quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

BYD Song Pro na oficina: mecânico relata manutenção, diagnóstico e no híbrido plug-in

Rodrigo Pereira, proprietário e técnico da Infinity Tecnologia em Autos, detalha substituição de módulos, uso de scanner, topologia elétrica, entre outros procedimentos

O BYD Song Pro já chegou às oficinas independentes e exige procedimentos de diagnóstico eletrônico, programação de módulos e manutenção preventiva similares aos de veículos convencionais, com maior presença de sistemas eletrônicos. Rodrigo Pereira, proprietário e técnico da Infinity Tecnologia em Autos, relata a experiência prática com o SUV híbrido plug-in, abordando reparos realizados, acessos técnicos e desafios na integração de módulos.

Segundo Rodrigo, um dos serviços executados foi a substituição do módulo traseiro, responsável por funções como tampa do porta-malas, iluminação e desembaçador. “Não foi difícil de fazer, aparelho genérico faz a programação, a apresentação desse módulo”, afirmou. O componente foi retirado de um veículo doador, procedimento comum quando não envolve sistemas críticos de segurança. “Quando entra em itens de segurança, é aconselhável a gente sempre substituir por uma original fornecida pela concessionária montadora”, disse.

O técnico explica que o conceito de carro doador se refere a veículos sinistrados destinados ao reaproveitamento de peças. “O carro doador significa você pegar de um carro de leilão, um carro batido, que só vai ser para doação de peças”, relatou. O serviço levou cerca de uma hora, incluindo desmontagem do compartimento traseiro.

Sobre a estrutura do modelo, Rodrigo aponta que suspensão e plataforma seguem padrões do segmento SUV, mas a durabilidade de longo prazo ainda depende de tempo de uso no mercado. “Vida útil das peças comparável com o Toyota, só o tempo para dizer”, afirmou.

Outros modelos da BYD

Em relação a outros modelos eletrificados, como o Dolphin, o técnico relatou dificuldade na reapresentação de módulos atrelados ao veículo original. “Os aparelhos genéricos não faziam, tentamos a ferramenta original da marca, também não conseguimos”, disse, explicando que foi necessário reapresentar módulos do carro doador.

No Song Pro, o acesso ao motor a combustão é similar ao de veículos convencionais. “Para acessar injetores, velas e diagnóstico de injeção, é como se fosse de um carro convencional, tirando a parte dos elétricos”, afirmou. Já o conjunto híbrido integra motores elétricos, transmissão e inversor, exigindo desmontagem do agregado para intervenções profundas.

O diagnóstico depende de scanner e diagramas elétricos. “O scanner vê a topologia e já vai te dar mais ou menos 80% do caminho andado”, explicou, destacando a necessidade de plataformas técnicas e investimento em equipamentos.

Para o técnico, a capacitação contínua é fator crítico. “É todo dia estudando, o que resolve é o dia a dia de oficina e o conhecimento”, afirmou.

Sobre marcas chinesas, Rodrigo avalia que arquiteturas híbridas e elétricas seguem conceitos semelhantes entre fabricantes. “Hoje é uma marca que eu teria, eu compraria, é um carro que atende o mercado”, disse, citando proximidade técnica entre BYD e GWM.

Na manutenção preventiva, a incidência de corretivas ainda é baixa. “O que a gente vem arrumar esses carros é mais preventiva, óleo de motor, pastilhas, freios”, afirmou, citando o freio regenerativo como fator de redução de desgaste. “Não vejo muita complicação”, concluiu.

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Audi e Porsche iniciam turma 2026 do Projeto Pescar com capacitação gratuita em mecânica

A Audi do Brasil e a Porsche Brasil deram início, em 3 de fevereiro, à turma 2026 do Projeto Pescar Audi & Porsche, programa gratuito de capacitação automotiva voltado a jovens da rede pública de São Paulo. As aulas acontecem na Universidade São Judas, unidade Santo Amaro.

Em sua oitava edição, o projeto atenderá 15 alunos, com atividades de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h. O curso tem carga horária total de 800 horas, sendo 160 horas dedicadas à Mecânica Veicular. As aulas são ministradas por educadora social da Fundação Projeto Pescar e por colaboradores voluntários da Audi e da Porsche.

A grade inclui disciplinas básicas (Português, Matemática e Inglês) e conteúdos técnicos e comportamentais, como Mecânica Veicular, Comunicação Empresarial, Atendimento ao Cliente, Gestão do Tempo e Aprendizagem Autônoma.

Desde sua criação, o Projeto Pescar Audi & Porsche já capacitou mais de 100 jovens. A iniciativa conta com apoio dos grupos de concessionárias BEXP, Stuttgart e Caraigá, além do Instituto Eurobike.

O programa é destinado a jovens de 16 a 19 anos que estejam cursando, no mínimo, o 7º ano do Ensino Fundamental ou o Ensino Médio (em andamento ou concluído). Para pessoas com deficiência, não há restrição de idade ou escolaridade. Os participantes recebem gratuitamente alimentação, transporte e uniforme, além de participarem de atividades culturais, visitas às concessionárias e eventos das marcas.

As aulas teóricas ocorrem na Universidade São Judas – Santo Amaro, enquanto as atividades práticas de mecânica são realizadas na rede de concessionárias da Audi e da Porsche.

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Baixa pressão de óleo em motor Sigma: causas e diagnóstico

Mecânico relata queda de pressão após retífica; consultor da Revista O Mecânico aponta falhas dimensionais e sugere testes

Um leitor relatou queda de pressão de óleo após manutenção no motor Sigma, e Ulisses Miguel explicou possíveis causas e soluções. De acordo com o consultor técnico da Revista O Mecânico, no quadro Mecânico Responde, disponível no YouTube, a queda de pressão indica fuga de óleo no sistema, muitas vezes causada por folgas excessivas nos mancais do virabrequim. “O virabrequim pode estar desgastado e a bronzina standard aumenta a folga, causando perda de pressão”, disse Miguel.

Além disso, o consultor técnico ainda reforça a necessidade de controle dimensional após retífica, pois ovalização e desgaste podem comprometer a lubrificação. Também citou possível entrada de ar no pescador de óleo.

Como teste, Miguel também sugere usar óleo de maior viscosidade para verificar a origem do problema. “Se a pressão estabilizar, é indício de folga excessiva”, explicou.

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Fábrica da BMW em Regensburg completa 40 anos

8,7 milhões de veículos desde o início da produção em 1986

A Planta de Regensburg alcançou um novo recorde de produção de 356.901 veículos em 2025, tornando-se a fábrica de automóveis do BMW Group com maior volume de produção na Europa. Desde a sua inauguração em 1986, 8,7 milhões de veículos saíram da sua linha de produção.

“Com essa produção recorde, não só atingimos um novo patamar histórico nos 40 anos de existência da planta, como também contribuímos para que as fábricas alemãs do BMW Group produzissem novamente mais de um milhão de veículos em 2025”, afirma o Diretor da Planta, Armin Ebner.

Mais de 150.000 modelos eletrificados em 2025

Mais de 150.000 dos veículos fabricados em Regensburg em 2025 eram eletrificados, ou seja, veículos totalmente elétricos ou híbridos plug-in. O BMW X1 foi o modelo de maior volume, com mais de 266.000 unidades produzidas, enquanto o BMW X2 representou mais de 90.000 veículos.

Mais de 55.000 veículos permaneceram no mercado interno da empresa, na Alemanha. Mais da metade dos carros produzidos em Regensburg em 2025 foram destinados a clientes em outros países europeus. Mais de 100.000 veículos foram exportados.

Como parte do acordo firmado com a cidade de Regensburg na década de 1980, a BMW se comprometeu a produzir 400 veículos por dia e criar 3.500 empregos. Com o aumento da produção e a expansão da fábrica nos anos seguintes, tanto o número de funcionários quanto a capacidade produtiva cresceram: em 1991, a planta ultrapassou a marca de 100.000 veículos pela primeira vez, com cerca de 128.000 carros fabricados. Em 1999, a produção era de cerca de 750 veículos por dia e mais de 200.000 por ano. Em 2005, a produção anual ultrapassou 300.000 veículos pela primeira vez, com uma produção diária de cerca de 1.000 unidades. Tendo montado seu milionésimo veículo em 1995, a Planta Regensburg está prestes a produzir seu nono milionésimo veículo este ano.

O número de funcionários também continuou a crescer: em 1988, empregava cerca de 3.300 pessoas. Em 1991, esse número havia subido para cerca de 7.300. Hoje, o quadro principal de funcionários do BMW Group em suas unidades de Regensburg e Wackersdorf, no leste da Baviera, é composto por cerca de 9.000 pessoas, incluindo aproximadamente 380 aprendizes.

Isso faz da planta um importante fator econômico e empregadora em toda a região. Ebner: “O comprometimento de nossos funcionários, sua mentalidade inovadora e suas decisões visionárias moldaram a fábrica do BMW Group em Regensburg no que ela é hoje, uma força motriz e um motor econômico para toda a região”.

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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Porsche inicia produção do Cayenne na planta da Eslováquia

 

A Porsche AG iniciou oficialmente a produção do Porsche Cayenne Electric, ampliando sua ofensiva no segmento de veículos elétricos sem abandonar a fabricação das versões a combustão e híbridas do SUV. O novo modelo elétrico passa a ser montado na fábrica de Bratislava, na Eslováquia, unidade preparada para operar com múltiplas arquiteturas de propulsão na mesma linha de produção.

A estratégia contrasta com decisões adotadas por outras marcas de luxo que optaram por substituir integralmente versões a combustão. No caso do Cayenne, a Porsche mantém uma abordagem paralela: eletrificação progressiva sem ruptura imediata com os motores térmicos. As versões V8, no entanto, já deixaram de ser ofertadas em alguns mercados, refletindo ajustes graduais no portfólio.

 

 

Cayenne Electric amplia portfólio sem eliminar motores tradicionais

 

O Cayenne Electric chega como um produto adicional dentro da família do SUV, e não como substituto direto das configurações atuais. Segundo a Porsche, a coexistência entre versões elétricas, híbridas e a combustão permite maior flexibilidade diante das diferenças de infraestrutura, demanda e maturidade dos mercados globais.

Tecnicamente, o modelo elétrico utiliza bateria de 113 kWh, promete autonomia superior a 600 km e suporta recarga ultrarrápida de até 400 kW, posicionando-se entre os SUVs elétricos premium de maior capacidade energética do mercado. O projeto também serve como vitrine tecnológica para a próxima geração de elétricos da marca.

 

 

Produção começa em um momento de pressão sobre a Porsche

 

O início da produção do Cayenne elétrico ocorre em um contexto desafiador para a fabricante alemã. Em 2025, a Porsche registrou queda de 10% nas entregas globais, somando 279.449 veículos, no pior desempenho anual desde a crise financeira de 2009. O cenário obrigou a companhia a revisar estratégias comerciais, portfólio e ritmo de investimentos.

O impacto mais severo foi sentido na China, historicamente um dos principais mercados da marca. As vendas no país recuaram cerca de 26%, pressionadas pela desaceleração do consumo de veículos de luxo e pela crescente competitividade do mercado local, especialmente no segmento de elétricos.

 

 

Concorrência acirrada no segmento premium de elétricos

 

O mercado global de veículos elétricos de alto padrão tornou-se significativamente mais competitivo. Fabricantes chinesas como BYD e Xiaomi, além da americana Tesla, avançaram com produtos de alto conteúdo tecnológico, desempenho elevado e preços mais agressivos — especialmente na China.

Nesse ambiente, a Porsche enfrenta o desafio de preservar sua identidade ligada à performance e engenharia, ao mesmo tempo em que acelera sua transição energética. O Cayenne Electric surge, portanto, como uma peça-chave para reposicionar a marca no segmento de SUVs elétricos, sem comprometer a relevância comercial dos modelos tradicionais no curto e médio prazo.

 

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NTN e SNR apresentam causas de falhas no módulo do sistema ABS de freio

Os mais comuns são problemas no módulo do ABS, no sensor de rotação, no encoder magnético ou ainda a instalação incorreta do rolamento

O sistema ABS (Antilock Braking System), obrigatório no Brasil em todos os carros novos produzidos e vendidos no Brasil desde janeiro de 2014, seguindo a Resolução 311/2009 do Contran, é um dispositivo de segurança veicular e funciona monitorando a rotação de cada roda com sensores. Desta forma, é possível detectar que uma roda está prestes a travar numa frenagem brusca.

A unidade de controle eletrônico (ECU) modula a pressão do freio individualmente, liberando e aplicando rapidamente (pulsando) os freios para evitar o bloqueio, permitindo que o motorista mantenha o controle da direção e estabilidade do veículo, mesmo em piso escorregadio, e reduzindo a distância de parada.

O mau funcionamento do sistema ABS pode comprometer a segurança do veículo e acionar alertas no painel de instrumentos, que muitas vezes permanecem acesos até que o problema seja solucionado. “Entre as causas mais comuns desse tipo de falha estão problemas no módulo do ABS, no sensor de rotação, no encoder magnético ou ainda a instalação incorreta do rolamento, especialmente quando o lado do encoder é montado de forma invertida”, revela Rafael Braga, técnico da NTN e SNR.

Ele explica que, para garantir que o sistema funcione corretamente, é essencial que o sensor e o encoder magnético estejam sempre limpos durante a instalação. Também é importante nunca aproximá-los de fontes magnéticas, que podem interferir no funcionamento do conjunto. Além disso, qualquer dano ao sensor, como rompimento, exige substituição imediata para evitar falhas futuras.

Outro ponto fundamental é posicionar o rolamento de forma correta, sempre com o lado do encoder magnético voltado para o sensor, na parte interna do veículo.

Seguir esses cuidados assegura uma leitura precisa da velocidade das rodas, preserva o desempenho do ABS e contribui diretamente para a segurança do veículo.

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Direção estalando ao virar o volante? Problema pode ser na junta homocinética

Problemas como vibrações excessivas e vazamentos também podem surgir no componente

 

juntas homocinéticas Celta

 

No veículo, a junta homocinética é responsável por transmitir torque do semieixo para as rodas, mesmo com variações de ângulo da suspensão e direção. Assim, para auxiliar no diagnóstico desse componente fundamental, a revista O Mecânico mostra os principais sinais de problemas na junta homocinética.

Um dos principais sinais de problemas nessa peça são estalos que acontecem ao virar o volante, especialmente em manobras de baixa velocidade. Esse ruído tende a ficar mais alto com o veículo em movimento e o volante esterçado, devido ao maior ângulo e carga.

Outro sinal comum é o vazamento de graxa na região da roda ou do semieixo. Essa situação pode ocasionar uma vibração anormal ao acelerar, principalmente em linha reta, devido ao desgaste irregular dos componentes internos causado pelo uso prologando do componente sem lubrificação adequada.

 

 

Batidas secas durante aceleração e desaceleração também podem estar relacionados com a junta homocinética. Em casos extremos, o desgaste excessivo da peça pode causar perda total de tração em uma das rodas, acarretando danos ao semieixo, diferencial ou câmbio.

Por fim, para diagnosticar problemas, é essencial que o mecânico realize um teste dinâmico, inspeção visual das coifas e verificação de folgas da junta homocinética, além de substituir o conjunto ou a coifa quando necessário, para aumentar a durabilidade do sistema de transmissão do veículo.

 

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