Meu nome é Murilo Barbosa, sou mecanico industrial a 20 anos.
A minha paixão por mecanica vem desde de molequinho, hoje tenho 43 anos e com muita experiencia dessa área maravilhosa, então decedi fazer algo bem bacana... compartilhar tudo que eu sei com vocês.
A Motorservice, divisão do Grupo Rheinmetall responsável pelas marcas Kolbenschmidt (KS), Pierburg e BF no aftermarket, inaugurou um novo centro de treinamento técnico em Goiânia (GO), em parceria com a Retífica Alvorada. A iniciativa amplia o programa de capacitação da empresa no Brasil, iniciado em 2013 em Nova Odessa (SP), e reforça a estratégia de aproximação com o mercado reparador.
A inauguração contou com mais de 60 participantes, entre profissionais da manutenção, clientes e parceiros, em um evento voltado ao relacionamento e networking regional.
O novo centro foi desenvolvido com foco em capacitação técnica e atualização profissional. Entre os cursos oferecidos, está o de Reparação de Motores a Combustão Interna Ciclo Diesel, com atividades teóricas e práticas baseadas no motor Cummins ISF 3.8L Euro 5.
Com a nova unidade, a Motorservice amplia sua rede de treinamento no país, que já conta com centros em Porto Alegre (RS) e Chapecó (SC), onde promove cursos sobre novas tecnologias em motores com abordagem prática em oficina.
A empresa também mantém um centro de treinamento no México, em parceria com a instituição CEVDA.
Os centros fazem parte da estratégia de longo prazo da Motorservice para ampliar o acesso à capacitação técnica. A empresa complementa a iniciativa com conteúdos digitais, como vídeos técnicos, webinars e materiais sobre aplicação de peças, diagnóstico de falhas e manutenção.
Fabricante de elevadores automotivos investe em verticalização, tecnologia industrial e expansão comercial para atender oficinas, concessionárias e centros logísticos
Ao completar 29 anos de atuação, a Emaster Elevadores Automotivos reforça sua estratégia baseada em produção nacional, desenvolvimento tecnológico e proximidade com o cliente. A empresa, de origem familiar, ampliou sua estrutura industrial, consolidou a verticalização de processos e expandiu sua presença no mercado brasileiro de equipamentos para o setor automotivo.
Fundada a partir de um negócio iniciado pelo avô da família, com foco em manutenção em postos de combustíveis, a companhia passou por reorganização societária ao longo do tempo e estruturou a operação atual. Desde então, ampliou o portfólio e se posicionou como fabricante no segmento de elevadores automotivos no país.
“Hoje, olhamos para trás e entendemos que cada etapa foi fundamental para construir o que temos. A empresa cresceu com base em conhecimento técnico, investimento e muita proximidade com o cliente”, afirma Flavio Fornasier, CEO da empresa.
Estrutura industrial e nacionalização
A Emaster investiu na verticalização da produção, internalizando etapas fabris e reduzindo a dependência de fornecedores externos. Atualmente, mais de 90% do valor dos equipamentos é composto por componentes produzidos no Brasil.
A fábrica conta com 7 mil metros quadrados de área industrial e equipe de cerca de 80 profissionais. O parque fabril reúne tecnologias como corte a laser, dobra e usinagem, além de máquina de corte a laser para tubos, incorporada recentemente para ampliar precisão e produtividade.
A operação utiliza sistemas de gestão e monitoramento em tempo real para acompanhamento de indicadores de produção, prazos e desempenho comercial. “Todo ano investimos em melhorias dentro da fábrica. É um processo contínuo de evolução tecnológica e operacional”, destaca o CEO.
Os equipamentos seguem as exigências da NR-12 (Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos), o que amplia a atuação junto a concessionárias e montadoras.
Portfólio e personalização
A empresa atende oficinas mecânicas, centros automotivos, concessionárias, montadoras, centros logísticos e clientes residenciais. O portfólio inclui elevadores automotivos de diferentes capacidades, elevadores hidráulicos, duplicadores de vagas, bancadas móveis e carrinhos de ferramentas.
Entre as estratégias comerciais está a oferta de personalização de acabamento, com adaptação de cores conforme a identidade visual dos clientes. “Isso cria uma conexão maior com a marca e agrega valor ao ambiente de trabalho”, explica Flavio Fornasier.
A engenharia interna atua no desenvolvimento de melhorias com base em demandas observadas no uso dos equipamentos. Um dos lançamentos recentes é um elevador hidráulico com foco em custo-benefício, desenvolvido para competir com produtos importados. “É um produto com preço competitivo e qualidade elevada. A expectativa é que ele se torne um dos nossos principais destaques no mercado”, afirma Flavio Fornasier.
Crescimento e estratégia para 2026
Em 2025, a empresa registrou crescimento em relação ao ano anterior, impulsionado pela participação em feiras do setor, ampliação do portfólio e avanço em segmentos como duplicadores de vagas.
Com mais de 30 mil elevadores instalados no Brasil, a Emaster mantém rede com mais de 60 assistentes técnicos distribuídos pelo país. Para 2026, a estratégia prevê ampliação da presença em eventos regionais e nacionais, com foco no Nordeste, além da consolidação dos investimentos realizados nos últimos anos. A empresa mantém como pilares a produção própria, a engenharia interna e o relacionamento com o cliente para sustentar a expansão no mercado automotivo.
A DRiV anunciou a atualização da identidade visual da Monroe Axios como parte de sua estratégia de expansão no mercado de reposição automotiva no Brasil. A principal mudança é o destaque ao nome “Axios” no novo logotipo.
Segundo a empresa, a decisão foi baseada em pesquisas com clientes em todo o país, que confirmaram o uso predominante do nome “Axios” no dia a dia do setor.
Além do reposicionamento visual, a DRiV prepara a ampliação do portfólio da Monroe Axios, que deve passar a atuar também em novos segmentos além de suspensão e direção.
A iniciativa ocorre em um momento de expansão da DRiV no país, impulsionada também pela introdução de novas marcas globais no portfólio, como Ferodo (freios) e Champion (ignição), reforçando sua presença no mercado automotivo nacional.
A Stellantis confirmou que a Leapmotor terá produção no Brasil, ampliando a estratégia de eletrificação da companhia no país. Os SUVs B10 e C10 serão fabricados no Polo Automotivo de Goiana (PE), unidade que já concentra a produção de modelos da Jeep, Ram e Fiat, como a Toro.
Mais do que a nacionalização dos veículos, o projeto introduz o desenvolvimento da primeira tecnologia REEV flex, que combina eletrificação com o uso de etanol. Nesse sistema — chamado de “ultra híbrido” — a tração é feita exclusivamente pelo motor elétrico, enquanto o motor a combustão atua apenas como gerador de energia para a bateria, sem conexão mecânica com as rodas.
Essa arquitetura, já presente no mercado chinês, será adaptada às condições brasileiras com a incorporação da tecnologia flex. A proposta é elevar a eficiência energética e reduzir a dependência da infraestrutura de recarga, mantendo a possibilidade de abastecimento com etanol, combustível com menor intensidade de carbono no contexto nacional.
O anúncio foi feito em São Paulo e faz parte da estratégia de eletrificação da Stellantis na América do Sul. De acordo com Herlander Zola, o desenvolvimento do sistema REEV flex está sendo conduzido pela engenharia local, com suporte do Stellantis Tech Center, reforçando o papel do Brasil como polo de desenvolvimento tecnológico.
A chegada da Leapmotor amplia o portfólio eletrificado da Stellantis no país, que hoje não conta com híbridos plenos ou plug-in produzidos localmente. Atualmente, a estratégia está concentrada em sistemas híbridos leves: Fiat Pulse e Fiat Fastback utilizam arquitetura 12V, enquanto Jeep Renegade e Jeep Commander já adotam sistema 48V. Nesse cenário, o REEV flex surge como um estágio mais avançado de eletrificação.
Para viabilizar a produção dos novos modelos, a fábrica de Goiana passa por expansão e adaptação industrial. O complexo pernambucano é um dos principais polos da Stellantis fora da Europa e ganha relevância na introdução de novas tecnologias no país.
A proposta dos sistemas REEV flex é oferecer elevada autonomia com menor dependência de recarga externa, posicionando-se como alternativa entre os elétricos puros e os híbridos convencionais — especialmente em mercados onde a infraestrutura ainda é limitada.
O projeto integra o maior ciclo de investimentos já anunciado pela Stellantis no Brasil, com cerca de R$ 30 bilhões previstos entre 2025 e 2030. O plano contempla modernização industrial, desenvolvimento de novas plataformas, ampliação da engenharia local e nacionalização de tecnologias eletrificadas. Além de Goiana (PE), os aportes envolvem unidades como Betim (MG) e Porto Real (RJ), consolidando o Brasil como um dos principais centros globais da companhia.
A Marelli Cofap Aftermarket anunciou o lançamento de uma nova linha de pastilhas de freio com fibra de carbono voltada a veículos da linha pesada. A novidade chega ao mercado com 12 códigos e amplia a cobertura da marca para aplicações em modelos de fabricantes como Mercedes-Benz, Scania, Volvo, Iveco, Agrale e Foton.
Desenvolvidas para aplicações severas, as pastilhas utilizam composição com fibra de carbono, com foco em maior eficiência de frenagem e estabilidade em condições de uso intensivo. Segundo a empresa, o material contribui para reduzir o desgaste dos discos e o aquecimento do sistema, além de melhorar o desempenho em comparação às pastilhas convencionais.
Os novos componentes integram a linha High Performance das marcas Cofap e Magneti Marelli, direcionada a aplicações que exigem maior durabilidade e resistência térmica. A proposta é atender à demanda do segmento pesado por soluções com maior vida útil e menor custo operacional ao longo do uso.
A empresa também informou que pretende ampliar a linha ao longo do ano, com a inclusão de novos códigos e aplicações, expandindo o alcance da tecnologia para uma base maior de veículos no mercado nacional.
As informações técnicas e aplicações estão disponíveis no catálogo eletrônico da marca e nos canais oficiais de atendimento ao consumidor.
A fábrica do BMW Group em Munique está próxima da produção em série do novo BMW i3, segundo modelo da linha Neue Klasse, começa em agosto. O movimento marca a expansão da nova arquitetura dentro da rede global da marca.
Segundo Milan Nedeljković, membro do conselho da BMW AG, a empresa estruturou sua produção com base no conceito BMW iFACTORY, com forte investimento em digitalização, inteligência artificial e novas tecnologias para preparar todas as plantas para os próximos lançamentos.
Nos últimos anos, a unidade de Munique passou por uma ampla modernização e para aumentar a eficiência, flexibilidade e digitalização, alinhada às demandas da eletrificação. A partir de 2027, a planta produzirá exclusivamente veículos 100% elétricos.
De acordo com a BMW, os custos de produção já foram reduzidos significativamente e, com o início da fabricação do novo i3, a expectativa é de uma redução adicional de mais de 10% em relação à geração atual. O resultado vem da combinação de processos otimizados, automação avançada e da nova arquitetura da Neue Klasse.
A transformação da planta envolve investimento de cerca de 650 milhões de euros. Um dos destaques é a nova área de carroceria, desenvolvida com gêmeo virtual e equipada com cerca de 800 robôs industriais. A automação atinge aproximadamente 98%, enquanto a simplificação dos processos de união reduz a complexidade da produção.
Na pintura, sistemas digitais com inteligência artificial monitoram a qualidade em tempo real. Tecnologias como inspeção automatizada de superfície (ASI) e processamento automatizado (ASP) identificam e corrigem imperfeições durante o processo. A área também adota soluções sustentáveis, como o sistema eRTO para tratamento de emissões, além de recuperação de energia e redução no consumo de água.
A antiga área de produção de motores foi convertida em um novo setor de montagem dedicado à Neue Klasse. O ambiente é totalmente conectado, com rastreamento digital em tempo real e controle automatizado de qualidade. Durante a montagem, o novo i3 transmite dados de até 20 mil parâmetros para o sistema produtivo.
O processo também evolui no aspecto ergonômico, com estações ajustáveis e maior integração digital, reduzindo o esforço dos operadores e aumentando a eficiência nas linhas de montagem.
Saiba como dimensionar o equipamento ideal para manter sua oficina, obra ou indústria em operação contínua e proteger suas máquinas e equipamentos
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No cenário industrial e automotivo de 2026, a dependência da rede elétrica é, praticamente, absoluta. Do elevador hidráulico que sustenta o faturamento do dia ao scanner de diagnóstico que mapeia a eletrônica de um híbrido, a energia é o combustível que mantém a operação em funcionamento dentro da oficina. O problema é que interrupções na rede ou oscilações de tensão não avisam quando vão acontecer, e o custo de uma hora de oficina parada pode ser a diferença entre o lucro e o prejuízo no final do mês.
Para o gestor, investir em um gerador de energia profissional não é uma despesa de infraestrutura, mas um seguro contra problemas operacionais. Garantir a continuidade do serviço é, acima de tudo, uma estratégia de fidelização e autoridade técnica.
Onde o gerador se torna vital
A necessidade de energia independente varia conforme o setor, mas o objetivo é o mesmo, acabar com a ociosidade.
Oficinas e Centros Automotivos: Imagine um carro travado no elevador durante uma queda de luz ou um processo de repintura interrompido no meio da cura na estufa. De acordo com os especialistas da Loja do Mecânico, o gerador garante que os serviços essenciais e o atendimento ao cliente não sofram interrupções, mantendo a agenda de entregas rigorosamente em dia.
Canteiros de Obras: Em locais onde a infraestrutura elétrica ainda não chegou ou é instável, o gerador de energia profissional é o coração da operação, alimentando betoneiras, marteletes e serras circulares sem depender de ligações precárias.
Indústrias e Galpões: Para manter linhas de montagem, compressores de grande porte e sistemas de iluminação de segurança ativos, o gerador atua como um sistema de backup crítico que evita o desperdício de matéria-prima por paradas repentinas.
Como escolher corretamente
Não basta comprar “o maior” gerador, é preciso comprar o mais eficiente para a sua carga de trabalho.
Cálculo de Potência (Watts vs. kVA): É fundamental somar a potência de todos os equipamentos que precisam rodar simultaneamente. De acordo com os especialistas da Loja do Mecânico, deve-se considerar o “pico de partida” de motores elétricos, que podem exigir até três vezes mais energia no momento do acionamento do que durante o funcionamento contínuo.
Autonomia e Combustível: Para uso industrial intenso, geradores a diesel costumam oferecer maior autonomia e durabilidade. Já para oficinas de médio porte com uso esporádico, os modelos a gasolina com tecnologia Inverter são excelentes pela portabilidade e pelo baixo nível de ruído.
Proteção Eletrônica (AVR): Se a sua oficina utiliza scanners, notebooks e módulos de controle sensíveis, o gerador deve possuir regulador automático de voltagem (AVR). Isso impede que oscilações na geração queimem componentes eletrônicos caros dos veículos dos clientes.
Impacto na operação e no faturamento
A continuidade operacional gera um ciclo virtuoso para a empresa:
Confiança do Cliente: Ser a única oficina da região que entrega o carro no prazo, mesmo após um apagão na cidade, cria uma boa reputação.
Proteção do Ativo: Evita danos em máquinas profissionais e ferramentas elétricas causados por quedas bruscas ou retornos violentos de energia da rede pública.
Segurança do Trabalho: Mantém sistemas de exaustão e iluminação de emergência ativos, preservando a integridade física da equipe em qualquer cenário.
Antes de adquirir seu gerador, faça um levantamento da sua “carga crítica”, aquilo que não pode parar de jeito nenhum. Isso ajuda a economizar na compra de um equipamento perfeitamente dimensionado para sua necessidade real.
Manter a produtividade em 2026 exige visão de longo prazo. Com o gerador correto, sua empresa deixa de ser refém da infraestrutura externa e assume o controle total da própria produção.