segunda-feira, 1 de junho de 2026

Mahle amplia P&D com novo centro para compressores no Brasil

Unidade de Jundiaí recebe laboratório de testes para compressores de ar-condicionado e reforça estratégia global de inovação da Mahle

A Mahle inaugurou um novo centro de competências para desenvolvimento e testes de compressores mecânicos de ar-condicionado em seu Centro de Tecnologia de Jundiaí (SP). O investimento fortalece a atuação global da empresa em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e amplia a capacidade de inovação da companhia na América do Sul.

As novas instalações contam com laboratórios e bancadas de testes dedicadas à validação de compressores utilizados em veículos leves e comerciais. Os equipamentos permitem a realização de ensaios de desempenho, durabilidade e confiabilidade para novas aplicações automotivas.

Centro amplia capacidade de desenvolvimento

Considerado o coração do sistema de ar-condicionado automotivo, o compressor é responsável por comprimir o fluido refrigerante e garantir o resfriamento da cabine do veículo.

Com a nova estrutura, a Mahle passa a desenvolver e validar localmente projetos voltados aos mercados da América do Sul, América do Norte, Europa e Ásia. O centro também atuará na pesquisa de novos materiais e tecnologias para sistemas de climatização automotiva.

Para apoiar a expansão das atividades, a empresa contratou e treinou mais de 20 profissionais nas áreas de engenharia e suporte técnico. Segundo Everton Lopes, Head do Centro de Tecnologia da Mahle na América do Sul, a iniciativa representa mais uma etapa na evolução da unidade brasileira. “A ampliação das capacidades de desenvolvimento e testes para compressores mecânicos de ar-condicionado reforça nosso compromisso em apoiar os clientes com tecnologias essenciais para a mobilidade do futuro”, afirma.

Centro de Tecnologia

Fundado em 2008, o Centro de Tecnologia da Mahle em Jundiaí reúne cerca de 220 profissionais especializados em áreas como engenharia de produto, materiais, termodinâmica, química e análise estrutural.

A unidade é considerada um dos principais polos de desenvolvimento de mobilidade da América do Sul e atua em projetos relacionados a motores de combustão interna, combustíveis sustentáveis e tecnologias para maior eficiência energética.

Além dos testes de motores, o centro realiza validações de componentes automotivos em condições extremas de operação. Entre os ensaios realizados estão análises de vibração, resistência térmica, corrosão, eficiência de filtragem, separação de água e durabilidade.

A digitalização também faz parte da estratégia da unidade, que utiliza ferramentas de simulação virtual para acelerar o desenvolvimento de tecnologias mais eficientes e sustentáveis para a indústria automotiva.

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Randoncorp e Frasle Mobility atingem metas ESG em 2025

Empresas avançam em sustentabilidade, liderança feminina e gestão ambiental com metas cumpridas na Ambição ESG

A Randoncorp e a Frasle Mobility alcançaram três importantes compromissos da sua Ambição ESG em 2025. As empresas zeraram a destinação de resíduos para aterros industriais, passaram a reutilizar 100% dos efluentes tratados das operações fabris e dobraram a participação de mulheres em cargos de liderança.

Os resultados foram divulgados nos Relatórios de Sustentabilidade publicados pelas companhias e reforçam a integração das práticas ambientais, sociais e de governança à estratégia dos negócios.

Metas ambientais são alcançadas

Entre os principais avanços ambientais está a eliminação da disposição de resíduos em aterros industriais e a reutilização total dos efluentes tratados nas unidades produtivas.

Para atingir esses objetivos, a Randoncorp e a Frasle Mobility investiram R$ 38,6 milhões em projetos ambientais ao longo de 2025. Os recursos foram direcionados principalmente para a modernização das Estações de Tratamento de Efluentes (ETEs) em unidades localizadas em Caxias do Sul (RS), Joinville (SC) e Sorocaba (SP).

Outro destaque foi a entrada em operação de uma nova subestação de energia da Fremax, em Joinville. A iniciativa eliminou a necessidade de geradores movidos a combustível, evitando a emissão de cerca de 2,4 mil toneladas de CO₂ por ano.

Economia circular ganha força

As empresas também ampliaram projetos voltados à economia circular. Entre eles está o programa Ecoareia, desenvolvido pela Castertech em Caxias do Sul, que promove o reaproveitamento de resíduos gerados nos processos de fundição.

As práticas sustentáveis também foram implementadas em novas operações da companhia, incluindo unidades inauguradas recentemente em Mogi Guaçu (SP) e Schroeder (SC).

Além disso, a Randoncorp e a Frasle Mobility continuam investindo em iniciativas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, com destaque para a implantação da Caldeira Verde na maior fábrica de materiais de fricção da Frasle Mobility, em Caxias do Sul.

Liderança feminina dobra em cinco anos

No pilar social, as empresas alcançaram a meta de dobrar a participação feminina em posições de liderança no Brasil. O índice passou de 11% em 2020 para 22% em 2025.

O resultado é fruto de ações de capacitação, desenvolvimento e inclusão, além de programas específicos voltados ao fortalecimento da liderança feminina. Entre eles está a Jornada Delas, iniciativa que reúne mentorias e treinamentos para ampliar o protagonismo das mulheres na gestão.

Segundo Marcos Baptistucci, Chief People and Culture Officer (CPCO) da Randoncorp e coordenador do Comitê ESG, os avanços refletem uma estratégia estruturada e alinhada aos objetivos do negócio.

Inovação impulsiona sustentabilidade

A sustentabilidade também está ligada à estratégia de inovação das empresas. Em 2025, os investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento ultrapassaram R$ 200 milhões.

Parte desse avanço está relacionada ao Programa Brain, iniciativa que amplia o uso de inteligência artificial para aumentar a eficiência operacional, melhorar processos produtivos e apoiar a tomada de decisões em um ambiente digital seguro.

Novas metas para os próximos anos

Com os resultados alcançados, a Randoncorp e a Frasle Mobility preparam uma nova fase da Ambição ESG. Entre as prioridades para os próximos anos estão a redução contínua das emissões de gases de efeito estufa, a eliminação de acidentes graves e a ampliação da receita proveniente de novos produtos.

Segundo Daniel Randon, presidente e CEO da Randoncorp e presidente da Frasle Mobility, a sustentabilidade seguirá como um dos pilares estratégicos das empresas. “O objetivo é continuar avançando nessa jornada, fortalecendo uma mobilidade mais inovadora, ética e sustentável, alinhada às necessidades das pessoas, dos negócios e do planeta”, afirma.

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ZF celebra 30 anos do Projeto Pescar

Iniciativa da ZF já capacitou cerca de 400 jovens e fortalece a qualificação profissional para a indústria automotiva

A ZF comemora 30 anos de parceria com o Projeto Pescar, iniciativa voltada à capacitação profissional de jovens em situação de vulnerabilidade social. Desenvolvido na unidade de Sorocaba (SP), o programa já beneficiou aproximadamente 400 participantes e se tornou uma importante ferramenta para a formação de mão de obra qualificada para a indústria.

Ao longo das últimas três décadas, mais de 100 jovens seguiram carreira na própria ZF após concluírem o programa, assumindo posições como aprendizes, estagiários e colaboradores efetivos.

Formação técnica e desenvolvimento comportamental

O Projeto Pescar oferece uma jornada de cerca de 11 meses dentro do ambiente corporativo da ZF. Durante esse período, os participantes têm contato direto com profissionais de diferentes áreas da empresa e acompanham a rotina da indústria na prática.

Além da vivência corporativa, os jovens participam de ações internas e eventos promovidos pela companhia, ampliando o conhecimento sobre cultura organizacional, trabalho em equipe e responsabilidade profissional.

A formação inclui ainda o curso de Iniciação à Mecânica Industrial Básica, que combina conteúdo técnico e atividades práticas no ambiente fabril. O objetivo é desenvolver competências valorizadas pelo mercado, como comunicação, postura profissional, resolução de conflitos e preparação para processos seletivos.

Inserção no mercado de trabalho

Após a conclusão do programa, a ZF continua acompanhando os participantes e oferece oportunidades para ingresso na empresa. O processo contribui para a inserção profissional de jovens que, muitas vezes, conquistam o primeiro emprego formal por meio da iniciativa.

Segundo Ana Carolina Gonçalves, vice-presidente de Recursos Humanos da ZF América do Sul, o projeto representa um investimento de longo prazo em educação e transformação social.

“O Projeto Pescar faz parte da nossa história. Acompanhamos a evolução desses jovens e vemos como a capacitação amplia oportunidades reais de carreira. Preparar pessoas para o trabalho e para a vida gera impacto positivo nas comunidades onde atuamos”, afirma.

Voluntariado fortalece a iniciativa

O programa também conta com a participação de colaboradores voluntários da ZF, que atuam como mentores e instrutores ao longo da formação.

Para Janine Benetti, coordenadora de Qualificação e Acompanhamento do Núcleo São Paulo do Projeto Pescar, a experiência vai além da capacitação técnica.

“Os participantes passam a enxergar novas possibilidades para o futuro. O contato com o ambiente industrial e o desenvolvimento de competências humanas ampliam horizontes e fortalecem a construção de uma carreira com autonomia e propósito”, destaca.

Indústria demanda profissionais qualificados

A crescente necessidade de profissionais com formação técnica e habilidades comportamentais reforça a importância de iniciativas como o Projeto Pescar. Programas estruturados de qualificação ajudam a aproximar jovens do mercado de trabalho e contribuem para reduzir os desafios de empregabilidade no setor industrial.

De acordo com Carlos Delich, presidente da ZF América do Sul, a parceria representa os valores da companhia.

“O Projeto Pescar traduz nossa visão como empresa. Temos orgulho de celebrar 30 anos dessa parceria e contribuir para a transformação social e para o desenvolvimento da indústria regional”, afirma.

Projeto Pescar completa 50 anos

Mantido pela Fundação Projeto Pescar, criada em 1995, o programa completa 50 anos em 2025. Atualmente, está presente em 12 estados e 40 cidades brasileiras, com 67 unidades ativas.

Desde sua criação, mais de 40 mil jovens já participaram das ações de formação socioprofissionalizante promovidas pela entidade em parceria com empresas e organizações de todo o país.

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sexta-feira, 29 de maio de 2026

Duplicadores de vagas ganham espaço em oficinas mecânicas

Tecnologia otimiza pátios, amplia vagas e melhora a operação de oficinas

Os duplicadores de vagas vêm ganhando espaço em oficinas mecânicas e centros automotivos no Brasil. A tecnologia permite estacionar dois veículos no espaço de uma única vaga, melhorando a organização do pátio e aumentando a eficiência operacional.

A solução tem sido adotada principalmente em períodos de alta demanda, quando o fluxo de veículos cresce e o espaço disponível se torna um desafio. Além de otimizar áreas reduzidas, o sistema facilita a circulação de profissionais e melhora o controle dos carros armazenados.

O uso dos duplicadores também avança no setor imobiliário e em projetos urbanos. A tecnologia surgiu na Europa e no Japão nos anos 1980 como alternativa para ampliar a capacidade de estacionamentos sem aumentar a área construída.

No Brasil, o segmento passou por adaptações para atender às características locais, como vagas fora do padrão, pé-direito irregular e diferentes tipos de veículos.

Segundo Flavio Fornasier, CEO da Emaster Elevadores Automotivos, a evolução do mercado exigiu soluções nacionais mais flexíveis. De acordo com o executivo, as diferenças estruturais brasileiras impulsionaram o desenvolvimento de projetos adaptados à realidade local.

O aumento do valor do metro quadrado nas grandes cidades também impulsiona a procura pelos duplicadores. A solução reduz custos ao evitar obras mais complexas, como ampliação de garagens e construção de novos pavimentos.

Além disso, construtoras passaram a utilizar o equipamento para atender exigências legais relacionadas ao número mínimo de vagas em empreendimentos residenciais.

A tecnologia deixou de ser vista apenas como solução emergencial e passou a integrar projetos arquitetônicos desde a fase inicial. Isso permite melhor planejamento estrutural e redução de custos futuros.

Outro segmento em crescimento é o de colecionadores de veículos. Nesse caso, os duplicadores são usados para organizar garagens planejadas e ampliar a capacidade de armazenamento com mais segurança.

Apesar das vantagens, a instalação exige alguns critérios técnicos. O pé-direito recomendado parte de 3 metros, podendo superar 3,4 metros em projetos voltados para SUVs. Também é necessário piso nivelado, emissão de ART e manutenção periódica para garantir segurança e durabilidade do equipamento.

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SENAI Cimatec recebe GWM Ora 03 para pesquisas no Brasil

Modelo elétrico da GWM será usado em projetos de eletromobilidade, conectividade e capacitação técnica no SENAI CIMATEC, em Salvador

A GWM Brasil anunciou a doação de um ORA 03 ao SENAI CIMATEC, em Salvador (BA). O hatch 100% elétrico será utilizado em atividades de ensino, pesquisa e desenvolvimento voltadas à eletromobilidade.

O veículo passa a integrar os laboratórios da instituição, considerada um dos principais centros de educação, ciência e inovação do país. A proposta é ampliar os estudos sobre eletrificação veicular, conectividade e sistemas embarcados.

Com o modelo, alunos e pesquisadores terão acesso prático às tecnologias mais recentes da indústria automotiva. A iniciativa também fortalece a formação de profissionais especializados em mobilidade sustentável.

Essa é a segunda doação de um carro elétrico feita pela GWM a unidades do SENAI. Em março de 2025, a marca entregou outro ORA 03 ao SENAI Espírito Santo, utilizado em cursos técnicos e projetos ligados à engenharia automotiva e sistemas de alta tensão.

Segundo Ricardo Bastos, diretor de Assuntos Institucionais da GWM Brasil, a parceria reforça o compromisso da marca com inovação e capacitação profissional no setor automotivo.

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ZF amplia linha para eixos MT-L de pás carregadeiras

Nova linha da ZF Aftermarket atende máquinas de construção e mineração com foco em durabilidade e alta performance

A ZF Aftermarket ampliou seu portfólio de componentes para eixos MT-L utilizados em pás carregadeiras. A novidade reforça a atuação da marca no mercado de reposição para equipamentos de construção, mineração e movimentação de materiais.

A nova linha reúne componentes desenvolvidos para operações severas e aplicações de alta demanda operacional. Entre os itens disponíveis estão anéis, rolamentos, lamelas, retentores, parafusos, flanges e outros componentes críticos para o funcionamento dos eixos.

Segundo a empresa, os produtos foram projetados para oferecer maior durabilidade, confiabilidade e desempenho em operações intensivas, reduzindo paradas não programadas e aumentando a vida útil dos equipamentos.

Aplicações em grandes fabricantes

Os componentes atendem modelos de fabricantes globais como John Deere, Caterpillar, CNH Industrial e Hyundai.

De acordo com a ZF Aftermarket, a expansão da linha fortalece a estratégia da companhia de oferecer peças de reposição com padrão original para o segmento off-road.

A fabricante destaca ainda que os componentes foram desenvolvidos para suportar condições extremas de operação, fator essencial para frotas que trabalham sob carga elevada e ciclos contínuos, onde qualquer parada impacta diretamente a produtividade.

A relação completa de códigos e aplicações pode ser consultada no catálogo oficial da ZF Aftermarket.

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quinta-feira, 28 de maio de 2026

Cummins lança treinamento para motores a gás no Brasil

Programa da Cummins capacita rede técnica para aplicações com gás natural e biometano em motores de baixa emissão no mercado brasileiro

A Cummins Brasil iniciou um programa de treinamento voltado a motores movidos a gás natural e biometano em sua universidade técnica localizada na fábrica de Guarulhos (SP). A iniciativa acompanha o avanço das tecnologias de baixa emissão no setor automotivo e fortalece a capacitação da rede técnica da marca no país.

O treinamento é destinado à rede de distribuidores Cummins, oficinas autorizadas de montadoras parceiras (OEMs) e equipes internas da fábrica CBL. O objetivo é preparar profissionais para atuar com segurança e eficiência em aplicações movidas a gás natural e biometano.

Para viabilizar o projeto, a Cummins criou uma área exclusiva dedicada à tecnologia a gás dentro do centro de treinamento. A estrutura conta com cilindros de abastecimento, sensores e detectores de vazamento, seguindo todas as normas de segurança para atividades práticas de manutenção, operação e diagnóstico.

Inicialmente, o espaço foi desenvolvido para motores médios de até 7 litros, mas já está preparado para futuras aplicações com motores de até 15 litros nos segmentos on e off-highway. O motor B6.7N, movido a gás natural e biometano, já está em fase de testes no Brasil.

Segundo a Cummins, o uso de biometano pode reduzir em cerca de 71% as emissões quando comparado ao diesel fóssil. Já o gás natural apresenta redução próxima de 40%.

De acordo com Marcos Nigro Schiesari, gerente executivo de Suporte ao Cliente da Cummins Brasil, o treinamento acompanha a evolução do portfólio da empresa e reforça o compromisso com soluções energéticas mais sustentáveis.

Os cursos incluem desmontagem e montagem de motores, interpretação de falhas, uso de softwares de diagnóstico e análise de sensores e atuadores. Os conteúdos também foram adaptados às normas e às condições operacionais do mercado brasileiro.

A expectativa da Cummins é ampliar gradualmente o número de capacitações ao longo de 2026. Apenas na fábrica CBL, estão previstas cerca de 2.600 horas de treinamento relacionadas à tecnologia a gás. Entre os distribuidores da marca, a previsão é de aproximadamente 2.000 horas de capacitação no período.

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