segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Salão de Paris recupera interesse e antecipa novidades que vêm ao Brasil

Novidades que a Stellantis apresentou durante o último Salão do Automóvel de Paris

Coluna Fernando Calmon nº 1.424: Salão de Paris recupera interesse e antecipa novidades que vêm ao Brasil

Salões internacionais de automóveis sofreram com o esvaziamento de interesse do público. Cenário foi agravado pela pandemia de Covid-19 em 2020 e o avanço dos vídeos pela internet que antecipavam todos os pormenores dos lançamentos. Também cresceu a concorrência de exposições de tecnologia, a exemplo da CES nos EUA. O salão parisiense adaptou-se e até diminuiu de onze para sete os dias de exposição, além de demonstrar que híbridos e elétricos vão conviver por tempo indeterminado.

Entre as mais de 50 novidades, incluídos modelos conceituais, estão aquelas que serão exportadas para o Brasil ou aqui fabricadas. Destaques começam com os Fiat Grizzly e Grizzly Fastback (visual pode inspirar o futuro modelo brasileiro) com seus sistemas de iluminação diferenciados. Já a picape conceitual Multiplay é avançada demais frente à Strada. Outras atrações do Grupo Stellantis: releitura futurista do Citroën 2 CV, agora elétrico; Peugeot RCZ Vision, também elétrico, com proposta de sistema de direção eletrônica sem ligação mecânica e o volante de formato retangular; Jeep anunciou seis novos modelos até 2030, a começar pelo Recon na Europa já em janeiro de 2027.

Volkswagen atraiu atenções com elétrico ID.Tiguan, que terá três versões e será lançado na Europa logo no início do ano que vem. Não há ainda uma data de exportação para o Brasil. Ford mostrou a Ranger MS-RT Champion Edition com suspensão rebaixada e versões V-6 diesel e híbrida plugável específicas para a Europa. Hyundai apresentou o SUV de entrada Bayon e o novo Tucson, um híbrido pleno com potência e toque combinados de 245 cv e 38,5 kgf·m. Sua importação ainda em estudos pela filial brasileira.

Vinte marcas chinesas estiveram em Paris, um terço do total no Salão. Algumas desconhecidas no Ocidente, a exemplo da Li Auto e BAW. Destaques foram para o inédito Dolphin G híbrido PHEV (híbrido plugável) a ser exportado para cá; Leapmotor B03 que se chamará aqui B03x e suporte direto da Stellantis; Omoda 4, híbrido pleno que chegará aqui no segundo semestre de 2027.

Carro mais barato a partir de janeiro é incerto

De fato, o Governo Federal está atrasado em decidir como os automóveis serão taxados a partir de janeiro de 2027. Segundo Cassio Pagliarini, da Bright Consulting, que apesar no nome em inglês é uma empresa 100% brasileira, “a Lei Complementar nº 214/2025 determina que as alíquotas do Imposto Seletivo sobre veículos sejam estabelecidas em lei ordinária e graduadas segundo critérios que incluem potência, eficiência energética, emissões, reciclabilidade e etapas fabris realizadas no País. Mas a lei ainda não define as alíquotas que cada veículo pagará. Por isso, não é possível transportar os percentuais da tabela atual do IPI Verde para uma projeção definitiva do Imposto Seletivo em 2027”.

O problema envolve o resultado da eleição presidencial do próximo domingo. Ambos os candidatos continuam a discutir, após o primeiro debate televisivo. Sem saber quem será eleito fica difícil prever o rumo dos acontecimentos. O que se tem certeza: a existência de um vácuo tributário e o imposto seletivo não poderá ser cobrado a partir de 1º de janeiro próximo. Se isso será repassado total ou parcialmente às tabelas de preços públicos sugeridos, dependerá de cada fabricante.

Um fato é que a indústria automobilística no Brasil, desde 1956, mantém-se entre os setores historicamente “aquinhoados” com impostos muito elevados. Entre os principais países produtores de automóveis e comerciais leves a taxação é a maior do mundo. E como há relativamente poucas empresas a fiscalizar e quase todas multinacionais, a arrecadação fica garantida e historicamente elevada.

Nissan admite, se necessário, produzir aqui CKD e SKD

Ricardo Gondo deixou a presidência da Renault no Brasil em 2025 e há dois meses assumiu o mesmo cargo na Nissan. Em encontro com jornalistas, na sexta-feira passada, admitiu que há discussões internas sobre a possibilidade de produzir aqui a partir de kits importados completamente desmontados (CKD) ou semidesmontados (SKD). No entanto, Kait e Kicks continuarão a ser produzidos na fábrica de Resende (RJ).

Gondo observou um cenário que fez questão de destacar: “A produção brasileira de veículos leves este ano cresceu 9,7% até setembro e a expectativa é fechar o ano com alta de 7,6%. Mas se tirar CKD/SKD, a expansão será de apenas 2%.” Ele não deu exemplos, mas se sabe que, pelo menos por enquanto, as marcas chinesas concentram-se neste tipo de produção. Isto implica quase nenhuma participação de compras no parque brasileiro de autopeças.

O panorama pode mudar a partir de 2027. Pelo menos é o esperado, conforme promessas das marcas BYD e GWM que estão mais comprometidas com produção local. Geely já está acertada com a Renault. Deve-se notar, entretanto, que Sindipeças e fabricantes de pneus ainda aguardam as encomendas começarem em bom ritmo.

Ele confirmou para o primeiro trimestre de 2027 o lançamento no Brasil do X-Trail e-Power, um SUV médio importado. Trata-se de um modelo elétrico de alcance estendido. Terá tração 4×4 e dois motores que somados entregam 216 cv e 33,7 kgf·m. Contará com um motor a combustão de 1,5 L turbo apenas para acionar um gerador e recarregar a bateria de 1,85 kW⋅h. É opção racional por dispensar carregadores externos. Basta abastecer com gasolina e seguir em frente, o que dá tranquilidade ao motorista de viajar sem se sujeitar a um planejamento prévio.

Sem indicar prazos, porém confirmando estudos, Gondo apontou o mercado brasileiro em expansão para diferentes estágios, no campo de híbridos e elétricos, com crescimento mais rápido do que a Nissan imaginava. “Isso exige decisões que não podem demorar”, afirmou. Entretanto, não disse de que forma isso ocorrerá, mesmo porque outros fabricantes vêm se movimentando na mesma direção.

Teste: Panamera Turbo S E-Hybrid acelera como nunca

Versatilidade e alto desempenho são qualidades frequentemente conflitantes. Em geral, uma destas características anula a outra ou, quando bem acertada pelo fabricante, pode haver alguma possibilidade de equilíbrio. Mas, no caso desta versão do Panamera, não pairam dúvidas de que este objetivo foi alcançado. Trata-se de um sedã com a tampa do porta-malas do tipo liftback (com vidro do vigia integrado) e aerofólio funcional. Porta-malas de 421 L de fato não é tão grande, apesar do estepe inflável de 20 pol., enquanto as rodas são de 21 pol. e belo desenho. Interior proporciona ótimo espaço para quatro ocupantes. E o sistema de som conta com 21 alto-falantes e nada menos de 1.455 watts.

Dimensões (mm): comprimento, 5.054; entre-eixos, 2.950; largura, 1.937 (2.165 com espelhos); altura, 1.423. Volume (L): tanque, 80. Massa: 2.365 kg. Híbrido pleno. Motor V-8 turbo, gasolina, 4 L: potência 599 cv; torque 81,6 kgf·m. Motor elétrico: 190 cv; torque 45,9 kgf·m; Potência combinada: 782 cv; Torque combinado, 102 kgf·m; Consumo (Inmetro km/L, cidade/estrada): 6,9/8,6. Alcance (Inmetro km, cidade/estrada): 552/688. Tração integral. Câmbio automatizado, oito marchas. Aceleração 0 a 100 km/h (s): 2,9.

Logo no primeiro contato o modelo da Porsche surpreende ao se selecionar o modo conforto. Lida bem com asfalto irregular e buracos. Além disso, evita raspar em desníveis típicos de lombadas e entradas/saídas de garagem. Basta acionar o sistema de levantamento da suspensão dianteira memorizável via GPS, que passa a atuar automaticamente. Contudo, não chega a superar todo tipo de desnível, em particular lombadas fora das especificações. Conta com auto-hold que aciona o freio de estacionamento no próprio pedal de freio e o libera ao voltar a acelerar.

No modo Sport muda completamente: as suspensões deixam-no mais próximos do solo e apesar de quase 2,5 t de massa as retomadas e acelerações colam as costas dos ocupantes nos encostos. Opcionais podem elevar o preço final em até R$ 90.000, custando os freios com discos de fibras cerâmicas por volta de R$ 60.000.

Preço: R$ 1.870.000

Fernando Calmon é jornalista especializado e colunista do Portal da Revista O Mecânico. Acesse: https://ift.tt/DNreS85

 

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AutoAju 2026 reunirá indústria automotiva e foca em tecnologia

propaganda da feira AutoAju 2026

Evento acontecerá no próximo mês de novembro em Aracaju e vai unir empresas e abordará inovação no setor automotivo

O Nordeste ficará bem agitado em breve. Aracaju (SE) receberá, em novembro, a primeira edição do AutoAju 2026, evento voltado à indústria e ao comércio automotivo. Com mais de 40 expositores confirmados e expectativa de atrair mais de 5 mil visitantes, a feira quer aproximar fabricantes, distribuidores, fornecedores e profissionais do segmento.

Realizado no Centro de Convenções AM Malls Sergipe, o encontro terá uma área de 5 mil metros quadrados dedicada à exposição de produtos, serviços e soluções para o mercado. Além disso, a programação contará com 12 palestrantes e abordará temas como eletrificação, inteligência artificial, conectividade e mobilidade sustentável.

A iniciativa busca acompanhar as transformações tecnológicas da indústria automotiva e criar oportunidades de relacionamento comercial entre empresas de diferentes áreas. Para o setor de manutenção, a presença de fornecedores de autopeças, ferramentas, equipamentos e soluções digitais coloca em pauta tecnologias que podem fazer parte da rotina das oficinas.

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Espaço dedicado à inovação automotiva

Um dos destaques da programação será a Arena Inovação, ambiente destinado a palestras, seminários e debates sobre os caminhos da mobilidade. Entre os assuntos previstos estão combustíveis limpos, inteligência veicular e sustentabilidade. Segundo os organizadores, os temas estão relacionados às mudanças nos sistemas de propulsão e às novas tecnologias aplicadas aos veículos.

Inclusive, o evento abrirá espaço para softwares de gestão, tecnologias conectadas e soluções de mecatrônica. Dessa forma, a feira pretende reunir diferentes áreas do mercado automotivo, desde a oferta de componentes e equipamentos até ferramentas digitais utilizadas na gestão de negócios e na prestação de serviços especializados.

A proposta é permitir que empresas e profissionais conheçam soluções disponíveis no mercado e troquem experiências sobre as mudanças que afetam a indústria e o comércio automotivo.

Feira busca ampliar negócios no Nordeste

Além da apresentação de produtos e tecnologias, o AutoAju 2026 terá foco na aproximação entre fornecedores e compradores. A organização prevê a participação de missões empresariais e caravanas de diferentes regiões do país. A iniciativa visa fortalecer Sergipe como ponto de encontro para empresas e profissionais do setor automotivo. A expectativa é que a circulação de expositores, empresários e visitantes contribua para movimentar a economia local durante os dias de realização da feira.

Ao reunir empresas de autopeças, distribuição, ferramentas, equipamentos e serviços, o encontro busca aproximar diferentes elos da cadeia automotiva. O AutoAju 2026 será realizado nos dias 19 e 20 de novembro, das 15h às 21h. No sábado, dia 21, das 14h às 20h, no Centro de Convenções AM Malls Sergipe, em Aracaju.

Mais informações sobre a programação e as formas de participação estão disponíveis no site www.autoaju.com.br e no perfil oficial do evento no Instagram: @autoaju.

 

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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Sistema de ignição de carros usados exige atenção especial

Kit de velas especiais da Niterra

Velas, cabos e bobinas precisam de inspeção periódica para evitar falhas no motor, muita poluição e outros problemas

Com a idade média da frota brasileira acima de dez anos, a manutenção preventiva ganha importância para evitar problemas mecânicos e gastos inesperados. Entre os componentes que merecem atenção estão as velas, os cabos e as bobinas de ignição, peças que sofrem desgaste durante o funcionamento do veículo.

A NGK alerta que a falta de manutenção desses componentes compromete o funcionamento do motor, eleva o consumo de combustível e aumenta a emissão de poluentes. Além disso, pequenas falhas podem passar despercebidas pelo motorista, dificultando a identificação do problema.

Por isso, a recomendação é seguir o plano de manutenção indicado pela montadora e realizar inspeções periódicas, considerando tanto a quilometragem percorrida quanto o tempo de uso do automóvel.

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Velas desgastadas sobrecarregam outros componentes

As velas de ignição estão entre os primeiros itens que merecem atenção. Durante o funcionamento normal do motor, os eletrodos sofrem desgaste, ficam arredondados e apresentam aumento da folga entre eles. Dessa forma, é necessária uma tensão elétrica maior para produzir a centelha responsável pela combustão.

Quando a substituição não ocorre no momento adequado, o esforço adicional afeta outros componentes do sistema, principalmente as bobinas de ignição, que passam a trabalhar sob tensões mais elevadas.

Ademais, falhas de ignição nem sempre são perceptíveis ao motorista. Pequenas irregularidades podem prejudicar o consumo de combustível e elevar as emissões de poluentes. Em veículos mais novos, que contam com maior monitoramento dos sistemas de injeção e ignição, o problema pode provocar o acendimento da luz de injeção no painel.

Outro ponto importante envolve as velas com eletrodos de platina e irídio, utilizadas em automóveis mais modernos. Nesses casos, a troca deve respeitar os intervalos estabelecidos pela montadora no manual do proprietário.

Cabos e bobinas também precisam de inspeção

Os cabos de ignição conduzem a corrente elétrica da bobina até as velas e precisam suportar tensões que podem se aproximar de 20 mil volts. Para isso, são fabricados com materiais que oferecem elevada capacidade de isolamento elétrico.

Entretanto, o calor do motor contribui para a oxidação e o ressecamento das borrachas. Segundo a NGK, a substituição dos cabos deve ocorrer a cada 60 mil quilômetros ou três anos. Mesmo quando o veículo roda pouco, é importante verificar as condições das peças e trocá-las se houver necessidade.

Com o envelhecimento, a perda de isolamento pode provocar falhas no funcionamento do motor e aumento do consumo. A fuga de corrente elétrica, também conhecida como flash over, pode comprometer as velas e as bobinas.

Já as bobinas de ignição não possuem um intervalo de troca definido pelas montadoras. Sua durabilidade depende, entre outros fatores, das condições das velas: quanto maior o desgaste dos eletrodos, maior a tensão exigida para gerar a centelha e, consequentemente, o esforço imposto à bobina.

De acordo com Hiromori Mori, consultor de assistência técnica da Niterra, a manutenção preventiva ajuda a evitar falhas, reduzir custos, prolongar a vida útil dos componentes mecânicos e contribuir para a segurança dos ocupantes.

Por fim, manter o histórico de revisões e respeitar as recomendações do fabricante também pode favorecer o valor de revenda do automóvel, já que veículos com manutenção documentada tendem a ser mais valorizados na hora da negociação.

 

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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Medição de retorno em Injetores Common Rail      

Medição de retorno em Injetores Common Rail      Especialista Automotivo: Medição de retorno em Injetores Common Rail                                                            

Com o crescimento da frota Diesel, diversas oficinas estão recebendo veículos da linha leve com sistemas Common Rail.

Por Diego Riquero Tournier

Dentro dos componentes do sistema, destacamos os injetores como os elementos mais críticos por sua caraterística funcional, a qual requer uma alta precisão no controle do combustível a ser injetado, assim como, as altas exigências em termos de resistência mecânica que devem suportar por estarem instalados dentro da câmara de combustão em um ambiente de altas pressões e temperaturas elevadíssimas.

Por se tratar de componentes de alta precisão, os injetores Common Rail contam com procedimentos específicos no momento de serem diagnosticados.

TESTES COM SCANNER

Como parte de um procedimento de diagnóstico de um sistema eletrônico, a utilização de um scanner para a leitura de possíveis falhas registradas na memória de ECU, assim como, a leitura dos parâmetros funcionais, fazem parte de um “ritual” necessário para chegar a uma conclusão assertiva na hora da identificação de um desvio funcional.

Na figura 1, podemos ver os parâmetros de funcionamento de um motor Diesel 4 cilindros equipado com sistema common rail.

Como podemos apreciar a partir da análise desses parâmetros, a Unidade de Controle Eletrônico de Motor (ECU) regula individualmente a quantidade de combustível injetado para cada cilindro.

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Esta caraterística informada pelo scanner (quantidade de combustível injetado em mg), muitas vezes confunde o técnico na hora de fazer um diagnóstico; já que a mesma não representa uma medição direta. Trata-se de um valor calculado pela ECU.

Desta forma, não podemos afirmar com base na leitura dos valores da tela do scanner, que os parâmetros visualizados representam de forma inequívoca a quantidade de Diesel injetado em cada cilindro.

Devemos lembrar que para o funcionamento de um injetor common rail, é necessário que 3 tipos de fenômenos interajam de forma coordenada. Estamos falando de ações mecânicas, elétricas e hidráulicas e, como vocês já devem ter percebido, a ECU não controla todos esses 3 fenômenos: apenas controla a ativação da bobina do injetor a partir de pulsos de ativação.

Desta maneira, a informação apresentada na tela de um scanner representa somente uma estimativa da quantidade real de injeção, partindo sempre da premissa que a mecânica e a hidráulica estão em perfeitas condições operacionais – coisa que nem sempre acontece.

Por este motivo, além das leituras com scanner, devemos realizar outras medições para obter um diagnóstico conclusivo do estado operacional de um injetor de Common Rail.

Na figura 2, vemos os principais componentes e circuitos de um injetor Common Rail.

Por um lado, na cor verde mais escura, está representado o circuito de combustível de alta pressão, o qual ingressa no injetor na entrada (1) proveniente do rail de injeção.

Essa pressão do rail é variável conforme a demanda de carga e estratégias de funcionamento do motor, oscilando entre 400 bar (marcha lenta) e 2.500 bar (plena carga), valores que variam muito entre montadoras, projetos de motor e gerações de sistemas de injeção.

Já com o combustível sob alta pressão dentro do injetor, a central eletrônica determina o tipo de sinal elétrico de ativação (3), enviando um pulso de elétrico para a bobina de injeção, desencadeando um movimento interno dos componentes mecânico os quais determinaram um desequilíbrio hidráulico responsável pelo deslocamento da agulha de injeção (4) e a consequente injeção do diesel (5) na câmara de combustão.

Como parte do princípio de funcionamento de um injetor diesel, este deve contar com um circuito interno de retorno (representado na figura 2 na cor verde clara), promovendo, assim, um alívio de pressões internas que permitam a realização das injeções subsequentes.

No caso do exemplo da figura 2, a saída do combustível para o circuito de retorno está representada pela conexão hidráulica (2).

Desta forma, devemos levar em consideração que todos os injetores Common Rail possuem um volume de retorno como parte essencial do próprio funcionamento, mas o importante, em se tratando de diagnóstico, passa a ser a medição dessa quantidade de retorno.

Para os efeitos do diagnóstico de um injetor montado no veículo, vamos nos concentrar na medição do volume de retorno.

RETORNO DE DIESEL: CIRCUITO E MEDIÇÃO DIRETA

A medição do volume de retorno representa uma prova conclusiva (medição direta do componente), a qual funciona como um indicador da condição hidráulica dos injetores. Devemos levar em consideração que qualquer tipo de desgaste dos componentes internos resulta em fugas internas de combustível, as quais, inexoravelmente, vão ter que sair por algum lugar. E esse lugar é o circuito de retorno.

Na figura 3, vemos a instalação de um dispositivo de medição de volume de retorno o qual utiliza provetas de medição (1), e conexões hidráulicas com adaptadores para conectar diretamente na saída de retorno de cada um dos injetores do veículo.

Desta maneira, duas medições importantes passam a ser realizadas a partir deste dispositivo.

– Volume de retorno

– Equilíbrio de retorno entre injetores.

Na figura 4, vemos um exemplo de uma medição de volume de retorno a qual deve ser realizada com o motor em temperatura normal e na marcha lenta.

Por tratar-se de uma medição de volume de um fluido, ela deve ser executada em uma determinada unidade de tempo. Exemplo: volume em mililitros (ml) em 60 segundos.

Neste sentido (quantidade e retorno), não existe uma informação para a qual seja possível atribuir um valor genérico, já que o valor varia enormemente em função dos motores e tipos de injetores.

Desta forma, o diagnóstico prático estará baseado nas referências obtidas em injetores em boa condição operacional e a comparação entre eles (entre cilindros).

Na figura 4, vemos o resultado de uma medição de retorno de injetores com um claro desequilíbrio entre eles. Neste caso, não importa muito o volume obtido em determinado tempo de funcionamento: o importante passa ser a diferença operacional, a qual deixa em evidência diferenças que superam amplamente 10% ou 15% entre o menor e maior valor de medição que seria o considerado normal para o diagnóstico do comportamento hidráulico do injetor.

Na figura 5, podemos ver o resultado de uma medição realizada em um período de tempo menor (aproximadamente 30 segundos), com um resultado de volume de retorno baixo e mais equilibrado.

Um volume de retorno baixo já mostra que a condição interna dos injetores está em situação operacional normal. E por se tratar de um volume pequeno, podemos ter algumas diferenças entre as quantidades, mas sempre apresentando volumes moderados de retorno. Assim, a mencionada condição é considerada como normal em termos de volume de retorno.

Importante: Para casos de medições de volume de retorno em injetores piezo elétricos, é necessário utilizar dispositivos adicionais que permitam manter uma pressão residual no circuito de retorno (geralmente valores próximos aos 10 bar), para evitar possíveis danos aos componentes internos do injetor.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A medição da condição de retorno dos injetores em sistemas Common Rail é um método muito eficiente de diagnóstico do estado operacional do mesmo, já que passa a ser possível realizar uma comparação objetiva entre os dados que estão sendo fornecidos por um scanner (valores calculados pela ECU), contrastando estas informações com uma medição física e em tempo real do comportamento hidráulico de cada um dos injetores.

Dessa maneira, muitas vezes será possível constatar que determinados valores de desvio dos parâmetros da quantidade de injeção, apresentados pelo scanner para um determinado injetor, nem sempre corresponderão com a medição real realizada a partir do volume físico de retorno.

O desequilíbrio geralmente estará presente, mas a variação da quantidade de injeção apontada pelo scanner nem sempre vai corresponder com o desvio do volume de retorno presente fisicamente nos injetores.

Por este motivo, sempre reforçamos que a lógica do diagnóstico deve estar baseada na comparação de informações entre as medições eletrônicas (scanner), medições diretas de componentes (exemplo da medição do volume retorno) e os dados técnicos do veículo/sistema (informações técnicas).

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Castrol anuncia novos lubrificantes para o mercado brasileiro

Novos lubrificantes Magnatec da Castrol

Lubrificantes ampliam as aplicações da linha para diferentes montadoras e prometem redução de desgaste e economia de combustível

A Castrol amplia seu portfólio de lubrificantes no Brasil com três novos produtos da linha MAGNATEC: 0W-30 C2, 5W-30 DX e SUV 5W-30. As novidades atendem a diferentes especificações técnicas e aplicações de motores, incluindo veículos de marcas como Fiat, Jeep, Chevrolet, Ford, Hyundai, Toyota e Mercedes-Benz.

Os novos óleos já estão disponíveis e foram desenvolvidos para acompanhar as exigências dos motores modernos. Além da proteção contra o desgaste, os produtos têm projeções de economia de combustível que variam conforme a formulação e a aplicação. Inclusive, a fabricante destaca que a escolha do lubrificante deve considerar não apenas a viscosidade, mas também as normas exigidas pela montadora para cada modelo, versão e motorização.

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Conheça as especificações dos novos lubrificantes

O Castrol MAGNATEC 0W-30 C2 atende à classificação ACEA C2 e conta com aprovações PSA B71 2302 e PSA B71 2312, além dos requisitos Fiat 9.55535-DS1/GS1. O produto amplia as opções para aplicações em veículos de marcas do grupo Stellantis, como Fiat, Jeep, Citroën, Peugeot e Ram. Segundo a Castrol, o lubrificante tem potencial para proporcionar até 4,5% de economia de combustível, conforme o teste M111FE, que utiliza como referência um óleo SAE 20W-50.

Já o MAGNATEC 5W-30 DX atende às especificações API SP, ILSAC GF-6A e GM dexos1 Gen 3, além dos requisitos Ford WSS-M2C946-A, WSS-M2C946-B1 e WSS-M2C961-A1. Entre as aplicações citadas pela empresa estão veículos Chevrolet, Ford, Jeep, Hyundai, Kia e Toyota, incluindo modelos como Onix e Tracker, desde que respeitadas as recomendações de cada versão. Aliás, a empresa contou que a economia de combustível proporcionada por esse lubrificante é de até 4%, se baseando no teste M111FE em comparação com óleo SAE 20W-50.

Índice de desgaste dos lubrificantes Magnatec da Castrol

A terceira novidade é o MAGNATEC SUV 5W-30, desenvolvido para aplicações em SUVs e veículos de diferentes fabricantes. O produto atende às especificações ACEA C2/C3 e API SP, além do requisito Fiat 9.55535-S1. A economia de combustível projetada é de até 3%. Essa especificação é indicada para modelos de marcas como Chery, Chevrolet, Fiat, Kia, Mercedes-Benz, Mitsubishi, Nissan, Toyota e outras.

Tecnologia busca reduzir desgaste desde a partida

Além das especificações, a linha MAGNATEC utiliza uma tecnologia que adere às superfícies metálicas do motor para oferecer proteção desde a partida. A empresa estima que cerca de 75% do desgaste do motor ocorre nesse momento, quando o óleo ainda não circulou completamente pelo sistema. Entre os componentes que recebem proteção estão pistões, rolamentos, comando de válvulas, correias e camisas de cilindro.

Por fim, os três produtos já podem ser encontrados em unidades da rede Castrol Auto Service, motopeças, oficinas especializadas e concessionárias autorizadas. Para identificar o óleo adequado, o proprietário deve consultar o manual do veículo ou utilizar o Buscador Inteligente da Castrol. Este sistema permite pesquisar a recomendação a partir da placa. A troca deve seguir as orientações do fabricante, incluindo os procedimentos corretos de manuseio e descarte do lubrificante usado.

 

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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Delphi lança peças de direção e suspensão para carros premium

componentes de suspensão e direção da Delphi

195 novos códigos atendem modelos da Porsche, Audi, BMW, Mercedes-Benz, Land Rover, Jaguar e Volvo; peças já estão disponíveis no mercado

A Delphi ampliou seu catálogo de peças de reposição no Brasil com o lançamento de 195 novos códigos de componentes de direção e suspensão voltados a veículos premium. A novidade contempla modelos de marcas como Porsche, Audi, BMW, Mercedes-Benz, Land Rover, Jaguar e Volvo, e os produtos já estão disponíveis por meio de distribuidores autorizados. A expansão atende a diferentes necessidades de manutenção dos veículos, incluindo componentes que sofrem desgaste ao longo do uso.

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Novos códigos atendem diferentes sistemas de direção e suspensão

O lançamento reúne braços de controle, bieletas, braços de suspensão, buchas, pivôs e barras de direção. Entre as aplicações citadas pela empresa estão Porsche Cayenne e Macan, Audi Q5 e Q7, BMW Série 1 e Série 3, Mercedes-Benz Classe C e Classe E. Além disso, atendem também Land Rover Discovery e Range Rover Sport, Jaguar XF e Volvo S60, entre outros modelos.

A ampliação do catálogo acompanha a demanda por peças de reposição para uma frota diversificada, que inclui veículos de diferentes marcas, gerações e faixas de idade. Segundo levantamento do Sindipeças, o Brasil encerrou 2025 com cerca de 46,1 milhões de automóveis e comerciais leves em circulação. Desse total, 39,5 milhões eram automóveis, com idade média de 11 anos e cinco meses.

De acordo com David Angelo, gerente de marketing para aftermarket da PHINIA América do Sul, a ampliação busca aumentar a cobertura da marca no mercado brasileiro e faz parte da estratégia de diversificação do portfólio da Delphi na região.

Componentes passam por testes de resistência e durabilidade

Além da ampliação das aplicações, a Delphi destaca a experiência da marca no desenvolvimento de componentes com especificações de equipamento original (OEM). Segundo a empresa, os produtos de direção e suspensão passam por processos de validação voltados à avaliação de resistência, durabilidade e desempenho em diferentes condições de operação.

Entre os procedimentos informados estão testes em temperaturas de -40°C a 60°C, exposição à névoa salina por até 720 horas para verificar a resistência à corrosão e ensaios de durabilidade mecânica que chegam a 250 mil ciclos em três eixos. Por fim, a fabricante também informa que os itens são desenvolvidos e produzidos em países como Inglaterra, Polônia e Turquia.

 

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Enfrentar alagamentos pode trazer danos silenciosos aos carros

carros parados em avenida durante temporal

Água pode comprometer o óleo do motor, contaminar fluidos e provocar falhas mecânicas que só aparecem depois

Enfrentar uma rua alagada pode trazer consequências para o veículo que vão além de problemas elétricos. Mesmo quando o motor continua funcionando após a travessia, a entrada de água pode comprometer a lubrificação, afetar a injeção eletrônica e provocar danos internos que nem sempre são percebidos imediatamente.

Segundo Arley Silva, gerente de engenharia e sucesso do cliente da Promax Bardahl, a contaminação de diferentes sistemas pode evoluir de forma silenciosa. Por isso, a avaliação mecânica após um alagamento é importante para identificar possíveis falhas antes que elas provoquem prejuízos maiores.

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Água no óleo pode comprometer a lubrificação do motor

Um dos principais riscos está no sistema de lubrificação. Quando a água entra no motor e se mistura ao óleo, mesmo em pequenas quantidades, pode comprometer o filme lubrificante que por reduz o atrito entre as peças metálicas. Com a perda dessa proteção, aumenta-se o risco de desgaste prematuro dos componentes internos. Em situações mais graves, o problema pode evoluir para o travamento do motor.

Além disso, a entrada de água na câmara de combustão pode provocar o calço hidráulico. Como o líquido não é compressível como a mistura de ar e combustível, sua presença dentro do cilindro causa danos severos durante o funcionamento do motor. Entre as consequências estão o empenamento de bielas e a quebra de componentes internos. Ou seja, a ausência de falhas aparentes logo após a travessia não garante que o conjunto mecânico esteja preservado.

Inclusive, os sistemas de admissão de ar e a injeção eletrônica também merecem atenção. Caso a água seja aspirada pelo motor, sensores e atuadores podem apresentar falhas, prejudicando o funcionamento e o desempenho do veículo.

Melhor ter cuidado

Os efeitos de um alagamento não se restringem ao motor. Dependendo da altura atingida pela água, o câmbio e os rolamentos também podem ser afetados, principalmente quando há contaminação dos fluidos utilizados nesses sistemas.

Nessas condições, os lubrificantes perdem eficiência, reduzindo a proteção das engrenagens e de outros componentes internos. Ao mesmo tempo, a presença de água favorece processos de corrosão e isso resulta em ruídos e falhas mecânicas ao longo do tempo.

Diante desses riscos, a recomendação é procurar uma oficina de confiança após enfrentar uma área inundada. A avaliação deve incluir a possível contaminação do óleo do motor, as condições dos fluidos da transmissão e do sistema de freios, a integridade da admissão de ar e o funcionamento de sensores e módulos eletrônicos.

A orientação também vale quando o veículo aparentemente não apresenta alterações. Afinal, alguns danos podem se manifestar somente dias ou semanas depois da exposição à água. Em períodos de chuvas intensas, a medida mais segura é evitar vias alagadas sempre que possível. Por fim, caso o carro já tenha enfrentado uma área inundada, uma inspeção preventiva ajuda a identificar problemas e a reduzir o risco de danos progressivos.

 

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