Rodrigo Pereira, proprietário e técnico da Infinity Tecnologia em Autos, detalha substituição de módulos, uso de scanner, topologia elétrica, entre outros procedimentos
O BYD Song Pro já chegou às oficinas independentes e exige procedimentos de diagnóstico eletrônico, programação de módulos e manutenção preventiva similares aos de veículos convencionais, com maior presença de sistemas eletrônicos. Rodrigo Pereira, proprietário e técnico da Infinity Tecnologia em Autos, relata a experiência prática com o SUV híbrido plug-in, abordando reparos realizados, acessos técnicos e desafios na integração de módulos.
Segundo Rodrigo, um dos serviços executados foi a substituição do módulo traseiro, responsável por funções como tampa do porta-malas, iluminação e desembaçador. “Não foi difícil de fazer, aparelho genérico faz a programação, a apresentação desse módulo”, afirmou. O componente foi retirado de um veículo doador, procedimento comum quando não envolve sistemas críticos de segurança. “Quando entra em itens de segurança, é aconselhável a gente sempre substituir por uma original fornecida pela concessionária montadora”, disse.
O técnico explica que o conceito de carro doador se refere a veículos sinistrados destinados ao reaproveitamento de peças. “O carro doador significa você pegar de um carro de leilão, um carro batido, que só vai ser para doação de peças”, relatou. O serviço levou cerca de uma hora, incluindo desmontagem do compartimento traseiro.
Sobre a estrutura do modelo, Rodrigo aponta que suspensão e plataforma seguem padrões do segmento SUV, mas a durabilidade de longo prazo ainda depende de tempo de uso no mercado. “Vida útil das peças comparável com o Toyota, só o tempo para dizer”, afirmou.
Outros modelos da BYD
Em relação a outros modelos eletrificados, como o Dolphin, o técnico relatou dificuldade na reapresentação de módulos atrelados ao veículo original. “Os aparelhos genéricos não faziam, tentamos a ferramenta original da marca, também não conseguimos”, disse, explicando que foi necessário reapresentar módulos do carro doador.
No Song Pro, o acesso ao motor a combustão é similar ao de veículos convencionais. “Para acessar injetores, velas e diagnóstico de injeção, é como se fosse de um carro convencional, tirando a parte dos elétricos”, afirmou. Já o conjunto híbrido integra motores elétricos, transmissão e inversor, exigindo desmontagem do agregado para intervenções profundas.
O diagnóstico depende de scanner e diagramas elétricos. “O scanner vê a topologia e já vai te dar mais ou menos 80% do caminho andado”, explicou, destacando a necessidade de plataformas técnicas e investimento em equipamentos.
Para o técnico, a capacitação contínua é fator crítico. “É todo dia estudando, o que resolve é o dia a dia de oficina e o conhecimento”, afirmou.
Sobre marcas chinesas, Rodrigo avalia que arquiteturas híbridas e elétricas seguem conceitos semelhantes entre fabricantes. “Hoje é uma marca que eu teria, eu compraria, é um carro que atende o mercado”, disse, citando proximidade técnica entre BYD e GWM.
Na manutenção preventiva, a incidência de corretivas ainda é baixa. “O que a gente vem arrumar esses carros é mais preventiva, óleo de motor, pastilhas, freios”, afirmou, citando o freio regenerativo como fator de redução de desgaste. “Não vejo muita complicação”, concluiu.
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