terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Porsche inicia produção do Cayenne na planta da Eslováquia

 

A Porsche AG iniciou oficialmente a produção do Porsche Cayenne Electric, ampliando sua ofensiva no segmento de veículos elétricos sem abandonar a fabricação das versões a combustão e híbridas do SUV. O novo modelo elétrico passa a ser montado na fábrica de Bratislava, na Eslováquia, unidade preparada para operar com múltiplas arquiteturas de propulsão na mesma linha de produção.

A estratégia contrasta com decisões adotadas por outras marcas de luxo que optaram por substituir integralmente versões a combustão. No caso do Cayenne, a Porsche mantém uma abordagem paralela: eletrificação progressiva sem ruptura imediata com os motores térmicos. As versões V8, no entanto, já deixaram de ser ofertadas em alguns mercados, refletindo ajustes graduais no portfólio.

 

 

Cayenne Electric amplia portfólio sem eliminar motores tradicionais

 

O Cayenne Electric chega como um produto adicional dentro da família do SUV, e não como substituto direto das configurações atuais. Segundo a Porsche, a coexistência entre versões elétricas, híbridas e a combustão permite maior flexibilidade diante das diferenças de infraestrutura, demanda e maturidade dos mercados globais.

Tecnicamente, o modelo elétrico utiliza bateria de 113 kWh, promete autonomia superior a 600 km e suporta recarga ultrarrápida de até 400 kW, posicionando-se entre os SUVs elétricos premium de maior capacidade energética do mercado. O projeto também serve como vitrine tecnológica para a próxima geração de elétricos da marca.

 

 

Produção começa em um momento de pressão sobre a Porsche

 

O início da produção do Cayenne elétrico ocorre em um contexto desafiador para a fabricante alemã. Em 2025, a Porsche registrou queda de 10% nas entregas globais, somando 279.449 veículos, no pior desempenho anual desde a crise financeira de 2009. O cenário obrigou a companhia a revisar estratégias comerciais, portfólio e ritmo de investimentos.

O impacto mais severo foi sentido na China, historicamente um dos principais mercados da marca. As vendas no país recuaram cerca de 26%, pressionadas pela desaceleração do consumo de veículos de luxo e pela crescente competitividade do mercado local, especialmente no segmento de elétricos.

 

 

Concorrência acirrada no segmento premium de elétricos

 

O mercado global de veículos elétricos de alto padrão tornou-se significativamente mais competitivo. Fabricantes chinesas como BYD e Xiaomi, além da americana Tesla, avançaram com produtos de alto conteúdo tecnológico, desempenho elevado e preços mais agressivos — especialmente na China.

Nesse ambiente, a Porsche enfrenta o desafio de preservar sua identidade ligada à performance e engenharia, ao mesmo tempo em que acelera sua transição energética. O Cayenne Electric surge, portanto, como uma peça-chave para reposicionar a marca no segmento de SUVs elétricos, sem comprometer a relevância comercial dos modelos tradicionais no curto e médio prazo.

 

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NTN e SNR apresentam causas de falhas no módulo do sistema ABS de freio

Os mais comuns são problemas no módulo do ABS, no sensor de rotação, no encoder magnético ou ainda a instalação incorreta do rolamento

O sistema ABS (Antilock Braking System), obrigatório no Brasil em todos os carros novos produzidos e vendidos no Brasil desde janeiro de 2014, seguindo a Resolução 311/2009 do Contran, é um dispositivo de segurança veicular e funciona monitorando a rotação de cada roda com sensores. Desta forma, é possível detectar que uma roda está prestes a travar numa frenagem brusca.

A unidade de controle eletrônico (ECU) modula a pressão do freio individualmente, liberando e aplicando rapidamente (pulsando) os freios para evitar o bloqueio, permitindo que o motorista mantenha o controle da direção e estabilidade do veículo, mesmo em piso escorregadio, e reduzindo a distância de parada.

O mau funcionamento do sistema ABS pode comprometer a segurança do veículo e acionar alertas no painel de instrumentos, que muitas vezes permanecem acesos até que o problema seja solucionado. “Entre as causas mais comuns desse tipo de falha estão problemas no módulo do ABS, no sensor de rotação, no encoder magnético ou ainda a instalação incorreta do rolamento, especialmente quando o lado do encoder é montado de forma invertida”, revela Rafael Braga, técnico da NTN e SNR.

Ele explica que, para garantir que o sistema funcione corretamente, é essencial que o sensor e o encoder magnético estejam sempre limpos durante a instalação. Também é importante nunca aproximá-los de fontes magnéticas, que podem interferir no funcionamento do conjunto. Além disso, qualquer dano ao sensor, como rompimento, exige substituição imediata para evitar falhas futuras.

Outro ponto fundamental é posicionar o rolamento de forma correta, sempre com o lado do encoder magnético voltado para o sensor, na parte interna do veículo.

Seguir esses cuidados assegura uma leitura precisa da velocidade das rodas, preserva o desempenho do ABS e contribui diretamente para a segurança do veículo.

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Direção estalando ao virar o volante? Problema pode ser na junta homocinética

Problemas como vibrações excessivas e vazamentos também podem surgir no componente

 

juntas homocinéticas Celta

 

No veículo, a junta homocinética é responsável por transmitir torque do semieixo para as rodas, mesmo com variações de ângulo da suspensão e direção. Assim, para auxiliar no diagnóstico desse componente fundamental, a revista O Mecânico mostra os principais sinais de problemas na junta homocinética.

Um dos principais sinais de problemas nessa peça são estalos que acontecem ao virar o volante, especialmente em manobras de baixa velocidade. Esse ruído tende a ficar mais alto com o veículo em movimento e o volante esterçado, devido ao maior ângulo e carga.

Outro sinal comum é o vazamento de graxa na região da roda ou do semieixo. Essa situação pode ocasionar uma vibração anormal ao acelerar, principalmente em linha reta, devido ao desgaste irregular dos componentes internos causado pelo uso prologando do componente sem lubrificação adequada.

 

 

Batidas secas durante aceleração e desaceleração também podem estar relacionados com a junta homocinética. Em casos extremos, o desgaste excessivo da peça pode causar perda total de tração em uma das rodas, acarretando danos ao semieixo, diferencial ou câmbio.

Por fim, para diagnosticar problemas, é essencial que o mecânico realize um teste dinâmico, inspeção visual das coifas e verificação de folgas da junta homocinética, além de substituir o conjunto ou a coifa quando necessário, para aumentar a durabilidade do sistema de transmissão do veículo.

 

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Centro de Tecnologia da Umicore tem papel estratégico na homologação de veículos híbridos no Brasil

Com a crescente participação dos veículos híbridos no mercado brasileiro, o Centro de Tecnologia em Emissões Veiculares da Umicore (CTEV) vem desempenhando um papel estratégico no suporte à homologação desses modelos no país. A Umicore, um dos principais fornecedores globais de catalisadores automotivos, oferece infraestrutura e expertise para a realização de ensaios de emissões e durabilidade exigidos pelo Proconve para veículos leves e pesados, assegurando a conformidade dos sistemas de pós-tratamento.

Desde 2024, o CTEV está plenamente capacitado para realizar testes específicos em veículos híbridos, incluindo ensaios de envelhecimento e medições de emissões em ambiente controlado. Em 2025, essa atuação ganhou ainda mais relevância com a obtenção do guia ISO exigido para a certificação de veículos híbridos, hoje obrigatório no processo de homologação. Com isso, o laboratório se posiciona entre os poucos no Brasil habilitados a atender essa nova exigência regulatória.

Um dos pontos centrais da certificação é a comprovação da durabilidade do sistema de pós-tratamento, que deve atender a uma vida útil mínima de 160 mil quilômetros. O processo envolve a instrumentação do veículo em condições reais de condução para mapeamento térmico, seguida da reprodução desses perfis em dinamômetros, com controle preciso de temperatura e tempo. As emissões são monitoradas por meio de analisadores avançados de gases, e os resultados consolidados em relatórios técnicos utilizados no processo de homologação, conforme a legislação vigente.

De acordo com Edson Paixão, gerente do CTEV da Umicore no Brasil, os veículos híbridos impõem desafios adicionais aos ensaios. “A interação entre o motor a combustão e o sistema elétrico altera o perfil de operação do conjunto, exigindo ciclos de teste mais longos e detalhados, além do controle rigoroso do estado de carga da bateria antes das medições”, explica.

Para montadoras que não dispõem de infraestrutura local para esse tipo de avaliação, o CTEV oferece uma combinação de capacidade técnica e profundo conhecimento das condições brasileiras. A experiência com combustíveis como etanol e biodiesel reforça a confiabilidade dos ensaios e contribui para a validação dos veículos híbridos destinados ao mercado nacional.

Localizado em Americana (SP), o Centro de Tecnologia da Umicore tem capacidade para realizar cerca de 12 mil horas de testes por ano, o equivalente a aproximadamente dois mil ensaios de envelhecimento e emissões. O laboratório é certificado conforme a ABNT NBR ISO/IEC 17025:2017 e foi pioneiro no Brasil na acreditação do ensaio SBC (Standard Bench Cycle). No segmento de veículos pesados, também detém acreditação EURO VI para ensaios oficiais de certificação HDD (Heavy Duty Diesel), reconhecidos pelo Ibama.

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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Carros turbinados precisam resfriar antes de desligar o motor? Mecânico Responde

Consultor técnico explica a função do resfriamento da turbina e recomenda procedimento após condução intensa

No quadro Mecânico Responde, Ulisses Miguel esclarece se motores turbo exigem tempo de resfriamento antes do desligamento. Segundo o consultor técnico da Revista O Mecânico, a recomendação é válida em motores mais antigos, nos quais o desligamento imediato poderia degradar o óleo e formar borra no conjunto do turbo. “Chegava a fritar o óleo, formava borra no turbo e danificava o eixo”, disse Miguel.

Mesmo com a tecnologia atual, Miguel ainda recomenda aguardar um ou dois minutos após uso intenso. “É recomendado esperar antes de desligar para manter a integridade do sistema”, concluiu.

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Mercedes-Benz lança protótipo de caminhão para testes de assistentes de segurança

Baseado no eActros 600, modelo foi criado para testar novos sistemas de prevenção de acidentes

 

 

A Mercedes-Benz Caminhões apresentou na Europa o “Safety Truck”, um caminhão-conceito baseado no modelo elétrico eActros 600 e desenvolvido para testar e melhorar os sistemas de assistência à condução e segurança ativa da fabricante alemã.

 

 

Entre as principais tecnologias está a versão Plus do sistema Active Brake Assist 6, que possui capacidade de frenagem autônoma de emergência. A novidade é o monitoramento de diferentes faixas em longas distâncias, aumentando a capacidade de antecipação de riscos em rodovias.

 

 

Outro sistema testado é o conjunto Active Sideguard Assist 2 e Front Guard Assist. O primeiro monitora ambos os lados do caminhão durante manobras e mudanças de faixa, enquanto o segundo auxilia na detecção de pedestres ou ciclistas na parte frontal do veículo para reduzir riscos dos pontos cegos.

 

 

Os sistemas de permanência em faixa e monitoramento do condutor também foram melhorados. O novo sistema Attention Assist 2 ganhou uma câmera infravermelha capaz de analisar o ângulo de visão e indícios de fadiga, como piscadas excessivas, emitindo alertas ao motorista.

 

 

Já o Active Drive Assist 3 permite direção semiautônoma de nível 2, controlando aceleração, frenagem e direção em determinadas condições, com capacidade de correção ativa de trajetória em mudanças de faixa e que pode conduzir o caminhão a uma parada controlada caso o motorista não responda.

Por fim, a Mercedes-Benz Caminhões informou que pretende aproveitar os testes das novas tecnologias para incorporar os sistemas nos caminhões da marca, para aumentar a segurança de todos os usuários das vias.

 

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Veja como analisar o sensor de nível de combustível – Motor Fiat 1.0 Firefly Argo/Mobi/Cronos

Defeitos na medição da quantidade de combustível podem estar relacionados com o componente

 

 

Quando o veículo apresenta uma marcação errada do nível de combustível o problema pode estar no sensor que faz essa medição. Dessa forma, para auxiliar no diagnóstico desse componente, a revista O Mecânico mostra como analisar o sensor de nível de combustível do motor 1.0 Firefly.

Os valores, formatos de onda e diagramas elétricos apresentados são válidos para o motor 1.0 Firefly da Stellantis. Esse propulsor é aspirado, tem três cilindros e equipa diversos veículos do grupo, como Fiat Argo, Citroën C3, Peugeot 208, além de outros. Em sua configuração atual, ele entrega 75 cv de potência máxima com 10,7 kgfm de torque.

Para iniciar o diagnóstico, o primeiro passo é verificar o valor de tensão elétrica do sensor de nível de combustível, que deve ficar próximo de 6V, 3,6V e 1,4V nas condições de tanque vazio, meio tanque e tanque cheio, respectivamente.

 

 

Outra medição útil é verificar o valor da resistência elétrica entre os pinos 2 e 3 do sensor de nível, que deve apresentar os valores de 63 Ohms e 364 Ohms nas condições de tanque cheio e tanque vazio, respectivamente.

 

 

Mecânico Pro

 

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