quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Renault lança novo caminhão elétrico com 600 km de autonomia na Europa

Modelo E-Tech T 780 possui pacote de baterias com 780 kWh de capacidade para atingir a marca

 

 

A Renault Trucks revelou duas novas versões do caminhão elétrico E-Tech T na Europa, chamadas de E-Tech T 585 e E-Tech T 780, desenvolvidas para atender diferentes tipos de uso no transporte rodoviário de cargas.

Os novos caminhões utilizam baterias de íons de lítio do tipo NCA (níquel, cobalto e alumínio), com maior densidade energética. O E-Tech T 585 possui pacotes de bateria com capacidade total de 585 kWh e autonomia de 460 km, enquanto o E-Tech T 780 possui 780 kWh, alcançando até 600 km.

Segundo a Renault, o aumento de autonomia foi obtido com a adoção de um novo eixo de tração elétrico (e-axle) que integra motores elétricos e transmissão em um único conjunto montado na parte traseira do veículo. Essa configuração libera espaço entre as longarinas do chassi e possibilita a instalação de mais pacotes de baterias.

Ambos os modelos são compatíveis com o sistema de recarga rápida Megawatt Charging System (MCS), com potência de até 720 kW e capaz de adicionar até 350 km de alcance em 45 minutos.

A Renault informou ainda que a produção das novas versões ocorrerá na fábrica de Bourg-en-Bresse, na França, e que os modelos E-Tech T 585 e E-Tech T 780 já estão disponíveis para encomenda.

 

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Pesquisa O Mecânico 2025: marcas de filtro de óleo, itens de suspensão, fluidos e pastilha mais lembradas pelos mecânicos

Nova etapa amplia o retrato apresentado em novembro e em dezembro, quando foram divulgadas as primeiras categorias 

texto Felipe Salomão   fotos Ipsos-Ipec e Diego Cesilio 

terceira parte da Pesquisa O Mecânico 2025, publicada na edição de janeiro, dá sequência ao levantamento realizado pela Revista O Mecânico em parceria com a Ipsos-Ipec. Nesta terceira etapa ampliamos o retrato apresentado em novembro e dezembro, quando foram divulgadas as primeiras categorias. 

O levantamento já apresentou o panorama do estudo e as categorias Bateria, Bomba de Óleo, Bucha de Suspensão, Calço de Suspensão, Combustível, Junta de Motor, Mola, Pneu, Radiador e Retentor. Na edição passada, a pesquisa avançou com as categorias Bomba D’água, Bomba de Combustível, Cabo de Vela, Componente Interno de Motor, Correia, Coxim de Motor, Disco de Freio, Embreagem, Ferramenta, Óleo Lubrificante e Válvula Termostática. 

Desta forma, a terceira parte apresentará os resultados das categorias Amortecedor, Filtro de Ar, Filtro de Cabine, Filtro de Combustível, Filtro de Óleo, Fluido de Arrefecimento, Fluido para Freio, Junta Homocinética, Pastilha de Freio, Rolamento e Terminal Axial. 

Vale lembrar que a pesquisa foi conduzida pela Ipsos-Ipec, oitava edição da pesquisa que reúne dados coletados entre 11 de julho e 22 de setembro de 2025. No total, 1.063 mecânicos de todas as regiões participaram das entrevistas online. O questionário avaliou mais de 40 categorias de peças, ferramentas, equipamentos e serviços, investigando conhecimento de marcas, frequência de compra e preferência de uso nas oficinas. 

A metodologia utilizada é quantitativa, com ponderação amostral e margem de erro de três pontos percentuais, seguindo padrões da ABEP e da ESOMAR. O processo envolveu equipes de Estatística, Operações e TI, além da validação prévia dos questionários antes da consolidação dos dados no relatório final. 

Foram entrevistados 1.063 mecânicos de todos os estados mais o Distrito Federal entre 11 de julho a 22 de setembro de 2025. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para o total da amostra, a um nível de confiança de 95%. A pesquisa também foi baseada conforme a distribuição da frota nacional. 

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Falhas no sistema Start-Stop têm origem em múltiplos sensores? Mecânico Responde

Funcionamento depende de condições elétricas, eletrônicas e da bateria correta

O sistema Start-Stop pode apresentar falhas intermitentes mesmo sem defeito direto no conjunto, já que depende da integração de vários sistemas do veículo. Veja a resposta técnica do Mecânico Responde, programa que é divulgado sempre no YouTube da Revista O Mecânico.

Ulisses Miguel, Consultor Técnico da Revista, explica que qualquer falha registrada em sensores ou módulos pode desativar o Start-Stop. “Problemas em ABS, ar-condicionado, sensores de combustível ou mistura já são suficientes para o sistema parar de atuar”, diz.

Outro ponto crítico é a bateria. “Veículos com Start-Stop exigem baterias EFB ou AGM. Quando se instala uma bateria convencional, o sistema deixa de funcionar”, orienta o consultor técnico da Revista O Mecânico.

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terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Fábrica da Volkswagen em Taubaté completa 50 anos

Foram diferentes modelos históricos na linha de produção e um total 8 milhões de veículos produzidos

A fábrica da Volkswagen do Brasil em Taubaté (SP) completa 50 anos de operação em janeiro de 2026. Inaugurada em 14 de janeiro de 1976, a unidade soma mais de 8 milhões de veículos produzidos, marco alcançado em dezembro de 2025.

Ao longo de sua história, a planta foi responsável pela fabricação de alguns dos modelos mais importantes da indústria automotiva nacional, como Passat, Gol, Voyage, Parati, Saveiro e up!. Atualmente, a unidade produz os Volkswagen Tera, Polo e Polo Track, modelos que concentram grande parte das vendas da marca no Brasil e na América Latina.

Segunda fábrica da Volkswagen no Brasil

A unidade de Taubaté foi a segunda fábrica de automóveis da Volkswagen no País. A primeira foi a Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP), inaugurada em 1959. A montadora iniciou suas atividades no Brasil em 1953, em um galpão no bairro do Ipiranga, em São Paulo.

Hoje, Taubaté é considerada uma das plantas mais tecnológicas da Volkswagen no mundo, operando com alto nível de automação e flexibilidade produtiva.

Polo e Tera lideram produção e exportações

Em 2025, o Volkswagen Polo foi o carro de passeio mais vendido do Brasil, com 122.677 unidades emplacadas, mantendo a liderança entre os hatches pelo terceiro ano consecutivo.

Produzido em Taubaté, o Polo também foi o modelo mais exportado pela Volkswagen do Brasil no ano, com 32.579 unidades, destinadas a 11 mercados da América Latina, com destaque para Argentina, México, Colômbia e Uruguai.

O SUV Tera, lançado em junho de 2025, rapidamente ganhou participação no mercado. Após o ramp-up industrial, o modelo assumiu a liderança do segmento já em setembro, primeiro mês de produção em ritmo pleno. O ano foi encerrado com 48.143 unidades vendidas.

O Tera também se tornou o segundo modelo mais exportado da marca, com 25.763 unidades embarcadas, atendendo 18 países da América Latina.

SUV impulsiona liderança da marca

No segmento de SUVs, o Novo T-Cross fechou 2025 como o utilitário esportivo mais vendido do Brasil pelo terceiro ano consecutivo, com 92.842 unidades.

Somados os modelos Tera, Nivus, Nivus GTS, T-Cross, Taos, Tiguan e ID.4, a Volkswagen comercializou 204.899 SUVs no País em 2025, mantendo a liderança do segmento, que é o que mais cresce no mercado brasileiro.

Ao todo, a Volkswagen vendeu 436.336 veículos no Brasil em 2025, alcançando 17,1% de participação de mercado entre automóveis de passeio.

Passat, Gol e a consolidação da fábrica

Nos primeiros anos, a fábrica foi responsável pela produção do Passat, entre 1978 e 1988. O modelo marcou a transição da Volkswagen para veículos com motor dianteiro e tração dianteira no Brasil.

Em 1980, teve início a produção do Volkswagen Gol, o maior ícone da planta. Fabricado por 42 anos, o modelo acumulou 8,5 milhões de unidades produzidas, sendo cerca de 5 milhões em Taubaté.

A família Gol — composta também por Voyage, Parati e Saveiro — passou a ser produzida na unidade a partir de 1982.

Inovações industriais

Durante os anos 1990, a fábrica recebeu forte investimento em automação, com a introdução de robôs nos processos de soldagem e pintura. Em 2003, Taubaté entrou para a história ao produzir o primeiro carro flex do Brasil, o Gol Total Flex.

Em 2008, com o Gol G5, a unidade passou por nova modernização, mantendo o modelo como líder de vendas do mercado brasileiro até 2014 — posição ocupada por 27 anos consecutivos.

A produção do Gol e do Voyage foi encerrada em 2022.

up! e chegada da plataforma MQB

Entre 2014 e 2021, Taubaté produziu o Volkswagen up!, primeiro carro nacional a obter cinco estrelas no Latin NCAP. O modelo também estreou no Brasil o motor 1.0 TSI de três cilindros, que se tornou referência em eficiência energética.

Em 2022, a fábrica passou por ampla modernização para receber a plataforma MQB, possibilitando a produção do Polo Track, iniciada em 2023.

Tera marca nova fase da planta

Com a infraestrutura MQB, Taubaté foi escolhida para produzir o Volkswagen Tera, SUV totalmente desenvolvido no Brasil. A fabricação teve início em abril de 2025, com produção exclusiva na unidade paulista.

Em sete meses de mercado, o modelo ultrapassou 70 mil unidades fabricadas, consolidando-se como um dos principais produtos da marca.

Atualmente, a fábrica produz Tera, Polo e Polo Track, com capacidade para ajustar rapidamente os volumes conforme a demanda do mercado.

Sustentabilidade e tecnologia

A planta recebeu investimentos dentro do plano de R$ 20 bilhões da Volkswagen para a América do Sul até 2028, sendo R$ 16 bilhões destinados ao Brasil.

Entre as principais melhorias estão:

  • Ampliação da estamparia, com 354 ferramentas;
  • Armação com 875 robôs industriais;
  • Uso de biometano no processo de pintura, com redução de até 99% das emissões de CO₂;
  • Certificação Lixo Zero, com reaproveitamento de mais de 90% dos resíduos;
  • 100% da energia elétrica proveniente de fontes renováveis;
  • Ampliação da automação na montagem final, incluindo recursos para sistemas ADAS.

 

Fábrica de Taubaté em números

  • Mais de 8 milhões de veículos produzidos desde 1976
  • Área total de 3,7 milhões de m²
  • Área construída de 392 mil m²
  • Responsável por mais de 30% da produção total da Volkswagen no Brasil
  • Segunda maior planta da marca no País

Linha do tempo

1973 – Início da construção

1976 – Início das operações

1978 – Produção do Passat

1980 – Início da produção do Gol

1982 – Voyage, Parati e Saveiro

1990 – 1 milhão de veículos produzidos

2003 – Gol Total Flex

2009 – 5 milhões de veículos

2014 – Início da produção do up!

2022 – Modernização para plataforma MQB

2023 – Polo Track

2025 – Início da produção do Tera e marca de 8 milhões de veículos

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Cuidados essenciais com pneus de caminhões no verão

Altas temperaturas, longas jornadas e veículos operando com carga total exigem atenção redobrada à manutenção dos pneus durante o verão. No início do ano, período de retomada do transporte rodoviário de cargas, esses fatores aumentam o risco de falhas e reforçam a importância da manutenção preventiva.

O pneu é o principal ponto de contato entre o caminhão e a estrada e exerce papel decisivo na segurança, estabilidade e eficiência operacional. Com o aumento da temperatura ambiente e do asfalto, o atrito constante eleva o calor interno do pneu, o que pode acelerar o desgaste e provocar alterações de pressão.

Pressão interna e risco de falhas

O calor excessivo contribui diretamente para o aumento da pressão interna dos pneus. Quando esse fator não é monitorado corretamente, o conjunto pode operar tanto em sobrepressão quanto abaixo do valor recomendado — ambas as condições favorecem o superaquecimento e reduzem a vida útil do pneu.

Rodar com pressão inadequada compromete a estrutura interna, aumenta o desgaste irregular e eleva o risco de falhas, principalmente em veículos carregados. A calibragem correta deve sempre seguir as especificações do fabricante do pneu e do veículo.

Outro ponto crítico é o respeito à capacidade de carga. O excesso de peso provoca deformações internas, aumento da temperatura e maior probabilidade de danos estruturais durante a operação.

Inspeção visual e rodízio

Antes de viagens longas, a inspeção visual é fundamental. Devem ser verificados:

  • Desgaste irregular da banda de rodagem
  • Cortes, bolhas ou rachaduras
  • Objetos cravados
  • Condições gerais do flanco

O rodízio periódico dos pneus também é recomendado, pois ajuda a equalizar o desgaste entre os eixos, prolonga a vida útil do conjunto e contribui para maior estabilidade do veículo.

Segurança e eficiência operacional

Pneus em bom estado influenciam diretamente o desempenho do caminhão, a eficiência da frenagem e a segurança nas estradas. Em períodos de maior movimento logístico, como o verão, a manutenção preventiva reduz o risco de acidentes, evita paradas não programadas e melhora a previsibilidade da operação.

Boas práticas para rodar no verão

Para enfrentar as altas temperaturas com mais segurança, as principais recomendações são:

  • Verificar a calibragem com os pneus frios, conforme orientação do fabricante
  • Realizar inspeções visuais frequentes, especialmente antes de viagens longas
  • Executar o rodízio periódico para equilibrar o desgaste
  • Respeitar os limites de carga indicados para cada pneu

A adoção desses cuidados contribui para maior durabilidade dos pneus, redução de custos operacionais e aumento da segurança no transporte rodoviário.

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Superaquecimento após revisão está ligado a falhas no procedimento? Mecânico Responde

Ar no sistema, montagem incorreta e falta de teste explicam o problema

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Casos de superaquecimento logo após revisões, inclusive em veículos novos ou seminovos, estão associados a erros no processo de manutenção. Veja a resposta técnica do Mecânico Responde, programa que é divulgado sempre no YouTube da Revista O Mecânico.

Falhas de ignição e carros novos com superaquecimento após a revisão? Mecanico responde! VEJA O VÍDEO!

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Motocicletas: Lubrificação correta da corrente evita desgaste precoce

Ruídos excessivos durante a condução podem indicar a necessidade de lubrificação da corrente

Ruídos excessivos durante a pilotagem podem indicar falta de lubrificação na corrente da motocicleta. Esse problema está entre as principais causas de desgaste prematuro do kit de relação, composto por pinhão, corrente e coroa, comprometendo o desempenho do conjunto.

Responsável por transmitir a força do motor para a roda traseira, o sistema de transmissão é essencial para o funcionamento da moto. Segundo Leandro Leite, coordenador de Assistência Técnica e Garantia da Nakata, a ausência de manutenção adequada pode provocar danos aos componentes, aumento de ruídos e até falhas mecânicas. “A lubrificação incorreta ou insuficiente acelera o desgaste das peças e pode gerar retrabalho nas oficinas, impactando diretamente a confiabilidade do serviço”, explica.

Procedimento correto de lubrificação

A manutenção deve começar com a inspeção visual da corrente, coroa e pinhão para identificar sinais de desgaste. A limpeza deve ser feita com produto específico para correntes e escova de cerdas duras, girando a roda traseira para alcançar todos os elos. Em seguida, o excesso de resíduos deve ser removido com pano seco.

Após a limpeza, é fundamental verificar e ajustar a tensão da corrente conforme as especificações do fabricante, observando possíveis variações de folga ao longo do conjunto.

A lubrificação deve ser realizada com produto próprio para correntes de motocicletas, aplicado em spray de forma contínua e uniforme na parte interna dos elos, enquanto a roda traseira é movimentada. O procedimento deve respeitar os intervalos indicados no manual do veículo e ser repetido sempre após lavagens ou condução sob chuva.

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