Sabó revela que os parafusos de cabeçote devem ser substituídos sempre que o motor é aberto e lista cuidados para garantir boa vedação
A substituição da junta de cabeçote é um dos reparos mais delicados realizados em um motor. No entanto, um componente muitas vezes negligenciado pode comprometer todo o serviço: os parafusos de cabeçote. Segundo a SABÓ, fabricante especializada em sistemas de vedação para a indústria automotiva e mercado de reposição, a reutilização dessas peças em motores modernos pode provocar falhas de vedação, vazamentos e até mesmo retrabalho na oficina.
A empresa orienta que sempre que houver abertura do motor, os parafusos de cabeçote também devem ser substituídos. A recomendação leva em consideração a evolução da engenharia dos motores atuais, que trabalham sob condições mais severas de temperatura, pressão e exigem componentes projetados para suportar esse cenário.
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Evolução dos motores exige novos cuidados
De acordo com William Araújo, gerente da engenharia de aplicação – aftermarket da SABÓ, os motores antigos utilizavam parafusos que operavam em regime elástico. Nessa condição, o componente se alongava durante o aperto, mas retornava ao comprimento original. Assim, permitia uma reutilização controlada, dependendo do caso.
Entretanto, nos motores moderno a realidade é outra. Para garantir uma vedação eficiente entre o bloco e o cabeçote, os fabricantes adotaram parafusos que trabalham em regime plástico. Durante a instalação, eles sofrem um alongamento permanente e deixam de retornar às dimensões originais.
Esse comportamento é intencional e garante uma pressão constante sobre a junta do cabeçote, contribuindo para uma vedação uniforme mesmo em condições severas de funcionamento. Por esse motivo, a reutilização deixa de ser recomendada.
Segundo a SABÓ, um parafuso que já passou por esse processo perde parte da capacidade original de fixação. Como consequência, podem surgir vazamentos de óleo, fluido de arrefecimento ou gases da combustão, além da necessidade de desmontar novamente o motor para corrigir o problema.
Boas práticas ajudam a evitar retrabalho
Além da substituição dos parafusos, a fabricante destaca que a confiabilidade da vedação depende da instalação correta de todo o conjunto. O uso de componentes adequados e o cumprimento das especificações do fabricante do motor são fundamentais para reduzir riscos durante o reparo.
Entre as principais recomendações estão a utilização de juntas de cabeçote compatíveis com a aplicação, parafusos novos e específicos para cada motor, além do respeito à sequência de aperto e aos valores de torque indicados pela montadora.
Outro ponto importante é utilizar ferramentas calibradas, limpar completamente as roscas e os furos dos parafusos antes da montagem e inspecionar cuidadosamente o bloco e o cabeçote para identificar possíveis irregularidades.
Para a SABÓ, a tentativa de economizar reaproveitando os parafusos pode gerar um custo muito maior posteriormente, seja pelo retrabalho, pela perda de produtividade da oficina ou pela insatisfação do cliente com o serviço realizado.
Além disso, a empresa afirma que continuará investindo na produção de conteúdos técnicos voltados a oficinas, retíficas e profissionais da reparação automotiva. Desse modo, reforça a importância de procedimentos corretos para aumentar a confiabilidade dos reparos em motores modernos.
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