terça-feira, 1 de setembro de 2026

Cofap revela novo amortecedor para modelos da Fiat

novo amortecedor SPA projetado para modelos da Fiat

Novo código da linha SPA atende versões de Palio, Palio Weekend e Siena fabricadas a partir de 2001. Marca também revela alguns cuidados

A fim de atender a demanda do mercado de reposição, a Cofap ampliou sua linha de amortecedores SPA com o lançamento do código SGP30126. A novidade pode ser aplicada em diferentes versões dos modelos Fiat Palio, Palio Weekend e Siena.

O novo componente chega em um cenário de envelhecimento da frota brasileira. Segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), a idade média dos veículos em circulação no País é de 11 anos e 2 meses. Dessa forma, a manutenção e a disponibilidade de componentes de reposição ganham importância para preservar a segurança e o funcionamento dos automóveis.

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Serve para diversos modelos

O amortecedor SGP30126 atende diferentes configurações do Fiat Palio e Siena. Entre as aplicações estão o Palio 1.8, fabricado de 2005 a 2010. Além disso, serve também em versões 1.0, 1.3, 1.4, 1.5, 1.6 e 1.8 produzidas entre 2001 e 2006.

O código também contempla o Palio Weekend 1.0, fabricado entre 2001 a 2010. Para a linha Siena, o novo amortecedor pode equipar qualquer unidade equipada com o motor 1.0 e fabricada a partir de 2001.

Com a ampliação, a Cofap informa contar com mais de dois mil códigos de amortecedores, cobrindo 98,6% da frota circulante brasileira. O portfólio inclui aplicações para veículos de passeio, comerciais leves, caminhões, ônibus, máquinas agrícolas e motocicletas.

A disponibilidade de componentes para veículos com maior tempo de uso é especialmente relevante diante do perfil atual da frota. Entretanto, além da escolha correta da peça, a manutenção adequada da suspensão é fundamental para manter o comportamento do veículo.

Desgaste do amortecedor exige atenção

Principal componente do sistema de suspensão, o amortecedor tem a função de manter os pneus em contato com o solo. Desse modo, contribui para a estabilidade, a dirigibilidade e a segurança durante a condução.

Porém, a durabilidade varia conforme as condições de utilização do veículo e o estilo de condução. Impactos frequentes e a circulação por pisos irregulares, por exemplo, podem acelerar o desgaste dos componentes internos.

Por esse motivo, inspeções periódicas são recomendadas para identificar possíveis alterações no funcionamento da suspensão. Quando a substituição for necessária, a orientação é utilizar amortecedores de qualidade reconhecida e evitar componentes recondicionados.

Ainda nesse sentido, a troca deve ser feita aos pares e sempre no mesmo eixo. O procedimento ajuda a preservar o equilíbrio do sistema de suspensão e, consequentemente, a segurança do veículo. A Cofap disponibiliza mais informações sobre aplicações em seu catálogo eletrônico, disponível para celulares iOS, Android e em seu site.

 

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Litens revela que polia errada pode prejudicar motores 3 cilindros

Polia OAD da Litens instalado em motor

Litens explica como a escolha da polia do alternador influencia as vibrações e a durabilidade do sistema de acessórios

Os motores de três cilindros ganharam espaço nos veículos e, com eles, aumentou a importância do controle das vibrações torsionais no sistema de acessórios. Nesse conjunto, a escolha correta da polia do alternador pode fazer diferença no funcionamento e na durabilidade de componentes como correia, tensionador e alternador.

Com o intuito de ajudar mecânicos e donos de carros com motor tricilíndrico, a Litens revela como uma escolha correta de polia do alternador pode ajudar no funcionamento correto do propulsor.

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Como a OAD™ atua no sistema

De acordo com Bruno Palumbo, gerente de engenharia da Litens, os motores de três cilindros demandam atenção especial para o gerenciamento das vibrações torsionais. A tecnologia OAD, projeto da empresa, foi desenvolvida a fim de controlar essas oscilações e diminuir as cargas aplicadas aos componentes do sistema de acessórios.

A principal característica da polia é a presença de um sistema de amortecimento interno. O mecanismo ajuda a controlar as vibrações produzidas pelo funcionamento do motor, favorecendo uma operação mais suave do conjunto.

Polia OAD da Litens

Como consequência, componentes ligados ao acionamento por correia ficam sujeitos a menores esforços dinâmicos. Isso inclui a própria correia, o tensionador e o alternador, elementos que trabalham em conjunto e podem sofrer com as oscilações geradas pelo motor.

Por isso, a aplicação de uma polia inadequada pode comprometer o gerenciamento dessas vibrações. Além de afetar o funcionamento do sistema, o uso do componente incorreto pode contribuir para reduzir a vida útil dos demais itens envolvidos.

Aplicação em modelo popular

A tecnologia, que esteve presente originalmente em programas globais de fabricantes de veículos, também está disponível no mercado de reposição brasileiro por meio do catálogo da Litens.

Para o Ford Ka 1.0 de três cilindros, a empresa disponibiliza a polia OAD de código 920143. A aplicação permite que distribuidores, varejistas e mecânicos tenham acesso a uma solução desenvolvida para o gerenciamento das vibrações no sistema de acessórios.

Nesse contexto, a manutenção exige mais do que simplesmente substituir uma peça. Assim, durante o reparo, a identificação adequada da polia e a utilização do componente especificado para o veículo são etapas importantes para preservar o funcionamento do sistema de acessórios e aumentar a confiabilidade do serviço realizado.

 

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Tukan e nova Amarok demonstram força das picapes para Volkswagen

Volkswagen Tukan Extreme amarela vista de lado

Coluna Fernando Calmon nº 1.416: Tukan e nova Amarok demonstram força das picapes para Volkswagen

Festa do Peão de Barretos, em São Paulo, maior festival de rodeio da América Latina, tem muito a ver com picapes e o seu público. A VW escolheu esse evento para antecipar o visual definitivo da Tukan e também a nova Amarok completamente camuflada. Tukan promete encarar a líder Strada mano a mano, que lidera o mercado brasileiro de automóveis, SUVs e comerciais leves há cinco anos. Entre as picapes compactas o modelo da Fiat sempre foi líder, desde seu lançamento em 1998.

Para desafiar sua maior rival, a nova picape terá cabines simples e dupla, aposta no visual forte, frente alta, caixas de rodas bem marcadas, mais de 700 kg de capacidade de carga e estreará no primeiro semestre de 2027. Terá eixo traseiro rígido e molas semielípticas de lâmina única (no lugar das helicoidais, da Saveiro e também da Montana), uma solução usada pela Strada e apreciada pelos compradores que a entendem como mais robusta.

A marca alemã não informou se a Saveiro sai de linha, o que deve ocorrer, mas a Tukan exibida com cabine simples pela primeira vez manterá o nome Robust, freios traseiros a tambor, duas pequenas barras no teto e seis alças auxiliares na caçamba que aparenta ser maior que a atual. A de cabine dupla, Extreme, terá quatro portas (Saveiro sempre teve a limitação de apenas duas portas) e maior espaço interno. Haverá duas opções de motores: 1-L turbo de 116 cv (para receber incentivo fiscal) e 1,5-L turbo de 150 cv que deve estrear o sistema semi-híbrido de 48 V bem mais eficiente que o de 12 V.

A Tukan, portanto, não parece ser apenas uma nova picape para completar a linha da Volkswagen. Ela é uma resposta direta à Strada. A marca viu que a Fiat encontrou uma fórmula que funciona e resolveu seguir pelo mesmo caminho, só que com um projeto mais novo e maior. A Volkswagen quer usar a nova picape para aumentar sua participação em um segmento de mercado que não para de crescer.

Também em Barretos a nova Amarok, que continuará vindo da Argentina em 2027, apareceu completamente camuflada. VW confirmou que terá hibridização e será a mais potente da história do modelo, que acaba de completar 800.000 unidades produzidas desde 2010.

China vende menos internamente e acelera exportações

As vendas de veículos novos na China caíram 25% em julho (sétimo mês consecutivo de queda este ano) e isso tem preocupado a Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis (ACFA), equivalente à Anfavea. Deixou de ser apenas uma questão interna, pois afeta a concorrência em escala global, conforme lembrou o site Automotive News. Coloca o segundo país mais populoso do mundo (só atrás da Índia) no caminho de registrar pela primeira vez uma retração anual de dois dígitos na comercialização interna de veículos.

Ainda é cedo para prever o que acontecerá nos próximos anos, depois de duas décadas em que o gigante asiático surpreendeu com o crescimento impressionante de sua indústria automobilística. Segundo Fu Bingfeng, da ACFA, esse ritmo superou a capacidade de absorção dos compradores. Estima-se para este ano o total 500 modelos, de 130 marcas, com margens de lucros apertadas demais. Há uma queda de vendas internas prevista de 14% no fechamento deste ano, para menos de 21 milhões de veículos.

Um imposto recente de 5% sobre veículos elétricos e híbridos plugáveis, em lugar de subsídios sem muita transparência, levou a uma queda de 6% de vendas só em julho último. Alternativa foi exportar, com ajuda fundamental do governo, volumes recordes: 5,35 milhões de veículos até o mês passado, um aumento estonteante de 73% que intensificou a concorrência muito além das fronteiras da China.

Só no Brasil atuam agora 16 marcas chinesas com produção local anunciada de pelo menos quatro delas, sem contar GWM e BYD. No entanto, o presidente da Fenabrave, Arcélio dos Santos Jr., lembrou semana passada que “minha preocupação é com quem fica e quem vai embora”. Ele lembra que o mercado não cresce na mesma proporção das marcas que desembarcam aqui e quem investiu em novas concessionárias pode sofrer prejuízos. E acrescento eu: também os compradores…

Fabricantes não chineses, alguns há décadas no Brasil, anunciaram R$ 180 bilhões em investimentos nos próximos cinco anos.

Kia entra no mercado de picapes médias com a Tasman

O segmento já tem nomes fortes, como Hilux, Ranger, S10, Frontier e Triton. Para conquistar espaço, a primeira picape da marca sul-coreana apresenta linhas retangulares e uma dianteira bastante diferente. Tasman não passa despercebida e parece ser exatamente isso o que a Kia almeja. Utiliza o tipo de construção mais tradicional de carroceria sobre chassi. Seu porte bem próximo ao da líder Hilux (mm): comprimento, 5.410; entre-eixos, 3.270; largura, 1.930; altura, 1.870. Caçamba de 1.173 L, quase 20% maior que o modelo da Toyota, fabricado na Argentina e apenas R$ 5.300 mais barato que a Tasman de origem sul-coreana e assim taxada com 35% de imposto de importação.

Motor turbodiesel, 2.151 cm³, 210 cv, 45 kgf·m, câmbio automático epicíclico de oito marchas e tração 4×4 com reduzida. Acelera de 0 a 100 km/h em 9,7 s. Modos de condução: Normal, Eco, Sport, Smart, além de lama, areia e neve. Para fora de estrada destacam-se: 231 mm de vão livre do solo, ângulos de entrada (graus), 28,9; de saída, 25; e de rampa 23,7. Capacidade de imersão: 800 mm. A Tasman Consumo padrão Inmetro: cidade 9,5 km/l e estrada 10,9 km/l. Tanque de 80 L.

Primeiro contato com a Tasman, em Cabreúva (SP), foi em pista preparada para diferentes situações como terra, buracos, obstáculos e rampas. Apesar do seu tamanho, é fácil de conduzir e oferece boa posição ao volante. Suspensão dianteira não é McPherson, como informa a Kia, mas por braços triangulares superpostos com mola helicoidal e barra antirrolagem. Suspensão traseira por eixo rígido com feixes de molas semielípticas longitudinais. Na prática, o conjunto das suspensões funciona bem, apesar de seu curso relativamente pequeno. Isso só aparece quando se passa por obstáculos maiores ou por trechos bastante irregulares.

Conjunto motor e câmbio não impressionam tanto, já que a Tasman pesa 2.248 kg, mas dá conta do recado. Outro recurso que funciona bem é o controle de descida. Em rampas mais fortes, basta acionar o sistema e a picape passa a controlar a velocidade, sem que o motorista acione constantemente o freio. Em situação de baixa aderência transmite segurança.

Preço: R$ 249.990.

Consultoria aponta avanço de SUVs em 16 anos

Estudo da Carcon Automotive, divulgado por Julian Semple, destaca mudanças marcantes na segmentação de veículos leves no Brasil. Levantamento feito entre o começo de 2010 e julho deste ano, ou seja, pouco mais de uma década e meia.

Evoluções concentraram-se nos utilitários esporte e crossovers que o mercado costuma chamar de SUVs. Em janeiro de 2010 estes ocupavam apenas 6,2% de participação e os líderes eram EcoSport e Tucson. Em julho 2026, passaram a ocupar quase metade de participação nas vendas com destaque para os Tera (crossover) e T-Cross (SUV).

Outro segmento que cresceu foi o das picapes pequenas e médias. Estas evoluíram de 11,2% em 2010, destacando-se Strada e Saveiro, para 17,2% em 2026 com domínio da marca italiana que conta também com a Toro. Por outro lado, conforme o consultor, os hatches a exemplo do Gol e Palio, que dominavam quase metade do mercado em 2010, tiveram a participação reduzida para um quarto das vendas este ano. O líder é o Polo, seguido por Argo e Onix.

As maiores perdas na segmentação foram dos sedãs, minivans e peruas. Estas últimas já em 2010 apontavam forte declínio de Palio Weekend e Spacefox até seu desaparecimento por completo em razão das vendas crescente de SUVs. Quase da mesma maneira ocorreu com as minivans, 16 anos atrás lideradas por Fit e Meriva. Só restou a Spin.

No caso dos sedãs, em 2010 sua participação era de 23,8% e os líderes Corsa Sedan e Siena. Em 2026, caiu para apenas 6,3%, com predominância de vendas de Onix Plus, HB20S e Corolla.

Fernando Calmon é jornalista especializado e colunista do Portal da Revista O Mecânico. Acesse: https://ift.tt/yXSMuOt

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segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Phinia revela novos componentes do portfólio da Delphi

Novo componente da Phinia voltado ao portfólio da Delphi

Novos componentes atendem modelos de Fiat, Volkswagen, Ford, Renault e Toyota e já podem ser comprados no mercado de reposição

A PHINIA ampliou o catálogo da Delphi no mercado brasileiro de reposição com cinco novos componentes. São quatro bombas de combustível e uma bobina de ignição, destinadas a veículos de Fiat, Volkswagen, Ford, Renault e Toyota. Os produtos já estão disponíveis para venda no país. A expansão atende diferentes aplicações, incluindo carros de passeio e veículos comerciais.

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Novas bombas ampliam cobertura

As bombas de combustível são responsáveis por manter pressão, fluxo e suprimento adequados para o sistema de injeção eletrônica. O funcionamento correto desse conjunto é importante para o desempenho do motor, a eficiência no consumo de combustível e o controle de emissões.

De acordo com a Phinia, os componentes seguem padrões de qualidade da empresa e foram desenvolvidos para apresentar durabilidade e desempenho consistente, inclusive em condições severas de utilização.

No segmento de veículos de passeio, as novas aplicações contemplam Fiat Argo, Cronos, Pulse e Uno; Volkswagen Fox, SpaceFox e Up!. Além disso, também contemplam modelos como Toyota Etios e Yaris. A cobertura também inclui veículos utilizados em atividades comerciais e de trabalho. Nesse grupo estão Fiat Ducato, Renault Master e Ford Ranger. Aliás, a Phinia destaca que a experiência adquirida no desenvolvimento de sistemas para fabricantes de veículos também é aplicada aos produtos destinados ao aftermarket.

Bobina atende modelos japoneses

O quinto lançamento é uma bobina de ignição destinada aos Toyota Etios e Yaris. O componente tem a função de transformar a baixa tensão fornecida pela bateria em alta tensão, necessária para gerar a centelha na vela de ignição.

Esse processo interfere diretamente na combustão da mistura de ar e combustível. Por isso, o funcionamento adequado da bobina está relacionado a aspectos como desempenho, consumo, dirigibilidade e emissões.

Segundo a Phinia, a nova bobina foi desenvolvida de acordo com especificações originais, buscando compatibilidade com os sistemas eletrônicos dos veículos e confiabilidade durante a utilização. David Angelo, gerente de marketing da empresa, comenta que essa expansão do portfólio garante cobertura para aplicações de alta demanda e contribui para a segurança da frota brasileira.

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sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Bárbara Brier e MTE-Thomson anunciam série sobre mecânica

Bárbara Brier apoiada próximo ao motor de um carro

Projeto vai explicar termos técnicos de forma simples para ajudar motoristas a entender melhor o funcionamento e a manutenção do carro

Quem já saiu de uma oficina mecânica sem entender exatamente o que precisava ser reparado no carro pode se identificar com a proposta de uma nova série de vídeos. Bárbara Brier, criadora de conteúdo e idealizadora do selo Oficina Amiga da Mulher, e a MTE-THOMSON lançaram o “Dicionário de Mecaniquês”. Trata-se de um projeto que busca traduzir a linguagem técnica da mecânica automotiva para os donos de veículos.

A iniciativa parte de uma dificuldade comum entre motoristas: compreender nomes de componentes, sistemas e procedimentos relacionados à manutenção. Ou seja, a série quer usar de explicações acessíveis para aproximar o consumidor do universo da manutenção e estimular uma relação mais consciente com os cuidados do automóvel.

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Série transforma mecânica em um “alfabeto automotivo”

Surpreendentemente, o conteúdo segue o formato de um alfabeto automotivo. Cada episódio apresenta uma letra e, a partir dela, componentes ou termos relacionados à mecânica de veículos.

No episódio dedicado à letra “A”, por exemplo, aparecem temas como air bag, alternador e amortecedor. São componentes importantes para a segurança e o funcionamento do automóvel, mas que ainda geram dúvidas para quem não está familiarizado com a terminologia utilizada nas oficinas.

A proposta é explicar esses itens de maneira leve e didática, facilitando a compreensão sobre suas funções e sua relação com a manutenção do veículo. Dessa forma, o motorista pode ampliar o conhecimento sobre componentes, sintomas e diagnóstico.

Mais do que ensinar nomes técnicos, a série pretende diminuir a distância entre o consumidor e o profissional da reparação. A expectativa é que informações mais claras também contribuam para aumentar a confiança do motorista na hora de conversar com o mecânico sobre possíveis reparos ou substituições.

Bárbara Brier conta que quando o conteúdo técnico é traduzido para uma linguagem simples, o motorista passa a ter mais autonomia para entender qual o procedimento seu carro está sendo submetido.

Melhorar o relacionamento

Além disso, a parceria também está alinhada à proposta da MTE-THOMSON de incentivar a educação automotiva. Segundo a empresa, o projeto procura favorecer um diálogo mais claro entre mecânicos e proprietários de veículos, levar informações sobre peças, manutenção e segurança automotiva para o público.

Nesse contexto, conhecer minimamente os sistemas do carro pode ajudar o proprietário a acompanhar melhor a manutenção preventiva e compreender sinais que indicam a necessidade de avaliação do veículo. Os vídeos do “Dicionário de Mecaniquês” estão disponíveis nos perfis oficiais no Instagram  Oficina Amiga da Mulher e da MTE Thomson.

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quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Cofap amplia linha de kits de transmissão para motos

Kit de transmissão da Cofap

Marca lança seis novos códigos para Honda e Yamaha e passa a cobrir 97% da frota de motocicletas em circulação no Brasil

O kit de transmissão está entre os componentes que mais exigem atenção na manutenção de uma motocicleta. Formado por corrente, coroa e pinhão, o conjunto é responsável por levar à roda traseira a força produzida pelo motor. Por isso, sinais aparentemente simples, como ruídos ou folgas na corrente, podem indicar a necessidade de uma avaliação.

Pensando na manutenção preventiva, a Cofap reforça as orientações para a inspeção do sistema e amplia sua linha de kits de transmissão com seis novos códigos destinados a motocicletas Honda e Yamaha. Com os lançamentos, o catálogo chega a 43 aplicações e passa a atender 97% da frota circulante de motos no Brasil.

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Presta atenção!

De acordo com os técnicos da Cofap, alguns sinais devem chamar a atenção do motociclista e do reparador. Entre eles estão ruídos excessivos, folga da corrente acima do recomendado e situações em que a corrente escapa da coroa ou do pinhão.

Além disso, o desgaste acentuado dos dentes da coroa e do pinhão também indica que o conjunto precisa ser avaliado. Nesses casos, a recomendação é procurar uma oficina de confiança para verificar as condições dos componentes e definir se é necessária uma manutenção ou a substituição do kit.

A manutenção periódica é importante não apenas para preservar a durabilidade das peças, mas também para reduzir o risco de falhas durante a condução. Afinal, o sistema trabalha diretamente na transferência da força do motor para a roda traseira.

Cofap amplia cobertura para Honda e Yamaha

Os seis novos códigos incorporados ao catálogo contemplam diferentes modelos e anos de fabricação. A lista inclui aplicações para motos como Honda CG, Bros, XRE 190 e CBX 250 Twister, além da Yamaha YS 250 Fazer.

Outro destaque é que as correntes dos lançamentos possuem retentores. Segundo a marca, essa característica contribui para uma condução mais confortável, já que as correntes com retentores são mais silenciosas do que as versões sem esse recurso. Confira a lista dos novos códigos:

  • TMC410001R – Honda CBX 250 Twister, de 2001 a 2008;
  • TMC410013R – Honda CG 160 Titan, Fan, Start e Cargo, de 2016 a 2022; CG 150 Titan, de 2004 a 2016; CG 150 Fan, de 2009 a 2015; CG 150 Start, de 2014 a 2016; e CG 150 Cargo, de 2013 a 2015;
  • TMC410014R – Honda NXR 160 Bros, de 2015 a 2022, e XRE 190, de 2016 a 2022;
  • TMC413567R – Honda NXR 150 Bros ESD, de 2003 a 2005, e NXR 150 Bros, de 2006 a 2015;
  • TMC413673R – Honda CG Titan, de 2004 a 2016; Fan, de 2009 a 2015; Start, de 2014 a 2016; e Cargo, de 2014 a 2015;
  • TMC424510R – Yamaha YS 250 Fazer, de 2006 a 2017.

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quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Jeep coloca o Avenger como forte concorrente entre SUVs de entrada

Jeep Avenger amarelo visto de cima

Coluna Fernando Calmon nº 1.415: Jeep coloca o Avenger como forte concorrente entre SUVs de entrada 

Avenger é o principal lançamento da Jeep nos últimos cinco anos e ocupa uma posição abaixo do Renegade, mas certamente fará crescer a participação de mercado da marca. Suas dimensões o colocam numa posição de SUV subcompacto, fácil de estacionar, com bom ângulo de entrada (22°), central (21°) e saída (33,9°), além de vão livre do solo de 221 mm. As outras dimensões (mm): comprimento, 4.084; largura, 1.776 (1.981 mm com espelhos); entre-eixos, 2.557; altura, 1.583. Espaço no banco traseiro é limitado, embora compatível com sua proposta. Porta-malas de 321 L não está entre seus pontos fortes, mesmo com estepe de uso emergencial, mas há 28 L de porta-objetos internos. Rodas de liga leve de 16, 17 ou 18 pol.

Estilo preserva a tradicional grade de sete fendas, faróis embutidos para maior proteção (Matrix, nas versões mais caras), para-choques proeminentes e caixas de rodas trapezoidais. Teto solar elétrico opcional, nas versões Longitude e Limited. A cabine traz painel com textura agradável e central multimídia de formato bem estreito com tela de 10 pol. (compatível com Android Auto e Apple CarPlay, sem fio). Pacote de assistências ao motorista (ADAS, Nível 2), exclusivo neste segmento de SUVs, inclui controle de cruzeiro adaptativo com centralizador de faixa e frenagem autônoma de emergência.

Motor é o T200, flex, 1 litro, 116 cv, 20,4 kgf·m com sistema semi-híbrido de 12 V que melhora discretamente o desempenho em arrancadas e retomadas, proporciona partidas mais silenciosas, além de garantir isenção de IPVA em alguns Estados e isenção de rodízio na capital paulista. Câmbio automatizado CVT, sete marchas. Há três versões: Altitude, Longitude e Limited. Embora sem tração 4×4, conta com o gerenciador eletrônico Selec-Terrain e assistente em descida íngreme. Freio de estacionamento elétrico, mas sem auto-hold.

Devido aos seus 1.253 kg, a versão de entrada Altitude, acelera de 0 a 100 km/h em 10,7/10,3 s (G/E). Consumo de combustível homologado Inmetro (G/E): cidade 12,7/8,8 km/l e estrada, 13,5/9,4 km.

Na viagem de teste para primeiras impressões, mostrou desempenho compatível com a proposta, que visa a concorrentes como Kardian, Kait, Sonic e Tera (WR-V também, porém mais caro). Há breve letargia nas retomadas, sem comprometer dirigibilidade ou atrapalhar ultrapassagens. Silêncio de marcha está entre suas qualidades, além do acerto das suspensões com ótima relação entre conforto e estabilidade.

Preços: R$ 119.990 a R$ 145.990.

Balanço do 34º Congresso Fenabrave

Foram três dias de análises, debates e previsões, encerrados no último dia 19, de um setor dos mais importantes na economia brasileira. Fenabrave representa 8.523 concessionárias de automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, tratores e implementos rodoviários. Resultados de vendas têm surpreendido e as previsões do início do ano foram revistas para cima.

Somente no segmento de autos e comerciais leves o crescimento foi de 18,7%: 1.726.644 unidades vendidas, contra 1.454.044 em 2025. Houve forte movimento de antecipação de compras no primeiro semestre por parte das locadoras. Previsão agora aponta para um avanço menor, de 8,8% no fechamento do ano, ainda um bom resultado.

Arcélio dos Santos Júnior, presidente da entidade, lembrou que programas de incentivos governamentais ofereceram condições melhores de financiamento, mas já se esgotaram ou beneficiaram poucos novos compradores entre taxistas e carros de aplicativos por razões cadastrais.

Do total de associadas, 1.380 concessionárias representam 15 marcas chinesas (até agora, sem contar breve chegada da BAIC), 16,8% do total. Este rápido avanço provocou deflação nos preços dos carros novos e dos usados seminovos, devido ao aumento da competição no setor. “Isso faz parte do negócio e obrigou marcas tradicionais no mercado a se movimentarem. A redução nos preços dos novos também se refletiu nos usados, que estão abaixo da tabela da Fipe. Mas o setor está reagindo bem a este novo desafio”, acrescentou.

Impressões: BMW iX3 50 xDrive destaca ímpeto para acelerar

Ideia central da marca alemã é combinar a tradição da BMW em dinâmica de condução à eficiência e respostas instantâneas de um veículo elétrico. O SUV iX3 50 xDrive M Sport, sua identificação completa, vai muito bem nestes quesitos ao entregar acelerações lineares e vigorosas, além de acertos dinâmicos que se destacaram em uma primeira avaliação de São Paulo a Brotas (SP), no Raceville Speed Club.

Seu estilo, mais arrojado, o diferencia de forma notável dos modelos tradicionais de motor a combustão, embora a conhecida grade vertical, no formato de duplo rim, o identifique claramente. Rodas são de 21 pol. e as maçanetas, embutidas. Destaque para o porta-malas de 520 L e mais 58 L sob o capô.

Interior também foge do convencional, em especial pelo desenho do volante, da central multimídia retangular de 17,9 pol. e um largo mostrador horizontal na base do para-brisa com várias informações visíveis a todos os ocupantes.

Os motores dianteiro e traseiro totalizam 469 cv e 47,8 kgf·m, sendo que o traseiro tem quase o dobro de potência e torque do dianteiro. Há um novo tipo de bateria de células cilíndricas e capacidade de 108,7 kW⋅h. Admite recarga com potência de até 400 kW, tempo de 10% a 80% é de 21 minutos e alcance médio (cidade/estrada) de 570 km, o maior do mercado pelo padrão Inmetro.

Ao aliviar o acelerador, o sistema pode recuperar parte da energia cinética e transformá-la novamente em energia elétrica para a bateria. Isso permite utilizar bastante o chamado “one pedal”, reduzindo a necessidade de usar o pedal do freio em situações de tráfego lento.

Como todo carro elétrico, impressiona a rapidez das respostas. Isto significa acelerações bastante lineares e vigorosas: 0 a 100 km/h em 4,9 s, apesar de sua impressionante massa de 2.285 kg. Mesmo sendo um SUV, o iX3 apresenta comportamento característico de um BMW, tanto em curvas, quanto em mudanças rápidas de trajetória.

GAC GS9 Ultra: grande e pesado, porém ágil

Entre tantos SUVs que o mercado brasileiro não para de receber, ainda há espaço para um nicho em que a GAC encaixa bem o GS9 Ultra. São três fileiras de bancos duplos para motorista e cinco passageiros (arranjo 2+2+2, já visto em outro modelo chinês, o Wey 07), além de um conjunto mecânico diferenciado. Dimensões realmente avantajadas, só um pouco inferiores ao modelo da GWM (mm): comprimento, 5.060; entre-eixos, 2.930; largura, 1.950; altura, 1.760. Sua massa é de nada menos que 2.365 kg.

Formato de linhas retas da carroceria segue a moda e na traseira chama atenção o desenho das lanternas interligadas e descendentes nas extremidades. Rodas de 20 pol. têm desenho (duas opões) bem elaborado e o porta-malas (sem padrão indicado pelo fabricante) oferece volume entre 255 e 1.005 L. No interior há uma grande tela multimídia (15,6 pol.), carregador de celular de 50W e 21 alto-falantes. Segunda fileira de bancos reclináveis conta com massagem, saídas de ar quente e frio e até mesinhas a exemplo dos aviões.

Destaque em segurança para os nove airbags, incluindo um central entre os bancos dianteiros e o pacote Adas (nível 2,5) com câmera de visão 540° e de detecção de objeto no ponto cego, entre outros.

Motor turbo 1,5 L, gasolina, 160 cv, 21,4 kgf·m e mais dois elétricos, sendo o dianteiro de 231 cv, 25,5 kgf·m e o traseiro de 109 cv, 16,8 kgf·m. São 500 cv e 62,5 kgf·m (há dúvidas na forma de cálculo pelo fabricante), o que permite acelerar de 0 a 100 km/h em 5,9 s. Alcance médio (urbano/rodoviário) no modo elétrico e bateria de 44,5 kW⋅h é de 114 km, padrão Inmetro. Na realidade, enquadra-se tecnicamente como elétrico de alcance estendido pelo motor a combustão e também recarregável em tomadas.

No primeiro contato, em trajeto curto de 40 km, o GS9 destacou-se pelo silêncio de marcha e respostas muito boas ao acelerador. De início, só atuam os dois motores elétricos e, se mais exigido, o motor a combustão. Nas curvas, o tamanho e sua massa elevados exigem atenção, entretanto sem sustos. Freios bem dimensionados para um veículo de quase duas toneladas e meia. Suspensões um pouco mais firmes seriam o ideal.

Preço: R$ 399.990.

 

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