quarta-feira, 22 de julho de 2026

Heliar comemora 95 anos e destaca avanços em eletrificação

bateria Heliar para carros com Start/Stop

Marca reforça presença entre montadoras, aposta em novas tecnologias para baterias e amplia investimentos em sustentabilidade

A Heliar celebra 95 anos de atuação no mercado brasileiro em um momento de transformação da indústria automotiva. Referência no fornecimento de baterias para montadoras e para o mercado de reposição, a marca destaca a evolução dos sistemas elétricos dos veículos e sua estratégia voltada à eletrificação e à sustentabilidade.

Fundada em 1931, em São Paulo, a Heliar passou a integrar a Clarios em 2018. Atualmente, a empresa fornece baterias para mais de 40 montadoras instaladas no Brasil e afirma que dois em cada três veículos produzidos no país saem de fábrica equipados com produtos da marca.

Além da atuação como fornecedora original (OEM), a Heliar mantém forte presença no mercado de reposição, segmento estratégico para oficinas mecânicas, centros automotivos e distribuidores em todo o país.

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Baterias de baixa tensão ganham importância nos veículos modernos

Embora os veículos eletrificados tenham ampliado a atenção sobre as baterias de alta tensão, responsáveis pela tração em modelos híbridos e elétricos, a Heliar destaca que as baterias de baixa tensão continuam sendo componentes essenciais para o funcionamento dos automóveis modernos.

Além da partida do motor, esses sistemas alimentam recursos eletrônicos, como conectividade, módulos de diagnóstico e dispositivos de segurança. Tecnologias de redução de emissões e componentes eletrificados presentes tanto em veículos a combustão quanto em híbridos e elétricos também usufruem desses sistemas.

Segundo Manuel Macías, vice-presidente e gerente geral da Clarios para a Região do Cone Sul, a empresa acompanha essa evolução tecnológica ao desenvolver soluções capazes de atender diferentes arquiteturas elétricas.

Ao longo de sua trajetória, a marca acumulou uma série de inovações no setor. Entre elas estão o lançamento da primeira bateria automotiva em caixa plástica e a introdução das baterias livres de manutenção. A Heliar também cuidou do desenvolvimento das tecnologias EFB (Enhanced Flooded Battery) e AGM (Absorbent Glass Mat), utilizadas em veículos equipados com sistemas de maior eficiência energética.

Outro marco ocorreu em 2020, quando a empresa lançou a primeira bateria EFB para veículos pesados produzida no Brasil. A tecnologia PowerFrame, presente em sua linha de produtos, permitiu ampliar a resistência à corrosão e oferecer garantia de 24 meses em determinados modelos.

Produção sustentável e presença internacional fortalecem a marca

A Clarios também destaca a sustentabilidade como um dos pilares da operação da Heliar. A fábrica localizada em Sorocaba (SP), opera com energia elétrica carbono neutro certificada pelo programa REC Brasil.

De acordo com a fabricante, essa iniciativa reduz cerca de 4.400 toneladas de emissões de CO² por ano. Além disso, até 99% dos materiais utilizados nas baterias podem ser reaproveitados em novos processos produtivos.

No Brasil, a Clarios produz mais de 10 milhões de baterias anualmente e abastece uma rede de mais de 200 distribuidores, que atendem aproximadamente 40 mil varejistas. A atuação da Heliar também se estende à Argentina, Paraguai e Uruguai, enquanto a Clarios comercializa cerca de 150 milhões de baterias por ano em mais de 100 países.

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terça-feira, 21 de julho de 2026

Argo X é o nome do novo hatch da Fiat feito no Brasil

Modelo inédito chega em 2026 para ampliar a linha de entrada da marca e será fabricado ao lado do Argo atual no Polo Automotivo de Betim (MG)

A Fiat confirmou o nome de seu próximo hatch compacto desenvolvido para o mercado brasileiro. Batizado de Argo X, o novo modelo será produzido no Polo Automotivo Stellantis de Betim (MG) a partir de 2026 e passará a integrar o portfólio da marca sem substituir o Argo atual, que continuará em linha.

O anúncio foi feito por Herlander Zola, presidente da Stellantis para a América do Sul, durante a celebração dos 50 anos da Fiat no Brasil e da fábrica mineira. A novidade representa o primeiro produto inédito desenvolvido em Betim dentro do novo ciclo de investimentos da companhia para a região.

Segundo a fabricante, o Argo X ocupará uma posição estratégica na gama de entrada da Fiat e faz parte da renovação do portfólio da marca. Apesar do nome já revelado, detalhes técnicos, motorização e equipamentos ainda não foram divulgados.

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Posicionamento estratégico

De acordo com a Fiat, o novo hatch foi desenvolvido para atender às necessidades dos consumidores brasileiros e ampliar a presença da marca em um dos segmentos mais importantes do mercado nacional. A fabricante afirma que o modelo combinará robustez, design e eficiência, características que devem nortear seu posicionamento.

Enquanto isso, o Argo atualmente vendido seguirá disponível nas concessionárias. A decisão permite que os dois modelos convivam no mercado, oferecendo opções diferentes dentro da linha de automóveis de passeio da marca.

Herlander Zola, presidente da Stellantis para América do Sul durante revelação do Fiat Argo X

O Argo X também inaugura uma nova fase dos investimentos da Stellantis na América do Sul. O grupo vai aplicar R$ 32 bilhões até 2030 na região, sendo R$ 14 bilhões destinados ao Polo Automotivo de Betim, onde o novo veículo será fabricado.

A Fiat chega ao lançamento do novo modelo em um momento de forte desempenho comercial. A marca lidera o mercado brasileiro de automóveis há cinco anos consecutivos e mantém a picape Strada como o veículo mais vendido do país desde 2021.

Fábrica de Betim completa 50 anos e recebe novos investimentos

O anúncio do Argo X também marcou as comemorações pelos 50 anos do Polo Automotivo Stellantis de Betim. A unidade iniciou suas atividades com a produção do Fiat 147 e se tornou um dos principais centros industriais da empresa na América do Sul.

Hoje, a fábrica ocupa uma área de 2,2 milhões de metros quadrados, possui capacidade instalada para produzir até 650 mil veículos por ano e reúne mais de 19 mil colaboradores. Desde o início das operações, já foram fabricados mais de 18 milhões de veículos, dos quais mais de 4 milhões foram exportados para aproximadamente 40 países.

Além do Argo, o complexo atualmente produz modelos como Mobi, Pulse, Fastback, Fiorino, Peugeot Partner Rapid, Ram 700 e Strada. Recentemente, a unidade também passou a abrigar o Centro de Expertise em Cibersegurança da Stellantis, reforçando sua importância como polo de desenvolvimento tecnológico da companhia.

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Senai abre curso de pós-graduação para carros híbridos e elétricos


Curso de especialização tem 360 horas, aulas presenciais em São Paulo e aborda diagnóstico, segurança, baterias e infraestrutura de recarga

O avanço da eletrificação no setor automotivo tem ampliado a demanda por profissionais especializados em tecnologias voltadas aos veículos elétricos e híbridos. A fim de atender esse cenário, o Senai criou um curso de pós-graduação voltado à formação de especialistas capazes de atuar em diferentes áreas da eletromobilidade.

Com carga horária de 360 horas, o curso é direcionado a profissionais com ensino superior completo em áreas como mecânica, elétrica, eletrônica, mecatrônica ou outras correlatas. A proposta é preparar os alunos para compreender as transformações da indústria automotiva e desenvolver competências técnicas relacionadas aos sistemas de propulsão eletrificada, armazenamento de energia e manutenção desses veículos.

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Formação acompanha a evolução da eletromobilidade

A especialização reúne disciplinas que abrangem desde os fundamentos da eletromobilidade até conteúdos mais avançados voltados ao diagnóstico e à segurança em veículos eletrificados. Entre os temas abordados estão infraestrutura de recarga, eletricidade e eletrônica de potência, baterias, gerenciamento de energia, motores elétricos, sistemas de controle e diagnósticos em sistemas de propulsão.

Além da formação técnica, o programa inclui disciplinas de metodologia do trabalho científico e um projeto integrador. Desse modo, permite que os estudantes desenvolvam soluções aplicadas aos desafios do setor.

Segundo a proposta do curso, o especialista formado deverá ser capaz de analisar o cenário nacional e internacional da eletromobilidade, compreender os impactos da expansão dos veículos elétricos na geração e distribuição de energia. Além disso, ele deverá reconhecer os aspectos construtivos desses modelos e identificar o funcionamento dos principais sistemas de controle, propulsão e armazenamento de energia.

Outro destaque da especialização é o foco em segurança na eletrificação veicular. Esse tema ganha cada vez mais relevância, já que cada vez mais carros eletrificados estão presentes em oficinas independentes e concessionárias.

Inscrições exigem diploma de ensino superior

O curso não possui idade mínima para matrícula, mas exige que o candidato tenha concluído o ensino superior. Antes da confirmação da inscrição, é necessário enviar documentos como RG, CPF, título de eleitor, comprovante de residência, diploma e histórico escolar para validação pela secretaria da unidade.

As aulas serão realizadas às segundas e quartas-feiras, das 19h às 22h. O início das aulas está previsto para o próximo dia 3 de agosto e a conclusão em 5 de abril de 2028. Por fim, o investimento total é de R$ 14.040,00 e tem possibilidade de parcelamento em 18 vezes (R$ 780,00) ou 24 vezes (R$ 585,00), por meio de boleto bancário.

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segunda-feira, 20 de julho de 2026

Fiat comemora 50 anos de Brasil e relembra modelos icônicos

Placa com nome da Fiat

Do Fiat 147 à eletrificação, marca destaca modelos que ajudaram a transformar a indústria automotiva nacional

Cinquenta anos depois de iniciar sua produção no Brasil, a Fiat celebra uma trajetória marcada por lançamentos que influenciaram o mercado automotivo nacional e acompanharam as mudanças no perfil do consumidor. Desde a chegada do Fiat 147, em 1976, a fabricante acumulou pioneirismos, introduziu novas tecnologias e lançou modelos que se tornaram referência em diferentes segmentos.

Ao longo dessas cinco décadas, a marca também consolidou uma forte presença industrial no país. Somando as fábricas de Betim (MG) e Goiana (PE), mais de 19 milhões de veículos já foram produzidos, reforçando o papel do Brasil como um dos principais mercados da Fiat no mundo.

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Modelos marcantes e que abriram novos caminhos

O primeiro capítulo dessa história começou com o 147, modelo responsável por inaugurar a operação da fabricante em Betim. Compacto, mas com foco no aproveitamento interno, o hatch introduziu soluções pouco comuns na época, como motor transversal e pneus radiais. Poucos anos depois, voltou aos holofotes ao se tornar o primeiro automóvel produzido em série no país movido exclusivamente a etanol.

Fiat 147 branco visto de lado

Na década seguinte, outro modelo ajudou a consolidar a presença da marca entre os brasileiros. Lançado em 1984, o Uno se destacou pelo projeto compacto, amplo espaço interno e baixo custo de manutenção. A família ainda deu origem ao Uno Mille, apresentado em 1990 como o primeiro carro popular do Brasil. Em 1994, chegava o Uno Turbo. Esse era o primeiro veículo nacional equipado de fábrica com motor turbo.

O histórico de inovações continuou com o Palio. Apresentado em 1996, o hatch trazia airbag e freios ABS em versões 1.0, tornando recursos de segurança mais acessíveis ao consumidor brasileiro.

Fiat Uno Mille vermelho visto de lado

Ainda durante a década de 1990, a Fiat anunciou a chegada da Strada. Revelada em 1998, a picape inaugurou soluções inéditas para a categoria, como cabine estendida, terceira porta e, posteriormente, a configuração de quatro portas e cinco lugares. Hoje, o modelo acumula cinco anos consecutivos como o carro mais vendido do Brasil.

E o futuro?

A estratégia de expansão da Fiat ganhou novos capítulos na última década. Em 2016, a fabricante lançou a Toro, modelo que inaugurou o segmento das Sport Utility Pick-ups (SUP) ao combinar características de picapes e SUVs. Inclusive, a picape celebrou 10 anos de trajetória no Brasil em 2026 e ganhou conjunto híbrido-leve de 48V para se destacar no mercado.

Fiat Toro vermelha vista e frente

A partir de 2020, a marca iniciou um processo de reposicionamento no mercado brasileiro, priorizando uma estratégia centrada nas necessidades do consumidor. Nesse período, a nova Strada chegou ao mercado completamente renovada e consolidou a liderança da fabricante entre as picapes.

O avanço da Fiat em segmentos estratégicos continuou com o lançamento do Pulse, em 2021. Ele foi o primeiro SUV da marca desenvolvido no Brasil e em 2022 passou a ter a companhia do Fastback. Aliás, a dupla ganhou em meados de 2024 o conjunto híbrido-leve de 12V. O principal foco deste sistema elétrico é reduzir a emissão de poluentes e o consumo de combustível.

Fiat Fastback preto visto de lado

Além dos modelos que marcaram diferentes épocas, como Tempra, Marea, Stilo, Idea, Doblò, Mobi e Argo, a Fiat destaca que sua trajetória no país foi construída com foco em inovação, acessibilidade e adaptação às mudanças do mercado.

Por fim, a montadora conta que o olhar para o futuro segue a mesma estratégia. Segundo a marca, cinco novos modelos serão lançados no Brasil até 2030, começando em 2026. A renovação da linha faz parte do plano para fortalecer a atuação em segmentos estratégicos e ampliar a oferta de tecnologias voltadas à eficiência energética e à eletrificação. Dessa forma, mantém a fabricante entre as protagonistas da indústria automotiva nacional.

Fiat Strada amarela vista de lado

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Quais são as diferenças entre amortecedor convencional e pressurizado?

amortecedor da Nakata

Tecnologia influencia estabilidade, conforto e durabilidade da suspensão; saiba quando cada sistema é utilizado

Os amortecedores são peças essenciais para a segurança e o desempenho do veículo, mas ainda geram dúvidas entre motoristas e até mecânicos. Afinal, qual a diferença entre um amortecedor convencional e um pressurizado? Embora ambos tenham a mesma função de controlar os movimentos da suspensão, as tecnologias empregadas influenciam diretamente no comportamento do veículo em diferentes condições de uso.

Além de proporcionar conforto ao absorver as irregularidades do piso, os amortecedores mantêm os pneus em contato com o solo, favorecendo a estabilidade em curvas, a eficiência das frenagens e o controle da direção. Por isso, entender as características de cada sistema ajuda tanto na manutenção quanto na escolha do componente adequado para cada aplicação.

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Amortecedor convencional

Também conhecido como hidráulico, o amortecedor convencional utiliza óleo e um conjunto formado por pistão, haste, tubos e válvulas internas para controlar o movimento da suspensão. Sempre que a roda passa por uma irregularidade, o fluido é forçado a circular por pequenos orifícios, criando resistência e dissipando a energia gerada pelas oscilações.

Esse funcionamento reduz os movimentos excessivos da carroceria e contribui para uma condução mais confortável. No entanto, em situações de uso severo, o sistema pode apresentar uma limitação importante.

Segundo a Nakata, o aquecimento excessivo do óleo pode favorecer a formação de bolhas de ar no interior do amortecedor, fenômeno conhecido como aeração. Quando isso acontece, a eficiência do componente diminui, comprometendo o desempenho da suspensão.

De acordo com Leandro Leite, coordenador de assistência técnica da fabricante, esse efeito pode ocorrer durante trabalhos intensos, reduzindo a capacidade de amortecimento. Atualmente, os modelos convencionais continuam sendo amplamente utilizados em caminhões e ônibus.

Pressurizados oferecem resposta mais rápida

Para minimizar esse problema, surgiram os amortecedores pressurizados. Nesse tipo de componente, além do óleo hidráulico, há a presença de gás nitrogênio sob baixa pressão.

A função do gás é manter o fluido constantemente pressurizado. Assim, reduz a formação de vazios internos e evitando o fenômeno da cavitação. Dessa forma, o amortecedor preserva sua capacidade de funcionamento mesmo quando submetido a temperaturas elevadas e condições mais severas de uso.

Na prática, isso proporciona respostas mais rápidas às irregularidades do piso, maior controle dos movimentos das rodas e mais estabilidade em situações como curvas, frenagens e mudanças bruscas de direção. Outro benefício apontado pela fabricante é a maior durabilidade, já que o nitrogênio ajuda a preservar as características do fluido por mais tempo.

Inclusive, alguns veículos de categoria superior utilizam amortecedores eletrônicos. Nesses sistemas, sensores e uma central eletrônica ajustam automaticamente o nível de amortecimento conforme fatores como velocidade, carga a bordo, condição do pavimento e modo de condução selecionado. Apesar do ganho em conforto e estabilidade, o custo de manutenção costuma ser elevado.

Atenção aos detalhes

Independentemente do tipo de amortecedor instalado no veículo, a manutenção preventiva continua sendo indispensável. A recomendação da Nakata é realizar inspeções no sistema de suspensão, em média, a cada 10 mil quilômetros ou conforme o intervalo previsto no manual da montadora do carro.

Vazamentos de óleo, aumento da distância de frenagem, excesso de balanço da carroceria, perda de estabilidade em curvas, ruídos na suspensão e desgaste irregular dos pneus estão entre os principais sinais de que os amortecedores precisam de atenção. Ignorar esses sintomas pode comprometer a dirigibilidade do veículo e aumentar os riscos durante a condução.

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sexta-feira, 17 de julho de 2026

Controil alerta para uso de scanner na sangria do freio ABS

mecânico cuidando da parte do freio do caro

Procedimento correto ajuda a eliminar bolhas de ar do sistema hidráulico e garante maior eficiência na frenagem de veículos equipados com ABS

Um pedal de freio com sensação “fofa” pode ser mais do que um simples incômodo ao volante. Em muitos casos, o sintoma indica a presença de ar no sistema hidráulico, problema que compromete a eficiência da frenagem e exige atenção imediata da oficina. Quando o automóvel é equipado com freios ABS, o procedimento de sangria requer um cuidado adicional.

Segundo a Controil, a utilização de um scanner automotivo é indispensável durante a sangria em sistemas com ABS. Isso porque o equipamento permite acionar as eletroválvulas do módulo eletrônico, garantindo a remoção completa das bolhas de ar e evitando que o serviço seja realizado de forma incompleta.

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Scanner é indispensável na sangria do sistema ABS

A sangria consiste na retirada do ar que eventualmente entra nas linhas hidráulicas do sistema de freio. Como o ar é compressível, ele reduz a capacidade de transmitir a força aplicada ao pedal, diferentemente do fluido de freio, que mantém essa transmissão de forma eficiente.

Na prática, um dos primeiros sinais é o pedal perder firmeza, levando muitos motoristas a bombear o freio para recuperar a pressão. No entanto, apenas esse procedimento não elimina a causa do problema. De acordo com Vagner Marchiniak, consultor de marketing de produto da Controil, a presença do módulo ABS altera a forma de executar o serviço.

Sem o processo realizado pelo scanner, parte do ar pode permanecer retida no módulo hidráulico, comprometendo o funcionamento do sistema mesmo após a substituição do fluido ou a realização da manutenção.

Material técnico reúne orientações para mecânicos

As recomendações fazem parte do e-book “Sangria do Sistema de Freio – Guia Completo para Reparadores”. Desenvolvido pela Controil, o material serve para auxiliar os mecânicos na execução correta desse procedimento.

Além de detalhar quando a sangria deve ser realizada, o material reúne informações sobre as principais ferramentas utilizadas na oficina, métodos convencionais e uso de pressurizadores. Ainda nesse sentido, o conteúdo aborda procedimentos específicos para veículos equipados com ABS e formas de identificar falhas no sistema hidráulico.

O guia também aborda temas como inspeção de vazamentos, importância da troca do fluido de freio, testes no cilindro mestre e as causas mais frequentes de perda de eficiência da frenagem.

A fabricante ainda pontua que sintomas como pedal baixo ou “fofo”, vazamentos aparentes e redução da capacidade de frenagem nunca devem ser ignorados. Esses sinais podem indicar desde a presença de ar nas tubulações até falhas em componentes hidráulicos, tornando indispensável um diagnóstico preciso antes da liberação do veículo.

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quinta-feira, 16 de julho de 2026

Quais sinais da vela de ignição ajudam a evitar danos no motor?

mecânico cuidando da vela de ignição do motor do carro

Inspeção visual da peça ajuda a identificar falhas de combustão e desgastes antes que o problema exija reparos mais caros

A vela de ignição é um dos componentes mais importantes para o funcionamento do motor, mas também está entre os mais negligenciados pelos motoristas. Responsável por gerar a centelha que inicia a queima da mistura ar e combustível, a peça também pode servir como um indicador do estado de saúde do conjunto mecânico.

Segundo a NGK, marca da Niterra especializada em componentes de ignição, uma simples inspeção visual durante a manutenção preventiva pode revelar sinais de falhas que, se ignoradas, têm potencial para evoluir para problemas mais graves, incluindo danos internos no motor. Como a vela é um dos poucos componentes localizados na câmara de combustão que pode ser removido com facilidade, sua análise pode antecipar diagnósticos importantes.

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O que o aspecto da vela de ignição revela

Entre os principais indícios observados na ponta da vela está a chamada carbonização seca. Nesse caso, a peça apresenta uma camada de fuligem preta e seca, sinalizando que o motor pode estar trabalhando com mistura rica (tem mais combustível) ou com combustão incompleta.

Esse quadro pode estar relacionado ao uso de combustível de baixa qualidade, filtro de ar sujo ou falhas nos injetores. Problemas na identificação do combustível em veículos flex e aplicação incorreta da vela podem causar esse problema. Utilização frequente do veículo em percursos curtos com o motor ainda frio ou falhas no sistema de arrefecimento também contribuem para esse empecilho. As consequências incluem dificuldade na partida, falhas de ignição e aumento no consumo de combustível.

Outro sinal de alerta é quando a vela apresenta aspecto preto, brilhante e oleoso. Esse cenário normalmente indica a presença de óleo na câmara de combustão. Essa situação que pode estar ligada ao desgaste dos anéis dos pistões, cilindros ovalizados ou problemas nos retentores das válvulas.

Além de inutilizar rapidamente a vela, esta condição pode provocar fumaça azulada no escapamento e indicar desgaste interno do motor, exigindo uma avaliação mecânica para corrigir a causa do problema.

Já os eletrodos derretidos apontam para um superaquecimento da vela de ignição ou até mesmo para uma aplicação incorreta do componente. Entre as possíveis causas estão falhas no sistema de arrefecimento, combustível de baixa qualidade, mistura ar e combustível muito pobre e problemas de combustão, como detonação e pré-ignição. Nesses casos, apenas substituir a vela não resolve o defeito, sendo necessário identificar a origem do superaquecimento para evitar danos severos ao motor.

Por fim, velas com aspecto de corrosão podem indicar a entrada de fluido de arrefecimento na câmara de combustão, uso de etanol de baixa qualidade ou funcionamento frequente do motor ainda frio em trajetos curtos. Assim como as demais condições, esse tipo de desgaste também pode causar falhas de funcionamento e elevar o consumo de combustível.

Revisão preventiva para evitar prejuízos

De acordo com Hiromori Mori, consultor de assistência técnica da Niterra do Brasil, falhas de ignição podem gerar impactos que vão além do desempenho do veículo.

Segundo o especialista, o combustível que deixa de ser queimado corretamente pode comprometer o catalisador, componente de alto custo. Por isso, a recomendação é inspecionar as velas de ignição pelo menos uma vez ao ano ou a cada 10 mil quilômetros.

A fabricante também ressalta que cabos e bobinas devem fazer parte da revisão periódica. Velas desgastadas exigem maior tensão da bobina de ignição, aumentando o esforço sobre o sistema e reduzindo a vida útil desses componentes.

Hiromori ainda pontua que velas produzidas com metais preciosos como platina e irídio contam com maior durabilidade. Na visão da empresa, esses componentes utilizam eletrodos mais finos, favorecendo a formação da centelha, reduzindo o desgaste da peça e ajudando a preservar cabos e bobinas. O resultado pode ser percebido em partidas a frio, estabilidade da marcha lenta, respostas nas acelerações e menor consumo de combustível.

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