sábado, 14 de março de 2026

Renault Duster 1.6 com luz de injeção acesa e falha de potência; veja diagnóstico

SUV equipado com motor K4M também registrou perda de desempenho, apontando possível falha no corpo de borboleta

Uma unidade do Renault Duster equipada com motor 1.6 K4M apresentou perda de potência acompanhada do acendimento da luz de injeção no painel. Durante o diagnóstico, foi identificado o código de falha DTC P061A relacionado à função de controle de torque do motor. A análise dos parâmetros revelou irregularidade nos sinais enviados pelo corpo de borboleta.

Motor e aplicação

O utilitário esportivo é equipado com o motor 1.6 K4M, que entrega 115 cv com etanol e 110 cv com gasolina a 5.750 rpm, com torque de 15,5 kgfm (etanol) e 15,1 kgfm (gasolina). Esse conjunto motriz equipou o SUV compacto entre 2011 e 2016, quando foi substituído pelo motor 1.6 SCe.

Sintoma apresentado

Durante a condução, ao pressionar o acelerador, o veículo apresentava falhas no funcionamento do motor e perda de potência. Ao mesmo tempo, a luz de injeção permanecia acesa no painel. A leitura com scanner registrou o código de falha P061A, relacionado ao controle de torque do sistema de gerenciamento do motor.

Diagnóstico

Com o auxílio do scanner automotivo, foram analisados os valores reais do sistema. Durante a verificação, observou-se que os sinais enviados pelo corpo de borboleta apresentavam comportamento intermitente, indicando inconsistência na leitura da posição da borboleta.

Causa e solução

Após a confirmação da irregularidade nos parâmetros, o corpo de borboleta foi substituído. Com a troca do componente, os sinais voltaram ao padrão esperado e o funcionamento do motor foi normalizado, eliminando a perda de potência e o código de falha registrado na central eletrônica.

*As informações técnicas foram divulgadas pela Revista O Mecânico por meio da plataforma Mecânico Pro, ferramenta de suporte técnico voltada ao diagnóstico e consulta de dados em veículos presentes na frota nacional.

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Nova picape Tukan aumentará competitividade da Volkswagen

Por Fernando Calmon

A informação chega em conta-gotas. De acordo com a fabricante alemã, trata-se do primeiro modelo híbrido flex básico produzido no Brasil com a marca VW. Contudo, nada adiantou se utilizará bateria de 12 V ou 48 V. Muito menos o porte da picape, embora tenha confirmado que o índice de conteúdo local será de 76%. Chegará às concessionárias apenas em 2027 e tudo indica no primeiro trimestre. Lançamento está previsto para o último trimestre deste ano. Terá a companhia da nova Amarok produzida na Argentina. Tukan, fabricada em São José dos Pinhais (PR), trará de volta o amarelo que esteve na paleta de cores de vários produtos da marca desde o Fusca, na década de 1970.

Claro, que isso provoca investigações, especulações e já se sabe pelo menos o seu porte, pois terá a mesma arquitetura do T-Cross. Haverá versão de entrada, cabine simples, voltado ao uso comercial preponderante, sucessora da Saveiro e suspensão traseira por molas semielípticas, como a Strada (ainda desconhecido o tipo de mola, se em feixe ou parabólica). Tukan também terá cabine dupla e tamanho muito próximo (algumas fontes informam dimensões praticamente iguais) da Toro, inclusive com molas helicoidais na suspensão traseira. Neste porte outras concorrentes seriam Maverick, Rampage e futura Niagara, da Renault. Montana é menor na distância entre eixos, apesar de volume razoável na caçamba.

Tukan será um produto inteiramente desenvolvido pela engenharia brasileira da marca de Wolfsburg. Versões de topo receberão rodas de liga leve, no mínimo de aro de 18 pol. e interior com materiais de melhor aspecto. Além do conhecido três-cilindros, turbo de 1 L e 128 cv com etanol, caberá aos modelos de maior preço a estreia do híbrido flex de quatro-cilindros, turbo, 1,4 L e provável potência maior que os atuais 150 cv (etanol) com bateria de 48 V. Consumo de combustível menor está garantido. Distância entre eixos deverá chegar, segundo especulações, aos três metros, ou seja, apenas 1 cm superior à Toro.

 

Queda de exportações afeta produção no bimestre

Embora o mercado interno de veículos leves e pesados tenha registrado, no mês passado, a segunda melhor média diária de vendas dos últimos 10 anos, a produção nos dois primeiros meses de 2026 recuou 8,9% para 368.000 unidades. Este resultado foi reflexo da queda de 28% nas exportações, especialmente para a Argentina.

Vendas no primeiro bimestre (nacionais e importados) tiveram leve recuo de 0,1%. Nível de estoques na soma dos pátios de fabricantes e concessionárias de todo o Brasil caiu de 57 dias em janeiro para 50 dias em fevereiro, um pouco acima do considerado normal. Nas estatísticas da Anfavea, os estoques de produtos nacionais no mês passado eram de apenas 26 dias e os importados representavam 182 dias de vendas.

Por trás destes 182 dias muito acima do razoável, está a estratégia da BYD que importou milhares de carros a fim de aproveitar a janela de imposto de importação (I.I.) mais baixo para incentivar a comercialização de elétricos e híbridos. Nenhum outro importador pôde bancar financeiramente esta ação clara de dumping (tática comercial desleal). A partir de julho próximo, o I.I. subirá para a alíquota histórica de 35%, mas a marca chinesa ainda terá milhares de modelos estocados com alíquotas menores.

Igor Calvet, presidente da Anfavea, chamou atenção para possíveis impactos logísticos e econômicos (leia-se preço do petróleo) como reflexo da guerra (mais uma…) no Oriente Médio. “São desafios para manter crescimento de produção, vendas e exportações observados nos últimos anos”, acrescentou. A comercialização tem subido de forma muito discreta e ainda está longe do recorde de 2013, quando se venderam 3,767 milhões de unidades com incentivos fiscais, deve-se ressaltar. Para 2026 o crescimento previsto é de apenas 2,7% para 2,762 milhões de veículos leves e pesados ou 26,7% e um milhão de unidades abaixo do recorde de 13 anos atrás.

Distribuição das vendas de automóveis e comerciais leves no primeiro bimestre de 2026 (%): gasolina, 3,6; híbrido, 6,5; híbrido plugável, 4,8; diesel, 10,5; flex, 69,6; elétricos, 5. Elétricos representam apenas 5% das vendas totais, um nicho portanto. De fato, ainda muito longe dos comentários exageradamente otimistas. Haverá crescimento, porém em ritmo difícil de prever. Badalação excessiva não vai melhorar este cenário.

GAC Hyptec HT: grande, porém bem ágil

Imponência do SUV elétrico grande, topo de linha, da chinesa GAC chama logo a atenção. Mais ainda as portas traseiras elétricas no estilo asa-de-gaivota, um opcional que custa R$ 50.000. Estas permitem os passageiros entrar e sair em vagas tão apertadas que nem o motorista e seu eventual acompanhante conseguem. Isso se dá pela largura do veículo, de quase dois metros.

O interior espaçoso, inclusive para os três passageiros do banco de trás, é um dos destaques. Motorista e seu acompanhante dispõem de ajustes elétricos nos bancos. Central multimídia de 14,6 pol. só permite integração com Apple CarPlay, mas em breve também Android Auto. Regulagem dos espelhos externos exige comando pela tela e dois botões no aro central do volante, nada prático.

Dimensões (mm): comprimento, 4.395; entre-eixos, 2.935; largura, 1.920; altura, 1.700; Volumes (L): porta-malas, 432; Massa: 2.140 kg. Motor traseiro, 245 cv; 31,5 kgf·m; Alcance (padrão Inmetro, km): 362.

Essas referências, ao longo da avaliação em cidade e estrada, mostraram que o desempenho, apesar da massa muito elevada (mais de duas toneladas), ainda proporciona agilidade que chega a surpreender. Ultrapassagens rápidas em estradas e respostas ao acelerador bastante diretas em ambientes urbanos passam confiança. Incomoda, na mudança de faixa, uma certa resistência da direção mesmo ao ligar a seta.

Com carga máxima, no entanto, é preciso diminuir o entusiasmo. Em rodovias de pista única, por exemplo, deve-se ficar ainda mais atento nas ultrapassagens. Agilidade precisa ser relativizada porque se torna comum a sensação de superioridade. Também há seguidos avisos (em inglês) de que carros adentram na estrada pela pista direita.

Preço: R$ 359.990.

Ranger XL foca em picapes de trabalho

Proposta é cobrir todas as opções: cabine simples, chassi-cabine e cabine dupla, além de câmbio manual ou automático de seis marchas. Motor turbodiesel 2-L, quatro cilindros, 170 cv e 41,3 kgf·m, calibrado para entregar força em rotações mais baixas e trabalho pesado, além de menor custo operacional. Consumo médio de 10,7 km/l (padrão Inmetro) e tanque de 80 litros. Assim, a Ranger XL pode superar 860 km de alcance.

A Ford passa a disputar com mais força segmento que representa fatia importante das picapes médias de trabalho. Capacidade de carga de 1.223 kg, na versão manual, a 1.170 kg, na automática. Além de versatilidade, a exemplo de ambulância ou baú. Chassi recebeu longarinas e travessas de aço especial, 30% mais resistente a torções em comparação à geração anterior. Suspensões também aprimoradas, de maior curso e amortecedores externos à longarina. Solução rara no segmento, a fim de melhorar estabilidade e comportamento dinâmico.

Oferece sete airbags, assistente de partida em rampas, controle automático em descidas, limitador de velocidade, direção de assistência elétrica ativa, controles automáticos de velocidade e estabilidade, central multimídia de 10 pol., conexão sem fio com Android Auto e Apple CarPlay, ajustes de altura e profundidade do volante e faróis de acendimento automático.

Preços: R$ 248.600 a R$ 282.600.

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UM PROVÁVEL FUTURO PARA AS OFICINAS AUTOMOTIVAS

artigo por Diego Riquero Tournier

fotos Arquivo Bosch / Arquivo O Mecânico

Eu sempre falo que o passado, geralmente nos entrega algumas evidencias sobre um futuro provável. 

Esta condição, é válida sempre que seja possível analisar um contexto, para o qual tenhamos informações sobre algumas das principais variáveis que afetam ao mesmo. 

Dentro desta proposta, vamos trabalhar um cenário futuro para as oficinas automotivas, o qual está se apresentando como muito provável, principalmente falando do tipo de oferta de serviços que uma oficina automotiva poderá praticar, em um futuro próximo (3 a 5 anos), como fator de diferenciação e de agregação de valor para um novo mercado em formação. 

E este futuro próximo, passa pela migração da atual oferta de serviços generalistas multimarca, para um verdadeiro ressurgimento das oficinas especialistas. 

Como muitos de vocês já devem ter percebido, o ser humano que convive dentro de um contexto socioeconômico (vida em sociedade), costuma a repetir ciclos os quais se desenvolvem e se repetem, dentro de um determinado período de tempo; para o caso do nosso cenário de serviços automotivos, esta premissa também podemos considera-la como válida, dadas as evidencias que a história do setor automotivo já nos ofereceu, nos últimos 150 anos de existência. 

Podemos afirmar que, 3 grandes fatores sempre foram os motores do surgimento de um novo ciclo, ou analisando desde outra perspectiva, algum desses 3 fatores, foi o responsável por determinar o declínio de um ciclo já consolidado. 

 

E os mencionados fatores são: 

  1. a) A chegada de novas tecnologias.
  2. b) Cenários político / econômicos (exemplo; crise do petróleo dos anos 70, ou as atuais pressões ambientais).
  3. c) Mudança nos hábitos de consumo (na medida que a sociedade se transforma, os consumidores alteram de forma significativa seus elementos de percepção de valor).

 

Bom, esta alternância de ciclos que vêm marcando o nosso negócio “desde sempre”, responde basicamente ás mesmas 5 fases do desenvolvimento de um produto ou serviço. 

 

Sendo estas:  O desenvolvimento, Introdução, Crescimento, Maturidade e Declínio. 

 

Claro que, a diferença de um produto, no qual, grande parte das definições estão sendo tomadas por seus criadores, no ambiente social, que determina o comportamento do mercado, existem diversos fatores os quais estão totalmente fora do controle de um empresário, mas, não por conta disso, devemos deixar de analisá-los, para tomar futuras decisões. 

Desta forma, não poderíamos deixar de avaliar, o contexto histórico (de onde viemos), para avaliar o mais provável cenário futuro das oficinas automotivas (para onde vamos). 

Para este fim, vamos analisar o nosso cenário automotivo local, revisitando algumas décadas passadas, e as principais caraterísticas que definiram as mesmas. 

Nesta análise, não vamos entrar em comparações do tipo: as oficinas dos anos 80 e 90 eram desorganizadas, tinham calendários com mulheres com pouca roupa pendurados na parede, não tinham scanners (os quais certamente nem existiam), ou coisas do gênero. 

Isso seria realmente simplório, e totalmente irrelevante; na hora de analisar um processo histórico, além de ser totalmente deselegante, o fato de comparar períodos históricos em contextos completamente diferentes, não ajudam em nada na criação de novos cenários possíveis. 

O que realmente nos interessa analisar, são os fenômenos que determinavam que um setor do comercio, se organizasse de determinada forma, e para nosso caso em particular, vamos avaliar, a forma com a qual as oficinas automotivas dos anos 80 e 90, se organizavam como estruturas de negócios. 

Neste sentido, e como vemos na Figura 1, as estruturas organizacionais que determinavam os tipos de serviços oferecidos pelas oficinas mecânicas da década dos 80 e 90, estavam fortemente marcadas por uma alta diversificação de ofertas de serviços em formatos de especialização. 

Basicamente, um cliente que precisava realizar um serviço de elétrica, levava seu veiculo para uma Auto elétrica; e se esse mesmo cliente tivesse um problema de marcha lenta no motor, teria que sair da Auto elétrica e levar seu veículo para uma oficina de regulagem de motores, onde basicamente trabalhavam com carburadores e distribuidores; nada errado com isso, na época funcionava muito bem, e “todo mundo” feliz com esse modelo. 

Da mesma forma, existiam oficinas especializadas em sistemas de freio, embreagem, molas, alinhamento, radiadores, e outras tantas especialidades. 

Existiam também, oficinas que se intitulavam como de “Mecânica geral”, nelas era possível fazer um cabeçote, desmontar suspensões e outras tantas atividades mecânicas; mas, muitos dos serviços especializados como: elétrica, carburadores, reparo de embreagem, alinhamento de direção, balanceamento de eixo cardam, entre outros, eram terceirizados ou encaminhados para as oficinas especialistas. 

É claro que o cenário automotivo também era diferente, tínhamos muito menos marcas e modelos de veículos, as tecnologias evoluíam, mas, não mudavam a uma velocidade tão vertiginosa. 

Neste mesmo cenário, o comportamento e expectativas do cliente também eram diferentes se comparas com a atualidade…, durante essas duas décadas, poderíamos resumir a expectativa de um cliente com relação a uma oficina mecânica, da seguinte forma: “Resolve meu problema pontual”. 

Problema que para o caso pontual, poderia ser um motor com marcha lenta irregular, um alternador que não carrega, etc. 

Mas, como já tínhamos antecipado, o nosso segmento passa por ciclos, e a partir do período 1994/1995, uma mudança paulatina e constante, começo a se gestar dentro do cenário das oficinas automotivas da época. Figura 2 

A segunda metade dos anos 90, foi marcada por um prédio de transição, no qual algumas oficinas principalmente localizadas em grandes centros urbanos, começaram a desenvolver uma mudança estrutural. 

E esta mudança tinha como foco, uma latente necessidade de ampliar a oferta de serviços, junto com a introdução de uma nova forma de olhar para o cliente. 

É verdade que nesta época, novas tecnologias como a Injeção eletrônica e novas marcas de veículos importados ingressaram ao pais; este fenômeno desencadeou uma corrida tecnológica nas oficinas, as quais passaram a adquirir novos equipamentos e se preparar tecnicamente com relação a estas tecnologias entrantes. 

Mas, ao contrário do que muitos pensam, a mudança da segunda metade dos anos 90, não foi apenas impulsionada pela chegada das novas tecnologias (injeção eletrônica ou sistemas Diesel eletrônicos), o fator que definitivamente mudou o cenário das oficinas, era outro… 

E este fator estava totalmente fora do controle do negócio automotivo; a mudança foi diretamente provocada, por um novo comportamento do consumidor. 

Devemos lembrar que nesses anos, a sociedade estava enfrentando mudanças drásticas, no sentido comportamental, e dos hábitos que marcavam o dia a dia de uma pessoa que convivia em sociedade. 

Foi no final dos anos 90, que o mundo vivenciou a expansão dos serviços de internet, o boom dos softwares e as soluções digitais, fator que acabou redesenhando por completo o novo mercado de trabalho. 

E não podemos deixar de incluir nesta mudança, o crescimento da participação feminina no ambiente empresarial, o qual passou de 30% em 1980 para 41% em 1995, e continua subindo de forma ininterrupta, ate os dias atuais, onde este valor supera o 52%.  

As mudanças da vida em sociedade foram tão profundas, que iniciaram um processo de conscientização do fator tempo, como uma importante variável a ser considerada pelas pessoas, nas suas definições cotidianas, assim como, em todas as instâncias que definem uma relação de consumo. 

Desta forma, a maioria das pessoas exercendo o seu papel social de consumidor, passou a compreender o tempo, como um elemento fundamental de percepção de valor. 

Com base nestas premissas, nasce o conceito de serviços de conveniência…, lembram da publicidade do Posto Ipiranga…?  

Bom, trata-se exatamente desse conceito “você resolve tudo no mesmo lugar”, e as oficinas automotivas, em maior ou menor medida, tiveram que se adaptar a essa nova realidade do consumidor. 

 

A era dos Auto Centros de Serviço: 

Neste cenário, já não bastava atender a premissa dos anos 80 e começo dos 90, “Resolve o meu problema pontual”; agora a expectativa passou a ser outra: 

 

Resolve todos os temas  relacionados à manutenção do meu veículo 

 

Desta forma, um novo modelo de oficina “foi importado de outros países”, e passou a ser colocado em prática. 

Trata-se do modelo de Auto Centros de serviço, o qual se desenvolveu rapidamente com inciativas individuais de empresários do setor, assim como, com a participação ativa de diversas empresas do setor (fabricantes de Autopeças e Distribuidores), as quais desenvolveram seus próprios conceitos de redes de oficinas, para não ficar de fora do impulso que prometia esta nova tendência. 

Claro que não quer dizer que, não existam outros tipos de oficinas especializadas em marcas de veículos, sistemas específicos (Câmbios automáticos, Sistemas Diesel, Retificas, etc.), mas claramente, foram as oficinas multimarcas e multisserviços (associadas ou não a uma rede de oficinas), as que passaram a dominar o mercado em termos de oferta e participação. 

Claramente a adaptação que se iniciou no final da década dos 90 e início dos anos 2000, foi muito bem sucedida em termos da aceitação por parte do consumidor; de fato, era algo que o cliente estava aguardando como expectativa de entrega de valor; ou seja, a maior quantidade de soluções possíveis no mesmo lugar. 

De fato, podemos afirmar que o conceito de Auto Centros de Serviço, continua sendo o modelo predominante até os dias de hoje,  

Mas qual seria então, esse novo fator que atualmente estaria levando o mercado de serviços automotivos, na direção de uma necessidade de mudança…? 

Como falamos ao começo, as estruturas socioeconômicas seguem uma organização pautada pelas caraterísticas de um período, e todos os elementos e evidencias que temos ao redor do cenário de serviços automotivos, nos indicam que estamos diante de um período de transição, na direção do início de um novo ciclo; o qual poderíamos chamar como: “o ciclo dos especialistas”; ou por que não…, “o retorno dos especialistas”. 

Mas, quais são os fatores que impulsionam esta mudança…? 

Porque no ciclo anterior vimos que o principal fator de mudança foi o cliente; “mudança da hábitos do consumidor”, e agora qual seria esse fator? 

Bom, atualmente (falando dos últimos 10 anos), quem marca as pautas e dita as regras do futuro de uma oficina automotiva, é a tecnologia. 

Em poucas palavras; o sucesso de uma oficina depende da sua capacidade para desenvolver e oferecer soluções, para as novas tecnologias presentes no mercado. 

Por mais que nossa atividade sempre manteve uma relação de dependência com as tecnologias criadas e lançadas pela indústria automotiva, atualmente existem fatores que tornaram esta dependência, cada vez mais difícil de ser sustentada, desde o ponto de vista operacional e econômico. 

Desde a perspectiva operacional, podemos dizer que, a diversidade das tecnologias e variabilidade de modelos de veículos presentes no mercado, tornaram a tarefa de uma oficina multimarca e multisserviços, praticamente um impossível. 

Somado a este fator, o nosso mercado está vivenciando um verdadeiro apagão de técnicos qualificados para trabalhar com estas tecnologias, agravando ainda mais este cenário. 

Por outro lado, a mudança tecnológica que estamos enfrentando, é diferente de tudo o que tínhamos vivenciado até o momento; porque mudanças tecnológicas sempre formaram parte dos desafios das oficinas, mas, o que estamos enfrentando atualmente, são mudanças muito rápidas, muito diversas (em tecnologias, sistemas e conceitos de mobilidade), e com necessidades de investimentos sem precedentes. 

Estamos falando de equipamentos, licencias de software, informações técnicas, ferramental especial, multiplicado pela quantidade de marcas, modelos, e sistemas; com a agravante de que, todos esses investimentos ficam obsoletos de forma muito rápida, inviabilizando a obtenção de um retorno minimamente adequado, dentro desse cenário de pulverização de marcas, modelos e tecnologias. 

Resumindo; se um empresário decidir comprar tudo o que for tecnicamente necessário, para realizar serviços multimarca no formato de centro de serviços (ampla oferta de serviços para todas as marcas e modelos), não contará com as condições de mercado necessárias, para obter um retorno dos investimentos. 

Mas, toda mudança traz desafios e oportunidades…, então a proposta é focar nas oportunidades. 

Este novo modelo, para o qual nosso segmento está transitando, nos oferece a possibilidade de voltar a ser um especialista em diferentes nichos de negócios. 

Ou seja, ser muito muito bom…, com foco em soluções específicas. 

A especialização, permite que o empresário resolva problemas de maneira focada; por exemplo: 

Aquisição de ferramentas e  tecnologias; 

Aquisição de informações técnicas (nacionais e internacionais); 

Desenvolvimento de fornecedores para obter as peças que ninguém encontra no mercado; 

Parcerias para criar soluções (exemplo: Kit de montagem que nem a própria montadora fornece); 

Manter estoque de itens crítico a pronta entrega; 

Entre outras tantas facilidades que tornam a empresa uma verdadeira solucionadora de problemas, criando um grande diferencial de valor; mas sempre com foco em uma solução especifica, para qual existe uma demanda, mas as ofertas são limitadas. 

 

E dentro destes nichos de negócios, podemos mencionar os seguintes: 

Oficinas especialistas de Marca. 

Especialistas em sistemas eletrônicos e calibrações de software. 

Especialização em um tipo especifico de veículos (exemplo: Linha Diesel Leve). 

Especialistas em sistemas de câmbio e transmissão. 

Especialistas em sistemas de climatização. 

Especialistas em eletrificação veicular e baterias de alta tensão. 

Empresas de customização e performance de veículos. 

Especialista em reparo de componentes de alto valor agregado (exemplo: Injetores diesel, bombas de alta pressão, turbos, direções elétricas). 

Empresas de restauração de veículos 

Especialistas em sistemas de pós-tratamento. 

Especialistas em acessórios e estética automotiva. 

 A mensagem para os empresários que estão pensando em um planejamento de negócios é a seguinte:  

Coloque as oportunidades de especialização dentro do seu plano negócios de curto ou médio prazo.  

 

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sexta-feira, 13 de março de 2026

Magneti Marelli lança nova geração de ECUs para motores a gasolina, flex e GNV

A Marelli anunciou uma nova linha de Unidades de Controle do Motor (ECU) com injeção indireta de combustível (PFI) voltadas para veículos movidos a gasolina, combustíveis flex (etanol, metanol e combustíveis sintéticos) e GNV. A nova geração foi desenvolvida para melhorar eficiência energética, desempenho e atender às atuais normas de emissões.

As ECUs serão destinadas aos mercados brasileiro, indiano e da região EMEA (Europa, Oriente Médio e África). Cada versão foi projetada, validada e produzida localmente, estratégia que busca reduzir custos e acelerar a implementação pelas montadoras.

Segundo a empresa, o novo portfólio aproveita mais de 20 anos de experiência em tecnologias flex fuel e bicombustível, incluindo soluções patenteadas para controle de combustão.

Arquitetura preparada para diferentes powertrains

As novas ECUs foram projetadas com hardware e software adaptáveis para controlar motores a gasolina, flex ou GNV. A plataforma permite calibração e homologação específicas para cada montadora.

Entre os recursos do sistema estão:

  • Arquitetura aberta, com possibilidade de integração de softwares de terceiros
  • Atualizações remotas de firmware (FOTA)
  • Suporte a diferentes estratégias de controle de combustão e emissões

Microcontrolador automotivo de alta capacidade

A nova linha utiliza o microcontrolador AURIX TC3x, da Infineon Technologies, voltado para aplicações automotivas críticas.

O componente permite processamento multitarefa de alta velocidade e maior confiabilidade, além de recursos avançados de segurança.

A solução também segue o padrão ISO 26262 de segurança funcional, com arquitetura capaz de atingir níveis ASIL B/C.

Controle de injeção e emissões

As ECUs contam com diversos canais de entrada e saída para controle de atuadores e sistemas do motor, incluindo:

  • até oito controladores de injetores de gasolina
  • até quatro controladores para injetores de GNV

O sistema também incorpora algoritmos avançados de combustão e estratégias de controle de emissões para atender às normas ambientais.

Para diagnóstico e monitoramento, a plataforma utiliza sensores de oxigênio de ampla faixa UEGO e suporte ao padrão OBD‑II, permitindo análise precisa da relação ar-combustível e detecção de falhas.

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Inteligência Artificial na oficina: promessa, marketing ou realidade prática?

artigo & fotos por Cleyton Andre  

 inteligência artificial virou um dos termos mais utilizados quando o assunto é tecnologia automotiva. Fabricantes de scanners, plataformas técnicas e softwares de gestão utilizam expressões como “diagnóstico inteligente”, “sistema que aprende” e “IA aplicada à oficina”. Mas quando o técnico está diante do veículo, com falha real, cliente esperando e tempo contra, surge a pergunta: Essa inteligência artificial já está realmente fazendo diagnóstico por nós? em parte sim, mas ainda longe do que o marketing sugere. 

Hoje ouvimos com frequência promessas de diagnóstico automatizado, equipamentos que indicam peças defeituosas e sistemas que aprendem com defeitos. Isso cria a sensação de que a máquina pensa como um técnico experiente, porém a prática mostra outra realidade. O que realmente temos hoje, é que grande parte das soluções atuais funciona como organização de bancos de dados, histórico de falha recorrentes, sugestões de testes estatísticos e auxílio na interpretação de DTCs. Não é diagnóstico autônomo, mas inteligência de dados aplicada à informação técnica. A IA consulta histórico, quem diagnóstica continua sendo o técnico. 

E por que a IA ainda não substitui o diagnóstico humano?

Falhas intermitentes não seguem padrão fixo, defeitos elétricos exigem análise de sinal, leitura de código não aponta causa raiz e estratégias de funcionamento precisam de interpretação técnica. A máquina cruza dados; o técnico interpreta o comportamento. Um exemplo na prática de um diagnóstico realizado na Elevance Automotive, em uma Audi Q3 2017 motor EA211 1.4 (CZDA), onde o veículo possuía luz de anomalia acesa no sistema de injeção eletrônica e pelo menos 7 (sete) códigos de falhas e perda de aceleração. 

 

Para fins de análise, os códigos e suas descrições foram inseridos em uma ferramenta baseada em inteligência artificial, solicitando a elaboração de uma linha de raciocínio de diagnóstico. A resposta apresentou informações coerentes e compatíveis com a lógica técnica, indicando caminhos plausíveis de verificação. 

Entretanto, neste caso específico, havia uma falha típica deste motor que não possuía relação direta com cada código individualmente. Alguns apontavam, por exemplo, P2564 – Circuito baixo do sensor de posição de controle de carga do turbocompressor (wastegate). Porém, a causa raiz não estava necessariamente neste componente. 

O defeito era provocado pelo sensor de temperatura do motor que, por capilaridade, permitia a migração do líquido de arrefecimento pelo interior do chicote elétrico. Esse fluído alcançava diversos componentes do sistema, provocando oxidação e múltiplas falhas eletrônicas. Ou seja, as peças indicadas pelos códigos não eram a causa raiz do problema. 

Ainda assim, os DTCs foram fundamentais para orientar a investigação. Esse caso prático evidencia uma limitação importante das ferramentas baseadas em dados: elas auxiliam na direção do diagnóstico, mas não substituem a interpretação técnica. A experiência do profissional, aliada ao contato direto com o veículo e à compreensão do funcionamento do sistema, continua sendo determinante para a identificação. Sendo assim, a inteligência artificial deve ser compreendida como apoio ao raciocínio do técnico – e não como substituta do diagnóstico humano. 

Contudo, até onde a tecnologia realmente ajuda?

Reduz tempo de consulta técnica, auxilia profissionais menos experientes, aponta falhas recorrentes e organiza informação. Ela aumenta produtividade, mas não substitui conhecimento técnico. 

O risco de depender demais desse recurso, seguindo apenas roteiro, empobrece o profissional e gera trocas desnecessárias. A ferramenta deve apoiar o raciocínio, mas nunca substituí-lo. A oficina do futuro será formada por técnicos capacitados usando ferramentas inteligentes. 

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Bridgestone apresenta novos pneus para carros, SUVs e caminhões no Brasil

Pneu Turanza 6

A Bridgestone anunciou seus principais lançamentos para o mercado brasileiro em 2026 nas categorias de veículos de passeio, SUVs/picapes e transporte rodoviário de cargas. As novidades incluem os pneus Turanza 6, Dueler A/T Ascent I e R289, todos equipados com a tecnologia ENLITEN, focada em maior eficiência energética, durabilidade e desempenho.

Os novos modelos ampliam a produção nacional com essa tecnologia, que já está presente em pneus da linha de carga produzidos no país, como o R249S e R167E.

Segundo a fabricante, os lançamentos acompanham a expansão de segmentos estratégicos no Brasil, como SUVs, picapes e o transporte rodoviário de cargas.

Turanza 6: foco em segurança e eficiência

O Turanza 6 chega ao segmento premium de pneus para aros 17 ou maiores, voltado a sedãs médios, SUVs e veículos eletrificados.

Entre os avanços em relação ao modelo anterior estão:

  • 18% mais aderência em piso molhado
  • 14% maior quilometragem
  • 9% melhor eficiência energética
  • Nota A no Inmetro em aderência no molhado

Disponível em 14 medidas, o pneu cobre cerca de 70% do segmento premium de aros 17+, atendendo modelos como Corolla, Civic, HR-V e Kicks.

Produzido no Brasil com tecnologia ENLITEN, o Turanza 6 também apresenta menor resistência ao rolamento, contribuindo para eficiência energética e menor consumo.

Dueler A/T Ascent I: novo all-terrain para SUVs e picapes

Dueler A/T Ascent I

Com o crescimento da frota de SUVs e picapes, a marca lança o Dueler A/T Ascent I, um pneu all-terrain premium desenvolvido para uso misto, combinando estrada e off-road.

Os principais destaques incluem:

  • 40% mais durabilidade em relação ao modelo anterior
  • Melhor desempenho de frenagem em piso molhado
  • Equilíbrio entre capacidade off-road e conforto no asfalto

O modelo será oferecido em 16 medidas (aro 16 a 19) e cobre 97% do segmento de SUVs e picapes premium, sendo compatível com veículos como Hilux, SW4, Toro, Song Plus, L200 e S10.

R289: pneu rodoviário para caminhões e ônibus

Pneu R289

Para o segmento de transporte de carga, a Bridgestone lança o R289, desenvolvido para operações rodoviárias pavimentadas de curta, média e longa distância.

O pneu é indicado para eixos direcionais, livres e de tração moderada em caminhões e ônibus rodoviários.

Entre os destaques:

  • Até 5% mais quilometragem em comparação ao antecessor
  • Novo desenho de banda de rodagem e compostos atualizados
  • Tecnologia Cooling Fin, que reduz a temperatura de operação e prolonga a vida útil da carcaça

O modelo também foi projetado para alta recapabilidade, com garantia de até três recapagens Bandag, fator importante para reduzir o custo por quilômetro (CPK) em operações de frota.

O R289 chega inicialmente na medida 295/80R22.5, com ampliação de medidas prevista nos próximos anos.

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quinta-feira, 12 de março de 2026

Renault Scénic 2.0 apresenta falha de partida causada por mau contato no sensor de rotação; entenda

Folga no conector do sensor de rotação e PMS impede geração de centelha no sistema de ignição

Um Renault Scénic equipado com motor 2.0 a gasolina, produzido a partir dos anos 2000, apresentou falha de partida mesmo com o motor girando normalmente. A análise identificou ausência de centelha no sistema de ignição causada por mau contato no conector do sensor de rotação e ponto morto superior (PMS).

O veículo chegou para diagnóstico com a reclamação de que o motor girava, mas não entrava em funcionamento. A verificação inicial indicou ausência de centelha no sistema de ignição. Nesse caso, o uso de scanner não apontou códigos de falha registrados.

Durante a inspeção do sistema de ignição, foi identificado mau contato no conector do sensor de rotação e PMS do motor. O problema estava relacionado a uma folga entre os terminais do conector, o que impedia a transmissão correta do sinal para o sistema eletrônico. A análise apontou que a folga pode ocorrer devido às vibrações do conjunto mecânico, já que o sensor está instalado na carcaça do câmbio. Para restabelecer o contato elétrico entre os terminais, foi realizada uma torção de aproximadamente 45° no pino macho do conector do sensor de rotação, utilizando um alicate de bico. Após o reposicionamento no conector fêmea, o contato entre os terminais foi restabelecido e a falha de funcionamento foi eliminada.

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