segunda-feira, 27 de abril de 2026

Sabó completa 84 anos

Empresa brasileira amplia atuação global, investe em tecnologia e fortalece presença no aftermarket e na América Latina

A Sabó celebra 84 anos de atuação consolidando sua posição como referência global em soluções de vedação automotiva. Parceira estratégica de grandes montadoras, a Sabó desenvolve soluções para sistemas automotivos cada vez mais complexos, combinando engenharia aplicada, manufatura avançada e tecnologia. Ao longo de sua trajetória, a companhia construiu um portfólio completo que acompanha o veículo em todas as fases do ciclo de vida.

A empresa mantém equipes integradas nas áreas de marketing, vendas, logística, supply chain e produtos, com foco no cliente e na cadeia automotiva como um todo.

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Manutenção de freios na chuva: como garantir segurança e evitar acidentes

Revisão preventiva do sistema de freio é essencial em pistas molhadas e reduz riscos de falhas na frenagem

Rainy day – behind car window

A manutenção preventiva do sistema de freios é ainda mais importante em períodos de chuva, quando as condições de rodagem se tornam mais críticas. Pistas molhadas, menor aderência e visibilidade reduzida aumentam a exigência sobre o sistema de frenagem e elevam o risco de acidentes.

Segundo a Fras-le, o coeficiente de atrito entre pneu e solo diminui em piso molhado, o que pode ampliar a distância de parada. Se os freios não estiverem em perfeitas condições, o risco de colisões aumenta significativamente.

A recomendação é realizar revisões periódicas em oficinas de confiança, com atenção redobrada durante períodos chuvosos. A inspeção deve incluir todos os componentes do sistema para garantir eficiência e segurança.

Entre os principais itens a serem verificados estão:

Pastilhas de freio: desgaste excessivo aumenta o esforço no pedal e reduz a eficiência da frenagem, podendo causar superaquecimento em situações críticas.

Lonas, sapatas, mangueiras e cilindros: desgaste ou vazamentos comprometem o desempenho geral do sistema e aumentam o risco de falhas.

Fluido de freio: deve estar dentro do nível e validade. A absorção de umidade reduz o ponto de ebulição e pode causar perda de eficiência (fading).

Discos de freio: empenamentos ou espessura abaixo do recomendado prejudicam a frenagem e podem gerar vibrações, especialmente em piso molhado.

Com a combinação de chuva e maior exigência do sistema, manter os freios em dia é fundamental para dirigir com segurança. A revisão preventiva reduz custos com manutenção corretiva e garante melhor desempenho do veículo em condições adversas.

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Jurid lança pastilhas de freio para Volkswagen e Jeep

Marca amplia portfólio com opções para modelos VW T-Cross, Tiguan e Jeep Renegade

A Jurid reforça sua atuação no mercado de reposição com um portfólio abrangente de pastilhas e sapatas de freio, atendendo diferentes modelos da frota nacional, incluindo veículos das montadoras Volkswagen e Jeep.

Entre as aplicações disponíveis, destacam-se as pastilhas de freio para o Volkswagen T-Cross, com código HQJ-2460, para o Volkswagen Tiguan, com referência HQJ-2208A, e para o Jeep Renegade, identificado pelo código HQJ-2331A.

Por se tratar de um componente de desgaste natural, tanto as pastilhas quanto os discos sofrem desgaste ao longo do uso. Por isso, a manutenção preventiva é essencial para avaliar todo o sistema de freio, incluindo discos, tambores e sapatas, assegurando o funcionamento adequado e a segurança do veículo.

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O etanol danifica a injeção direta de combustível? Análise técnica

artigo & fotos por Cleyton Andre  

discussão sobre o impacto do etanol nos sistemas de injeção direta tem crescido entre profissionais da oficina e proprietários de veículos. Afinal, o etanol realmente danifica bombas de alta pressão e injetores? A resposta técnica é mais complexa do que parece. 

Para entender esse cenário, é importante considerar algumas características do combustível. O etanol é higroscópico, ou seja, tem capacidade de absorver umidade do ar. Além disso, o etanol hidratado utilizado no Brasil já contém naturalmente uma pequena quantidade de água proveniente do próprio processo de produção, normalmente na faixa de aproximadamente 4% a 7%, dentro das especificações definidas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. Os sistemas flex são desenvolvidos levando essa característica em consideração. No entanto, quando há variações na qualidade do combustível ou aumento do teor de água, podem surgir efeitos como corrosão e desgaste prematuro em alguns componentes. 

Em comparação, a gasolina, por ser composta majoritariamente por hidrocarbonetos, apresenta maior capacidade de lubricidade. Esse fator contribui para a formação de um leve filme lubrificante em componentes como bombas e injetores, o que pode favorecer a durabilidade em determinadas condições de operação. 

Mesmo com essas diferenças, estudos da indústria e a experiência prática indicam que o fator mais crítico para a durabilidade do sistema de injeção está na qualidade do combustível disponível no mercado. Variações podem ocorrer durante armazenamento, transporte ou contaminação, especialmente por água. Quando essas condições se afastam dos padrões considerados no desenvolvimento dos veículos, aumentam as chances de corrosão interna, desgaste de bombas de alta pressão e falhas em injetores. 

Durante o desenvolvimento de motores e sistemas de combustível, componentes como bombas de alta pressão e injetores são testados em laboratório com combustíveis de validação de composição controlada, baixo nível de impurezas e teor de etanol padronizado. Isso garante repetibilidade e permite avaliar com precisão a durabilidade dos componentes. Em muitos programas de engenharia são utilizadas misturas como E10 ou E20, que facilitam comparações entre diferentes mercados e centros de desenvolvimento. No entanto, essas condições nem sempre representam totalmente a realidade do combustível utilizado no dia a dia dos veículos. 

Outro ponto importante é que, ao longo do tempo, o uso em campo pode revelar condições que não aparecem nos testes iniciais. Por esse motivo, é comum que projetos passem por melhorias contínuas, com ajustes em materiais, calibração e até revisões de componentes, especialmente quando surgem falhas prematuras. 

Dessa forma, do ponto de vista técnico, o etanol por si só não pode ser considerado o responsável direto por danificar sistemas de injeção direta. Motores e componentes são projetados para operar com esse combustível. No entanto, suas características – como menor lubricidade e maior afinidade com a água – podem tornar o sistema mais sensível quando há variações na qualidade do combustível. 

Na prática, a durabilidade de componentes como bombas de alta pressão e injetores está diretamente relacionada às condições reais de uso e à qualidade do combustível utilizado ao longo da vida do veículo. Isso ajuda a explicar por que, no dia a dia das oficinas, o tema gera debates frequentes, especialmente em veículos que operaram por longos períodos com etanol em cenários onde a qualidade do combustível pode variar.

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domingo, 26 de abril de 2026

Reguladores de Tensão Eletrônicos Como funcionam?

artigo por Diego Riquero Tournier   fotos Arquivo Bosch 

gestão da energia elétrica de um veículo moderno, tem se tornado um dos grandes desafios dos fabricantes  de automóveis. Neste sentido, dois aspectos ganharam grande relevância a partir do incremento constante dos consumidores elétricos; por um lado, existe a necessidade de incrementar significativamente a capacidade de geração de corrente (papel do alternador), mas, junto com esta elevada geração de corrente, torna-se mandatório a existência de um controle, no sentido da modulação dos momentos de carga mecânica do alternador (freio motor), com relação a sua própria entrega de corrente. 

Esta capacidade de administrar um esforço mecânico com relação a uma demanda de corrente, no poderia ser realizada por médio dos sistemas convencionais de regulagem de tensão (reguladores de tensão mecânicos); desta forma, surgiram os reguladores de tensão de modulagem eletrônica, também conhecidos como Reguladores de Tensão Eletrônicos, ou como Reguladores Multifunção. 

Na figura 1, podemos ver uma configuração típica de um regulador de tensão do tipo Multifunção, aplicado em um alternador que trabalha sobre o princípio de geração de corrente modulada. 

A primeira vista, podemos identificar um incremento significativo na quantidade de pinos de conexão elétricos, se comparados com um alternador com regulador de tensão convencional, os quais para funcionar, contavam apenas com uma conexão direta da corrente de bateria (B+), uma conexão para excitação das bobinas de campo (D+), e uma conexão a negativo. 

Já o conexionado de um regulador Multifunção (figura acima), pode receber um borne de conexão com 4,5 ou 6 pinos, conforme o fabricante e/ou aplicações específicas. 

No exemplo acima, vemos um conexionado de um regulador Multifunção com 6 entradas, das quais 5 estão localizadas no conetor elétrico do chicote, e outra conexão que recebe a corrente diretamente da bateria (B+), se encontra diretamente parafusada em uma conexão reforçada para este fim. 

A principal diferença conceitual de uma regulador Multifunção, radica no fato de contar com um circuito eletrônico integrado no mesmo (figura 2); esta caraterística, torna necessária, a comunicação do regulador de tensão com uma unidade de controle eletrônico, função a qual, estará a cargo para a maioria dos casos, por uma unidade de controle eletrônico central (Body Control, controle de carroceria, unidade ZE), ou em outros casos, pela própria unidade de controle do motor (ECU). 

Voltando ao conexionado do exemplo da figura 1, podemos identificar a presença das conexões tradicionais de qualquer alternador como o (B+), correspondente à alimentação direta da bateria; o (D+/L), correspondente à lâmpada de aviso de geração de carga para a bateria no painel; o borne (W), utilizado como sinal de referência das RPM (giro do alternador o qual pode ser referenciado a partir de um cálculo, como RPM do motor); assim como, a conexão (D-), para fechar o circuito a negativo. 

A novidade estará por conta de conexões como; o pino (15), quem recebe a alimentação a partir, da chave de ignição, alimentado desta forma o circuito eletrônico integrado; o pino (BS), o qual se encarrega de monitorar a tensão da bateria em tempo real, sendo este valor processado pela eletrônica integrada no regulador de tensão; e por último, o pino de conexão (DFM), que responde à sigla Drive Field Monitoring, quem será o encarregado de modular a partir de pulsos elétricos, a corrente de excitação das bobinas de campo. 

A partir deste monitoramento eletrônico do campo magnético, a corrente gerada pelo alternador, passará a ser controlada de forma muito precisa. 

Na figura 3, podemos ver muitas das funções que atualmente passaram a ser controladas por uma lógica eletrônica (controle via software), as quais foram desenvolvidas, a partir da interação dos reguladores Multifunção, com unidades de controle eletrônico. 

LRS (Load Response start) 

Esta estratégia de funcionamento, permite modular a geração de carga elétrica do alternador, em sintonia com a demanda de carga do motor (torque); 
por exemplo: 

No momento da partida a frio, é provocada uma descarga de corrente muito violenta na bateria (fenômeno diretamente relacionado ao consumo do motor de partida), esta condição demanda do alternador, uma rápida e elevada reposição da corrente, para permitir que a bateria volte ao seu nível normal de carga e tensão de trabalho. 

Mas, se considerarmos o momento no qual todo este desequilíbrio de cargas elétricas está acontecendo (momento da partida a frio), vamos compreender que, o momento no qual o motor inicia seu funcionamento, e procura estabilizar a sua marcha lenta, coordenando atuadores como borboleta de aceleração, tempo de injeção, tempo de ignição etc., trata-se do pior momento para colocar uma carga adicional ao motor (carga mecânica gerada por um alternador gerando elevados valores de corrente). 

Desta forma, a estratégia LRS, determina um retraso no momento da geração da corrente por parte do alternador (retraso de alguns segundo ou minutos), estabelecendo um posterior restabelecimento da geração da corrente, de forma gradativa e modulada; estando esta função, controlada diretamente, através do pulso do DFM. 

 

LRD (Load Response Drive) 

Trata-se de uma estratégia que segue uma lógica similar à função LRS, só que neste caso, o controle da geração da carga do alternador, será modulada, a partir de outro tipo de sinal de entrada; neste caso, o que determinará a modulação do pulso DFM, será um sinal de alta demanda de torque do motor. 

Como exemplo, podemos tomar uma condição mediante a qual, um motorista está prestes a realizar uma ultrapassagem na estrada, e para este fim, pisa no acelerador gerando um sinal para a ECU de alta demanda de carga do motor; diante desta situação, o regulador de tensão, através da entrada DFM, recebe uma nova condição de carga (excitação dos campos), através da qual, o alternador deixará de gerar corrente por alguns segundos, retirando o freio mecânico que todo alternador provoca em condição de carga, outorgando-lhe ao motor, uma incremento da potência e torque especifico por alguns segundos, facilitando a manobra de ultrapassagem. Outras estratégias como as descritas acima, passam a ser integradas via eletrônica de controle. 

Desta forma, vemos funções como o controle da temperatura do circuito integrado (Overtemperature protection), controle da integridade da conexão (B+), (Emergency control), controle da tensão presente na bateria e possíveis quedas de tensão no circuito (Battery Sense), assim como, a geração de códigos DTC por parte do circuito integrado do alternador, os quais passam a ser armazenados nas unidades eletrônicas de controle do veículo (Following faults Detection). 

Adicionalmente, e como evolução deste controle eletrônico do alternador, muitos veículos passaram a controlar a demanda de carga e geração elétrica do alternador, a partir de redes de comunicação, incorporando cada vez mais, funções eletrônicas programadas em software. 

A rede de comunicação mais utilizada para este fim, é a rede LIN (Local Interconnect Network). 

Na figura acima, podemos ver um exemplo da regulação de carga de uma alternador eletrônico, comandado através do pulso DFM do regulador de tensão. 

Por tratar-se de um pulso modulado, a relação de ativação do campo magnético, estará determinada por uma ciclo útil de trabalho (Duty Cycle). 

No oscilograma acima, podemos ver na linha azul a medição de tensão, e na linha vermelha o pulso modulado recebido no terminal DFM. 

Na parte superior do gráfico, vemos os sinais correspondentes à condição de marcha lenta sem o acionamento de consumidores elétricos (menor demanda de carga elétrica do alternador). 

Nesta condição, aparece um pequeno pulso de tensão de monitoramento (condição normal de muitos sistemas eletrônicos, para controlar a integridade dos circuitos), representado na imagem, pelo traço da linha na cor azul. 

Seguindo a linha inferior na cor vermelha, vemos um pulso PWM, correspondente ao ciclo de ativação do DFM. 

Reparem que na condição de marcha lenta, este exemplo mostra um pulso de ativação aparentemente maior, se comparamos os mesmo, com o oscilograma inferior da imagem (condição de consumidores ligados), este fenômeno responde ao tipo de conexionado de ativação, o qual pode estar sendo feito internamente através de forma inversa, determinado que, um pulso de menor duração em tempo, corresponda a uma maior condição de carga, ou vice-versa. 

Na condição de motor ligado e consumidores em condição de carga, vemos que o ciclo útil de trabalho passou para uma atuação de 84%, determinando desta forma, uma condição de carga elevada do alternador (em amperes), e uma tensão que chega em condição operacional, aos 15 volts. 

A tabela ao lado, mostra dados referenciais (os quais devem ser confirmados, conforme cada especificação de veículo), deixando em evidencia, a existência de uma relação direta, entre o pulso de modulação do DFM, e geração de tensão do alternador. 

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sábado, 25 de abril de 2026

Novo Honda WR-V é o “City SUV” que promete vida fácil na oficina

Construído sobre a plataforma do City, o novo SUV de entrada da Honda aposta em mecânica conhecida e amplo espaço para manutenção 

 

texto Vitor Lima   fotos Diego Cesilio 

Honda amplia sua ofensiva no mercado brasileiro com o lançamento do novo WR-V, posicionado como o SUV de entrada da marca. Utilizando a plataforma do Honda City (Honda Global Small Car), o modelo chega para brigar no concorrido segmento de SUVs compactos, como Fiat Pulse e Renault Kardian, com preços partindo de R$ 147.100, chegando a R$ 152.100 na versão EXL, analisada nesta matéria. 

Sob o capô, o WR-V traz o tradicional conjunto 1.5 DOHC i-VTEC de injeção direta, capaz de entregar 126 cv de potência e torque máximo de 15,8 kgfm (Etanol). Para analisar as particularidades deste projeto, a Revista O Mecânico contou com o auxílio de André Foratori, proprietário da oficina Red Car, localizada na capital de São Paulo e, comenta que “é um carro novo, porém com uma fórmula da casa já conhecida”. 

Cofre do motor 

Ao abrir o capô, a primeira impressão positiva é o espaço generoso para o mecânico. Diferente de muitos rivais modernos, o WR-V não sofre com componentes excessivamente apertados, facilitando intervenções em periféricos (1). “O espaço para você mexer conta muito, facilita bastante para nós mecânicos”, pontua André.  

Já no sistema de arrefecimento, devido à herança da plataforma do City, o radiador está posicionado em um nível mais baixo. O especialista alerta para a tampa do radiador, que possui uma válvula interna (2), na qual a recomendação é a substituição preventiva aos 80.000 km, pois, o ressecamento da borracha pode causar superaquecimento. Outro ponto crucial é a conferência do nível diretamente no radiador (com o motor frio), já que o reservatório de expansão pode indicar nível cheio mesmo com o sistema principal vazio, ocasionando a queima da junta do cabeçote.  

Para substituição do líquido de arrefecimento, é utilizado o fluido de arrefecimento Pro Honda que é pré-misturado com 40% de aditivos e 60% de água desmineralizada. O intervalo indicado no manual de manutenção é a cada 200 mil km ou 10 anos, o que ocorrer primeiro. 

Entre os componentes do sistema de injeção direta, a bomba de alta pressão está localizada no topo do motor (3), protegida por uma capa que auxilia na absorção do ruído característico 
de funcionamento.  

O módulo do ABS está em uma localização privilegiada e elevada, o que facilita a manutenção sem riscos de espanar as roscas finas na base de alumínio, um problema comum em locais de difícil acesso (4). O fluido de freio DOT 3 ou DOT 4 deve ser substituído a cada 36 meses, independente da quilometragem, segundo a Honda (5) 

De acordo com André, a Honda corrigiu um problema crônico de gerações passadas (motores 1.8 e 2.0) com o filtro de ar (6). Agora, a carcaça é de plástico fixo, eliminando o antigo mangote de borracha que costumava rasgar e causar entrada de ar falsa.  

Para a lubrificação do motor, o óleo homologado é o Pro Honda 0W-20 API-SP. A recomendação é a troca a cada 10.000 km ou 1 ano, reduzindo para 5.000 km ou 6 meses em uso severo. O filtro de óleo do motor também deve seguir a mesma recomendação, sendo necessária à sua substituição junto com o óleo de motor.   

 

UNDERCAR 

Na parte inferior, o WR-V revela uma estrutura robusta, mas com escolhas voltadas à redução de custo em relação ao “irmão maior” HR-V. 

O veículo utiliza uma chapa protetora de plástico com função aerodinâmica (7). O ponto negativo são os parafusos de fixação de plástico, que espanam com facilidade. André recomenda evitar ferramentas pneumáticas ou elétricas. “Vai ter que ser na mão mesmo, com muito cuidado”.  

Na suspensão dianteira, o SUV utiliza o sistema McPherson com bandejas e buchas idênticas às do HR-V (8). A dica técnica é substituir a bandeja completa em caso de folga no pivô, que é prensado, evitando o risco de desencaixe ou o uso indevido de pontos de solda.  

O câmbio CVT simula 7 marchas e utiliza conversor de torque. Sobre o polêmico assunto de fluido vitalício, o especialista reforça a necessidade de troca do óleo da transmissão a cada 40.000 km para garantir a longevidade, assim como a Honda indica a mesma quilometragem para a substituição. O fluido utilizado deve ser o Pro Honda para transmissão CVT – HCF-2.  

Enquanto o sistema de freios das rodas dianteiras conta com discos ventilados, a traseira utiliza tambor (9). Nas pastilhas dianteiras, há um novo sistema de travas externas e internas que exige atenção na montagem. Sobre as rodas (215/55 R17), a recomendação é o aperto manual com torquímetro, pois os prisioneiros da Honda são propensos a espanar se submetidos ao torque bruto de máquinas pneumáticas.  

O conjunto de suspensão traseira é composto por eixo de torção com barra estabilizadora integrada (10). Os amortecedores contam com a tecnologia de “stop hidráulico”, com intuito de proporcionar dirigibilidade confortável e evitando batidas secas.  

Considerações Finais 

O Honda WR-V prova ser um projeto equilibrado para o mercado nacional. Apesar de algumas simplificações, como a ausência do sistema Magic Seat e o uso de freios traseiros a tambor, o SUV compensa com um porta-malas de 458 litros (maior que o do HR-V) e o pacote de segurança Honda Sensing de série. 

Para o mecânico independente, o WR-V representa uma excelente oportunidade de serviço. Com arquitetura que prioriza o acesso aos componentes, o modelo deve se tornar figura frequente e rentável nas oficinas. “É a mesma fórmula com pequenas diferenças, um carro bem bacana e vai vender bastante”, conclui André. 

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sexta-feira, 24 de abril de 2026

Disco de freio: sinais de desgaste, riscos e quando fazer a substituição

Empenamento, trincas e superaquecimento comprometem a frenagem; manutenção preventiva evita falhas e acidentes

A Fremax alerta para a importância da inspeção periódica do disco de freio, componente essencial para a segurança veicular. Responsável por dissipar energia e permitir a desaceleração do veículo, o disco atua em conjunto com as pastilhas, transformando energia cinética em calor por meio do atrito.

Segundo a fabricante, qualquer anormalidade nesse conjunto pode comprometer diretamente a eficiência da frenagem. Por isso, identificar sinais de desgaste é fundamental para evitar falhas e aumentar a segurança ao dirigir.

Entre os principais problemas que podem afetar o disco de freio estão:

Empenamento: causado por superaquecimento ou choque térmico, gera vibrações no volante ou no pedal durante a frenagem.

Trincas: resultado de estresse térmico extremo, podendo levar à quebra do disco.

Sulcos e riscos profundos: provocados por pastilhas desgastadas ou sujeira, aumentam a distância de parada e aceleram o desgaste de novos componentes.

Azulamento: indica superaquecimento constante, com perda de eficiência e possível geração de ruídos.

Oxidação excessiva: comum em regiões litorâneas ou exposição a agentes corrosivos, causa irregularidades na frenagem.

Espessura abaixo do limite: reduz a capacidade de dissipação de calor e compromete o desempenho.

A recomendação é realizar a inspeção dos discos a cada 10 mil quilômetros ou sempre que houver troca das pastilhas. A substituição deve ocorrer quando a espessura mínima indicada pelo fabricante for atingida ou na presença de danos como empenamento, trincas ou desgaste irregular.

Para garantir segurança, a troca deve ser feita sempre em pares (eixo dianteiro ou traseiro). Após a instalação, é necessário realizar o procedimento de assentamento, com frenagens progressivas para melhorar o contato entre disco e pastilha e assegurar o desempenho ideal.

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