sexta-feira, 17 de abril de 2026

Correia de distribuição do Peugeot 1.6 (TU5JP4): procedimento exige bloqueio preciso

Procedimento exige bloqueio preciso do virabrequim e dos comandos para garantir alinhamento e funcionamento adequado

Modelos da Peugeot fabricados entre 2007 e 2013 equipados com motor 1.6 16V (TU5JP4) entregam até 113 cv no etanol e torque máximo de 15,8 kgfm a 4.000 rpm. Trata-se de um conjunto que depende diretamente do sincronismo exato entre virabrequim e comandos de válvulas. Qualquer desalinhamento compromete desempenho, consumo e pode provocar danos internos. Por isso, a substituição da correia de distribuição deve seguir procedimento técnico rigoroso.

Desmontagem

O início do serviço requer a elevação da parte dianteira do veículo em elevador ou com apoio seguro em cavaletes, mantendo as rodas suspensas. Em seguida, a bateria deve ser desligada, respeitando um intervalo mínimo de cinco minutos após o desligamento da ignição para permitir o adormecimento completo da rede elétrica.

Na sequência, é necessário remover a roda dianteira direita, o para-barro do para-lama, o protetor de cárter, a correia de acessórios e a polia do virabrequim, fixada por três parafusos. Com esses componentes fora de posição, o motor precisa ser sustentado pela parte superior com barra transversal adequada ou apoiado por baixo com equipamento compatível, garantindo estabilidade durante o processo.

O próximo passo consiste em retirar a unidade de controle do motor com seu suporte, remover o batente indicado, desacoplar e afastar o chicote elétrico e extrair os suportes do motor envolvidos na área de trabalho. Depois disso, são removidas as tampas superior e inferior da correia de distribuição, liberando acesso completo ao sistema.

Com o conjunto exposto, realiza-se o travamento do virabrequim no ponto morto superior do primeiro cilindro, inserindo a haste de posicionamento no orifício lateral do bloco, próximo ao filtro de óleo. Em seguida, devem ser instalados os pinos de sincronização nos comandos de admissão e escape, alinhando os furos das polias com os do cabeçote para garantir o posicionamento correto.

Com o motor devidamente calado, afrouxa-se a porca de fixação do tensor para eliminar a carga aplicada sobre a correia. A correia usada é então retirada. Nesse momento, é fundamental examinar o tensor, o rolamento auxiliar e a bomba d’água quanto a desgaste, folga ou ruído, além de verificar possíveis vazamentos nos retentores.

Montagem

A instalação da nova correia deve obedecer ao sentido de rotação indicado pelo fabricante e seguir uma sequência lógica de encaixe: inicia-se pela engrenagem do virabrequim, passa-se pelo rolamento de apoio, engrenagem do comando de admissão, engrenagem do comando de escape, polia da bomba d’água e, por fim, o rolete tensor.

Após o encaixe, os pinos de posicionamento dos comandos são removidos. O tensionamento inicial é feito girando o tensor no sentido anti-horário com chave Allen aplicada no sextavado correspondente, até que o ponteiro atinja sua marca de referência máxima. A porca de fixação é então apertada com torque de 2,1 kgfm.

Retira-se a haste de bloqueio do virabrequim e executam-se quatro giros completos no sentido horário utilizando o parafuso da engrenagem. Esse procedimento permite o assentamento da correia. Em seguida, reinstalam-se a haste e os pinos de sincronização para confirmar o alinhamento do conjunto.

Para o ajuste final, a fixação do tensor é novamente afrouxada e, com auxílio da chave Allen, posiciona-se o ponteiro na marca de trabalho indicada. Realizam-se mais duas voltas completas no virabrequim, afrouxa-se a porca e corrige-se a tensão até que o indicador permaneça na posição especificada.

Confirmado o sincronismo e a tensão correta, os demais componentes, tampas e suportes são reinstalados seguindo a ordem inversa da desmontagem.

Esse procedimento evidencia que a troca da correia de distribuição não se resume à substituição de um componente. Trata-se de uma operação que exige controle de fase, precisão no bloqueio mecânico e ajuste correto de tensão, fatores determinantes para o funcionamento uniforme do motor 1.6 16V.

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quinta-feira, 16 de abril de 2026

Autopar 2026 prevê maior edição da história

A Autopar 2026, principal feira de fornecedores da indústria automotiva do Sul do Brasil, já está com credenciamento aberto. O evento acontece de 6 a 9 de maio, no Expotrade Pinhais (PR), reunindo os principais players da cadeia de autopeças e manutenção da América Latina.

Voltada a profissionais a partir de 16 anos, a participação é gratuita mediante inscrição no site oficial.

Consolidada como plataforma estratégica do mercado de reposição, a Autopar chega à edição de 2026 com expectativa de crescimento. Em 2024, o evento ocupou 35 mil m² e recebeu cerca de 70 mil visitantes. Para este ano, a projeção é atingir 80 mil profissionais ao longo dos quatro dias.

O evento conecta toda a cadeia automotiva da indústria à distribuição, passando pelo varejo até o mecânico, em um ambiente focado em negócios. A programação também inclui palestras e conteúdos técnicos, reforçando seu papel na capacitação do setor.

Durante o evento a revista O Mecânico, que fará uma cobertura especial com empresas do setor automotivo para o seu site e redes sociais, trará o projeto Atualizar, ação tradicional nos eventos com foco na capacitação e atualização dos profissionais do setor automotivo.

Serviço
Evento: Autopar 2026 – Feira de Fornecedores da Indústria Automotiva
Data: 6 a 9 de maio de 2026
Local: Expotrade Pinhais (Rod. Dep. João Leopoldo Jacomel, 10454 – Pinhais/PR)
Entrada: Gratuita para profissionais do setor via site oficial.
Informações e credenciamento: www.feiraautopar.com.br

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quarta-feira, 15 de abril de 2026

Peça usada ganha escala: Renova Ecopeças dobra capacidade e mira avanço no mercado brasileiro

Operação da Porto Serviço amplia área para 9.500 m², supera 10 mil veículos desmontados por ano e expande estoque para mais de 40 mil itens

A Renova Ecopeças, operação da Porto Serviço voltada à desmontagem de veículos e comercialização de peças usadas, concluiu a ampliação de sua estrutura em São Paulo e dobrou sua capacidade operacional. A empresa passa a atuar em uma área de 9.500 m² e reforça a estratégia de crescimento diante do aumento da demanda por peças com menor custo no Brasil.

Com a expansão, a área operacional passou de 4.800 m² para 9.500 m². A capacidade produtiva agora supera 10 mil veículos desmontados por ano. O estoque disponível deve saltar de 20 mil para mais de 40 mil peças de diferentes marcas e modelos.

O movimento ocorre em um cenário de envelhecimento da frota nacional e aumento dos custos de manutenção, fatores que ampliam a procura por alternativas no mercado de reposição. Nesse contexto, a comercialização de peças usadas ganha espaço entre oficinas, mecânicos e consumidores finais.

Fundada há 13 anos, a Renova Ecopeças já desmontou mais de 30 mil veículos e reinseriu mais de 1 milhão de peças no mercado. No último ano, a operação desmontou mais de 3,4 mil veículos, comercializou mais de 70 mil peças e registrou faturamento superior a R$ 70 milhões, crescimento de cerca de 23% em relação ao período anterior.

As peças comercializadas podem custar até 60% menos do que as novas, contam com garantia de 90 dias e selo de rastreabilidade do Detran, que assegura a procedência dos componentes. A empresa realiza entregas para todo o Brasil.

A operação adota modelo multicanal, com loja física em São Paulo, site próprio, atendimento digital e presença em marketplaces. A estratégia amplia o alcance comercial e diversifica o perfil de clientes atendidos. “A ampliação da estrutura permitirá sustentar o crescimento da operação com aumento de variedade e capacidade de atendimento”, afirma Daniel Morroni, diretor da Porto Serviço responsável pela Renova.

A empresa também investe em tecnologia e inteligência artificial para apoiar a seleção de veículos destinados à desmontagem e a definição de preços das peças. A estratégia busca ganho de eficiência operacional e competitividade comercial. Com a nova estrutura em funcionamento, a Renova Ecopeças projeta acelerar a expansão no mercado brasileiro de peças usadas e ampliar sua atuação na cadeia de reaproveitamento automotivo.

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Litens Brasil consolida a sua atuação como polo de exportação

A Litens Brasil anuncia sua consolidação como polo de exportação do grupo para a América do Norte. A unidade de Atibaia/SP está apta a abastecer o mercado interno e atender ás demandas de exportação, incluindo aplicações em picapes destinadas ao mercado norte-americano.

Os aportes realizados viabilizaram a ampliação da linha de produção, com a instalação de novos equipamentos e a criação de um laboratório de testes para validação de componentes para motores a combustão e híbridos.

Em 2024, além de ampliar os volumes exportados para a Argentina, a Litens passou a atender também o México e Estados Unidos, tanto no segmento OEM quanto no de reposição.

A Litens Brasil também se destaca pela produção nacional do primeiro tensionador híbrido fabricado no país para veículos MHEV (Mild Hybrid Electric Vehicle – Veículo Híbrido Leve).

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Erro no torque pode comprometer motor do Toyota Yaris 1NR-FBE: veja os valores corretos

Aplicação do aperto angular e valores específicos garante vedação, alinhamento estrutural e durabilidade do conjunto

O Toyota Yaris fabricado a partir de 2018, equipado com o motor 1NR-FBE 1.3L 16V Flex Dual VVT-i, exige atenção rigorosa aos torques e à sequência de aperto durante intervenções no conjunto mecânico, assim como a ampla maioria dos veículos vendidos no Brasil. Com potência de até 101 cv no etanol a 5.600 rpm e torque máximo de 12,9 kgf.m a 4.000 rpm, esse conjunto motriz trabalha com fixações dimensionadas para suportar variações térmicas e esforços estruturais elevados.

Ao executar serviços que envolvam desmontagem do motor, o profissional deve compreender que o torque aplicado não é apenas um número, mas parte do projeto estrutural do conjunto. No cabeçote, por exemplo, o aperto segue critério técnico com aplicação inicial de 32 Nm, seguida por dois estágios angulares de 90° cada. Esse método combina torque e ângulo para garantir alongamento controlado dos parafusos, assegurando carga de aperto uniforme e vedação adequada da junta. A polia do virabrequim requer 164 Nm, valor que garante fixação segura diante das variações de carga torsional. Já a engrenagem do comando deve ser apertada com 54 Nm, enquanto o volante do motor recebe 78 Nm. Cada componente possui especificação própria porque suporta tipos diferentes de esforço mecânico.

Nas capas de biela, o procedimento também envolve dois estágios: 15 Nm iniciais e posterior aplicação de 90°. O mesmo conceito se aplica às capas de mancal principal, com aperto inicial de 30 Nm e complemento angular de 90°. Esse padrão confirma o uso de parafusos que trabalham com controle de deformação elástica, exigindo precisão no processo. Elementos de vedação e fechamento inferior do motor também seguem valores definidos. A tampa inferior do motor recebe 5 Nm. O cárter deve ser apertado com 21 Nm, enquanto o bujão do cárter exige 30 Nm. A bomba d’água trabalha com 21 Nm de torque. A guia da corrente e o bico de óleo são fixados com 10 Nm. Na transmissão manual, os parafusos de fixação operam com 52 Nm.

O descumprimento da sequência ou dos valores pode gerar empenamento do cabeçote, falhas de vedação, desalinhamento de mancais e comprometimento da lubrificação. Em motores com comando variável Dual VVT-i, qualquer distorção estrutural influencia diretamente sincronismo, desempenho e consumo. A aplicação correta do torque depende de ferramenta calibrada e da execução do aperto na ordem determinada pelo fabricante, sempre do centro para as extremidades no caso do cabeçote. O controle angular deve ser feito com medidor apropriado, evitando estimativas visuais.

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Sistema start-stop compensa o custo da bateria AGM? Mecânico Responde

Foco principal está em emissões, não apenas em economia de combustível

bateria Heliar

A adoção do sistema start-stop levanta questionamentos sobre o custo da bateria AGM e o impacto no motor de partida. Para Cleyton Andre, Consultor Técnico da Revista O Mecânico, o objetivo central do sistema não é exclusivamente a economia de combustível.

“A principal finalidade do sistema start-stop implementado nos veículos atuais não é necessariamente reduzir o consumo de combustível, e sim atender os níveis de emissões poluentes”, explica.
A redução no consumo é consequência do funcionamento do sistema. “A redução do consumo é apenas uma consequência desse sistema implementado sobre a bateria e o motor de partida”, afirma.

O consultor ressalta que os componentes são desenvolvidos para suportar ciclos frequentes de acionamento. “Ambos são preparados e projetados para suportar esse tipo de funcionamento. Eles não são componentes convencionais”, destaca. Na substituição, é essencial respeitar a especificação técnica. “Quando houver necessidade de substituir essa bateria, é importante respeitar as especificações corretas para cada veículo. Quando você muda a especificação da bateria, o veículo pode nem entrar em funcionamento”, alerta.

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terça-feira, 14 de abril de 2026

Scanner não acusa falha mas o motor não pega: diagnóstico no Nissan March 1.0

Diferença de 9 °C no sinal do sensor de temperatura do motor alterava o cálculo da injeção e enriquecia a mistura indevidamente

Nissan March

Um Nissan March 2013 equipado com motor 1.0 16V flex começou a apresentar dificuldade para entrar em funcionamento, principalmente com o motor já aquecido. O modelo, com potência de 74 cv a 5.850 rpm e torque de 10 kgf.m a 4.350 rpm, utiliza sistema de injeção eletrônica multiponto e câmbio manual de cinco marchas.

Diante da ausência de falhas registradas e com os testes básicos dentro do padrão, a análise avançou para a leitura dos parâmetros em tempo real. Foi nesse momento que surgiu a inconformidade: o valor de temperatura informado ao módulo de injeção indicava aproximadamente 9 °C abaixo da temperatura real do motor. Em sistemas de injeção eletrônica, o sensor de temperatura do líquido de arrefecimento tem influência direta no cálculo do tempo de injeção. Quando o módulo interpreta que o motor está frio, ele aumenta o volume de combustível injetado para enriquecer a mistura, estratégia necessária para partidas a frio. No entanto, com o motor já aquecido, esse enriquecimento se torna excessivo.

No caso analisado, a leitura inferior à real levava o módulo a entender que o motor ainda estava em fase de aquecimento. Como consequência, o tempo de injeção era ampliado indevidamente, formando uma mistura rica além do necessário. Esse excesso de combustível dificultava a partida a quente, comprometendo a estabilidade da marcha lenta e contribui para o aumento de consumo relatado pelo proprietário.
A substituição do sensor de temperatura restabeleceu a leitura correta dos parâmetros térmicos. Com a informação precisa, o módulo voltou a calcular o tempo de injeção adequado à condição real do motor. Após a intervenção, a partida voltou ao padrão normal, a marcha lenta estabilizou e o consumo retornou aos níveis esperados.

*As informações técnicas foram divulgadas pela Revista O Mecânico por meio da plataforma Mecânico Pro, ferramenta voltada ao diagnóstico e consulta de dados da frota nacional.

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