domingo, 12 de abril de 2026

Delay no acelerador eletrônico: remap ou módulo de acelerador “plug-in”? Mecânico Responde

Alterações interferem em parâmetros definidos pelo fabricante

A sensação de atraso na resposta do acelerador eletrônico é comum em veículos atuais. Segundo Cleyton Andre, Consultor Técnico da Revista O Mecânico, tanto o remapeamento quanto os módulos de acelerador plug-in podem alterar essa característica.

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sábado, 11 de abril de 2026

Uso de etanol prejudica motores Volkswagen TSI? Mecânico Responde

Discussão envolve principalmente o sistema de injeção direta

O debate sobre uso frequente de etanol em motores TSI envolve principalmente componentes do sistema de injeção direta. Segundo Cleyton Andre, Consultor Técnico da Revista O Mecânico, não há declaração formal de que o combustível cause dano direto ao motor.

No entanto, a experiência prática aponta possível relação com desgaste prematuro, especialmente na bomba de alta pressão. “É possível observar que existe uma agravante de problemas nesse sistema com quilometragem e tempo relativamente baixos quando o etanol é utilizado como combustível principal”, relata. O motivo estaria relacionado ao poder de lubrificação. “O etanol, em comparação com a gasolina, tem um poder de lubrificação menor. A bomba de alta pressão trabalha exclusivamente com o combustível dentro dela, sendo ele o único lubrificante. Por ser um combustível mais seco, o etanol pode favorecer o desgaste prematuro desse componente”, conclui.

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Vendas em março avançaram, mas sem impacto nas previsões

Por Fernando Calmon

Notícias não poderiam tão encorajadoras. Março foi um mês com mais dias úteis este ano e, portanto, favorável para as referências tradicionais de vendas, produção e exportações. Basta constatar: emplacaram-se 269,5 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, as melhores vendas desde março de 2013, ano marcado pelo segundo melhor resultado da história da indústria automobilística nacional.

Até os importadores têm o que comemorar: crescimento de 40% de fevereiro para março. Entretanto no primeiro trimestre, o avanço foi modesto: 5,6%. As exportações tiveram um bom e um mau resultado: março sobre fevereiro cresceram 21%; mas no primeiro trimestre caíram 18,5% em relação a 2025.

Igor Calvet, presidente da Anfavea, mantém cautela em razão dos conflitos no Oriente Médio e adiou uma revisão dos números do ano de 2026 até os cenários externos e internos se consolidarem. Arcélio dos Santos Junior, presidente da Fenabrave, informou que o crescimento deste ano de veículos (sem computar motocicletas e tratores) giram em torno dos 3%. Percentual previsto semelhante ao da Anfavea.

O programa Carro Sustentável continua sendo, perdão do trocadilho, o sustentáculo das vendas até agora. Com o IPI zerado para apenas sete modelos compactos, a comercialização disparou 30% desde julho do ano passado. Há exigências de eficiência energética, sustentabilidade e adensamento industrial, mas os incentivos se enceram em 31 de dezembro próximo.

As expectativas para os próximos anos estão focadas na reforma tributária que entrará em vigor, por etapas, a partir de janeiro de 2027. Automóveis continuarão a ser altamente taxados pelo imposto seletivo, apelidado de imposto do pecado por incidir sobre bebidas alcóolicas e outros produtos nocivos à saúde, que se soma ao IVA (Imposto sobre Valor Agregado), no lugar do IPI e do ICMS. Não tem mais jeito. Automóveis no Brasil mantêm-se condenados à supertaxação, inédita no mundo civilizado, por se constituírem em bens de alto valor agregado e muito fácil de serem alcançados pelos fiscos federal, estadual e municipal.

Em nenhum momento os governos, em todos os níveis, querem arriscar a perder, em linguagem descontraída, a arrecadação proporcionada por uma autêntica “galinha dos ovos de ouro”. Esta metáfora, segundo I.A., vem de Esopo, lendário fabulista da Grécia Antiga.

Renegade 2027 atualiza linhas e interior

Lançado em 2015, o SUV compacto da Jeep precisava mesmo de atualizações visuais. Foram discretas, na realidade, para manter a aura de um fora-de-estrada. Versão de topo Willys é a única no segmento com apelo raiz e tração 4×4. A grade do radiador teve as tradicionais sete fendas fechadas, o que diminuiu seu apelo visual. Em compensação o para-choque dianteiro ficou menos vulnerável às duras condições de fora de estrada, embora um pouco embrutecido. Atrás, novo para-choque e retoques nas lanternas. Rodas de liga leve usinadas de 17 e 18 pol. marcam o ano-modelo.

Dimensões, praticamente, as mesmas (mm): comprimento, 4.270; entre-eixos, 2.566; largura, 1.805 (2.018 contando os espelhos); altura, 1.706. Volumes (L): porta-malas, 320 (um ponto fraco); tanque, 55. Motor 4 cilindros, 1,3 L turbo flex: 176 cv (E/G); 27,5 kgf·m (E/G). Consumo (km/L, Inmetro): cidade, 11,9 (G); 8,3 (E); estrada, 11,8 (G); 8,6 (E). Alcance (km): cidade, 665 (G) e 457 (E); estrada, 649 (G) e 473 (E). Tração dianteira e 4×4. Câmbio automático epicíclico, seis marchas (nove marchas, no Willys).

Interior recebeu nova tela multimídia de 10,1 pol. com as conexões de praxe e o mesmo console do Compass que inclui agora saída de ar climatizado para o banco traseiro. Materiais de acabamento mais caros de antes mudaram, embora a nova combinação de texturas e cores agrade. Foi retirada a alça de apoio no painel para o acompanhante do motorista, mas este conta com ajustes elétricos no banco (versões Sahara e Willys).

Maior novidade mecânica é o sistema semi-híbrido, desta vez de 48 V, 15,5 cv e 6,6 kgf·m. A marca, acertadamente, a identifica agora com uma plaqueta MHEV e não mais Hybrid (12 V) como em outros modelos da Stellantis. Diferença no desempenho difícil de perceber, mas no modo Sport deu para sentir uma pequena melhora nas respostas ao acelerar durante as primeiras impressões em asfalto e fora de estrada. Aceleração indicada de 0 a 100 km/h em 8,6 s. Preços: R$ 141.990 a R$ 189.490.

Teste: WR-V EXL atrai por preço e espaço

Concorrência acirrada levou a Honda a dispor de dois SUVs no segmento dos compactos. Apesar da nomenclatura poder confundir, o WR-V tem proposta diferenciada do HR-V. Um pouco mais espaçoso internamente, porta-malas 29% maior (458 L, entre os maiores do segmento), massa em ordem de marcha 25 kg menor e apenas disponível com motor de aspiração natural (potência 51 cv menor em relação ao motor turbo). Em compensação, oferece preço mais atraente.

Estilo com linha de cintura e capô altos e dimensões próxima aos rivais: comprimento, 4.325 mm; entre-eixos, 2.650 mm, largura; 1.790 mm e altura, 1.650 mm. Dispensou “indefectíveis” barras longitudinais no teto. Faróis e lanternas em LED completam a nova identidade visual.

A fim de manter preço competitivo, o motor é de 1,5 L, aspiração natural, o que limita acelerações e retomadas: 126 cv (E/G) e torque de 15,8 kgf·m (E) e 15,5 kgf·m (G). Câmbio automático CVT de sete marchas inclui estratégia de redução automática nas frenagens e descidas para criar efeito de freio-motor, porém sem modos de condução definidos para desempenho ou economia. Consumo, padrão Inmetro: 8,2 km/l (E)/12 km/l (G), na cidade e 8,9 km/l (E)/12,8 km/l (G), na estrada. Tanque de combustível de somente 44 L restringe o alcance frente a concorrentes que têm mais de 50 L.

No teste, destacaram-se posição ao volante e espaço traseiro. Tela multimídia de 10 pol. oferece espelhamento sem fio para Android Auto e Apple CarPlay. Recarga do celular apenas através de portas USB-A, mais lenta que a USB-C. Banco traseiro conta com uma tomada de 12 V e saídas de ar climatizado.

Em segurança, WR-V não decepciona: seis airbags e cinco recursos adicionais, destacando-se frenagem autônoma de emergência e assistente de permanência na faixa sem ser muito invasiva. Versão de topo EXL dispõe de sensores de estacionamento traseiro e dianteiro. Preço: R$ 154.000.

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sexta-feira, 10 de abril de 2026

GM volta a produzir V8 6,7 litros de nova geração nos EUA

A General Motors prepara uma nova evolução da arquitetura small block com o retorno da designação LS6, agora aplicada a um V8 de 6,7 litros, voltado a aplicações de alta carga e alto desempenho. Mais do que um movimento nostálgico, trata-se de um reposicionamento técnico dentro da estratégia da GM para manter motores aspirados competitivos em um cenário de eletrificação progressiva.

Small block evoluído mas ainda assim um V8

O novo motor V8 LS6 mantém a base clássica da família small block, com comando de válvulas no bloco (OHV) e acionamento por varetas (pushrod), solução que continua oferecendo vantagens claras em termos de compactação e massa total — fatores críticos em aplicações como esportivos de motor central e picapes com grande capacidade de carga.

Tecnicamente, a evolução passa por três pilares. Com o aumento do deslocamento para 6,7 litros, com provável ampliação de diâmetro ou curso, elevando a eficiência volumétrica em regimes médios.

Segundo a GM foram feitas a revisão do fluxo de admissão e exaustão, com cabeçotes otimizados para maior taxa de enchimento, melhoria de gestão térmica com canais de arrefecimento redesenhados para suportar maior densidade de potência e outras melhorias de programação eletrônica. Comando de válvulas variável, sistema de injeção direta de combustível além da desativação de cilindros também devem fazer parte dessa nova geração.

A estimativa de 542 cv e 71 kgfm indica um motor calibrado não apenas para potência específica, mas para entrega consistente de torque — algo coerente com aplicações além do segmento esportivo. Esse motor será aplicado a princípio do Corvette, mas também na linha Silverado, GMC e Cadillac Escalade.

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Sistema start-stop compensa o custo da bateria AGM? Mecânico Responde

Foco principal está em emissões, não apenas em economia de combustível

A adoção do sistema start-stop levanta questionamentos sobre o custo da bateria AGM e o impacto no motor de partida. Para Cleyton Andre, Consultor Técnico da Revista O Mecânico, o objetivo central do sistema não é exclusivamente a economia de combustível.

“A principal finalidade do sistema start-stop implementado nos veículos atuais não é necessariamente reduzir o consumo de combustível, e sim atender os níveis de emissões poluentes”, explica. A redução no consumo é consequência do funcionamento do sistema. “A redução do consumo é apenas uma consequência desse sistema implementado sobre a bateria e o motor de partida”, afirma.

O consultor ressalta que os componentes são desenvolvidos para suportar ciclos frequentes de acionamento. “Ambos são preparados e projetados para suportar esse tipo de funcionamento. Eles não são componentes convencionais”, destaca. Na substituição, é essencial respeitar a especificação técnica. “Quando houver necessidade de substituir essa bateria, é importante respeitar as especificações corretas para cada veículo. Quando você muda a especificação da bateria, o veículo pode nem entrar em funcionamento”, alerta.

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Como reduzir custos na compra de ferramentas profissionais

Transforme suas compras recorrentes em economia real e ganhe eficiência operacional com estratégias inteligentes de desconto em 2026

No ambiente altamente competitivo de 2026, a gestão financeira de uma oficina ou indústria exige que cada centavo seja reinvestido com inteligência. O custo de aquisição e manutenção de ferramentas não é uma despesa única, mas uma variável constante no balanço mensal. Para o gestor que busca maximizar a margem de lucro, saber utilizar estrategicamente um cupom loja do mecânico pode ser o diferencial entre um fluxo de caixa apertado e uma operação saudável.

Transformar a compra de suprimentos e equipamentos em um processo de alta eficiência operacional é uma das marcas das empresas que mais crescem no setor automotivo este ano.

Planejamento como Ferramenta de Lucro

Oficinas de alto fluxo consomem insumos como discos de corte, brocas, luvas e produtos de limpeza em um ritmo acelerado. O erro de muitos compradores é realizar aquisições emergenciais no varejo local, pagando preços de balcão.

A Estratégia: Centralizar o estoque de consumíveis e programar reposições mensais permite o uso de cupons de maior valor agregado. De acordo com os especialistas da Loja do Mecânico, empresas que planejam suas compras recorrentes conseguem reduzir o custo fixo de manutenção em até 15% ao ano apenas utilizando cupons de desconto e condições exclusivas para faturamento corporativo.

Redução do custo operacional e ganho de margem

Cada desconto obtido na compra de uma máquina profissional ou de um jogo de chaves de precisão reflete diretamente no custo da hora técnica da sua oficina. Se você paga menos pela ferramenta que gera o serviço, sua margem líquida por veículo atendido aumenta automaticamente.

Eficiência de Compra: O uso do cupom loja do mecânico não deve ser visto como algo ocasional, mas como uma política de compras da empresa. Ao aplicar o desconto no carrinho, o dono otimiza o orçamento, permitindo a aquisição de uma categoria superior de equipamento pelo mesmo valor que pagaria em uma linha inferior sem o benefício.

Vantagens estratégicas para o CNPJ

Em 2026, a Loja do Mecânico consolidou benefícios que vão além do desconto nominal, focando na jornada do comprador profissional.

Faturamento direto e crédito: Para empresas, a combinação de cupons com prazos de pagamento diferenciados via CNPJ cria um cenário de alavancagem financeira. Você equipa a oficina hoje, utiliza o desconto para baixar o preço de custo e paga as parcelas com o lucro gerado pelo próprio equipamento.

Logística prioritária: Muitas vezes, o uso de códigos promocionais para empresas está atrelado a benefícios de frete reduzido ou entrega prioritária, o que é fundamental para não deixar o elevador parado à espera de uma ferramenta específica.

Dica de gestão: Crie um calendário de compras para a sua empresa. Datas como o Mês do Consumidor, Black Friday e aniversários de grandes e-commerces são janelas de oportunidade para aplicar cupons em itens de alto valor, como elevadores e scanners.

Quer conferir as melhores oportunidades e garantir cupons exclusivos para sua empresa em 2026? Clique aqui e veja os descontos disponíveis com o cupom da loja do mecânico.

Reduzir custos sem abrir mão da qualidade técnica é o maior desafio do gestor moderno. Utilizar as ferramentas de desconto disponíveis no mercado é uma prova de maturidade administrativa que reflete na solidez do seu negócio.

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quinta-feira, 9 de abril de 2026

Produção de motocicletas bate recorde no primeiro trimestre de 2026

O Polo Industrial de Manaus (PIM) iniciou 2026 com alta na produção de motocicletas. No primeiro trimestre, foram fabricadas 561.448 unidades, volume 12,1% superior ao registrado no mesmo período de 2025. Segundo a Abraciclo, o resultado configura o segundo melhor desempenho histórico para o intervalo.

O mês de março concentrou o maior ritmo de atividade, com 212.716 unidades produzidas — o maior volume já registrado para o período. Na comparação anual, o crescimento foi de 34,5%, enquanto frente a fevereiro a alta chegou a 29,6%.

A entidade aponta que o desempenho acompanha a demanda do mercado, mas mantém cautela em relação a fatores externos. Entre os principais pontos de atenção estão o cenário internacional e possíveis impactos de estiagem na região amazônica, que podem afetar a cadeia produtiva.

 

A projeção da Abraciclo é encerrar 2026 com 2,07 milhões de motocicletas produzidas, o que representa avanço de 4,5% sobre o ano anterior.

No recorte por categorias, a Street liderou a produção no trimestre, com 290.340 unidades (51,7% do total). Na sequência aparecem as motocicletas Trail, com 112.031 unidades (20%), e as Motonetas, com 73.600 unidades (13,1%). A partir deste ano, a entidade passou a adotar uma nova classificação com 14 categorias, incluindo segmentos como Crossover, Classic, Super Sport e Sport Touring, enquanto a categoria Custom foi retirada.

Considerando a divisão por cilindrada, os modelos de baixa cilindrada seguem predominantes, com 435.731 unidades produzidas (77,6%). As motos de média cilindrada somaram 110.405 unidades (19,7%), enquanto as de alta cilindrada atingiram 15.312 unidades (2,7%).

No mercado, o ritmo também é de expansão. No primeiro trimestre, os licenciamentos totalizaram 571.728 unidades, alta de 20,6% na comparação com o mesmo período de 2025. Em março, foram vendidas 221.618 motocicletas, crescimento de 33,5% na base anual e de 29,2% frente a fevereiro. A média diária no mês foi de 10.074 unidades, considerando 22 dias úteis.

Para o fechamento de 2026, a expectativa é de 2,3 milhões de motocicletas licenciadas, avanço de 4,6% sobre o ano passado.

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