quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Dicas para organização da oficina: processos, atendimento e estoque

Desde o primeiro contato até o controle do estoque, os processos devem seguir critérios definidos

Independentemente do porte da oficina, a organização interfere na rotina de trabalho, no atendimento ao cliente e na gestão do negócio. Desde o primeiro contato até o controle do estoque, os processos devem seguir critérios definidos.

A consultora Amanda Medeiros destaca a necessidade de planejamento diário: “Hoje em dia, é muito fácil a gente se perder com as notificações do celular e passar despercebido tarefas importantes para a rotina. É preciso listar as atividades por ordem de prioridade, para começar o dia com a oficina em ordem”.

No atendimento, a comunicação sobre serviços, prazos e custos deve ser clara. O acompanhamento após a entrega do veículo também faz parte do processo. “O atendimento do mecânico não termina na entrega do carro para o cliente, é importante fazer um bom pós-venda. Muitas vezes, a gente quer a oficina cheia e se esquece de que uma ligação pode fazer toda a diferença para fidelizar o cliente”, afirma Amanda.

Na gestão de processos, o uso de ordens de serviço organizadas permite acompanhar entradas e saídas, prazos e etapas do reparo, do agendamento à entrega do veículo. A manutenção preventiva deve ser orientada aos clientes para reduzir intervenções corretivas e facilitar o planejamento da oficina, além de fortalecer a relação de confiança.

A organização do espaço contribui para a execução dos serviços. Ferramentas devem ter locais definidos e o controle do pátio ajuda no acompanhamento dos trabalhos. “Para ter controle de quantos veículos estão no pátio e de qual o progresso de cada um, eu sempre recomendo a criação de uma lousa com três situações: aguardando serviço, próximo serviço e em serviço”, orienta a consultora.

O controle de estoque exige acompanhamento constante para evitar falta de peças e gastos desnecessários. Sistemas informatizados auxiliam na gestão diária. Amanda alerta para compras parceladas e excesso de estoque: “Hoje muitas oficinas estão pagando de forma parcelada, com isso cria-se uma dívida lá na frente”. Ela também destaca a atenção na compra de óleo: “É preciso analisar se a saída está sendo a cada 30 dias, pois não há motivo de comprar parcelado. Você deve trabalhar o seu estoque sob demanda pois dinheiro parado no estoque é prejuízo para a sua oficina”.

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Avaliação e substituição de pivôs e terminais exigem atenção na hora da manutenção

Componentes da direção e suspensão influenciam estabilidade, segurança e desgaste dos pneus

 

 

Ruídos durante manobras, folga perceptível no volante, desgaste irregular dos pneus e instabilidade em linha reta estão entre os principais sinais de possíveis falhas em pivôs e terminais de direção. Componentes do sistema de direção e suspensão, essas peças têm papel direto na estabilidade, no conforto e na dirigibilidade do veículo, sendo fundamentais para a segurança da condução.

De acordo com Leandro Leite, coordenador de Assistência Técnica da Nakata, o comprometimento dessas peças pode resultar não apenas em perda de desempenho dinâmico, mas também em aumento de custos de reparação. Segundo o especialista, quando a manutenção não é realizada de forma adequada ou no momento correto, outros componentes do sistema podem ser afetados de maneira indireta.

Para reduzir riscos, a recomendação técnica é que os motoristas realizem ao menos uma revisão anual dos pivôs e terminais de direção, mesmo na ausência de sintomas evidentes. Em veículos que circulam com frequência por vias irregulares ou operam sob sobrecarga, uma condição não recomendada pelo fabricante, a inspeção deve ocorrer em intervalos menores, devido ao maior esforço imposto às articulações.

 

 

A inspeção correta começa com a elevação do eixo dianteiro, permitindo que as rodas fiquem livres. Com o auxílio de uma alavanca, aplica-se pressão entre o braço da suspensão e a manga de eixo para verificar possíveis folgas ou estalos nos pivôs. Em seguida, os terminais de direção devem ser avaliados segurando a roda nas posições horizontais (3h e 9h), realizando movimentos alternados. A checagem visual das coifas, em busca de rachaduras ou vazamento de graxa, complementa o diagnóstico.

Na etapa de substituição, alguns cuidados técnicos são considerados essenciais. Entre eles estão a não reutilização de porcas e parafusos, a verificação do alojamento do pino esférico na contrapeça e o respeito ao torque especificado pelo fabricante. O aperto excessivo pode causar deformações ou danos à rosca, enquanto torque insuficiente compromete a fixação e a segurança do conjunto.

Também é fundamental o uso de ferramentas adequadas e a conferência do alojamento em casos de pivôs prensados na bandeja de suspensão. Ao final do serviço, a verificação do alinhamento da direção e, quando necessário, do balanceamento das rodas, é indispensável. Segundo Leite, uma montagem incorreta pode reduzir a vida útil das peças novas e afetar negativamente a dirigibilidade e o desgaste de outros componentes do veículo.

 

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terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Veja como apertar o cabeçote do motor – Honda Accord 2.2

Aplicar o torque correto é essencial para uma boa vedação do conjunto

 

 

Para não ter problemas na compressão e de vazamentos entre bloco e cabeçote, é fundamental apertar corretamente este componente após uma manutenção. Pensando nisso, a revista O Mecânico mostra as etapas e os valores de aperto recomendados para o motor 2.2 do Honda Accord.

Os valores e etapas apresentados são válidos para o motor aspirado de quatro cilindros e 2.2 litros de código F22Z2, que foi utilizado no sedã entre 1995 e 1998. Esse motor desenvolvia 145 cv de potência máxima com 20,3 kgfm de torque.

O procedimento de aperto do cabeçote é feito em três etapas, sempre seguindo a ordem de aperto dos parafusos conforme indicado pela imagem de referência. Na primeira etapa o torque aplicado é de 40 Nm, enquanto na segunda o valor é de 70 Nm. Já na terceira etapa o valor final de torque é de 100 Nm.

 

 

Por fim, é recomendado que o mecânico sempre utilize parafusos novos durante a instalação do cabeçote, pois eles podem sofrer deformação plástica uma vez utilizados.

Mecânico Pro

 

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BYD e Mobil anunciam óleo de motor desenvolvido para veículos PHEV na China

Produto foi projetado para ser usado com o sistema híbrido DM-i da fabricante chinesa

 

 

A BYD anunciou uma parceria com a Mobil para o lançamento de uma linha de óleos de motor desenvolvida especificamente para veículos híbridos plug-in (PHEVs) que utilizam a tecnologia DM-i da fabricante chinesa.

Segundo a empresa, o objetivo do produto é diminuir os problemas de lubrificação que podem ser causados pelas condições de funcionamento dos conjuntos híbridos. Nesses sistemas, o motor sofre partidas e desligamentos frequentes, períodos curtos de operação em baixa temperatura e acionamentos intermitentes sob alta carga, devido às mudanças entre os modos elétrico e térmico.

Esse padrão de uso tende a elevar o desgaste dos componentes internos, uma vez que as partidas constantes aumentam a carga instantânea sobre mancais e demais superfícies de atrito durante as mudanças de modo. Além disso, trajetos curtos em baixas temperaturas aumentam a formação de condensação interna, ampliando o risco de emulsificação do óleo, enquanto as fases de operação sob alta carga exigem maior estabilidade química e controle da formação de depósitos.

De acordo com a BYD, o novo óleo de motor 0W-20 apresenta resistência ao desgaste 50% superior aos padrões da indústria e estabilidade à emulsificação 2,5 vezes maior do que o nível de referência. Essas características, segundo a empresa, foram desenvolvidas para lidar com o aumento da condensação de umidade nos motores híbridos durante operações de curta distância e baixa temperatura, comuns em aplicações PHEV.

 

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segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

BorgWarner fornecerá bateria para ônibus autônomo na América do Norte

Contrato será a primeira aplicação da tecnologia de baterias da empresa em veículos autônomos na região

 

 

A BorgWarner irá fornecer seu sistema de baterias para o Holon urban, novo ônibus urbano elétrico e autônomo de Nível 4, com capacidade de até 15 passageiros. O contrato é a primeira vez que a tecnologia de baterias da fabricante será aplicada em veículos autônomos produzidos na América do Norte.

O veículo vai utilizar um sistema de baterias baseado em células cilíndricas de íons de lítio com química níquel-manganês-cobalto (NMC), do modelo 5AKM 157. Cada ônibus vai contar com dois pacotes de bateria de 57 kWh de capacidade. O conjunto possui arquitetura modular, projetado para oferecer maior densidade energética.

 

 

O sistema de baterias tem proteção contra impactos em aço inoxidável e utiliza um sistema de refrigeração líquida ativa, que permite maior controle térmico e durabilidade do conjunto.

Segundo a BorgWarner, a produção do sistema de baterias está prevista para começar no segundo trimestre de 2027, na unidade de Seneca, no estado da Carolina do Sul, nos Estados Unidos.

 

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Veja os sinais que indicam a necessidade de troca das molas da suspensão

Altura irregular, ruídos anormais e perda de estabilidade estão entre os principais sinais

 

 

As molas da suspensão têm a função de sustentar o peso do veículo, manter a altura correta da carroceria e armazenar a energia mecânica das irregularidades do solo. Com o uso e o envelhecimento do material, esse componente pode perder suas características, comprometendo o conforto e a segurança. Pensando nisso, a revista O Mecânico exibe os principais indícios de que é hora de substituir as molas da suspensão.

Um dos sinais mais comuns é a altura irregular do veículo, que pode ser percebida quando um dos lados fica mais baixo que o outro ou quando a carroceria fica mais próxima do solo. Isso pode indicar que a mola perdeu resistência ou sofreu deformação, deixando de sustentar corretamente o peso aplicado sobre aquele ponto da suspensão.

Outro indício comum é o surgimento de ruídos anormais, como estalos ou batidas secas ao passar por buracos, lombadas ou irregularidades do piso. Esse sintoma pode ocorrer quando a mola está trincada, quebrada ou trabalhando fora da sua posição ideal, gerando contato com outros componentes da suspensão.

 

 

A perda de estabilidade em curvas e durante frenagens também pode estar relacionada ao desgaste das molas. Quando elas perdem eficiência, o veículo tende a inclinar excessivamente a carroceria, apresentar maior rolagem lateral e comportamento instável.

Outro sinal possível é o desgaste irregular dos pneus. Molas desgastadas alteram a geometria da suspensão, fazendo com que os pneus trabalhem fora do ângulo ideal e causem desgaste anormal na banda de rodagem, principalmente nas bordas.

Por fim, quando o mecânico identificar sinais como altura fora do padrão, ruídos e instabilidade, é importante avaliar o estado das molas da suspensão e realizar a substituição sempre que necessário, para evitar desgaste prematuro de outros componentes do conjunto de suspensão.

 

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domingo, 28 de dezembro de 2025

15 orientações técnicas para garantir que o carro esteja pronto para viagem

Lista traz itens que podem ser verificados pelos mecânicos antes do período de férias

Jurid aponta para importância da revisão dos freios; veja dicas

Realizar a revisão do veículo antes de viagens permite orientar o cliente sobre a manutenção preventiva necessária para reduzir riscos durante o uso. A seguir, estão itens que podem ser verificados pelos mecânicos antes do período de férias.

A calibração dos pneus deve ser feita com os pneus frios, evitando medições incorretas da pressão. Pneus com pressão abaixo ou acima do indicado afetam o consumo de combustível e o desgaste da banda de rodagem.

calibragem

O desgaste dos pneus deve ser avaliado pela profundidade dos sulcos e pela presença do indicador TWI. Pneus desgastados aumentam o risco de perda de aderência em piso molhado.

O uso de combustível dentro das especificações deve ser orientado ao cliente para evitar falhas no sistema de alimentação. Combustível fora do padrão pode causar danos ao filtro e à bomba de combustível.

A troca do óleo do motor deve seguir o intervalo indicado pelo fabricante. Em uso urbano intenso, o período de troca deve considerar a condição de uso severo.

O filtro de óleo deve ser substituído junto com o lubrificante para evitar a circulação de impurezas no sistema de lubrificação.

Tecfil filtro de ar

O filtro de ar deve ser substituído quando saturado, evitando a entrada de partículas no motor e alterações no consumo de combustível.

As palhetas do para-brisa devem ser trocadas quando apresentarem desgaste, garantindo visibilidade adequada em caso de chuva.

lâmpada Gauss

As lâmpadas do veículo devem ser verificadas e substituídas de forma preventiva para evitar falhas durante o uso. A escolha do componente deve seguir a especificação do sistema elétrico.

As velas de ignição, assim como cabos e bobinas, devem ser substituídos conforme o plano de manutenção. O desgaste desses componentes interfere no funcionamento do motor e no consumo.

Fluido de freio contaminado ou não especificado pode causar acidente: entenda

O sistema de freios deve passar por inspeção das pastilhas, lonas, discos e tambores, com substituição conforme o desgaste identificado.

O fluido de freio deve ser verificado e trocado quando apresentar contaminação. A presença de água reduz a eficiência do sistema de frenagem.

Cofap amortecedores e molas a gás

As molas e amortecedores devem ser inspecionados para verificar a condição da suspensão e a estabilidade do veículo.

líquido de arrefecimento

O líquido de arrefecimento deve ser utilizado conforme a diluição indicada, sem o uso de água da torneira, para manter o funcionamento do sistema térmico do motor.

A bateria deve ser avaliada quanto à carga e ao estado geral, com orientação para substituição quando necessário, evitando falhas nos sistemas de ignição e injeção.

O filtro de cabine deve ser substituído periodicamente para manter o funcionamento do sistema de ventilação e a qualidade do ar no interior do veículo.

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