sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Revista O Mecânico: substituição da bateria de 12 V

A edição de outubro da Revista O Mecânico traz mais uma vez, conteúdos técnicos sobre manutenção e reparação automotiva, com destaque para os cuidados para desconectar e substituir a bateria de 12 V, o procedimento de troca dos amortecedores dianteiros e traseiros do Volkswagen T-Cross e o diagnóstico de injetores Common Rail por meio da medição do volume de retorno.

Além disso, um roteiro para apresentar o Guia do Congresso Brasileiro do Mecânico e informações sobre a Batalha do Mecânico, reality show que terá final ao vivo durante o 9º CBM, em outubro.

Confira os conteúdos da nova edição e acompanhe as novidades do setor da reparação automotiva.

Tags: Revista O Mecânico, manutenção automotiva, reparação automotiva, bateria 12 V, Volkswagen T-Cross, amortecedores, injetores Common Rail, sensores MAP e MAF, Chevrolet Onix, Congresso Brasileiro do Mecânico

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Editorial:

Congresso do Mecânico: conhecimento que acompanha a oficina

Atualmente, nas oficinas mecânicas não existe espaço para ficar parado. O carro muda, a tecnologia muda, os equipamentos mudam e, junto com tudo isso, mudam também as perguntas que chegam todos os dias na hora do reparo. A atualização do mecânico deixou de ser uma escolha para se tornar parte da profissão.

Não basta conhecer uma nova tecnologia, é preciso entender como ela funciona, como diagnosticar uma falha, quais procedimentos devem ser adotados e, principalmente, como esse conhecimento pode ser aplicado na oficina, lá na hora de atender o seu cliente com excelência.

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É justamente por isso que a cada ano o Congresso Brasileiro do Mecânico reforça sua importância para o setor e se renova a cada ano também, reunindo num mesmo espaço diferentes caminhos para quem quer continuar aprendendo e se destacando como mecânico, como empresário, como gestor de um centro automotivo de credibilidade. A programação foi pensada para alcançar diferentes momentos da profissão e do seu negócio.

E há algo que considero ainda mais importante: o contato. Poder conversar diretamente com especialistas, tirar dúvidas e acompanhar procedimentos de perto. Um palco para conhecer produtos, equipamentos, serviços e tecnologias, mas, principalmente, para trocar experiências com quem está vivendo essas mesmas mudanças junto com você.

No fim das contas, o CBM só faz sentido quando o conhecimento sai de lá e chega à sua oficina. E acredito que todo mundo está na mesma ansiedade para conhecer tudo, rever amigos, encontrar novos profissionais e, principalmente, estar perto de quem faz a manutenção automotiva acontecer todos os dias. Eu sei que eu estou! É isso aí pessoal, nos vemos no 9º CBM! Grande beijo! ☺

Carolina Vilanova 
Carolina Vilanova

 

 

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Niterra revela que calor intenso pode danificar velas de ignição

Kit de velas especiais da Niterra

Falhas no sistema de arrefecimento podem elevar a temperatura da vela e causar pré-ignição, desgaste e danos ao motor

Com a chegada dos períodos de temperaturas mais altas, a manutenção do sistema de arrefecimento ganha importância para evitar problemas que vão além do superaquecimento do motor. De acordo com a Niterra, falhas nesse conjunto também podem comprometer diretamente as velas de ignição e até provocar danos severos ao propulsor.

Isso acontece porque as velas trabalham dentro de uma faixa térmica específica. Quando o sistema de arrefecimento não consegue dissipar o calor corretamente, a ponta da vela pode ultrapassar esse limite e favorecer a pré-ignição.

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Superaquecimento acelera desgaste das velas

A pré-ignição ocorre quando a mistura de ar e combustível entra em combustão antes do momento programado pela centelha. O excesso de temperatura cria pontos incandescentes na câmara de combustão e assim antecipa a queima. Além de problemas no arrefecimento, a Niterra aponta outras possíveis causas para esse fenômeno, como mistura ar-combustível pobre, combustível adulterado e aplicação de vela com grau térmico inadequado.

A exposição prolongada a temperaturas elevadas também acelera a corrosão e a erosão dos eletrodos. Com o desgaste, aumenta a distância entre os polos e a bobina precisa trabalhar com tensão maior para produzir a centelha. Como consequência, podem surgir falhas de combustão e até sobrecarga dos componentes eletrônicos do sistema de ignição.

Por outro lado, temperaturas abaixo de 450°C também são prejudiciais. Nesse caso, o combustível residual que não é queimado pode provocar carbonização da vela. Em situações mais graves, a combinação entre superaquecimento e pré-ignição pode elevar a pressão dentro dos cilindros e favorecer a chamada “batida de pino”. Inclusive, a Niterra alerta que as ondas de choque resultantes podem danificar pistões, anéis e válvulas.

Melhor prevenir

Para reduzir os riscos durante os períodos de calor intenso, a recomendação é realizar inspeção conjunta dos sistemas de arrefecimento e ignição. No primeiro caso, é necessário verificar o nível do fluido, possíveis vazamentos, limpeza e ponto de ebulição. A manutenção deve incluir testes da válvula termostática, dos sensores de temperatura e do eletroventilador.

Já nas velas, além de respeitar o intervalo de substituição e o grau térmico indicado no manual do veículo, a inspeção visual pode fornecer informações importantes sobre o funcionamento do motor.

Segundo Hiromori Mori, consultor de assistência técnica da Niterra, alterações na aparência da vela indicam problemas na combustão. Coloração escurecida ou corrosão na carcaça metálica, por exemplo, apontam infiltração de fluido de arrefecimento na câmara. Já sinais de erosão acentuada ou degradação da cerâmica do isolador indicam superaquecimento.

Por isso, especialmente antes de viagens em períodos de calor intenso, a revisão preventiva dos sistemas de arrefecimento e ignição pode ajudar a evitar paradas inesperadas e reparos de maior custo.

 

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quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Bosch atualiza plataforma para gerir frotas

Gestor usando plataforma de Telemetria da Bosch

Projeto reúne dados de consumo, rotas, motoristas e manutenção em um ambiente e oferece assistente virtual para apoiar decisões

De olho no aumento dos custos operacionais dos transportes, a Bosch resolveu ajudar os gestores de frota de uma forma simples. A empresa atualizou sua plataforma de Telemetria. Agora, o projeto reúne dados de consumo, rotas, motoristas, manutenção e custos operacionais em um único ambiente. Segundo os executivos da marca, os gestores precisam acessar com facilidade essas informações, principalmente com o intuito de identificar desperdícios.

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Tem que prestar atenção

Entre os recursos disponíveis está o acompanhamento do rendimento médio em quilômetros por litro, horas de operação, odômetro e tempo em que o veículo permanece parado com o motor ligado.

Além disso, o gestor pode verificar o uso de inércia e a estimativa de economia proporcionada pelo recurso. Inclusive, a plataforma permite acompanhar o nível do tanque e as emissões equivalentes de CO₂. Na parte de operação, a ferramenta ganhou recursos para ampliar o controle sobre rotas e localização. A função “Cerca Virtual” permite delimitar áreas geográficas e receber notificações quando os veículos entram ou saem desses locais.

Já os “Pontos de Interesse” possibilitam cadastrar locais relevantes para a operação e acompanhar a passagem ou permanência dos veículos nessas regiões. A gestão de alertas pode ser personalizada conforme as necessidades da frota. Dessa forma, os dados coletados pelos veículos geram notificações e relatórios direcionados para situações que exigem atenção.

Consultor de Telemetria usa inteligência para apontar problemas

A condução dos motoristas também entra no monitoramento. A plataforma apresenta informações como identificação do condutor, velocidade, acelerações e frenagens bruscas, rotação do motor (RPM) e histórico de jornada.

Com esses indicadores, o gestor consegue acompanhar o perfil de dirigibilidade e criar rankings de motoristas. A atualização inclui ferramentas para controle da manutenção preventiva, ranking de automóveis e dashboards personalizados para visualização das despesas.

Outro destaque é o novo Consultor de Telemetria, um assistente virtual inteligente integrado à plataforma. A ferramenta consolida um diagnóstico da frota, apresenta uma nota de desempenho geral e um resumo executivo da operação.

Além disso, o sistema aponta alertas considerados críticos, como veículos ociosos ou com eficiência fora do padrão. A partir desses dados, o recurso sugere ações a fim de reduzir custos, como diminuir o tempo em marcha lenta e realizar ajustes na condução. O Consultor gera um ranking de desempenho dos modelos, oferecendo recomendações práticas para auxiliar o gestor na tomada de decisões. Por fim, a plataforma de Telemetria atualizada da Bosch já está disponível e pode ser acessada por computador ou celular.

 

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quarta-feira, 7 de outubro de 2026

VWCO amplia linha de modelos sustentáveis no Brasil

Novo modelo e_delivery da VWCO amarelo visto de frente

Volkswagen Caminhões e Ônibus apresenta os novos e-Delivery 12 e 17 e inicia comercialização do Constellation Biometano

A Volkswagen Caminhões e Ônibus amplia sua oferta de veículos voltados à descarbonização do transporte de cargas com três novidades. A fabricante apresenta os novos e-Delivery 12 e e-Delivery 17, que expandem a família de caminhões elétricos, e inicia as vendas do Constellation Biometano.

Enquanto os modelos elétricos ampliam as possibilidades de operação com emissão zero, o caminhão movido a biometano oferece uma alternativa para aplicações que podem utilizar combustíveis de menor impacto ambiental. Segundo a empresa, essa estratégia visa atender diferentes perfis de operação com tecnologias distintas.

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e-Delivery 12 ganha eficiência e recarga mais rápida

O novo e-Delivery 12 substitui a versão de 11 toneladas e incorpora uma nova geração de componentes. Entre as principais mudanças está a redução de peso em sistemas como motor de tração, inversor e unidade de distribuição de alta tensão.

A alteração contribui para melhorar a eficiência energética e o aproveitamento da capacidade de carga. O sistema pneumático foi revisado e tem um novo compressor. Segundo a fabricante, o item pode trabalhar com maior pressão, vazão e exige menos manutenção. Além disso, os sistemas de refrigeração e tração receberam componentes com melhor desempenho térmico. A capacidade de recarga rápida também evoluiu, com tempo reduzido para cerca de 1h30.

Outro recurso oferecido pela fabricante é um carregador portátil opcional. A solução permite recarregar o caminhão sem a necessidade de um investimento elevado em infraestrutura dedicada.

Já o e-Delivery 17 amplia a capacidade da linha elétrica. Com PBT de 17,5 toneladas e capacidade de carga útil de até 11.800 kg, o modelo transporta cerca de 3 toneladas a mais do que o e-Delivery 14. Esse modelo tem suspensão pneumática integral nos eixos trativo e auxiliar e arquitetura voltada à distribuição de peso entre os eixos. A plataforma de carga mais baixa favorece a ergonomia durante as operações de carregamento e descarregamento.

Constellation Biometano chega às vendas

Além da eletrificação, a VWCO inicia oficialmente as vendas do Constellation Biometano. Desenvolvido inicialmente para operações de coleta de resíduos, o modelo tem tanque de aço carbono de 240 m³ (cerca de 960 litros) de capacidade para armazenar gás. A autonomia é de 300 quilômetros. Quando abastecido com biometano, o veículo pode reduzir em até 90% as emissões de CO₂, segundo a fabricante.

Os três modelos também fazem parte da estratégia de oferecer diferentes alternativas para a descarbonização do transporte. No caso dos e-Delivery 12 e 17, a plataforma permite aplicações como distribuição de bebidas, carga geral, entregas urbanas, operações frigorificadas, coleta de resíduos e transporte de líquidos.

A infraestrutura de recarga também foi ampliada, com compatibilidade para mais de 30 carregadores homologados e novas opções em corrente alternada (AC) de até 22 kW. Por fim, a VWCO contou que os modelos elétricos e o Constellation Biometano passaram por programas de validação em operações reais. Inclusive, a montadora estruturou equipes de pós-vendas e suporte técnico especializado para acompanhar a utilização das novas tecnologias.

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Heliar Service inaugura 14 novas lojas pelo Brasil

Heliar Service Arena em Natal, Rio Grande do Norte

Rede chega a 59 unidades espalhadas pelo país e amplia oferta de serviços para baterias automotivas, motocicletas e aplicações estacionárias

A Heliar ampliou sua presença no mercado de reposição com a inauguração de 14 novas unidades Heliar Service em 2026, até setembro. Com as novas lojas, a rede passou a contar com 59 unidades no Brasil, aumentando o acesso dos consumidores a serviços especializados em baterias.

A expansão chama atenção não apenas pelo número de novos pontos, mas também pela variedade de serviços oferecidos. A proposta é concentrar, em um mesmo local, soluções para baterias de automóveis, motocicletas, aplicações estacionárias e serviços de manutenção.

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Rede chega a nove estados

As novas unidades estão distribuídas por nove estados brasileiros. Entre os locais estão Salvador (BA), Foz do Iguaçu e Assis Chateaubriand (PR), Juiz de Fora (MG), São Paulo e Araraquara (SP), Natal e Mossoró (RN), Brasília (DF), Aracaju (SE), Cuiabá (MT) e São Leopoldo (RS).

Em Natal, por exemplo, foram inauguradas as unidades Rota do Sol e Arena. Já no Distrito Federal, a expansão inclui a unidade Asa Norte 706/B e outro ponto em Brasília. De acordo com Carlos Santa Izabel, gerente de marketing da Clarios, a Heliar Service faz parte da estratégia da empresa a fim de fortalecer a presença da marca no pós-venda.

Ainda de acordo com Santa Izabel, a expansão busca aproximar a marca do consumidor em diferentes etapas relacionadas à manutenção do veículo, além do momento de compra da bateria.

Quais serviços a Heliar Service oferece?

Nas unidades Heliar Service, o consumidor encontra atendimento realizado por especialistas e pode contar com revisão gratuita da bateria. A rede também oferece compra por telefone ou WhatsApp, entrega e instalação sem custo adicional.

Outro destaque são os serviços de manutenção preventiva, que buscam auxiliar o motorista no acompanhamento das condições da bateria e no cuidado com o veículo. Para a empresa, a ampliação da rede fortalece o relacionamento com clientes e parceiros no mercado de reposição.

 

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terça-feira, 6 de outubro de 2026

Fersa inaugura fábrica no México e foca em expansão

Nova fábrica da Fersa no México

Instalação de Monterrey tem capacidade de produção anual de 500 mil unidades e produzirá componentes para aplicações automotivas heavy-duty

A Fersa iniciou uma nova etapa de sua expansão internacional com a abertura de uma fábrica em Monterrey, no México. A unidade começou a operar no final de julho e já produz rolamentos de rolos cônicos voltados principalmente a aplicações automotivas heavy-duty.

Instalada no Parque Industrial FINSA Apodaca, a fábrica está próxima ao aeroporto e de importantes conexões logísticas do estado de Nuevo León. Dessa forma, a empresa pretende reduzir os tempos de resposta e ficar mais próxima de fabricantes de equipamento original (OEM), fornecedores Tier 1 e clientes do mercado de reposição na América.

A produção local também faz parte da estratégia da Fersa para diminuir a dependência de importações de outras regiões e tornar a cadeia de fornecimento mais flexível. Inclusive, a medida deve beneficiar mercados como Estados Unidos, Brasil, México e Canadá.

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500 mil rolamentos por ano

Na primeira fase, a planta de Monterrey opera com uma linha de fabricação de rolamentos de rolos cônicos e capacidade aproximada de 500 mil unidades por ano. Os componentes têm como principal foco aplicações automotivas heavy-duty.

Segundo a Fersa, a equipe responsável pela operação foi contratada localmente e recebeu treinamento nas instalações da companhia na Espanha antes do início da produção. Durante a instalação e o start-up, profissionais das áreas de processos da Espanha também participaram do projeto.

Nova fábrica da Fersa no México

Com a nova unidade, a empresa passa a contar com cerca de 50 funcionários no México. O grupo inclui os profissionais da fábrica de Monterrey e as equipes administrativo-comercial e logística de Guadalajara, no estado de Jalisco, que fazem parte da Fersa desde 2022.

Além disso, a localização mexicana permite ampliar a capacidade de atendimento aos clientes e melhorar a continuidade do fornecimento de componentes para o mercado americano.

Expansão

O projeto de Monterrey também prevê novas etapas de crescimento. Até o final de 2026, a companhia trabalha para adicionar uma linha de montagem de atuadores de embreagem, com capacidade estimada em 5 mil unidades por mês.

parte da nova fábrica da Fersa no México

Já para 2027, está prevista a instalação de uma segunda linha de fabricação de rolamentos com características semelhantes à atual. Com a expansão, a capacidade total deverá chegar a aproximadamente 1 milhão de rolamentos por ano, além da produção dos atuadores de embreagem.

Desse modo, a Fersa pretende ampliar gradualmente sua produção local na América do Norte e aumentar a oferta de componentes destinados às aplicações automotivas heavy-duty. A estratégia busca consolidar a empresa como fornecedora industrial para fabricantes e para o mercado de reposição na região.

 

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segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Confira sinais de desgaste do cilindro de embreagem dos veículos

cilindro de embreagem da Controil

Pedal esponjoso, dificuldade para engatar marchas e vazamentos podem indicar falhas no sistema hidráulico e necessitam atenção

O cilindro de embreagem pode dar sinais de desgaste antes de provocar uma pane no veículo. Presente nos modelos equipados com transmissão manual, o componente transforma a força aplicada pelo motorista no pedal em acionamento hidráulico da embreagem.

Quando há alguma falha, o comportamento do pedal e das trocas de marcha pode mudar. Em casos mais graves, o problema pode evoluir até impedir completamente o engate das marchas e deixar o veículo parado. Vagner Marchiniak, consultor de marketing de produto da Controil, conta que o componente tem papel fundamental na dirigibilidade, pois garante trocas de marchas suaves. Por isso, se o motorista perceber alguma problema, ele deve procurar uma oficina de confiança.

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Quais sinais indicam falha no cilindro de embreagem?

Entre os principais sintomas está a dificuldade para engatar as marchas. O motorista também pode perceber alterações no pedal, como sensação esponjosa, perda de resistência durante o acionamento ou afundamento excessivo.

Outro indício é quando o pedal demora para retornar à posição original depois de ser pressionado. Além disso, a presença de fluido de freio na região dos pés do motorista ou sob o veículo, próximo à caixa de câmbio, é sinal que o condutor deve buscar um mecânico de confiança para verificar um possível problema no sistema hidráulico da embreagem.

Falha pode provocar pane durante o trajeto

Continuar utilizando o automóvel com problemas no cilindro de embreagem pode agravar a situação. Conforme o desgaste avança, o sistema pode chegar ao ponto de impedir completamente o engate das marchas. Vagner pontua que ignorar algum desses sinais pode transformar uma situação simples em uma pane severa.

Além da própria embreagem, o uso do veículo nessas condições pode prejudicar o funcionamento de itens como disco, platô e elementos da transmissão. Com isso, um problema inicialmente localizado pode resultar em um reparo mais complexo e de maior custo.

Manutenção ajuda a evitar problemas maiores

A Controil recomenda que qualquer mudança no comportamento do pedal ou nas trocas de marcha seja investigada o quanto antes. Inspeções periódicas também contribuem para identificar possíveis vazamentos e sinais de desgaste antes que evoluam para falhas mais graves.

O tempo de vida útil do cilindro de embreagem varia de acordo com o estilo de condução e as condições de utilização do veículo. Por isso, perceber alterações no pedal, vazamentos ou dificuldades para engatar as marchas permite agir de forma antecipada.

 

 

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