quinta-feira, 23 de abril de 2026

Marelli revela novas tecnologias de iluminação automotiva na Auto China 2026

Foco está em faróis inteligentes, LEDs digitais e design interativo

A Marelli apresentou suas mais recentes soluções de iluminação durante a Auto China 2026, realizada em Pequim entre 24 de abril e 3 de maio. As novidades mostram como a iluminação automotiva evolui para uma plataforma definida por software.

Segundo Frank Huber, presidente da divisão de Lighting da empresa, a iluminação será elemento central nos veículos do futuro. Entre os destaques estão o farol Thin Corner-to-Corner e a lanterna traseira digital Flat Lit Surface, além da tecnologia h-Digi MicroLED que, segundo a fabricante, melhora visibilidade.

A estratégia da Marelli, baseada no conceito “Rooted in innovation, everywhere”, reforça a integração entre atuação global e expertise local, com foco em acelerar o lançamento de tecnologias e atender montadoras em diferentes mercados.

Farol Thin Corner-to-Corner

O novo farol frontal integra iluminação, comunicação e interação em uma única peça de largura total. Com dimensões 15 mm x 20 mm, o sistema permite animações dinâmicas e até comandos por toque ou voz, como abertura do porta-malas dianteiro.

Flat Lit Surface

A tecnologia Flat Lit Surface combina LEDs, guias ópticas e painéis OLED para criar superfícies iluminadas uniformes com efeito tridimensional. O sistema integra funções traseiras e permite maior personalização visual, além de novas possibilidades de comunicação externa.

h-Digi MicroLED

A solução h-Digi MicroLED oferece alta resolução e controle do feixe de luz. Disponível em diferentes configurações, a tecnologia também permite projeções dinâmicas e interação com o ambiente externo.

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Horse Powertrain desenvolve V6 híbrido de 544 cv com nova arquitetura híbrida

A Horse Powertrain apresentou um novo conjunto V6 eletrificado que amplia sua atuação para aplicações de maior desempenho dentro do portfólio global. Identificado como W30, o motor 3.0 biturbo foi concebido desde a origem para integração com sistemas híbridos, com potência combinada que pode alcançar até 544 cv, dependendo da configuração elétrica associada.

O projeto reforça a estratégia da empresa — joint venture entre Renault e Geely — de fornecer soluções modulares de propulsão para diferentes plataformas e mercados.

Arquitetura e soluções de engenharia

O V6 adota configuração a 90°, com dois turbocompressores e soluções voltadas à compactação do conjunto e ganho de eficiência térmica. Um dos pontos centrais é a integração dos coletores de escape ao cabeçote, reduzindo perdas energéticas e melhorando a resposta térmica do sistema, especialmente em regimes de carga parcial — condição crítica para motores híbridos.

Outro destaque é o desenvolvimento focado em redução de massa. O conjunto tem cerca de 160 kg, valor baixo para um V6 biturbo dessa categoria, o que contribui diretamente para eficiência energética e distribuição de peso no veículo.

 

O motor também foi projetado para ampla flexibilidade de instalação, podendo ser montado tanto em posição transversal quanto longitudinal. Isso permite sua aplicação em diferentes arquiteturas veiculares, de SUVs médios e grandes a modelos de perfil mais esportivo.

Integração com sistema híbrido dedicado

Diferente de soluções adaptadas, o W30 foi concebido para operar em conjunto com sistemas eletrificados desde o início do desenvolvimento. A integração ocorre com uma transmissão híbrida dedicada de quatro marchas (4LDHT), que incorpora dois motores elétricos.

Na prática, o sistema pode operar em diferentes modos. Funciona com tração elétrica em baixas velocidades, tem atuação combinada em acelerações e uso do motor a combustão como gerador em determinadas condições.

Essa configuração permite otimizar o funcionamento do motor térmico em faixas de maior eficiência, reduzindo consumo e emissões sem comprometer desempenho.

Aplicação global e modularidade

A proposta da Horse Powertrain é oferecer um conjunto escalável, capaz de atender diferentes níveis de eletrificação — de híbridos convencionais a sistemas mais avançados.

A modularidade também facilita a adaptação a diferentes mercados, considerando exigências de emissões e características de uso. O motor foi projetado para trabalhar com diferentes calibrações e arquiteturas elétricas, ampliando sua aplicação dentro de grupos automotivos globais.

Nova fase para motores híbridos de alta potência

O desenvolvimento do V6 W30 indica uma mudança de abordagem no setor: a eletrificação deixa de ser restrita a motores menores e passa a integrar também projetos de maior desempenho.

Nesse contexto, a Horse Powertrain busca ocupar um espaço estratégico ao combinar motores térmicos de alta eficiência com sistemas híbridos dedicados, criando soluções que equilibram potência, consumo e emissões em escala global.

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quarta-feira, 22 de abril de 2026

Bobina queimou: troca só uma ou o conjunto? Mecânico Responde

Em motores com bobinas individuais por cilindro, surge a dúvida sobre a substituição preventiva

O consultor técnico da Revista O Mecânico, Cleyton, durante o Mecânico Responde recomenda visão técnica e alinhamento com o cliente antes de trocar as bobinas do veículo. “As bobinas trabalham de forma individual, mas entendemos que possuem o mesmo tempo de vida útil. Não é possível determinar quando as demais irão falhar.”

Ele explica que, mesmo com diagnóstico por osciloscópio, não há como prever a durabilidade futura. “No momento do teste ela pode estar funcionando perfeitamente, mas é difícil determinar quanto tempo ainda irá durar.”

Por isso, a recomendação é clara: “Recomendo que seja feita a substituição de todas as bobinas ao mesmo tempo. Caso não seja possível, é importante alinhar de forma clara com o cliente sobre a possibilidade de retorno para troca das demais.”

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Wega compra Autoimpact e amplia atuação no aftermarket automotivo brasileiro

Aquisição fortalece portfólio, logística e presença da marca no Brasil, com operação integrada a partir de maio de 2026

A Wega Motors anunciou a aquisição da Autoimpact, incorporada ao grupo R Neto do Brasil, em mais um movimento estratégico para expandir sua atuação no aftermarket automotivo na América Latina.

A operação reforça o foco da empresa em crescimento estruturado no Brasil, com ampliação de portfólio, maior proximidade com clientes e ganho de competitividade no setor. A Autoimpact passa a agregar mais de 150 SKUs ao portfólio da Wega, que já ultrapassa 5 mil itens.

Um dos destaques da integração é a linha de palhetas, já consolidada em mercados como a Argentina e com forte potencial de crescimento no Brasil. A expectativa é acelerar a expansão dessa categoria com maior capilaridade e distribuição.

A transação entra em vigor em 1º de maio de 2026, com gestão e estoque totalmente controlados pela WEGA. A operação será centralizada em Itajaí (SC), fortalecendo a estrutura logística e garantindo eficiência no abastecimento.

A empresa adotará uma transição gradual para manter a continuidade dos negócios e preservar o relacionamento com distribuidores, varejistas e oficinas. A estratégia busca evitar rupturas e assegurar o padrão de qualidade já reconhecido no mercado.

Com a aquisição, a Wega amplia sua presença no aftermarket brasileiro e reforça seu posicionamento com foco em portfólio, logística e relacionamento de longo prazo.

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Válvula sensível à carga: por que não deve ser eliminada do sistema de freio?

Componente equilibra a pressão entre os eixos e evita perda de estabilidade em frenagens com o veículo descarregado 

texto Felipe Salomão   fotos Controil 

Durante visita à fábrica da Controil, no Rio Grande do Sul, Vagner Marchiniak, Consultor de Marketing de Produto, explicou o funcionamento da válvula sensível à carga, também conhecida como equalizadora ou distribuidora de frenagem. O especialista alertou sobre os riscos da eliminação da peça e comentou práticas incorretas encontradas no mercado durante a manutenção. 

“Ela faz um balanceamento da pressão de freio entre as rodas traseiras e dianteiras. Isso mantém o veículo com o freio equilibrado, tanto na frenagem da parte dianteira quanto da traseira”, explica Marchiniak. Ainda segundo ele, a válvula recebe a pressão gerada pelo cilindro mestre e modula a saída para o eixo traseiro conforme a carga do veículo. 

“Quando o veículo está descarregado, ele não necessita de pressão máxima no eixo traseiro. A válvula reduz essa pressão. Conforme aumenta a carga, a alavanca conectada à suspensão permite maior passagem do fluido para as rodas traseiras”, afirma. 

Por que não se deve remover a válvula? 

O especialista alerta que a eliminação da válvula compromete a segurança. “No momento em que o mecânico elimina essa válvula, ele passa a ter freio com pressão máxima nas rodas traseiras mesmo com o veículo descarregado. O comportamento é semelhante a puxar o freio de estacionamento em uma frenagem brusca. O veículo pode perder estabilidade e rodar”, destaca. 

Marchiniak observa que a prática de remover o componente ocorre, em alguns casos, por escassez de fabricantes no mercado, mas não deve ser adotada. “Isso não justifica eliminar a válvula do circuito. Ela é necessária para veículos que não possuem distribuição eletrônica de frenagem”, pontua. 

Outra prática identificada é a substituição por válvulas de corte fixo. “Alguns utilizam válvulas de corte fixo como alternativa. O problema é que elas não modulam conforme a carga. Trabalham com valor fixo e podem prejudicar a frenagem tanto com o veículo carregado quanto descarregado”, explica. 

Como fazer a manutenção correta 

Sobre a manutenção, o consultor orienta a substituição completa do componente. “O produto é intercambiável com a peça original e já vem com ajuste de fábrica. Não é necessário regulagem adicional. O ideal é substituir a válvula inteira”, afirma. 

Entre os modelos que utilizam a válvula sensível à carga estão veículos como Renault Logan, Renault Sandero, Volkswagen Saveiro, Fiat Strada, Fiat Fiorino, Toyota Hilux e Chevrolet S10, além de outros modelos da frota nacional. 

De acordo com Marchiniak, a durabilidade estimada da válvula gira em torno de 100 mil a 120 mil quilômetros, mas pode variar conforme o uso e as condições de rodagem. “A durabilidade depende do pavimento, do tipo de uso e da manutenção preventiva. Como se trata de um componente hidráulico, a contaminação do fluido de freio é um fator crítico. Se não houver troca adequada do fluido, todo o sistema hidráulico pode ser comprometido, inclusive a válvula”, conclui. 

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Fiat Toro 2026 passa por recall no Brasil por risco de incêndio

A Fiat anunciou um recall da Fiat Toro 2026 por risco de incêndio relacionado ao sistema elétrico. Porém somente as versões diesel estão incluídas no chamado. A convocação engloba picapes identificadas pelos oito últimos dígitos do chassi entre TKG57584 e TKG75934 todas modelo 2026.
O chamado está em vigor desde 13 de abril  e prevê reparo gratuito nas concessionárias da marca.

Falha envolve contato com a transmissão

Segundo a Fiat, foi identificada a possibilidade de contato entre o suporte da caixa de transmissão e o chicote elétrico dianteiro. Esse atrito pode danificar os fios ao longo do tempo e comprometer o funcionamento do veículo.  
O motor das unidades diesel é o 2.2 Multijet de 200cv de potência e 45,9 kgfm de torque, que substituiu o antigo 2.0 de 170 cv e tem câmbio automático de 9 marchas e tração 4×4. 
Na prática, os efeitos da falha podem aparecer de forma progressiva, incluindo acendimento de luzes de advertência no painel e funcionamento irregular do motor. Em situações mais críticas, o problema pode evoluir para o desligamento involuntário do motor durante a condução.

Risco de incêndio detectado 

A Fiat também admite que, em casos extremos, o dano no chicote pode gerar um princípio de incêndio, ampliando o risco de danos materiais e até físicos aos ocupantes e terceiros.  
Esse tipo de falha elétrica é considerado crítico justamente por combinar perda de funcionamento do veículo com risco potencial de fogo — cenário que exige intervenção preventiva imediata.
A recomendação é que os proprietários verifiquem o número do chassi e agendem o atendimento o quanto antes.
A consulta pode ser feita:
•pelo site oficial da Fiat
•pela central de atendimento (0800 707 1000)
•via WhatsApp da marca

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terça-feira, 21 de abril de 2026

Remap stage 1: limite térmico ou resistência mecânica? Mecânico Responde

De acordo com o consultor técnico, não existe uma resposta isolada

Sobre preparação leve por meio de remap stage 1, a dúvida é recorrente: o que limita o motor, o conjunto térmico ou a resistência interna? Para responder essa questão, que foi enviada para o quadro Mecânico Responde, Cleyton André, consultor da Revista O Mecânico abordou o assunto de maneira técnica.

De acordo com o consultor técnico, não existe uma resposta isolada. “Para que o motor suporte o aumento de torque no stage 1, isso depende de vários fatores. Não é apenas um ponto isolado. Tanto os aspectos térmicos quanto as resistências mecânicas, como pistões, bielas, virabrequim e embreagem, precisam estar preparados para receber esse aumento.”

Ele ressalta que a calibração deve respeitar o projeto original. “É importante que seja feita uma calibração adequada, sempre dentro dos limites do projeto do motor. O stage 1 é menos invasivo, mas ainda exige responsabilidade técnica.”

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