Meu nome é Murilo Barbosa, sou mecanico industrial a 20 anos.
A minha paixão por mecanica vem desde de molequinho, hoje tenho 43 anos e com muita experiencia dessa área maravilhosa, então decedi fazer algo bem bacana... compartilhar tudo que eu sei com vocês.
São 21 novos códigos de amortecedores para linha leve e seis para a linha pesada, que chegam com a marca Cofap, além de 32 novas bandejas
A Marelli Cofap Aftermarket anuncia a chegada de 50 novos códigos de amortecedores e bandejas destinados ao mercado de reposição, que chegam sob a marca Cofap. Especificamente quanto aos amortecedores, são 21 códigos para a linha leve, com aplicações em veículos das marcas Caoa Chery, Chevrolet, Ford, JAC, Hyundai e Mercedes-Benz. Já para a linha pesada são seis novos códigos para modelos DAF, Ford, Mercedes-Benz, Noma e Scania.
Já no caso das bandejas, as novidades incluem 32 códigos com aplicações em veículos das montadoras Chevrolet, Ford, Jeep, Land Rover, Mitsubishi, Nissan, Renault e Toyota.
Dicas de cuidados e revisão
Atualmente, o catálogo conta com 1.500 códigos ativos, cobrindo 98% da frota em circulação no país, segundo informações divulgadas pela empresa. Fundamental para o sistema de suspensão, o amortecedor deve passar por revisão periódica, especialmente visto que algumas avarias podem ser não percebidas pelo condutor no dia a dia. É importante checar também os componentes internos do amortecedor, como tubo de pressão, pistão, molas e válvulas, que sofrem com a fadiga e o desgaste natural do uso.
O Cofap reforça ainda que, em caso de danos na estrutura dos tubos, empenamento das hastes ou vazamento de óleo, é recomendado fazer a troca imediata do amortecedor, independente da quilometragem.
Quanto à bandeja, a empresa orienta a também fazer revisão periodicamente. Caso haja folgas nas buchas ou nos pivôs, que são os elementos de fixação do componente ao sistema, a empresa alerta que pode causar o desalinhamento da suspensão e o desgaste prematuro dos pneus. A dica é: peças empenadas, amassadas ou trincadas devem ser substituídas.
Lâmpada halógena CrystalVision Ultra oferece luz branca e brilhante de até 4100K, entregando efeito similar ao xenon, segundo a empresa
A Phillips destaca em seu portfólio de lâmpada halógena a linha CrystalVision Ultra que, segundo a empresa, melhor simula o efeito xenon. O produto pode ser usado em faróis altos, baixos ou neblina, sendo permitida pela legislação brasileira.
“Oferecendo uma luz branca e brilhante de até 4100K (Kelvins) na pista e um efeito xenon único azulado no farol, a CrystalVision Ultra é a escolha perfeita para os motoristas que querem dirigir com estilo, sem comprometer a segurança”, afirma Juliana Gubel, gerente da Marketing da Lumileds, fabricante das lâmpadas automotivas Phillips.
A empresa reforça que, por ser halógena, a lâmpada pode ser usada sem receio de multa ou de aparecer qualquer mensagem de erro no computador de bordo, além de não exigir alteração no documento ou no sistema elétrico do veículo. Além disso, o produto é aprovado pelo Inmetro.
A CrystalVision Ultra é comercializada nos tipos H1, H3, H4, H7, HB3 e HB4, com embalagens em pares. Por fim, a Philips lembra que é importante conferir o alinhamento dos faróis e realizar a troca das lâmpadas sempre em pares.
Por que ainda há mecânicos que não se importam com segurança e saúde profissional? Motivações para exposição a riscos de trabalho devem ser combatidas com treinamento e conscientização de profissionais e gestores
Existe uma máxima que diz que à medida que um produto evolui tecnologicamente, o profissional que o repara, assim como as técnicas de reparação, deve acompanhar esta evolução. E os veículos automotores (automóveis, caminhões, ônibus, trens, embarcações etc.) não são exceção. Basta notar que a Inteligência Artificial (AI), algo que só existia nos filmes de ficção científica, já é uma realidade em alguns modelos mais sofisticados. Uma tecnologia que, em breve, entrará nas oficinas mecânicas independentes.
É claro que, assim como ocorreu com as demais tecnologias introduzidas nos veículos ao longo dos anos, o “Guerreiro das Oficinas” precisará se preparar para poder atender adequadamente esses veículos. E quando se diz “atender adequadamente”, entenda-se: prestar um serviço de qualidade e honesto, gerando a justa remuneração pelo esforço empreendido. Mas, sobre tudo, com segurança.
Afinal de contas, o dinheiro de nada serve se não se tem saúde para desfrutá-lo. Por sinal, neste ponto, vale a pena citar uma reflexão frequentemente atribuída¹ ao Dalai Lama: “os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde”. Durante muito tempo, a segurança no trabalho não foi o foco de uma boa parte dos “Guerreiros das Oficinas”. Fato este que resultou em vários acidentes, doenças ocupacionais e as suas respectivas consequências.
Muitos mecânicos tiveram a sua saúde seriamente prejudicada, a sua capacidade de trabalho reduzida, ficaram totalmente incapacitados ou morreram devido a essas ocorrências. Situações essas que provocam enorme sofrimento não só aos profissionais, como aos familiares e amigos.
Mas o que leva o mecânico a não tomar todos os cuidados possíveis com a sua segurança e saúde profissional? Muito se engana quem acha que a negligência é o único fator sobre o qual repousa esta responsabilidade. De acordo com Valor Crucial Segurança do Trabalho (2022), existem três fatores que precisam ser obrigatoriamente abordados: imperícia, imprudência e negligência.
1) IMPERÍCIA
Diz respeito a inaptidão, falta de habilidade e/ou conhecimento necessário para o exercício de uma determinada atividade. No caso específico das oficinas mecânicas: falta de treinamento e/ ou experiência em desmontar/reparar/ instalar um determinado componente ou conjunto.
Ao executar um serviço para o qual não está “habilitado”, por erro ou engano (sem qualquer intenção), o profissional pode não só provocar acidentes e doenças ocupacionais (em si mesmo e/ ou nos colegas) como também provocar prejuízos materiais e financeiros: comprometimento da qualidade do reparo e/ ou danos a propriedade do cliente, danos a equipamentos da oficina etc.
Como exemplo, entre muitos outros, pode-se citar: queda de veículo do elevador com ancoragem incorreta, intoxicação por ingerir combustível ao tentar fazer um sifão com a boca, esmagamento de dedos entre correias ao se tentar intervir em motor em movimento, choque elétrico e/ou queimadura por intervenção em local indevido com ferramenta incorreta.
Hoje, o mecânico é um profissional moderno com conhecimento, habilidades e atitudes voltadas a procedimentos técnicos mais sofisticados, assim como, a segurança, saúde e higiene no trabalho
Uma outra vertente da imperícia é a não utilização ou uso incorreto dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e falta de asseamento, por simples desconhecimento. A causa disso? Falta de formação e informação.
Realmente, houve um tempo em que obter informação técnica e treinamentos não só era difícil como caro. Nessa época, a maioria dos mecânicos aprendia a profissão na “raça” com mais experientes, o que hoje em dia é denominado “mecânico raiz”. Uma formação na profissão (com diploma) não só era muito restrita a poucas escolas como difícil de ser obtida. Além do mais, o treinamento especializado ficava restrito ao dono da oficina ou chefe do setor, que servia como multiplicador.
Esse tipo de profissional, que dominou e atendeu muito bem o mercado, durante muitos anos, sempre teve dificuldade em assimilar novas tecnologias e procedimentos (principalmente os de segurança). Uma dificuldade muitas vezes gerada por pressão psicológica e social (bullying) de alguns colegas de trabalho, que atribuíam apelidos pejorativos àqueles que se protegiam e asseavam adequadamente, ou se interessavam apenas por procedimentos menos pesados. O que hoje em dia seria denominado de “mecânico Nutella”.
Só que o tempo passou e, assim como o mercado, os veículos e a sociedade mudaram. As dificuldades de formação e informação estão restritas apenas a alguns poucos treinamentos técnicos muito específicos, que montadoras e alguns sistemistas reservam temporariamente à sua rede credenciada. E mesmo estes treinamentos, por vezes, podem ser realizados em algumas dessas escolas independentes.
A internet também proporcionou um excepcional aumento da disponibilização da formação e da informação. Inclusive na área segurança do trabalho:
a) As Normas Regulamentadoras (NR) podem ser obtidas gratuitamente no website do Ministério do Trabalho e do Emprego;
b) Uma grande gama de treinamentos pode ser encontrada no mercado a preços acessíveis.
A internet e o surgimento de muitas escolas independentes proporcionou um excepcional aumento da disponibilidade da formação e da informação
Com relação à correta e segura utilização de equipamentos que oferecem risco (elevadores, dinamômetros, prensas, estiradores, máquinas de solda, dispositivos de intervenção em circuitos elétricos de potência etc.), atualmente, a grande maioria dos fabricantes proporciona entrega técnica com o respectivo treinamento. Algo similar ocorre com produtos químicos (desengraxantes, descarbonizantes etc.), cujos vendedores técnicos promovem palestras técnicas sobre aplicação, utilização e cuidados em relação aos seus produtos.
E no que diz respeito à informação técnica, uma boa parte dos manuais de serviço e catálogos de peças pode ser adquirida ou “assinada” no mercado: a informação existe, mas não é de graça.
Como já mencionado em muitas outras ocasiões, isso fez com que o “Guerreiro das Oficinas” deixasse de ser um “bolinho de graxa” e se tornasse um técnico altamente qualificado. Um profissional moderno cuja competência é também formada por conhecimentos, habilidades e atitudes voltadas a procedimentos técnicos mais sofisticados, assim como, a segurança, saúde e higiene no trabalho (dele e dos seus colegas). E são esses profissionais que estão obtendo sucesso nas suas carreiras: seja como empresário, seja como funcionário.
Levando em consideração que um funcionário treinado não só é mais produtivo, como entende o treinamento como forma de motivação (interesse do contratante no seu desenvolvimento e bem-estar), NÃO HÁ razão para não se investir em formação e informação da equipe.
No entanto, infelizmente ainda existe uma pequena parcela de profissionais e gestores que, pelas mais variadas razões, resistem em passar por reciclagens. Cabe àqueles que transcenderam essas dificuldades convencer os colegas a fazer o mesmo.
2) IMPRUDÊNCIA
De acordo com Valor Crucial Segurança do Trabalho (2022), a imprudência está relacionada à atitude. Em outras palavras, é fazer as coisas precipitadamente, sem considerar os riscos envolvidos e tomar as devidas precauções. Muitas vezes isso ocorre por pura desatenção ou distração, resguardadas as suas respectivas razões. Ou, mesmo, por pressa (pressão para terminar logo).
No entanto, não é raro a imprudência estar relacionada à má-fé do seu praticante: realiza, mesmo sabendo do risco, a fim de prejudicar outrem, acreditando que não vai haver consequências para si. Como exemplo, entre muitos outros, pode-se citar: não obedecer à sinalização de trânsito, não obedecer às sinalizações de segurança na empresa, desligar dispositivos de segurança das máquinas, utilizar procedimentos e produtos proibidos e/ou banidos, montar conjuntos sem seguir os procedimentos recomendados (sequência de montagem, torque de aperto, medições etc.), aplicar o lubrificante incorreto, executar um procedimento sem realizar o check list preliminar e não utilizar os EPIs apesar de receber treinamento.
No caso de um excesso de ocorrências com vários colaboradores, ou a recorrência de um único colaborador, como não se trata de falta de informação, um profissional especializado em comportamento deve desenvolver um trabalho a fim de se apurar as reais causas das atitudes imprudentes. E assim poder tomar as providências necessárias: sanções quando envolver má-fé e tratamento e/ou auxílio quando a má-fé não estiver envolvida. Às vezes, o problema pode não estar no colaborador, mas sim na rotina operacional e nos costumes da empresa
3) NEGLIGÊNCIA
Em Valor Crucial Segurança do Trabalho (2022), a negligência está diretamente ligada a intenção de fazer. Ou seja, a falta de cuidado é voluntária, não se importando com os danos a bens materiais ou pessoas que possam ocorrer. Alguns entendem isso como um tipo de má-fé.
Como exemplo, entre muitos outros, pode-se citar: liberar ao cliente um veículo cujos freios foram reparados sem o devido teste; ver uma mancha de óleo lubrificante em um local de passagem, não limpá-la ou não avisar o responsável pela limpeza para limpá-la; não cumprir deliberadamente as normas de prevenção de segurança e saúde do trabalho; não seguir deliberadamente as recomendações e especificações do manual de reparos; aplicar deliberadamente um lubrificante incorreto num conjunto; deixar de alertar sobre determinada situação de risco ou não cobrar cuidados necessários de segurança para evitar possíveis acidentes e saber que um equipamento da empresa está com problemas e não tomar as devidas providências para a reparação ou para que nenhum acidente aconteça.
Organização e segurança no trabalho vêm com treinamento e informação
Assim como ocorreu com a imprudência, no caso de um excesso de ocorrências com vários colaboradores, ou a recorrência de um único colaborador, como também não se trata de falta de informação, o trabalho a ser desenvolvido por profissional especializado em comportamento, a fim de se apurar as reais causas dessas atitudes. E assim poder tomar as providências necessárias.
Artigo por Fernando Landulfo Fotos: Arquivo O Mecânico
Aumentar a durabilidade da gasolina? Aumentar a octanagem? Motul explica o que é mito e o que é verdade quanto ao uso de aditivos
A Motul esclarece alguns mitos e verdades sobre a atuação dos aditivos, assunto que ainda gera dúvidas entre mecânicos e consumidores. Vale lembrar que os aditivos possuem características e formulações diferentes, dependendo da empresa fabricante. Ou seja, existem muitos tipos de aditivos: para carros, motos, que são adicionados ao combustível, soluções usadas na pré-troca do óleo etc.
“Cada um dos produtos tem uma ação específica, como prolongar a durabilidade do combustível ou fazer a limpeza de um determinado sistema”, afirma Rafael Recio, gerente de Produto e Suporte Técnico da Motul Brasil. Por isso, fique atento às informações na embalagem e consulte o site da fabricante do aditivo se precisar de mais dados sobre sua aplicação.
Com a evolução dos motores, os aditivos serão mais exigidos
Verdade. A Motul explica que os aditivos passarão a ser cada vez mais necessários com a evolução dos motores, uma vez que as tecnologias mais complexas precisam atender a uma série de requisitos, como consumir menos combustível, entregar mais potência, emitir menos ruídos e gerar menos emissões. “O uso de aditivos tende a ser cada vez mais obrigatório, em vez de acessório. Muitos planos de manutenção, inclusive, já recomendam a utilização de aditivos para ajudar na manutenção do carro”, completa.
O uso do flush prejudica a troca de óleo do motor
Mito. Segundo a empresa, o flush é um aditivo com alta concentração de detergentes que agem com o motor ligado antes da troca de óleo. Sua principal função é a limpeza do sistema de lubrificação, impedindo ou eliminando borras que podem ser causadas pelo uso de combustível adulterado, de lubrificantes fora da especificação e ainda pela extensão do período de substituição do óleo. “Assim, o uso da solução é indicado a cada troca de óleo para ajudar o motor a tirar o máximo da performance do novo óleo”, diz Recio.
Aditivos são capazes de restaurar o desempenho do motor
Verdade. De acordo com a Motul, existem aditivos para combustíveis que são capazes de restaurar o desempenho do motor ao limpar as válvulas de admissão e os bicos injetores. Adicionados à gasolina ou ao diesel, esses aditivos podem ainda aumentar a economia de combustível, reduzir a emissão de poluentes, evitar a corrosão de peças, facilitar a partida a frio e melhorar o conforto na condução.
Usar aditivos ajuda a aumentar a octanagem da gasolina
Verdade. Há aditivos que adicionados à gasolina aumentam o índice de octanas do combustível, o que melhora a combustão e o desempenho de partida e aceleração, desde que a tecnologia do motor consiga aproveitar esse benefício. A empresa destaca ainda outros benefícios como prevenir a detonação e a combustão anormal e reduzir o consumo de combustível.
Carros antigos não precisam utilizar aditivo para gasolina
Depende. Segundo a Motul, veículos antigos fabricados com motores movidos a gasolina com chumbo demandam uma solução específica, geralmente feita à base de fósforo, para a substituição do chumbo que não está mais presente nos combustíveis. “Esse produto ajuda a prevenir a recessão e o desgaste das sedes de válvulas, assim como garante a proteção dos componentes, compensando a falta de chumbo nos combustíveis modernos”, afirma o especialista da marca.
Existem aditivos que prolongam a durabilidade do combustível
Verdade. Alguns aditivos de preservação do combustível podem prolongar a vida útil da gasolina em até 24 meses, destaca a Motul, protegendo o combustível contra a oxidação e evitando o acúmulo de depósitos. Muito usada em carros clássicos, essa solução tem outra vantagem, que é tornar a partida mais fácil após períodos de desuso.
Novo Kwid vem equipado de série com pneus Continental EcoContact 6, desenvolvido para oferecer menor resistência ao rolamento
A Continental é fornecedora dos pneus originais do Renault Kwid 2023, fabricado em São José dos Pinhais, no Paraná. O compacto é equipado com o modelo EcoContact 6, na medida 165/70R14 85T XL.
O pneu EcoContact 6, de acordo com a empresa, foi desenvolvido para oferecer segurança, boa dirigibilidade, alta quilometragem e baixo consumo de combustível. Ele é produzido na fábrica da Continental em Camaçari, na Bahia.
“O EcoContact 6 é um dos pneus com menor resistência ao rolamento já produzidos em nossa planta e nos três testes de conforto e dirigibilidade que realizamos ao longo do processo de homologação ele superou os requisitos da Renault, montadora com a qual mantemos uma bem-sucedida parceria de 13 anos”, afirma Mariana Sanches, gerente executiva de vendas de equipamento original de pneus de passeio da Continental.
A empresa explica que o desenvolvimento durou dois anos, levando em consideração a situação das estradas e vias brasileiras. Os testes incluíram desempenho em pista molhada, conforto e ruído, frenagem, resistência ao rolamento e dirigibilidade em médias e altas velocidades.
Para chegar ao resultado final, os engenheiros da Continental redesenharam o composto de sílica para uma distribuição mais equilibrada, gerando menor deformação do pneu durante a condução. Outros destaques são a geometria assimétrica e as laterais arredondadas do pneu, que dão estabilidade nas curvas e mais aderência, além da adição de um novo composto, o GreenChili 2.0, que otimiza a aderência do pneu.
Dependendo da dimensão do pneu, há três, quatro ou cinco sulcos, o que melhora a drenagem da água e reduz o risco de aquaplanagem. A Continental reforça que, quando comparado ao seu antecessor, a linha EcoContact 6 oferece quilometragem 20% maior, resistência ao rolamento cerca de 20% menor e distâncias de frenagem mais curtas tanto em piso seco como molhado.
Veja como é feita a manutenção do sincronismo no SUV Hyundai Tucson 2.0 flex, ano-modelo 2015, juntamente com a troca das 3 correias de acessórios
Estabelecer o hábito de um diálogo com o cliente é fundamental para o mecânico. É dever deste profissional orientar de forma correta e clara o proprietário do veículo quanto à importância de manutenções preventivas conforme o perfil de utilização. Conhecer a mecânica automotiva de uma forma geral, assim como, a específica do veículo a ser reparado, é primordial para transmitir confiança. Porém, ao demonstrar uma comunicação mais próxima e atenciosa, a credibilidade com seu cliente torna-se indiscutível.
Muitas vezes, com a rotina apertada, o proprietário não se atenta aos planos de manutenção determinados para seu veículo. Assim, um reparo preventivo não realizado pode se tornar um reparo corretivo, que sempre é mais caro para o cliente e mais complicado de se resolver para o mecânico. Por isso, é dever do profissional deixar claro os riscos que o motor corre em questões como, por exemplo, o desgaste das correias de sincronismo e acessórios.
A correia é um componente que requer muita atenção, pois, ela pode vir a quebrar – seja por desgaste, deterioração ou contaminação natural – sem dar sinais de que irá falhar. A troca preventiva da correia dentada, dependendo do veículo, pode ser de cinco a dez vezes mais barata do que o reparo das quebras que podem acontecer no motor se ela se romper.
Para manter a longevidade e o sincronismo do motor do Hyundai Tucson 2.0 flex, a fabricante de peças Dayco recomenda a troca completa dos componentes que integram o sistema a cada 60 mil quilômetros. Segundo o supervisor Técnico da Dayco, Davi Cruz, o mecânico deve recomendar a seu cliente que encaminhe o Tucson para inspeção periódica do sistema a cada 20 mil km. Em se tratando de um novo cliente, uma inspeção do conjunto “sem compromisso” pode aumentar ainda mais a confiança do cliente com o profissional.
No momento da preventiva, a orientação do especialista é fazer a troca não apenas da correia, mas de outros componentes que integram o sincronismo, como o tensionador e o rolamento de apoio. “Isso garante que esse veículo chegue naquela quilometragem exigida pelo manual do fabricante para a sua vida útil”, comenta Davi. Uma atenção especial deve ser dada aos veículos cujo histórico de manutenção não é conhecido.
Tensionador semiautomático é utilizado nos Tucson 2.0 a partir do ano-modelo 2006/2006
O Hyundai Tucson ano-modelo 2005/2006 utiliza tensionador mecânico no sincronismo (kit completo: código KTB800). A partir de 2006/2006 até 2016, foi adotado o componente semiautomático (kit completo: código KTB951). O mecânico deve ficar atento à aplicação, pois, não são componentes intercambiáveis. “Não se pode montar o tensionador automático em um veículo de ano-modelo que utiliza o tensionador mecânico”, informa o supervisor Técnico da Dayco. Vale lembrar que este tensionador não aplica a tensão de trabalho da correia automaticamente: é necessário o ajuste de tensão feito pelo profissional mecânico.
A troca deste componente requer atenção na ancoragem devido à existência de dois selos localizados na lateral do cabeçote. “Ele tem que ser montado dentro do selo inferior”, determina Davi. “Ao montar no selo superior, pode causar ressonância, além das correias ficarem apertadas para montagem”, explica, ressaltando que há um posicionamento correto que deve ser seguido à risca. “Não pode se deixar o tensionador apoiado na extremidade do selo”.
A unidade utilizada nesta matéria é um Tucson 2015. O veículo estava com 56 mil km, 4 mil abaixo da recomendação da fabricante para troca das correias. O procedimento a seguir foi realizado pelo consultor Técnico da Dayco, Nelson Morales.
REMOÇÃO DAS CORREIAS DE ACESSÓRIOS
1) Antes de iniciar os procedimentos de desmontagem do sincronismo, retire o borne negativo da bateria, a roda dianteira do lado do passageiro, o para-barro da caixa de roda e calce o motor.
2) Para facilitar o trabalho posterior, comece travando o motor com ferramenta apropriada e quebre o torque do parafuso de fixação da polia do virabrequim (damper) com uma chave com soquete-canhão 17 mm.
3) Solte o suporte do chicote com uma chave com soquete-canhão 10 mm.
4) Com o auxílio da chave com soquete-canhão 17 mm, solte as três porcas e um parafuso de fixação destinados ao suporte.
5) Utilize uma chave com soquete-canhão 14 mm para soltar os 3 parafusos que prendem o coxim.
6) Após a retirada do coxim hidráulico, verifique suas condições. Caso esteja em bom estado, sem nenhuma avaria, pode-se utilizar o mesmo para montagem no veículo, sem necessidade de troca.
7) Para facilitar a soltura da polia da bomba d’água, quebre o torque dos 4 parafusos de fixação. Utilize uma chave combinada 10 mm para o procedimento.
8) Antes de soltar a correia da bomba hidráulica da direção, é necessário bascular a bomba. Utilize chave combinada 14 mm para quebrar o torque do parafuso inferior (8a), e do superior que é responsável pela regulagem (8b). Não retire os parafusos, apenas os afrouxe.
9) Siga para a correia de acessórios que move o alternador. Com chave combinada 12 mm, solte (sem remover) os três parafusos de fixação do alternador para o deslocar e afrouxar a correia. Um parafuso está localizado na parte inferior ao lado do filtro de óleo (9a), outro é superior e o terceiro, posicionado na lateral destinado para regulagem (9b).
10) Após, solte a polia esticadora da correia do ar-condicionado. Utilize uma chave com soquete-canhão 14 mm para o parafuso central (10a) e uma chave combinada de 12 mm para o parafuso lateral que é destinado para regulagem (10b).
11) Antes de retirar a polia damper, retire a capa superior da correia de sincronismo utilizando uma chave com soquete-canhão 10 mm para soltar os 4 parafusos que a compõem. Este processo é necessário para deixar o sincronismo próximo na polia do comando de válvulas.
Obs: Caso suspeite de alguma irregularidade com a polia damper, faça um teste. Com a polia montada, faça um risco de fora a fora. Ligue o motor e quando desligar, verifique se o risco permanece no lugar. Se sim, a polia está em boas condições. Caso o risco feito de fora a fora saia um do outro, é sinal que a polia está rodando em falso, assim, necessário realizar a substituição da peça.
12) Com cuidado, retire a tampa e verifique as condições da borracha de vedação.
13) Sem a ferramenta de travamento, gire a polia damper no sentido horário para acertar o ponto de sincronismo da polia do comando de válvulas.
14) Observe que o sincronismo da polia do comando de válvulas é dado por um pequeno furo na polia que deve estar alinhado com uma marca vermelha atrás dele, no cabeçote. E ao mesmo tempo, existem duas marcações na polia (14a) que ficam alinhadas com o topo do cabeçote (14b). Ao notar que todas as referências estão alinhadas, utilize uma ferramenta apropriada para travar o motor no ponto.
15) Retire o parafuso de fixação da polia damper com o auxílio de uma chave com soquete-canhão 17.
Obs: Às vezes essa polia pode estar grudada. Por isso, para a remoção da polia, utilize um saca-polia, assim, evitando a necessidade de pancadas e avarias da peça.
16) Com a polia damper em mãos, faça uma análise da peça, verifique se o anel de borracha está bem preso, se existe alguma imperfeição com a construção da peça.
17) Após a remoção da polia damper, retire as correias do alternador e do ar-condicionado e o rolamento esticador da correia.
18) Para conseguir remover a capa inferior da correia dentada, retire a correia da direção hidráulica, o suporte lateral do coxim e a polia da bomba d’água. Comece pela correia. Basta puxar.
19) O suporte lateral do coxim possui um parafuso de 14 mm. Utilize uma chave com soquete-canhão para a remoção.
20) Para tirar a polia da bomba d’água, utilize uma chave com soquete-canhão de 10 mm e solte os 4 parafusos que a prendem. Vale lembrar que este passo demanda um pouco mais de trabalho pelo fato da longarina atrapalhar o acesso às duas polias sobrepostas, que trabalham em conjunto.
21) Remova a chapa defletora da polia do virabrequim e analise suas condições, se possui alguma deformação ou avaria, o que ocasiona a troca da peça (21a).
Obs: Observe na chapa defletora a fenda de encaixe da chaveta das polias. Essa chaveta garante a posição correta de trabalho entre a polia damper (21b) e a polia do virabrequim que movimenta a correia dentada (21c).
22) Com o auxílio de uma chave com soquete-canhão 10 mm, remova os 5 parafusos que prendem a capa inferior da correia de sincronismo. São dois localizados na parte de cima, dois na parte de baixo e um que se encontra na lateral.
23) Neste momento, com todos os periféricos removidos, é possível retirar a capa da correia.
REMOÇÃO DO SINCRONISMO E ANÁLISE DAS PEÇAS
24) Retire o tensionador de correia, que é preso por parafuso único com o auxílio de uma chave combinada 12 mm.
25) Após, retire a correia de sincronismo.
26) Remova o rolamento de apoio com a utilização de chave com soquetecanhão 14 mm.
27)Importante! Examine a polia dentada do virabrequim. Verifique se há desgaste, o que pode gerar desalinhamento e ruído no sistema. Há maior probabilidade de acontecer esse problema em carros que possuem quilometragem mais elevada.
Dica: Com a polia dentada sacada, passe a correia em volta dela, coloque contra a luz e verifique se há passagem de luz por ela.
28) Analise a condição das correias de sincronismo e auxiliares. Compare com as correias novas. Considerando a quilometragem de uso, as peças em geral estavam íntegras, exceto pela correia do ar-condicionado (foto). Davi Cruz observou que ela apresentava desgaste excessivo, com rompimentos em suas estrias. O estado era tão ruim que, na avaliação dele, como o Tucson da reportagem era de uso urbano, com acionamento constante da climatização sob trânsito, fatalmente aquela correia não conseguiria rodar mais 4 mil km para atingir a vida útil esperada de 60 mil km. “Por isso é importante inspecionar visualmente o sistema a cada 20 mil km”, afirma o especialista da Dayco.
MONTAGEM DO TENSIONADOR E DA CORREIA DENTADA
29) Inicie a montagem do sincronismo pelo tensionador. Atente-se à posição de ancoragem. Este cabeçote possui dois selos, superior e inferior. A haste de ancoragem que o tensionador possui (29a) deve ficar na parte interna do selo inferior. Não monte na aba do selo: repare como já há uma marca de contato do tensionador anterior no selo, que serve como referência (29b). Veja como fica o tensionador em sua montagem correta (29c).
30) Monte o rolamento de apoio.
31) Instale a correia de sincronismo (31a). A ordem de passagem orientada por Nelson Morales é: polia do comando de válvulas, tensionador, polia do virabrequim e, por último, o rolamento de apoio (31b). Esta ordem irá facilitar a montagem porque a correia entra de forma justa no sistema. Caso a correia fique um pouco para fora da polia do comando de válvulas, é só empurrá-la para dentro (31c).
32) Com a correia devidamente encaixada, retire o pino do tensionador. Atenção! Ao retirar o pino, a tensão NÃO é aplicada de forma automática na correia. É necessária a aplicação de tensão na correia através de ajuste manual.
33) Realize o tensionamento da correia utilizando uma chave allen 6 para girar o cubo do tensionador no sentido anti-horário (33a) até o ponteiro do tensionador se alinhar com a janela (33b).
Obs: Devido à falta de visibilidade da seta indicativa de tensão, use um espelho ou até mesmo a câmera de seu celular para auxiliar neste processo (33c).
34) Após o tensionamento correto, aperte o parafuso de fixação do tensionador (ainda não é o torque final) e faça duas voltas completas no motor para o assentamento da correia. Após esse procedimento, o ponteiro do tensionador deve estar no mesmo ponto indicado na foto 33b. Caso ele saia do lugar, repita o procedimento de tensionamento da correia.
35) Aplique o torque final no tensionador de 30 Nm (35a) e no rolamento de apoio, 50 Nm (35b).
36) Faça o restante do procedimento de montagem das capas, polias e correias de acessórios na ordem inversa da desmontagem. Ao instalar a polia damper, aplique o torque de 160 Nm.
37) Por último, confira a tensão das correias de acessórios. Para saber se a tensão está correta, dê alguns toques com o dedo. O som deve ser parecido com o de cordas de violão, afirma Nelson Morales.
Mais informações: Dayco: 0800-772-0033
Texto: Vitor Lima & Fernando Lalli Fotos: Alexandre Villela & Fernando Lalli