O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, ainda em fase de ratificação, abre um novo ciclo para o comércio exterior brasileiro e tende a gerar impacto direto no transporte rodoviário de cargas.
De acordo com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), a eliminação de tarifas prevista no tratado pode ampliar as exportações brasileiras em mais de US$ 7 bilhões no curto prazo. Mais de 500 produtos nacionais poderão ter redução tarifária, o que deve elevar o fluxo de mercadorias rumo aos portos e aumentar a demanda por fretes.
Portos do Sul e Sudeste devem concentrar crescimento
O transporte rodoviário, principal elo entre indústria, agronegócio e terminais portuários, tende a registrar aumento no volume de cargas destinadas ao modal marítimo.
A expectativa é de fortalecimento dos corredores logísticos já consolidados, especialmente os que atendem os portos de:
- Porto de Paranaguá
- Porto de Itapoá
- Porto de Itajaí
- Porto de Navegantes
- Porto de Santos
- Porto do Rio Grande
Esses terminais concentram boa parte das exportações industriais e do agronegócio brasileiro para a Europa.
Comércio bilateral já movimenta US$ 100 bilhões
Segundo dados do Governo Federal, o comércio total entre Brasil e União Europeia alcançou cerca de US$ 100 bilhões em 2025. Desse total, US$ 49,8 bilhões foram exportações brasileiras.
Com o novo tratado, a tendência é de redução de custos de acesso ao mercado europeu, maior previsibilidade regulatória e estímulo a investimentos produtivos e logísticos.
Para Luiz Gustavo Nery, vice-presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas no Estado do Paraná (SETCEPAR), o acordo cria um ambiente mais seguro para investimentos.
Segundo ele, o cenário favorece a ampliação de frota, modernização tecnológica, adoção de sistemas de rastreabilidade e melhorias operacionais nas transportadoras.
Logística terá de ganhar eficiência
Apesar do potencial de crescimento, o setor precisará se preparar para absorver o aumento de demanda.
O avanço nas exportações deve impactar toda a cadeia logística, incluindo:
- armazenagem
- terminais retroportuários
- consolidação de cargas
- serviços aduaneiros
Além disso, a integração com a União Europeia, bloco com elevado padrão regulatório, tende a aumentar as exigências sanitárias, ambientais e de rastreabilidade.
Empresas que investirem em tecnologia, eficiência operacional e integração da cadeia logística devem sair na frente.
Novo ciclo para o TRC
Se confirmado, o acordo Mercosul–União Europeia pode representar não apenas aumento de volume, mas um salto qualitativo para o transporte rodoviário de cargas no Brasil.
Mais exportações significam mais caminhões nas estradas, maior giro de frota e necessidade de profissionalização do setor, fatores que reforçam o papel estratégico do TRC na competitividade do país no comércio internacional.
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