quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Hyundai i30 2.0: procedimento correto para verificação do nível da transmissão A6MF1

Câmbio automático de seis marchas exige controle de temperatura, sequência de engates e aplicação correta do fluido SP-IV ATF para garantir medição precisa do nível

O Hyundai i30 equipado com motor 2.0 de até 145 cv, produzido entre 2011 e 2016, utiliza a transmissão automática A6MF1, que tem o procedimento de verificação de nível de fluido diferente dos sistemas convencionais com vareta. Dessa forma, a conferência correta depende do controle da temperatura do fluido, da sequência de engates e do tipo de tampa do corpo de válvulas instalada no conjunto.

O procedimento tem início com a remoção do parafuso de enchimento do ATF localizado na parte superior da tampa do corpo de válvulas. Pelo bujão de abastecimento devem ser adicionados pelo menos cinco litros do fluido especificado SP-IV ATF. A capacidade total da transmissão é de aproximadamente sete litros, considerando o conjunto completo.

Após o abastecimento inicial, é necessário aquecer a transmissão até que o fluido atinja temperatura entre 50 °C e 60 °C. Essa verificação deve ser feita com o auxílio de scanner automotivo, monitorando o parâmetro de temperatura do fluido da transmissão. O controle térmico é fundamental, pois o volume do ATF varia conforme a dilatação, influenciando diretamente na aferição do nível.

Com a temperatura estabilizada, deve-se realizar a sequência de engates P-R-N-D-N-R-P, mantendo cada posição por pelo menos dez segundos. Esse procedimento garante o preenchimento completo dos circuitos hidráulicos e dos corpos internos da transmissão.

Na etapa seguinte, remove-se o bujão de verificação de nível localizado na tampa do corpo de válvulas. A condição considerada normal é quando uma pequena quantidade de fluido escorre pelo orifício, indicando que o nível está correto. Ausência de escoamento indica nível baixo, enquanto fluxo excessivo pode apontar sobreenchimento.

O torque de aperto do bujão varia conforme o tipo de tampa do conjunto de válvulas. Nas transmissões com tampa metálica, o aperto deve ficar entre 3,5 e 7,7 kgf. Já nas versões com tampa fabricada em material plástico, o aperto é realizado até o travamento do bujão, o que corresponde aproximadamente a meia volta após o encosto.

O respeito ao fluido especificado e ao procedimento completo evita falhas de lubrificação, patinação, superaquecimento e desgaste prematuro dos componentes internos. Em transmissões automáticas modernas como a A6MF1, a verificação incorreta do nível pode comprometer o funcionamento do sistema hidráulico e gerar custos elevados de reparo.

The post Hyundai i30 2.0: procedimento correto para verificação do nível da transmissão A6MF1 appeared first on Revista O Mecânico.


Hyundai i30 2.0: procedimento correto para verificação do nível da transmissão A6MF1 Publicado primeiro em http://omecanico.com.br/feed/

Citroën C3 1.2 PureTech: veja tabela de torques de aperto do motor

Motor 1.2 PureTech, aplicado no C3 a partir de 2016, utiliza amplamente o método torque mais ângulo e requer atenção redobrada nos procedimentos de montagem

O motor 1.2 PureTech, que equipa o Citroën C3 modelo 2016, exige precisão na aplicação dos torques de aperto durante intervenções como retífica, substituição de junta de cabeçote ou reparos na parte inferior. O uso correto de torquímetro calibrado e medidor angular é indispensável para garantir vedação adequada, alinhamento estrutural e durabilidade do conjunto. Portanto, a Revista O Mecânico traz o guia completo para esse conjunto mecânico.

Tabela de torque

No cabeçote, o aperto deve seguir a sequência recomendada pelo fabricante, respeitando os estágios progressivos. Os parafusos numerados de 1 a 8 devem receber 10 Nm, depois 30 Nm e, por fim, um aperto angular de 230 graus. Já os parafusos 9 e 10 seguem o mesmo início, com 10 Nm mais 30 Nm, finalizando com 180 graus. O parafuso 11 recebe 10 Nm e, na sequência, 20 Nm. Como se trata de aperto com grande aplicação angular, é fundamental verificar a especificação quanto à reutilização dos parafusos, pois muitos trabalham com regime de alongamento controlado.

Na parte inferior do motor, as capas de biela exigem 5 Nm, mais 15 Nm e posteriormente 115 graus. Os mancais do virabrequim recebem 20 Nm acrescidos de 140 graus. Qualquer variação nesses valores pode comprometer as folgas de trabalho, afetar a lubrificação e reduzir a vida útil do conjunto móvel.

No comando de válvulas, os mancais trabalham com torque inicial de 5 Nm seguido de 10 Nm. As polias dos comandos recebem 20 Nm mais 120 graus. O parafuso da engrenagem do virabrequim exige 50 Nm mais 180 graus, enquanto os parafusos da polia do virabrequim recebem 30 Nm. A tampa da distribuição trabalha com 8 Nm. Nessa região, a precisão é essencial para evitar desalinhamento do sincronismo e possíveis falhas de funcionamento.
Em relação às tampas e elementos de vedação, a tampa de válvulas recebe 8 Nm, assim como o cárter de óleo superior e o cárter de óleo inferior. O bujão do cárter exige 42 Nm. A flange do retentor traseiro e a tampa do eixo de balanceamento também trabalham com 8 Nm. O controle adequado evita empenamentos em superfícies de alumínio e vazamentos recorrentes.

Nos componentes auxiliares, os parafusos de fixação da bomba de óleo e da bomba d’água recebem 8 Nm. O sensor de detonação deve ser apertado com 20 Nm, valor fundamental para garantir a leitura correta das vibrações do bloco. Já o volante do motor segue sequência de 8 Nm, depois 30 Nm e finalização com 90 graus.

Lembrando, trabalhar fora das especificações pode resultar em falhas de vedação, ruídos, perda de desempenho e até danos estruturais. O respeito aos valores determinados pelo fabricante é parte essencial da qualidade e da confiabilidade do serviço prestado na oficina.

The post Citroën C3 1.2 PureTech: veja tabela de torques de aperto do motor appeared first on Revista O Mecânico.


Citroën C3 1.2 PureTech: veja tabela de torques de aperto do motor Publicado primeiro em http://omecanico.com.br/feed/

Tramontina PRO supera 4 mil itens, cresce 120% desde 2019 e estreia nova identidade visual

A Tramontina PRO chega a 2026 com mais de 4 mil itens no portfólio e uma nova identidade visual. Criada em 2000 para atender o mercado profissional, a submarca atua nos setores industrial, automotivo, elétrico, agrícola, offshore e aeronáutico, com presença no Brasil e em mais de 60 países.

A linha é organizada em 15 famílias de produtos. Cinco categorias concentram cerca de 80% do faturamento e o maior volume de vendas: chaves de aperto, alicates (ferramentas articuladas), martelos e marretas, chaves de fenda e organizadores metálicos. No mercado externo, a Bolívia lidera como principal destino das exportações, especialmente nessas categorias.

Entre 2019 e 2025, a Tramontina PRO ampliou seu portfólio em mais de 120%, impulsionada por investimentos estratégicos e pelo lançamento de organizadores. Desde a criação da linha, o faturamento acumulou alta de 3.500%, representando atualmente 66% da produção da unidade fabril responsável.

Segundo Felisberto F. Moraes, diretor comercial da Tramontina, o crescimento reflete a estratégia de inovação contínua e o foco no atendimento técnico especializado aos diferentes segmentos profissionais.

Nova identidade visual reforça foco em performance

A nova identidade visual apresentada em 2026 tem como proposta valorizar atributos como segurança certificada, precisão e confiabilidade, alinhando a comunicação da linha às demais submarcas do grupo.

No setor automotivo, a Tramontina PRO mantém parcerias com o piloto Ulysses Bertholdo e com Anderson Dick, fundador e CEO da FuelTech. A nova identidade foi apresentada oficialmente durante a inauguração do Autódromo FuelTech Velopark, em Nova Santa Rita (RS).

O portfólio automotivo inclui ferramentas manuais e sistemas de organização voltados a oficinas, concessionárias e centros de manutenção, incluindo aplicações em veículos híbridos e elétricos.

The post Tramontina PRO supera 4 mil itens, cresce 120% desde 2019 e estreia nova identidade visual appeared first on Revista O Mecânico.


Tramontina PRO supera 4 mil itens, cresce 120% desde 2019 e estreia nova identidade visual Publicado primeiro em http://omecanico.com.br/feed/

Koube cresce 40% em um ano e anuncia lançamentos de aditivos para veículos híbridos e elétricos

A Koube Química do Brasil registrou crescimento de 40% no faturamento e anuncia novidades para a linha 2026. A empresa atua no segmento de soluções químicas para o setor automotivo e mantém um portfólio com mais de 150 produtos, distribuídos em oito famílias: Admissão/Combustão, Lubrificação, Limpeza, Sistema de Arrefecimento, Manutenção de Veículos, Condicionador de Metais, Freios e Linha Moto.

Para 2026, a Koube anunciou dois lançamentos voltados ao sistema de arrefecimento: o Aditivo Pronto Uso Híbridos e Elétricos Koube e o Aditivo Concentrado Orgânico Plus Koube. Segundo a empresa, os novos produtos ampliam a atuação em veículos eletrificados e motores de combustão.

O Aditivo Pronto Uso Híbridos e Elétricos foi desenvolvido para aplicações em veículos híbridos e elétricos. A formulação prioriza baixa condutividade elétrica, requisito para sistemas que envolvem baterias, inversores e motores elétricos. O produto é comercializado pronto para uso e direcionado ao controle térmico e à proteção de componentes metálicos do sistema de arrefecimento.

Já o Aditivo Concentrado Orgânico Plus utiliza tecnologia híbrida à base de glicol. De acordo com a fabricante, o composto atua na redução do ponto de congelamento, elevação do ponto de ebulição e proteção contra corrosão, cavitação e oxidação. O produto é indicado para motores a gasolina, etanol, flex, GNV e utilitários leves a diesel.

Fundada há 23 anos por Raimundo Queiroz, mecânico de formação, a Koube mantém distribuição em todos os estados brasileiros. A empresa informa que desenvolve os produtos em laboratórios próprios e submete os lançamentos a testes práticos com mecânicos antes da liberação para produção.

Além do segmento de veículos leves, a companhia afirma ampliar a atuação para motos, veículos eletrificados, pesados e aplicações no setor agro. A estratégia para 2026 envolve expansão de portfólio e consolidação da rede de distribuição.

The post Koube cresce 40% em um ano e anuncia lançamentos de aditivos para veículos híbridos e elétricos appeared first on Revista O Mecânico.


Koube cresce 40% em um ano e anuncia lançamentos de aditivos para veículos híbridos e elétricos Publicado primeiro em http://omecanico.com.br/feed/

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Usiquímica cresce 85% em 2025 e projeta alta de 20% para 2026

Grupo amplia participação em lubrificantes, avança em Arla e expande atuação no segmento químico

A Usiquímica encerrou 2025 com crescimento de 85% no faturamento em relação a 2024 e projeta avanço de 20% em 2026. O resultado foi impulsionado pela expansão no segmento de lubrificantes, pelo aumento das vendas de Arla 32 e pela ampliação das operações na área química, com diversificação de portfólio e ganho de escala.

No segmento de lubrificantes, o desempenho foi influenciado pela aquisição das operações da YPF Lubrificantes no Brasil, incluindo a planta de Diadema, na Grande São Paulo, que passou por reestruturação industrial. A unidade opera como plataforma multimarcas sob a marca Usiblend e absorveu 100% da produção nacional da Valvoline, da qual a empresa é representante desde 2018.

Segundo Osvane Lazarone, diretor comercial da Usiquímica, “o processo de modernização industrial, reorganização de layout, automação e investimentos anunciados de R$ 120 milhões no início de 2025, prevê triplicar a capacidade produtiva da planta ainda em 2026, elevando o volume em até 6 milhões de litros mensais”. De acordo com o executivo, “a aquisição das operações da YPF Lubrificantes no Brasil teve papel relevante, ao elevar nossa participação no mercado de 1% para 3% do market share nacional e consolidar nossa companhia entre as seis maiores do setor de lubrificantes no país”. O segmento registrou crescimento de 17% no ano.

No pilar Arla, a empresa reportou alta de 18% nas vendas do Arla 32 Ecotec, utilizado em sistemas de Redução Catalítica Seletiva (SCR) para controle de emissões de óxidos de nitrogênio (NOx). “Ao longo de 2025, os investimentos estiveram concentrados principalmente na ampliação da capacidade de armazenagem, com foco no aumento dos estoques e na maior eficiência logística”, afirma Lazarone. A companhia também iniciou a produção do AUS 40, solução com maior concentração de ureia voltada a aplicações industriais e marítimas. A projeção de crescimento do segmento para 2026 é de 15%.

A área química avançou 20% em 2025, com destaque para a ampliação da atuação em amônia para controle de emissões industriais. “Ao ampliarmos nossa atuação em amônia, assumimos um papel ativo na redução de emissões industriais. Trata-se de um agente que atua diretamente na origem dos poluentes e gera benefícios ambientais concretos, com impacto direto na qualidade do ar e na sociedade”, diz Lazarone. “Esse mercado passou a ganhar tração no fim de 2025, com projetos que começaram a demandar volumes relevantes. Para 2026, o potencial é de multiplicação em novos clientes”.

O grupo também lançou os adjuvantes da linha FortFix, voltados ao agronegócio, e estruturou uma operação dedicada ao fornecimento de matérias-primas para lubrificantes, incluindo óleos básicos, aditivos, componentes para formulação e polímeros. A companhia estima crescimento de 17% no segmento químico em 2026, apoiado na diversificação de portfólio e na integração entre as áreas de atuação.

The post Usiquímica cresce 85% em 2025 e projeta alta de 20% para 2026 appeared first on Revista O Mecânico.


Usiquímica cresce 85% em 2025 e projeta alta de 20% para 2026 Publicado primeiro em http://omecanico.com.br/feed/

Cummins nacionaliza o diferencial MD-160 no Brasil

Iniciativa reforça autonomia e avanço industrial da planta de Osasco (SP)

A Cummins Brasil anunciou a nacionalização do diferencial MD-160, aplicado em eixos estradeiros para caminhões pesados on-highway com até 80 toneladas de Capacidade Máxima de Tração (CMT). A iniciativa amplia o conteúdo local do produto e fortalece a base industrial da empresa na planta de Osasco (SP).

Com o processo industrial estruturado e a linha em fase final de preparação, o MD-160 passa a ser fabricado localmente, reduzindo a dependência de importações e ampliando a participação da engenharia brasileira no desenvolvimento e validação do componente para o mercado nacional.

Para viabilizar o projeto, a unidade de Osasco recebeu uma nova linha de produção com padrão tecnológico alinhado às plantas globais da Cummins. A linha conta com automação inédita na fábrica, incluindo o primeiro robô dedicado à montagem de diferenciais, além de integração total ao sistema digital de rastreabilidade, que monitora todas as etapas do processo produtivo.

A nova arquitetura industrial também foi projetada para permitir futuras expansões do portfólio de eixos, aumentando a flexibilidade produtiva da planta.

A nacionalização envolve os principais conjuntos do diferencial. Atualmente, a carcaça já é totalmente usinada no Brasil, enquanto o conjunto coroa e pinhão está em fase de nacionalização, com ajustes de engenharia, materiais e tratamento térmico para futura produção local.

A produção seriada do diferencial MD-160 está prevista para o primeiro semestre de 2026, com fornecimento às montadoras conforme o cronograma de industrialização. A capacidade produtiva estimada é de até 9.500 diferenciais por ano.

The post Cummins nacionaliza o diferencial MD-160 no Brasil appeared first on Revista O Mecânico.


Cummins nacionaliza o diferencial MD-160 no Brasil Publicado primeiro em http://omecanico.com.br/feed/

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Iveco Daily 35S14: identificação técnica e condições prévias para diagnóstico do sistema de injeção

Modelo utiliza sistema EDC 17CP52 no motor 3.0 16V diesel, com recomendações específicas para medições e segurança em veículos Euro 5

O Iveco Daily 35S14, fabricada entre 2012 e 2018, utiliza motor 3.0 16V diesel com sistema de injeção EDC 17CP52, padrão Euro 5, com protocolos FTP e FIC. Para procedimentos de diagnóstico e medições, é necessário respeitar a tensão nominal do veículo e confirmar que o sistema esteja em temperatura normal de funcionamento. Em veículos equipados com airbag ou sistemas de alta tensão, os procedimentos de segurança devem ser seguidos antes de qualquer intervenção técnica. Veja análise completa do sistema.

The post Iveco Daily 35S14: identificação técnica e condições prévias para diagnóstico do sistema de injeção appeared first on Revista O Mecânico.


Iveco Daily 35S14: identificação técnica e condições prévias para diagnóstico do sistema de injeção Publicado primeiro em http://omecanico.com.br/feed/