terça-feira, 12 de maio de 2026

Catalisador automotivo danificado deve ser substituído para evitar aumento de poluentes

Componente é essencial para reduzir emissões e pode perder eficiência com combustível ruim e falhas mecânicas

Com a idade média da frota brasileira ultrapassando 11 anos, cresce a preocupação com a manutenção de componentes fundamentais para o desempenho e controle de emissões dos veículos. Entre eles está o catalisador automotivo, peça responsável por reduzir em até 99% os gases poluentes gerados pela combustão.

Instalado entre o motor e o escapamento, o componente transforma substâncias tóxicas, como hidrocarbonetos (HC), monóxido de carbono (CO) e óxidos de nitrogênio (NOx), em compostos menos agressivos ao meio ambiente. Segundo Miguel Zoca, quando o catalisador apresenta danos, ele deixa de cumprir sua função ambiental e deve ser substituído.

Catalisador não deve ser reparado

De acordo com especialistas da Umicore, o reparo do catalisador não é recomendado. “Quando danificado ou destruído, o catalisador perde sua finalidade e deixa de cumprir o papel de controle das emissões. Por isso, em caso de falha, deve ser substituído, nunca reparado”, afirma Miguel Zoca.

Antes da troca, a recomendação é realizar uma inspeção completa do sistema de ignição e exaustão para identificar a causa do problema e evitar danos ao novo componente.

Principais causas de falha no catalisador

Entre os fatores que mais comprometem a vida útil do catalisador estão:

  • Falhas no sistema de alimentação de combustível
  • Problemas no sensor de oxigênio
  • Defeitos na ignição
  • Irregularidades no escapamento
  • Uso de combustível de má qualidade

Esses problemas podem reduzir a eficiência do sistema de emissões e comprometer o funcionamento do motor.

Procedência da peça é essencial na reposição

Na hora da substituição, especialistas alertam para os riscos de adquirir componentes sem procedência confiável.

Segundo Cláudio Furlan, o consumidor deve verificar o fabricante e a qualidade do produto antes da compra.

Catalisadores irregulares podem provocar:

  • Aumento do consumo de combustível
  • Perda de desempenho do motor
  • Desregulagem da injeção eletrônica
  • Alteração da contrapressão do escapamento
  • Maior emissão de poluentes

Vida útil do catalisador no mercado de reposição

No mercado de reposição, o catalisador possui vida útil estimada em cerca de 40 mil quilômetros. Além disso, o componente precisa atender às exigências da Resolução 282 do Conama, que estabelece parâmetros mínimos de eficiência no controle de emissões automotivas.

Especialistas alertam que peças de baixa qualidade podem ter durabilidade reduzida e não cumprir corretamente sua função ambiental, gerando prejuízos ao motorista e maior impacto ao meio ambiente.

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Lat.Bus 2026 abre inscrições para maior feira de ônibus e mobilidade das Américas

Evento será realizado em agosto, no São Paulo Expo, com foco em transporte coletivo, inovação e sustentabilidade

(Arquivo OTM Editora)

Estão abertas as inscrições e o credenciamento de imprensa para a edição 2026 da Lat.Bus 2026, considerada a maior feira do setor de ônibus e mobilidade das Américas. O evento acontece entre os dias 11 e 13 de agosto de 2026, no São Paulo Expo.

Voltada a empresários, operadores de transporte e gestores públicos, a feira reunirá os principais lançamentos da indústria de ônibus, além de soluções voltadas para mobilidade urbana, descarbonização, tecnologia e sustentabilidade.

Lat.Bus 2026 terá área ampliada e novos eventos integrados

(Arquivo OTM Editora)

A edição de 2026 contará com uma área de 45 mil m², crescimento significativo em relação aos 30 mil m² registrados em 2024.

Segundo Marcelo Fontana, diretor da OTM Editora e organizador da feira, uma das novidades será a integração do evento “Frotas Conectadas” à programação da Lat.Bus.Além disso, já estão confirmados diversos encontros e seminários do setor, incluindo:

  • UITP (Associação Internacional do Transporte Público)
  • Seminário NTU
  • Seminário Abrati
  • Encontro de Fretamento
  • Oficina de Tecnologia
  • Fórum Nacional de Secretários de Mobilidade Urbana
  • Fórum Paulista de Secretários de Transportes
  • Fórum de Transporte Sustentável

Feira reúne indústria de ônibus, mobilidade e transporte coletivo

(Arquivo OTM Editora)

A Lat.Bus apresenta novidades em:

  • Chassis e carrocerias de ônibus
  • Peças e componentes
  • Tecnologias para mobilidade
  • Soluções para transporte urbano e rodoviário
  • Fretamento e turismo
  • Sustentabilidade e eletrificação

O evento também contará com demonstrações práticas, experiências ao vivo e debates sobre o futuro do transporte coletivo.

Lat.Bus movimentou R$ 5 bilhões em 2024

Na edição anterior, realizada em 2024, a feira registrou números recordes como R$ 5 bilhões em negócios gerados, 4.500 ônibus vendidos, mais de 22 mil visitantes, 150 expositores nacionais e internacionais, além da participação de representantes de 30 países.

Serviço — Lat.Bus 2026
Data: 11, 12 e 13 de agosto de 2026
Local: São Paulo Expo
Endereço: Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – Vila Água Funda – São Paulo (SP)
Informações, inscrições e credenciamento: Site oficial da Lat.Bus 2026

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Fuchs projeta receita de até € 4,5 bilhões até 2031 e amplia investimentos no Brasil

Fabricante global de lubrificantes aposta em nova fábrica em Sorocaba e reforça estratégia de crescimento na América Latina

A Fuchs anunciou sua nova estratégia corporativa global, chamada FUCHS100, com meta de alcançar receita anual de até € 4,5 bilhões até 2031. O plano marca a trajetória da empresa rumo ao centenário da companhia e reforça a importância de mercados estratégicos como Brasil e América Latina.

A nova fase sucede o ciclo FUCHS2025 e amplia o foco da empresa em crescimento sustentável, inovação tecnológica e expansão regional. Sob o conceito “Focus To Win”, a companhia pretende fortalecer sua presença em segmentos de maior valor agregado e aumentar a proximidade com os mercados locais.

Investimento de mais de R$ 220 milhões em nova fábrica no Brasil

Como parte dessa estratégia, a empresa está investindo mais de R$ 220 milhões na construção de uma nova planta industrial em Sorocaba, no interior de São Paulo.

A unidade será fundamental para ampliar a capacidade produtiva da companhia e apoiar a meta de dobrar sua participação no mercado brasileiro de lubrificantes.

Quando totalmente concluída, a fábrica terá capacidade superior a 50 mil toneladas anuais e será cerca de cinco vezes maior que a atual unidade da empresa em Barueri (SP).

Brasil ganha importância estratégica para a Fuchs

O Brasil já figura entre os dez maiores mercados globais da Fuchs e é considerado estratégico para segmentos como:

  • Indústria alimentícia
  • Mineração
  • Agronegócio
  • Reposição automotiva

Segundo dados do Simepetro, o mercado brasileiro movimentou cerca de 1,5 milhão de m³ de lubrificantes em 2025, cenário visto pela companhia como uma oportunidade relevante de expansão.

A nova planta em Sorocaba ocupa um terreno de 88,8 mil m² e terá mais de 19,5 mil m² de área construída, além de parque de tanques com capacidade de estocagem de 3,6 mil m³.

A unidade será responsável pela produção de toda a linha de lubrificantes da marca no Brasil, incluindo um portfólio com mais de 700 soluções.

Estratégia global mira sustentabilidade e soluções de alto valor agregado

Segundo Stefan Fuchs, a nova estratégia foi construída sobre os avanços obtidos no ciclo anterior e busca acelerar o crescimento da companhia em mercados especializados.

Timo Reister destacou que a combinação entre infraestrutura global e forte atuação local será essencial para ampliar a presença da empresa em segmentos técnicos e de alta demanda.

A sustentabilidade segue como prioridade da companhia, que mantém a meta de atingir neutralidade de carbono até 2050. A empresa também afirma que suas soluções ajudam clientes a reduzir atrito, economizar energia e aumentar a vida útil de equipamentos industriais e automotivos.

Nova planta fortalece atuação da Fuchs na América Latina

De acordo com Antonio Oliveira, a nova fábrica em Sorocaba terá papel importante para ampliar a presença regional da companhia e melhorar o atendimento aos mercados latino-americanos em expansão.

A estratégia FUCHS100 também mantém foco no desenvolvimento de pessoas e fortalecimento da cultura corporativa, considerada peça-chave para sustentar o crescimento global da empresa nos próximos anos.

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segunda-feira, 11 de maio de 2026

Heliar é fornecedora de baterias para o Jeep Renegade MHEV

O novo Jeep Renegade híbrido-leve passa a sair de fábrica equipado com bateria Heliar nas versões Longitude e Sahara. O SUV adota a tecnologia MHEV (Mild Hybrid Electric Vehicle) de 48V da Stellantis, associada ao motor 1.3 turboflex de 176 cv, utilizando um sistema multibateria composto por uma bateria de chumbo-ácido e outra de íon-lítio.

O modelo utiliza a bateria Heliar EFB de 72Ah, desenvolvida para atender às demandas elétricas da nova motorização híbrida-leve. Segundo Adriano Stefanini, diretor de Vendas da Clarios para equipamentos originais no Cone Sul, a bateria de 12V continua exercendo papel fundamental nos veículos híbridos, sendo responsável por alimentar os sistemas convencionais do carro, enquanto a unidade de 48V atua no armazenamento de energia regenerada e no suporte ao motor elétrico.

“A bateria foi desenvolvida especificamente para atender às exigências da nova propulsão híbrida, reforçando a parceria entre Heliar e Stellantis”, destaca o executivo.

O sistema multibateria utiliza conjuntos independentes com funções específicas, no caso da bateria de 72Ah, o número representa a capacidade de armazenamento de energia em amperes-hora.

A bateria Heliar aplicada ao Renegade conta com tecnologia EFB GEN II (Enhanced Flooded Battery), com foco no aumento de capacidade de recarga e durabilidade em aplicações com ciclos intensos de carga e descarga, típicos dos sistemas híbridos leves.

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Desgaste da suspensão pode ser acelerado com má condição das vias

O impacto constante contra irregularidades das vias gera sobrecarga mecânica, reduzindo a vida útil dos componentes e comprometendo o desempenho do sistema

Buracos, lombadas e estradas de terra em más condições estão entre os principais fatores de desgaste prematuro da suspensão. Segundo Leandro Leite, coordenador de Assistência Técnica da Nakata, os impactos constantes causados por vias irregulares sobrecarregam o sistema e reduzem significativamente a vida útil dos componentes.

Os amortecedores estão entre as peças mais afetadas. De acordo com o especialista, o impacto contínuo pode acelerar o desgaste de válvulas e retentores, comprometendo o funcionamento do conjunto. Além do conforto, os amortecedores são fundamentais para manter o contato dos pneus com o solo e garantir a estabilidade do veículo.

Outros componentes da suspensão também sofrem com o uso em vias deterioradas. Buchas e batentes podem deformar ou romper, gerando folgas e ruídos metálicos. Já pivôs, terminais e bieletas tendem a apresentar desgaste precoce ou até empenamento em condições severas.

A Nakata alerta que rodar com a suspensão desgastada compromete diretamente a segurança. O aumento da distância de frenagem e o maior risco de aquaplanagem estão entre as consequências mais graves, já que o pneu pode perder contato com o solo com mais facilidade em pistas molhadas. Além disso, o desgaste irregular dos pneus e danos em outros sistemas elevam os custos de manutenção.

Para minimizar os danos e preservar a suspensão, a recomendação é realizar inspeções preventivas a cada 10 mil quilômetros, observando sinais como vazamentos, ruídos e excesso de balanço da carroceria. Também é importante reduzir a velocidade em vias irregulares, evitar excesso de carga, manter alinhamento e balanceamento em dia e respeitar a calibragem correta dos pneus.

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Grupo BMW chega à 2 milhões de veículos totalmente elétricos produzidos

BMW i5 M60 xDrive é o modelo do marco

O BMW Group alcançou a marca de dois milhões de veículos 100% elétricos produzidos globalmente. O modelo que simboliza o marco é um BMW i5 M60 xDrive na cor Azul Tansanit, fabricado na planta de Dingolfing, na Alemanha, e destinado a um cliente na Espanha.

A unidade de Dingolfing se consolidou como o principal polo de produção de veículos elétricos da BMW. Desde o início da fabricação em série de modelos totalmente elétricos, em 2021 com o BMW iX, a planta já produziu mais de 320 mil veículos BEV. Atualmente, saem das linhas de montagem locais os modelos BMW iX, BMW i5 Sedan, BMW i5 Touring e BMW i7.

Segundo a BMW, quase um em cada seis veículos elétricos produzidos pelo grupo foi fabricado em Dingolfing. Em 2025, os modelos 100% elétricos já representavam mais de 25% da produção total da planta bávara.

A estratégia faz parte do conceito BMW iFACTORY, que permite a produção flexível de veículos com diferentes tipos de motorização na mesma linha de montagem. Hoje, todas as fábricas alemãs do BMW Group já produzem ao menos um modelo elétrico, consolidando a eletromobilidade como parte central da operação global da marca.

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sexta-feira, 8 de maio de 2026

Jurid orienta sobre diferenças entre sapatas de freio com e sem alavanca

A Jurid, fabricante especializada em componentes de freio, destaca as principais diferenças entre sapatas de freio com e sem alavanca e reforça os cuidados necessários durante a instalação e manutenção do sistema.

Segundo a marca, as sapatas com alavanca oferecem mais praticidade ao reparador, já que dispensam a desmontagem e o reaproveitamento da alavanca original do veículo. Isso torna o processo de substituição mais rápido e reduz o risco de falhas na montagem.

Já nas versões sem alavanca, é necessário reutilizar a peça instalada anteriormente no sistema. Nesses casos, a recomendação é inspecionar o estado da alavanca antes da montagem, verificando sinais de desgaste, folgas ou danos que possam comprometer o funcionamento do freio.

“Quando a aplicação utiliza sapata sem alavanca, é importante avaliar as condições desse componente e substituí-lo caso apresente desgaste”, explica Ana Paola Sartori, gerente de operações da Jurid.

Identificação das aplicações

Para facilitar a identificação no balcão e na oficina, a Jurid utiliza a letra “A” no final do código das sapatas com alavanca. Um exemplo é a referência HQJ-511A. Já a versão sem alavanca para a mesma aplicação recebe o código HQJ-511.

Revisão do sistema traseiro

Aplicadas normalmente no eixo traseiro, as sapatas de freio atuam no sistema de frenagem e no freio de estacionamento. Apesar de terem vida útil maior que as pastilhas dianteiras, a fabricante recomenda revisar as sapatas e o tambor traseiro sempre que houver manutenção no sistema de freios.

Durante a inspeção, é necessário verificar o mecanismo de catraca, ajustar folgas e avaliar o estado do tambor. Ruídos e perda de eficiência no freio de estacionamento podem indicar desgaste das sapatas ou problemas no conjunto.

Cuidados na instalação

A Jurid também reforça a importância de evitar contaminação na superfície de atrito das sapatas e de realizar a limpeza correta do tambor antes da montagem. Segundo a fabricante, esses cuidados ajudam a preservar a eficiência da frenagem e a segurança do veículo.

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