terça-feira, 7 de abril de 2026

Carros da Leapmotor serão produzidos ao lado dos Jeep, Fiat e RAM no Brasil

A Stellantis confirmou que a Leapmotor terá produção no Brasil, ampliando a estratégia de eletrificação da companhia no país. Os SUVs B10 e C10 serão fabricados no Polo Automotivo de Goiana (PE), unidade que já concentra a produção de modelos da Jeep, Ram e Fiat, como a Toro.

Mais do que a nacionalização dos veículos, o projeto introduz o desenvolvimento da primeira tecnologia REEV flex, que combina eletrificação com o uso de etanol. Nesse sistema — chamado de “ultra híbrido” — a tração é feita exclusivamente pelo motor elétrico, enquanto o motor a combustão atua apenas como gerador de energia para a bateria, sem conexão mecânica com as rodas.

Essa arquitetura, já presente no mercado chinês, será adaptada às condições brasileiras com a incorporação da tecnologia flex. A proposta é elevar a eficiência energética e reduzir a dependência da infraestrutura de recarga, mantendo a possibilidade de abastecimento com etanol, combustível com menor intensidade de carbono no contexto nacional.

O anúncio foi feito em São Paulo e faz parte da estratégia de eletrificação da Stellantis na América do Sul. De acordo com Herlander Zola, o desenvolvimento do sistema REEV flex está sendo conduzido pela engenharia local, com suporte do Stellantis Tech Center, reforçando o papel do Brasil como polo de desenvolvimento tecnológico.

A chegada da Leapmotor amplia o portfólio eletrificado da Stellantis no país, que hoje não conta com híbridos plenos ou plug-in produzidos localmente. Atualmente, a estratégia está concentrada em sistemas híbridos leves: Fiat Pulse e Fiat Fastback utilizam arquitetura 12V, enquanto Jeep Renegade e Jeep Commander já adotam sistema 48V. Nesse cenário, o REEV flex surge como um estágio mais avançado de eletrificação.

Para viabilizar a produção dos novos modelos, a fábrica de Goiana passa por expansão e adaptação industrial. O complexo pernambucano é um dos principais polos da Stellantis fora da Europa e ganha relevância na introdução de novas tecnologias no país.

A proposta dos sistemas REEV flex é oferecer elevada autonomia com menor dependência de recarga externa, posicionando-se como alternativa entre os elétricos puros e os híbridos convencionais — especialmente em mercados onde a infraestrutura ainda é limitada.

O projeto integra o maior ciclo de investimentos já anunciado pela Stellantis no Brasil, com cerca de R$ 30 bilhões previstos entre 2025 e 2030. O plano contempla modernização industrial, desenvolvimento de novas plataformas, ampliação da engenharia local e nacionalização de tecnologias eletrificadas. Além de Goiana (PE), os aportes envolvem unidades como Betim (MG) e Porto Real (RJ), consolidando o Brasil como um dos principais centros globais da companhia.

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Marelli Cofap lança linha de pastilhas de freio com fibra de carbono para pesados de 6 marcas

A Marelli Cofap Aftermarket anunciou o lançamento de uma nova linha de pastilhas de freio com fibra de carbono voltada a veículos da linha pesada. A novidade chega ao mercado com 12 códigos e amplia a cobertura da marca para aplicações em modelos de fabricantes como Mercedes-Benz, Scania, Volvo, Iveco, Agrale e Foton.

Desenvolvidas para aplicações severas, as pastilhas utilizam composição com fibra de carbono, com foco em maior eficiência de frenagem e estabilidade em condições de uso intensivo. Segundo a empresa, o material contribui para reduzir o desgaste dos discos e o aquecimento do sistema, além de melhorar o desempenho em comparação às pastilhas convencionais.

Os novos componentes integram a linha High Performance das marcas Cofap e Magneti Marelli, direcionada a aplicações que exigem maior durabilidade e resistência térmica. A proposta é atender à demanda do segmento pesado por soluções com maior vida útil e menor custo operacional ao longo do uso.

A empresa também informou que pretende ampliar a linha ao longo do ano, com a inclusão de novos códigos e aplicações, expandindo o alcance da tecnologia para uma base maior de veículos no mercado nacional.

As informações técnicas e aplicações estão disponíveis no catálogo eletrônico da marca e nos canais oficiais de atendimento ao consumidor.

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Fábrica da BMW se prepara para produção do novo i3

A fábrica do BMW Group em Munique está próxima da produção em série do novo BMW i3, segundo modelo da linha Neue Klasse, começa em agosto. O movimento marca a expansão da nova arquitetura dentro da rede global da marca.

Segundo Milan Nedeljković, membro do conselho da BMW AG, a empresa estruturou sua produção com base no conceito BMW iFACTORY, com forte investimento em digitalização, inteligência artificial e novas tecnologias para preparar todas as plantas para os próximos lançamentos.

Nos últimos anos, a unidade de Munique passou por uma ampla modernização e para aumentar a eficiência, flexibilidade e digitalização, alinhada às demandas da eletrificação. A partir de 2027, a planta produzirá exclusivamente veículos 100% elétricos.

De acordo com a BMW, os custos de produção já foram reduzidos significativamente e, com o início da fabricação do novo i3, a expectativa é de uma redução adicional de mais de 10% em relação à geração atual. O resultado vem da combinação de processos otimizados, automação avançada e da nova arquitetura da Neue Klasse.

A transformação da planta envolve investimento de cerca de 650 milhões de euros. Um dos destaques é a nova área de carroceria, desenvolvida com gêmeo virtual e equipada com cerca de 800 robôs industriais. A automação atinge aproximadamente 98%, enquanto a simplificação dos processos de união reduz a complexidade da produção.

Na pintura, sistemas digitais com inteligência artificial monitoram a qualidade em tempo real. Tecnologias como inspeção automatizada de superfície (ASI) e processamento automatizado (ASP) identificam e corrigem imperfeições durante o processo. A área também adota soluções sustentáveis, como o sistema eRTO para tratamento de emissões, além de recuperação de energia e redução no consumo de água.

A antiga área de produção de motores foi convertida em um novo setor de montagem dedicado à Neue Klasse. O ambiente é totalmente conectado, com rastreamento digital em tempo real e controle automatizado de qualidade. Durante a montagem, o novo i3 transmite dados de até 20 mil parâmetros para o sistema produtivo.

O processo também evolui no aspecto ergonômico, com estações ajustáveis e maior integração digital, reduzindo o esforço dos operadores e aumentando a eficiência nas linhas de montagem.

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Geradores de energia: como a indústria e as oficinas mantém a produtividade sem interrupções

Saiba como dimensionar o equipamento ideal para manter sua oficina, obra ou indústria em operação contínua e proteger suas máquinas e equipamentos

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No cenário industrial e automotivo de 2026, a dependência da rede elétrica é, praticamente, absoluta. Do elevador hidráulico que sustenta o faturamento do dia ao scanner de diagnóstico que mapeia a eletrônica de um híbrido, a energia é o combustível que mantém a operação em funcionamento dentro da oficina. O problema é que interrupções na rede ou oscilações de tensão não avisam quando vão acontecer, e o custo de uma hora de oficina parada pode ser a diferença entre o lucro e o prejuízo no final do mês.

Para o gestor, investir em um gerador de energia profissional não é uma despesa de infraestrutura, mas um seguro contra problemas operacionais. Garantir a continuidade do serviço é, acima de tudo, uma estratégia de fidelização e autoridade técnica.

Onde o gerador se torna vital

A necessidade de energia independente varia conforme o setor, mas o objetivo é o mesmo, acabar com a ociosidade.

Oficinas e Centros Automotivos: Imagine um carro travado no elevador durante uma queda de luz ou um processo de repintura interrompido no meio da cura na estufa. De acordo com os especialistas da Loja do Mecânico, o gerador garante que os serviços essenciais e o atendimento ao cliente não sofram interrupções, mantendo a agenda de entregas rigorosamente em dia.

Canteiros de Obras: Em locais onde a infraestrutura elétrica ainda não chegou ou é instável, o gerador de energia profissional é o coração da operação, alimentando betoneiras, marteletes e serras circulares sem depender de ligações precárias.

Indústrias e Galpões: Para manter linhas de montagem, compressores de grande porte e sistemas de iluminação de segurança ativos, o gerador atua como um sistema de backup crítico que evita o desperdício de matéria-prima por paradas repentinas.

Como escolher corretamente

Não basta comprar “o maior” gerador, é preciso comprar o mais eficiente para a sua carga de trabalho.

Cálculo de Potência (Watts vs. kVA): É fundamental somar a potência de todos os equipamentos que precisam rodar simultaneamente. De acordo com os especialistas da Loja do Mecânico, deve-se considerar o “pico de partida” de motores elétricos, que podem exigir até três vezes mais energia no momento do acionamento do que durante o funcionamento contínuo.

Autonomia e Combustível: Para uso industrial intenso, geradores a diesel costumam oferecer maior autonomia e durabilidade. Já para oficinas de médio porte com uso esporádico, os modelos a gasolina com tecnologia Inverter são excelentes pela portabilidade e pelo baixo nível de ruído.

Proteção Eletrônica (AVR): Se a sua oficina utiliza scanners, notebooks e módulos de controle sensíveis, o gerador deve possuir regulador automático de voltagem (AVR). Isso impede que oscilações na geração queimem componentes eletrônicos caros dos veículos dos clientes.

Impacto na operação e no faturamento

A continuidade operacional gera um ciclo virtuoso para a empresa:

Confiança do Cliente: Ser a única oficina da região que entrega o carro no prazo, mesmo após um apagão na cidade, cria uma boa reputação.

Proteção do Ativo: Evita danos em máquinas profissionais e ferramentas elétricas causados por quedas bruscas ou retornos violentos de energia da rede pública.

Segurança do Trabalho: Mantém sistemas de exaustão e iluminação de emergência ativos, preservando a integridade física da equipe em qualquer cenário.

Antes de adquirir seu gerador, faça um levantamento da sua “carga crítica”, aquilo que não pode parar de jeito nenhum. Isso ajuda a economizar na compra de um equipamento perfeitamente dimensionado para sua necessidade real.

Quer conferir as melhores opções e para sua empresa? Clique aqui e confira diferentes opções de geradores de energia.

Manter a produtividade em 2026 exige visão de longo prazo. Com o gerador correto, sua empresa deixa de ser refém da infraestrutura externa e assume o controle total da própria produção.

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segunda-feira, 6 de abril de 2026

Motor 1.0 Firefly dá retífica? Especialista explica limites e erros na junta de cabeçote

Técnico da ElringKlinger detalha planicidade, rugosidade, torque correto e os cuidados na instalação da junta metálica

No vídeo da Revista O Mecânico, que está no YouTube, Francisco, também conhecido como Kiko e técnico da ElringKlinger, analisa um cabeçote do motor 1.0 Firefly e responde à pergunta que mais gera dúvida na oficina: dá ou não dá retífica em motor três cilindros moderno?

Segundo o especialista, o limite é restrito e depende de medição correta. “O motor três cilindros é taxado. Pela literatura técnica, praticamente não tem retífica. O que existe é um ajuste mínimo, dentro do limite da montadora”, explica Kiko. O técnico ainda reforça a importância de conferir planicidade, rugosidade e usar parafusos novos, além de evitar spray de cobre em juntas metálicas.

Ao longo do conteúdo, o técnico também detalha a diferença entre junta de fibra e junta metálica com elastômero, explica o funcionamento da nervura e alerta sobre reaproveitamento de parafusos, além de mostrar, na prática, como usar régua e cálibre de lâmina. “O maior problema não é a junta. É bloco ou cabeçote fora de medida, torque incorreto e reaproveitamento de parafuso”, afirma.

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Dunlop lança garantia vitalícia para pneus produzidos no Brasil

Marca é a primeira no país a oferecer cobertura vitalícia contra defeitos de fabricação em pneus produzidos no Brasil

A Dunlop passa a oferecer garantia vitalícia para pneus fabricados no Brasil, tornando-se a primeira marca no país a adotar esse tipo de cobertura. A nova garantia complementa os prazos já previstos de 90 dias legais e até cinco anos de garantia contratual. Após esse período, os pneus continuam cobertos contra defeitos de fabricação, desde que respeitadas as condições adequadas de uso e manutenção. Na prática, a proteção acompanha o produto enquanto ele estiver em condições seguras de rodagem.

A cobertura é válida para pneus produzidos no Brasil, identificados pela marcação “Made in Brazil”, destinados a automóveis, SUVs e picapes com aro de até 18 polegadas. Para ter direito, é necessário apresentar a nota fiscal, e a garantia é exclusiva ao comprador original, sem possibilidade de transferência.

Estão incluídos apenas defeitos de fabricação, ficam de fora desgaste natural da banda de rodagem, limitado a 1,6 mm, fim da vida útil, uso inadequado, falta de manutenção ou danos causados por fatores externos.

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domingo, 5 de abril de 2026

Gestão de oficinas: Confira 13 práticas para aumentar produtividade e lucro

Veja como melhorar a gestão de equipe, organizar a operação e controlar estoque para fidelizar clientes e fazer sua oficina crescer de forma sustentável

 

Gerenciar uma oficina vai muito além do conhecimento técnico. Para crescer de forma consistente, o dono precisa cuidar da equipe, da operação e do relacionamento com o cliente. O resultado vem quando há organização, planejamento e um time engajado. Pensando nisso, veja práticas diretas para melhorar a gestão da sua oficina e aumentar os resultados:

Gestão de pessoas

Invista em capacitação
O setor automotivo evolui rápido, com destaque para veículos híbridos e elétricos. Mantenha sua equipe atualizada com treinamentos focados nos serviços mais comuns da sua oficina e nos modelos mais atendidos na sua região.

Valorize quem entrega resultado
Profissionais motivados produzem mais e atendem melhor. Sempre que possível, ofereça benefícios, bônus ou oportunidades de crescimento para reter bons colaboradores.

Fortaleça o trabalho em equipe
Um ambiente de respeito e colaboração melhora o desempenho geral. Incentive a integração entre os funcionários e crie um clima onde todos se sintam parte do negócio.

Defina metas claras
Estabeleça objetivos para a oficina e envolva a equipe nesses resultados. Programas de incentivo, como bonificação por metas, ajudam a aumentar o comprometimento.

Conheça o perfil da sua equipe
Aproveite melhor o potencial de cada colaborador. Nem todo bom mecânico tem perfil para atendimento ao cliente, distribua as funções de forma estratégica.

Esteja aberto a sugestões
Ouvir a equipe pode trazer melhorias nos processos. Avalie ideias com atenção e explique quando não forem aplicadas.

Gestão operacional

Acompanhe a rotina diária
Controle os serviços do dia: o que entrou, o que foi finalizado e o que ficou pendente. Isso ajuda a identificar gargalos e melhorar a produtividade.

Mantenha a oficina organizada
Ferramentas no lugar certo e espaços bem definidos evitam perda de tempo e aumentam a eficiência da equipe.

Gerencie corretamente os resíduos
Separe peças e materiais usados por tipo. Além de manter a organização, isso pode gerar receita com empresas de reciclagem.

Reduza desperdícios
Controle o uso de água, energia e materiais. Pequenas ações no dia a dia ajudam a diminuir custos fixos.

Cuide da área administrativa
Evite gastos desnecessários com impressões e materiais. A organização também impacta o financeiro.

Controle o estoque
Evite capital parado com peças sem giro. Trabalhe com fornecedores confiáveis para reposições rápidas e mantenha apenas o necessário.

Planeje o crescimento
Defina metas de curto, médio e longo prazo. Avalie resultados com frequência e invista tanto em equipamentos quanto na qualificação da equipe.

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