidade produtiva, o controle do estoque de peças e a correta distribuição dos serviços são fundamentais para evitar atrasos e retrabalhos em momentos de maior fluxo. Além disso, a marca recomenda o uso de ferramentas técnicas para agilizar diagnósticos e aumentar a eficiência dos reparos.

Itens que merecem atenção antes de pegar a estrada

Antes de iniciar uma viagem, alguns sistemas do veículo exigem inspeção criteriosa. Os pneus, por exemplo, estão entre os componentes mais importantes para a segurança. A profundidade mínima da banda de rodagem deve ser de 1,6 mm, indicada pelo TWI. Caso o desgaste esteja no limite, a substituição é obrigatória.

Outro procedimento indispensável é a verificação do alinhamento e do balanceamento. Buracos e irregularidades nas vias podem alterar a geometria da suspensão, comprometendo a estabilidade, aumentando o desgaste dos pneus e prejudicando a dirigibilidade.

A Dana também destaca a necessidade de avaliar componentes da suspensão e direção, como buchas, amortecedores, terminais, juntas homocinéticas e eixos cardans. Qualquer folga excessiva ou desgaste deve ser corrigido antes da viagem.

Já o sistema de freios merece atenção especial. Discos, pastilhas, lonas, tambores e o fluido de freio precisam estar em perfeitas condições para garantir frenagens seguras, especialmente em trajetos rodoviários.

Revise antes e depois

Embora a inspeção antes da viagem seja fundamental, a revisão após o retorno também não deve ser negligenciada. Segundo a Dana, é importante verificar possíveis vazamentos, contaminações e níveis de fluidos, incluindo óleo do motor, fluido da direção hidráulica, sistema de arrefecimento e óleo da transmissão.

Os filtros de ar, óleo, combustível e cabine também devem ser avaliados, sobretudo após percursos em estradas de terra ou regiões com elevada concentração de poeira.

Ainda nesse sentido, itens do motor e seus periféricos, como velas de ignição, cabos, correias, tensionadores e componentes do sistema de injeção eletrônica, precisam funcionar corretamente para evitar panes inesperadas.

A fabricante ressalta ainda que a escolha de peças de reposição com padrão equivalente ao equipamento original contribui para aumentar a durabilidade do reparo e reduzir o risco de retornos à oficina.

 

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terça-feira, 30 de junho de 2026

Bieleta desgastada pode comprometer a segurança do carro

Bietela da Cofap vista de frente

Cofap alerta para a importância da inspeção periódica do componente da suspensão e amplia catálogo para picapes Ford

Muitos motoristas costumam incluir pneus, freios e amortecedores no cronograma de manutenção do veículo. No entanto, um componente igualmente importante para a segurança e estabilidade acaba passando despercebido nas revisões: a bieleta da suspensão.

Embora seja uma peça relativamente simples, a falta de inspeção pode resultar em ruídos, perda de dirigibilidade e até danos a outros componentes do conjunto. Em casos mais severos, o desgaste excessivo pode comprometer o comportamento dinâmico do veículo, especialmente em curvas e manobras de emergência.

Segundo a Cofap, a bieleta é responsável por conectar a barra estabilizadora às bandejas da suspensão. Ela é fundamental para controlar a inclinação da carroceria, distribuir esforços entre os componentes e contribuir para maior estabilidade durante a condução. Além disso, o correto funcionamento da peça ajuda a proporcionar desgaste mais uniforme dos pneus e melhora o desempenho geral da suspensão.

Quais sinais indicam desgaste da bieleta?

Alguns sintomas podem indicar que a peça chegou ao fim de sua vida útil. Entre os principais sinais estão ruídos metálicos na suspensão, rangidos ao passar por irregularidades, folgas excessivas e desgaste visível nas buchas ou na estrutura da bieleta.

De acordo com a fabricante, qualquer um desses indícios deve ser avaliado imediatamente em uma oficina de confiança. Isso porque, se houver quebra da peça, outros componentes da suspensão também podem ser afetados, elevando o custo do reparo.

Outro item que merece atenção é a coifa de borracha presente nas extremidades da bieleta. Ela protege os pinos esféricos responsáveis pela articulação da peça. Quando a coifa apresenta rachaduras ou rompimentos, contaminantes como poeira, areia e água podem atingir a graxa lubrificante interna. Consequentemente, o desgaste das articulações é acelerado, reduzindo a durabilidade do componente e prejudicando seu funcionamento.

Ampliação da linha de bieletas para picapes da Ford

Paralelamente ao alerta sobre manutenção preventiva, a Cofap anunciou a ampliação do seu catálogo de bieletas voltadas ao segmento de picapes. Entre os lançamentos estão os códigos BTC08133, destinado à Ford Ranger Raptor produzida a partir de 2023, e BTC08134, desenvolvido para a Ford Ranger fabricada desde 2023.

Segundo a empresa, a expansão acompanha o crescimento da participação das picapes na frota brasileira. Esses veículos, frequentemente utilizados em condições severas, como transporte de carga, estradas de terra, trechos off-road e longas viagens, exigem maior atenção com os componentes da suspensão.

Por isso, especialistas recomendam que proprietários de picapes mantenham um plano rigoroso de manutenção preventiva, realizando inspeções periódicas em itens como amortecedores, buchas, pivôs e bieletas.

 

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Fiat Argo atinge marca de 750 mil unidades fabricadas no Brasil

Dianteira do Fiat Argo Drive MT 2026 branco

Hatch fabricado em Betim (MG) consolida trajetória de nove anos e está entre os carros mais vendidos do país

O Fiat Argo acaba de alcançar uma marca importante em sua trajetória no mercado brasileiro. Produzido desde 2017 no Polo Automotivo Stellantis, em Betim (MG), o hatch chegou à marca de 750 mil unidades fabricadas no país, consolidando sua relevância dentro do portfólio da montadora.

Além do volume acumulado desde seu lançamento, o Argo segue apresentando forte desempenho comercial. Somente em 2025, o hatch registrou 102.636 unidades vendidas, tornando-se o segundo veículo mais comercializado da Fiat no período, perdendo apenas para a caminhonete compacta Strada.

Ao longo dos últimos anos, o modelo também manteve presença constante entre os automóveis mais vendidos do Brasil, figurando no Top 10 nacional há mais de quatro anos consecutivos.

Dianteira do Fiat Argo Drive CVT 2026 cinza

Projeto impactante

O rival do Hyundai HB20 foi apresentado em meados de 2017 e tinha como missão substituir modelos icônicos como o Palio e o Punto. Frederico Battaglia, head das marcas Fiat e Abarth para América do Sul, contou alguns detalhes sobre o hatch. Segundo o executivo, o modelo foi concebido para ter forte impacto no segmento.

Inclusive, Frederico comentou que o Argo tem uma importância estratégica dentro da gama da marca, estando pouco acima do Mobi e mirando no Volkswagen Polo. Hoje, o hatch é oferecido em cinco versões distintas e conta com preços entre R$ 95.990 e R$ 111.990.

Dianteira do Fiat Argo Trekking 2026 vermelho

Futuro trará novidades

Ele pode contar com motor 1.0 aspirado Firefly de 75 cv e câmbio manual ou trazer o propulsor 1.3 Firefly aspirado. A segunda opção entrega 107 cv e pode trabalhar em parceria com transmissão manual ou automática do tipo CVT com sete marchas simuladas. Sobre tamanho, o Fiat Argo 2026 tem 4,03 m de comprimento, 1,72 m de largura, 1,51 m de altura e 2,52 m de entre-eixos. Ainda nesse sentido, o porta-malas leva 300 litros, estando na média da categoria.

Contudo, o oponente do Chevrolet Onix terá boas novidades em breve. A Fiat comemora 50 anos de atuação no Brasil em 2026 e se prepara para lançar a nova geração do hatch compacto. Ele será baseado no Grande Panda europeu e promete chamar atenção por meio de seu visual. O novo Argo terá linhas mais quadradas e pegada mais encorpada, tal como um SUV. Na motorização, os brasileiros podem esperar pelo uso dos motores 1.0 aspirado e turbo com conjunto híbrido-leve. Os preços devem partir dos R$ 100 mil e ele ficará abaixo do SUV subcompacto Pulse.

 

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Quais itens você deve revisar antes de pegar a estrada nas férias?

Mecânico revisando um carro

Inspeção antecipada em itens como suspensão, freios e pneus pode evitar imprevistos nas estradas durante o período de férias escolares

Com a chegada das férias escolares, milhares de famílias se preparam para viajar de carro. O aumento do fluxo nas rodovias nesta época do ano, no entanto, também eleva a importância da manutenção preventiva para evitar contratempos durante a viagem.

Embora muitos motoristas concentrem a atenção em pneus e troca de óleo, especialistas alertam que outros sistemas do veículo também precisam ser avaliados antes de pegar a estrada. Componentes desgastados ou com falhas podem comprometer não apenas o conforto, mas também a segurança durante viagens de longa distância.

Segundo a equipe técnica da Thyssenkrupp Springs & Stabilizers, as inspeções devem ser realizadas com antecedência e seguir as recomendações estabelecidas pelas respectivas montadoras. O objetivo é assegurar que o veículo esteja apto a enfrentar trajetos mais longos, frequentemente realizados com carga adicional e em diferentes condições de piso.

Suspensão merece atenção especial antes da viagem

Além da verificação dos freios, pneus e níveis de fluidos, o sistema de suspensão está entre os itens que exigem atenção redobrada, especialmente em veículos com alta quilometragem ou submetidos a uso severo.

De acordo com os especialistas da empresa, problemas estruturais podem passar despercebidos no cotidiano, porém tendem a se manifestar com maior intensidade em viagens rodoviárias, onde as exigências mecânicas são mais elevadas.

Segundo a equipe técnica da marca, uma revisão mais detalhada pode identificar fadigas estruturais imperceptíveis no uso urbano diário. Contudo, o uso em rodovias e em outros pisos, esses problemas podem se tornar mais relevantes e até perigosos.

Cuidados com itens especiais

Para reduzir o risco de falhas durante a viagem de férias, especialistas recomendam que a inspeção preventiva inclua uma avaliação completa dos principais sistemas do automóvel. Entre os componentes que devem ser verificados estão: sistema de freios, estado de conservação e calibragem dos pneus. Ainda nesse sentido, os motoristas devem se atentar ao óleo do motor e outros fluidos, bateria e sistema de arrefecimento.

Além disso, a empresa pontua que amortecedores, alinhamento e balanceamento merecem uma atenção especial. Por fim, a Thyssenkrupp Springs & Stabilizers pontua que realizar uma revisão com antecedência evita a correria de última hora e ainda permite que eventuais reparos sejam feitos sem comprometer o planejamento da viagem.

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segunda-feira, 29 de junho de 2026

BYD apela ao Governo Federal e leva vantagem amplamente criticada

Representante da BYD batendo na porta da sede do Governo Federal do Brasil

Coluna Fernando Calmon nº 1.407

“No Brasil até o passado é incerto”. A frase antológica de Gustavo Loyola, ex-presidente do Banco Central, aplica-se ao imbróglio que a BYD e o Governo Federal, por meio do Gecex (comitê para tarifas de importação, cotas, medidas de defesa comercial e exceções tarifárias), aprontaram em meio às críticas generalizadas e não apenas da Anfavea.

O Gecex decidiu só agora zerar imposto de importação de veículos desmontados (CKD) e semidesmontados (SKD), de 1º de julho a 31 de dezembro deste ano, dentro de uma cota de US$ 463 milhões. Esta deliberação veio de reinterpretação, no mínimo enviesada, de uma posição anterior. Como a BYD teve obras atrasadas da fábrica de Camaçari (BA), acionou o governo estadual para ajudar e misturar política partidária com decisões econômicas. O que é sempre ruim.

A Federação da Indústrias de São Paulo (Fiesp), em um dos seus comunicados, afirma que “ao alterar de surpresa as regras do jogo, o Governo Federal viola a segurança jurídica, sabota a previsibilidade regulatória e penaliza toda a cadeia automotiva brasileira”. Sindipeças destacou “a evidente necessidade de nivelamento de condições concorrenciais, com medidas que mitiguem os efeitos das importações de kits de veículos CKD ou SKD, não mais justificadas pelo simples motivo de que a implantação industrial em nosso país seja motivo para um tratamento favorecido”.

Sérgio Nobre, da CUT (Central Única dos Trabalhadores), colocou que “a medida ignora resoluções anteriores do próprio colegiado, que acabaram com as cotas. Ao alterar de surpresa as regras do jogo, o Governo Federal viola a segurança jurídica, sabota a previsibilidade regulatória e penaliza toda a cadeia automotiva brasileira”.

Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD no Brasil, em julho de 2025, classificou a chegada da marca chinesa de forma nada elegante. “Se os dinossauros estão gritando, é sinal de que o meteoro está funcionando”, em referência às marcas representadas pela Anfavea durante 70 anos. Resolveu mudar o discurso frente às manifestações críticas desta associação, na última 2ª feira, que incluem possível judicialização do tema. Agora, ele afirma que a entidade tem trajetória histórica e merece respeito. Soa como arrependimento.

 

Elétricos pagarão mais impostos na China

 

Planeja-se aumento de carga fiscal como medida para custear a manutenção de ruas e estradas em razão da sua massa bem maior, que pode chegar a mais de duas toneladas. Com queda nas vendas de carros com motores a combustão também se reduziu a arrecadação sobre combustíveis líquidos, que sempre foi a fonte mais importante e segura para financiar a conservação do piso asfáltico.

Segundo o site chinês South China Morning Post, no último dia 21, essa iniciativa ainda está por ser anunciada. Contudo ameaça o ritmo das vendas domésticas de elétricos, que já enfrentam dificuldades com a redução recente dos incentivos fiscais, em grande parte eliminados. Antes davam sustentação para seu rápido crescimento. Porém, em cidades importantes como Xangai permanece o leilão de placas para carros com motores a combustão. O valor chega ao equivalente a R$ 70.000, porém as placas são vinculadas ao comprador que pode utilizá-las na aquisição futura de novos modelos.

A mídia estatal e os críticos chamam atenção para o que pode acontecer daqui em diante. Atual imposto sobre a compra já inclui padrões de consumo. Aqueles modelos com massa superior a 2.700 kg devem limitar o gasto máximo de energia a 19,1 kW⋅h por 100 km (5,23 kW·h/km) para usufruir de uma redução de 50% na carga tributária. Mas isso não conteve totalmente a tendência de modelos maiores e mais pesados.

O mercado interno de elétricos na China já enfrenta alguma dificuldade, com certa hesitação dos consumidores. Isso impulsionou as exportações e a iniciativa de construir fábricas na Europa, principalmente, para contornar as elevadas tarifas de importação impostas aos produtos chineses.

 

 

RS e-tron GT Performance: Audi mais potente até hoje

 

Base mecânica é a mesma do Porsche Taycan e também o primeiro Audi cupê de quatro portas, topo de linha com motorização elétrica. Nada menos de 925 cv (no modo controle de largada) e um torque brutal de 104,8 kgf·m colocam o RS e-tron GT Performance como o mais potente já lançado em série pela marca alemã, conhecida pelos quatro anéis entrelaçados. Suspensão pneumática ativa com taxa de amortecimento variável, tração quattro elétrica com duas marchas, cinco vezes mais rápida que o sistema mecânico tradicional e eixo traseiro esterçante em 2,8 graus, que ajuda tanto em manobras quanto no comportamento em curvas, estão entre os destaques.

Outra característica da suspensão é redução do seu curso em até 25 mm durante fortes acelerações e desacelerações, além do controle de rolagem em curvas de alta velocidade. E ainda faz concessões ao motorista e acompanhantes ao elevar a carroceria de 50 a 70 mm para facilitar o acesso a um toque na maçaneta. Ao fechar as portas, carroceria volta a baixar.

Como todo cupê, volume do porta-malas é limitado a apenas 350 litros mesmo sem estepe, apesar de suas dimensões externas avantajadas (mm): 4.997, comprimento; 2.900, entre-eixos; 2.158, largura; 1.379, altura. Há um volume adicional de 77 litros sob o capô ideal para mochilas. Rodas de 21 pol., pneus Pirelli PZero e discos de freio cerâmicos. Alcance médio (Inmetro): 608 km com a bateria de 105 kW⋅h. Aceleração 0 a 100 km/h: 2,5 s (massa de 2.395 kg). Na Alemanha, também importa 0 a 200 km/h: 7,9 s.

O interior apresenta acabamento de alto nível. O teto solar, ao comando um de um botão, passa de transparente a opaco para isolar o interior em dias mais quentes. Segundo a Audi, há mais de um milhão de combinações possíveis, ao se somarem todas opções internas e externas. O proprietário pode escolher desde as cores das carcaças de retrovisor e até das pinças de freio ou o tipo de revestimento do volante, dos bancos e das laterais das portas. Literalmente, o céu é o limite.

Preço: a partir de R$ 1.334.990.

 

GWM amplia linha elétrica com o ORA 5

 

O novo modelo ganha dimensões maiores, pacote de tecnologia ampliado e vem bem equipado, logo acima do Ora 3. Com 4.471 mm de comprimento, 2.720 mm de entre-eixos e porta-malas de 362 L traz motor elétrico de 204 cv, 26,6 kgf·m e bateria de 58,3 kW⋅h para alcance médio de 349 km, pelo padrão Inmetro. Se estiver disponível um carregador rápido de corrente contínua (DC) de 120 kW, repõe de 30% a 80% da capacidade da bateria em aproximadamente 20 minutos.

Destacam-se a central multimídia de 14,6 pol., atualizações remotas de software, comandos de voz com inteligência artificial e recurso V2L que permite utilizar a energia da bateria para alimentar equipamentos externos. Oferece ainda condução semiautônoma Nível 2, frenagem autônoma de emergência, monitoramento de ponto cego, controle de cruzeiro adaptativo, câmera 540° e seis airbags.

É um hatch espaçoso internamente, de linhas atraentes. Primeiro contato com o ORA 5 foi em uma pista demarcada no aeroporto regional Campo de Marte, em São Paulo (SP). O motor de 204 cv e 26,5 kgf·m entrega acelerações rápidas e respostas imediatas ao comando do acelerador, característica comum dos veículos elétricos. Segundo o fabricante, acelera de 0 a 100 km/h em 7,7 s, uma boa marca para um automóvel deste porte.

A GWM afirma ter desenvolvido uma calibração específica para o mercado brasileiro por meio de ajustes voltados às condições de uso encontradas aqui. O conjunto utiliza suspensão independente nas quatro rodas, com McPherson na dianteira e multibraço na traseira.

Preço: R$ 159.000

 

Fernando Calmon é jornalista especializado e colunista do Portal da Revista O Mecânico. Acesse: https://ift.tt/rnXEG16

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