quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Seguro auto: novas regras permitem peças usadas nos reparos

seguro

Será possível também que o cliente personalize a cobertura e contrate o seguro sem atrelar ao veículo

 

Está em vigor desde ontem (1) a Circular nº 639, que prevê alterações nas regras e critérios para a contratação de seguro de automóveis. Uma das mudanças é a autorização de uso de peças não originais ou mesmo usadas nos reparos de veículos sinistrados, desde que certificadas, assim devidamente descritas no orçamento e com dados de procedência informados.

De acordo com comunicado divulgado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), o objetivo é simplificar e flexibilizar a contratação do seguro, ampliando o acesso. A expectativa é que, com as novas regras, sejam criadas opções mais baratas de seguro, permitindo que motoristas que hoje não fazem a contratação desse serviço passem a utilizá-lo.

Segundo o órgão, dados do Denatran e da Susep indicam que apenas 16% da frota de veículos no Brasil tinha cobertura de seguros em 2019, sendo pouco mais de 33% se considerados apenas veículos com até 10 anos de fabricação.

O que muda?

1) Seguro não precisa ser atrelado ao veículo 

Uma das principais mudanças é a possibilidade de o seguro ser contratado sem a identificação exata do veículo. Com isso, será possível contratar um seguro pela CNH e atrelada unicamente ao motorista. Isso permite apólices, por exemplo, para motorista de aplicativo ou condutores que optam pelo aluguel, carros por assinatura ou veículos compartilhados.

2) Coberturas à escolha do cliente

Outra mudança é que a cobertura de casco poderá ser parcial, permitindo ao consumidor escolher as coberturas mais adequadas a ele e aos riscos a que se sente exposto. Até então, o cliente era obrigado a escolher um dos pacotes previamente ofertados pelas seguradoras, em geral incluindo roubo, furto, colisão e cobertura de terceiros. Agora, porém, ele poderá escolher separadamente cada uma dessas coberturas e personalizar a sua apólice.

3) Coberturas de responsabilidade civil facultativa, assistência e acidentes vinculadas ao condutor

Assim como o seguro do automóvel, as coberturas de responsabilidade civil facultativa, assistência e acidentes poderão agora ser vinculadas ao condutor, independentemente de quem seja o proprietário do veículo ou mesmo independente de qual veículo ele esteja dirigindo no momento do acidente. Isso permitirá a cobertura de acidentes com terceiros para carros alugados ou por assinatura, por exemplo.

4) Valor da indenização negociável

Hoje, os seguros cobrem o valor integral do veículo no caso de indenização por perda total, considerando para esse cálculo o valor de mercado do veículo, como a tabela Fipe. Contudo, com as novas regras, o cliente poderá escolher uma cobertura parcial, o que espera-se reduza o valor da apólice. Ou seja, se o veículo custar R$ 80 mil, o consumidor poderá optar por um valor máximo de indenização em contrato menor, por exemplo, de R$ 50 mil.

5) Escolha da oficina

A circular prevê ainda que, para a reparação de veículos sinistrados, poderá estar prevista a livre escolha de oficinas pelos segurados ou apenas a escolha de oficinas integrantes de rede referenciada. Caberá ao cliente escolher no momento da contratação do seguro.

6) Peças usadas e não originais

Além disso, “para fins de reparação do veículo em caso de sinistro, é admitido o uso de peças novas, originais ou não, nacionais ou importadas, desde que mantenham as especificações técnicas do fabricante”. Ou seja, fica autorizado o uso de peças usadas ou não originais – antes só era autorizado o uso de peças novas originais.

A regra é que, para empregar peças usadas, elas deverão ser certificadas, constando procedência, condições e garantia no orçamento. Aliás, esse orçamento deverá conter a relação de todas as peças que serão utilizadas na recuperação do veículo sinistrado, usadas ou novas, originais ou não, devidamente identificadas por tipo.

7) Franquia

O texto da circular também determina que, quando a cobertura envolver vários itens independentes como retrovisores, vidros e faróis, a aplicação de franquia pode se dar de forma única ou por item, sendo que isso deverá estar estabelecido no contrato.

8) Indenização de 0km

No caso de perda total de um carro zero quilômetro, o cliente poderá escolher em contrato qual o critério a ser adotado para receber indenização integral no valor pago pelo veículo. Hoje, é de 90 dias, porém, ele poderá escolher um prazo menor para baratear a apólice ou até um prazo maior, o que pode encarecer o seguro.

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Nakata explica fatores que prejudicam o cubo de roda

Nakata cubo de roda

Mecânicos devem ficar atentos a sinais de problema no cubo de roda, como ronco grave vindo das rodas em movimento ou vibração no volante, diz Nakata

 

A Nakata reforça que o cubo de roda é responsável pela rolagem das rodas e serve como base para fixação de outros componentes importantes, como discos, tambores de freios e rodas. Por isso, é essencial para a segurança do veículo. A empresa explica então que esse componente trabalha muitas vezes sincronizado com a junta homocinética, ou seja, ajuda a transmitir o torque do motor para as rodas.

“O motorista deve estar atento e evitar alguns hábitos durante a condução do automóvel que podem comprometer o cubo de roda”, diz Jair Silva, gerente de qualidade e serviços da Nakata.

Segundo o especialista, esses hábitos incluem: pancadas da roda no meio fio, trafegar sobre buracos em velocidade incompatível, carregar carga excessiva e circular por vias alagadas. Tudo isso compromete a vida útil do cubo.

Para os motoristas, as dicas para identificar se o componente está danificado são observar sinais como ronco grave vindo das rodas em movimento ou vibração no volante. “Tanto o ruído como a vibração tende a aumentar na medida em que se aumenta a velocidade”, completa.

Mas Silva alerta que é importante ter atenção para não confundir um problema de empeno do cubo com desbalanceamento da roda. “Além do desconforto que o ruído de um cubo de roda em mau estado pode provocar, há risco de travamento do rolamento, possibilidade de quebrar e cair a roda e colocando em risco a segurança do veículo”, alerta.

Desse modo, se surgir qualquer sinal de comprometimento da peça, o motorista deve procurar um mecânico de confiança para avaliação do componente.

 

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Hoje é Dia Nacional da Kombi: relembre sua história

VW Kombi

Fora de linha desde 2013, a Kombi foi o primeiro veículo fabricado pela Volkswagen do Brasil; confira os marcos em sua história

 

A Velha Senhora sempre será um ícone para os brasileiros. Por isso, neste dia 2 de setembro, Dia Nacional da Kombi, a Revista O Mecânico presta uma homenagem a essa grande trabalhadora que nos acompanhou por tantos anos e que reúne tantas histórias. Vamos relembrar um pouco da sua trajetória!

Junto com o Fusca, a Kombi marcou o início das operações da Volkswagen no Brasil, passando a ser montada nacionalmente em 1953, em um galpão no bairro do Ipiranga, em São Paulo.

VW Kombi

A produção no Brasil começou mesmo em 2 de setembro de 1957, daí a escolha desta data para celebrar o Dia Nacional da Kombi. Ela então passou a ser feita na fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP), na época usando 50% de componentes nacionais. Esse índice passaria para 95% em 1961.

Com isso, a Kombi foi efetivamente o primeiro veículo fabricado pela Volkswagen do Brasil. Sim, antes mesmo do Fusca. Além disso, possui a honra de ser também o primeiro feito pela empresa fora da Alemanha.

Para quem não conhece a origem de seu nome, Kombi é uma abreviação adotada aqui no Brasil para o termo em alemão Kombinationsfahrzeug, que segundo a fabricante significa em português “veículo combinado” ou “combinação do espaço para carga e passeio”.

VW Kombi

A versão brasileira da Kombi chegou ao mercado com motor de quatro cilindros contrapostos (“boxer”) de 1.200 cm³ refrigerado a ar, entregando 30 cv de potência. Menos de quatro anos depois, chegava o modelo de seis portas, nas versões luxo e standard. Ele também adotava transmissão sincronizada e índice de nacionalização de 95%.

A Volks lembra que a versão pick-up surgiu em 1967, equipada com motor de 1.500 cm³ (potência bruta de 52 cv) e sistema elétrico de 12 volts. Em 1975, a Velha Senhora passava por uma reestilização, além de ter a cilindrada do motor ampliada para 1.600 cm³, rendendo potência bruta de 58 cv.

Três anos mais tarde, esse motor 1.6 ganhou dupla carburação, o que aumentou sua potência bruta para 65 cv. O motor 1.6 a diesel surgiu em 1981, mesmo ano em que era lançada a opção cabine dupla. Já o 1.6 movido a etanol foi introduzido em 1982, com potência de 56 cv.

VW Kombi

Um dos marcos da Kombi é ser o primeiro utilitário nacional equipado com catalisadores, o que aconteceu em 1992, ano em que também foi introduzido o sistema de servo-freio a vácuo, incluindo discos na dianteira e válvulas moduladoras de pressão para as rodas traseiras.

Em 1997, era lançada a Kombi Carat, com teto mais alto, um recurso que passou a ser adotado em toda a linha, além de porta lateral corrediça e ausência da parede divisória atrás do banco dianteiro. Mas foi só no fim de 2005 que a Kombi ganhou uma de suas mais importantes alterações: a substituição do motor refrigerado a ar pelo “a água” 1.4 Total Flex da família EA111.

VW Kombi

Sua história segue até agosto de 2013, quando a produção da Kombi foi encerrada. Para a despedida, o modelo ganhou uma versão especial batizada de Last Edition, que teve apenas 1.200 unidades fabricadas, com pintura saia-e-blusa e um interior exclusivo.

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quarta-feira, 1 de setembro de 2021

POSSO LUBRIFICAR BUCHAS DE BORRACHA? | O Mecânico Responde

Neste programa, abordamos:

– Pode-se lubrificar buchas de borracha?
– Acionamento da embreagem do March “não pega”. Pode ser o atuador do pedal?
– Catalisador ruim pode acusar sonda lambda no scanner?
– Corsa Classic demora a pegar aceleração. Seria o sensor de rotação?

https://www.youtube.com/watch?v=3nkyxyb8feU

 

O MECÂNICO RESPONDE é o quadro em que solucionamos as dúvidas que chegam à redação da REVISTA O MECÂNICO. Nós enviamos as perguntas de vocês para as fabricantes de autopeças, montadoras e nossos consultores técnicos e estas são algumas das respostas que chegaram para nós.

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Dunlop apresenta novo pneu all terrain

Pneu Dunlop all terrain

Com lançamento gradativo até o final do ano, o pneu all terrain Dunlop Grandtrek AT5 terá ao todo 16 medidas, voltado para picapes, SUVs e utilitários

 

A Dunlop anuncia um lançamento para o segmento de picapes, SUVs e utilitários, o pneu all terrain Grandtrek AT5. Fabricado no Brasil, na unidade de Fazenda Rio Grande/PR, o modelo conta com ejetores de pedras e perfil da carcaça aprimorado que aumenta a área de contato do pneu com o solo, proporcionando um desgaste mais regular. Tudo pensando para oferecer performance em todos os terrenos, seja no asfalto ou na estrada de terra.

De acordo com a empresa, o Grandtrek AT5 é uma atualização da linha de pneus da marca e tem como diferenciais uma durabilidade 50% maior, além de proporcionar ao veículo estabilidade 25% melhor e uma aderência 10% maior no molhado quando comparado ao modelo antecessor.

A novidade estará disponível em 16 medidas do aro 14” até o 18”, com lançamento gradativo. Por enquanto, já podem ser encontradas três medidas: 175/70R14 88T XL, 205/70R15 96T e 265/65R17 112S.

Das treze medidas restantes, quatro deverão estar disponíveis em setembro (205/65R15 94H, 215/65R16 102H, 265/70R16 112T e 215/60R17 100H) e as outras nove chegam ao mercado no quarto trimestre de 2021. São elas: 205/60R15 91H, 31X10,5R15 109S, LT235/75R15 104/101S, 205/60R16 92H, 245/70R16 111T XL, 255/70R16 111T, LT 265/70R16, 255/60R18 112H e 265/60R18 110H.

“Este lançamento vem para reafirmar o compromisso da Dunlop com o mercado brasileiro e busca reforçar ainda mais a imagem da marca neste importante segmento de pneus para pick-ups e utilitários de uso misto, trazendo inovação e tecnologia para nossos clientes, embarcadas em um produto produzido no Brasil”, afirma Rodrigo Alonso, Diretor de Vendas e Marketing da Dunlop.

Tal como acontece nos demais produtos da Dunlop fabricados no Brasil, o Grandtrek AT5 possui a tecnologia TAIYO (Sun) System, um sistema de fabricação sem emendas nas partes de borracha, garantindo pneus mais uniformes e proporcionando mais conforto e estabilidade.

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Universal Automotive lança linha de lâmpadas automotivas

lâmpadas Grupo Universal Systems

Nova marca Electric Life traz lâmpadas automotivas de LED para o mercado de reposição atendendo veículos leves e pesados

 

O Grupo Universal Automotive Systems lança a marca Electric Life, com um portfólio de lâmpadas automotivas para o mercado de reposição que inclui produtos para veículos leves, pesados, implementos e máquinas agrícolas. A nova marca chega inicialmente com lâmpadas LED mas, em breve, terá também opções halógenas, miniatura e super branca, voltadas a cerca de 100 marcas de veículos, novos e usados.

“O Grupo Universal Automotive Systems atua há 44 anos no Brasil e atualmente conta com oito marcas de produtos. Entrar no segmento de lâmpadas automotivas é estratégico para os nossos negócios no país, pois podemos oferecer aos nossos clientes uma gama ainda mais completa e de peças e componentes, agregando a qualidade e o bom atendimento, que marcam as mais de quatro décadas de história da companhia”, afirma Ricardo Ferreira, fundador e presidente do Grupo.

De acordo com a empresa, todas as lâmpadas de LED de farol possuem um cooler integrado, evitando assim o superaquecimento do sistema e garantindo maior vida útil. Outro destaque é que os produtos possuem o sistema Canbus integrado, que dispensa a necessidade de adicionar um resistor extra para fazer contato com o sistema eletrônico do carro, enquanto nas miniaturas há um bulbo protetor.

“Queremos manter nossa posição de referência no mercado, como uma empresa 100% brasileira, que entende a necessidade dos seus clientes e se antecipa aos problemas”, finaliza Ricardo Ferreira. A linha completa está disponível na Loja Virtual do Grupo.

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Continental alerta para superaquecimento dos freios

Pneus Continental superaquecimento dos freios

Empresa explica que o superaquecimento dos freios causa danos às peças do sistema, inclusive aos pneus, câmaras de ar protetores e guarnições das válvulas

 

A Continental alerta para os riscos do superaquecimento do sistema de freios que, além de ser um risco à segurança, ainda compromete bastante a vida útil do pneu.

O superaquecimento acontece quando o sistema é submetido a temperaturas muito elevadas, fazendo com que sua eficiência seja reduzida pela diminuição progressiva do atrito entre as lonas e os tambores de freio – o chamado fading. Mas não é só isso: a propagação do calor danifica as peças do sistema, inclusive os pneus, câmaras de ar protetores, guarnições das válvulas (pneus sem câmara) e os núcleos das válvulas.

“Em casos extremos, com as rodas sendo submetidas a altos níveis de temperatura por um tempo prolongado, podem ocorrer danos como trincas na região dos talões, degradação da câmara de ar, quebras na borracha dos talões durante a desmontagem e até a perda instantânea de ar no pneu. Portanto, o superaquecimento dos freios gera graves riscos de acidentes e prejuízos para seus componentes, particularmente aos pneus e a seus acessórios”, diz Rafael Astolfi, gerente de assistência técnica da Continental Pneus.

A empresa explica que a temperatura dos talões não deve ultrapassar os 80°C, pois a partir daí tem início um processo de degradação térmica que reduz progressivamente a vida útil do pneu. Entenda a seguir as principais causas de superaquecimento do sistema de freio:

  • Trechos urbanos: eles exigem o uso mais frequente dos freios, podendo ainda estar associado a uma condução agressiva;
  • Trechos montanhosos: também exigem mais uso dos freios quando não são respeitadas as regras de boa condução, como usar corretamente o freio motor e descer empregando a marcha mais adequada, entre outras;
  • Excesso de carga: isso aumenta consideravelmente a energia cinética do veículo, provocando forte dissipação de calor nos freios durante as frenagens;
  • Velocidade excessiva: essa prática também força o uso dos freios, gerando maior dissipação de calor;
  • Implementos rodoviários: o uso incorreto e abusivo do freio do implemento (através do “manete” ou “manequim”) força o sistema de freios dos implementos;
  • Não usar o freio motor: esta prática acaba por forçar, nos declives ou paradas do veículo, o uso mais intenso do freio de serviço, gerando um excesso de calor que poderia ser evitado;
  • Não manter a distância mínima: não adotar uma distância mínimo do veículo à frente leva a um uso mais frequente dos freios de serviço.

Por fim, a Continental reforça a importância da manutenção correta do sistema de freios, pois muitos problemas citados acima são potencializados no caso de peças defeituosas ou desreguladas, tanto na suspensão quanto nos freios.

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