quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Cummins desenvolve novos eixos para veículos elétricos

Eixos MC-17X e MS-14X da Cummins

Novos projetos desenvolvidos no Brasil atendem caminhões e ônibus elétricos e prometem reduzir perdas no trem de força

A Cummins inicia uma nova fase no desenvolvimento de eixos com projetos voltados à eletrificação e à eficiência energética. Desenvolvidas pela engenharia brasileira, as novas plataformas foram apresentadas durante as comemorações dos 70 anos da operação da empresa em Osasco (SP) e devem atender diferentes aplicações no transporte comercial.

Entre as novidades estão dois eixos específicos para veículos eletrificados, além de uma nova plataforma destinada a reduzir perdas mecânicas nos sistemas convencionais. Na prática, as soluções buscam responder a mudanças importantes no funcionamento dos veículos, principalmente devido ao peso das baterias e à atuação da frenagem regenerativa.

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Novos eixos preparados para veículos elétricos

Nos veículos elétricos, a transmissão de torque passa por condições diferentes das encontradas em modelos convencionais. Durante a desaceleração e a frenagem regenerativa, por exemplo, o diferencial pode trabalhar em sentido contrário, submetendo componentes como coroa, pinhão e rolamentos a esforços mais elevados.

Além disso, o peso das baterias aumenta as cargas aplicadas aos eixos, especialmente em operações urbanas. Por isso, a Cummins desenvolveu o MS-14X, destinado a caminhões elétricos urbanos de configuração 6×2 e até 17 toneladas.

Eixo MS-14X da Cummins

Embora mantenha a arquitetura externa do eixo MS-120, o novo componente teve praticamente todo o conjunto interno replanejado. O projeto recebeu rolamentos de maior capacidade, conjuntos de coroa e pinhão redimensionados e componentes reforçados.

Outro destaque é o tratamento Shot Pinning, que utiliza microesferas de aço para aumentar a resistência à fadiga e aos carregamentos cíclicos. O modelo, que será produzido a partir de janeiro de 2027, terá o diferencial montado na fábrica de Osasco.

Já o MC-17X foi desenvolvido para ônibus elétricos urbanos de até 22 toneladas de PBT. O eixo traseiro 4×2 precisa combinar capacidade de tração com resistência à concentração de massa provocada pelas baterias.

Para isso, o projeto conta com diferencial reforçado, solda a laser, rolamentos de maior capacidade, coroa e pinhão reforçados e uma nova carcaça fundida. Assim como o eixo MS-14X, a novidade tem sua produção prevista para ser iniciada em meados de 2027.

Eixo MC-17X da Cummins

Nova plataforma busca reduzir perdas de energia

A eletrificação não é a única frente de desenvolvimento. A Cummins também passou a direcionar sua engenharia para aumentar a eficiência dos eixos convencionais. Desse modo, consegue reduzir as perdas mecânicas durante a transmissão da potência do motor até as rodas.

A nova arquitetura trabalha com três pilares. O primeiro é um sistema interno de lubrificação redesenhado, que reduz fluxos desnecessário e a resistência hidráulica do óleo.

O segundo envolve novos rolamentos, com geometrias, acabamentos e dimensões desenvolvidos para diminuir o atrito. Por fim, o terceiro pilar é um novo conceito para o conjunto de coroa e pinhão, que otimiza o alinhamento entre o cardã e a entrada do diferencial.

Os testes realizados em uma bancada dedicada na Europa indicaram ganho próximo de 2% na eficiência em comparação com a geração anterior. Segundo a Cummins, em um caminhão que percorre 100 mil km por ano e apresenta consumo médio de 1,8 km/l, esse avanço poderia representar economia de aproximadamente 1.090 litros de diesel por veículo ao ano.

eixo MT-17XHE da Cummins

O MT-17XHE será o primeiro eixo dessa plataforma de alta eficiência desenvolvido para aplicações brasileiras. Destinado a veículos 6×4, o modelo está em fase final de homologação e tem produção prevista para julho de 2027.

A carcaça foi desenvolvida pela engenharia de Osasco considerando condições específicas do transporte no Brasil, como maiores PBTCs, longas distâncias, topografia, pavimentação e diferentes condições de operação. Inclusive, a Cummins prevê ampliar a arquitetura para novas aplicações, incluindo o futuro 18XHE. Este último será destinado aos modelos 6×2 e deve ser lançado entre 2028 e 2030.

 

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Jeep anuncia linha diversificada de acessórios para Avenger

Jeep Avenger prata visto de frente

Linha Mopar reúne 15 acessórios para ampliar a proteção, a praticidade e a personalização do SUV subcompacto

O novo Jeep Avenger passa a contar com uma nova linha de acessórios originais Mopar, desenvolvida em conjunto com a Jeep. São 15 itens principais, além de componentes complementares, divididos em três grupos: “Outdoor”, “Segurança” e “Smart”.

A proposta é atender diferentes necessidades de uso do SUV, desde a proteção de áreas sujeitas ao desgaste até o transporte de bicicletas e bagagens. Aliás, existem soluções voltadas à tecnologia e à rotina familiar. Entre os acessórios estão tapetes de bordas elevadas, protetor de cárter, suportes para bicicletas, bagageiro de teto, carregador por indução e projetor de logo Jeep.

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Acessórios protegem o veículo e ampliam a capacidade de carga

No grupo “Outdoor”, a Mopar concentra equipamentos destinados a quem utiliza o Avenger em atividades de lazer. As barras transversais de teto permitem ampliar as possibilidades de transporte, enquanto o bagageiro de teto aumenta o espaço disponível para cargas e objetos.

Para bicicletas, existem duas opções. O suporte instalado no teto permite transportar a bike nessa região, enquanto o modelo para engate tem capacidade para levar duas bicicletas.

Jeep Avenger verde visto de trás e com bicicleta no teto

A proteção do veículo também recebeu atenção. Os tapetes de bordas elevadas ajudam a reter sujeira e líquidos, reduzindo o contato desses elementos com o revestimento interno. Já o tapete de porta-malas protege o compartimento de carga e facilita a limpeza.

Outro item é o protetor de cárter, desenvolvido a fim de oferecer proteção adicional contra pedras, objetos e impactos causados por irregularidades do piso. O protetor de soleira metálico, por sua vez, ajuda a reduzir arranhões nas áreas de entrada das portas. Inclusive, a linha ainda inclui frisos laterais pintados, disponíveis nas cores preto Carbon, branco Snow, cinza Concrete, cinza Granite, vermelho Sunset e verde Boreal.

Segurança e tecnologia também fazem parte da linha

Na categoria “Segurança”, além dos protetores, estão os parafusos antifurto para as rodas e o dispositivo antifurto para o estepe. Produzidos em aço de alta resistência e acompanhados de chave codificada, os parafusos buscam dificultar a remoção das rodas sem modificar as características originais do veículo.

Para o uso familiar, a Mopar oferece uma cadeirinha infantil com sistema de fixação ISOFIX e rotação de 360 graus. O produto é indicado para crianças de até 4 anos e até 1,05 metro, respeitando os limites de peso estabelecidos para o equipamento.

friso lateral do Jeep Avenger

Já o território “Smart” reúne soluções voltadas à praticidade e tecnologia. Entre elas estão o carregador por indução e o projetor de logo Jeep, que exibe a identidade da marca quando as portas são abertas.

Na compra do Jeep Avenger, acessórios e contratos de serviços de até 10% do valor do veículo podem ser incluídos no mesmo financiamento, com a mesma taxa aplicada à aquisição do automóvel. Além disso, a linha Mopar conta com cupom de R$ 200 de desconto nas lojas oficiais da Jeep no Mercado Livre e na Shopee, conforme as condições da campanha. Os acessórios também podem ser adquiridos nas concessionárias Jeep de todo o Brasil.

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terça-feira, 1 de setembro de 2026

Cofap revela novo amortecedor para modelos da Fiat

novo amortecedor SPA projetado para modelos da Fiat

Novo código da linha SPA atende versões de Palio, Palio Weekend e Siena fabricadas a partir de 2001. Marca também revela alguns cuidados

A fim de atender a demanda do mercado de reposição, a Cofap ampliou sua linha de amortecedores SPA com o lançamento do código SGP30126. A novidade pode ser aplicada em diferentes versões dos modelos Fiat Palio, Palio Weekend e Siena.

O novo componente chega em um cenário de envelhecimento da frota brasileira. Segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), a idade média dos veículos em circulação no País é de 11 anos e 2 meses. Dessa forma, a manutenção e a disponibilidade de componentes de reposição ganham importância para preservar a segurança e o funcionamento dos automóveis.

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Serve para diversos modelos

O amortecedor SGP30126 atende diferentes configurações do Fiat Palio e Siena. Entre as aplicações estão o Palio 1.8, fabricado de 2005 a 2010. Além disso, serve também em versões 1.0, 1.3, 1.4, 1.5, 1.6 e 1.8 produzidas entre 2001 e 2006.

O código também contempla o Palio Weekend 1.0, fabricado entre 2001 a 2010. Para a linha Siena, o novo amortecedor pode equipar qualquer unidade equipada com o motor 1.0 e fabricada a partir de 2001.

Com a ampliação, a Cofap informa contar com mais de dois mil códigos de amortecedores, cobrindo 98,6% da frota circulante brasileira. O portfólio inclui aplicações para veículos de passeio, comerciais leves, caminhões, ônibus, máquinas agrícolas e motocicletas.

A disponibilidade de componentes para veículos com maior tempo de uso é especialmente relevante diante do perfil atual da frota. Entretanto, além da escolha correta da peça, a manutenção adequada da suspensão é fundamental para manter o comportamento do veículo.

Desgaste do amortecedor exige atenção

Principal componente do sistema de suspensão, o amortecedor tem a função de manter os pneus em contato com o solo. Desse modo, contribui para a estabilidade, a dirigibilidade e a segurança durante a condução.

Porém, a durabilidade varia conforme as condições de utilização do veículo e o estilo de condução. Impactos frequentes e a circulação por pisos irregulares, por exemplo, podem acelerar o desgaste dos componentes internos.

Por esse motivo, inspeções periódicas são recomendadas para identificar possíveis alterações no funcionamento da suspensão. Quando a substituição for necessária, a orientação é utilizar amortecedores de qualidade reconhecida e evitar componentes recondicionados.

Ainda nesse sentido, a troca deve ser feita aos pares e sempre no mesmo eixo. O procedimento ajuda a preservar o equilíbrio do sistema de suspensão e, consequentemente, a segurança do veículo. A Cofap disponibiliza mais informações sobre aplicações em seu catálogo eletrônico, disponível para celulares iOS, Android e em seu site.

 

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Litens revela que polia errada pode prejudicar motores 3 cilindros

Polia OAD da Litens instalado em motor

Litens explica como a escolha da polia do alternador influencia as vibrações e a durabilidade do sistema de acessórios

Os motores de três cilindros ganharam espaço nos veículos e, com eles, aumentou a importância do controle das vibrações torsionais no sistema de acessórios. Nesse conjunto, a escolha correta da polia do alternador pode fazer diferença no funcionamento e na durabilidade de componentes como correia, tensionador e alternador.

Com o intuito de ajudar mecânicos e donos de carros com motor tricilíndrico, a Litens revela como uma escolha correta de polia do alternador pode ajudar no funcionamento correto do propulsor.

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Como a OAD™ atua no sistema

De acordo com Bruno Palumbo, gerente de engenharia da Litens, os motores de três cilindros demandam atenção especial para o gerenciamento das vibrações torsionais. A tecnologia OAD, projeto da empresa, foi desenvolvida a fim de controlar essas oscilações e diminuir as cargas aplicadas aos componentes do sistema de acessórios.

A principal característica da polia é a presença de um sistema de amortecimento interno. O mecanismo ajuda a controlar as vibrações produzidas pelo funcionamento do motor, favorecendo uma operação mais suave do conjunto.

Polia OAD da Litens

Como consequência, componentes ligados ao acionamento por correia ficam sujeitos a menores esforços dinâmicos. Isso inclui a própria correia, o tensionador e o alternador, elementos que trabalham em conjunto e podem sofrer com as oscilações geradas pelo motor.

Por isso, a aplicação de uma polia inadequada pode comprometer o gerenciamento dessas vibrações. Além de afetar o funcionamento do sistema, o uso do componente incorreto pode contribuir para reduzir a vida útil dos demais itens envolvidos.

Aplicação em modelo popular

A tecnologia, que esteve presente originalmente em programas globais de fabricantes de veículos, também está disponível no mercado de reposição brasileiro por meio do catálogo da Litens.

Para o Ford Ka 1.0 de três cilindros, a empresa disponibiliza a polia OAD de código 920143. A aplicação permite que distribuidores, varejistas e mecânicos tenham acesso a uma solução desenvolvida para o gerenciamento das vibrações no sistema de acessórios.

Nesse contexto, a manutenção exige mais do que simplesmente substituir uma peça. Assim, durante o reparo, a identificação adequada da polia e a utilização do componente especificado para o veículo são etapas importantes para preservar o funcionamento do sistema de acessórios e aumentar a confiabilidade do serviço realizado.

 

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Tukan e nova Amarok demonstram força das picapes para Volkswagen

Volkswagen Tukan Extreme amarela vista de lado

Coluna Fernando Calmon nº 1.416: Tukan e nova Amarok demonstram força das picapes para Volkswagen

Festa do Peão de Barretos, em São Paulo, maior festival de rodeio da América Latina, tem muito a ver com picapes e o seu público. A VW escolheu esse evento para antecipar o visual definitivo da Tukan e também a nova Amarok completamente camuflada. Tukan promete encarar a líder Strada mano a mano, que lidera o mercado brasileiro de automóveis, SUVs e comerciais leves há cinco anos. Entre as picapes compactas o modelo da Fiat sempre foi líder, desde seu lançamento em 1998.

Para desafiar sua maior rival, a nova picape terá cabines simples e dupla, aposta no visual forte, frente alta, caixas de rodas bem marcadas, mais de 700 kg de capacidade de carga e estreará no primeiro semestre de 2027. Terá eixo traseiro rígido e molas semielípticas de lâmina única (no lugar das helicoidais, da Saveiro e também da Montana), uma solução usada pela Strada e apreciada pelos compradores que a entendem como mais robusta.

A marca alemã não informou se a Saveiro sai de linha, o que deve ocorrer, mas a Tukan exibida com cabine simples pela primeira vez manterá o nome Robust, freios traseiros a tambor, duas pequenas barras no teto e seis alças auxiliares na caçamba que aparenta ser maior que a atual. A de cabine dupla, Extreme, terá quatro portas (Saveiro sempre teve a limitação de apenas duas portas) e maior espaço interno. Haverá duas opções de motores: 1-L turbo de 116 cv (para receber incentivo fiscal) e 1,5-L turbo de 150 cv que deve estrear o sistema semi-híbrido de 48 V bem mais eficiente que o de 12 V.

A Tukan, portanto, não parece ser apenas uma nova picape para completar a linha da Volkswagen. Ela é uma resposta direta à Strada. A marca viu que a Fiat encontrou uma fórmula que funciona e resolveu seguir pelo mesmo caminho, só que com um projeto mais novo e maior. A Volkswagen quer usar a nova picape para aumentar sua participação em um segmento de mercado que não para de crescer.

Também em Barretos a nova Amarok, que continuará vindo da Argentina em 2027, apareceu completamente camuflada. VW confirmou que terá hibridização e será a mais potente da história do modelo, que acaba de completar 800.000 unidades produzidas desde 2010.

China vende menos internamente e acelera exportações

As vendas de veículos novos na China caíram 25% em julho (sétimo mês consecutivo de queda este ano) e isso tem preocupado a Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis (ACFA), equivalente à Anfavea. Deixou de ser apenas uma questão interna, pois afeta a concorrência em escala global, conforme lembrou o site Automotive News. Coloca o segundo país mais populoso do mundo (só atrás da Índia) no caminho de registrar pela primeira vez uma retração anual de dois dígitos na comercialização interna de veículos.

Ainda é cedo para prever o que acontecerá nos próximos anos, depois de duas décadas em que o gigante asiático surpreendeu com o crescimento impressionante de sua indústria automobilística. Segundo Fu Bingfeng, da ACFA, esse ritmo superou a capacidade de absorção dos compradores. Estima-se para este ano o total 500 modelos, de 130 marcas, com margens de lucros apertadas demais. Há uma queda de vendas internas prevista de 14% no fechamento deste ano, para menos de 21 milhões de veículos.

Um imposto recente de 5% sobre veículos elétricos e híbridos plugáveis, em lugar de subsídios sem muita transparência, levou a uma queda de 6% de vendas só em julho último. Alternativa foi exportar, com ajuda fundamental do governo, volumes recordes: 5,35 milhões de veículos até o mês passado, um aumento estonteante de 73% que intensificou a concorrência muito além das fronteiras da China.

Só no Brasil atuam agora 16 marcas chinesas com produção local anunciada de pelo menos quatro delas, sem contar GWM e BYD. No entanto, o presidente da Fenabrave, Arcélio dos Santos Jr., lembrou semana passada que “minha preocupação é com quem fica e quem vai embora”. Ele lembra que o mercado não cresce na mesma proporção das marcas que desembarcam aqui e quem investiu em novas concessionárias pode sofrer prejuízos. E acrescento eu: também os compradores…

Fabricantes não chineses, alguns há décadas no Brasil, anunciaram R$ 180 bilhões em investimentos nos próximos cinco anos.

Kia entra no mercado de picapes médias com a Tasman

O segmento já tem nomes fortes, como Hilux, Ranger, S10, Frontier e Triton. Para conquistar espaço, a primeira picape da marca sul-coreana apresenta linhas retangulares e uma dianteira bastante diferente. Tasman não passa despercebida e parece ser exatamente isso o que a Kia almeja. Utiliza o tipo de construção mais tradicional de carroceria sobre chassi. Seu porte bem próximo ao da líder Hilux (mm): comprimento, 5.410; entre-eixos, 3.270; largura, 1.930; altura, 1.870. Caçamba de 1.173 L, quase 20% maior que o modelo da Toyota, fabricado na Argentina e apenas R$ 5.300 mais barato que a Tasman de origem sul-coreana e assim taxada com 35% de imposto de importação.

Motor turbodiesel, 2.151 cm³, 210 cv, 45 kgf·m, câmbio automático epicíclico de oito marchas e tração 4×4 com reduzida. Acelera de 0 a 100 km/h em 9,7 s. Modos de condução: Normal, Eco, Sport, Smart, além de lama, areia e neve. Para fora de estrada destacam-se: 231 mm de vão livre do solo, ângulos de entrada (graus), 28,9; de saída, 25; e de rampa 23,7. Capacidade de imersão: 800 mm. A Tasman Consumo padrão Inmetro: cidade 9,5 km/l e estrada 10,9 km/l. Tanque de 80 L.

Primeiro contato com a Tasman, em Cabreúva (SP), foi em pista preparada para diferentes situações como terra, buracos, obstáculos e rampas. Apesar do seu tamanho, é fácil de conduzir e oferece boa posição ao volante. Suspensão dianteira não é McPherson, como informa a Kia, mas por braços triangulares superpostos com mola helicoidal e barra antirrolagem. Suspensão traseira por eixo rígido com feixes de molas semielípticas longitudinais. Na prática, o conjunto das suspensões funciona bem, apesar de seu curso relativamente pequeno. Isso só aparece quando se passa por obstáculos maiores ou por trechos bastante irregulares.

Conjunto motor e câmbio não impressionam tanto, já que a Tasman pesa 2.248 kg, mas dá conta do recado. Outro recurso que funciona bem é o controle de descida. Em rampas mais fortes, basta acionar o sistema e a picape passa a controlar a velocidade, sem que o motorista acione constantemente o freio. Em situação de baixa aderência transmite segurança.

Preço: R$ 249.990.

Consultoria aponta avanço de SUVs em 16 anos

Estudo da Carcon Automotive, divulgado por Julian Semple, destaca mudanças marcantes na segmentação de veículos leves no Brasil. Levantamento feito entre o começo de 2010 e julho deste ano, ou seja, pouco mais de uma década e meia.

Evoluções concentraram-se nos utilitários esporte e crossovers que o mercado costuma chamar de SUVs. Em janeiro de 2010 estes ocupavam apenas 6,2% de participação e os líderes eram EcoSport e Tucson. Em julho 2026, passaram a ocupar quase metade de participação nas vendas com destaque para os Tera (crossover) e T-Cross (SUV).

Outro segmento que cresceu foi o das picapes pequenas e médias. Estas evoluíram de 11,2% em 2010, destacando-se Strada e Saveiro, para 17,2% em 2026 com domínio da marca italiana que conta também com a Toro. Por outro lado, conforme o consultor, os hatches a exemplo do Gol e Palio, que dominavam quase metade do mercado em 2010, tiveram a participação reduzida para um quarto das vendas este ano. O líder é o Polo, seguido por Argo e Onix.

As maiores perdas na segmentação foram dos sedãs, minivans e peruas. Estas últimas já em 2010 apontavam forte declínio de Palio Weekend e Spacefox até seu desaparecimento por completo em razão das vendas crescente de SUVs. Quase da mesma maneira ocorreu com as minivans, 16 anos atrás lideradas por Fit e Meriva. Só restou a Spin.

No caso dos sedãs, em 2010 sua participação era de 23,8% e os líderes Corsa Sedan e Siena. Em 2026, caiu para apenas 6,3%, com predominância de vendas de Onix Plus, HB20S e Corolla.

Fernando Calmon é jornalista especializado e colunista do Portal da Revista O Mecânico. Acesse: https://ift.tt/yXSMuOt

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