Alta na procura por veículos automáticos aumenta demanda por fluidos específicos e serviços especializados nas oficinas brasileiras
A procura por veículos com câmbio automático segue em forte crescimento no Brasil e começa a impactar diretamente o mercado de manutenção automotiva. A preferência pelos automáticos acompanha mudanças no trânsito urbano, especialmente nas grandes cidades, onde congestionamentos tornaram o câmbio manual menos prático no uso diário.
Além disso, novas exigências de emissões e eficiência energética levaram as montadoras a ampliar a oferta de transmissões automáticas em modelos compactos e de entrada.
Com a evolução tecnológica, os câmbios automáticos modernos passaram a entregar eficiência semelhante aos manuais em consumo de combustível. Hoje, transmissões de seis, oito ou até dez marchas já fazem parte de veículos de diferentes categorias no mercado brasileiro.
Frota mais antiga aumenta demanda nas oficinas
Os veículos automáticos vendidos entre 2018 e 2024 começam agora a entrar em uma fase que exige maior atenção preventiva. Muitas oficinas já registram aumento nos atendimentos relacionados à transmissão automática.
Grande parte dos proprietários ainda desconhece a importância da troca periódica do fluido do câmbio, responsável por lubrificar componentes internos, dissipar calor e garantir o funcionamento hidráulico das trocas de marcha.
Quando esse fluido perde suas propriedades por superaquecimento, contaminação ou desgaste natural, o sistema pode apresentar falhas progressivas e reparos de alto custo.
Segundo a consultoria Mordor Intelligence, o mercado global de reparo de transmissões automotivas deve crescer de US$ 193,3 bilhões em 2025 para US$ 234,1 bilhões até 2030.
Superaquecimento acelera desgaste
O superaquecimento é um dos principais fatores de desgaste do câmbio automático. Em condições severas, como trânsito intenso, altas temperaturas e uso frequente em trajetos curtos, o fluido trabalha acima da temperatura ideal e perde eficiência mais rapidamente.
Além disso, hábitos comuns entre motoristas podem reduzir a vida útil da transmissão, como engatar a posição “D” logo após a partida ou utilizar incorretamente o modo “P” em aclives sem o apoio do freio de estacionamento.
Fluidos específicos ganham importância
Com transmissões mais modernas e compactas, os fluidos automotivos também evoluíram. Os produtos atuais utilizam aditivos específicos para suportar altas temperaturas, reduzir atrito interno e garantir trocas suaves de marcha.
Muitas montadoras já homologam fluidos exclusivos para seus sistemas. O uso de produtos inadequados pode comprometer o funcionamento do câmbio, acelerar desgaste interno e até causar perda de garantia.
Eletrificação amplia exigências técnicas
O crescimento de veículos híbridos e elétricos também acelera a evolução dos fluidos automotivos. Esses modelos utilizam transmissões integradas a motores elétricos e exigem lubrificantes com propriedades dielétricas e maior capacidade de resfriamento.
Com isso, oficinas e distribuidores precisam investir em capacitação técnica, ferramentas de diagnóstico e portfólio adequado para atender à nova realidade da frota brasileira.
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