segunda-feira, 9 de março de 2026

SEG Automotive lança alternaor para o Kicks

Alternador também atende aos modelos March e Versa com motor 1.6 HR16DE

O alternador F000BL04L7, da SEG Automotive, é indicado para veículos da Nissan equipados com motor 1.6 HR16DE 16V DOHC Flex. O componente integra o sistema elétrico do veículo, responsável por gerar energia para os sistemas eletrônicos e manter a bateria carregada durante o funcionamento do motor.

O alternador F000BL04L7 opera com tensão de 14 V e corrente entre 50 e 90 A, além de rotação no sentido horário (CW) e polia integrada. A aplicação equivalente informada é Nissan/Renault 231005RF0A.

Função do alternador

No funcionamento do veículo, o alternador fornece energia para sistemas como injeção eletrônica, iluminação, ar-condicionado e equipamentos eletrônicos. O componente atua em conjunto com a bateria, mantendo o fornecimento elétrico durante a operação do motor.

Atende aos modelos da Nissan

O alternador é indicado para veículos da Nissan equipados com o motor 1.6 HR16DE. Entre os modelos compatíveis estão o Nissan Kicks, em versões como S, SV, SL, Sense, Advance, Exclusive, XPlay e Active, em unidades produzidas a partir de 2016. Também há aplicação no Nissan March, nas versões S, SV, SL e SR, em veículos produzidos entre 2011 e 2021 com motor 1.6. Outro modelo compatível é o Nissan Versa, incluindo versões como S, SV, SL, Unique, V-Drive, Advance, Exclusive e Sense, equipadas com motor 1.6 16V Flex em diferentes anos de fabricação.

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Raio X do Mitsubishi Outlander PHEV: especialista analisa SUV híbrido de três motores

Consultor técnico da Revista O Mecânico detalha conjunto híbrido plug-in com motor 2.4 a combustão e dois motores elétricos

O Mitsubishi Outlander PHEV passou por uma análise técnica no quadro Raio X da Revista O Mecânico no YouTube. No vídeo, o consultor técnico Cleyton André mostra os principais pontos de manutenção do SUV híbrido plug-in e explica como funciona o conjunto formado por três motores. Veja o vídeo.

O utilitário utiliza um motor 2.4 a combustão de 136 cv combinado com dois motores elétricos, um dianteiro de 116 cv e outro traseiro de 136 cv. A bateria tem capacidade de 20 kWh e permite rodar até 58 km apenas no modo elétrico, enquanto a autonomia total declarada pode chegar a cerca de 680 km. O modelo também conta com tração integral elétrica, já que o motor traseiro é responsável por impulsionar o eixo posterior. Durante a análise, Cleyton André destaca que parte das manutenções ainda segue padrões conhecidos pelos reparadores, principalmente no motor a combustão e em sistemas como suspensão e freios. “Na parte de combustão dá para mexer de modo geral, as manutenções periódicas ali, tranquilo. Pode sim, com certeza, ser feito por uma oficina”, explica o consultor técnico.

O especialista também chama atenção para os cuidados com o sistema de alta tensão presente nos veículos eletrificados. “O problema não é a tecnologia que está nos veículos, mas sim a falta de respeito com ela. Quando eu falo falta de respeito, normalmente é pela ignorância e a falta de conhecimento”, afirma.

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Fras-le lança curso EAD gratuito de gestão financeira para oficinas

A Fras-le anunciou o lançamento do Curso Fácil de Finanças para Oficinas, treinamento EAD gratuito voltado à profissionalização da gestão financeira em oficinas mecânicas.

O curso apresenta estratégias práticas para organizar as finanças do negócio, contribuindo para maior controle administrativo, melhoria da rentabilidade e crescimento sustentável das oficinas.

Entre os temas abordados estão separação entre finanças pessoais e empresariais, organização da rotina administrativa, definição de prazos, precificação de serviços, condições de pagamento, controle de fluxo de caixa, análise de resultados por meio do DRE (Demonstrativo de Resultados) e estratégias de relacionamento com clientes e fornecedores.

Segundo Sabrina Carbone, gerente de marketing global da empresa, a iniciativa reforça o compromisso da companhia com o desenvolvimento do setor de reparação automotiva.

De acordo com a executiva, a competitividade do mercado exige que oficinas adotem uma visão mais empresarial, com acompanhamento de indicadores de desempenho, foco em rentabilidade e estratégias de fidelização de clientes para garantir crescimento consistente no longo prazo.

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domingo, 8 de março de 2026

Viagem de Bertha Benz com o primeiro carro da história inclui intervenções mecânicas durante o trajeto

Percurso de 106 km realizado em 1888 com o Benz Patent-Motorwagen Nr. 3 incluiu ajustes no carburador, isolamento de cabos e adaptação no sistema de freios

A primeira viagem de longa distância com um automóvel ocorreu em 5 de agosto de 1888. Bertha Benz conduziu o Benz Patent-Motorwagen Nr. 3 entre Mannheim e Pforzheim, na Alemanha, em um percurso de cerca de 106 quilômetros. Durante o trajeto, ela realizou intervenções no veículo para manter o funcionamento do conjunto mecânico.

Como era o primeiro carro do mundo

O Benz Patent-Motorwagen Nr. 3 foi desenvolvido por Karl Benz no final do século XIX com apoio financeiro de Bertha Benz. O modelo possuía motor de quatro tempos com um cilindro de 954 cc, potência de 0,9 cv e peso próximo de 100 kg. A configuração utilizava três rodas.

Bertha Benz foi a primeira mulher a consertar um veículo do mundo: entenda a história

Intervenções mecânicas

Durante a viagem, Bertha realizou ações para manter o funcionamento do sistema de alimentação e dos componentes do veículo. Ela limpou o carburador com um alfinete de chapéu e utilizou uma jarreteira para fazer o isolamento de cabos.

Outro ponto ocorreu no sistema de freios. Para aumentar o atrito durante o funcionamento, ela aplicou couro de sapato no mecanismo. O episódio marcou um momento na história do automóvel e demonstrou a necessidade de ajustes durante o uso do veículo nos primeiros anos da tecnologia.

No Brasil

No Brasil, o registro de mulheres ao volante começou no início do século XX. Andréa Patureau de Oliveira conduziu um Mors 9HP em março de 1905, em São Paulo.

A primeira habilitação feminina no país foi registrada em 26 de julho de 1907 no Rio de Janeiro, quando Virginia Lowndes realizou a prova de condução com um Reo Motor Car. Dados da Secretaria Nacional de Trânsito indicam que o Brasil tinha 77,5 milhões de CNHs ativas em 2023. Desse total, 27,2 milhões pertenciam a mulheres, o equivalente a 35% dos condutores.

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Engrenagens da Mudança: A ascensão feminina no setor automotivo

Em especial sobre o Dia Internacional da Mulher, entrevistamos profissionais que atuam de diferentes maneiras no setor automotivo  

 

texto Vitor Lima   fotos Divulgação 

setor automotivo, historicamente identificado por um perfil predominantemente masculino, atravessa hoje uma das suas fases mais profundas de reconfiguração. Mais do que uma busca por representatividade, a entrada de mulheres em cargos técnicos, estratégicos e operacionais responde a uma demanda real por precisão, novas perspectivas de gestão e mão de obra altamente qualificada. Nesta análise, observamos como a competência técnica tem superado barreiras culturais e como diferentes frentes do mercado, da graxa no pátio à gestão global, estão sendo ocupadas por profissionais que priorizam a performance, a atualização constante e o olhar humanizado.  

 

A paixão que nasce no “Chão de Fábrica”   

Para muitas, o caminho começou no pátio, entre o som das ferramentas e o cheiro de óleo. Niela Mecânica iniciou sua trajetória aos 14 anos na oficina dos pais. O que começou como uma ajuda na parte administrativa transformou-se em paixão quando ela passou a organizar ferramentas e lavar peças. “Foi assim que o bichinho da mecânica me picou”, relata. Hoje, especializada em abrir e fechar motores, ela descreve o sentimento de realização técnica. “Quando eu mexo num carro, eu me sinto maravilhosa, como se eu fosse imbatível, porque fiz uma coisa que a sociedade às vezes diz que eu não teria capacidade”.  

A trajetória de Niela não foi isenta de resistências. No início, seu pai via o trabalho como um passatempo para ganhar dinheiro, e clientes frequentemente ignoravam sua presença, recusando-se a aceitar diagnósticos feitos por uma mulher. A virada de chave veio com as redes sociais. Incentivada pela mãe, Niela passou a postar vídeos no TikTok e YouTube para mostrar que a competência não tem gênero. Hoje, a credibilidade conquistada inverteu o jogo: clientes procuram a oficina especificamente por causa dela. Para as que desejam seguir o caminho, seu conselho é direto. “Lugar de mulher também é na oficina… basta buscar conhecimento técnico e ter força de vontade”. 

Comunicação e a Curadoria da Informação Técnica    

A evolução tecnológica dos veículos exige que a informação chegue com precisão aos profissionais. Vanessa Ramires, Gerente Comercial da Revista O Mecânico, com 23 anos de atuação no setor, destaca que o mecânico que não busca atualização está fadado a ficar para trás. Segundo ela, com a tecnologia embarcada cada vez maior, o desafio atual é “separar o joio do trigo” em meio ao excesso de conteúdos superficiais na internet. A missão é levar a informação fidedigna, com a chancela de quem fabrica as peças, para garantir diagnósticos certeiros.  

Vanessa recorda que, há duas décadas, era frequentemente a única mulher sentada à mesa de discussões. Sua permanência foi fruto de uma decisão diária de ocupar espaços com excelência. “Não é porque eu pedi permissão ou quis provar algo… eu estou porque eu decidi ficar e decido isso todos os dias”. Ela reforça que a comunicação técnica é um pilar de profissionalização indispensável para a sobrevivência das oficinas no mercado atual.  

Liderança     

No topo das corporações, a gestão feminina traz um equilíbrio entre o rigor analítico e a valorização das pessoas. Livia Fukuda, Head da Revista O Mecânico, observa que as mulheres trazem uma “combinação perfeita” para a liderança com a capacidade de manter uma visão estratégica e multitarefa sem perder a essência do cuidado e do zelo humano. Para Livia, essa união de técnica e humanidade fortalece as empresas no gerenciamento do dia a dia.  

Essa visão estratégica é compartilhada por Sabrina Carbone, Gerente Global da Frasle Mobility. Com mais de 25 anos de carreira, Carbone utiliza uma analogia marcante. “Temos que sair da árvore e subir em cima dela para enxergar a floresta”. Ela defende que, sem foco na estratégia e naquilo que constrói valor para a marca, as decisões acabam dispersas. Sob sua liderança, o foco está no “ciclo de prosperidade”: investimentos consistentes que aumentam a percepção de valor e a rentabilidade a longo prazo, equilibrando a urgência das vendas com a longevidade das marcas icônicas.  

Estética, design e conhecimento do consumidor     

A experiência de outros setores também enriquece o automotivo. Livia Fukuda, com bagagem nas áreas de moda e beleza, ressalta que o design e a estética importam e devem ser intencionais, pois geram valor. Além disso, ela enfatiza a necessidade de conhecer profundamente o público. “Quanto mais a gente conhecer o nosso consumidor, melhor para nós para entregar um conteúdo mais relevante e um produto mais eficiente”. Seja o mecânico iniciante ou o gestor de uma grande frota, entender suas dores é a chave para o sucesso comercial.  

Mudança de cultura e inclusão como negócio      

A transformação chega ao consumidor final através de iniciativas como a Oficina Amiga da Mulher, fundada por Bárbara Brier. Após treinar concessionários em grandes fábricas, Brier percebeu que o problema das motoristas não era a mecânica em si, mas a insegurança e a falta de respeito nos atendimentos. “O mais difícil não foi ensinar o atendimento inclusivo, foi convencer oficinas de que isso não é um selo de marketing, é mudança de cultura”, afirma. Hoje, com mais de 110 oficinas certificadas e 70% da rede sob gestão feminina, ela prova que transformar a experiência em prioridade não apenas inclui, mas aumenta as vendas.  

O futuro       

O mercado está sendo desafiado a se adaptar a essa nova geração de líderes. Livia Fukuda é enfática. “Se o mercado não está preparado para ter mais mulheres na liderança, eu recomendo que se prepare, porque a gente está chegando para chegar”. No entanto, ela ressalta que essa revolução não deve ser feita por confronto, mas sim “de mãos dadas”, unindo perfis complementares de homens e mulheres para uma visão mais sustentável de todos os elos do setor.  

Como conclui Vanessa Ramires, a permanência feminina é uma conquista inegociável. “É um espaço que a gente conquistou e que ninguém vai tirar da gente”. O setor automotivo de 2026 exige atualização, domínio tecnológico e visão estratégica – características que essas e tantas outras profissionais entregam diariamente, provando que, no motor da mudança, a competência é o único combustível que importa. 

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sábado, 7 de março de 2026

Bridgestone acelera desenvolvimento de pneus com simulador virtual e IA

A Bridgestone colocou em operação um simulador de direção de última geração para acelerar o desenvolvimento de pneus e reduzir a necessidade de testes físicos. Instalado no centro de Pesquisa e Desenvolvimento da empresa próximo a Roma, na Itália, o sistema utiliza a tecnologia VI-grade DiM500 Driver-in-the-Loop (DiL), que integra piloto real, inteligência artificial e ambiente digital.

O equipamento permite reproduzir virtualmente condições reais de rodagem com alto nível de precisão, aumentando a eficiência no desenvolvimento de novos produtos.

Simulação avançada com piloto real

O simulador conta com uma plataforma móvel com cinco metros de amplitude de movimento e cockpit em fibra de carbono, capaz de reproduzir forças semelhantes às encontradas em testes físicos.

O sistema combina:

  • simulações digitais de alta fidelidade
  • percepção subjetiva do piloto
  • dados históricos de desenvolvimento
  • ferramentas de inteligência artificial

Com essa integração, a engenharia pode antecipar ajustes ainda nas fases iniciais do projeto.

Menos testes físicos e mais eficiência

Com o novo simulador, a Bridgestone consegue avaliar um número maior de especificações de pneus em menos tempo e sob diferentes condições de uso. Os testes físicos continuam sendo realizados, mas passam a ocorrer principalmente nas fases finais de validação.

Segundo a empresa, a tecnologia pode reduzir em até 12 mil unidades por ano a produção de pneus experimentais, diminuindo o consumo de matérias-primas e a geração de resíduos.

Integração com desenvolvimento virtual

A solução complementa o sistema Virtual Tyre Development (VTD), que já permite reduzir em até 60% o uso de matérias-primas e as emissões de CO₂ durante o desenvolvimento de pneus para montadoras.

Além do ganho em sustentabilidade, a tecnologia reduz o tempo de desenvolvimento (time to market) e permite que pneus e veículos sejam projetados de forma paralela, ampliando a colaboração com as montadoras.

Inicialmente focado em avaliações de dirigibilidade em piso seco, o simulador deverá evoluir para testar uma gama maior de condições de rodagem.

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Limpeza de tanque, bicos, velas e troca de óleo do câmbio manual: o que é realmente necessário

Manutenção depende de diagnóstico, condição de uso e orientação técnica do fabricante

Serviços como limpeza de tanque e bicos injetores são comuns na prática de oficina, mas nem sempre constam como obrigatórios na manutenção programada. A decisão deve ser baseada em análise técnica. Para o tanque de combustível, não há indicação formal de limpeza periódica. Entretanto, em intervenções como substituição de bomba, é essencial verificar a presença de contaminantes.

“Se houver sujeira dentro do tanque, o correto é realizar a limpeza para preservar a bomba e demais componentes do sistema”, orienta Cleyton André, Consultor Técnico da Revista O Mecânico, durante o quadro Mecânico Responde. Veja o vídeo completo.

Quanto aos injetores, embora não exista obrigatoriedade formal, a análise periódica é recomendada. “É interessante fazer análise dos injetores para verificar padrão de pulverização, anéis de vedação e elementos filtrantes”, afirma. Sobre velas de ignição, o intervalo varia conforme tecnologia aplicada. Velas convencionais podem ter vida útil entre 20 mil e 30 mil km. Modelos de platina ou irídio podem alcançar até 100 mil km, dependendo da estratégia do fabricante.

“Quem determina a vida útil é o fabricante do veículo. Em alguns casos, mesmo a vela de iridium pode ter troca recomendada com 40 mil km”, explica. Já em relação ao fluido do câmbio manual, a orientação segue o mesmo princípio aplicado à transmissão automática: substituição preventiva é medida técnica coerente, mesmo quando o manual não especifica intervalo. “Nenhum fluido é vitalício. Recomendo a substituição para preservar o conjunto”, conclui Cleyton André.

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