sábado, 7 de março de 2026

Temperatura de 118°C no motor turbo: defeito ou característica de projeto?

Leitura elevada no scanner pode não indicar falha, mas exige confirmação da faixa operacional

Motores turbo modernos operam com variações térmicas superiores às gerações anteriores. Temperaturas acima de 110°C podem ocorrer sem indicação de falha no painel, dependendo da estratégia da montadora. Em caso relatado envolvendo Chevrolet Onix Turbo, a leitura de 118°C sob carga gerou dúvida sobre possível superaquecimento.

“Alguns veículos podem atingir temperaturas mais elevadas sem necessariamente ser defeito”, explica Cleyton André, Consultor Técnico da Revista O Mecânico, durante o quadro Mecânico Responde. Veja o vídeo completo.

A maioria dos motores trabalha com faixa próxima de 90°C no painel. Porém, via scanner, é comum observar temperaturas superiores a 100°C, principalmente em condição de carga elevada ou uso de etanol. “Quando verificamos pelo aparelho de diagnóstico, é comum ver temperatura ultrapassando 100°C e isso pode ser natural”, afirma.

O procedimento correto inclui conferência da faixa de operação especificada no manual técnico, teste de válvula termostática, eletroventilador, sensor de temperatura e circulação do fluido. Na ausência de dados claros, o diagnóstico completo é indispensável.

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sexta-feira, 6 de março de 2026

BorgWarner garante primeiro programa global de diferencial elétrico de 48V

A BorgWarner anunciou a conquista de seu primeiro programa global para fornecimento de diferencial elétrico cruzado (eXD) com arquitetura de 48V para uma grande montadora chinesa. A solução será integrada ao sistema elétrico e eletrônico (E/E) de 48V do veículo.

Segundo a empresa, trata-se da primeira aplicação de um eXD de 48V em seu portfólio global, ampliando as capacidades da BorgWarner em tecnologias de gerenciamento de torque para veículos eletrificados.

Arquitetura de 48V ganha espaço

Com a evolução do mercado de veículos elétricos, as arquiteturas elétricas estão migrando para sistemas mais eficientes e integrados. Nesse contexto, a arquitetura de 48V oferece vantagens como maior eficiência energética, redução de custos em chicotes e componentes e suporte para aplicações de maior potência.

O diferencial elétrico eXD da BorgWarner foi desenvolvido para controlar dinamicamente a distribuição de torque entre as rodas, contribuindo para melhor tração, estabilidade e eficiência do veículo.

Segundo Isabelle McKenzie, vice-presidente da empresa e responsável pela divisão Drivetrain and Morse Systems, a tecnologia ajuda a melhorar o comportamento dinâmico do veículo em diferentes condições de uso.

Controle de torque em tempo real

O sistema eXD ajusta automaticamente o controle de deslizamento com base nas condições de condução e no estado do veículo em tempo real.

Entre os benefícios previstos estão:

  • maior estabilidade em altas velocidades
  • melhor resposta em acelerações rápidas
  • ganho de desempenho em curvas

Em condições de alta aderência, como no asfalto seco, o sistema pode direcionar mais torque para as rodas externas, melhorando o desempenho em curvas. Já em situações de baixa aderência (como neve, gelo ou lama) o eXD detecta rapidamente o deslizamento das rodas e redistribui o torque para aquelas com maior tração, ajudando a manter o controle e a estabilidade do veículo.

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quinta-feira, 5 de março de 2026

Delphi confirma patrocínio à Drift Show Brasil no Brasileiro de Drift 2026

Marca da Phinia será patrocinadora oficial da equipe e fornecerá componentes para a temporada

A Phinia anunciou parceria com a equipe Drift Show Brasil para a disputa do Campeonato Brasileiro de Drift de 2026. Por meio da marca Delphi, a empresa atuará como patrocinadora oficial do time paulista, além de fornecer peças para os veículos da escuderia. A etapa de abertura do campeonato está marcada para 6 de março, no Mega Space, em Santa Luzia (MG).

A colaboração dá sequência ao apoio iniciado anteriormente. Em 2025, a equipe conquistou o título da categoria Rookie com o piloto Lucas Hanazono, que venceu a etapa final disputada em Piracicaba (SP). Aos 15 anos, ele se tornou o mais jovem campeão da categoria e, em 2026, passa a competir na categoria Pro. “Conquistar o título da categoria Rookie aos 15 anos foi a realização de um sonho e um marco muito importante na minha trajetória. Neste ano, o desafio é ainda maior, e contar com o apoio da Delphi faz toda a diferença”. Além de Lucas, o time conta com os pilotos Doug Santana e Marcelo Horita, sob a liderança de Sérgio Hanazono, fundador da equipe. Ele destacou o papel da fornecedora no projeto esportivo.

“O apoio de um fornecedor de peças com o nível de excelência da Delphi é fundamental para o nosso esporte. Para nós, é motivo de orgulho contar com a parceria de uma marca reconhecida no mercado por sua tradição e reputação no setor.” A estratégia prevê ações digitais ao longo da temporada, com produção de conteúdo voltado ao público das plataformas da marca. Segundo David Angelo, gerente de marketing da PHINIA, o drift é uma plataforma para reforçar a relação com clientes e destacar atributos técnicos dos produtos. “Mais do que apoiar uma equipe vencedora, queremos transformar essa parceria em uma plataforma de conteúdo e relacionamento. O drift traduz, na prática, o desempenho e a confiabilidade que buscamos entregar ao mercado todos os dias. Estar presente nesse ambiente reforça nosso compromisso com inovação e proximidade com o público automotivo.”

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Tramontina amplia linha de ferramentas com bateria intercambiável

A Tramontina anunciou a ampliação de sua atuação no segmento de ferramentas elétricas com o lançamento da linha Tramontina by TOTAL.

A nova linha foi desenvolvida para atender aplicações em setores como construção civil, manutenção automotiva, indústria, jardinagem e serviços profissionais.

Um dos principais destaques do portfólio é o sistema de bateria intercambiável, que permite utilizar a mesma bateria em diferentes ferramentas da linha. A proposta reduz custos operacionais e simplifica a rotina de trabalho ao eliminar a necessidade de múltiplos carregadores e conjuntos de baterias, além de ampliar a mobilidade nas atividades de campo e em oficinas.

O portfólio inicial da Tramontina by TOTAL reúne mais de 80 itens, incluindo máquinas, kits completos com bateria e carregador, acessórios e diferentes modelos de baterias e carregadores. A expectativa da empresa é ampliar a linha para mais de 500 produtos, todos compatíveis com o mesmo sistema de bateria.

Entre os equipamentos disponíveis estão parafusadeiras, furadeiras, chaves de impacto, chaves catraca, marteletes, serras circulares e tico-tico, esmerilhadeiras, lixadeiras, multicortadoras, plainas, grampeadores, pinadores, sopradores e pistolas de cola quente, além de equipamentos voltados à jardinagem, como motosserras, podadores e aparadores de cerca viva.

A linha está disponível em duas plataformas de tensão: 16 V e 20 V. Os modelos de 16 V foram desenvolvidos para atividades que exigem maior leveza e precisão, como reparos e trabalhos em espaços reduzidos. Já os equipamentos de 20 V são voltados para aplicações mais exigentes, que demandam maior potência e autonomia em uso contínuo, como em obras, oficinas mecânicas e ambientes industriais.

Outro recurso presente na nova linha é a adoção de motores brushless, tecnologia que elimina as escovas de carvão e utiliza controle eletrônico para otimizar o funcionamento do motor. Segundo a fabricante, essa solução contribui para maior eficiência energética, menor geração de calor, maior autonomia de bateria e aumento da vida útil dos equipamentos, fatores que ajudam a reduzir paradas para manutenção.

De acordo com a Tramontina, a nova linha integra a estratégia de expansão do portfólio da empresa voltada ao público profissional, com foco em soluções que combinem desempenho, praticidade e padronização de plataformas de energia.

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ZF lança discos e platôs Sachs para linhas Agrale, Mercedes e Volkswagen

A divisão de reposição da ZF anunciou a ampliação do portfólio da marca SACHS no Brasil com novos discos, platôs e kits de embreagem destinados a veículos comerciais pesados. As peças foram desenvolvidas para aplicações de modelos das fabricantes Agrale, Mercedes-Benz e Volkswagen, ampliando a cobertura no mercado de reposição para caminhões e ônibus utilizados em operações de transporte intensivo.

Segundo a empresa, os novos componentes chegam para reforçar a oferta de soluções voltadas ao segmento de veículos comerciais, atendendo diferentes configurações técnicas. O portfólio inclui discos e platôs com variados diâmetros e especificações de estrias, permitindo a aplicação em diferentes conjuntos de transmissão utilizados por modelos dessas montadoras.

De acordo com a ZF Aftermarket, os produtos foram projetados para suportar condições severas de uso, comuns no transporte de carga e passageiros, como operações com alto peso, trajetos longos e ciclos frequentes de parada e arrancada. Nesse cenário, a embreagem exerce papel fundamental no gerenciamento do torque transmitido pelo motor ao sistema de transmissão.

A ampliação do catálogo faz parte da estratégia da empresa de fortalecer a presença da marca SACHS no mercado de reposição brasileiro, especialmente no segmento de veículos comerciais, que demanda componentes com elevada durabilidade e confiabilidade operacional.

A lista completa de códigos e aplicações pode ser consultada no catálogo oficial da marca. Informações adicionais também podem ser obtidas pelo atendimento da ZF Aftermarket no Brasil.

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Troca de óleo do câmbio manual e automático: fluido não é vitalício

Mesmo quando o manual não indica substituição, análise técnica aponta necessidade preventiva

ZF transmissão esportiva S5-325 de Aston Martin DB5

A substituição do fluido de transmissão ainda gera divergência entre concessionárias e oficinas independentes. Para Cleyton André, Consultor Técnico da Revista O Mecânico, a premissa técnica é clara: nenhum fluido mantém propriedades indefinidamente sob carga térmica e mecânica. Veja o vídeo completo do Mecânico Responde.

Fabricantes de veículos podem não indicar intervalo de troca no manual do proprietário. Entretanto, fabricantes de lubrificantes estabelecem prazo médio de validade de cinco anos.
“Nenhum fluido é vitalício. Se ele tem validade na embalagem, por que seria permanente dentro da transmissão sofrendo variação de temperatura e atrito?”, questiona Cleyton.

O fluido atua na lubrificação, dissipação térmica e proteção contra desgaste de engrenagens e sincronizadores. Com o tempo, ocorre degradação por oxidação e contaminação por partículas metálicas.
“A recomendação é fazer a substituição com fluido que atenda às especificações do fabricante para preservar a vida útil da transmissão”, reforça. O procedimento deve seguir o método correto de drenagem, inspeção e nível conforme padrão técnico do modelo atendido.

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quarta-feira, 4 de março de 2026

Modefer amplia investimentos em capacitação técnica para o mercado de reposição

Programa de treinamentos mira mecânicos, reparadores e distribuidores diante do aumento da complexidade dos componentes automotivos

A Modefer anunciou a ampliação dos investimentos em capacitação técnica voltada a profissionais do mercado de reposição. A iniciativa, chamada Modefer Academy, reúne treinamentos e conteúdos direcionados a mecânicos, reparadores e distribuidores, com foco na aplicação de hélices e embreagens viscosas.

O movimento ocorre em um cenário de maior complexidade técnica no setor de autopeças, impulsionado pela evolução dos sistemas automotivos e pela diversidade de modelos em circulação. Segundo a empresa, o objetivo é orientar os profissionais quanto a especificações, critérios de compatibilidade e procedimentos de instalação, desde o diagnóstico até a montagem.

De acordo com Hermes Santos, CEO da companhia, a qualificação acompanha o avanço dos produtos. “O setor de autopeças vive uma evolução rápida, e os componentes estão cada vez mais sofisticados. Isso exige que o mecânico tenha clareza técnica para fazer escolhas corretas e garantir a performance do veículo. Investir em capacitação não é apenas apoiar o profissional, mas sim assegurar que a tecnologia seja aplicada da forma certa”, afirma.

A empresa informa que o programa foi estruturado como ação contínua de treinamento, com oferta de conteúdos técnicos e atualizações periódicas. Para Santos, a compreensão do funcionamento das peças impacta o resultado do serviço. “Quando o mecânico compreende profundamente a função e o comportamento da peça no sistema, ele entrega muito mais valor ao cliente final. Por isso, criamos a Modefer Academy para promover treinamentos contínuos e acessíveis, que elevam a qualidade da reparação, reduzem retrabalhos e fortalecem a confiança em nossa marca. É um ‘ganha-ganha’, ganha o profissional, ganham as frotas e ganha toda a cadeia de reposição”, declara.

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