sexta-feira, 27 de maio de 2022

Lei Seca Itaipuaçu

Desde o início da lei comumente denominada de lei seca, em 2008, o assunto se tornou um dos mais pesquisados na internet. Isso ocorre pela quantidade de dúvidas que surgem sobre o tópico.

É muito comum também que condutores busquem informações adicionais sobre a operação pois foram multados, sendo a maioria desses casos por causa do bafômetro.

Você sabia que, se você foi multado pela violação da lei n° 11.705 / 2008 em Itaipuaçu ou arredores, é possível recorrer, anular sua multa e todas as outras penalidades que vierem com ela?

Continue lendo para se informar melhor sobre a lei seca em Itaipuaçu e saber como recorrer!

O que é essa famosa operação?

Como foi mencionado acima, a operação teve início 14 anos atrás na região, junto com as outras partes do Brasil. Ela foi determinada do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e tem como seu principal objetivo reprimir a bebida no volante, fazendo os motoristas pensarem duas vezes se vão ingerir substâncias que alteram suas capacidades psicomotoras e dirigir em seguida.

Em 2008, ela era menos rígida que hoje em dia, dando brecha para a ingestão de até mesmo um copo de cerveja sem acusar no bafômetro. No entanto, agora o mínimo de álcool detectado no sistema de um condutor irá servir como prova para seu processo administrativo.

Além disso, a lei seca é muito famosa pela blitz, carros espalhados pelas cidades escolhendo pessoas aleatórias para passarem pelo teste do etilômetro. Isso cria uma insegurança aos donos de veículos, pois a qualquer momento podem ser chamados para colocar a sobriedade à prova.

Apesar dos lugares dos quais as viaturas permaneciam nunca serem divulgados, muitas pessoas criavam grupos no WhatsApp, Facebook e até Telegram na tentativa de avisarem uns aos outros onde que viram as Blitzen, uma tentativa de burlar o sistema.

Apesar disso, de uma forma geral a implementação da blitz foi muito bem-sucedida, diminuindo consideravelmente o número de acidentes e mortes de trânsito que ocorriam por conta da embriaguez.

Operação Verão: o que é e como impactou o trânsito?

No verão, como todos brasileiros sabem, é a temporada de praias, cachoeiras, carnaval, festas e é claro, férias. Em Itaipuaçu, sendo uma região litorânea, enche de turistas nesse período. Com isso, a população tende a beber bem mais que o normal, pois não tem trabalho, escola ou grandes obrigações.

Os agentes de trânsito reparavam que era um período no qual o número de pessoas flagradas bebendo aumentava exponencialmente, principalmente porque a fiscalização só começava de noite, dando bastante liberdade e tempo para a circulação sem inseguranças de serem pegos.

Com isso em mente, se iniciou a Operação Verão, projeto com a duração dos 3 meses da estação mais quente. Seu maior objetivo é o aumento da fiscalização com a blitz, só que dessa vez, à luz do dia.

Em Itaipuaçu, Niterói e no Rio de Janeiro, desde o dia 22 de dezembro de 2021, essa vigia estava firme e forte, até o fim do verão, no mês de março.

Penalidades da Lei seca

Conduzir um veículo embriagado é considerado uma infração de natureza gravíssima. Por isso, a multa é de R$ 293,47 mais um fator multiplicador 10, tornando o valor R$ 2934,70. Além disso, está prevista a suspensão do direito de dirigir pelo período de 12 meses, tornando necessário a realização de vários procedimentos para reavê-lo, como várias horas de aula e uma prova teórica.

Ademais, em caso de reincidência, além do preço da multa ser reaplicado de maneira dobrada, a Carteira Nacional de Habilitação será cassada por 2 anos, precisando refazer as provas teóricas e práticas para a recuperar.

Impacto da Lei seca em números

Para entender a importância da Lei seca, trouxe aqui algumas pesquisas que mostram os efeitos positivos, na população brasileira, desde que a lei n° 11.705 / 2008 se iniciou.

Com o aniversário de 10 anos dela, em 2018, a Escola Nacional de Seguros juntou informações que mostraram o seguinte: sem a lei seca, 40 mil pessoas teriam morrido no trânsito, sem contar as 235 mil que perderiam suas mobilidades para sempre por causa dos acidentes.

E não para por aí! Desde seu começo, a redução de mortes por acidentes causados pelo álcool caiu em quase 15%.

Como recorrer de multa da lei seca de Itaipuaçu

Recebeu uma multa por embriaguez ou por outra razão abordada na lei seca em Itaipuaçu? Não se preocupe, pois a equipe do Doutor Multas é especialista no recurso de multas como essa, possuindo uma alta taxa de sucesso em casos como esse.

Porém, é essencial que você entenda como funciona o recurso da autuação. Veja abaixo o resumo do funcionamento desse procedimento.

O processo se passa em 3 etapas distintas: a defesa prévia, a 1ª instância e a 2ª instância.

Na primeira fase, procure questionar detalhes do documento da autuação, como local escrito errado, placa errada, ou até mesmo um diferente motorista que cometeu a infração usando o seu veículo.

Na segunda e terceira fase, é importante ter maior noção das leis de trânsito e do CTB, por isso, é válido contratar os serviços de pessoas especializadas em direito de trânsito, como a equipe do Doutor Multas.

Na 1ª instância, é importante que saiba que deve enviar o pedido para a JARI (Junta Administrativa de Recursos de Infração). A 2ª instância, por sua vez, deverá ser tratada diretamente com o CETRAN (Conselho Estadual de Trânsito).

Se o seu pedido for aceito, você terá o valor da multa devolvido, caso já o tenha pago, e seu direito de dirigir também retornará.

Conclusão

Por fim, você leu aqui todas as informações mais relevantes a respeito da lei seca em Itaipuaçu. Como você viu, as punições para quem dirige alcoolizado são muito severas, portanto, evite ao máximo.

Se você já tiver sido multado e quiser ajuda no seu processo, agende uma consulta gratuita com nossa equipe para receber esse auxílio!

 


Lei Seca Itaipuaçu Publicado primeiro em https://doutormultas.com.br

Raio X: Fiat Strada Ranch CVT

Raio X: Fiat Strada Ranch CVT

Confira a análise técnica das condições de manutenção da nova Strada 1.3 com câmbio automático do tipo CVT

 

A Fiat Strada foi o veículo mais vendido do Brasil em 2021, com mais de 109 mil unidades emplacadas. Mesmo sem ser incomodada pelas rivais, a fabricante de origem italiana decidiu agregar ao utilitário um item cada vez mais desejado pelos consumidores: câmbio automático. Neste caso, trata-se da caixa continuamente variável (CVT) que estreou no Pulse. Com a novidade do CVT, como fica a manutenção da Strada?

Apresentada em dezembro de 2021, a Strada com câmbio CVT é vendida nas versões Volcano (R$ 109.501) e Ranch (R$ 114.514), avaliada neste Raio X em nossa oficina. Externamente, a Ranch diferencia-se pelos estribos laterais, para-barros, retrovisores na cor preto brilhante, rack e detalhes na cor cinza, capota marítima com o logotipo Ranch, rodas de 15” com visual exclusivo e pneus de uso misto.

Raio X: Fiat Strada Ranch CVT

Por conta das novas regras de emissões, todas as versões da Strada com motor 1.3 Firefly ganharam nova calibração na linha 2022, o que resultou em ligeira perda de potência e torque. Agora, são 107 cv com etanol a 6.250 rpm (2 cv a menos) e 98 cv com gasolina (3 cv a menos) a 6.000 rpm. O torque também está menor: 13,7 kgfm com etanol a 4.000 rpm (0,5 kgfm a menos) e 13,2 kgfm com gasolina (0,5 kgfm a menos) a 4.250 rpm.

O câmbio CVT da Strada é fornecido pela japonesa Aisin e conta com simulação de 7 marchas, com direito a borboletas no volante. Há ainda três modos de condução (normal, manual e sport). A capacidade total de carga foi reduzida de 650 kg, na Strada manual, para 600 kg na Ranch – por conta do peso extra do câmbio e dos acessórios. Para avaliar as condições de reparabilidade e manutenção da picape com caixa automática, contamos com o auxílio do mecânico Mauricio Marcelino, proprietário da Auto Mecânica Louricar, em São Paulo/SP.

Mauricio Marcelino, proprietário da Auto Mecânica Louricar, em São Paulo/SP

 

PRAZOS DE MANUTENÇÃO

Ao abrir o capô (1), o destaque da nova Strada é a área livre para manutenção. “De forma geral, surpreende o espaço no cofre para reparos. É bom notar que os engenheiros das fabricantes têm pensado mais em nós, mecânicos”, comenta o profissional. O ângulo de abertura da peça também é generoso, o que facilita a movimentação do mecânico.

Raio X: Fiat Strada Ranch CVT

Para ter acesso às bobinas, velas e bicos injetores, é necessário remover a caixa do filtro de ar (2).

Raio X: Fiat Strada Ranch CVT

“Mesmo sem a retirada da caixa, é possível acessar uma das velas (3) e fazer a verificação periódica do estado”, afirma Marcelino. De acordo com o manual da Fiat, a substituição das velas de ignição é indicada a cada 40 mil quilômetros, independentemente do tempo de uso. “Especialmente em modelos que rodam muito com etanol, já vi casos em que a vela grudou no cabeçote e foi necessário fazer retífica”, alerta.

Raio X: Fiat Strada Ranch CVT

A remoção da caixa do filtro de ar exige a remoção de 5 parafusos com chave philips e de duas fixações laterais com chave L-10. A troca do filtro de ar é recomendada para cada 20 mil quilômetros ou 2 anos, sendo indicada a inspeção visual do elemento a cada revisão. “Em carros que rodam muito em estradas de terra, não pode deixar de verificar com frequência o estado do filtro”, afirma Marcelino.

O óleo de motor recomendado para a Strada 1.3 2022 é o Mopar MaxPro Synthetic, 0W20 API SP GF-6A, podendo ser utilizados outros lubrificantes de mesma viscosidade que atendam à norma Fiat 9.55535 – classe GSX. “Utilize sempre o óleo na especificação determinada pelo manual e fique atento ao uso severo, onde a troca deve ser antecipada”, lembra o profissional. O bujão de escoamento fica na lateral do cárter, voltado para trás (4).

Segundo o manual, as trocas de óleo do motor devem ser realizadas a cada 10 mil km ou 1 ano (ou metade destes intervalos em uso severo). Para a verificação do nível, a vareta é integrada à tampa de abastecimento (5).

A troca de óleo e filtro de óleo (6) exige, ao todo, 3,4 litros.

O fluido de freio, de especificação DOT 4, por sua vez, tem troca indicada a cada 40 mil km ou 2 anos, o que ocorrer primeiro (7). “É essencial a substituição do fluido de freio a toda troca de pastilha, mesmo que precoce”, recomenda.

No sistema de arrefecimento, a troca do fluido é prevista em manual para cada 240 mil km ou 10 anos (8). “As novas tecnologias de aditivo têm proporcionado esse intervalo grande. O cuidado que os mecânicos devem tomar é sempre utilizar água desmineralizada nos casos em que for necessária diluição”, explica. O produto homologado a partir da Strada 2022 é o Mopar Coolant OAT 50, do tipo pronto uso. Nos modelos anteriores desta nova geração da picape (2020 e 2021), o líquido homologado era o Petronas Coolant Up, que necessitava de diluição na proporção de 50% de fluido e 50% de água desmineralizada.

Este 1.3 Firefly utiliza corrente para o acionamento do comando de válvulas, com durabilidade estimada acima dos 200 mil quilômetros para a corrente, de acordo com a Fiat. Já a correia de acessórios tem prazo de substituição indicado para cada 60 mil quilômetros ou 4 anos.  “Vemos casos de quebra da correia de acessórios pois as pessoas esquecem ou acham que não precisa de substituição”, relata.

Outros pontos de fácil acesso no cofre do motor são alternador, central eletrônica do ABS (9), a bomba de vácuo que auxilia o servo freio (10), o módulo de injeção (11) e as duas sonda lamba, pré-catalisador (12) e pós-catalisador (13).

Raio X: Fiat Strada Ranch CVT Raio X: Fiat Strada Ranch CVT Raio X: Fiat Strada Ranch CVT Raio X: Fiat Strada Ranch CVT

Mesmo sem sistema stop-start de fábrica, a Strada Ranch traz bateria do tipo EFB, de 60 Ah (14). “É uma bateria preparada para muito mais partidas do que a convencional. O sistema stop-start requer, além da bateria, de um alternador mais forte e um motor de partida mais reforçado”, comenta.

UNDERCAR

A Strada é o segundo modelo da Stellantis a utilizar o novo câmbio CVT (15) fornecido pela Aisin, com 7 marchas pré-programadas.

Embora o trocador de calor seja semelhante (16), a transmissão é completamente diferente da caixa automática epicíclica de 6 marchas (também da Aisin) utilizada em versões dos modelos Argo, Cronos, Toro, Renegade, Compass e Commander.

Como nos demais veículos da marca, Fiat não indica a substituição do óleo da transmissão CVT, classificado como ‘For Life’. “A necessidade ou não sobre a troca de óleo do câmbio CVT é uma discussão longa. Em caso de uso frequente com máxima capacidade de carga, pode haver maior desgaste [da caixa]”, aponta o profissional. Caso a substituição seja necessária, o fluido homologado para o câmbio CVT é o Mobil TFF CVT Fluid FE JWS 3401. Ao todo, o cárter da transmissão possui capacidade para 7,6 litros.

Conhecida pela robustez no uso diário como utilitário, a Strada aposta em conjuntos de suspensões McPherson na dianteira (17).

“A fixação superior do amortecedor é acessível, sem necessitar de desmontagem de outros elementos (18). Isso facilita a realização do orçamento e reduz o custo da mão da manutenção. A bandeja (19) possui pivô rebitado, onde é indicada a substituição conjunta”, conta.

Raio X: Fiat Strada Ranch CVT Raio X: Fiat Strada Ranch CVT

Ainda no eixo dianteiro, o coxim do câmbio possui acesso facilitado ao reparo (20), assim como a caixa de direção, que fica vem visível (21) e as buchas da barra estabilizadora (22).

Raio X: Fiat Strada Ranch CVT Raio X: Fiat Strada Ranch CVT

No eixo traseiro, a suspensão possui eixo rígido com molas semielípticas (23).

“O feixe de molas é simples (24), mas suporta bastante peso”, garante Marcelino.

O batente e o amortecedor possuem ótimo acesso para reparos (25).

No sistema de freios, a picape compacta traz discos ventilados na dianteira e a tambor, na traseira (26).

O filtro de combustível (27), com troca prevista a cada 20 mil km ou 2 anos, conta com uma proteção metálica. “Como é um carro de uso misto, tanto para estradas de terra, quanto asfaltadas, é um cuidado a mais que protege o filtro”, nota.

O estepe fica exposto, localizado abaixo da caçamba (28).

Do lado de dentro, o filtro de cabine fica alojado na região próxima aos pés do passageiro frontal, perto da parede corta-fogo, em um local de acesso não tão simples (29). A verificação do componente é indicada para cada 10 mil quilômetros ou 12 meses. Para remover a tampa de proteção, basta soltar 2 parafusos com uma chave philips.

Após analisar a picape, o profissional da Auto Mecânica Louricar aprovou as condições de manutenção da Strada. “Essa versão Ranch traz um câmbio CVT muito aceito no mercado. Junto com a robustez do motor e da suspensão, é um carro que vai continuar fazendo sucesso”, opina.

Ficha Strada Ranch CVT

 

Texto Gustavo de Sá
Fotos Lucas Porto

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Abílio Responde: É correto limpar a sonda lambda?

É correto limpar a sonda lambda?

É correto limpar a sonda lambda?

Leandro Coelho
Via YouTube

 

Essa prática, que não consta dos manuais, e é repudiada pelas fabricantes, é utilizada no chão de oficina, com alguma taxa de sucesso, em algumas situações. No entanto, não há qualquer garantia de durabilidade da peça. Além do mais é preciso ter cuidado, pois dependendo do processo de limpeza pode-se danificar a cerâmica de óxido de zircônio. Será que vale a pena correr o risco?

 


A cada edição da Revista O Mecânico, respondemos dúvidas dos leitores sobre manutenção automotiva e cuidados com o veículo na seção Abílio Responde. Mande sua mensagem para: redacao@omecanico.com.br

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Cofap amplia catálogo de cubos de roda

cubos de roda Cofap

São 8 novos códigos de cubos de roda Cofap que atendem 17 veículos, incluindo modelos de grande volume de vendas como Renegade, Compass e Toro

 

A Cofap lança oito novos códigos de cubos de roda que atendem 17 modelos incluindo as marcas Citroën, Fiat, Ford, Honda, Jeep, Peugeot e Volkswagen. E entre esses modelos estão carros de alto volume de vendas no país, como Jeep Renegade e Compass e a picape Fiat Toro. Com o lançamento, a marca passa a oferecer 175 códigos em seu catálogo, com cobertura de cerca de 90% dos veículos que circulam no país.

Conheça os novos códigos e suas aplicações:

  • CRC01017 (Volkswagen Amarok, a partir de 2011);
  • CRC08019 (Ford F4000 4X2, a partir de 2013);
  • CRC08020 (Ford F4000 4X4, a partir de 2013);
  • CRC10015 (Honda City a partir de 2015, Fit a partir de 2015 e WR-V a partir de 2017);
  • CRC52000 (FiatToro a partir de 2016, dianteiro; Jeep Compass 4X2 a partir de 2017, dianteiro; Compass 4X4 a partir de 2012, dianteiro e traseiro; Renegade 4X2 a partir de 2015, dianteiro; e Renegade 4X4 a partir de 2015, dianteiro e traseiro);
  • CRC52001 (Jeep Compass 4X2 a partir de 2017; e Renegade 4X2 a partir de 2015);
  • CRC55003 (Citroen Jumper, de 2010 a 2019; Fiat Ducato, de 2010 a 2019; e Peugeot Boxer, de 2010 a 2019);
  • CRC10012 (Honda CR-V 4X4, de 2007 a 2011);

A Cofap explica que o conjunto do cubo da roda mantém a roda “presa” ao veículo, permitindo que girem livremente, além de servir de suporte para a fixação dos discos de freio. Assim, a peça é responsável por transmitir o torque das juntas homocinéticas para as rodas.

O componente pode sofrer desgaste ou danos, por exemplo, devido a pancadas fortes ao passar por buracos na via, transporte de carga excessiva ou infiltração de água ao passar por áreas alagadas. Por isso o motorista deve ficar atento a sinais como ronco grave vindo das rodas em movimento ou vibração no volante. A empresa alerta que, se o problema não for identificado e solucionado, existe o risco de travamento do rolamento e até mesmo a possibilidade de quebra da roda.

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Calmon | BMW iX combina alta tecnologia e desempenho

Sofisticação, alta tecnologia e desempenho de tirar o fôlego estão reunidos no SUV elétrico BMW iX. Na versão de topo avaliada, xDrive 50, a potência combinada dos dois motores é de 523 cv e o torque total, de 78 kgf.m. Tração nas quatro rodas com distribuição de 60% para o eixo traseiro e 40% para o dianteiro assegura equilíbrio em curvas de raio curto ou longo. Aceleração de 0 a 100 km/h, no modo Sport, é feita em 4,6 s, surpreendente para um SUV de 2.510 kg de massa (620 kg só de bateria). O mais impressionante: verdadeiro salto à frente no vencer a inércia ao afundar o pé no acelerador.

Estilo frontal típico da marca mantém a clássica grade vertical dupla, mesmo sem função. Linha de cintura baixa e desenho moderno na traseira equilibram o conjunto.

Há uma minialavanca no console que inclui posição de frenagem regenerativa intensificada. Quando selecionada, é possível desacelerar na maior parte das situações de uso urbano sem tocar no pedal de freio, além, claro, de recarregar a bateria. Três metros de distância entre eixos oferecem muito espaço em especial para as pernas dos passageiros do banco traseiro. Os bancos dianteiros proporcionam suporte lateral perfeito e incluem alto-falantes (em todo o interior há 30).

A enorme tela multimídia de 14,9 pol. controla na prática quase todas as funções. Inclui comando por voz e até por gestos para aumentar e baixar o volume do áudio. Curiosamente pode-se usar um dos poucos botões do console para controlar o volume do áudio. Há acionamento elétrico da tampa do porta-malas de 500 litros (padrão VDA). Inclui reparador para furo de pneus, mas o iX é entregue com um estepe dentro de uma sacola incluído no preço, nada convidativo como todo elétrico, de R$ 799.950.

Alcance declarado de até 630 km está acima da média graças à bateria de 111,5 kWh. Fiquei atento para checar esse ponto. Entre São Paulo (760 m de altitude) e a Riviera de São Lourenço no litoral paulista foram 250 km (ida e volta). Regeneração máxima sempre acionada, mais de 90% da bateria carregada, alcance de 550 km indicado no computador de bordo. Rodei nos limites de velocidade na estrada entre 80 e 120 km/h. Cheguei ao destino com 410 km de alcance, ou seja, a descida da serra ajudou a regeneração.

Na volta, subindo a Serra do Mar até o mesmo ponto de partida o alcance final era 225 km. Entre descer e subir, portanto, houve uma diferença acentuada. Isso sempre acontece com carros elétricos. Uma situação exatamente inversa em relação aos motores a combustão cujo consumo é pior no para e anda do trânsito e melhor em velocidades constantes típicas de rodovias.

 

ALTA RODA

 

Seminário sobre Segurança e Conectividade, promovido pela Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), destacou dois itens que estão em fase mais adiantada de análise e proposta à Secretaria Nacional de Trânsito para adoção escalonada em veículos leves, começando pelos novos projetos. São os sistemas de frenagem de emergência avançada e de alerta de saída de faixa. Itens importantes, porém exigem alta escala de produção para o aumento de custos chegar diluído ao preço final dos automóveis que não para de subir. O limitado poder de compra do consumidor brasileiro também ter que ser levado em consideração.

Ford ampliou em 50% sua equipe de engenheiros e especialistas no Centro de Desenvolvimento e Tecnologia, na Bahia. São 500 novas contratações em Camaçari e agora conta com 1.500 profissionais. Estes estão inseridos na rede mundial de pesquisa da fabricante, visando exportar patentes, softwares e tecnologias.

Montana que chega em 2023 receberá atualizações remotas de softwares de sua arquitetura eletrônica e de aplicativos da nova central multimídia integrada ao quadro de instrumentos. Atualizações remotas já estão em outros produtos Chevrolet. Em picapes leves é novidade.

Duster com o motor 1,3-L turbo, apenas na versão de topo Iconic, dá outra vida ao SUV da Renault. Além dos 170 cv (E)/162 cv (G), impressiona no dia a dia o torque de 27,5 kgf.m a apenas 1.600 rpm e continua nesse patamar até 3.750 rpm. Motor é tão elástico que nem precisaria que o câmbio automático CVT tivesse oito marchas. Câmeras para visão 360 graus e detector de ponto cego nos retrovisores contrastam com a oferta de apenas dois airbags no quesito segurança. Multimídia oferece conexão apenas por cabo, aceita Android Auto e Apple CarPlay e a tela, apesar de posição baixa, tem boa resolução.

Dica para quem preenche a declaração de ajuste anual do imposto de renda até o próximo dia 31. No ano passado os carros usados tiveram grande valorização porque a produção de veículos sofreu perdas em razão da falta de componentes em especial semicondutores. Veículos usados acima de R$ 35.000 estão sujeitos a pagar 15% de imposto sobre a diferença positiva (se houver) entre os valores de compra e de venda. Trata-se de uma situação rara, pois historicamente essa diferença era sempre negativa pela desvalorização natural ao se vender um modelo usado.

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quinta-feira, 26 de maio de 2022

Troca do amortecedor dianteiro do Corolla XEI 2020

Troca do amortecedor dianteiro do Toyota Corolla XEI 2020

Veja como realizar o procedimento de troca do amortecedor dianteiro na nova geração do sedã Corolla

 

A estabilidade do veículo e o conforto dos passageiros é algo pensado pelas montadoras no desenvolvimento de seus projetos, e um componente importante para que isto ocorra de maneira harmônica são os amortecedores. Tanto para garantir que as rodas estejam sempre em contato com o solo quanto para segurança do condutor e passageiros do veículo. Por isso, trazemos a seguir o passo a passo da substituição do amortecedor dianteiro em um Corolla.

A inspeção e manutenção deste componente é importante para manter esses aspectos, principalmente se o veículo possuir alta quilometragem. O Toyota Corolla XEI, de 2020, analisado nesta matéria, é da 12ª geração e possuía 110 mil km rodados ainda com os amortecedores originais. Por ser um veículo com rodagem predominante em estrada, o proprietário não se queixava de ruídos ou problemas de dirigibilidade.

A mola é o elemento que sustenta toda a chamada massa suspensa do sistema de suspensão. Já ao amortecedor cabe controlar a velocidade e as amplitudes das oscilações do conjunto (amortecimento). Ambos trabalham em conjunto (paralelo). Logo, nas trocas de amortecedores é recomendável a troca preventiva das molas, a fim de não sobrecarregar o amortecedor. É importante nos veículos de alta quilometragem, na impossibilidade de medição do coeficiente elástico das molas, a medição da altura livre das mesmas.

Troca do amortecedor dianteiro do Toyota Corolla XEI 2020

No momento da inspeção, é importante o mecânico atentar-se aos demais componentes de desgaste do da suspensão, como o batente, a coifa, isolador de mola, e a própria mola. Na torre do amortecedor dianteiro, as molas não apresentaram nenhuma oxidação, rachaduras ou marcações entre elos.

A Nakata entende que, nesta situação, é permitido a reutilização das molas na primeira troca dos amortecedores e sua substituição na segunda troca de amortecedores. Conforme o assistente técnico da Nakata, Thaynan Bocchi, aponta: “O que se entende, é que um veículo com alta quilometragem e fazendo uma segunda substituição de amortecedor, é necessário também a substituição da mola. Como este ainda está na primeira troca, será conversado com o proprietário e também o acompanhamento de como o carro irá se comportar.”.

A Toyota recomenda a inspeção das juntas esféricas da suspensão e coifas a cada 20 mil km e a inspeção dos amortecedores a cada 10 mil km em uso normal. A rodagem em estradas irregulares é determinada como uso severo, reduzindo pela metade o período de inspeção das juntas esféricas e coifas para 10 mil km ou 6 meses, o que ocorrer primeiro. A troca dos componentes é feita quando necessário.

Os demais itens apresentavam boa integridade, característica proveniente de seu ambiente de rodagem. Mas vale atenção do mecânico sobre qualquer queixa do cliente referente à ruídos, vibrações, problemas na dirigibilidade do veículo, balanço excessivo nos momentos de frenagem, desgaste irregular dos pneus e até o vazamento de óleo do amortecedor. Todos são indícios que o componente pode ter chegado ao fim de sua vida útil.

Coxim dianteiro possui marcações que indicam a posição correta de montagem

 

Nesta 12ª geração do sedã, a Toyota atualizou a suspensão traseira, que utilizava eixo de torção. Agora o Corolla traz sistema multilink, totalmente independente. Uma das características da suspensão multilink é o alívio dos esforços exercidos sobre o amortecedor, molas e as barras estabilizadoras do veículo, garantindo uma melhoria na atuação dos componentes da suspensão, mais estabilidade ao veículo pela independência de movimento das rodas ao “ler” as curvas e imperfeições do piso, e proporcionando maior conforto aos passageiros.

A seguir, a reportagem abordará o procedimento de troca do amortecedor da suspensão dianteira. A Nakata ressalta que possui no mercado tanto os amortecedores dianteiros de código HG41420 (lado direito) e HG41421 (lado esquerdo), como o amortecedor para o conjunto da suspensão traseira com o código HG41422.

REMOÇÃO DO AMORTECEDOR

1) Com o auxílio de uma chave de fenda, retire as capas de proteção e em seguida, utilize uma chave L 14 mm para retirar os parafusos que prendem os limpadores. Após, retire os limpadores por completo.

Obs: Não esqueça de marcar a posição dos limpadores para que fiquem alinhados no momento da montagem.

Troca do amortecedor dianteiro do Toyota Corolla XEI 2020

2) Solte as 4 travas que prendem a churrasqueira e duas proteções laterais, próximas ao vidro, com uma chave de fenda.

3) Com cuidado, puxe a churrasqueira que é presa por travas próximas ao vidro e faça sua remoção.

4) Utilize uma chave combinada 14 mm e quebre o torque das três porcas de fixação do coxim superior. Não solte por completo.

Obs: Note que não há acesso à porca que prende o coxim a haste do amortecedor.

5) Com o carro erguido e o conjunto roda/pneu sacados, use uma chave de fenda para abrir a trava que prende o cabo do sensor do ABS.

6) Utilize uma chave L 14 mm ou uma combinada de mesma medida, e remova o parafuso que prende o suporte do cabo do ABS e o flexível de freio.

7) Para soltura da porca superior da bieleta, use uma chave allen 6 para travar o pino esférico e uma combinada 17 mm.

8) Para ter acesso à porca inferior da bieleta (8a), solte as travas de duplo diâmetro da capa protetora posicionando uma chave de fenda no diâmetro menor e empurre para cima (8b). Após a soltura de todas as travas superiores e inferiores, remova a capa por completo (8c).

Troca do amortecedor dianteiro do Toyota Corolla XEI 2020

9) Faça o mesmo processo que o passo nº 7 para retirar a porca inferior. Lembre-se, não utilize ferramentas pneumáticas, pois elas podem causar danos à “monoconcha” e ao pino esférico da bieleta. Desta forma, não permitindo a reutilização do componente.

Troca do amortecedor dianteiro do Toyota Corolla XEI 2020

10) Com um soquete 22 mm trave os parafusos superior e inferior. Utilize uma chave combinada 22 mm para remover as porcas que prendem os parafusos para fixar o amortecedor na manga de eixo. Não remova os parafusos, pois é necessário descer o veículo e apoiar o conjunto no cavalete, para que não fique pendurado após a remoção das fixações do coxim superior.

Troca do amortecedor dianteiro do Toyota Corolla XEI 2020

11) Após apoiar o conjunto no cavalete, retire os parafusos que fixam a manga de eixo ao amortecedor (11a). Solte as fixações superiores do coxim enquanto segura a torre de suspensão para evitar a sua queda (11b). Após, remova por completo do veículo.

Troca do amortecedor dianteiro do Toyota Corolla XEI 2020 Troca do amortecedor dianteiro do Toyota Corolla XEI 2020

NA BANCADA

12) Remova a trava que prende o cabo do sensor do ABS antes de prender a torre no suporte de bancada.

13) Com o amortecedor preso, faça uma análise do conjunto. Note que há posição de montagem. O coxim superior possui uma lingueta que deve estar alinhada com os furos de fixação da abraçadeira à manga de eixo (13a). Ou seja, virado para o lado da roda do veículo. O prato superior que possui rolamento interno também possui marcação, esta deve ficar voltada para o lado do motor (13b).

14) A montagem incorreta do coxim pode alterar a geometria do veículo. Perceba a diferença entre a imagem com a montagem incorreta (14a) e a correta (14b).

Troca do amortecedor dianteiro do Toyota Corolla XEI 2020

15) Utilize um compressor de molas para reter a tensão da mola helicoidal.

Troca do amortecedor dianteiro do Toyota Corolla XEI 2020

16) Remova a capa protetora da porca que prende o coxim superior à haste. Segure com uma das mãos o coxim superior e com auxílio de um soquete 19 mm quebre o torque da porca. Não há necessidade de uma chave allen para travar a haste e retirar a porca. Pois, a haste possui um chanfro e o próprio coxim faz o travamento da haste.

Troca do amortecedor dianteiro do Toyota Corolla XEI 2020

17) Note que abaixo da porca, existe um espaçador. Remova-o.

18) Remova o coxim (18a), solte a coifa que é presa por linguetas no rolamento do amortecedor. Retire a mola e o batente (18b). Analise as condições do amortecedor e dos componentes removidos. Verifique se apresentam sinais de desgaste. Note que além da lingueta de posição do rolamento, existe uma marcação indicativa para posicionamento do coxim (18c).

Obs: O amortecedor não apresentou nenhum problema mesmo possuindo 110 mil km rodados pelo veículo, porém, será efetuado a sua troca de forma preventiva e a substituição dos itens de desgaste, como coxim, batente, rolamento superior e coifa.

Troca do amortecedor dianteiro do Toyota Corolla XEI 2020

19) Posicione o novo amortecedor no suporte de bancada e efetue o procedimento de escorvamento. Esse processo é necessário para que o tubo interno seja totalmente preenchido com óleo. O processo deve ser realizado entre 4 e 5 vezes.

Obs: Mantenha o amortecedor na posição de trabalho (vertical) até a montagem no veículo, para que não haja perda de carga do tubo interno.

Troca do amortecedor dianteiro do Toyota Corolla XEI 2020

20) Monte o isolador de mola no prato inferior do amortecedor. Há existência de um pino para evitar que o isolador se movimente, indicando que há posição de montagem. O isolador de mola inferior possui encosto para encaixar o terminal do elo da mola.

Obs: Caso o isolador inferior não apresente rasgos, rompimento ou deterioração, ele pode ser reutilizado. Efetue a sua limpeza antes da montagem para que não haja contato dos novos componentes com impurezas.

21) Coloque o batente na haste com a parte cônica voltada para baixo e encaixe a coifa no rolamento (21a). Note que há duas chavetas, facilitando a montagem e o travamento das peças (21b). Insira o isolador de mola superior abaixo do rolamento (21c) e com o compressor de mola, comprima e monte a mola helicoidal no amortecedor.

22) Instale o conjunto coifa e rolamento no amortecedor. Lembre-se, para instalação do coxim existe posição de montagem correta com a face chanfrada da haste por meio das chavetas (22a). Atente-se às posições de montagem. As linguetas do rolamento devem estar alinhadas para o lado do motor (22b) e a lingueta existente no coxim, voltada para o lado da roda, conforme a marcação na parte superior do rolamento (22c). Insira o espaçador que foi reaproveitado e com um soquete 19 mm, aperte a porca da haste.

Troca do amortecedor dianteiro do Toyota Corolla XEI 2020

23) Verifique se o alinhamento do amortecedor está correto, antes de soltar as molas (23a). Após a soltura, note que as linguetas do rolamento ficam alinhadas com o ponto de encosto inferior da mola (23b). Aplique o torque final na porca da haste com o amortecedor ainda preso no suporte de bancada. Esse procedimento é necessário por causa da falta de acesso para aperto final com o amortecedor no veículo.

Troca do amortecedor dianteiro do Toyota Corolla XEI 2020

 

MONTAGEM DO AMORTECEDOR

24) Antes da instalação do amortecedor no carro, prenda a parte inferior da bieleta com o auxílio de uma chave allen 6 e uma combinada 17 mm.

Obs: Não esqueça de colocar a trava para o cabo do ABS na parte inferior do amortecedor, que foi retirada antes de montá-lo no suporte de bancada.

25) Inicie a instalação do amortecedor no veículo e execute o processo inverso da desmontagem, com os torques de aperto determinados pelo fabricante.

Troca do amortecedor dianteiro do Toyota Corolla XEI 2020

26) Após a instalação da torre do amortecedor no carro, apoie o veículo no chão e faça o aperto final das fixações superiores do amortecedor dianteiro.

 

  • Recomendação: Siga os torques de aperto conforme indicado pela montadora. Ao final do procedimento, faça a verificação do alinhamento e balanceamento das rodas

 

Mais informações – Nakata: (11) 99652-9762

 

Texto Vitor Lima
Fotos Fernando Lalli & Lucas Porto

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