quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Comissão aprova inspeção veicular periódica para carros com mais de cinco anos

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que prevê a criação de uma vistoria veicular periódica obrigatória para automóveis com mais de cinco anos de fabricação. A publicação do parecer ocorreu nesta semana, embora a votação tenha sido realizada no fim do ano legislativo, em dezembro de 2025.

Apesar do avanço, a proposta ainda está longe de entrar em vigor. O texto precisa ser analisado em dois turnos no plenário da Câmara e, se aprovado, seguirá para nova apreciação no Senado Federal, antes de eventual sanção presidencial.

A iniciativa encontra resistência de entidades representativas do setor automotivo e de consumidores. Um dos principais argumentos contrários é o perfil da frota brasileira, cuja idade média é de cerca de 11 anos. Embora a medida possa estimular a indústria de autopeças e contribuir para a renovação da frota, fatores como juros elevados, restrições econômicas e pressão de grupos organizados podem dificultar o avanço do projeto.

O que diz o projeto de lei

A proposta em análise é o PL 3507/2025, de autoria do deputado Fausto Pinato (PP-SP). O texto recebeu um substitutivo do relator, deputado Cezinha de Madureira (PSD-SP), que introduziu critérios baseados na idade da frota.

Pelo texto aprovado na comissão, veículos com mais de cinco anos de fabricação deverão passar por inspeções periódicas, com regras e intervalos a serem definidos posteriormente pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Hoje, a vistoria veicular no Brasil é exigida apenas em situações pontuais, como transferência de propriedade, mudança de município ou outras hipóteses específicas previstas na legislação.

Com a nova proposta a vistoria periódica se tornaria obrigatória para veículos com mais de cinco anos, a periodicidade e os critérios técnicos ficariam a cargo do Contran e incluiria itens de segurança, controle de emissões de poluentes e níveis de ruído, hoje verificados de forma esporádica em fiscalizações de rua.

Um dos pontos de debate é a aplicação de critérios ambientais a veículos mais antigos, que foram homologados sob regras de emissões e ruído menos rigorosas e, em muitos casos, circulam pouco.

Penalidades previstas

O substitutivo aprovado estabelece que circular sem a vistoria obrigatória ou com laudo reprovado configurará infração grave. A penalidade prevista é multa de R$ 195,23, acréscimo de cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e possibilidade de retenção do veículo até a regularização.

Próximos passos no Congresso

O projeto segue agora em caráter conclusivo para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara, onde será avaliado sob os aspectos jurídico e constitucional. Se aprovado sem alterações, o texto ainda precisará passar pelo Senado antes de seguir para sanção do Executivo.

Debate é antigo

A proposta retoma uma discussão recorrente no Congresso Nacional sobre a criação de um sistema nacional de inspeção veicular. Atualmente, as regras estão fragmentadas entre o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e resoluções do Contran, sem um modelo unificado e permanente para toda a frota.

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VW Delivery 11.180 lidera vendas globais da Volkswagen Caminhões e Ônibus

O VW Delivery 11.180 é o caminhão mais vendido da Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) em todo o mundo. O desempenho do modelo vai além do mercado brasileiro, com forte presença nas exportações para cerca de 30 países da América Latina, África e Oriente Médio.

No Brasil, principal mercado da marca, o Delivery 11.180 registrou mais de 6.500 unidades licenciadas em 2025, volume cerca de 10% superior ao de 2024. Com esse resultado, o modelo foi responsável por mais da metade das vendas de caminhões médios no país no último ano.

Entre os principais clientes está a VAMOS, que incorporou o Delivery 11.180 à sua frota para ampliar o portfólio de soluções oferecidas. Segundo a empresa, o modelo se destaca pela alta aceitação no mercado, liquidez e eficiência operacional, fatores que contribuem para a padronização da frota e para uma gestão mais previsível de custos e ativos.

No cenário brasileiro, o modelo acompanha a transformação da demanda por caminhões, marcada pelo crescimento dos segmentos médio e semipesado. Em 2025, o veículo ampliou em 20% sua participação no segmento de médios, superando 50% das vendas do mercado nacional, um avanço de nove pontos percentuais.

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Aplicativo online e sistema de codificação da Jurid facilitam a identificação de aplicações

Com uma ampla linha de pastilhas e sapatas de freio, a Jurid desenvolveu soluções para tornar mais simples e precisa a escolha da peça correta para cada veículo

A fabricante disponibiliza um aplicativo online gratuito para consulta de produtos, acessível em desktop, Android e iOS. A ferramenta reúne informações atualizadas e permite a pesquisa por diferentes critérios. Para reforçar essa assertividade, a Jurid adotou um sistema de codificação pensado especialmente para os profissionais do mercado de reposição.

Os códigos dos produtos começam com a sigla HQJ (High Quality Jurid). As pastilhas de freio são identificadas por três letras e quatro números, enquanto as sapatas utilizam três letras e três números. No caso das pastilhas, as letras finais indicam características específicas: a letra A identifica pastilhas com alarme de desgaste; PA indica pastilha com mola para pistão de aço; e PA-A corresponde à pastilha com mola para pistão de aço e alarme de desgaste, mecânico ou eletrônico.

Para as sapatas, a lógica é semelhante, com três dígitos numéricos. Quando o código termina com a letra A, significa que o modelo possui alavanca.

A combinação entre o aplicativo online e o sistema de codificação permite ao reparador identificar rapidamente a aplicação correta para diferentes modelos de veículos. Entre as aplicações para veículos leves estão pastilhas para Volkswagen Up! (HQJ-2320), Citroën C3 (HQJ-2503), Honda Fit (HQJ-2314A), Chevrolet Montana (HQJ-J2157A), Chevrolet Prisma (HQJ-2294A), Renault Kwid (HQJ-2467), Hyundai Creta (HQJ-2344A) e Chevrolet Tracker (HQJ-2464A), evidenciando a ampla cobertura da marca.

O aplicativo pode ser baixado gratuitamente na Apple Store e na Play Store, bastando buscar por “Jurid”.

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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

BYD Song Pro na oficina: mecânico relata manutenção, diagnóstico e no híbrido plug-in

Rodrigo Pereira, proprietário e técnico da Infinity Tecnologia em Autos, detalha substituição de módulos, uso de scanner, topologia elétrica, entre outros procedimentos

O BYD Song Pro já chegou às oficinas independentes e exige procedimentos de diagnóstico eletrônico, programação de módulos e manutenção preventiva similares aos de veículos convencionais, com maior presença de sistemas eletrônicos. Rodrigo Pereira, proprietário e técnico da Infinity Tecnologia em Autos, relata a experiência prática com o SUV híbrido plug-in, abordando reparos realizados, acessos técnicos e desafios na integração de módulos.

Segundo Rodrigo, um dos serviços executados foi a substituição do módulo traseiro, responsável por funções como tampa do porta-malas, iluminação e desembaçador. “Não foi difícil de fazer, aparelho genérico faz a programação, a apresentação desse módulo”, afirmou. O componente foi retirado de um veículo doador, procedimento comum quando não envolve sistemas críticos de segurança. “Quando entra em itens de segurança, é aconselhável a gente sempre substituir por uma original fornecida pela concessionária montadora”, disse.

O técnico explica que o conceito de carro doador se refere a veículos sinistrados destinados ao reaproveitamento de peças. “O carro doador significa você pegar de um carro de leilão, um carro batido, que só vai ser para doação de peças”, relatou. O serviço levou cerca de uma hora, incluindo desmontagem do compartimento traseiro.

Sobre a estrutura do modelo, Rodrigo aponta que suspensão e plataforma seguem padrões do segmento SUV, mas a durabilidade de longo prazo ainda depende de tempo de uso no mercado. “Vida útil das peças comparável com o Toyota, só o tempo para dizer”, afirmou.

Outros modelos da BYD

Em relação a outros modelos eletrificados, como o Dolphin, o técnico relatou dificuldade na reapresentação de módulos atrelados ao veículo original. “Os aparelhos genéricos não faziam, tentamos a ferramenta original da marca, também não conseguimos”, disse, explicando que foi necessário reapresentar módulos do carro doador.

No Song Pro, o acesso ao motor a combustão é similar ao de veículos convencionais. “Para acessar injetores, velas e diagnóstico de injeção, é como se fosse de um carro convencional, tirando a parte dos elétricos”, afirmou. Já o conjunto híbrido integra motores elétricos, transmissão e inversor, exigindo desmontagem do agregado para intervenções profundas.

O diagnóstico depende de scanner e diagramas elétricos. “O scanner vê a topologia e já vai te dar mais ou menos 80% do caminho andado”, explicou, destacando a necessidade de plataformas técnicas e investimento em equipamentos.

Para o técnico, a capacitação contínua é fator crítico. “É todo dia estudando, o que resolve é o dia a dia de oficina e o conhecimento”, afirmou.

Sobre marcas chinesas, Rodrigo avalia que arquiteturas híbridas e elétricas seguem conceitos semelhantes entre fabricantes. “Hoje é uma marca que eu teria, eu compraria, é um carro que atende o mercado”, disse, citando proximidade técnica entre BYD e GWM.

Na manutenção preventiva, a incidência de corretivas ainda é baixa. “O que a gente vem arrumar esses carros é mais preventiva, óleo de motor, pastilhas, freios”, afirmou, citando o freio regenerativo como fator de redução de desgaste. “Não vejo muita complicação”, concluiu.

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Audi e Porsche iniciam turma 2026 do Projeto Pescar com capacitação gratuita em mecânica

A Audi do Brasil e a Porsche Brasil deram início, em 3 de fevereiro, à turma 2026 do Projeto Pescar Audi & Porsche, programa gratuito de capacitação automotiva voltado a jovens da rede pública de São Paulo. As aulas acontecem na Universidade São Judas, unidade Santo Amaro.

Em sua oitava edição, o projeto atenderá 15 alunos, com atividades de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h. O curso tem carga horária total de 800 horas, sendo 160 horas dedicadas à Mecânica Veicular. As aulas são ministradas por educadora social da Fundação Projeto Pescar e por colaboradores voluntários da Audi e da Porsche.

A grade inclui disciplinas básicas (Português, Matemática e Inglês) e conteúdos técnicos e comportamentais, como Mecânica Veicular, Comunicação Empresarial, Atendimento ao Cliente, Gestão do Tempo e Aprendizagem Autônoma.

Desde sua criação, o Projeto Pescar Audi & Porsche já capacitou mais de 100 jovens. A iniciativa conta com apoio dos grupos de concessionárias BEXP, Stuttgart e Caraigá, além do Instituto Eurobike.

O programa é destinado a jovens de 16 a 19 anos que estejam cursando, no mínimo, o 7º ano do Ensino Fundamental ou o Ensino Médio (em andamento ou concluído). Para pessoas com deficiência, não há restrição de idade ou escolaridade. Os participantes recebem gratuitamente alimentação, transporte e uniforme, além de participarem de atividades culturais, visitas às concessionárias e eventos das marcas.

As aulas teóricas ocorrem na Universidade São Judas – Santo Amaro, enquanto as atividades práticas de mecânica são realizadas na rede de concessionárias da Audi e da Porsche.

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Baixa pressão de óleo em motor Sigma: causas e diagnóstico

Mecânico relata queda de pressão após retífica; consultor da Revista O Mecânico aponta falhas dimensionais e sugere testes

Um leitor relatou queda de pressão de óleo após manutenção no motor Sigma, e Ulisses Miguel explicou possíveis causas e soluções. De acordo com o consultor técnico da Revista O Mecânico, no quadro Mecânico Responde, disponível no YouTube, a queda de pressão indica fuga de óleo no sistema, muitas vezes causada por folgas excessivas nos mancais do virabrequim. “O virabrequim pode estar desgastado e a bronzina standard aumenta a folga, causando perda de pressão”, disse Miguel.

Além disso, o consultor técnico ainda reforça a necessidade de controle dimensional após retífica, pois ovalização e desgaste podem comprometer a lubrificação. Também citou possível entrada de ar no pescador de óleo.

Como teste, Miguel também sugere usar óleo de maior viscosidade para verificar a origem do problema. “Se a pressão estabilizar, é indício de folga excessiva”, explicou.

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Fábrica da BMW em Regensburg completa 40 anos

8,7 milhões de veículos desde o início da produção em 1986

A Planta de Regensburg alcançou um novo recorde de produção de 356.901 veículos em 2025, tornando-se a fábrica de automóveis do BMW Group com maior volume de produção na Europa. Desde a sua inauguração em 1986, 8,7 milhões de veículos saíram da sua linha de produção.

“Com essa produção recorde, não só atingimos um novo patamar histórico nos 40 anos de existência da planta, como também contribuímos para que as fábricas alemãs do BMW Group produzissem novamente mais de um milhão de veículos em 2025”, afirma o Diretor da Planta, Armin Ebner.

Mais de 150.000 modelos eletrificados em 2025

Mais de 150.000 dos veículos fabricados em Regensburg em 2025 eram eletrificados, ou seja, veículos totalmente elétricos ou híbridos plug-in. O BMW X1 foi o modelo de maior volume, com mais de 266.000 unidades produzidas, enquanto o BMW X2 representou mais de 90.000 veículos.

Mais de 55.000 veículos permaneceram no mercado interno da empresa, na Alemanha. Mais da metade dos carros produzidos em Regensburg em 2025 foram destinados a clientes em outros países europeus. Mais de 100.000 veículos foram exportados.

Como parte do acordo firmado com a cidade de Regensburg na década de 1980, a BMW se comprometeu a produzir 400 veículos por dia e criar 3.500 empregos. Com o aumento da produção e a expansão da fábrica nos anos seguintes, tanto o número de funcionários quanto a capacidade produtiva cresceram: em 1991, a planta ultrapassou a marca de 100.000 veículos pela primeira vez, com cerca de 128.000 carros fabricados. Em 1999, a produção era de cerca de 750 veículos por dia e mais de 200.000 por ano. Em 2005, a produção anual ultrapassou 300.000 veículos pela primeira vez, com uma produção diária de cerca de 1.000 unidades. Tendo montado seu milionésimo veículo em 1995, a Planta Regensburg está prestes a produzir seu nono milionésimo veículo este ano.

O número de funcionários também continuou a crescer: em 1988, empregava cerca de 3.300 pessoas. Em 1991, esse número havia subido para cerca de 7.300. Hoje, o quadro principal de funcionários do BMW Group em suas unidades de Regensburg e Wackersdorf, no leste da Baviera, é composto por cerca de 9.000 pessoas, incluindo aproximadamente 380 aprendizes.

Isso faz da planta um importante fator econômico e empregadora em toda a região. Ebner: “O comprometimento de nossos funcionários, sua mentalidade inovadora e suas decisões visionárias moldaram a fábrica do BMW Group em Regensburg no que ela é hoje, uma força motriz e um motor econômico para toda a região”.

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