quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Carro puxando para o lado ao frear? Confira as principais causas

O carro puxar para a direita ou esquerda durante a frenagem é um sinal claro de desequilíbrio. Embora fatores externos possam influenciar, na maioria dos casos o problema está relacionado ao sistema de freios ou à suspensão e exige verificação imediata.

Principais causas do veículo puxar ao frear

1. Problemas no sistema de freio

Qualquer falha que provoque frenagem desigual entre as rodas pode fazer o veículo desviar lateralmente. Entre as causas mais comuns estão:

  • Desgaste irregular de pastilhas e discos
  • Vazamento no sistema hidráulico
  • Pinça de freio travada
  • Cilindro de roda com mau funcionamento

Segundo Leandro Leite, coordenador de Assistência Técnica da Fras-le, danos que gerem diferença de força entre as rodas são suficientes para causar o desvio durante a frenagem.

2. Pneus com calibragem incorreta

Diferença de pressão entre os pneus do mesmo eixo altera o contato com o solo e pode provocar instabilidade ao frear.

3. Condições da via

Mudanças de aderência entre os lados da pista — como trechos molhados, areia ou irregularidades — também podem causar o desvio momentâneo do veículo.

4. Excesso de carga

Peso acima do recomendado compromete o equilíbrio do sistema de frenagem, reduz a estabilidade e aumenta o risco de acidentes.

5. Alinhamento e geometria da direção

Desalinhamento altera os ângulos da suspensão e interfere diretamente na estabilidade durante a frenagem, favorecendo o desvio lateral.

The post Carro puxando para o lado ao frear? Confira as principais causas appeared first on Revista O Mecânico.


Carro puxando para o lado ao frear? Confira as principais causas Publicado primeiro em http://omecanico.com.br/feed/

Ford admite fragilidade global e discute joint venture com montadoras chinesas nos EUA

A disposição da Ford Motor Company em discutir, ainda que de forma informal, a entrada de montadoras chinesas nos Estados Unidos por meio de joint ventures marca um ponto sensível na estratégia global da empresa. Mais do que um movimento isolado, a iniciativa revela o reposicionamento forçado de uma montadora que perdeu competitividade nos principais eixos da indústria automotiva mundial — especialmente frente à ascensão da BYD.

A imprensa internacional destaca uma reunião do CEO Jim Farley ocorrida em janeiro com o alto escalão do governo Trump no Salão de Detroit. Segundo a imprensa norteamericana a Ford propôs um modelo de parceria com controle das empresas dos Estados Unidos.

Na Europa, a estratégia elétrica da Ford revelou suas limitações. Modelos como o Mustang Mach-E e derivados elétricos baseados em plataformas compartilhadas não conseguiram sustentar volumes nem margens em um ambiente altamente competitivo, dominado por marcas chinesas e por fabricantes europeus já adaptados à transição energética.

Diante do enfraquecimento na Europa e da irrelevância estrutural na China, a América Latina passou a ser um dos poucos pilares estáveis da Ford. Brasil, Argentina e México sustentam volumes relevantes graças a produtos a combustão bem posicionados, como picapes, SUVs médios e veículos comerciais.

Conteúdo da proposta

A proposta apresentada por Jim Farley ao governo Trump — permitir que montadoras chinesas produzam nos EUA por meio de joint ventures controladas por empresas americanas — deve ser lida como um sinal explícito de que a Ford reconhece sua desvantagem estrutural frente à indústria chinesa.

O modelo espelha exatamente aquilo que a China exigiu por décadas das montadoras ocidentais: parcerias locais como condição para operar. A diferença é que, agora, são as empresas americanas que buscam esse arranjo para sobreviver à nova ordem industrial.

The post Ford admite fragilidade global e discute joint venture com montadoras chinesas nos EUA appeared first on Revista O Mecânico.


Ford admite fragilidade global e discute joint venture com montadoras chinesas nos EUA Publicado primeiro em http://omecanico.com.br/feed/

Novo motor híbrido HORSE H12 alcança 44,2% de eficiência térmica com gasolina 100% renovável

A Horse Powertrain, por meio da divisão Horse Technologies, e a Repsol apresentaram os resultados técnicos do desenvolvimento conjunto do HORSE H12 Concept, um sistema de propulsão híbrido projetado para operar com gasolina 100% renovável e atingir níveis elevados de eficiência térmica em aplicações automotivas de produção seriada.
A Horse tem como acionistas o grupo Renault e também Geely e produz no Brasil os motores 1.3 turbo TCe e 1.0 turbo TCe (HR10) usado no Kicks e Kardian. 
O novo motor híbrido da Horse alcança 44,2% de Brake Thermal Efficiency (BTE), índice incomum em motores de ciclo Otto para veículos de passeio, aproximando-se de valores observados em motores industriais ou aplicações específicas de alta eficiência. De acordo com os dados divulgados, o conjunto reduz o consumo veicular em 40%, atingindo menos de 3,3 l/100 km no ciclo WLTP, quando comparado à média dos automóveis novos registrados na Europa em 2023.

Base técnica e evolução do HR12

O HORSE H12 Concept deriva do motor HR12, utilizado em aplicações compactas e médias, mas foi profundamente revisado em termos de arquitetura de combustão, gestão térmica e redução de perdas mecânicas.
Vale lembrar que na Europa o HR12 é um propulsor três cilindros 1,2 litro com cerca de 80cv e sistema híbrido 48V. A base é a mesma do HR10 com cabeçote em delta, injeção direta de combustível e outras soluções já adotadas em veículos vendidos no Brasil. 
Entre os principais avanços técnicos do H12 Concept estão:
•Taxa de compressão elevada de 17:1, viabilizada por controle preciso da combustão
•Sistema EGR de nova geração, com maior capacidade de controle térmico e mitigação de detonação
•Turboalimentação otimizada, priorizando eficiência em regimes de carga parcial
•Sistema de ignição de alta energia, permitindo operação estável com mistura mais pobre
•Redução de atrito interno, obtida com lubrificantes formulados especificamente para esse motor
•Integração com transmissão híbrida, com gerenciamento refinado dos fluxos energéticos
A estratégia de controle do sistema prioriza o funcionamento do motor térmico em faixas de maior eficiência, utilizando o sistema elétrico para compensar partidas, acelerações transitórias e regimes menos favoráveis.

Consumo e emissões no ciclo de uso

Segundo a Horse Powertrain, um veículo médio equipado com o HORSE H12 Concept e rodando 12.500 km por ano emite 1,77 tonelada de CO₂ a menos por ano em comparação com um modelo equivalente equipado com motor a combustão convencional e combustível fóssil.
O projeto foi conduzido pelos centros de engenharia da Horse Technologies em Valladolid, em conjunto com o Repsol Technology Lab, em Madri. Dois protótipos funcionais já foram construídos e tiveram desempenho validado em testes de bancada e simulações veiculares.
O primeiro veículo demonstrador está previsto para o início de 2026, etapa que antecede a possível industrialização do sistema. Segundo as empresas, o desenvolvimento já considera escalabilidade produtiva, custo industrial e compatibilidade com plataformas híbridas existentes.

Horse quer revisão do padrão técnico de emissões na Europa 

Com mais de 97% da frota europeia ainda equipada com motores a combustão, soluções baseadas em ganhos reais de eficiência térmica associadas a combustíveis renováveis compatíveis com motores atuais são vistas como uma alternativa técnica de curto e médio prazo para redução de emissões.
A Horse Powertrain e a Repsol defendem que a evolução regulatória europeia considere soluções tecnologicamente neutras, permitindo a coexistência de eletrificação total, híbridos, extensores de autonomia e combustíveis de baixo carbono, de forma alinhada à capacidade industrial e ao ritmo real de renovação da frota.

The post Novo motor híbrido HORSE H12 alcança 44,2% de eficiência térmica com gasolina 100% renovável appeared first on Revista O Mecânico.


Novo motor híbrido HORSE H12 alcança 44,2% de eficiência térmica com gasolina 100% renovável Publicado primeiro em http://omecanico.com.br/feed/

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Renault Kardian 1.0 TCe: sinais elétricos da bomba de alta pressão no sistema EMS 3162

Procedimento orienta medição de sinais da bomba de alta pressão no diagnóstico do sistema de injeção direta

Kardian tem motor turbo três cilindros e câmbio de dupla embreagem, mas será que é bom? Veja Raio X

O Renault Kardian 1.0 TCe, a partir de 2024, utiliza o sistema de gerenciamento EMS 3162 com bomba de alta pressão controlada pela ECU. A análise dos sinais elétricos do componente é necessária para diagnóstico do sistema de injeção direta e verificação do funcionamento da alimentação de combustível.


No procedimento de diagnóstico, a medição dos sinais da bomba de alta pressão deve ser realizada respeitando a tensão nominal do veículo e com o motor em temperatura normal de funcionamento. Em veículos equipados com airbag ou sistemas de alta tensão, devem ser seguidos os procedimentos de segurança definidos pelo fabricante.



A leitura do sinal deve ser executada com o motor aquecido e durante aceleração rápida, com medição direta nos pinos correspondentes aos sinais do componente. Para diagnóstico completo, é necessário medir os dois pinos da bomba de alta pressão, avaliando o sinal positivo e o retorno controlado pela ECU.

A verificação simultânea dos sinais permite identificar falhas de comando, alimentação elétrica e resposta do componente às condições de carga do motor, contribuindo para o diagnóstico de falhas de pressão no sistema de injeção direta. Veja os dados.

The post Renault Kardian 1.0 TCe: sinais elétricos da bomba de alta pressão no sistema EMS 3162 appeared first on Revista O Mecânico.


Renault Kardian 1.0 TCe: sinais elétricos da bomba de alta pressão no sistema EMS 3162 Publicado primeiro em http://omecanico.com.br/feed/

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Toyota Etios 1.3 2018: sequência de torque do motor

Valores de aperto do cabeçote, componentes internos e periféricos orientam montagem e manutenção do motor

O Toyota Etios 1.3, ano 2018, exige aplicação de sequência e valores de torque definidos pelo fabricante durante a montagem do cabeçote, conjunto inferior do motor e componentes periféricos. O uso de torquímetro e a aplicação dos ângulos de aperto especificados são necessários para garantir vedação, alinhamento estrutural e funcionamento do conjunto mecânico.

No procedimento de manutenção, os parafusos do cabeçote devem ser apertados em três etapas: 32 Nm, seguido de dois apertos angulares de 90°. Componentes do conjunto interno também possuem valores definidos, como a engrenagem do eixo comando (54 Nm), volante do motor (78 Nm), parafusos dos mancais principais (30 Nm + 90°) e parafusos das bielas (15 Nm + 90°).

Entre os periféricos, a capa do comando de válvulas deve ser apertada a 16 Nm, a tampa inferior do motor a 5 Nm, o cárter de óleo a 21 Nm e o bujão de drenagem do cárter a 30 Nm. A bomba d’água utiliza torque de 21 Nm, enquanto guia da corrente e bico de óleo utilizam 10 Nm.

Os componentes de suporte e fixação do conjunto motriz também seguem valores específicos, como suspensor do motor (32 Nm), haste de controle de movimentação do motor (100 Nm), isolador do coxim do motor (52 Nm) e transmissão manual (52 Nm). Elementos elétricos e de fixação da bateria possuem torques menores, como aterramento na carroceria (8,4 Nm), suporte da bateria (17 Nm) e terminal positivo (5,4 Nm). O filtro de óleo deve ser apertado a 34 Nm.

The post Toyota Etios 1.3 2018: sequência de torque do motor appeared first on Revista O Mecânico.


Toyota Etios 1.3 2018: sequência de torque do motor Publicado primeiro em http://omecanico.com.br/feed/

domingo, 15 de fevereiro de 2026

BorgWarner firma acordo e entra no mercado de energia para data centers

Contrato com a TurboCell prevê fornecimento de sistema de turbogerador modular para atender demanda impulsionada por IA

A BorgWarner anunciou a assinatura de um Contrato de Fornecimento Master com a TurboCell, subsidiária da Endeavour, para fornecer um sistema de turbogerador modular voltado à geração de energia para data centers. A iniciativa marca a entrada estratégica da companhia em um segmento impulsionado pela expansão da inteligência artificial e de aplicações de microrredes.

Desenvolvido ao longo de três anos em parceria com a TurboCell, o sistema foi projetado para operar como fonte principal ou de reserva, com controles avançados e resposta dinâmica para gerenciar picos e transientes de energia. A solução poderá utilizar diferentes combustíveis, como gás natural, propano, diesel e hidrogênio, e foi concebida para atender a padrões ambientais mais rigorosos, incluindo os da CARB. A BorgWarner estima controlar cerca de 65% do conteúdo do sistema, apoiada em sua base industrial e cadeia global de suprimentos.

“Acreditamos que essa inovação de produto representa de forma poderosa a proatividade da equipe da BorgWarner em identificar e aproveitar oportunidades de crescimento”, afirma Joseph Fadool, presidente e CEO da companhia. “Prevemos que o sistema de turbogerador abrirá caminhos para um crescimento ainda mais lucrativo. Acreditamos que essa solução oferece muitas vantagens em relação às soluções de energia convencionais, incluindo resposta transiente superior e flexibilidade de combustível, além de uma menor pegada de carbono”.

Para Jakob Carnemark, fundador e CEO da Endeavour, a parceria amplia a capacidade de atendimento ao setor de tecnologia. “Nossa parceria com a BorgWarner tem sido incrivelmente gratificante. Desenvolvemos o sistema TurboCell para fornecer a energia dinâmica e sob demanda necessária para acelerar o desenvolvimento da infraestrutura de IA. Com a cadeia de suprimentos global e as comprovadas capacidades técnicas da BorgWarner, esperamos fornecer a próxima geração de energia local necessária para liberar todo o potencial da computação de IA”.

A produção está prevista para começar em 2027, na unidade de Hendersonville, Carolina do Norte, com capacidade inicial instalada de 2 GW. O sistema TurboCell será comercializado exclusivamente pela divisão Edged Infrastructure, da Endeavour.

The post BorgWarner firma acordo e entra no mercado de energia para data centers appeared first on Revista O Mecânico.


BorgWarner firma acordo e entra no mercado de energia para data centers Publicado primeiro em http://omecanico.com.br/feed/

Tramontina orienta sobre instalação segura de carregadores para veículos elétricos

Com o avanço da frota de veículos elétricos no Brasil, cresce também a procura por estações de recarga em residências, condomínios e estabelecimentos comerciais. A Tramontina reforça que a instalação deve ser precedida por avaliação técnica realizada por eletricista ou profissional habilitado.

Avaliação técnica é etapa obrigatória

Segundo a empresa, a estação de recarga não pode ser tratada como um ponto elétrico convencional. O profissional responsável deve analisar:

  • Capacidade da rede elétrica
  • Dimensionamento de cabos e disjuntores
  • Dispositivos de proteção
  • Sistema de aterramento
  • Condições do quadro elétrico

As estações podem operar entre 7,4 kW e 22 kW, com correntes de até 32 A, exigindo verificação prévia da infraestrutura para evitar sobrecargas e riscos.

Em redes trifásicas 220 V, por exemplo, pode ser necessário o uso de transformador elevador para 380 V caso o objetivo seja atingir a potência máxima de carregamento.

Planejamento em condomínios e comércios

Em ambientes compartilhados, a Tramontina recomenda planejamento da distribuição de carga entre múltiplos pontos de recarga, além da previsão de expansão futura da infraestrutura elétrica.

Normas técnicas e dispositivos de proteção

A instalação deve seguir a ABNT NBR 17019, que estabelece requisitos para projeto, execução e comissionamento de estações de recarga, em complemento à NBR 5410, voltada às instalações elétricas de baixa tensão.

Entre os itens de segurança, destaca-se o uso de DR Tipo B, capaz de identificar correntes residuais alternadas (AC) e contínuas (DC), prevenindo choques elétricos e falhas por fuga de corrente. Nos modelos da marca, o dispositivo pode vir integrado ao equipamento.

O sistema de proteção também inclui:

  • Monitoramento de aterramento
    Proteção contra sobrecorrente
    Sobretensão e subtensão
    Sobretemperatura

The post Tramontina orienta sobre instalação segura de carregadores para veículos elétricos appeared first on Revista O Mecânico.


Tramontina orienta sobre instalação segura de carregadores para veículos elétricos Publicado primeiro em http://omecanico.com.br/feed/