quarta-feira, 22 de abril de 2026

Bobina queimou: troca só uma ou o conjunto? Mecânico Responde

Em motores com bobinas individuais por cilindro, surge a dúvida sobre a substituição preventiva

O consultor técnico da Revista O Mecânico, Cleyton, durante o Mecânico Responde recomenda visão técnica e alinhamento com o cliente antes de trocar as bobinas do veículo. “As bobinas trabalham de forma individual, mas entendemos que possuem o mesmo tempo de vida útil. Não é possível determinar quando as demais irão falhar.”

Ele explica que, mesmo com diagnóstico por osciloscópio, não há como prever a durabilidade futura. “No momento do teste ela pode estar funcionando perfeitamente, mas é difícil determinar quanto tempo ainda irá durar.”

Por isso, a recomendação é clara: “Recomendo que seja feita a substituição de todas as bobinas ao mesmo tempo. Caso não seja possível, é importante alinhar de forma clara com o cliente sobre a possibilidade de retorno para troca das demais.”

The post Bobina queimou: troca só uma ou o conjunto? Mecânico Responde appeared first on Revista O Mecânico.


Bobina queimou: troca só uma ou o conjunto? Mecânico Responde Publicado primeiro em http://omecanico.com.br/feed/

Wega compra Autoimpact e amplia atuação no aftermarket automotivo brasileiro

Aquisição fortalece portfólio, logística e presença da marca no Brasil, com operação integrada a partir de maio de 2026

A Wega Motors anunciou a aquisição da Autoimpact, incorporada ao grupo R Neto do Brasil, em mais um movimento estratégico para expandir sua atuação no aftermarket automotivo na América Latina.

A operação reforça o foco da empresa em crescimento estruturado no Brasil, com ampliação de portfólio, maior proximidade com clientes e ganho de competitividade no setor. A Autoimpact passa a agregar mais de 150 SKUs ao portfólio da Wega, que já ultrapassa 5 mil itens.

Um dos destaques da integração é a linha de palhetas, já consolidada em mercados como a Argentina e com forte potencial de crescimento no Brasil. A expectativa é acelerar a expansão dessa categoria com maior capilaridade e distribuição.

A transação entra em vigor em 1º de maio de 2026, com gestão e estoque totalmente controlados pela WEGA. A operação será centralizada em Itajaí (SC), fortalecendo a estrutura logística e garantindo eficiência no abastecimento.

A empresa adotará uma transição gradual para manter a continuidade dos negócios e preservar o relacionamento com distribuidores, varejistas e oficinas. A estratégia busca evitar rupturas e assegurar o padrão de qualidade já reconhecido no mercado.

Com a aquisição, a Wega amplia sua presença no aftermarket brasileiro e reforça seu posicionamento com foco em portfólio, logística e relacionamento de longo prazo.

The post Wega compra Autoimpact e amplia atuação no aftermarket automotivo brasileiro appeared first on Revista O Mecânico.


Wega compra Autoimpact e amplia atuação no aftermarket automotivo brasileiro Publicado primeiro em http://omecanico.com.br/feed/

Válvula sensível à carga: por que não deve ser eliminada do sistema de freio?

Componente equilibra a pressão entre os eixos e evita perda de estabilidade em frenagens com o veículo descarregado 

texto Felipe Salomão   fotos Controil 

Durante visita à fábrica da Controil, no Rio Grande do Sul, Vagner Marchiniak, Consultor de Marketing de Produto, explicou o funcionamento da válvula sensível à carga, também conhecida como equalizadora ou distribuidora de frenagem. O especialista alertou sobre os riscos da eliminação da peça e comentou práticas incorretas encontradas no mercado durante a manutenção. 

“Ela faz um balanceamento da pressão de freio entre as rodas traseiras e dianteiras. Isso mantém o veículo com o freio equilibrado, tanto na frenagem da parte dianteira quanto da traseira”, explica Marchiniak. Ainda segundo ele, a válvula recebe a pressão gerada pelo cilindro mestre e modula a saída para o eixo traseiro conforme a carga do veículo. 

“Quando o veículo está descarregado, ele não necessita de pressão máxima no eixo traseiro. A válvula reduz essa pressão. Conforme aumenta a carga, a alavanca conectada à suspensão permite maior passagem do fluido para as rodas traseiras”, afirma. 

Por que não se deve remover a válvula? 

O especialista alerta que a eliminação da válvula compromete a segurança. “No momento em que o mecânico elimina essa válvula, ele passa a ter freio com pressão máxima nas rodas traseiras mesmo com o veículo descarregado. O comportamento é semelhante a puxar o freio de estacionamento em uma frenagem brusca. O veículo pode perder estabilidade e rodar”, destaca. 

Marchiniak observa que a prática de remover o componente ocorre, em alguns casos, por escassez de fabricantes no mercado, mas não deve ser adotada. “Isso não justifica eliminar a válvula do circuito. Ela é necessária para veículos que não possuem distribuição eletrônica de frenagem”, pontua. 

Outra prática identificada é a substituição por válvulas de corte fixo. “Alguns utilizam válvulas de corte fixo como alternativa. O problema é que elas não modulam conforme a carga. Trabalham com valor fixo e podem prejudicar a frenagem tanto com o veículo carregado quanto descarregado”, explica. 

Como fazer a manutenção correta 

Sobre a manutenção, o consultor orienta a substituição completa do componente. “O produto é intercambiável com a peça original e já vem com ajuste de fábrica. Não é necessário regulagem adicional. O ideal é substituir a válvula inteira”, afirma. 

Entre os modelos que utilizam a válvula sensível à carga estão veículos como Renault Logan, Renault Sandero, Volkswagen Saveiro, Fiat Strada, Fiat Fiorino, Toyota Hilux e Chevrolet S10, além de outros modelos da frota nacional. 

De acordo com Marchiniak, a durabilidade estimada da válvula gira em torno de 100 mil a 120 mil quilômetros, mas pode variar conforme o uso e as condições de rodagem. “A durabilidade depende do pavimento, do tipo de uso e da manutenção preventiva. Como se trata de um componente hidráulico, a contaminação do fluido de freio é um fator crítico. Se não houver troca adequada do fluido, todo o sistema hidráulico pode ser comprometido, inclusive a válvula”, conclui. 

The post Válvula sensível à carga: por que não deve ser eliminada do sistema de freio? appeared first on Revista O Mecânico.


Válvula sensível à carga: por que não deve ser eliminada do sistema de freio? Publicado primeiro em http://omecanico.com.br/feed/

Fiat Toro 2026 passa por recall no Brasil por risco de incêndio

A Fiat anunciou um recall da Fiat Toro 2026 por risco de incêndio relacionado ao sistema elétrico. Porém somente as versões diesel estão incluídas no chamado. A convocação engloba picapes identificadas pelos oito últimos dígitos do chassi entre TKG57584 e TKG75934 todas modelo 2026.
O chamado está em vigor desde 13 de abril  e prevê reparo gratuito nas concessionárias da marca.

Falha envolve contato com a transmissão

Segundo a Fiat, foi identificada a possibilidade de contato entre o suporte da caixa de transmissão e o chicote elétrico dianteiro. Esse atrito pode danificar os fios ao longo do tempo e comprometer o funcionamento do veículo.  
O motor das unidades diesel é o 2.2 Multijet de 200cv de potência e 45,9 kgfm de torque, que substituiu o antigo 2.0 de 170 cv e tem câmbio automático de 9 marchas e tração 4×4. 
Na prática, os efeitos da falha podem aparecer de forma progressiva, incluindo acendimento de luzes de advertência no painel e funcionamento irregular do motor. Em situações mais críticas, o problema pode evoluir para o desligamento involuntário do motor durante a condução.

Risco de incêndio detectado 

A Fiat também admite que, em casos extremos, o dano no chicote pode gerar um princípio de incêndio, ampliando o risco de danos materiais e até físicos aos ocupantes e terceiros.  
Esse tipo de falha elétrica é considerado crítico justamente por combinar perda de funcionamento do veículo com risco potencial de fogo — cenário que exige intervenção preventiva imediata.
A recomendação é que os proprietários verifiquem o número do chassi e agendem o atendimento o quanto antes.
A consulta pode ser feita:
•pelo site oficial da Fiat
•pela central de atendimento (0800 707 1000)
•via WhatsApp da marca

The post Fiat Toro 2026 passa por recall no Brasil por risco de incêndio appeared first on Revista O Mecânico.


Fiat Toro 2026 passa por recall no Brasil por risco de incêndio Publicado primeiro em http://omecanico.com.br/feed/

terça-feira, 21 de abril de 2026

Remap stage 1: limite térmico ou resistência mecânica? Mecânico Responde

De acordo com o consultor técnico, não existe uma resposta isolada

Sobre preparação leve por meio de remap stage 1, a dúvida é recorrente: o que limita o motor, o conjunto térmico ou a resistência interna? Para responder essa questão, que foi enviada para o quadro Mecânico Responde, Cleyton André, consultor da Revista O Mecânico abordou o assunto de maneira técnica.

De acordo com o consultor técnico, não existe uma resposta isolada. “Para que o motor suporte o aumento de torque no stage 1, isso depende de vários fatores. Não é apenas um ponto isolado. Tanto os aspectos térmicos quanto as resistências mecânicas, como pistões, bielas, virabrequim e embreagem, precisam estar preparados para receber esse aumento.”

Ele ressalta que a calibração deve respeitar o projeto original. “É importante que seja feita uma calibração adequada, sempre dentro dos limites do projeto do motor. O stage 1 é menos invasivo, mas ainda exige responsabilidade técnica.”

The post Remap stage 1: limite térmico ou resistência mecânica? Mecânico Responde appeared first on Revista O Mecânico.


Remap stage 1: limite térmico ou resistência mecânica? Mecânico Responde Publicado primeiro em http://omecanico.com.br/feed/

Honda investe em Manaus para ampliar produção de motociclistas 

Ciclo de investimentos vai responde a alta da demanda de mercado  

texto Marcos Camargo Jr.   fotos Honda Divulgação 

 

mercado de motocicletas no Brasil encerrou 2025 com 2,1 milhões de motos licenciadas. Além da presença dominante de marcas como Honda e Yamaha, novas marcas estão chegando ao país com alto volume e capacidade produtiva como CF Moto, Bajaj, Royal Enfield, Shineray entre outras aproveitando o aumento na demanda. E a Honda que detém 70% das vendas, vai ampliar a capacidade produtiva no Polo de Manaus.  

No radar está um incremento na produção de motos de baixa cilindrada onde a Honda enxerga um alto potencial para a chamada “primeira moto”. Nos próximos três anos, a Honda vai investir mais R$ 1,6 bi na unidade manauara. A Honda respondeu ao pedido de informações da O Mecânico sobre esse novo ciclo.  

 

Qual o período de realização do investimento? 

O aporte de R$ 1,6 bilhão é destinado até o ano de 2029. O investimento será direcionado a três frentes principais: ampliação da capacidade produtiva da fábrica de Manaus, lançamento de novos modelos e modernização da estrutura fabril. 

Alem de motos de baixa cilindrada a unidade também vai produzir também motocicletas de alta cilindrada em Manaus? 

A fábrica da Honda em Manaus produz atualmente 20 modelos de motocicletas, com um mix bastante variado para atender diferentes perfis de consumidores. O aumento da capacidade produtiva não está direcionado a um modelo específico, mas sim ao fortalecimento da estrutura como um todo, permitindo maior flexibilidade e agilidade para responder às demandas do mercado. 

A unidade já produz modelos de alta cilindrada e também é responsável pela fabricação de tecnologias avançadas, como o câmbio de dupla embreagem DCT (Dual Clutch Transmission), exclusivo da Honda. A planta de Manaus é a única unidade produtiva fora do Japão que fabrica essa tecnologia, atualmente aplicada nos modelos Africa Twin e NC 750X. 

Qual nível de nacionalização de produtos de alta gama feitos em Manaus? 

A fábrica de Manaus é a unidade mais verticalizada da Honda no mundo, ou seja, na unidade são produzidos grande parte dos componentes que integram a motocicleta, como chassi, rodas, assentos e motores. Em alguns modelos, como a CG (modelo mais vendido), o índice de nacionalização chega a 90%. 

 

No segmento de scooters, motos de 300cc estão previstas neste plano de investimentos?  

Nesse momento, a Honda não irá detalhar sobre os lançamentos de produto. Todas as informações serão fornecidas futuramente.   

Como a Honda analisa esse segmento dos scooters? 

A Honda finalizou o ano de 2025 com 73,3% de market share no segmento de scooters, sendo a PCX o modelo mais vendido da categoria, com mais de 53 mil unidades comercializadas no último ano. 

Os resultados expressivos confirmam a força desse segmento, reconhecido por economia, agilidade e tecnologia, que está cada vez mais presente nas ruas de todo o país. 

A Honda segue apostando em uma linha de produtos diversificada, que oferece o maior portfólio do setor, para atender aos diversos perfis e necessidades de mobilidade dos clientes. 

 

Nível de emprego e previsão de contratação: 

Atualmente, a fábrica de Manaus tem mais de 9 mil colaboradores ligados a produção. 

Para atender ao aumento da capacidade produtiva, está previsto o incremento de mais de 350 postos de trabalho na fábrica de Manaus. Os novos postos de trabalho têm foco na produção, mas dependendo da necessidade, incluirá também as áreas administrativas e de suporte à produção. As informações serão detalhadas posteriormente. 

Essa expansão está alinhada à necessidade de adequar a estrutura operacional ao novo patamar de produção, reforçando o compromisso da Honda com o desenvolvimento local e com a geração de empregos. 

 

Quantos fornecedores estão em Manaus e que atendem Honda? 

Hoje são cerca de 120 fornecedores diretos de peças e matérias primas e centenas de fornecedores de serviços espalhados pelo Brasil. Destes, 32 estão em Manaus e 15 são empresas de origem japonesa.  Esses fornecedores trouxeram tecnologia de ponta para o Polo Industrial de Manaus. 

The post Honda investe em Manaus para ampliar produção de motociclistas  appeared first on Revista O Mecânico.


Honda investe em Manaus para ampliar produção de motociclistas  Publicado primeiro em http://omecanico.com.br/feed/

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Suspensão linha Jeep com barulho: por onde começar o diagnóstico? Mecânico Responde

Passo a passo é importante para reconhecer origem do problema

Uma dúvida envolve um Jeep Renegade com ruído seco na dianteira ao trafegar em paralelepípedo, mesmo após a troca dos amortecedores. Para responder essa pergunta, que foi enviada para o Mecânico Responde, contamos com a ajuda do consultor técnico Cleyton André.

Segundo André, a avaliação deve seguir critérios técnicos. “É difícil dizer com precisão qual componente deve ser substituído. Porém, considerando que o amortecedor já foi trocado, é importante dar atenção às buchas da barra estabilizadora e às bieletas, pois costumam apresentar desgaste.”

Ele também não descarta folga na caixa de direção.“Pode ser a caixa de direção. O correto é realizar um diagnóstico detalhado para identificar qual componente está causando o ruído.”

The post Suspensão linha Jeep com barulho: por onde começar o diagnóstico? Mecânico Responde appeared first on Revista O Mecânico.


Suspensão linha Jeep com barulho: por onde começar o diagnóstico? Mecânico Responde Publicado primeiro em http://omecanico.com.br/feed/