sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Qual o tempo de vida útil de um amortecedor?

Amortecedor do carro visto de perto

Monroe explica que a quilometragem sozinha não determina a hora da troca e ainda pontua sinais que merecem atenção

Afinal, existe uma quilometragem certa para trocar os amortecedores? A resposta não é tão simples. Segundo a Monroe, um amortecedor pode realizar, em média, cerca de 52 milhões de ciclos de compressão e extensão a cada 20 mil quilômetros rodados.

O número ajuda a dimensionar o trabalho ao qual o componente é submetido, mas não significa que exista um prazo universal para substituição. A durabilidade depende de fatores como condições das vias, carga transportada, estilo de condução, projeto do veículo e estado dos demais componentes da suspensão. Por isso, mais importante do que seguir um intervalo fixo é realizar inspeções periódicas e observar possíveis alterações no comportamento do veículo.

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Buracos e forma de dirigir aceleram o desgaste

Buracos, lombadas, valetas, ondulações e estradas sem pavimentação submetem a suspensão a movimentos mais intensos. Quando esses obstáculos são atravessados em alta velocidade, o amortecedor pode chegar às regiões extremas de seu curso. Dessa forma, aumenta os esforços sobre haste, válvulas, retentores, fixações e componentes de proteção.

Além disso, a maneira de conduzir também interfere na vida útil. Frenagens bruscas antes de buracos, impactos contra guias, curvas em velocidade elevada e circulação frequente com excesso de carga podem aumentar a movimentação da carroceria e o trabalho realizado pelo sistema.

Para reduzir esses esforços, a recomendação é diminuir a velocidade antes de obstáculos, evitar impactos diretos e respeitar a capacidade de carga indicada pela fabricante. Também é importante manter rodas, pneus e calibragem dentro das especificações originais.

Fique de olho

Outro ponto importante é que o amortecedor não trabalha sozinho. Molas, buchas, coxins, batentes, coifas, pivôs, terminais, rodas e pneus interferem no funcionamento do conjunto.

Assim, peças desgastadas, deformadas ou com folgas podem provocar esforços irregulares e até reduzir a durabilidade de componentes que ainda estejam em boas condições.

Entre os sinais que indicam a necessidade de inspeção estão oscilações excessivas após ondulações, mergulho acentuado da dianteira durante frenagens, inclinação exagerada em curvas, instabilidade, ruídos, vazamento de óleo e desgaste irregular dos pneus.

Já que a perda de eficiência acontece de maneira gradual, o motorista pode se acostumar com a mudança no comportamento do carro e não perceber a evolução do desgaste.

Na substituição, a Monroe recomenda verificar todo o sistema de suspensão, incluindo molas, coifas, batentes, coxins, buchas e pneus. Também é necessário utilizar o componente correto para cada aplicação e realizar a troca aos pares no mesmo eixo.

A tecnologia dos amortecedores também evoluiu para aumentar a resistência e a eficiência. Entre as soluções estão hastes com tratamento anticorrosivo, retentores de menor atrito, guias reforçadas, fluidos com aditivos específicos e pressurização com nitrogênio para reduzir a aeração do óleo.

Portanto, não existe uma quilometragem única que determine a vida útil de um amortecedor. Inspeções periódicas e atenção a mudanças na estabilidade, no conforto e no comportamento do veículo são fundamentais para identificar o momento adequado de avaliar a suspensão.

 

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Motul lança NGEN Core para novas exigências da lubrificação

Linha de lubrificantes da Motul

Tecnologia combina óleos básicos rerrefinados premium com outras bases e aditivos de última geração nas linhas 3000+, 5000+ e 5100

A Motul apresentou a tecnologia NGEN Core. A solução combina óleos básicos rerrefinados premium com outras bases e pacotes de aditivos de última geração. O lançamento também marca uma atualização nas linhas Motul 3000+, 5000+ e 5100, que passam a contar com a tecnologia em todas as viscosidades. Segundo a empresa, a proposta não está apenas na utilização de uma nova matéria-prima, mas na arquitetura completa das formulações.

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Nova arquitetura de formulação

Na engenharia de lubrificantes, o desempenho depende do conjunto de componentes utilizado. Por isso, a Motul destaca que fatores como a seleção e compatibilidade das bases, o pacote de aditivos, o equilíbrio entre os elementos, os controles de produção e a validação do produto acabado influenciam diretamente o resultado.

A NGEN Core foi desenvolvida justamente a fim de explorar o potencial de diferentes bases, com destaque para os óleos básicos rerrefinados premium.  De acordo com Rodrigo Chaimovich, diretor geral da Motul no Brasil, o setor de lubrificantes passa por uma transformação relacionada à evolução tecnológica, às demandas do mercado e aos requisitos de desempenho.

A empresa afirma que esse movimento também envolve maior atenção ao uso eficiente de recursos e às demandas ambientais, cenário que tende a ampliar a participação de óleos básicos rerrefinados em formulações futuras.

Tecnologia testada em condições severas

Em 2023, a fabricante apresentou as linhas NGEN 5 e NGEN 7, que contribuíram para o desenvolvimento da atual tecnologia NGEN Core.

Além dos testes em laboratório e das condições reais de uso, a empresa utilizou sua experiência em competições para validar as formulações. Entre os ambientes citados estão o Rally Dakar, a Ilha de Man (Isle of Man TT), o Rally dos Sertões e campeonatos nacionais de motocross e motovelocidade.

As linhas atualizadas mantêm o atendimento às normas e especificações aplicáveis a cada produto, incluindo API e JASO T 903:2023.

Em 2026, a empresa completa 173 anos de atuação global e 34 anos no Brasil. Presente em mais de 160 países, a Motul conta atualmente com três centros de Pesquisa & Desenvolvimento e nove plantas de produção.

 

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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Manutenção preventiva em motos cresce no Brasil

mecânico cuidando de moto

Expansão da frota brasileira impulsiona a procura por peças de desgaste e revisões periódicas, segundo a Total Motopeças

O aumento da frota de motocicletas no Brasil fez crescer a procura por componentes de manutenção preventiva entre os donos de motos. Segundo a Total Motopeças, bandeira da Fortbras especializada no segmento de duas rodas, um fator que explica o aumento no uso de motocicletas está relacionado ao uso diário para transporte e trabalho.

A mudança ganha relevância diante do ritmo de crescimento da produção e dos licenciamentos. Para a empresa, a maior circulação de motocicletas tende a elevar a demanda por itens como freios, kits de transmissão, filtros, lubrificantes, pneus e baterias.

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Frota de motos deve continuar crescendo

Segundo projeções da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), o Brasil deve produzir 2,07 milhões de motocicletas em 2026, alta de 4,5% se comparado com 2025.

Além disso, os licenciamentos devem chegar a 2,3 milhões de unidades. O volume supera o recorde registrado em 2025, quando 2.197.851 motocicletas foram emplacadas no país.

O desempenho da indústria também reforça esse cenário. Entre janeiro e maio de 2026, foram fabricadas 932.522 motocicletas, crescimento de 10,1% sobre o mesmo período de ano passado. O resultado é o segundo melhor da série histórica para os cinco primeiros meses do ano.

Outro ponto importante é a predominância dos modelos de baixa cilindrada. De acordo com a Abraciclo, eles representam 77,7% da produção nacional e são utilizados principalmente por trabalhadores, entregadores e motociclistas que dependem do veículo em deslocamentos diários.

Já que o uso dos modelos ficou cada vez mais intenso, os componentes estão sujeitos ao desgaste natural. É por isso que as peças tendem a exigir acompanhamento frequente e substituição dentro dos períodos recomendados.

Melhor prevenir

A expansão da frota também vem acompanhada de uma mudança gradual no comportamento dos motociclistas. A Total Moto Peças pontuou que houve crescimento na procura por peças destinadas às revisões periódicas. Por outro lado, teve diminuição da dependência da manutenção realizada após o surgimento de uma falha.

O cuidado antecipado ajuda a reduzir o risco de paradas inesperadas, assim como pode contribuir para preservar o desempenho e aumentar a vida útil da motocicleta. Além disso, a troca periódica de componentes desgastados diminui a possibilidade de problemas mecânicos que podem resultar em reparos mais caros. De acordo com a empresa, a disponibilidade de peças e a orientação técnica são importantes para acompanhar a expansão do mercado de duas rodas.

 

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quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Mercado continua a crescer, mas tende a se acomodar

Casal escolhendo carro em uma concessionária
[AI25.Studio]
Coluna Fernando Calmon nº 1.413: Mercado continua a crescer, mas tende a se acomodar

O mês de julho, com três dias úteis a mais que junho, registrou a venda de 279.578 unidades, incluindo automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. Segundo a Fenabrave, foi o melhor mês do ano e se comparado a julho de 2025 significou um crescimento robusto de 14,9%. O que chama atenção é a comercialização nos sete primeiros meses de 2026: 1.699.637 unidades. Este resultado é 17,9% superior ao mesmo período do ano passado. Julho teve 23 dias úteis, contra 21 em junho e também 23 em julho de 2025.

Arcélio Santos Júnior, presidente da entidade que congrega todas as associações de marcas, atribui o bom resultado ao desempenho positivo do mercado de crédito na liberação de financiamentos e, em especial, ao programa Carro Sustentável. Este segmento registrou um avanço de 29,4% em relação ao período anterior à sua criação em julho do ano passado.

Já o programa Move Brasil — Táxi e Aplicativos atendeu 21.000 interessados. Santos Júnior acredita que este nicho de mercado poderá crescer, depois de criado o Fundo Garantidor de Investimentos (FGI). Ele foi discreto, mas se sabe que aprovação de cadastros de profissionais autônomos depende de artificialismos típicos de programas governamentais de ano de eleições.

A Fenabrave, porém, ressalva que estas mesmas eleições podem levar a certa acomodação de mercado em boa parte deste segundo semestre. Como a oferta de crédito se expandiu nos primeiros seis meses do ano, pode ter levado a um movimento de antecipação de compras. Por isso, não alterou a projeção do fechamento de 2026, um pouco abaixo da previsão da Anfavea.

Na mesma direção seguem as previsões Bright que confirma o fim do ciclo de antecipação de compras. Esta consultoria registrou que, especificamente no mês passado, todas as marcas chinesas somadas atingiram 23% do total das vendas. Entre as 10 primeiras no ranking, além da BYD em quarto, a GWM aparece em nono lugar.

Ram 1500 Bighorn aposta em potência e preço

Picapes de porte grande têm o seu lugar no mercado limitado pelo preço e por isso atraem compradores de maior poder aquisitivo, com capacidade de promover imagem. Ram retirou equipamentos da 1500 Bighorn, sem deixar a sensação de diminuir excessivamente seu status. Ficaram de fora nesta versão, entre outros itens, teto solar, revestimento dos bancos em couro, cromados externos (restritos às rodas de 20 pol. e estribos) e, no sistema Adas, a centralização contínua em faixas de rodagem.

Comandos elétricos continuam para ajuste de pedais e volante (aquecível), freio de estacionamento eletromecânico, banco do motorista (dez posições, também aquecível) e vigia traseira. Central multimídia de 12 pol. tem conexão sem fio para Android Auto e Apple CarPlay. Inclui seis portas USB (quatro do tipo C, mais rápidas, duas do tipo A) e Wi-Fi a bordo para oito dispositivos. Há carregador de celular por indução e sistema de som com nove alto-falantes, subwoofer e 506 W. Assoalho traseiro é plano.

Motor 6-cilindros em linha, gasolina, três-litros biturbo, entrega (além do baixo nível de ruído, vibração e aspereza) 426 cv e 64,8 kgf·m, para acelerar de 0 a 100 km/h em convincentes 5,3 s. Câmbio automático epicíclico de oito marchas TorqueFlite 8 (Licença ZF 8HP) é de série e de boa origem. Há quatro modos de tração: 4×2 e três 4×4 (Auto, High e Low). Motorista pode escolher outras cinco possibilidades: Reboque, Sport, Off-road, Piso escorregadio e Automático. Outro destaque é a grade do radiador ativa especialmente útil em rodovias para melhor eficiência energética

Suspensão traseira com molas helicoidais sempre melhoram o conforto de marcha. Contudo, capacidade total (carga e cinco ocupantes) é apenas 570 kg, apesar da grande caçamba de 1.523 litros (mais de três vezes maior que um típico SUV médio). Capacidade de reboque, menos valorizada aqui do que nos EUA, é de 4.490 kg.

Preço: R$ 449.990

Teste: Geely EX2 Max, um elétrico que surpreende

Sua melhor credencial vem da própria China como modelo mais vendido, no primeiro semestre deste ano, maior mercado mundial. O hatch médio é espaçoso, tem dois porta-malas e produção prevista no Brasil para o final do ano, na fábrica paranaense da Renault pelo regime de importação peça a peça (vai além de um simples CKD). Seu estilo agrada, embora não chegue a se destacar em ruas e estradas cada vez mais repletas de modelos novos e dominadas por SUVs e crossovers. Destaque para desenho das rodas e colunas traseiras.

Para energizar o motor, basta pisar no pedal do freio. O veículo pode ser movimentado para frente ou para trás, deslocando a pequena alavanca no console central da posição “P” para “D” ou “R” e acelerar. Ao sair do carro, volta-se à posição “P” e é só abrir a porta. Há uma simpática decoração interna com desenhos de prédios estilizados e iluminados nas laterais das portas dianteiras e de ponta a ponta do painel. São poucos os botões físicos. Destacam-se as câmeras de 540º de ótima resolução.

Tela multimídia de 14,7 pol. é maior que a de outros compactos. Inclui Android Auto e Apple Car Play, contudo exige conexão apenas com fio e pela entrada em processo de desuso USB-A. Para um segundo celular há carregamento por indução e via USB-C. Banco do motorista tem regulagem elétrica e no banco traseiro o espaço para pernas supera a média dos compactos em 10 cm. Motor sobre o eixo traseiro permite um segundo porta-malas, dianteiro, de 70 L (total: 461 L).

Dimensões (mm): comprimento, 4.135; entre-eixos, 2.650; largura, 1.805 (2005 com espelhos); altura, 1.580. Volumes (L): porta-malas, 391 e dianteiro, 70; Massa: 1.300 kg. Bateria: 39,4 kW⋅h. Motor: potência, 116 cv; torque, 15,3 kgf·m. Alcance médio (Inmetro): 289 km. Tração: traseira. Aceleração 0 a 100 km/h: 10,2 s.

A exemplo de todo elétrico, silêncio e ausência de vibrações são destaques. Direção mostra firmeza adequada. Assoalho plano descansa quem viaja atrás. Desempenho bom, sem tentação de exibi-lo como em outros elétricos. Viajar depende do ritmo e do perfil da estrada, mas há que ficar bem atento ao alcance e à rede de recarga com suas limitações.

Preço: 136.800

 

Fernando Calmon é jornalista especializado e colunista do Portal da Revista O Mecânico. Acesse: https://ift.tt/UNFX4En

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terça-feira, 11 de agosto de 2026

ZF revela novo compressor de ar WABCO para linha da VW

Novo compressor de ar WABCO da ZF Aftermarket

Novo componente atende caminhões Constellation e ônibus Volksbus com motores D08 Euro VI produzidos a partir de outubro de 2022

A ZF Aftermarket ampliou o catálogo da WABCO com o lançamento de um novo compressor de ar destinado à linha da Volkswagen Caminhões e Ônibus. O componente, identificado pela referência 9121160051, é aplicado em modelos equipados com motores D08 Euro VI.

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Detalhes da novidade

De acordo com a ZF Aftermarket, o compressor de ar WABCO 9121160051 foi desenvolvido para aplicações em caminhões Constellation e ônibus Volksbus equipados com motores D08 Euro VI.

Além disso, a nova aplicação contempla veículos fabricados a partir de outubro de 2022, ampliando a cobertura da linha WABCO para modelos Volkswagen Caminhões e Ônibus.

WABCO amplia catálogo no aftermarket

A WABCO integra o portfólio da ZF Aftermarket e possui atuação global no desenvolvimento de tecnologias voltadas a veículos comerciais. A marca oferece componentes destinados a sistemas que contribuem para a segurança, a confiabilidade e a eficiência operacional dos automóveis. A ZF ainda disponibiliza o atendimento via telefone pelo número 0800 011 1100 para que os clientes possam obter mais informações sobre o novo compressor de ar.

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segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Revista O Mecânico – Edição Agosto/2026

Com muitas novidades para o profissional da manutenção automotiva, a nova edição da Revista O Mecânico traz uma reportagem com a troca dos amortecedores do Fiat Mobi, como identificar catalisadores clandestinos, uma artigo técnico que fala sobre a necessidade da limpeza de bicos injetores; e na seção Mecânico Pro, o tema é gestão: como transformar visitantes em clientes fiéis e melhorar os resultados da oficina.

Leia a nova edição da Revista O Mecânico e confira as matérias completas.

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Barulhos diferentes podem ajudar e alertar os motoristas

Mecânico e motorista checando componente do carro

Nakata explica quais ruídos merecem atenção e como eles podem indicar problemas em componentes antes de falhas graves

Barulhos incomuns durante a condução do veículo podem ser mais do que um simples incômodo. Estalos, chiados, roncos e vibrações costumam ser os primeiros sinais de desgaste em componentes mecânicos. Quando ignorados, podem evoluir para falhas graves, aumentam os custos de manutenção e colocam a segurança dos ocupantes em risco.

Segundo a Nakata, identificar esses sinais logo no início é uma forma de evitar o chamado efeito dominó, quando um componente danificado compromete o funcionamento de outras peças do veículo. Por isso, qualquer alteração sonora fora do padrão merece atenção e deve ser investigada por um profissional especializado.

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Atenção especial em suspensão e freios

De acordo com Leandro Leite, coordenador de assistência técnica da Nakata, um mesmo barulho pode ter diferentes origens, o que torna o diagnóstico correto essencial para evitar problemas maiores.

Entre os sistemas que mais costumam apresentar ruídos está a suspensão. Sons metálicos vindos da parte inferior do veículo podem indicar desgaste em amortecedores, bieletas, buchas ou coxins. Buracos e pisos irregulares aceleram o desgaste desses componentes, favorecendo o aparecimento de batidas secas, folgas e até vazamentos.

Além do desconforto ao dirigir, essas falhas podem comprometer a estabilidade em curvas e reduzir a aderência dos pneus ao solo, prejudicando a dirigibilidade.

O sistema de freios também exige atenção. Pastilhas excessivamente desgastadas costumam produzir um chiado agudo e, se a substituição não for feita no momento correto, podem acelerar o desgaste dos discos de freio. Já discos empenados podem provocar vibrações no pedal durante a frenagem. Dessa forma, a eficiência do sistema é reduzida.

Rolamentos, motor e transmissão também exigem diagnóstico rápido

Outro componente que pode emitir sinais claros de desgaste é o rolamento de roda. Um barulho contínuo que aumenta conforme a velocidade do veículo pode indicar falha na peça. Em situações mais críticas, o travamento do rolamento durante a condução pode comprometer o controle da direção.

A Nakata também alerta para outros sintomas importantes. Pneus com desgaste irregular podem provocar vibrações constantes, enquanto juntas homocinéticas desgastadas costumam produzir estalos ao esterçar o volante durante manobras. Caso a falha evolua, o veículo pode perder a tração ou até ter uma das rodas travada.

No compartimento do motor, ruídos agudos frequentemente estão relacionados às correias, seja por ressecamento, tensão inadequada ou desgaste dos rolamentos tensores. O rompimento da correia dentada pode causar danos internos de grande proporção, atingindo válvulas e pistões. Sons metálicos, principalmente quando o motor ainda está frio, também podem indicar deficiência na lubrificação ou desgaste de componentes internos.

Diante de qualquer ruído incomum, a orientação da fabricante é não adiar a inspeção. Um diagnóstico realizado logo nos primeiros sintomas ajuda a evitar panes inesperadas, reduz os custos de reparo e contribui para manter a segurança e o bom funcionamento do veículo.

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