quinta-feira, 26 de março de 2026

Caoa e Changan anunciam investimento de R$ 8 bilhões em Anápolis

A Caoa e a Changan anunciaram nesta manhã, em Anápolis (GO), um investimento de R$ 8 bilhões para a produção de veículos no Brasil. A nova linha já iniciou a montagem das primeiras unidades de um SUV equipado com motor 1.5 turbo flex. A cerimônia de inauguração contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin, do presidente da Caoa, Carlos Alberto de Oliveira Andrade Filho, e do chairman da Changan, Zhu Huarong.

A Revista Carro acompanha a inauguração da fábrica goiana, instalada no complexo da Caoa ao lado da unidade onde são produzidos modelos da Chery.

“Temos 164 anos de uma longa história e produzimos carros há 45 anos. Temos 76 fábricas e presença em mais de 118 países com 1,1 milhão de veículos produzidos em 2025 e no Brasil temos um plano de longo prazo. Estamos comprometidos com investimentos no Brasil e com o mercado regional em parceria com a Caoa e altos padrões de qualidade”, disse Huarong.

A operação da Caoa em Anápolis conta com cerca de 7.000 colaboradores diretos e gera aproximadamente 10.000 empregos indiretos.

O Changan Uni-T é o primeiro modelo dessa nova fase da parceria. “O nosso primeiro veículo inaugura a primeira linha de solda a laser no país e já nasce flex”, disse Carlos Alberto de Oliveira Filho, presidente da Caoa.

Durante a inauguração da nova linha, o presidente Lula também comentou o cenário da indústria automotiva nacional e criticou a queda na produção nos últimos anos. “Quando os chineses vieram as indústrias do Brasil acordaram. Os chineses procuraram o Alckmin e anunciaram aqui investimentos de R$ 190 bilhões aqui no Brasil. Eu fico feliz que os nossos amigos chineses estejam acreditando no Brasil”, disse Lula.

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Valvoline lança lubrificante Premium Protection C2 0W-20

A Valvoline amplia seu portfólio no Brasil com o lançamento do Premium Protection C2 0W-30, lubrificante 100% sintético desenvolvido para atender os novos motores e as novas demandas de eficiência e emissões.

O produto chega em um cenário de renovação da frota, marcado por motores menores, mais eficientes e equipados com tecnologias como injeção direta, turbo e start-stop. Para esse contexto, o novo 0W-30 atende às especificações API SP e ACEA C2.

De acordo com a fabricante, classificação API SP contempla requisitos mais rigorosos contra oxidação, desgaste e LSPI (pré-ignição em baixa rotação), fenômeno comum em motores modernos turbo com injeção direta. Já a ACEA C2 é voltada a motores com sistemas de pós-tratamento, como catalisadores e filtros de partículas, priorizando baixa emissão e economia de combustível.

Segundo a Fenabrave, cerca de 27,5 milhões de veículos leves no Brasil (33,5% da frota) já demandam lubrificantes com essas especificações.

Indicado para motores a gasolina, flex e diesel leve, aspirados ou turbo, com injeção direta (GDI), start-stop e sistemas como DPF, o lançamento também atende uma demanda operacional do aftermarket.

O novo lubrificante passa a integrar a linha Premium Protection, que já conta com viscosidades 0W-20, 5W-30 e 5W-40, e já está disponível no mercado brasileiro em embalagens de 946 ml e tambores de 200 litros.

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Frasle Mobility automatiza logística e eleva padrão no aftermarket

Estrutura em Extrema (MG) integra robótica, dados e automação em larga escala para ampliar eficiência, reduzir erros e acelerar entregas no mercado de reposição

A Frasle Mobility iniciou a operação do sistema 4Mobility em seu Centro de Distribuição em Extrema (MG), introduzindo um modelo de automação logística em larga escala no aftermarket automotivo. A solução integra robótica, inteligência de dados e processos conectados para aumentar a produtividade, reduzir falhas operacionais e elevar o nível de serviço ao cliente.

O projeto marca a transição da companhia para um modelo operacional baseado na integração entre sistemas, processos e pessoas, com foco em previsibilidade e eficiência. A estrutura foi desenhada para absorver o crescimento do portfólio e o aumento do fracionamento de pedidos, além de sustentar a expansão da rede de distribuição das marcas Fras-le, Fremax, Controil e Nakata.

“Nosso objetivo é simples: garantir a peça certa, no lugar certo e no tempo certo. Isso exige sair das soluções logísticas convencionais e investir em tecnologia. O mercado caminha para aumento do número de itens, maior fracionamento de pedidos, operações mais eficientes e alinhadas às práticas ESG. Fomos buscar no mundo a melhor solução para responder a essa demanda. Em um cenário em que o mecânico tem vários fornecedores prontos para atendê-lo, quem entrega com mais agilidade é quem conquista e gera experiência para este cliente”, afirma Marcelo Tonon, diretor-executivo Ride & Comfort, Supply Chain e América Latina da companhia.

 

A tecnologia adotada utiliza uma plataforma global já aplicada em operações de e-commerce e centros de distribuição de alta performance. Na unidade mineira, o sistema foi customizado a partir de um mapeamento interno das necessidades operacionais, com participação das áreas de engenharia, logística e tecnologia da informação, além de integradores especializados.

 

Com o 4Mobility, a empresa passa a operar com maior velocidade e precisão na separação de pedidos. “Em um modelo manual, um operador separa cerca de 200 linhas por dia em um prédio de 24 mil metros quadrados. Com o sistema automatizado, cada estação pode alcançar aproximadamente 200 linhas por hora, o equivalente a mais de 1.500 linhas por operador em um turno”, afirma Tonon.

O modelo também amplia a capacidade de atendimento, permitindo maior agilidade em pedidos fracionados, redução de erros e aumento da disponibilidade de estoque. A operação passa a atender mais de mil pontos de entrega com consistência, além de absorver novas filiais e responder a picos de demanda, inclusive em pedidos unitários.

A estrutura opera de forma híbrida, com cerca de 70% da volumetria processada pela automação e 30% mantida no modelo convencional, garantindo flexibilidade operacional.

 

A implementação também impacta a rotina dos colaboradores. O deslocamento interno foi reduzido de 1.560 quilômetros para 374 quilômetros por dia, queda de 76%. As atividades passam a ser realizadas em estações, com menor esforço físico e maior suporte tecnológico. Os operadores recebem capacitação específica para atuação no novo sistema, incluindo monitoramento de robôs, uso de WMS e protocolos de segurança.

Com arquitetura modular e escalável, o 4Mobility foi desenvolvido para ser replicado em outras unidades da companhia no Brasil e no exterior. A iniciativa consolida o Centro de Distribuição de Extrema como uma operação orientada por dados, preparada para acompanhar a evolução do mercado de reposição automotiva.

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quarta-feira, 25 de março de 2026

Flush de motor: quais são os riscos do procedimento? Mecânico Responde

Prática comum em oficinas, esse procedimento não é recomendado por fabricantes e pode trazer riscos se mal executado

O uso do flush de motor ainda gera dúvidas no dia a dia da oficina, especialmente em veículos com alta quilometragem. Embora seja visto como solução para remover borras, o procedimento exige cautela e não é um procedimento recomendado pelos fabricantes.

O flush de motor é um procedimento que consiste na aplicação de um produto químico no sistema de lubrificação com o objetivo de remover depósitos de borra formados, geralmente, pela negligência na troca de óleo ou uso de lubrificante inadequado. Segundo Cleyton André, consultor técnico da Revista O Mecânico, trata-se de uma prática que não é recomendada pelos fabricantes. “Como o flush do motor não é um procedimento preconizado pelo fabricante, embora seja algo popularizado em oficinas, não existe um prazo ideal para realizar esse procedimento”, explica.

O principal risco está justamente na remoção dessas impurezas. “Ao fazer o procedimento, pode se desprender algumas dessas borras e essa sujeira acabar indo para a galeria de óleo, entupindo essa galeria”, alerta o especialista. Esse cenário pode causar danos ainda mais graves ao motor.
Diante disso, a melhor prática continua sendo a manutenção preventiva correta. “O que é recomendado é fazer a troca de óleo nos momentos certos, de acordo com a recomendação do fabricante, e utilizar o lubrificante específico”, orienta.

Caso o flush seja considerado necessário, a execução deve ser criteriosa. “Se for executar esse procedimento, que seja por um profissional que tenha bastante critério e com muito cuidado”, conclui.

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Máquinas Profissionais e Industriais: Como Reduzir o Custo Operacional da sua Oficina em 2026

Descubra como a escolha estratégica de máquinas elétricas impacta diretamente na lucratividade e na eficiência do seu pátio

No competitivo mercado automotivo de 2026, a eficiência não é mais um diferencial, mas uma condição de sobrevivência. Gerir uma oficina ou um centro automotivo moderno exige um olhar cirúrgico sobre os “custos invisíveis” — aqueles que não aparecem na nota fiscal de compra, mas corroem o lucro mês após mês em forma de contas de luz elevadas, manutenções corretivas constantes e tempo de pátio ocioso.

Investir em máquinas profissionais e máquinas industriais de última geração vai muito além de renovar o inventário; trata-se de uma decisão financeira estratégica. Quando o equipamento certo encontra a operação correta, o resultado é uma drástica redução no custo por serviço e um aumento real na margem líquida do negócio.

Confira a seguir como transformar sua escolha de equipamentos em uma ferramenta de economia operacional, com as diretrizes de quem entende do dia a dia do setor.

1. Eficiência Energética: A Economia na Conta de Luz

Um dos maiores ralos de dinheiro em uma oficina é o consumo excessivo de eletricidade por equipamentos defasados. De acordo com os especialistas da Loja do Mecânico, a transição para máquinas com tecnologias de motores inteligentes é fundamental para reduzir o custo operacional.

A Dica: Priorize máquinas que ofereçam maior entrega de torque ou rotação com menor consumo de watts. Equipamentos modernos possuem sistemas de gestão de energia que evitam picos de consumo durante o acionamento, o que impacta diretamente na fatura mensal da empresa.

2. Durabilidade e o Fim do “Barato que Sai Caro”

No ambiente severo de um centro automotivo, o uso de ferramentas subdimensionadas leva ao superaquecimento e à queima frequente de componentes. Escolher máquinas profissionais robustas reduz drasticamente o gasto com reposição e manutenção corretiva.

A Dica: Máquinas projetadas para regime de trabalho contínuo (heavy duty) possuem carcaças com melhor dissipação de calor e engrenagens reforçadas. “O tempo que uma máquina passa no conserto é tempo que o carro fica parado no elevador sem gerar receita”, alertam os técnicos da Loja do Mecânico.

3. Versatilidade e Produtividade por Hora

A escolha correta de máquinas industriais — como esmerilhadeiras de alta performance, politrizes e furadeiras de bancada — deve considerar a ergonomia e a velocidade de execução do serviço.

O Impacto: Se uma máquina elétrica moderna permite que o mecânico realize uma tarefa 15% mais rápido e com menos fadiga, a oficina ganha capacidade para atender mais veículos por dia sem aumentar a equipe. A produtividade é a forma mais direta de diluir os custos fixos da operação.

4. Manutenção Preventiva Facilitada

Equipamentos de marcas consolidadas no mercado B2B facilitam a logística de manutenção. Máquinas que permitem a troca rápida de escovas (quando aplicável) ou que possuem indicadores de desgaste ajudam o gestor a se antecipar aos problemas.

A Dica: Escolha fornecedores que garantam o suporte pós-venda. Ter uma rede de assistência técnica disponível é um seguro contra a ociosidade da oficina.

Visão Estratégica: Em 2026, a oficina inteligente é aquela que trata suas máquinas elétricas como ativos de produção. Cada minuto de eficiência ganho na bancada é um centavo a mais na margem de lucro.

Quer conferir o catálogo completo e atualizar seu pátio? Clique e confira as máquinas elétricas no site da Loja do Mecânico.

Investir na máquina correta é a decisão mais inteligente para reduzir o custo operacional e elevar a autoridade técnica da sua empresa perante o cliente.

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terça-feira, 24 de março de 2026

GWM alcança 98% de disponibilidade de peças e expande logística no Brasil

A GWM reforça sua operação no Brasil com alta eficiência no pós-venda. O Centro de Distribuição de Cajamar (SP), em funcionamento desde abril de 2023, atinge 98% de disponibilidade de peças — acima da média nacional de 93%.

Instalado a cerca de 40 km da capital paulista, o CD completa três anos com mais de 800 mil itens em estoque, avaliados em R$ 85 milhões. No período, a área operacional cresceu de menos de 1.000 m² para mais de 8.000 m².

A estrutura atende os modelos Haval H6, Haval H9, ORA 03, Tank 300, Poer P30 e Wey 07.

A operação logística inclui envios diários para a rede de 131 concessionárias no país. Em casos prioritários, o transporte pode ser aéreo, com entregas em até 48 horas para qualquer região.

Outro destaque é a disponibilidade de 100% das baterias de alta voltagem para veículos híbridos e elétricos da marca, garantindo suporte completo à frota eletrificada.

Localizado em um dos principais polos logísticos do país, o centro em Cajamar tem acesso facilitado a rodovias, aeroportos como Guarulhos e Viracopos, além do Porto de Santos, otimizando a cadeia de suprimentos.

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Marelli Cofap amplia linha de semieixos e juntas homocinéticas para o mercado de reposição

A Marelli Cofap Aftermarket anunciou a ampliação de seu portfólio de componentes de transmissão com o lançamento de novos códigos de semieixos e juntas homocinéticas destinados ao mercado de reposição. A atualização contempla aplicações de marcas como Chevrolet, Fiat, Ford, Jeep, Renault e Volkswagen.
De acordo com a empresa, a linha de juntas homocinéticas Cofap é atualmente a segunda mais relevante em faturamento dentro da divisão aftermarket, ficando atrás apenas dos amortecedores. O portfólio soma mais de 500 códigos ativos e cobre mais de 90% da frota circulante no Brasil.
Além das juntas homocinéticas, a linha inclui semieixos completos, trizetas e tulipas, componentes responsáveis pela transmissão do torque do motor às rodas em veículos com tração dianteira. Esses itens integram o sistema de transmissão e operam sob condições de carga e variação angular constantes.
Entre os novos códigos de semieixos estão:
•SEC18441A (Renault Zoe)
•SEC52008A (Jeep Renegade e Compass)
•SEC01429A (Volkswagen T-Cross)
•SEC03021A e SEC03048A (Fiat Argo e Cronos)
•SEC18434A (Renault Master)
•SEC08422A (Ford EcoSport)
Já as novas juntas homocinéticas lançadas são:
•JHC08126A (Ford Fusion)
•JDC04321A (Chevrolet Tracker)
Segundo a fabricante, os novos componentes seguem padrões de desempenho e durabilidade compatíveis com as exigências do mercado de reposição, ampliando a disponibilidade de peças para aplicações recentes.

Diagnóstico e durabilidade

As juntas homocinéticas e os semieixos são projetados para longa vida útil, mas sua durabilidade pode ser comprometida por condições de uso severas, como excesso de carga, desalinhamento e impactos frequentes em irregularidades do solo.
Um dos principais fatores de desgaste está relacionado à contaminação da graxa interna, geralmente causada por danos nas coifas de proteção. A entrada de água, poeira ou partículas abrasivas provoca aumento de atrito entre os componentes internos — como esferas e gaiola — acelerando o desgaste.
O principal sintoma de falha é a presença de ruídos durante o funcionamento, especialmente em curvas fechadas ou manobras com esterçamento total das rodas. Nesses casos, a recomendação é a inspeção imediata do conjunto, incluindo a verificação das coifas quanto a fissuras ou vazamentos de graxa.
A avaliação preventiva desses componentes é considerada essencial para evitar danos mais severos ao sistema de transmissão e garantir a dirigibilidade do veículo.

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