terça-feira, 3 de março de 2026

Audi A3 1.4 TFSI: procedimento para troca do fluido da transmissão automática 09G

Serviço exige controle de temperatura, volume correto e aplicação precisa de torque nos modelos fabricados a partir de 2017

A substituição do fluido da transmissão automática 09G no Audi A3 1.4 TFSI, fabricado a partir de 2017, requer atenção ao volume drenado, à temperatura do óleo durante a verificação de nível e aos torques de aperto especificados. O procedimento parcial envolve drenagem, reabastecimento e conferência do nível com o fluido em faixa térmica determinada pela montadora.

O serviço começa com o veículo elevado e a ignição desligada. Deve-se remover o bujão de verificação de nível (B) e o tubo de nível (A) para realizar a drenagem, cujo volume de descarga é de aproximadamente 3,4 litros. Após o escoamento, o tubo de nível (A) deve ser reinstalado com torque de 2 Nm. Na sequência, a transmissão deve ser abastecida com 3 litros de óleo utilizando a ferramenta VAS 6262/2.

Com o sistema abastecido, o motor deve ser ligado e, com o pé no freio, a alavanca seletora deve passar por todas as posições, permanecendo cerca de 10 segundos em cada marcha. Depois, a alavanca retorna à posição P (Parking) e o motor é desligado. Nesse momento, é necessário verificar o nível do fluido e, se preciso, adicionar 1 litro e repetir o processo de conferência. A verificação do nível exige controle rigoroso da temperatura. O fluido deve estar acima de 30°C. Com a alavanca posicionada em P, o motor deve ser ligado e a temperatura monitorada até atingir 35°C. O bujão de verificação de nível (B) deve então ser removido. Se o óleo escorrer lentamente pelo orifício antes de alcançar 45°C, o nível está correto. Caso não haja escoamento visível, deve-se adicionar 1 litro de fluido e repetir o procedimento.

Após a confirmação do nível, o anel de vedação deve ser substituído e o bujão reinstalado com torque de 27 Nm. É fundamental que o bujão seja instalado antes que a temperatura do fluido atinja 45°C. O volume total da transmissão em enchimento a seco é de 7 litros, enquanto o volume parcial, considerando substituição com verificação de nível, é de aproximadamente 4 litros.  O fluido recomendado deve ser consultado na literatura técnica ou no manual do proprietário do veículo. Os torques especificados são 11 Nm para o filtro de óleo da transmissão, 7 Nm para os parafusos de fixação do cárter, 2 Nm para o tubo de nível e 27 Nm para o bujão de verificação de nível. O controle térmico e o volume correto são determinantes para o funcionamento da transmissão 09G após o serviço. As informações técnicas foram divulgadas pelo Mecânico Pro, ferramenta de suporte às oficinas e de capacitação da Revista O Mecânico.

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BorgWarner fornecerá iDM para veículos híbridos com autonomia estendida

A BorgWarner firmou contrato com uma montadora premium europeia para o fornecimento de um Módulo de Acionamento Integrado (iDM) de 800V destinado a veículos elétricos com autonomia estendida (REEV). O início da produção em massa está previsto para 2029.

iDM 800V: solução integrada para REEV

O sistema desenvolvido pela BorgWarner combina, em um único conjunto, máquina elétrica com função de tração e geração de energia. O iDM opera integrado a componentes-chave como:

  • Inversor
  • Duas embreagens
  • Volante bimassa

Motor a combustão interna do cliente

Além da função de gerador de alta eficiência energética, o sistema permite acionamento com tração nas quatro rodas quando necessário. A integração das duas principais funções de um REEV em um único módulo otimiza arquitetura, espaço e eficiência do veículo.

O inversor incorpora os switches de potência Viper de última geração da empresa e tecnologia de módulo de potência com resfriamento em ambos os lados, solução desenvolvida para aplicações de alto desempenho e alta tensão.

Segundo a companhia, a plataforma foi projetada para oferecer elevado desempenho elétrico e gerenciamento térmico avançado, atendendo aos requisitos operacionais de alta tensão e corrente.

Estratégia global de eletrificação

De acordo com Stefan Demmerle, Vice-Presidente da BorgWarner Inc. e Presidente e Gerente Geral da divisão PowerDrive Systems, a conquista reforça a capacidade da empresa em integração de sistemas de acionamento elétrico.

O projeto é liderado pela equipe da China, com suporte de times globais, evidenciando a estratégia internacional da companhia no desenvolvimento de soluções para veículos de novas energias.

Com portfólio que abrange motores elétricos, transmissões, eletrônica de potência, software e integração de sistemas, a BorgWarner segue ampliando sua atuação em tecnologias de eletrificação voltadas ao mercado global.

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Transmissão TraXon da ZF ultrapassa 1,5 milhão de unidades

A ZF alcançou a marca de 1,5 milhão de unidades produzidas da transmissão automatizada modular ZF TraXon, consolidando o modelo como referência global no segmento de veículos comerciais pesados.

Lançada em 2014, a TraXon é fabricada nas plantas da empresa na Alemanha, China e Brasil, atendendo à crescente demanda por sistemas de transmissão mais eficientes e robustos.

Referência global no transporte pesado

Segundo Christian Feldhaus, Vice-Presidente do segmento de Transmissões & Híbridos da divisão de Soluções para Veículos Comerciais da ZF, a TraXon estabeleceu novos padrões tecnológicos no setor, tornando-se referência para caminhões e ônibus pesados em diversos mercados.

Em 2025, a empresa deu continuidade à evolução da plataforma com a chegada da TraXon 2.

TraXon 2: mais eficiência e integração digital

A nova geração incorpora:

  • Microprocessadores de última geração
  • Módulos de segurança integrados
  • Atualizações completas de software
  • ECU (Unidade de Controle Eletrônico) e atuadores desenvolvidos internamente

Entre os principais ganhos estão trocas de marcha mais rápidas, melhor integração digital e redução no consumo de combustível em relação à geração anterior.

A TraXon 2 é aplicada em caminhões e ônibus pesados, além de veículos especiais, como guindastes móveis de médio e grande porte.

Próximo passo: versão híbrida

Dentro da estratégia de eletrificação, a ZF já desenvolve globalmente a TraXon 2 híbrida. A solução permitirá operação em modo totalmente elétrico em áreas urbanas, com zero emissões locais, alternando para o motor a combustão em trajetos de longa distância.

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Motor 2.4 Kia G4K (Sorento e Optima): veja como diagnosticar falha de lubrificação

Procedimento com manômetro, análise de pressão e histórico de manutenção são decisivos para preservar motores Kia após 10 anos de uso

A identificação precoce de falhas de lubrificação no motor 2.4 G4K, que equipa os modelos como Kia Sorento e Kia Optima, depende de medição técnica da pressão de óleo e comparação com parâmetros do fabricante. Segundo Cleyton André, Consultor Técnico da Revista O Mecânico, o diagnóstico correto evita intervenções desnecessárias e reduz risco de danos internos. Veja o vídeo completo do Mecânico Responde.

O procedimento padrão para verificação de falhas no sistema de lubrificação consiste na instalação de um manômetro no ponto de teste do motor. A pressão aferida deve ser comparada com os valores especificados na literatura técnica. “Procedimento padrão de verificação de falhas de lubrificação consiste em conectar o manômetro de pressão no motor e verificar se essas pressões estão de acordo com a literatura técnica do fabricante”, explica Cleyton André.

Pressão abaixo do especificado pode indicar desgaste em bomba de óleo, bronzinas ou folgas excessivas. Pressão dentro da faixa recomendada indica funcionamento adequado ou possível estágio inicial de desgaste, que deve ser acompanhado. Sobre confiabilidade, Cleyton destaca que motores asiáticos apresentam histórico consistente de durabilidade, desde que o plano de manutenção seja seguido. “De maneira geral, motores asiáticos costumam ser confiáveis. Vale lembrar que as manutenções recomendadas devem ser respeitadas, principalmente após 10 anos de uso”, afirma.

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segunda-feira, 2 de março de 2026

Cofap amplia linha de pivôs de suspensão para Citroën, Hyundai, Kia, Peugeot e Iveco

A Marelli Cofap Aftermarket anuncia a ampliação do portfólio de pivôs de suspensão da marca Cofap. Os novos códigos atendem modelos das montadoras Citroën, Hyundai, Iveco, Kia e Peugeot.

Função estratégica na segurança

O pivô de suspensão conecta a carroceria ou o chassi a componentes como amortecedores e mangas de eixo. Sua principal função é permitir o movimento angular das rodas, garantindo o esterçamento correto e o funcionamento adequado do sistema de direção e suspensão.

Quando apresenta desgaste, o componente pode comprometer estabilidade, dirigibilidade e segurança.

Novos códigos e aplicações

PSC32013M

  • Hyundai Azera (2012/2015)
  • Santa Fé 3.3 V6 (2013/2019)
  • Grand Santa Fé 3.3 V6 7 lugares (2014/2019)
  • Sonata (2012/2015)
  • Kia Optima 2.0/2.4 (2013/2017)
  • Kia Soul 1.6 G2 (2015/2022)

PSC55007M

  • Citroën C3 1.0 (2023/…)

PSC17001M

  • Peugeot 208 Allure 1.6 (2023/…)

PSC12001M

  • Iveco Daily 2.8 8V (1997/2007)
  • Iveco Daily 3.0 16V (2008/…)

Avaliação periódica é fundamental

A empresa recomenda que, durante a substituição do pivô, sejam verificadas também as condições das barras de direção e dos terminais axiais. Caso haja necessidade de troca da barra de direção, o alinhamento da geometria deve ser realizado para garantir estabilidade e precisão na condução.

Pivôs, terminais axiais e barras de direção atuam de forma integrada no sistema de direção. A manutenção preventiva desses componentes é determinante para preservar desempenho, segurança e vida útil do conjunto.

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Heliar projeta expansão em 2026

A rede Heliar Service encerrou 2025 com a inauguração de 20 novas unidades em oito estados: Alagoas, Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo.

A marca integra o portfólio da Clarios, líder global em soluções de baterias de baixa tensão e detentora da Heliar no Brasil.

Segundo Kleber Badu, gerente de Projetos de Cliente da Clarios no País, a estratégia combina presença em grandes centros e cidades estratégicas para ampliar capilaridade logística e proximidade com o consumidor.

Expansão segue em 2026

O plano de crescimento continua em 2026 com duas novas unidades já em operação:

  • Salvador (BA), em parceria com a Master Franquia Trokbat
  • Ribeirão Preto (SP), em parceria com a Original Distribuidora

A movimentação reforça a presença da rede no mercado de reposição automotiva.

Foco no aftermarket

As lojas Heliar Service oferecem revisão gratuita da bateria, venda com entrega e instalação sem custo adicional, além de serviços de manutenção preventiva.

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domingo, 1 de março de 2026

Nissan Kicks 1.6: sequência de aperto do cabeçote e torques do motor HR16DE

Procedimento de montagem exige substituição de parafusos estruturais e atenção às etapas de torque no motor 1.6 16V Flex

O Nissan Kicks e Kait equipado com motor 1.6 HR16DE, produzido a partir de 2016, exige atenção na sequência de aperto do cabeçote e nos torques de fixação dos principais componentes do conjunto. O procedimento inclui a substituição obrigatória de parafusos do cabeçote, mancais principais e mancais de biela.

Na montagem do cabeçote, os parafusos devem seguir a seguinte sequência: 40 Nm + 60°, soltar 360°, reapertar 40 Nm + 75° + 75°. A recomendação é substituir todos os parafusos do cabeçote, bem como os dos mancais principais e de biela.

Para as capas de biela, aplicar 27 Nm, soltar totalmente e reapertar com 20 Nm + 60°. Nos mancais principais do virabrequim, o torque é de 32 Nm + 60°. Os mancais do comando de válvulas devem receber 10 Nm + 60°. Já as engrenagens dos comandos são apertadas com 78 Nm.

Nissan Kait, Resende, RJ, Novembro/2025.
FOTO: Pedro Danthas/Divulgação Nissan

Outros torques previstos no procedimento incluem: volante do motor (108 Nm), polia do virabrequim (35 Nm + 60°), bomba de óleo ao bloco (25 Nm) e bujão de drenagem de óleo (34 Nm).

No cárter superior, deve ser aplicado cordão de massa vedante com diâmetro entre 4,0 mm e 5,0 mm, garantindo ressalto de 2,0 mm. A montagem deve ocorrer em até cinco minutos após a aplicação. O aperto dos parafusos segue sequência específica com torque de 25 Nm, variando o comprimento conforme a posição. Na fixação do cárter à caixa de velocidades, o torque é de 48 Nm.

Para o cárter inferior, aplicar cordão de vedante com o mesmo diâmetro, aguardar cinco minutos para montagem e apertar os parafusos a 10 Nm. Após o fechamento, aguardar 30 minutos antes de abastecer o motor com óleo.

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