segunda-feira, 29 de junho de 2026

BYD apela ao Governo Federal e leva vantagem amplamente criticada

Representante da BYD batendo na porta da sede do Governo Federal do Brasil

Coluna Fernando Calmon nº 1.407

“No Brasil até o passado é incerto”. A frase antológica de Gustavo Loyola, ex-presidente do Banco Central, aplica-se ao imbróglio que a BYD e o Governo Federal, por meio do Gecex (comitê para tarifas de importação, cotas, medidas de defesa comercial e exceções tarifárias), aprontaram em meio às críticas generalizadas e não apenas da Anfavea.

O Gecex decidiu só agora zerar imposto de importação de veículos desmontados (CKD) e semidesmontados (SKD), de 1º de julho a 31 de dezembro deste ano, dentro de uma cota de US$ 463 milhões. Esta deliberação veio de reinterpretação, no mínimo enviesada, de uma posição anterior. Como a BYD teve obras atrasadas da fábrica de Camaçari (BA), acionou o governo estadual para ajudar e misturar política partidária com decisões econômicas. O que é sempre ruim.

A Federação da Indústrias de São Paulo (Fiesp), em um dos seus comunicados, afirma que “ao alterar de surpresa as regras do jogo, o Governo Federal viola a segurança jurídica, sabota a previsibilidade regulatória e penaliza toda a cadeia automotiva brasileira”. Sindipeças destacou “a evidente necessidade de nivelamento de condições concorrenciais, com medidas que mitiguem os efeitos das importações de kits de veículos CKD ou SKD, não mais justificadas pelo simples motivo de que a implantação industrial em nosso país seja motivo para um tratamento favorecido”.

Sérgio Nobre, da CUT (Central Única dos Trabalhadores), colocou que “a medida ignora resoluções anteriores do próprio colegiado, que acabaram com as cotas. Ao alterar de surpresa as regras do jogo, o Governo Federal viola a segurança jurídica, sabota a previsibilidade regulatória e penaliza toda a cadeia automotiva brasileira”.

Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD no Brasil, em julho de 2025, classificou a chegada da marca chinesa de forma nada elegante. “Se os dinossauros estão gritando, é sinal de que o meteoro está funcionando”, em referência às marcas representadas pela Anfavea durante 70 anos. Resolveu mudar o discurso frente às manifestações críticas desta associação, na última 2ª feira, que incluem possível judicialização do tema. Agora, ele afirma que a entidade tem trajetória histórica e merece respeito. Soa como arrependimento.

 

Elétricos pagarão mais impostos na China

 

Planeja-se aumento de carga fiscal como medida para custear a manutenção de ruas e estradas em razão da sua massa bem maior, que pode chegar a mais de duas toneladas. Com queda nas vendas de carros com motores a combustão também se reduziu a arrecadação sobre combustíveis líquidos, que sempre foi a fonte mais importante e segura para financiar a conservação do piso asfáltico.

Segundo o site chinês South China Morning Post, no último dia 21, essa iniciativa ainda está por ser anunciada. Contudo ameaça o ritmo das vendas domésticas de elétricos, que já enfrentam dificuldades com a redução recente dos incentivos fiscais, em grande parte eliminados. Antes davam sustentação para seu rápido crescimento. Porém, em cidades importantes como Xangai permanece o leilão de placas para carros com motores a combustão. O valor chega ao equivalente a R$ 70.000, porém as placas são vinculadas ao comprador que pode utilizá-las na aquisição futura de novos modelos.

A mídia estatal e os críticos chamam atenção para o que pode acontecer daqui em diante. Atual imposto sobre a compra já inclui padrões de consumo. Aqueles modelos com massa superior a 2.700 kg devem limitar o gasto máximo de energia a 19,1 kW⋅h por 100 km (5,23 kW·h/km) para usufruir de uma redução de 50% na carga tributária. Mas isso não conteve totalmente a tendência de modelos maiores e mais pesados.

O mercado interno de elétricos na China já enfrenta alguma dificuldade, com certa hesitação dos consumidores. Isso impulsionou as exportações e a iniciativa de construir fábricas na Europa, principalmente, para contornar as elevadas tarifas de importação impostas aos produtos chineses.

 

 

RS e-tron GT Performance: Audi mais potente até hoje

 

Base mecânica é a mesma do Porsche Taycan e também o primeiro Audi cupê de quatro portas, topo de linha com motorização elétrica. Nada menos de 925 cv (no modo controle de largada) e um torque brutal de 104,8 kgf·m colocam o RS e-tron GT Performance como o mais potente já lançado em série pela marca alemã, conhecida pelos quatro anéis entrelaçados. Suspensão pneumática ativa com taxa de amortecimento variável, tração quattro elétrica com duas marchas, cinco vezes mais rápida que o sistema mecânico tradicional e eixo traseiro esterçante em 2,8 graus, que ajuda tanto em manobras quanto no comportamento em curvas, estão entre os destaques.

Outra característica da suspensão é redução do seu curso em até 25 mm durante fortes acelerações e desacelerações, além do controle de rolagem em curvas de alta velocidade. E ainda faz concessões ao motorista e acompanhantes ao elevar a carroceria de 50 a 70 mm para facilitar o acesso a um toque na maçaneta. Ao fechar as portas, carroceria volta a baixar.

Como todo cupê, volume do porta-malas é limitado a apenas 350 litros mesmo sem estepe, apesar de suas dimensões externas avantajadas (mm): 4.997, comprimento; 2.900, entre-eixos; 2.158, largura; 1.379, altura. Há um volume adicional de 77 litros sob o capô ideal para mochilas. Rodas de 21 pol., pneus Pirelli PZero e discos de freio cerâmicos. Alcance médio (Inmetro): 608 km com a bateria de 105 kW⋅h. Aceleração 0 a 100 km/h: 2,5 s (massa de 2.395 kg). Na Alemanha, também importa 0 a 200 km/h: 7,9 s.

O interior apresenta acabamento de alto nível. O teto solar, ao comando um de um botão, passa de transparente a opaco para isolar o interior em dias mais quentes. Segundo a Audi, há mais de um milhão de combinações possíveis, ao se somarem todas opções internas e externas. O proprietário pode escolher desde as cores das carcaças de retrovisor e até das pinças de freio ou o tipo de revestimento do volante, dos bancos e das laterais das portas. Literalmente, o céu é o limite.

Preço: a partir de R$ 1.334.990.

 

GWM amplia linha elétrica com o ORA 5

 

O novo modelo ganha dimensões maiores, pacote de tecnologia ampliado e vem bem equipado, logo acima do Ora 3. Com 4.471 mm de comprimento, 2.720 mm de entre-eixos e porta-malas de 362 L traz motor elétrico de 204 cv, 26,6 kgf·m e bateria de 58,3 kW⋅h para alcance médio de 349 km, pelo padrão Inmetro. Se estiver disponível um carregador rápido de corrente contínua (DC) de 120 kW, repõe de 30% a 80% da capacidade da bateria em aproximadamente 20 minutos.

Destacam-se a central multimídia de 14,6 pol., atualizações remotas de software, comandos de voz com inteligência artificial e recurso V2L que permite utilizar a energia da bateria para alimentar equipamentos externos. Oferece ainda condução semiautônoma Nível 2, frenagem autônoma de emergência, monitoramento de ponto cego, controle de cruzeiro adaptativo, câmera 540° e seis airbags.

É um hatch espaçoso internamente, de linhas atraentes. Primeiro contato com o ORA 5 foi em uma pista demarcada no aeroporto regional Campo de Marte, em São Paulo (SP). O motor de 204 cv e 26,5 kgf·m entrega acelerações rápidas e respostas imediatas ao comando do acelerador, característica comum dos veículos elétricos. Segundo o fabricante, acelera de 0 a 100 km/h em 7,7 s, uma boa marca para um automóvel deste porte.

A GWM afirma ter desenvolvido uma calibração específica para o mercado brasileiro por meio de ajustes voltados às condições de uso encontradas aqui. O conjunto utiliza suspensão independente nas quatro rodas, com McPherson na dianteira e multibraço na traseira.

Preço: R$ 159.000

 

Fernando Calmon é jornalista especializado e colunista do Portal da Revista O Mecânico. Acesse: https://ift.tt/rnXEG16

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Férias de inverno exigem atenção às velas de ignição

Mecânico arrumando motor de um carro

NGK alerta para riscos da partida a frio e do uso das motos em áreas rurais durante viagens nas férias de julho

As férias de julho costumam ser um convite para muitos motociclistas colocarem o pé na estrada em direção ao interior e destinos rurais. No entanto, o frio intenso típico desta época do ano, aliado às condições severas encontradas em estradas de terra, podem comprometer o desempenho do motor e até causar dificuldades na partida. Por isso, a NGK deu dicas para que os pilotos não tenham tantas dores de cabeça no seu momento de lazer.

Segundo a Niterra, multinacional japonesa detentora da marca NGK, fatores como poeira excessiva, umidade, combustível de baixa qualidade e baixas temperaturas exigem atenção redobrada dos proprietários de motocicletas antes de iniciar uma viagem. Além de evitar contratempos durante o passeio, a manutenção preventiva do sistema de ignição preserva o funcionamento do motor e reduzir o risco de falhas longe dos centros urbanos.

Poeira e combustível ruim podem comprometer o motor

Entre os principais desafios enfrentados por quem trafega em regiões rurais está a grande exposição do veículo à poeira. Em estradas de chão batido, o filtro de ar tende a acumular sujeira com maior rapidez, reduzindo a entrada de ar no motor.

Nas motocicletas carburadas, essa condição favorece o enriquecimento excessivo da mistura ar e combustível. Já nos modelos equipados com injeção eletrônica, o sistema realiza correções automáticas, mas o condutor pode perceber perda de desempenho.

Em ambos os casos, o desequilíbrio pode provocar o acúmulo de fuligem na ponta da vela de ignição. Desse modo, a centelha tem sua qualidade comprometida e isso prejudica o funcionamento do motor. Outro ponto de atenção está no abastecimento durante viagens longas. De acordo com a empresa, combustíveis adulterados ou de procedência duvidosa aceleram a contaminação das velas de ignição e dos sensores de oxigênio, afetando diretamente o desempenho do conjunto mecânico.

Além disso, em cidades menores, a baixa rotatividade dos combustíveis acelera a degradação da substância ao longo do tempo. A situação se torna ainda mais crítica para motocicletas importadas ou de alta performance, pois elas exigem combustíveis de maior octanagem e nem sempre disponíveis nessas regiões.

Dica de ouro

As baixas temperaturas também exigem que o sistema de ignição esteja em perfeitas condições. Segundo Hiromori Mori, consultor de Assistência Técnica da Niterra do Brasil, uma vela desgastada ou contaminada pode dificultar significativamente a partida.

Mori pontua que quando o motor está frio e o combustível não queima facilmente, a vela de ignição precisa estar em perfeitas condições. Caso contrário, o motociclista pode insistir tanto na partida e deixar a bateria da moto descarregar.

O executivo explicou que o uso de velas de ignição produzidas com metais preciosos, como o irídio, são boas alternativas para diversas situações.  Segundo a fabricante, esses componentes proporcionam partidas mais rápidas, melhoram a estabilidade da marcha lenta, favorecem retomadas e ainda contribuem para reduzir o consumo de combustível.

Por fim, Hiromori revelaA Niterra também orienta os motociclistas a ficarem atentos a sintomas como dificuldade para ligar o motor pela manhã, marcha lenta irregular e aumento inesperado no consumo de combustível. Durante a inspeção, é recomendável verificar ainda o estado dos terminais supressivos, observando sinais de oxidação, trincas ou desgaste nas borrachas de vedação.

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Cobreq lança nova campanha para celebrar seus 65 anos

Propaganda da nova campanha da Cobreq

Marca reforça tradição em sistemas de freio, destaca nova etapa de comunicação para seu público e reafirma presença no mercado de reposição

Às vésperas de completar 65 anos de atuação no mercado automotivo, a Cobreq anunciou o lançamento da campanha #AquiTemFreio. A iniciativa marca uma nova etapa na comunicação da fabricante e busca reforçar a relação da empresa com motoristas, oficinas mecânicas, distribuidores e profissionais da reparação automotiva.

Reconhecida por sua atuação no segmento de sistemas de frenagem, a marca brasileira, pertencente à multinacional alemã TMD Friction, pretende consolidar sua identidade junto ao mercado de reposição e fornecimento original (OE). A nova campanha passa a integrar todas as ações de comunicação da empresa.

Campanha reforça presença no setor automotivo

Ao longo de mais de seis décadas, a Cobreq ampliou sua atuação no setor automotivo e consolidou sua presença em diferentes segmentos. Atualmente, a empresa oferece componentes para veículos leves, pesados e motocicletas, tanto para o mercado de reposição quanto para montadoras.

De acordo com a fabricante, os produtos são desenvolvidos seguindo padrões semelhantes aos utilizados no fornecimento original, permitindo que oficinas, varejistas e consumidores tenham acesso a soluções alinhadas às exigências da indústria automotiva.

Thiago Lacerda, especialista de marketing da marca revela que a nova campanha quer representar a essência da empresa. Inclusive, o executivo pontuou que ela também servirá para reafirmar o compromisso da Cobreq com a confiança conquistada junto ao mercado.

Investimentos acompanham evolução da mobilidade

Além de celebrar seu legado, a empresa destaca que segue investindo na ampliação do portfólio e na modernização de processos produtivos. Integrante do grupo TMD Friction, a Cobreq afirma estar conectada aos principais centros de pesquisa e desenvolvimento do setor.

A estratégia contempla ainda o desenvolvimento de novas tecnologias voltadas às transformações da mobilidade, incluindo soluções para atender às futuras demandas da indústria automotiva.

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5 sinais que indicam que está na hora de trocar os pneus

Mecânico arrumando pneu do carro
Mecânico arrumando pneu do carro [Magnific.Com/ Reprodução]
Rachaduras, bolhas e perda de aderência podem comprometer a segurança antes mesmo do desgaste atingir o limite legal

Os pneus são os únicos componentes do veículo em contato direto com o solo. Por isso, qualquer alteração em sua estrutura pode afetar diretamente a estabilidade, a frenagem e a dirigibilidade. Embora muitos motoristas utilizem apenas o TWI (Tread Wear Indicator) como referência para a substituição, especialistas alertam que outros sinais também indicam quando o componente já não oferece a eficiência adequada.

Em muitos casos, danos estruturais e desgastes irregulares surgem antes mesmo de o pneu atingir o limite mínimo permitido por lei. Ignorar esses indícios pode aumentar o risco de aquaplanagem, perda de controle do carro e até falhas repentinas durante a condução. Segundo a DUNLOP Pneus, a avaliação do estado dos pneus deve ir além da profundidade dos sulcos. Fatores como impactos, envelhecimento natural da borracha e falhas na manutenção preventiva podem comprometer a segurança sem que o motorista perceba imediatamente.

Segundo Fábio Torres Klabacher, gerente de vendas e marketing da DUNLOP, a maioria dos motoristas só observam o TWI, mas outros sinais revelam que já está ou até passou da hora de sua troca.

Atenção nunca é demais

Entre os principais alertas está o surgimento de rachaduras nas laterais ou na banda de rodagem. Elas costumam ocorrer devido ao envelhecimento natural da borracha, exposição prolongada ao sol, variações bruscas de temperatura ou ainda pela falta de calibragem correta.

Outro problema que exige substituição imediata são as bolhas ou deformações na estrutura. Geralmente, elas aparecem após impactos contra buracos, guias ou obstáculos. Como podem indicar danos internos na carcaça, aumentam significativamente o risco de estouro do pneu durante a rodagem.

borracheiro cuidando de pneu
Borracheiro cuidando de pneu [DUNLOP/ Divulgação]
O desgaste irregular também merece atenção. Quando determinadas regiões apresentam consumo excessivo da borracha, o problema pode estar relacionado à falta de alinhamento, balanceamento inadequado ou pressão incorreta. Além de reduzir a vida útil do componente, esse desgaste compromete a aderência e prejudica a estabilidade do veículo.

Além disso, vibrações excessivas percebidas no volante ou na carroceria durante a condução podem indicar deformações ou desequilíbrio no conjunto roda e pneu. Nesses casos, a recomendação é procurar avaliação especializada o quanto antes.

Melhor saída é a prevenção

Outro sinal importante é a perda de aderência em pistas molhadas. Pneus desgastados têm menor capacidade de escoar a água, elevando o risco de aquaplanagem e reduzindo a eficiência das frenagens em dias de chuva.

A recomendação é realizar periodicamente serviços de alinhamento, balanceamento e calibragem, sempre respeitando as especificações estabelecidas pelo fabricante do veículo. Também é importante observar a capacidade de carga indicada para cada aplicação, evitando sobrecarga, que pode acelerar o desgaste e comprometer a estrutura do pneu.

Especialistas recomendam ainda que os pneus sejam inspecionados regularmente por profissionais qualificados, especialmente antes de viagens longas ou após impactos severos em buracos. A avaliação técnica permite identificar danos internos que muitas vezes não são visíveis a olho nu.

 

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sexta-feira, 26 de junho de 2026

PHINIA comemora 35 anos de sua fábrica em Piracicaba

Planta de Piracicaba (SP) da PHINIA
Planta de Piracicaba (SP) da PHINIA [PHINIA/ Divulgação]

Unidade é a única no Brasil a produzir injetores GDi de 350 bar e se tornou estratégica para a operação global da empresa

O ano de 2026 é bem especial para a fábrica da PHINIA localizada em Piracicaba, São Paulo. A instalação inaugurada em maio de 1991 completou 35 anos de operação e se tornou uma das unidades mais importantes dentro da estrutura global da empresa. Hoje, essa instalação ocupa posição estratégica no desenvolvimento e na produção de sistemas avançados de injeção de combustível.

Desde a substituição dos carburadores pela injeção eletrônica até os atuais sistemas de injeção direta de alta pressão, a fábrica esteve presente em diferentes fases da evolução dos veículos produzidos no Brasil. Sua operação acompanhou o avanço dos motores flex, desenvolvimento de tecnologias a diesel mais eficientes e até a chegada de sistemas de injeção direta.

De acordo com Giovani Benato, diretor-geral da planta de Piracicaba, a unidade entendeu a demanda do mercado, ampliou sua capacidade tecnológica e produtiva, e se tornou um polo estratégico para a marca.

Fábrica produz tecnologias exclusivas

Um dos principais diferenciais atuais da unidade está na produção de componentes de alta tecnologia. Hoje, a fábrica de Piracicaba é a única instalada no Brasil capaz de fabricar injetores para sistemas de injeção direta de gasolina (GDi) com pressão de até 350 bar. Essa condição coloca a planta entre um grupo restrito de operações da PHINIA aptas a produzir componentes destinados a motores de injeção direta.

Além disso, desde 2012, a instalação detém exclusividade global dentro da companhia na fabricação dos injetores aquecidos HTI (Heated Tip Injectors). Eles são utilizados principalmente em motores flex e servem para atender normas cada vez mais rigorosas de emissões.

Planta de Piracicaba (SP) da PHINIA
Planta de Piracicaba (SP) da PHINIA [PHINIA/ Divulgação]

Ao longo da década de 1990, a operação participou na disseminação da injeção eletrônica no mercado brasileiro, incluindo o desenvolvimento do sistema E100 para veículos movidos exclusivamente a etanol. Na mesma época, também introduziu tecnologias como radiadores brasados em alumínio e baterias seladas livres de manutenção. Nos anos 2000, a planta tornou-se referência em sistemas eletrônicos para motores bicombustíveis, ampliando sua atuação em atividades de engenharia, testes laboratoriais e calibração veicular.

Operação exporta componentes e investe em capacitação

Atualmente, a unidade emprega aproximadamente mil colaboradores, opera em três turnos e produz cerca de 11 milhões de componentes automotivos por ano. Parte dessa produção abastece montadoras e programas internacionais localizados na América Latina, América do Norte, Europa e Ásia.

Funcionário na Planta de Piracicaba (SP) da PHINIA
Funcionário na Planta de Piracicaba (SP) da PHINIA [PHINIA/ Divulgação]

Além da manufatura, a fábrica da PHINIA também se consolidou como um centro regional de desenvolvimento técnico. Entre os investimentos recentes estão o Centro de Treinamento Delphi, o primeiro da marca na América Latina, e a Delphi Academy, plataforma de capacitação voltada aos profissionais do setor automotivo.

Por fim, a sustentabilidade também integra a estratégia da operação. Desde 2020, a unidade possui certificação Zero Landfill, utiliza energia elétrica proveniente de fontes 100% renováveis. Inclusive, ela mantém programas voltados à diversidade e formação de lideranças. Aliás, a planta recebeu reconhecimento em premiações como o Great Place to Work 2025, Ford Q1, GM Supplier Quality/QMS e Cummins Zero Defect Award.

 

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Fiat celebra 50 anos no Brasil com festival gratuito em MG

Convite do Fiat Festival 50 anos com cantores em destaque
Convite do Fiat Festival 50 anos [Fiat/ Divulgação]
Evento em Belo Horizonte terá shows de Thiaguinho e Iza, exposição de carros históricos e ingressos gratuitos mediante doação de alimentos

A Fiat prepara uma celebração especial para marcar seus 50 anos de atuação no Brasil. No próximo dia 21 de julho, o Estádio Mineirão, em Belo Horizonte (MG), receberá o Fiat Festival 50 Anos, evento gratuito que reunirá música, exposição de veículos históricos e ações voltadas aos fãs da marca.

A escolha da capital mineira não é por acaso. Foi em Minas Gerais que a fabricante iniciou sua trajetória no país, em 1976. Atualmente, a montadora lidera o mercado nacional pelo quinto ano consecutivo, enquanto a caminhonete Strada segue como veículo mais vendido do país no mesmo período.

Para conduzir a celebração, a montadora confirmou o jornalista e apresentador Pedro Bial como anfitrião oficial da noite. A programação musical terá como atrações principais o cantor Thiaguinho e a cantora Iza, que participará como convidada especial. Aliás, novos nomes ainda poderão ser anunciados nas próximas semanas.

Como conseguir ingressos para o Fiat Festival?

Os ingressos serão gratuitos, mas a participação estará condicionada à doação de 1 kg de alimento não perecível. A retirada para o público geral estará disponível a partir de 9 de julho, data que marca oficialmente o aniversário de 50 anos da Fiat no Brasil. O acesso será realizado por meio da plataforma Sympla, cujo link oficial ainda será divulgado.

Além disso, proprietários de veículos da marca terão acesso antecipado e exclusivo a um lote limitado de entradas. Entre os dias 3 e 8 de julho, clientes interessados deverão manifestar interesse pelo WhatsApp oficial da fabricante (11) 91071-2199. Após a validação dos dados do modelo, por meio da placa ou número do chassi, os participantes receberão um link exclusivo para garantir os ingressos.

Segundo Herlander Zola, presidente da Stellantis para a América do Sul, a proposta é compartilhar a comemoração com os consumidores que ajudaram a construir a trajetória da fabricante no país.

Exposição de modelos clássicos e atuais

O evento contará com uma atração especial para os apaixonados por automóveis. A Esplanada do Mineirão receberá uma exposição que reunirá veículos clássicos e modelos atuais da fabricante. A mostra pretende apresentar ao público alguns dos automóveis que marcaram época no mercado brasileiro e ajudaram a consolidar a liderança da Fiat ao longo de cinco décadas.

 

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Mahle promove capacitação técnica em 21 cidades do Brasil

Palestra do Programa Luva Azul da MAHLE
Palestra do Programa Luva Azul da MAHLE [MALHE/ Divulgação]
Circuito Luva Azul vai percorrer o Brasil com treinamentos. Marca ainda tem o apoio de plataforma online voltado a mecânicos e retificadores

A MAHLE ampliará em 2026 o alcance do Circuito MAHLE Luva Azul, iniciativa de capacitação técnica gratuita voltada a profissionais do setor de reparação automotiva. O programa passará por 21 cidades brasileiras ao longo do ano, com treinamentos presenciais de três dias, além de suporte digital complementar.

A ação ocorre em um cenário de maior complexidade tecnológica e escassez de mão de obra qualificada, fatores que têm pressionado oficinas e retíficas em todo o país. A proposta da empresa é aproximar o conhecimento técnico do cotidiano do mecânico, reforçando a atualização profissional como parte da cadeia de reposição.

Segundo a empresa, o objetivo é ampliar o acesso à informação técnica e contribuir para a formação contínua dos profissionais do aftermarket, com foco em precisão, eficiência e segurança nos serviços executados.

Treinamentos unem teoria e prática em motores modernos

O Circuito Luva Azul é direcionado a mecânicos, retificadores e demais profissionais do setor de reposição. As atividades são conduzidas por especialistas da própria MAHLE, que compartilham experiências práticas acumuladas em oficinas e retíficas, aproximando o conteúdo da realidade do mercado.

Entre os temas abordados estão eficiência energética, tendências tecnológicas e conceitos aplicados a motores de três cilindros, além de sistemas Multijet e seus principais componentes. A proposta é unir teoria e prática, com foco nas tecnologias mais presentes na frota atual. Ao final do treinamento presencial, os participantes recebem certificação e passam a ser reconhecidos como “Mecânico Luva Azul”, título que reforça a qualificação técnica dentro do programa.

Plataforma online complementa formação técnica

Além dos encontros presenciais, a MAHLE também disponibiliza o EAD MAHLE. Esta é uma plataforma digital gratuita com cursos voltados à desmontagem e montagem de motores. O ambiente virtual permite que os profissionais se capacitem de forma contínua, em qualquer horário e local.

O conteúdo é desenvolvido por especialistas em motores e complementa a formação presencial, ampliando o acesso ao conhecimento técnico em diferentes regiões do país. A estratégia integra ações presenciais e digitais, criando uma jornada de aprendizado mais ampla para o reparador independente.

De acordo com a empresa, a combinação entre treinamentos e plataforma online reforça o compromisso da marca com a qualificação do setor e com o desenvolvimento do aftermarket automotivo brasileiro.

Capacitação como pilar estratégico no aftermarket

A iniciativa também se conecta ao posicionamento da empresa no mercado de reposição, que busca atuar além do fornecimento de componentes. “Nosso objetivo é estar ao lado do reparador, oferecendo informações atualizadas, conteúdos relevantes e suporte técnico de qualidade”, afirma Evandro Tozati, diretor da MAHLE América do Sul. Segundo ele, a proposta é valorizar o conhecimento técnico e preparar os profissionais para desafios cada vez mais complexos.

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