quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Itens discretos podem alertar sinais de desgaste no motor

Retentores, juntas e selos de haste da válvula podem provocar vazamentos e perda de desempenho quando apresentam falhas

Nem todo problema no motor começa com um sintoma evidente. Alguns componentes trabalham longe dos olhos do motorista, mas têm funções importantes para manter a vedação, a lubrificação e o funcionamento adequado do conjunto. É o caso dos retentores, juntas do motor e selos de haste da válvula.

Embora sejam peças pouco lembradas na manutenção do automóvel, o desgaste desses componentes pode provocar vazamentos, aumento do consumo de óleo, perda de desempenho e até a paralisação do veículo. Por isso, reconhecer os sinais de falha ajuda a evitar que um problema localizado evolua para danos mais graves.

A Corteco destaca que esses itens atuam diretamente na proteção e no funcionamento do motor e do sistema de transmissão. Assim, a manutenção preventiva deve considerar não apenas componentes mais conhecidos, mas também todo o sistema de vedação.

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Retentores e juntas ajudam a preservar o motor

Os retentores têm a função de impedir o vazamento de fluidos em pontos estratégicos do motor e da transmissão. Dessa forma, contribuem para manter a lubrificação adequada e evitar contaminações. Quando apresentam desgaste, podem causar perda de lubrificação, elevar o atrito e acelerar o desgaste interno dos componentes.

Já as juntas do motor são responsáveis por manter os sistemas devidamente selados. Quando ocorre um rompimento, podem surgir vazamentos de óleo ou água, além de perda de compressão. Como consequência, o funcionamento e a durabilidade do motor podem ser comprometidos.

Outro componente citado pela Corteco é o selo de haste da válvula. Quando desgastado, permite a passagem excessiva de óleo para a câmara de combustão. Nesse caso, os principais efeitos são o aumento do consumo de óleo e a presença de fumaça no escapamento.

Fumaça e vazamentos estão entre os sinais

Alguns sintomas podem indicar que há problemas nesses componentes. Entre os principais estão vazamento de óleo embaixo do veículo ou na região do motor, perda de desempenho durante acelerações, fumaça no escapamento e consumo excessivo de óleo.

Além disso, ruídos anormais vindos do motor também merecem atenção. O superaquecimento é outro sinal possível, especialmente quando existe perda de vedação ou circulação inadequada de fluidos.

Segundo José Neto, gerente de produtos da Corteco, os sintomas variam de acordo com o componente afetado, mas devem ser investigados rapidamente.

Por isso, a recomendação é realizar revisões preventivas periódicas e acompanhar o nível e a qualidade dos fluidos. Durante a manutenção, também é importante verificar componentes relacionados, como correias, mangueiras, juntas, retentores e o sistema de vedação.

Caso algum desses componentes apresente danos, a orientação é realizar a substituição. Desse modo, a identificação antecipada do desgaste pode ajudar a evitar problemas maiores no motor e no sistema de transmissão.

 

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quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Cummins desenvolve novos eixos para veículos elétricos

Eixos MC-17X e MS-14X da Cummins

Novos projetos desenvolvidos no Brasil atendem caminhões e ônibus elétricos e prometem reduzir perdas no trem de força

A Cummins inicia uma nova fase no desenvolvimento de eixos com projetos voltados à eletrificação e à eficiência energética. Desenvolvidas pela engenharia brasileira, as novas plataformas foram apresentadas durante as comemorações dos 70 anos da operação da empresa em Osasco (SP) e devem atender diferentes aplicações no transporte comercial.

Entre as novidades estão dois eixos específicos para veículos eletrificados, além de uma nova plataforma destinada a reduzir perdas mecânicas nos sistemas convencionais. Na prática, as soluções buscam responder a mudanças importantes no funcionamento dos veículos, principalmente devido ao peso das baterias e à atuação da frenagem regenerativa.

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Novos eixos preparados para veículos elétricos

Nos veículos elétricos, a transmissão de torque passa por condições diferentes das encontradas em modelos convencionais. Durante a desaceleração e a frenagem regenerativa, por exemplo, o diferencial pode trabalhar em sentido contrário, submetendo componentes como coroa, pinhão e rolamentos a esforços mais elevados.

Além disso, o peso das baterias aumenta as cargas aplicadas aos eixos, especialmente em operações urbanas. Por isso, a Cummins desenvolveu o MS-14X, destinado a caminhões elétricos urbanos de configuração 6×2 e até 17 toneladas.

Eixo MS-14X da Cummins

Embora mantenha a arquitetura externa do eixo MS-120, o novo componente teve praticamente todo o conjunto interno replanejado. O projeto recebeu rolamentos de maior capacidade, conjuntos de coroa e pinhão redimensionados e componentes reforçados.

Outro destaque é o tratamento Shot Pinning, que utiliza microesferas de aço para aumentar a resistência à fadiga e aos carregamentos cíclicos. O modelo, que será produzido a partir de janeiro de 2027, terá o diferencial montado na fábrica de Osasco.

Já o MC-17X foi desenvolvido para ônibus elétricos urbanos de até 22 toneladas de PBT. O eixo traseiro 4×2 precisa combinar capacidade de tração com resistência à concentração de massa provocada pelas baterias.

Para isso, o projeto conta com diferencial reforçado, solda a laser, rolamentos de maior capacidade, coroa e pinhão reforçados e uma nova carcaça fundida. Assim como o eixo MS-14X, a novidade tem sua produção prevista para ser iniciada em meados de 2027.

Eixo MC-17X da Cummins

Nova plataforma busca reduzir perdas de energia

A eletrificação não é a única frente de desenvolvimento. A Cummins também passou a direcionar sua engenharia para aumentar a eficiência dos eixos convencionais. Desse modo, consegue reduzir as perdas mecânicas durante a transmissão da potência do motor até as rodas.

A nova arquitetura trabalha com três pilares. O primeiro é um sistema interno de lubrificação redesenhado, que reduz fluxos desnecessário e a resistência hidráulica do óleo.

O segundo envolve novos rolamentos, com geometrias, acabamentos e dimensões desenvolvidos para diminuir o atrito. Por fim, o terceiro pilar é um novo conceito para o conjunto de coroa e pinhão, que otimiza o alinhamento entre o cardã e a entrada do diferencial.

Os testes realizados em uma bancada dedicada na Europa indicaram ganho próximo de 2% na eficiência em comparação com a geração anterior. Segundo a Cummins, em um caminhão que percorre 100 mil km por ano e apresenta consumo médio de 1,8 km/l, esse avanço poderia representar economia de aproximadamente 1.090 litros de diesel por veículo ao ano.

eixo MT-17XHE da Cummins

O MT-17XHE será o primeiro eixo dessa plataforma de alta eficiência desenvolvido para aplicações brasileiras. Destinado a veículos 6×4, o modelo está em fase final de homologação e tem produção prevista para julho de 2027.

A carcaça foi desenvolvida pela engenharia de Osasco considerando condições específicas do transporte no Brasil, como maiores PBTCs, longas distâncias, topografia, pavimentação e diferentes condições de operação. Inclusive, a Cummins prevê ampliar a arquitetura para novas aplicações, incluindo o futuro 18XHE. Este último será destinado aos modelos 6×2 e deve ser lançado entre 2028 e 2030.

 

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Jeep anuncia linha diversificada de acessórios para Avenger

Jeep Avenger prata visto de frente

Linha Mopar reúne 15 acessórios para ampliar a proteção, a praticidade e a personalização do SUV subcompacto

O novo Jeep Avenger passa a contar com uma nova linha de acessórios originais Mopar, desenvolvida em conjunto com a Jeep. São 15 itens principais, além de componentes complementares, divididos em três grupos: “Outdoor”, “Segurança” e “Smart”.

A proposta é atender diferentes necessidades de uso do SUV, desde a proteção de áreas sujeitas ao desgaste até o transporte de bicicletas e bagagens. Aliás, existem soluções voltadas à tecnologia e à rotina familiar. Entre os acessórios estão tapetes de bordas elevadas, protetor de cárter, suportes para bicicletas, bagageiro de teto, carregador por indução e projetor de logo Jeep.

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Acessórios protegem o veículo e ampliam a capacidade de carga

No grupo “Outdoor”, a Mopar concentra equipamentos destinados a quem utiliza o Avenger em atividades de lazer. As barras transversais de teto permitem ampliar as possibilidades de transporte, enquanto o bagageiro de teto aumenta o espaço disponível para cargas e objetos.

Para bicicletas, existem duas opções. O suporte instalado no teto permite transportar a bike nessa região, enquanto o modelo para engate tem capacidade para levar duas bicicletas.

Jeep Avenger verde visto de trás e com bicicleta no teto

A proteção do veículo também recebeu atenção. Os tapetes de bordas elevadas ajudam a reter sujeira e líquidos, reduzindo o contato desses elementos com o revestimento interno. Já o tapete de porta-malas protege o compartimento de carga e facilita a limpeza.

Outro item é o protetor de cárter, desenvolvido a fim de oferecer proteção adicional contra pedras, objetos e impactos causados por irregularidades do piso. O protetor de soleira metálico, por sua vez, ajuda a reduzir arranhões nas áreas de entrada das portas. Inclusive, a linha ainda inclui frisos laterais pintados, disponíveis nas cores preto Carbon, branco Snow, cinza Concrete, cinza Granite, vermelho Sunset e verde Boreal.

Segurança e tecnologia também fazem parte da linha

Na categoria “Segurança”, além dos protetores, estão os parafusos antifurto para as rodas e o dispositivo antifurto para o estepe. Produzidos em aço de alta resistência e acompanhados de chave codificada, os parafusos buscam dificultar a remoção das rodas sem modificar as características originais do veículo.

Para o uso familiar, a Mopar oferece uma cadeirinha infantil com sistema de fixação ISOFIX e rotação de 360 graus. O produto é indicado para crianças de até 4 anos e até 1,05 metro, respeitando os limites de peso estabelecidos para o equipamento.

friso lateral do Jeep Avenger

Já o território “Smart” reúne soluções voltadas à praticidade e tecnologia. Entre elas estão o carregador por indução e o projetor de logo Jeep, que exibe a identidade da marca quando as portas são abertas.

Na compra do Jeep Avenger, acessórios e contratos de serviços de até 10% do valor do veículo podem ser incluídos no mesmo financiamento, com a mesma taxa aplicada à aquisição do automóvel. Além disso, a linha Mopar conta com cupom de R$ 200 de desconto nas lojas oficiais da Jeep no Mercado Livre e na Shopee, conforme as condições da campanha. Os acessórios também podem ser adquiridos nas concessionárias Jeep de todo o Brasil.

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terça-feira, 1 de setembro de 2026

Cofap revela novo amortecedor para modelos da Fiat

novo amortecedor SPA projetado para modelos da Fiat

Novo código da linha SPA atende versões de Palio, Palio Weekend e Siena fabricadas a partir de 2001. Marca também revela alguns cuidados

A fim de atender a demanda do mercado de reposição, a Cofap ampliou sua linha de amortecedores SPA com o lançamento do código SGP30126. A novidade pode ser aplicada em diferentes versões dos modelos Fiat Palio, Palio Weekend e Siena.

O novo componente chega em um cenário de envelhecimento da frota brasileira. Segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), a idade média dos veículos em circulação no País é de 11 anos e 2 meses. Dessa forma, a manutenção e a disponibilidade de componentes de reposição ganham importância para preservar a segurança e o funcionamento dos automóveis.

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Serve para diversos modelos

O amortecedor SGP30126 atende diferentes configurações do Fiat Palio e Siena. Entre as aplicações estão o Palio 1.8, fabricado de 2005 a 2010. Além disso, serve também em versões 1.0, 1.3, 1.4, 1.5, 1.6 e 1.8 produzidas entre 2001 e 2006.

O código também contempla o Palio Weekend 1.0, fabricado entre 2001 a 2010. Para a linha Siena, o novo amortecedor pode equipar qualquer unidade equipada com o motor 1.0 e fabricada a partir de 2001.

Com a ampliação, a Cofap informa contar com mais de dois mil códigos de amortecedores, cobrindo 98,6% da frota circulante brasileira. O portfólio inclui aplicações para veículos de passeio, comerciais leves, caminhões, ônibus, máquinas agrícolas e motocicletas.

A disponibilidade de componentes para veículos com maior tempo de uso é especialmente relevante diante do perfil atual da frota. Entretanto, além da escolha correta da peça, a manutenção adequada da suspensão é fundamental para manter o comportamento do veículo.

Desgaste do amortecedor exige atenção

Principal componente do sistema de suspensão, o amortecedor tem a função de manter os pneus em contato com o solo. Desse modo, contribui para a estabilidade, a dirigibilidade e a segurança durante a condução.

Porém, a durabilidade varia conforme as condições de utilização do veículo e o estilo de condução. Impactos frequentes e a circulação por pisos irregulares, por exemplo, podem acelerar o desgaste dos componentes internos.

Por esse motivo, inspeções periódicas são recomendadas para identificar possíveis alterações no funcionamento da suspensão. Quando a substituição for necessária, a orientação é utilizar amortecedores de qualidade reconhecida e evitar componentes recondicionados.

Ainda nesse sentido, a troca deve ser feita aos pares e sempre no mesmo eixo. O procedimento ajuda a preservar o equilíbrio do sistema de suspensão e, consequentemente, a segurança do veículo. A Cofap disponibiliza mais informações sobre aplicações em seu catálogo eletrônico, disponível para celulares iOS, Android e em seu site.

 

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Litens revela que polia errada pode prejudicar motores 3 cilindros

Polia OAD da Litens instalado em motor

Litens explica como a escolha da polia do alternador influencia as vibrações e a durabilidade do sistema de acessórios

Os motores de três cilindros ganharam espaço nos veículos e, com eles, aumentou a importância do controle das vibrações torsionais no sistema de acessórios. Nesse conjunto, a escolha correta da polia do alternador pode fazer diferença no funcionamento e na durabilidade de componentes como correia, tensionador e alternador.

Com o intuito de ajudar mecânicos e donos de carros com motor tricilíndrico, a Litens revela como uma escolha correta de polia do alternador pode ajudar no funcionamento correto do propulsor.

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Como a OAD™ atua no sistema

De acordo com Bruno Palumbo, gerente de engenharia da Litens, os motores de três cilindros demandam atenção especial para o gerenciamento das vibrações torsionais. A tecnologia OAD, projeto da empresa, foi desenvolvida a fim de controlar essas oscilações e diminuir as cargas aplicadas aos componentes do sistema de acessórios.

A principal característica da polia é a presença de um sistema de amortecimento interno. O mecanismo ajuda a controlar as vibrações produzidas pelo funcionamento do motor, favorecendo uma operação mais suave do conjunto.

Polia OAD da Litens

Como consequência, componentes ligados ao acionamento por correia ficam sujeitos a menores esforços dinâmicos. Isso inclui a própria correia, o tensionador e o alternador, elementos que trabalham em conjunto e podem sofrer com as oscilações geradas pelo motor.

Por isso, a aplicação de uma polia inadequada pode comprometer o gerenciamento dessas vibrações. Além de afetar o funcionamento do sistema, o uso do componente incorreto pode contribuir para reduzir a vida útil dos demais itens envolvidos.

Aplicação em modelo popular

A tecnologia, que esteve presente originalmente em programas globais de fabricantes de veículos, também está disponível no mercado de reposição brasileiro por meio do catálogo da Litens.

Para o Ford Ka 1.0 de três cilindros, a empresa disponibiliza a polia OAD de código 920143. A aplicação permite que distribuidores, varejistas e mecânicos tenham acesso a uma solução desenvolvida para o gerenciamento das vibrações no sistema de acessórios.

Nesse contexto, a manutenção exige mais do que simplesmente substituir uma peça. Assim, durante o reparo, a identificação adequada da polia e a utilização do componente especificado para o veículo são etapas importantes para preservar o funcionamento do sistema de acessórios e aumentar a confiabilidade do serviço realizado.

 

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Tukan e nova Amarok demonstram força das picapes para Volkswagen

Volkswagen Tukan Extreme amarela vista de lado

Coluna Fernando Calmon nº 1.416: Tukan e nova Amarok demonstram força das picapes para Volkswagen

Festa do Peão de Barretos, em São Paulo, maior festival de rodeio da América Latina, tem muito a ver com picapes e o seu público. A VW escolheu esse evento para antecipar o visual definitivo da Tukan e também a nova Amarok completamente camuflada. Tukan promete encarar a líder Strada mano a mano, que lidera o mercado brasileiro de automóveis, SUVs e comerciais leves há cinco anos. Entre as picapes compactas o modelo da Fiat sempre foi líder, desde seu lançamento em 1998.

Para desafiar sua maior rival, a nova picape terá cabines simples e dupla, aposta no visual forte, frente alta, caixas de rodas bem marcadas, mais de 700 kg de capacidade de carga e estreará no primeiro semestre de 2027. Terá eixo traseiro rígido e molas semielípticas de lâmina única (no lugar das helicoidais, da Saveiro e também da Montana), uma solução usada pela Strada e apreciada pelos compradores que a entendem como mais robusta.

A marca alemã não informou se a Saveiro sai de linha, o que deve ocorrer, mas a Tukan exibida com cabine simples pela primeira vez manterá o nome Robust, freios traseiros a tambor, duas pequenas barras no teto e seis alças auxiliares na caçamba que aparenta ser maior que a atual. A de cabine dupla, Extreme, terá quatro portas (Saveiro sempre teve a limitação de apenas duas portas) e maior espaço interno. Haverá duas opções de motores: 1-L turbo de 116 cv (para receber incentivo fiscal) e 1,5-L turbo de 150 cv que deve estrear o sistema semi-híbrido de 48 V bem mais eficiente que o de 12 V.

A Tukan, portanto, não parece ser apenas uma nova picape para completar a linha da Volkswagen. Ela é uma resposta direta à Strada. A marca viu que a Fiat encontrou uma fórmula que funciona e resolveu seguir pelo mesmo caminho, só que com um projeto mais novo e maior. A Volkswagen quer usar a nova picape para aumentar sua participação em um segmento de mercado que não para de crescer.

Também em Barretos a nova Amarok, que continuará vindo da Argentina em 2027, apareceu completamente camuflada. VW confirmou que terá hibridização e será a mais potente da história do modelo, que acaba de completar 800.000 unidades produzidas desde 2010.

China vende menos internamente e acelera exportações

As vendas de veículos novos na China caíram 25% em julho (sétimo mês consecutivo de queda este ano) e isso tem preocupado a Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis (ACFA), equivalente à Anfavea. Deixou de ser apenas uma questão interna, pois afeta a concorrência em escala global, conforme lembrou o site Automotive News. Coloca o segundo país mais populoso do mundo (só atrás da Índia) no caminho de registrar pela primeira vez uma retração anual de dois dígitos na comercialização interna de veículos.

Ainda é cedo para prever o que acontecerá nos próximos anos, depois de duas décadas em que o gigante asiático surpreendeu com o crescimento impressionante de sua indústria automobilística. Segundo Fu Bingfeng, da ACFA, esse ritmo superou a capacidade de absorção dos compradores. Estima-se para este ano o total 500 modelos, de 130 marcas, com margens de lucros apertadas demais. Há uma queda de vendas internas prevista de 14% no fechamento deste ano, para menos de 21 milhões de veículos.

Um imposto recente de 5% sobre veículos elétricos e híbridos plugáveis, em lugar de subsídios sem muita transparência, levou a uma queda de 6% de vendas só em julho último. Alternativa foi exportar, com ajuda fundamental do governo, volumes recordes: 5,35 milhões de veículos até o mês passado, um aumento estonteante de 73% que intensificou a concorrência muito além das fronteiras da China.

Só no Brasil atuam agora 16 marcas chinesas com produção local anunciada de pelo menos quatro delas, sem contar GWM e BYD. No entanto, o presidente da Fenabrave, Arcélio dos Santos Jr., lembrou semana passada que “minha preocupação é com quem fica e quem vai embora”. Ele lembra que o mercado não cresce na mesma proporção das marcas que desembarcam aqui e quem investiu em novas concessionárias pode sofrer prejuízos. E acrescento eu: também os compradores…

Fabricantes não chineses, alguns há décadas no Brasil, anunciaram R$ 180 bilhões em investimentos nos próximos cinco anos.

Kia entra no mercado de picapes médias com a Tasman

O segmento já tem nomes fortes, como Hilux, Ranger, S10, Frontier e Triton. Para conquistar espaço, a primeira picape da marca sul-coreana apresenta linhas retangulares e uma dianteira bastante diferente. Tasman não passa despercebida e parece ser exatamente isso o que a Kia almeja. Utiliza o tipo de construção mais tradicional de carroceria sobre chassi. Seu porte bem próximo ao da líder Hilux (mm): comprimento, 5.410; entre-eixos, 3.270; largura, 1.930; altura, 1.870. Caçamba de 1.173 L, quase 20% maior que o modelo da Toyota, fabricado na Argentina e apenas R$ 5.300 mais barato que a Tasman de origem sul-coreana e assim taxada com 35% de imposto de importação.

Motor turbodiesel, 2.151 cm³, 210 cv, 45 kgf·m, câmbio automático epicíclico de oito marchas e tração 4×4 com reduzida. Acelera de 0 a 100 km/h em 9,7 s. Modos de condução: Normal, Eco, Sport, Smart, além de lama, areia e neve. Para fora de estrada destacam-se: 231 mm de vão livre do solo, ângulos de entrada (graus), 28,9; de saída, 25; e de rampa 23,7. Capacidade de imersão: 800 mm. A Tasman Consumo padrão Inmetro: cidade 9,5 km/l e estrada 10,9 km/l. Tanque de 80 L.

Primeiro contato com a Tasman, em Cabreúva (SP), foi em pista preparada para diferentes situações como terra, buracos, obstáculos e rampas. Apesar do seu tamanho, é fácil de conduzir e oferece boa posição ao volante. Suspensão dianteira não é McPherson, como informa a Kia, mas por braços triangulares superpostos com mola helicoidal e barra antirrolagem. Suspensão traseira por eixo rígido com feixes de molas semielípticas longitudinais. Na prática, o conjunto das suspensões funciona bem, apesar de seu curso relativamente pequeno. Isso só aparece quando se passa por obstáculos maiores ou por trechos bastante irregulares.

Conjunto motor e câmbio não impressionam tanto, já que a Tasman pesa 2.248 kg, mas dá conta do recado. Outro recurso que funciona bem é o controle de descida. Em rampas mais fortes, basta acionar o sistema e a picape passa a controlar a velocidade, sem que o motorista acione constantemente o freio. Em situação de baixa aderência transmite segurança.

Preço: R$ 249.990.

Consultoria aponta avanço de SUVs em 16 anos

Estudo da Carcon Automotive, divulgado por Julian Semple, destaca mudanças marcantes na segmentação de veículos leves no Brasil. Levantamento feito entre o começo de 2010 e julho deste ano, ou seja, pouco mais de uma década e meia.

Evoluções concentraram-se nos utilitários esporte e crossovers que o mercado costuma chamar de SUVs. Em janeiro de 2010 estes ocupavam apenas 6,2% de participação e os líderes eram EcoSport e Tucson. Em julho 2026, passaram a ocupar quase metade de participação nas vendas com destaque para os Tera (crossover) e T-Cross (SUV).

Outro segmento que cresceu foi o das picapes pequenas e médias. Estas evoluíram de 11,2% em 2010, destacando-se Strada e Saveiro, para 17,2% em 2026 com domínio da marca italiana que conta também com a Toro. Por outro lado, conforme o consultor, os hatches a exemplo do Gol e Palio, que dominavam quase metade do mercado em 2010, tiveram a participação reduzida para um quarto das vendas este ano. O líder é o Polo, seguido por Argo e Onix.

As maiores perdas na segmentação foram dos sedãs, minivans e peruas. Estas últimas já em 2010 apontavam forte declínio de Palio Weekend e Spacefox até seu desaparecimento por completo em razão das vendas crescente de SUVs. Quase da mesma maneira ocorreu com as minivans, 16 anos atrás lideradas por Fit e Meriva. Só restou a Spin.

No caso dos sedãs, em 2010 sua participação era de 23,8% e os líderes Corsa Sedan e Siena. Em 2026, caiu para apenas 6,3%, com predominância de vendas de Onix Plus, HB20S e Corolla.

Fernando Calmon é jornalista especializado e colunista do Portal da Revista O Mecânico. Acesse: https://ift.tt/yXSMuOt

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segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Phinia revela novos componentes do portfólio da Delphi

Novo componente da Phinia voltado ao portfólio da Delphi

Novos componentes atendem modelos de Fiat, Volkswagen, Ford, Renault e Toyota e já podem ser comprados no mercado de reposição

A PHINIA ampliou o catálogo da Delphi no mercado brasileiro de reposição com cinco novos componentes. São quatro bombas de combustível e uma bobina de ignição, destinadas a veículos de Fiat, Volkswagen, Ford, Renault e Toyota. Os produtos já estão disponíveis para venda no país. A expansão atende diferentes aplicações, incluindo carros de passeio e veículos comerciais.

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Novas bombas ampliam cobertura

As bombas de combustível são responsáveis por manter pressão, fluxo e suprimento adequados para o sistema de injeção eletrônica. O funcionamento correto desse conjunto é importante para o desempenho do motor, a eficiência no consumo de combustível e o controle de emissões.

De acordo com a Phinia, os componentes seguem padrões de qualidade da empresa e foram desenvolvidos para apresentar durabilidade e desempenho consistente, inclusive em condições severas de utilização.

No segmento de veículos de passeio, as novas aplicações contemplam Fiat Argo, Cronos, Pulse e Uno; Volkswagen Fox, SpaceFox e Up!. Além disso, também contemplam modelos como Toyota Etios e Yaris. A cobertura também inclui veículos utilizados em atividades comerciais e de trabalho. Nesse grupo estão Fiat Ducato, Renault Master e Ford Ranger. Aliás, a Phinia destaca que a experiência adquirida no desenvolvimento de sistemas para fabricantes de veículos também é aplicada aos produtos destinados ao aftermarket.

Bobina atende modelos japoneses

O quinto lançamento é uma bobina de ignição destinada aos Toyota Etios e Yaris. O componente tem a função de transformar a baixa tensão fornecida pela bateria em alta tensão, necessária para gerar a centelha na vela de ignição.

Esse processo interfere diretamente na combustão da mistura de ar e combustível. Por isso, o funcionamento adequado da bobina está relacionado a aspectos como desempenho, consumo, dirigibilidade e emissões.

Segundo a Phinia, a nova bobina foi desenvolvida de acordo com especificações originais, buscando compatibilidade com os sistemas eletrônicos dos veículos e confiabilidade durante a utilização. David Angelo, gerente de marketing da empresa, comenta que essa expansão do portfólio garante cobertura para aplicações de alta demanda e contribui para a segurança da frota brasileira.

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