sábado, 10 de janeiro de 2026

Como verificar o nível do fluido de câmbio – Audi Multitronic (CVT-01J)

Transmissão do tipo CVT já equipou alguns sedãs da marca alemã

 

 

Manter o óleo de câmbio no nível adequado é essencial para preservar o conjunto, pois excesso de fluido pode reduzir a eficiência hidráulica e causar vazamentos pelos respiros e retentores, enquanto a falta pode comprometer a lubrificação e gerar aquecimento excessivo. Pensando nisso, a revista O Mecânico mostra como verificar o nível do fluido de transmissão da Audi.

O procedimento e especificação do óleo apresentados são válidos para o câmbio Multitronic da fabricante alemã, de código CVT 01J. Essa transmissão, do tipo continuamente variável, já equipou modelos como A4, A5, A6 e A8.

A especificação do fluido utilizado nesse câmbio é a G 052 180. No caso de abastecimento a seco, são necessários 7,5 litros de óleo de transmissão.

 

Procedimento de verificação do nível do fluido

 

1) Com o motor ligado, alterne as posições de marcha, parando em cada uma delas e permitindo que a transmissão faça o acoplamento.

2) Depois, com o câmbio em “P”, motor em funcionamento e veículo em uma superfície plana, espere a transmissão atingir a temperatura de operação normal de 45 °C a 50 °C.

3) Quando o câmbio atingir a temperatura, mantendo o pedal do freio pressionado, mude todas as posições da alavanca seletora (“P”, “R”, “N”, “D”, “S”) deixando cada posição por aproximadamente dois segundos.

 

 

4) Remova o bujão de verificação de nível (B). Para saber se o nível está correto, o fluído deve escorrer levemente através do orifício do bujão. Se escorrer muito, espere o excesso sair. Caso não saia nada, adicione óleo até começar a fluir levemente.

5) Por fim, instale o bujão de verificação de nível e aperte com 20 Nm.

 

Mecânico Pro

 

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SUVs avançam em participação nas vendas do ano passado

 

POR FERNANDO CALMON

Como plenamente visível nas ruas e estradas, SUVs continuam sendo a categoria de veículo mais atraente entre compradores no Brasil, a exemplo do que acontece há décadas nos EUA, já estabelecida na Europa nos últimos 10 anos e até na China. Estudo que a Bright Consulting acaba de divulgar, indica a subida na preferência dos brasileiros de 28% para 37,3%, entre 2024 e 2025.

O segundo tipo de veículo a conquistar mais adeptos foi o segmento de picapes. Todavia, o crescimento de participação praticamente se estabilizou: 18,7%, em 2024 e 19%, no ano passado. Neste caso específico ainda falta uma pesquisa mais apurada sobre quem utiliza esse tipo de veículo para transporte de carga, simplesmente como uso convencional ou misto. Continuaram as quedas dos hatches, antes dominantes por décadas, de 25,1% para 21,95% e também dos sedãs, de 12% para 9,7%.

Esta “febre” pelos SUVs poderia se explicar pela facilidade de acesso, espaço interno e até visibilidade. Entretanto, com a frota crescente deste tipo de veículo a visibilidade já está razoavelmente comprometida em ruas e estradas. Os compradores, no entanto, aceitam o veículo como ele é, mesmo que gaste um pouco mais de combustível, pneus em geral mais caros ou que a altura maior do centro de gravidade possa dificultar manobras de emergência.

Só uma dúvida ainda paira. Os SUVs já atingiram o ápice ou continuarão a crescer na preferência dos compradores e até que nível? Tudo parece indicar aumento contínuo de participação. Em que patamar vão se estabilizar seria tema interessante para as consultorias e empresas de pesquisas. Fica aqui mais esta sugestão.

China recua sobre produção de carros autônomos

Um acidente grave que resultou na morte de três estudantes universitárias, em março de 2025, levou os reguladores chineses a desincentivar o programa de automóveis autônomos apenas em dezembro último. O carro, um sedã elétrico Xiaomi SU7, apresenta linhas claramente “inspiradas” no Porsche Taycan. O SU7 vem com sistema próprio de automação de Nível 2,5 e se chocou contra um obstáculo de interdição parcial de pista em uma rodovia. Na realidade, outros acidentes semelhantes já haviam ocorrido, mas os censores chineses impediram a ampla divulgação.

Xiaomi tem forte presença em telefones celulares no Brasil e na China é considerada uma das campeãs nacionais em tecnologia de ponta. Isso a levou a produzir automóveis e partir para enfrentar a Tesla, que também se envolveu em vários acidentes até agora investigados nos EUA. O Nível 2,5 atual obriga os motoristas a manterem as mãos no volante e estejam prontos para intervir quando alertados do risco de acidente.

Vários acidentes, alguns fatais, ocorreram com os Tesla nos EUA e a empresa enfrenta investigações. Em 2018, um Volvo XC90 autônomo Nível 4 durante teste noturno da Uber envolveu-se em atropelamento fatal de uma ciclista. Antes, em 2016, o motorista de um Tesla morreu ao se chocar contra um caminhão-baú branco não detectado pela câmera do automóvel. Carros autônomos experimentais continuam a ser avaliados em vias públicas nos EUA. Europa e Japão estão bem mais cautelosos.

Pesquisa recente nos EUA indicou 9,1 acidentes por um 1,6 milhão de quilômetros rodados com veículos autônomos e 4,1 acidentes (menos da metade) em veículos dirigidos por motoristas de carne e osso. GM, Uber e antes a Apple desistiram, mas Waymo (Google) continua.

A China também acaba de proibir, a partir de 2027, o uso de maçanetas externas retráteis em carros elétricos. Estes deverão dispor de sistemas mecânicos internos e externos para que as portas possam ser abertas em caso de acidentes. Há risco de pessoas ficarem presas dentro dos veículos, sem que socorristas tenham como abri-las. Pelo menos uma maçaneta interna terá que ser claramente identificada e não meio escondida como em alguns modelos atuais.

A5: preço competitivo e ótimo desempenho

Audi A5 já foi um cupê derivado do sedã A4, este considerado um dos modelos de linhas mais atraentes da história da marca alemã. Agora evoluiu para uma carroceria classificada pela fabricante como Sportback, caracterizada pela tampa do porta-malas e o óculo traseiro em peça única. As portas voltaram a ter molduras nos vidros e há vincos fortes nas laterais e capô. A frente, mais arrojada, destaca a tradicional grade hexagonal e grandes entradas de ar laterais. Até o nome cresceu: Performance S Edition Quattro.

Suas dimensões privilegiam o espaço interno e em vantagem contra concorrentes alemães diretos (BMW 320i e Mercedes Classe C): comprimento, 4.829 mm; entre-eixos, 2.892 mm; largura, 1.860 mm; altura, 1.410 mm; tanque, 56 L. Porta-malas 417 L, sem estepe, apenas kit de reparo. Pneus têm perfil bem baixo, 245/35 R20, que exigem mais atenção com buracos.

Novo motor 2-L turbo de quatro cilindros, um dos pontos altos, entrega bom aumento de potência e torque: 272 cv e 40,8 kgf·m. Forma um conjunto muito bem afinado com câmbio automatizado de duas embreagens, sete marchas e tração 4×4. Respostas ao acelerador, agilidade no trânsito e facilidade nas ultrapassagens em estradas demonstram uma evolução marcante frente à geração anterior, ao longo da avaliação. Aceleração de 0 a 100 km/h em 5,9 s também coloca o Audi em vantagem.

No interior, a generosa distância entre-eixos deixa os passageiros do banco traseiro (salvo obviamente de quem vai na posição central) bem mais à vontade. Bem interessante é o teto solar com controle de luminosidade que dispensa a persiana tradicional, além de formar faixas transversais. Causa estranheza os botões dos faróis na porta do motorista. Seu acompanhante perdeu a tela multimídia com visão exclusiva, substituída por uma tampa. Contudo, ajuda a explicar o preço do carro fixado em base competitiva frente aos concorrentes

Preço: R$ 379.990.

Poucas mudanças, mas Bronco ainda impressiona

Utilitário raiz, como se costuma dizer, por seu estilo de linhas retas. O Ford Bronco continua a se destacar no uso fora de estrada e recebeu retoques na linha 2025 suficientes para justificar o ano-modelo, agora na versão Badlands. Apliques maiores nas caixas de rodas, friso lateral mais largo, pequeno defletor de teto, novo para-choque traseiro e na frente um simulacro de peito-de-aço. Também de série o engate de reboque como deve ser: do tipo desmontável que não danifica para-choques de outros carros, nem atinge as canelas de quem circula sem olhar para o chão como qualquer mortal.

Igualmente agradam seu aspecto geral e dimensões compactas (mm): comprimento, 4.420; entre-eixos, 2.670; largura, 1.888; altura, 1.814; vão livre, 220 mm; capacidade de imersão, 600 mm, porta-malas, 580 L (padrão americano, diferente do internacional VDA). Tanque diminui de 64 para 59 L por razão de emissões evaporativas. Motor sem alterações: 2 L, gasolina, 2-L, turbo, 253 cv, 38,7 kgf·m. Câmbio automático, oito marchas. Aceleração 0 a 100 km/h em 8,3 s demonstra sua boa agilidade. Consumo declarado (padrão Inmetro): 8,4 km/l, cidade e 10,7 km/l, estrada.

À tração 4×4 e ao bloqueio do diferencial traseiro somam-se nada menos de sete modos de condução: Normal, Eco, Esportivo, Escorregadio, Rock Crawl (terrenos rochosos), Off-Road (lama) e Rally (areia). Mesmo com massa total de 1.794 kg o desempenho, em qualquer tipo de terreno, está entre os pontos altos do Bronco. Para isso contribuem as câmeras de visão 360°.

Tanto em estrada quanto em cidade, demonstra agilidade e rápida resposta ao acelerador. Outro ponto de relevo é a capacidade de superar buracos e superfícies irregulares em asfalto ou terra, sem se tornar desconfortável para motorista e ocupantes. Destaque também para a central multimídia de 13,2 pol. com Android Auto e Apple CarPlay, embora o pareamento sem fio tome um pouco mais de tempo.

Preço: R$ 270.000.

Ressalva: da coluna anterior, principais lançamentos no Brasil em 2026 da VW são os novos Taos (já este mês nas concessionárias) e Tiguan (meados do ano), ambos mexicanos, além de facelift do Golf GTI. T-Cross híbrido (segunda geração) só em 2027.

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sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Marelli Cofap lança sete novidades para a linha de pivôs de suspensão

Novos componentes passam a integrar o portfólio da empresa no mercado brasileiro de aftermarket

A Marelli Cofap Aftermarket ampliou sua linha de reposição com o lançamento de sete novos códigos de pivôs de suspensão voltados a veículos das marcas BYD, Caoa Chery, Fiat, Honda e Hyundai. Os novos componentes passam a integrar o portfólio da empresa no mercado brasileiro de aftermarket.

De acordo com a fabricante, os pivôs foram desenvolvidos com base nas mesmas especificações técnicas adotadas pelas montadoras, seguindo processos industriais alinhados aos padrões de peças originais. A proposta é garantir compatibilidade dimensional, funcionamento adequado do conjunto de suspensão e conformidade com os requisitos de segurança exigidos para esse tipo de componente.

A linha de suspensão e direção da Cofap inclui ainda barras de direção, terminais de direção e terminais axiais, formando um conjunto completo de soluções para manutenção desses sistemas. Os terminais axiais, em especial, passam por tratamento térmico específico para elevar a resistência mecânica e ampliar a vida útil, além de receberem pintura com revestimento voltado à proteção contra corrosão.

Com a ampliação do catálogo, a empresa busca atender a uma frota cada vez mais diversificada no mercado brasileiro, acompanhando a chegada de novas marcas e modelos e reforçando a oferta de componentes de reposição para veículos de diferentes segmentos.

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Schaeffler fornecerá inversor duplo para picapes híbridas plug-in na América do Norte

Componente integra funções auxiliares e de tração elétrica, com potência superior a 278 cv

 

 

A Schaeffler anunciou um novo pedido de um fabricante de veículos para o fornecimento de um inversor duplo para o mercado norte-americano. O sistema é capaz de controlar tanto o acionamento elétrico de unidades auxiliares quanto atuar como inversor de tração, alimentando um motor elétrico com potência superior a 278 cv.

O inversor duplo da empresa será aplicado em modelos de picapes híbridas plug-in (PHEV). De acordo com a marca, o componente contribui para o aumento da autonomia em modo totalmente elétrico desse tipo de veículo.

Para atingir essa melhoria em alcance, o inversor duplo usa chips de carbeto de silício que permitem reduzir perdas elétricas e melhorar o desempenho do sistema, aumentando a eficiência energética.

Segundo a Schaeffler, a produção em série do inversor duplo na planta da empresa está prevista para começar no final de 2027.

 

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quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

BorgWarner expande parceria de fornecimento de inversor duplo para GWM

Componente entra em produção nesse ano e será aplicado em modelos HEV e PHEV

 

 

A BorgWarner anunciou a ampliação do fornecimento de inversores duplos para veículos híbridos da fabricante chinesa GWM, com dois novos programas que têm previsão de início de produção em série previsto para esse ano.

O inversor duplo da empresa alemã tem construção integrada, permitindo o controle e acionamento síncronos de dois motores por meio de um único controlador. A tecnologia também possibilita a configuração de diferentes módulos de potência em um conjunto menor, reduzindo peso e custos.

O inversor duplo traz ainda módulo de potência com refrigeração em dupla face, que, segundo a empresa, reduz a resistência térmica em até 50% em comparação com sistemas de refrigeração de única face, aumentando muito a densidade de potência e a eficiência térmica do conjunto.

De acordo com a BorgWarner, o novo inversor duplo é compatível com diferentes modelos híbridos, incluindo híbridos convencionais (HEV) e híbridos plug-in (PHEV), visando acelerar o desenvolvimento de produtos e reduzir custos de engenharia para as montadoras.

 

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Magna aumenta produção de sistema de monitoramento do condutor na China

Tecnologia é fornecida para montadora alemã e produzida em larga escala

 

 

A Magna completou o primeiro ano de produção em escala de seu Sistema de Monitoramento do Motorista (DMS) em parceria com uma montadora alemã na China. Agora, a empresa expandiu a aplicação da tecnologia no país asiático, aumentando o volume de produção do componente.

O sistema DMS é instalado no espelho retrovisor interno e utiliza câmeras e sensores para monitorar a atenção e o comportamento do motorista. O sistema é capaz de identificar sinais de distração ou sonolência, emitindo alertas ao motorista e auxiliando na prevenção de acidentes.

Os componentes do sistema DMS são montados atrás do vidro do espelho, permitindo que as fabricantes de veículos apliquem a tecnologia em diferentes projetos, sem alterar o design interno.

Segundo a Magna, o programa é uma de suas maiores encomendas de DMS até o momento, com expectativa de atingir volumes anuais de milhões de unidades produzidas na China.

 

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Como fazer o diagnóstico de falha no ar-condicionado do carro com testes práticos; Veja o passo a passo

Especialista explica as diferenças entre sistemas manuais e digitais e demonstra testes de sensores e atuadores

O diagnóstico do ar-condicionado automotivo exige atenção aos sensores, atuadores e à leitura correta dos comandos eletrônicos. Em vídeo para o YouTube da Revista O Mecânico, Renato Borbon, instrutor técnico da Bosch, apresenta testes práticos e explica como identificar falhas nos sistemas manuais e digitais.

Gravado no Centro de Treinamento da Bosch, o vídeo mostra as diferenças entre o ar-condicionado manual e o digital. Enquanto o sistema mecânico utiliza cabos de aço para acionar as borboletas da caixa de ar, o sistema digital funciona por meio de módulos eletrônicos e atuadores elétricos, que recebem os comandos do painel e executam os movimentos de forma automática. Apesar das diferenças no controle, os componentes do sistema hidráulico são comuns a todas as aplicações.

Um dos pontos centrais é o diagnóstico dos sensores de temperatura, fundamentais para o controle da climatização. Borbon demonstra como testar sensores do tipo NTC com multímetro, avaliando a variação de resistência conforme a temperatura. O instrutor também alerta para problemas causados por sujeira, que podem comprometer a leitura e gerar falhas no funcionamento do sistema.

O vídeo ainda aborda o diagnóstico dos atuadores da caixa de ar, mostrando a leitura pelo scanner e a necessidade de confirmar visualmente o movimento das borboletas. Além disso, são explicadas as diferenças entre sistemas monozona, bizona e quadrizona. O conteúdo reforça que a combinação entre diagnóstico eletrônico e inspeção física é essencial para um resultado preciso na oficina.

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