terça-feira, 17 de março de 2026

Magneti Marelli lança baterias para veículos pesados e agrícolas

A Marelli Cofap Aftermarket anunciou a ampliação da linha de baterias Magneti Marelli voltadas a veículos pesados e máquinas agrícolas. O portfólio passa a atender aplicações em caminhões, ônibus, tratores e equipamentos de marcas como Ford (linha Cargo) e New Holland, com versões seladas e com rolha.

As baterias integram a linha Estrada, desenvolvida para aplicações de alta demanda elétrica e operação contínua. Com capacidade superior a 95 Ah, os modelos são projetados para manter desempenho consistente mesmo em condições severas. Entre os diferenciais estão o sistema de ancoragem e absorção de impactos e construção interna reforçada.

A linha oferece 15 meses de garantia e conta com programa de retorno de carcaças, alinhado a práticas de sustentabilidade e economia circular.

Essencial para o funcionamento do veículo, a bateria é responsável pela partida do motor e alimentação dos sistemas de ignição, injeção, iluminação e demais componentes elétricos quando o motor está desligado.

Segundo a fabricante, a durabilidade do componente varia conforme as condições de uso. Sinais como dificuldade na partida, oxidação nos terminais e luz de alerta no painel indicam a necessidade de verificação. Em alguns casos, a recarga é possível, desde que avaliada por um profissional especializado para evitar danos ao sistema elétrico.

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Hyundai HR 2.5 EU5: veja torques e sequência de aperto do motor D4CB

Dados de torque e procedimentos de montagem do cabeçote e componentes auxiliam na manutenção do utilitário leve

O VUC Hyundai HR 2.5 EU5, equipado com o motor D4CB, demanda atenção aos torques e à sequência de aperto durante intervenções no conjunto. As informações são relevantes para serviços no cabeçote, virabrequim e sistema de válvulas, evitando falhas após a montagem.

Motorização

O motor D4CB é um 2.5 TCI Diesel, com quatro cilindros em linha, 16 válvulas e injeção direta common rail. Entrega 130 cv a 3.800 rpm e torque de 26 kgfm entre 1.500 e 3.500 rpm. O modelo utiliza câmbio manual de seis marchas, tração traseira e embreagem monodisco a seco.

Sequência de aperto e torques

No procedimento de manutenção do cabeçote, é obrigatório substituir todos os parafusos que utilizam torque em ângulo. O aperto deve seguir sequência técnica e divisão em etapas: inicialmente 49 Nm, seguido de 120° e, por fim, mais 90°. O controle dessas fases é essencial para garantir a vedação adequada e evitar empenamento.

No conjunto inferior, os mancais do virabrequim devem receber torque entre 127,0 e 137,3 Nm. Já a polia do virabrequim exige aperto entre 274,6 e 294,2 Nm. A polia do comando de válvulas trabalha com faixa entre 93,2 e 117,7 Nm, enquanto os mancais do eixo de comando recebem torque mais baixo, entre 13,7 e 15,7 Nm.

A montagem das bielas segue procedimento específico em múltiplas etapas. O primeiro aperto é de 58,0 Nm, seguido pelo alívio total do torque. Na sequência, aplica-se 32,4 Nm e, por fim, um aperto angular de 60°. Esse processo garante o assentamento correto dos componentes e reduz o risco de folgas ou travamentos.

Os parafusos do volante do motor devem ser apertados entre 127,5 e 137,3 Nm, mantendo uniformidade no conjunto de transmissão.

*As informações técnicas foram divulgadas pela Revista O Mecânico por meio da plataforma Mecânico Pro, ferramenta voltada ao diagnóstico e consulta de dados da frota nacional.

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Importadores recolheram mais de 384 mil toneladas de pneus em 2025

Importadores de pneus no Brasil destinaram corretamente 384.391 toneladas de pneus inservíveis em 2025, segundo relatório do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O volume atende às exigências da Resolução Conama nº 416/2009, que obriga fabricantes e importadores a recolher e dar destinação adequada a uma quantidade equivalente ao que colocam no mercado.

Os pneus coletados foram encaminhados para processos como coprocessamento na indústria do cimento, laminação, granulação e pirólise, garantindo reaproveitamento e redução de impactos ambientais.

A Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Pneus (ABIDIP) afirma que o setor cumpre a legislação e destaca que a logística reversa envolve coleta, transporte e reciclagem com a participação de diferentes empresas.

Entre as iniciativas do setor, o programa Brasil Rodando Limpo, coordenado pela Associação Brasileira de Empresas de Reciclagem de Pneus Inservíveis (ABRERPI), recicla cerca de 180 mil toneladas de pneus por ano, com atuação em diversos estados e municípios. O objetivo é ampliar a reciclagem, fortalecer a economia circular e garantir a destinação correta dos resíduos.

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Equipamentos para Auto Centers: Veja o que é indispensável em 2026

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O Auto Center moderno agora funciona como um centro tecnológico de alta performance, onde a velocidade do serviço precisa andar de mãos dadas com a precisão absoluta.
Se você quer manter a competitividade este ano, o investimento em infraestrutura não é mais opcional. Confira as tendências que estão ditando o ritmo do setor em 2026.

1. Scanner Automotivo: Do Diagnóstico à Nuvem

Em 2026, o scanner deixou de ser apenas um “leitor de falhas” para se tornar a principal interface de comunicação do mecânico com o veículo.

Como funciona: Os novos equipamentos utilizam protocolos DoIP (Diagnostic over IP) e CAN-FD, permitindo a leitura de gigabytes de dados em segundos. A conexão é via VCI (Interface de Comunicação do Veículo) sem fio, enviando relatórios em tempo real diretamente para o smartphone do cliente.
A tendência: Scanners com inteligência artificial preditiva que sugerem o reparo baseado em bancos de dados globais e a calibração de sistemas ADAS (sensores de estacionamento, frenagem autônoma e câmeras), fundamentais na frota atual.

2. Ferramentas Pneumáticas

Apesar do avanço das ferramentas a bateria, o ar comprimido continua sendo o “músculo” de muitos Auto Centers, mas com uma roupagem nova.

Como funcionam: As chaves de impacto pneumáticas de 2026 utilizam mecanismos de martelo duplo (Twin Hammer) feitos de ligas de titânio, que entregam um torque altíssimo com muito menos vibração.
Eficiência e Ergonomia: A grande tendência é o foco no conforto acústico. Silenciadores integrados e carcaças em materiais compostos reduzem o peso e o ruído, preservando a saúde do operador sem perder a força necessária para soltar conjuntos de suspensão pesados.

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3. Elevação e Alinhamento

O alinhamento em 2026 exige uma integração total com a suspensão do veículo, especialmente em modelos híbridos e elétricos que possuem centros de gravidade distintos.

Alinhamento de Imagem (3D/4D): Esqueça os sensores de “garra” pesados. A tendência são sistemas de câmeras de alta resolução que fazem a leitura por meio de alvos ultraleves, eliminando erros de calibração do próprio equipamento.
Elevadores Inteligentes: Elevadores pantográficos e de duas colunas agora vêm equipados com sensores de peso e nivelamento automático eletrônico. Eles garantem que o carro esteja perfeitamente plano para o alinhamento, algo crítico para o funcionamento correto dos sistemas de estabilidade eletrônica do veículo.

4. Manutenção Preventiva

A manutenção preventiva em 2026 é vendida através da confiança e dos dados. O equipamento agora ajuda a “provar” para o cliente que o serviço é necessário.

Inspeção Digital (DVI): Ferramentas de análise de fluidos eletrônicas e câmeras de inspeção (boroscópios) de alta definição permitem mostrar o desgaste interno de componentes sem desmontar o carro.
Economia Operacional: Ao automatizar a verificação de itens como estado da bateria, pressão de pneus e qualidade do fluido de freio, o Auto Center aumenta o ticket médio de forma ética, antecipando problemas que deixariam o cliente na mão.

Dica Pro: Em 2026, o design do Auto Center importa. Equipamentos com acabamento premium e organização impecável transmitem a autoridade técnica que o dono de um carro moderno procura.

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Atualizar o seu Auto Center é mais do que comprar máquinas novas, é preparar sua equipe para a nova era da mobilidade.

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segunda-feira, 16 de março de 2026

Brasil avança no desenvolvimento de baterias de estado sólido com protótipo bipolar de 122 V

O Brasil deu um passo relevante no desenvolvimento de baterias de lítio totalmente em estado sólido. Um novo protótipo bipolar de 122 volts foi desenvolvido em parceria entre Voltpile, Senai PR, Petrogal Brasil (JV Galp | Sinopec), ANP e Embrapii, com participação do ISI Eletroquímica e IST-TIC.

O projeto representa um marco para a tecnologia de armazenamento de energia no país e reforça o avanço brasileiro em soluções voltadas à mobilidade elétrica e sistemas de armazenamento.

Evolução do projeto

Quando o projeto foi apresentado em 2024, o foco estava na validação de uma bateria de estado sólido de baixa tensão (3,7 V). Desde então, a tecnologia evoluiu para um protótipo de alta tensão, alcançando 122 V.

A nova bateria possui 24 cm² de área ativa e utiliza arquitetura bipolar, considerada estratégica para aplicações que exigem maior densidade energética e níveis mais elevados de tensão, como veículos elétricos e sistemas avançados de armazenamento.

Esse resultado posiciona o projeto entre os mais avançados da América Latina no desenvolvimento de baterias de estado sólido.

Vantagens da arquitetura bipolar

As baterias de estado sólido são vistas como uma das principais apostas para a próxima geração de eletrificação. Entre os principais benefícios estão:

  • Maior segurança, por eliminar eletrólitos líquidos inflamáveis
  • Maior densidade de energia
  • Redução de perdas elétricas
  • Menor quantidade de materiais inativos, como cabos e invólucros

A configuração bipolar também contribui para reduzir custos de materiais e produção, além de melhorar o desempenho elétrico.

Impacto estratégico

O avanço reforça a capacidade da indústria e da pesquisa brasileira em atuar na fronteira tecnológica do armazenamento de energia. A iniciativa também contribui para reduzir dependências externas e fortalecer o desenvolvimento nacional em eletrificação, mobilidade e transição energética.

Próxima fase do projeto

Com a validação do primeiro protótipo bipolar, os pesquisadores iniciam agora uma nova etapa: o desenvolvimento de uma versão com 72 cm² de área ativa, mantendo a tensão de 122 V.

O objetivo é aumentar a capacidade da bateria, preservando critérios de segurança, estabilidade eletroquímica e desempenho elétrico. Essa fase envolve desafios adicionais relacionados à homogeneidade dos materiais e à integridade mecânica do sistema.

Segundo o pesquisador-chefe Marcos Berton, o avanço marca uma mudança de escala no projeto. “O resultado dessa pesquisa aplicada representa um salto de soberania tecnológica: da bancada à alta tensão, consolidamos a base nacional para liderar a próxima geração da mobilidade elétrica e do armazenamento de energia”.

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PHINIA nomeia Camila Rocha como nova gerente global de marketing da Delphi

A PHINIA anunciou a nomeação de Camila Rocha como nova Gerente Global de Marketing da marca Delphi. A executiva passa a liderar as estratégias de comunicação e posicionamento da marca em nível mundial, com foco no fortalecimento da presença da Delphi tanto no mercado de reposição quanto no fornecimento de equipamentos originais.

Na nova função, Camila será responsável por coordenar as iniciativas de marketing e comunicação da Delphi em diferentes mercados, atuando na promoção do portfólio de produtos e no reforço do posicionamento da marca junto a distribuidores, oficinas e fabricantes de veículos.

A executiva também assumirá a gestão das comunicações institucionais e comerciais da Delphi em diversos canais, incluindo mídia impressa, plataformas digitais, comunicação eletrônica e redes sociais. O objetivo é ampliar a visibilidade global da marca e apoiar a estratégia de crescimento da empresa no setor automotivo.

Antes da nova nomeação, Camila Rocha atuava como Gerente Global de Eventos da PHINIA. Nessa função, foi responsável por liderar a participação da empresa em alguns dos principais eventos da indústria automotiva mundial. Entre eles estão o IAA (International Motor Show) e a Automechanika, em Frankfurt, na Alemanha, a AAPEX (Automotive Aftermarket Products Expo), em Las Vegas, nos Estados Unidos, e a Automec, realizada em São Paulo, um dos principais encontros do mercado de reposição da América Latina.

Com experiência em marketing estratégico e gestão de eventos globais, a executiva tem contribuído para ampliar a presença institucional da Delphi em mercados-chave do setor automotivo.

“Sou verdadeiramente apaixonada pelo que faço e orgulhosa de ter contribuído para o desenvolvimento da marca Delphi no Brasil nos últimos anos. Meu foco agora é fortalecê-la globalmente, conectando equipes, mercados e clientes por meio de uma visão integrada e colaborativa”, afirma Camila Rocha.

Segundo a executiva, a estratégia passa por ampliar o alinhamento entre os diferentes mercados e reforçar uma comunicação consistente baseada no conhecimento das demandas do setor e na proximidade com os profissionais da cadeia automotiva.

A Delphi é uma das principais marcas do portfólio da PHINIA no segmento de reposição automotiva, com atuação em sistemas de combustível, componentes elétricos e soluções voltadas à manutenção e reparação de veículos.

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GAC prepara produção no Brasil com uso da planta da Mitsubishi em Catalão (GO)

A GAC anunciou que utilizará a estrutura industrial da HPE Automotores, responsável pela operação da Mitsubishi Motors no Brasil, para iniciar sua produção local no país. A fabricação ocorrerá no complexo industrial de Catalão (GO), um dos principais polos automotivos do Centro-Oeste brasileiro. O anúncio será feito ao longo dessa sem a segundo apuração exclusiva do jornalista Jorge Moraes do portal UOL e site Autoranking.

O movimento faz parte da estratégia da montadora chinesa para acelerar a nacionalização de veículos e ampliar sua presença no mercado brasileiro. A empresa pretende aproveitar parte da infraestrutura já instalada na unidade goiana para iniciar a montagem de modelos no país, reduzindo o tempo de implantação industrial.

O projeto integra um plano de investimento estimado em R$ 6 bilhões, com meta de atingir produção anual próxima de 100 mil veículos em até cinco anos, conforme informações divulgadas por fontes do setor automotivo.

Estrutura industrial consolidada

A planta de Catalão foi inaugurada em 1998 e passou por sucessivas expansões ao longo das últimas décadas. O complexo industrial conta atualmente com cerca de 247 mil m² de área construída dentro de um terreno com mais de 2 milhões de m².

A unidade possui linhas completas de produção automotiva, incluindo estamparia, soldagem de carroceria, pintura, montagem final e inspeção e controle de qualidade

A capacidade instalada da unidade supera 120 mil veículos por ano, o que permite absorver novos projetos industriais sem necessidade imediata de expansão estrutural significativa.

Produção atual da Mitsubishi no Brasil

A planta de Catalão é a principal base industrial da Mitsubishi na América Latina e concentra a produção de modelos estratégicos da marca no mercado brasileiro.

Entre os veículos atualmente fabricados na unidade estão Mitsubishi Triton e Eclipse Cross

Historicamente, a produção da Mitsubishi no Brasil começou com a picape L200, modelo que inaugurou a operação industrial da marca no país no final dos anos 1990.

O primeiro modelo da GAC previsto para produção no Brasil é o SUV compacto GAC GS3, que será adaptado para as condições do mercado nacional.

Entre as principais alterações esperadas está a adoção de motor 1.5 turbo com tecnologia flex, compatível com gasolina e etanol, solução considerada essencial para competitividade no país.

A montadora também avalia introduzir futuramente veículos híbridos flex, combinando motores a combustão adaptados ao etanol com sistemas eletrificados — abordagem que começa a ganhar espaço entre fabricantes que operam no Brasil.

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