sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Jurid revela cuidados com as pastilhas de freio

pastilha de freio da Jurid

Linha reúne opções convencionais, soluções antirruído e pastilhas com sensor de desgaste. Marca ainda revela alguns cuidados

A troca das pastilhas de freio exige mais do que identificar o modelo do veículo. As características do sistema de frenagem e as especificações indicadas pelo fabricante precisam ser consideradas para que o conjunto funcione corretamente.

Além da versão convencional, existem pastilhas com tecnologias voltadas a situações específicas, como redução de ruídos e indicação do desgaste. A Jurid destaca essas diferentes soluções.

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Tecnologia antirruído

As pastilhas convencionais são desenvolvidas para atender às especificações de cada aplicação e oferecer desempenho de frenagem compatível com as características do veículo.

Por outro lado, algumas aplicações contam com tecnologia antirruído. O recurso auxilia na redução de vibrações e dos ruídos durante a frenagem, contribuindo para maior conforto do motorista e dos passageiros.

A diferença pode ser relevante principalmente durante a manutenção, já que ruídos e vibrações estão entre os sinais que podem chamar a atenção do motorista para o comportamento do sistema de freios. Inclusive, a marca possui pastilhas equipadas com sensor de desgaste. Nesse caso, o componente indica o momento adequado para a substituição, facilitando o acompanhamento da manutenção preventiva.

Dessa forma, o recurso também pode contribuir para evitar que a pastilha continue sendo utilizada além do período adequado e provoque desgaste excessivo dos componentes do sistema.

Escolha depende da aplicação do veículo

Independentemente da tecnologia disponível, a seleção da pastilha deve seguir as especificações do automóvel e as recomendações do fabricante. A aplicação correta é fundamental para preservar o funcionamento esperado do sistema de frenagem.

Durante a manutenção, a inspeção periódica também deve fazer parte do procedimento. A verificação permite identificar sinais de desgaste e avaliar as condições dos componentes antes que o sistema apresente perda de desempenho. Por fim, ao realizar a substituição, o mecânico deve conferir a aplicação indicada para o veículo e verificar se a peça corresponde às especificações necessárias.

 

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quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Novo VW Constellation leva até 91 toneladas

Volkswagen Constellation 33.540 6x4 off-road cinza visto de frente

Novo caminhão extrapesado tem PBTC de 91 toneladas, CMT de 125 toneladas e motor D26 Ultra com mais de 500 cv

A Volkswagen Caminhões e Ônibus ampliou sua linha de extrapesados com o novo Constellation 33.540 6×4. Segundo a marca, o novato foi desenvolvido para operações fora de estrada e aplicações severas. O caminhão tem PBTC de 91 toneladas e CMT de 125 toneladas, além de poder chegar a 150 toneladas em aplicações especiais com consultoria da montadora.

Voltado principalmente ao agronegócio e a operações que exigem alta capacidade de carga, o modelo também recebeu mudanças estruturais e mecânicas para trabalhar em terrenos irregulares. Entre elas estão reforços no chassi, suspensão elevada e maior ângulo de ataque.

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Preparado para o que der e vier

O novo Constellation 33.540 6×4 é equipado com o motor D26 Ultra de 540 cv e que recebeu calibração específica para aplicação fora de estrada. Aliás, a Volkswagen Caminhões e Ônibus revelou que a configuração permite até 5% de economia de combustível.

Além do conjunto motriz, o caminhão passou por testes que somaram mais de 1 milhão de quilômetros rodados em condições extremas. O objetivo foi validar as soluções adotadas para aumentar a durabilidade e a produtividade durante as operações.

Entre as alterações está uma nova proteção do radiador para aplicações severas. Ainda nesse sentido, o modelo conta com quinta roda reforçada, preparada para transportar cargas elevadas. Ele tem ainda uma rampa de engate desenvolvida para ampliar a segurança e durabilidade dos componentes.

A capacidade de rodar em terrenos de maior dificuldade também foi considerada no desenvolvimento. A suspensão elevada e o maior ângulo de ataque ajudam o veículo a superar irregularidades e acessos comuns em operações fora de estrada.

Cabine ganha novos recursos de conforto

Embora tenha foco em aplicações severas, o novo Constellation também recebeu alterações direcionadas ao motorista. A principal novidade é a nova suspensão pneumática da cabine. O sistema tem ajuste automático e curvas de amortecimento.

De acordo com a Volkswagen Caminhões e Ônibus, o conjunto busca melhorar o conforto durante a operação, enquanto outros recursos acrescentam elementos de segurança e aprimoram a experiência ao volante. Por fim, a fabricante pontua que o modelo atende às normas de regulamentação do Contran 872/21.

 

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quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Grupo Renault-Geely acelera investimento em produção local

Funcionários ao lado do 1° Geely EX5 EM-i produzido no Brasil

Coluna Fernando Calmon nº 1.419: Grupo Renault-Geely acelera investimento em produção local 

Menos de um ano após a Renault Geely do Brasil (RGdB) anunciar a mudança da razão social e o investimento adicional de R$ 2 bilhões da marca chinesa na fábrica de São José dos Pinhais (PR), o primeiro produto — Geely EX5 EM-i híbrido plugável — acaba de sair da linha de montagem. A sociedade franco-chinesa avança com a rapidez que o total de R$ 5,8 bilhões permitirá até 2027. Comercialização do híbrido plugável começará em novembro. Início de produção nacional do elétrico EX2 será em dezembro próximo e as vendas até dois meses depois.

Ambos os modelos, durante o atual período de importação, superaram as previsões. Francois Provost, presidente global do Grupo Renault, veio ao Brasil e afirmou sua confiança na equipe de executivos que cumpriu todos os objetivos previstos. Fabrice Cambolive, ex-presidente da filial brasileira de 2015 a 2017 e hoje vice-presidente mundial de Vendas e Operações da Renault, confirmou o total de quatro modelos, dois da marca francesa e dois da marca chinesa, produzidos aqui até o final de 2027.

Geely mantém 26,4% de participação acionária na RGbD, operação comandada pelo argentino Ariel Montenegro desde 2025. A tecnologia híbrida E-Tech 4×4 será flex e estará no Boreal e na Niagara também em 2027. Montenegro acrescentou que os elétricos puros vão assumir participação maior nos principais mercados mundiais.

Contudo, ainda há recuos como acontece agora na venda de elétricos nos EUA, no Canadá e, discretamente, até na China com o corte de incentivos. Perguntei a ele se, quando a guerra no Oriente Médio cessar e na hipótese de petróleo cair substancialmente de preço com a normalização da produção e à medida que os elétricos avancem, não poderia postergar o ritmo futuro da eletrificação. Montenegro respondeu ser improvável isso acontecer.

Em entrevista ao site da Autoesporte, Combolive previu que 50% dos carros da Renault serão híbridos ou elétricos no Brasil até 2030.

Números da Stellantis na desmontagem veicular

Trata-se de uma iniciativa única que deveria estimular outros fabricantes na mesma direção. No Brasil, dar baixa em documentação para um veículo em fim de vida é extremamente burocrático e os veículos acabam abandonados ou vendidos como sucata bruta.

O conglomerado franco-ítalo-americano completou um ano de operação do seu Centro de Desmontagem Veicular (CDV) em Osasco (SP). Consiste em uma pioneira estrutura própria de uma fabricante na América do Sul, voltada à desmontagem legal e rastreável. A iniciativa valida na prática o modelo de negócios baseado nos conceitos de economia circular para veículos em fim de vida útil.

No primeiro ano, o CDV desmontou 1.150 automóveis oriundos de seguradoras ou leilões e permitiu recuperar de mais de 20 mil componentes. Destes, 11 mil já foram comercializados no mercado de reposição. Evidencia demanda crescente por peças reutilizadas de procedência auditada. Houve destinação ambientalmente adequada de 862 toneladas de materiais e quase 14 mil litros de fluidos.

O reaproveitamento de componentes chega a reduzir em até 80% o consumo de matérias-primas e em até 50% as emissões de CO₂ em relação à produção equivalente de peças novas. A estratégia da Stellantis atua sob pilares de Remanufatura, Reparo, Reuso e Reciclagem. Há ainda o Centro de Recondicionamento Veicular (CRV) em Betim (MG) que recuperou mais de 500 veículos em três anos.

Com capacidade instalada para até 8 mil desmontagens/ano, o CDV de Osasco atinge agora a fase de escala. Os próximos passos focam na ampliação do portfólio de componentes certificados, expansão dos canais de distribuição do pós-venda e consolidação da logística reversa na região.

A empresa tem mais dois CDVs no exterior: Itália e Marrocos. O quarto será na França.

Niagara: avanço Renault no segmento de picapes

Prevista para estrear em novembro próximo, a picape intermediária Niagara de cabine dupla foi apresentada semana passada em Córdoba, Argentina, de onde virá para o Brasil. A sucessora da Oroch visa principalmente a Toro (mas também Maverick, Rampage e agora a Mako). Utiliza a mesma estrutura do SUV médio Boreal, capô e para-choque dianteiro iguais, fabricado em São José dos Pinhais (PR). A dianteira chama atenção pela grade verticalizada e inscrição Renault em pequenos pixels cromados. Linha de cintura alta, caixas de rodas encorpadas e maçanetas na coluna traseira seguem os padrões das picapes mais atuais derivadas de SUVs. Terá versões 4×2 e 4×4.

Internamente, há 200 mm de espaço para joelhos no banco traseiro (referência na categoria) que tem encosto reclinável em 25° e um compartimento oculto de 36 litros atrás deste. O painel integra quadro de instrumentos digital de 10,2 pol., central multimídia de 10,1 pol. com Google Built-In e sistema de câmeras 360°. Novidade é o assistente de IA generativa e multimodal Google Gemini. São 26 os sistemas avançados de ajuda ao motorista (Adas).

A Niagara mede 4,94 m de comprimento (4,91 m nas versões 4×2), 2,96 m de entre-eixos, 1,72 m de altura e 1,83 m de largura. Rodas de 17 ou 18 pol. Caçamba de 938 litros traz cobertura rígida retrátil, tomada 12 V e tampa traseira de abertura elétrica. Carga útil de 654 kg (incluídos cinco ocupantes) e capacidade de reboque 710 kg (a maior entre as intermediárias). Vão livre de 223 mm (233 mm nas versões 4×4), ângulo de entrada, 22,1° e de saída, 22,3°. Suspensão traseira independente multibraço recebeu acerto específico para as condições de uso na América do Sul. Freios a disco ventilados nas quatro rodas.

Motor flex 1.3 Turbo TCe entrega 156 cv (gasolina) ou 160 cv (etanol) e torque de 27,5 kgf·m. Câmbio de seis marchas manual ou automatizado de dupla embreagem em banho de óleo e seletor eletrônico. Sistema de tração integral sob demanda oferece seis modos de condução via seletor no console.

Renault não deve disponibilizar todas as quatro versões da Niagara em novembro e sim ao longo dos meses seguintes. A híbrida com motor elétrico no eixo traseiro chegará só no segundo semestre de 2027.

Tesla se envolve em outro acidental fatal nos EUA

Um sedã elétrico Model 3, da Tesla, teve o sistema Autopilot novamente colocado em dúvida sobre seu funcionamento. O acidente ocorreu em Buena Vista Township, no estado americano de New Jersey. Em um cruzamento, o Civic dirigido por Stephen Field, de 82 anos, ia completar uma conversão à esquerda quando foi atingido pelo Model 3 que desrespeitou uma placa de parada obrigatória. Ele faleceu, enquanto o motorista e mais três ocupantes do elétrico foram hospitalizados.

Inicialmente, as autoridades de trânsito classificaram a causa da colisão como falha humana. Entretanto, o site americano Electrek, especializado em veículos elétricos, descobriu que o sistema de condução autônoma estava ativo e ainda assim não evitou a colisão. Isso foi confirmado pela Administração Nacional de Segurança Rodoviária (NHTSA, em inglês) dos EUA.

A marca ocultou algumas informações ao alegar “segredo comercial confidencial”, inclusive se no local do acidente era permitido usar o FSD (sigla em inglês para Condução Autônoma Total) que, tudo indica, não funcionou a contento. Este episódio ainda em investigação desde fevereiro último assemelha-se a outro em que a Tesla foi obrigada a honrar uma indenização de US$ 243 milhões (R$ 1,244 bilhão), em 2019, pela morte de uma pedestre e ferimentos graves em outro na cidade de Key Largo, Flórida.

Nesta ação perdida a fabricante alegou também que a sentença desestimulava avanços tecnológicos que “poderão salvar vidas”. Mas batizar o sistema de Condução Autônoma Total acaba por transmitir excesso de confiança aos compradores dos seus carros. E a fabricante continua a utilizar o termo FSD.

A defesa das vítimas comprovou negligência da marca por liberar a tecnologia fora de rodovias monitoradas, enquanto a Tesla recorreu da decisão e perdeu, mesmo alegando novamente que a sentença desestimulava avanços tecnológicos que salvam vidas. No ano passado, o crossover compacto (nos padrões americanos) Model Y foi o modelo mais vendido no mundo: 1.173.102 unidades.

Fernando Calmon é jornalista especializado e colunista do Portal da Revista O Mecânico. Acesse: https://ift.tt/MNifhcq

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terça-feira, 22 de setembro de 2026

Illinois revela cuidados com as guias de válvulas

Guias de válvulas da Illinois

Componentes têm diferentes ligas para atender motores com níveis variados de solicitação e exigem cuidados específicos na montagem

A guia de válvula é um componente que trabalha diretamente com o movimento das válvulas e fica submetido a altas temperaturas e esforços constantes. Por isso, além de garantir o correto posicionamento da haste, a peça tem papel importante no controle do calor gerado durante a combustão. Dada sua importância, a Illinois revela alguns cuidados que os mecânicos devem ter com o componente na hora de fazer a manutenção.

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Guia de válvula controla movimento e temperatura

A principal função da guia de válvula é absorver as forças transversais que atuam sobre a haste. Dessa forma, mantém a válvula centralizada em relação ao assento e auxilia na condução do calor produzido pela combustão para o cabeçote do cilindro.

Como trabalha em condições severas, o componente precisa apresentar resistência ao desgaste, à temperatura e ao atrito. Segundo a fabricante, as guias utilizam matérias-primas de padrão O.E.M. e ligas selecionadas de fundição cinza e latão.

A escolha do material varia conforme a aplicação. A liga G1, produzida em fundição cinza perlítica, é destinada a motores com solicitação convencional. Já as ligas G2 e G3 recebem adição de fósforo e cromo e são indicadas para motores submetidos a cargas médias e severas.

Outra opção é a liga B1, formada pela combinação de cobre, zinco e alumínio. De acordo com a Illinois, esse material apresenta propriedades de deslizamento voltadas às condições de trabalho do componente. Inclusive, a empresa pontua que o processo produtivo da linha segue as normas do sistema de qualidade ISO 9001.

Montagem exige atenção à folga e à geometria

Na substituição das guias de válvulas, não basta apenas instalar o componente novo. A fabricante orienta que a cabeça do cilindro esteja na temperatura especificada pelo fabricante do motor durante os procedimentos de montagem e desmontagem.

Além disso, a extração e a prensagem devem ser realizadas com ferramentas adequadas. Assim, o profissional evita danos à guia e ao cabeçote durante a intervenção. Após a instalação, o mecânico também deve conferir a geometria e a folga interna da guia. Se necessário, a correção dimensional pode ser realizada com o uso de um alargador.

Essas verificações são importantes para assegurar que a válvula trabalhe corretamente dentro da guia. Afinal, uma folga inadequada pode comprometer o funcionamento do conjunto e afetar a durabilidade do sistema.

 

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segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Litens revela solução para reduzir vibração do motor

BASFiltr da Litens

Tecnologia BASFiltr usa a polia do virabrequim para controlar oscilações e otimizar o funcionamento do sistema por correia

Uma tecnologia aplicada pela Litens desde 2018 em veículos produzidos na Europa, China e América do Norte chega ao portfólio da empresa no Brasil. Trata-se da BASFiltr, solução que utiliza a própria polia do virabrequim a fim de reduzir vibrações torcionais geradas pelo motor.

Na prática, o componente funciona como um filtro mecânico instalado na origem da transmissão de potência. Assim, as oscilações são controladas antes de alcançar a correia e outros elementos do sistema de acionamento. O objetivo é reduzir perdas, ruídos e esforços sobre os componentes.

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Como funciona a tecnologia?

A solução pode ser aplicada tanto em motores a combustão quanto em sistemas híbridos leves, os modelos MHEV. O funcionamento é baseado no controle das vibrações torcionais produzidas pelo propulsor.

Segundo a Litens, ao absorver essas oscilações diretamente na polia do virabrequim, torna-se possível trabalhar com uma pré-tensão otimizada da correia. Isso é relevante porque uma tensão elevada aumenta o atrito, as perdas de energia e as cargas aplicadas aos componentes. Alexandre Brigolin, engenheiro de testes da empresa, pontua que quanto maior a tensão aplicada à correia, maiores são as perdas por atrito e a carga imposta aos componentes.

Alexandre Brigolin da Litens

O especialista conta que ao controlar as vibrações em sua origem, é possível trabalhar com níveis de tensão otimizados. Além da eficiência, a estratégia pode contribuir para reduzir ruídos e esforços mecânicos. Desse modo, componentes como correia, tensionadores e outros itens podem contar com maior durabilidade.

Ganhos também nos sistemas híbridos

Nos veículos equipados com sistemas MHEV, o controle das vibrações ganha importância adicional. Isso ocorre porque a correia participa da transferência de energia entre o motor a combustão e a máquina elétrica.

Linha automática BASFiltr da Litens

Nesse cenário, o gerenciamento das oscilações pode contribuir para o funcionamento das funções de recuperação de energia, assistência de torque e partidas do motor a combustão. Ou seja, a tecnologia atua em uma região que precisa lidar com diferentes condições de operação do conjunto híbrido. Já em motores convencionais, a BASFiltr tem como foco a redução de ruídos e vibrações e diminuição da fadiga de componentes como correias e tensionadores.

 

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sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Dayco lança kits de manutenção de sincronismo

Super Kit da Dayco para manutenção de sincronismo

Novos kits reúnem componentes de sincronismo e acessórios a fim de facilitar o reparo e reduzir o risco de retrabalho

A manutenção dos sistemas de sincronismo e acessórios exige atenção não apenas ao componente que apresentou desgaste, mas também às demais peças que trabalham em conjunto. Com o intuito de facilitar esse procedimento nas oficinas, a Dayco lançou uma linha de Super Kits que reúne diferentes componentes necessários para cada aplicação em uma única embalagem.

A proposta acompanha uma mudança importante na rotina do mecânico: avaliar o conjunto antes de realizar a substituição de uma peça isoladamente. Correias, tensionadores e polias estão sujeitos ao desgaste e podem comprometer o funcionamento do sistema quando chegam ao fim da vida útil.

Com a troca conjunta dos componentes indicados para cada aplicação, a oficina pode reduzir a possibilidade de uma nova intervenção provocada pela permanência de peças desgastadas no sistema.

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Kit reúne componentes do sistema

Os sistemas de sincronismo e acessórios desempenham funções diferentes, mas igualmente importantes para o funcionamento do veículo. O primeiro mantém o movimento coordenado dos principais componentes internos do motor. O segundo transmite força para equipamentos acionados pelo propulsor.

De acordo com a aplicação, os Super Kits da Dayco podem reunir correia de sincronismo, correia de acessórios, tensionadores e polias. A composição varia conforme o automóvel e o sistema atendido. A concentração dos componentes em uma única caixa também busca simplificar a identificação e o pedido das peças. Para a oficina, isso facilita o gerenciamento do estoque e diminuir a necessidade de reunir individualmente diferentes itens para executar o mesmo serviço.

Outro ponto está na compatibilidade entre os componentes. Ao realizar a manutenção do conjunto, o mecânico passa a trabalhar com peças destinadas à mesma aplicação, reduzindo a possibilidade de manter um componente antigo junto a outros novos.

Manutenção preventiva pode evitar retrabalho

A avaliação completa do sistema durante a revisão é importante principalmente porque uma falha não necessariamente está restrita à peça que apresenta o sintoma inicial. O desgaste de um componente pode afetar outros elementos que trabalham sob as mesmas condições de funcionamento.

Por isso, a substituição conjunta dos itens previstos para determinada aplicação pode contribuir para aumentar a confiabilidade do reparo e evitar que a oficina precise desmontar novamente o sistema em um curto intervalo. Davi Cruz, especialista técnico da Dayco, conta que o Super Kit reforça o conceito de manutenção preventiva. A linha faz parte da estratégia da empresa de ampliar a oferta de soluções para o aftermarket brasileiro. Segundo a fabricante, os kits possuem garantia de dois anos.

 

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Projeto de lei do Direito de Reparar avança no Senado

Emblema do Direito de Reparar

PL 5.092/2026 prevê acesso dos consumidores a peças, ferramentas, informações técnicas e softwares para reparo de bens

O debate sobre o Direito de Reparar avançou no Senado com a apresentação do Projeto de Lei nº 5.092/2026, de autoria da senadora Leila Barros (PDT-DF), em 17 de agosto. A proposta estabelece o direito do consumidor ao reparo dos bens adquiridos e amplia as possibilidades de escolha sobre quem realizará o serviço.

O texto prevê que o consumidor possa optar por mecânicos credenciados, independentes ou até mesmo realizar o reparo por conta própria. Para isso, também estabelece medidas relacionadas ao acesso a peças, ferramentas, informações técnicas e softwares necessários ao diagnóstico e à manutenção. Na posição oficial consultada no Senado, o projeto está em tramitação e aguarda despacho. Se avançar, a discussão poderá ter reflexos especialmente no aftermarket automotivo, setor que acompanha a evolução tecnológica dos veículos.

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PL trata de acesso à reparação

Nos automóveis atuais, a manutenção deixou de depender apenas de componentes mecânicos. Sistemas eletrônicos, sensores, softwares, conectividade e ferramentas de diagnóstico passaram a fazer parte da rotina das oficinas.

Nesse cenário, o acesso à peça é apenas uma parte da capacidade necessária para realizar determinados serviços. O mecânico independente também precisa contar com informações e recursos técnicos que permitam identificar falhas e executar corretamente os procedimentos de manutenção.

Para Alcides Acerbi Neto, presidente do SICAP e vice-presidente da ANDAP, eventuais limitações estruturais ao acesso à manutenção independente podem repercutir em diferentes pontos da cadeia. Segundo ele, o impacto pode alcançar mecânicos, varejistas, distribuidores e fabricantes independentes e, consequentemente, reduzir as alternativas disponíveis para o proprietário do veículo.

Portanto, a discussão envolve não apenas a relação entre consumidor e oficina, mas também a estrutura do mercado de reposição e os diferentes agentes que participam do fornecimento de produtos e serviços.

Entidades do aftermarket acompanham proposta

O tema vem sendo acompanhado de forma conjunta pelas entidades que integram a Aliança do Aftermarket Automotivo Brasil. A ANFAPE participa da discussão e destaca que o PL 5.092/2026 pretende estabelecer parâmetros legais no país para um conceito que já é debatido e regulamentado em outros mercados. Para ANDAP e SICAP, o debate também precisa considerar os aspectos econômicos e concorrenciais envolvidos na possibilidade de escolha do consumidor.

A avaliação das entidades é de que garantir condições para que o proprietário decida onde reparar seu veículo contribui para preservar a pluralidade do mercado e a concorrência entre fornecedores.

Essa cadeia independente reúne fabricantes, distribuidores, varejistas e milhares de empresas de reparação. Por isso, o avanço do projeto no Senado coloca em discussão não apenas o direito de consertar um bem, mas também as condições de acesso aos recursos necessários para que diferentes empresas possam participar do processo de manutenção.

 

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