segunda-feira, 26 de agosto de 2024

Como identificar desgaste no sistema de direção?

Nakata destaca os componentes do sistema e os cuidados necessários para identificação de problemas

O sistema de direção é composto por diferentes componentes como volante, coluna de direção, caixa de direção, barra de direção, terminais axiais ou braço de direção como é popularmente conhecido e o terminal de direção.

Como esse sistema está diretamente ligado à movimentação do veículo, a manutenção dos componentes precisa de boas condições.

A Nakata recomenda atenção no momento da manutenção dos terminais e alerta para alguns sinais que pode apresentar danos aos componentes. Ruídos em manobras ou ao passar por vias irregulares, aumento na folga da direção e vibração no volante podem indicar desgaste do terminal axial.

Falhas em outros componentes também podem ocasionar os mesmos sinais, como desgaste na caixa de direção e folga nos terminais da direção, por isso é necessário atenção no momento do diagnóstico e verificação do sistema. Barulho, vibração ou folga na direção também podem apontar problemas no terminal de direção.

Como funciona o sistema?

O volante, geralmente produzido em alumínio revestido de plástico ou couro em formato circular recebe os movimentos do motorista, por meio da coluna de direção que gira no interior da capa com uma junta na ponta, transmite o movimento para a caixa de direção que é responsável pela conversão dos movimentos de rotação do volante, pela barra de direção que conecta a caixa de direção com a manga de eixo do veículo.

Já o terminal axial é uma haste articulada que conecta a caixa de direção aos terminais de roda, responsável pelos movimentos laterais. Há o terminal de direção que faz a ligação do terminal axial ou barra de direção com a manga de eixo.

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Novo Citroën C3 utiliza turbocompressor flex da BorgWarner

A série de turbocompressor B01 flex está presente em outros veículos do grupo Stellantis

A BorgWarner amplia aplicação do seu turbocompressor flex, produzido no Brasil na fábrica em Itatiba (SP), ao equipar o novo Citroën C3 YOU! Outros veículos do grupo Stellantis utilizam os turbocompressores da série B01, como Fiat Strada, Fiat Pulse, Fiat Fastback, Fiat Toro, Jeep Compass, Jeep Commander, Jeep Renegade, Peugeot 208, Peugeot 2008 e Citroën C3 Aircross.

“A aplicação de turbocompressores em carros de passeio com motorização de baixa cilindrada, amplia a gama e a acessibilidade a veículos que reduzem consumo e emissões no mercado brasileiro. Estamos muito contentes em produzir no país cerca de 50% dos turbos que equipam os veículos flex nacionais.”, afirma a Diretora Geral da BorgWarner Turbos and Thermal Technologies no Brasil, Melissa Mattedi.

O turbocompressor tem design compacto, permitindo rápida instalação em motores menores, além de ter otimização nos componentes para redução de peso.

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RAIO X: Jeep Compass Overland

Como fica a manutenção agora com o motor 2.0 turbo, derivado da Rampage?

texto Vitor Lima   fotos Lucas Porto

 

A nova linha do Jeep Compass trouxe uma atualização muito bem-vinda ao SUV. Se contarmos os números de versões apenas do modelo com motor a combustão, serão sete opções aos consumidores, porém, cinco dessas opções mantiveram os motores já conhecidos do público e claro, dos mecânicos, com opções entre o motor 1.3 T270 turbo flex e o motor a diesel TD350. Mas a grande novidade se deu pelo uso de um motor 2.0L para as duas versões topo de linha, Overland e Blackhawk.

Essas duas versões usufruem do motor 2.0 Turbo Hurricane 4 derivado da Rampage? O motor é monocombustível, utilizando apenas a gasolina e gera 272 cv de potência e 40,7 kgfm de torque. Em conjunto com uma transmissão automática de 9 velocidades da ZF e tração integral 4×4 sob demanda, a Jeep divulga que o SUV acelera de 0-100km/h em apenas 6,3 segundos. Com isso, outros componentes precisaram de atualização para aguentar o ganho de potência gerado pelo conjunto propulsor e entregar uma boa dinâmica ao SUV como a recalibração da suspensão, o redimensionamento do conjunto de freios que agora utilizam discos de 330 mm na dianteira e a substituição da bomba de vácuo.

Em relação ao pacote ADAS, o Jeep Compass Overland oferece assistente ativo de direção (ADA); centralização de faixa (lane centering); piloto automático adaptativo com stop & go (ACC); comutação automática dos faróis (DDT); detector de fadiga do motorista; aviso de mudança de faixa (LDW); aviso de colisão frontal com frenagem automática; reconhecimento de placas de trânsito (TSR); monitoramento de ponto cego; detector de tráfego cruzado traseiro (RCM) e park assist que ajudam a manobrar o SUV no momento de estacionar. Para analisar as condições de manutenção com o novo Jeep Compass em sua versão Overland, que parte de R$ 266.990, a Revista O Mecânico convidou Cleyton André, proprietário da oficina Repair Car Service, localizada em São Bernardo do Campo/SP.

Por baixo do capô

Ao erguer o capô do novo Jeep Compass, Cleyton analisou o espaço mais apertado devido a nova motorização 2.0L turboalimentada. “É um espaço bem compacto, limitado no quesito de manutenção. Vejo algumas dificuldades de acessar alguns componentes que, em outros modelos, até mesmo no Jeep Compass anterior, eram mais fáceis. Isso é ocasionado por conta da tecnologia que o veículo traz com este motor”, comenta.

Um ponto de atenção ao mecânico é a existência de dois reservatórios com fluido de arrefecimento no cofre do motor. O primeiro (1) é utilizado apenas para arrefecimento do sistema do turbocompressor e tem capacidade para 3 litros. Já o segundo (2), é responsável pela troca térmica do motor a combustão e do câmbio automático com capacidade para 6,4 litros no sistema. O prazo para substituição do fluido é de 240 mil km ou 120 meses, o que ocorrer primeiro e o fluido de arrefecimento homologado é o Mopar Coolant OAT 50 que não precisa de diluição.

Questionado sobre o período de recomendação da fabricante, o profissional deu a sua opinião. “É importante deixar claro que, o período longo, estipulado pelo fabricante, não quer dizer que não você pode deixar esse sistema sem nenhum tipo de atenção. É necessário verificar o nível dos reservatórios, pois, nunca se sabe quando pode ocorrer algum tipo de vazamento. Não faça o abastecimento com algum produto que não seja o recomendado pela fabricante para que possa ter um período de substituição longo”, explica.

Na linha de fluidos, serviços de rotina nas oficinas mecânicas, como a substituição do lubrificante de motor, mantém-se facilitadas. Pois, o bocal de abastecimento de óleo (3) tem fácil acesso, assim como a vareta de verificação do nível de óleo (4).

Além disso, a recomendação em sua tampa sobre o tipo de fluido que deve ser utilizado. No caso do motor Hurricane 4, a Jeep recomenda a utilização de um lubrificante com viscosidade SAE 5W-30 com classificação API SP/GF-6A. O produto homologado é o Mopar Maxpro Synthetic SAE 5W30 API SP/GF-6A e o seu período de substituição é a cada 12 mil km ou 12 meses, o que ocorrer primeiro. O sistema tem capacidade total para 4,5 litros de fluido lubrificante incluindo o filtro.

Caso não seja utilizado o fluido com as características corretas, solicitadas pela montadora, o que pode acontecer? O mecânico nos respondeu da seguinte forma. “Provavelmente não iremos sentir problemas a curto prazo, porém, ao longo prazo o motor sofrerá bastante. vale lembrar que é um motor com muita tecnologia, turboalimentado, então é necessário seguir as classificações de lubrificação exigidas. Isso também está relacionado com as questões de emissões de poluentes”.

O acesso ao turbocompressor (5) foi elogiado por Cleyton. “O turbocompressor está em um local favorável para os mecânicos. Ainda que seja um espaço limitado, ao comparar com outros modelos de veículos, não teremos tantas dificuldades para realizar intervenções”.

Em contrapartida, o acesso ao coletor de admissão está na parte de trás do motor, o que dificulta bastante o seu acesso. O mecânico disse que em benefício, os injetores não são posicionados na parte lateral do motor, mas sim, na parte superior. Próximo das bobinas de ignição, é possível visualizar uma manta térmica da qual está por cima do início do tubo de distribuição de combustível (6). “Caso seja necessário realizar intervenção nos injetores, vai precisar retirar a caixa do filtro de ar. Em quase todas as manutenções, será necessário a retirada desta caixa”, explica o mecânico.

Isso reforça a importância do cuidado por parte do profissional ao executar qualquer tipo de manutenção no veículo. O filtro de ar (7) deve ser substituído a cada 20 mil km ou 24 meses, o que ocorrer primeiro. Vale lembrar que, em caso de uso severo do veículo, reduza os períodos pela metade, ou seja, 10 mil km ou 12 meses.

A localização das válvulas de serviço do ar-condicionado difere em sua acessibilidade.  Sem nenhum tipo de intervenção dos demais componentes do motor, a linha de alta pressão (8) é totalmente acessível, porém, a linha de baixa pressão (9) não tem fácil acesso, o que necessita da retirada, de pelo menos, a caixa do filtro de ar.

Facilitado é o acesso a sonda lambda pré-catalisador (10). “De modo geral, é um componente que tem pouca necessidade de manutenção. Boa parte dos diagnósticos e análises da sonda lambda é de forma indireta por meio do scanner”, comenta Cleyton.

A bateria 12V (11) do Jeep Compass é do tipo EFB com 72Ah e CCA de 620A. “72Ah é a reserva de carga que temos dessa bateria, o que é muito considerável, já que o carro tem grandes tecnologias, faz sentido essa reserva. Porém, quero deixar a observação sobre a tecnologia EFB que essa bateria traz. É muito importante em caso de substituição da bateria, que seja utilizada uma bateria com essa tecnologia. Ao utilizar uma bateria convencional, provavelmente em pouco tempo o sistema Stop-Start ficará inativado”, alerta o profissional.

Componente que na grande maioria dos veículos não traz dificuldade em acesso aos mecânicos é a caixa de fusíveis e relés (12). “Vale um aviso importante, para que apenas as pessoas capacitadas façam alguma intervenção nesse sistema, e se realmente houver necessidade”, avisa o mecânico.

O reservatório do fluido de freio (13) não é totalmente livre para acesso, mas também não dificulta segundo Cleyton. “Ele tem uma localização um pouco mais protegida para acessar, mas eu já vi outros muito mais complicados. Importante dizer que, o manual do fabricante indica a necessidade de substituição desse fluido a cada 24 meses. O fluido é higroscópico, ou seja, absorve a umidade do ar, então é preciso estar atento e realizar as manutenções devidas, realizando o monitoramento e verificando se não há contaminação”. O fluido utilizado é DOT 4.

Ao finalizar sua análise do cofre do motor, Cleyton salientou a dificuldade de acesso com o TBI. “Ele tem um acesso bem complicado, fica na parte de baixo, depois da pressurização. É um componente que, geralmente, encontramos de fácil acesso em outros veículos, porém, aqui temos uma certa dificuldade para acessá-lo”.

Undercar

Após subir o Jeep Compass no elevador, é possível perceber que as manutenções básicas poderão ser executadas pelos mecânicos sem nenhuma dificuldade. Isso é visto pelo filtro de óleo do motor (14). Com indicação de substituição a cada 12 mil km ou 12 meses, o componente não apresenta nenhuma dificuldade de acesso, assim como o bujão de escoamento de óleo do cárter (15).

Em contrapartida, o acesso ao compressor do ar-condicionado não é simples. Enquanto em outros veículos é comum que o componente esteja localizado na parte de baixo, próximo ao cárter do motor, no Jeep Compass Overland ele encontra-se em outro local. “Infelizmente neste caso, o que é bem diferente de outros veículos, o compressor está na parte de cima, próximo do turbocompressor”, informa Cleyton sobre a localização do componente.

Outro componente que não está com acesso facilitado é a correia de acessórios (16). “O acesso a correia fica um pouco restrito, mas não é nada que um bom mecânico não consiga executar a manutenção”, comenta o mecânico. A correia de acessórios tem prazo para troca de 192 mil km ou 72 meses, o que ocorrer primeiro.

Partindo para o sistema de suspensão, Cleyton deixou sua opinião sobre a construção do sistema. “É uma suspensão bem robusta, é possível ver de cara. Ele tem suspensão independente tanto na dianteira, quanto na parte traseira”. A manutenção com os pivôs de suspensão não traz nenhuma dificuldade, assim como as bandejas de suspensão (17).

Seguindo uma tendência dos novos veículos, as bieletas são de polímero plástico, o profissional comentou o motivo da utilização do componente com este tipo de material. “O primeiro motivo do uso desse material para o componente é a resistência apresentada, além de oferecer mais leveza para a suspensão”. Como o SUV atualizou a sua motorização e agora oferece maior potência, os freios foram redimensionados (18). “Temos um disco com diâmetro e espessura maiores, além do aumento das pinças de freio. Claro, aqui no Jeep Compass é um motor com potência considerável, então a suspensão e os freios tiveram que ser bem dimensionados, tanto para aguentar o conjunto, como ajudar nos momentos de frenagem”, comenta Cleyton.

Para o modelo do SUV com motor Hurricane 4, há utilização de uma transmissão de 9 velocidades da ZF (19). “Ela veio com uma boa melhoria. Antes, nos modelos anteriores, o trocador de calor era conectado diretamente na caixa de transmissão, neste veículo é semelhante aos modelos com motor a diesel, no qual o trocador de calor é localizado na parte frontal, o que evita o problema comum que aparece no mercado com os modelos mais antigos. Além disso a troca térmica dessa transmissão com certeza foi muito melhorada”, explica o mecânico sobre o posicionamento do trocador de calor da transmissão.

No manual de manutenção do Jeep Compass, não há recomendação para substituição do fluido de câmbio, o profissional deu a sua opinião sobre esta recomendação. “A objeção que eu utilizo sobre essa recomendação do fluido ‘For Life’ é a seguinte questão, na própria embalagem do fluido que é utilizado na transmissão automática, tem em média uma validade de 5 anos a partir da fabricação. Então o fluido tem uma validade dentro de uma embalagem que será mantida em um local arejado e seco, aqui na transmissão está ocorrendo atrito, mudança de temperatura e a própria transmissão tem seus respiros, ou seja, tem contato com o oxigênio. Logo, ele vai se degradar com certeza, então há necessidade da substituição do fluido da transmissão automática. Não só para este modelo, mas para qualquer veículo com esse tipo de transmissão. Deve ser feito uma análise criteriosa antes da substituição, para que assim, seja feita uma manutenção preventiva com a troca do fluido. É importante seguir alguns procedimentos, como utilizar um equipamento adequado com informações precisas para que seja feita a manutenção de forma correta”.

Vale lembrar que no próprio manual há indicação do lubrificante para transmissão, o produto homologado é o Mopar 8&9 Speed ATF, seguindo as especificações ZF TL-ML 11 com qualificação 9.55550 – AV. Cleyton alerta sobre a necessidade de troca do fluido da caixa de transferência (20) que utiliza um lubrificante sintético SAE 75W-90 API GL5, o produto homologado é o Mopar SYN Gear&Axle – 75W90. “A caixa de transferência que está interligada com a transmissão automática também é necessária a substituição de seu fluido. Em conjunto a caixa de transferência, existe o eixo cardan que interliga a caixa com o diferencial traseiro”.

O sistema de exaustão (21) não apresenta nenhum segredo ao mecânico, com exceção da sonda lambda pós catalisador, no qual a visibilidade do componente é dificultosa. “Na parte da exaustão, o sistema é muito bem fixado, não há nenhum problema, com exceção da sonda lambda pós catalisador. Diferente da facilidade com a sonda pré-catalisador, a sonda pós tem um acesso bem complicado, isso dificulta bastante o trabalho do mecânico, caso seja necessária alguma manutenção com o componente”, explica o mecânico. Completando o sistema de exaustão, a dupla saída do escape se dá através de silencioso traseiro (22).

Na parte traseira do Jeep Compass, a suspensão (23) foi retrabalhada para melhorar o conjunto. “É uma suspensão independente da qual foi realizado uma excelente calibragem, para proporcionar uma boa condução deste veículo. Pois, é um motor com mais entrega potência. Ele não é um esportivo, mas é um carro que não deixa nada a desejar. Então é uma suspensão bem calibrada com diferentes articulações para que haja uma boa dinâmica do sistema”, informa o profissional. Outro ponto sobre a suspensão traseira, são as suas buchas de suspensão (24).

No que diz respeito ao freio de estacionamento, o sistema é eletrônico (25). Cleyton chama a atenção do mecânico para os momentos de manutenção com os freios traseiros. “Importante durante a manutenção, assim como a maioria dos veículos que tem essa tecnologia, há necessidade do equipamento de diagnóstico para que possa deixar o veículo em modo de manutenção e realize a substituição das pastilhas de freio traseira”. As bieletas da suspensão traseira têm um tamanho menor, se comparadas com as da suspensão dianteira, mas têm boa interligação com a barra estabilizadora traseira (26).

Em alguns veículos, o acesso ao filtro de combustível pode ser um pouco mais dificultoso, principalmente quando o componente está dentro do tanque de combustível, o que não é o caso do Jeep Compass. Para substituição do filtro de combustível (27) o mecânico não terá dificuldades no momento da manutenção que deve ser realizada a cada 12 mil km ou 12 meses, o que ocorrer primeiro. “É muito comum nos veículos que utilizam apenas um tipo de combustível ter apenas o filtro interno no tanque de combustível. Neste caso do Jeep Compass, com certeza temos o pré-filtro no módulo da bomba, mas temos o filtro externo ao tanque na parte de baixo”, comenta o mecânico sobre a localização do filtro de combustível.

O cânister (28) está em uma localização um pouco mais protegida, na parte traseira na lateral direita, acompanhando a tubulação azul, que indica a recirculação dos gases, é possível localizar e ver o componente.

Ao final da avaliação, Cleyton aprovou a manutenção do SUV com motor 2.0 Hurricane 4. “É um carro que tem bastante complexidade pela questão da tecnologia, das quais precisamos disso nos veículos, para atenderem as emissões de poluentes que nosso país exige. Mas de modo geral é um carro bem tranquilo, não é nenhum bicho de sete cabeças”.

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domingo, 25 de agosto de 2024

Caoa Chery vai acelerar a produção de SUVs em Goiás

Marca está investindo no desenvolvimento de motores, carros nacionais e na modernização da fábrica

A Caoa Chery está investindo de novo na fábrica de Anápolis em Goiás. Inaugurada em 2007 para produzir a HR (feita até hoje no mesmo local) e no Tucson, hoje a planta da Caoa tem importância estratégica para a companhia nacional que tem parceria com a Chery chinesa. Durante o lançamento do Tiggo 8 a revista O Mecânico visitou a fábrica goiana que está recebendo o maior ciclo desde sua abertura.

Pelo visto a marca semeou o crescimento a partir do ano passado com várias mudanças internas a partir da morte do seu fundador, Carlos Alberto de Oliveira Andrade em 2021. A empresa vem sendo conduzida por Carlos Alberto Filho e tendo como vice o executivo Mauro Correia.

Mesmo sem a possibilidade de fotografar ou filmar a unidade, a revista O Mecânico conversou com executivos ele lideram o processo de investimento para aumentar a presença da marca no país e chegar até o final do ano com participação de 9% no segmento de SUVs e dobrar a capacidade produtiva atual.

O investimento em infraestrutura já havia começado com o novo Centro de Distribuição de peças em Franco da Rocha com 22 mil m² de área construída. Agora a planta de Anápolis passa por reformas e ampliações.

A fábrica da Caoa Chery já produziu 76.000 unidades este ano na fábrica de Anápolis e ainda importou 1.572 unidades, crescimento de 190% diante das pouco mais de 26 mil unidades produzidas em 2023. Desde março a fábrica opera acima das 5.000 unidades produzidas por mês. O segredo está na boa aceitação dos produtos de “combate”: Tiggo 5X que custa na faixa dos R$ 120 mil, Tiggo 7 Sport de R$ 135 mil e agora o Tiggo 8 Pro por R$ 188,9 mil. São produtos que custam na faixa de R$ 30 mil a menos que seus competidores mais em conta.

Linha robotizada

Para aumentar a capacidade de trabalho de Anápolis que já opera em 3 turnos a fábrica passará a contar com robôs. As unidades vieram da fábrica da Ford em Camaçari desativada em janeiro de 2021.

A ideia é chegar a 6.000 funcionários e 209 robôs que executam até 370 tarefas na montagem, soldagem e e verificação de componentes na linha da Caoa. A fábrica também será ampliada para atender a elevação da capacidade instalada com mais 11.000 m² construídos.

Os robôs ficarão em uma nova ala de construção de carrocerias e 10.000 m2 de depósito somando mais de 36.000 m² de áreas novas dentro de Anápolis.

Desenvolvimento

A Caoa vem trabalhando em vários projetos simultâneos. Um deles é a nacionalização do Tiggo 8 híbrido hoje importado da China e também no lançamento do Tiggo 9. Dentro da engenheira da Caoa há profissionais dedicados a tropicalização e melhoria de conjuntos mecânicos e itens usados nos SUvs da marca Caoa Chery. No caso do Tiggo 8, mudanças no sistema de arrefecimento, ajustes no sistema de injeção eletrônica de combustível e no motor do carro que passa a contar com bomba de óleo com pressão variável, todo o desenvolvimento é local.

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Cobertura lat.bus & transpúblico 2024

Grandes marcas do setor apresentaram soluções no segmento de ônibus elétricos

por Vitor Lima  fotos Vitor Lima e Divulgação

 

Na corrida para a redução das emissões de poluentes do setor automotivo as montadoras buscam cada vez mais, projetos e soluções diferentes para se adequem as leis de emissões. É comum que as soluções cheguem antes aos veículos leves, mas é crescente o uso de veículos mais eficientes entre os modelos comerciais e pesados em geral.

Para mostrar que essa preocupação com novas soluções não fica restrita apenas aos veículos leves, veículos de carga e os caminhões, a Lat.Bus & Transpúblico 2024, evento voltado ao setor de transporte coletivo urbano e rodoviário, apresentou diferentes soluções para o segmento de ônibus.

Realizada no São Paulo Expo, localizado na cidade de São Paulo, a Lat.Bus teve três dias de duração e conseguiu reunir mais de 20 mil pessoas entre profissionais do setor, expositores e o público que admira e queria conhecer as novidades para o setor de transporte coletivo. No total, foram mais de 150 marcas expositores, contando com as grandes marcas do setor, assim como players da indústria que apresentaram suas soluções e lançamentos voltados para o transporte coletivo e rodoviário.

Durante o evento, o público pode acompanhar além das novidades do setor, algumas palestras e seminários como a apresentação do anuário NTU 2023-2024, organizado pela Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbano (NTU), com indicadores para análise do desempenho, dificuldades, operação, insumos e custos para o setor de transporte público por ônibus. Com base em alguns dados do anuário, o setor de transporte público por ônibus no Brasil passou por uma queda na procura de passageiros pagantes. Em torno de 44% dos passageiros, deixaram de utilizar o transporte por ônibus. Segundo o anuário, a situação foi agravada na época da pandemia, que teve queda de 25,8% em comparação ao ano de 2019.

De acordo com o diretor-executivo da NTU, Francisco Christovam, esse é um momento de transição, na qual o setor está se recuperando da época de pandemia, mas que a demanda de passageiros à números próximos anteriores à pandemia, só ocorrerá com algumas mudanças par ao setor. A Revista O Mecânico esteve no evento e acompanhou algumas das novidades apresentadas para o setor de transporte coletivo e rodoviário. O grande destaque ficou por conta dos lançamentos em sistemas, soluções e, principalmente, os chassis voltados para a eletrificação dos veículos.

 

BorgWarner

Para a Lat.Bus & Transpúblico 2024, a BorgWarner apresentou diferentes soluções, mas como destaque está o turbocompressor com tecnologia ball bearing que atende as normas de emissões do Proconve P8, sistemas de aquecedores de líquido de arrefecimento de alta voltagem (HVCH) e o sistema eFan. “O eFan é um sistema de refrigeração do arrefecimento dos veículos híbridos e elétricos”, informa a Diretora Geral da BorgWarner Turbos and Thermal Technologies no Brasil, Melissa Mattedi.

Marcelo Rezende, diretor geral para sistema de baterias da BorgWarner comentou sobre as expectativas para o ano. “Nossa expectativa é muita alta, tanto para esse segundo semestre de 2024, como a continuidade para o ano de 2025. Estamos animados com o mercado de ônibus que reaqueceu. Temos produtos de alta tecnologia que atendem as necessidades dos nossos clientes, seja para fins de eletrificação ou produtos para soluções a combustão”.

Eaton

A Eaton apresentou ao público sua linha de transmissões automatizadas Advantor. Alexandre Albacete, gerente de estratégia de produto da Eaton, explicou sobre a Advantor 6. “A Advantor 6 foi desenvolvida a partir de uma base mecânica já conhecida em micro-ônibus e foi incrementada com uma automação adequada para veículos de até 14 toneladas e 700Nm de torque, o que cobre muito bem o mercado de micro-ônibus”. Já a Advantor 8, teve seu desenvolvimento específico para o mercado de ônibus médios. “Ela cobre veículos de até 22 toneladas com 1300Nm de torque”, informa Albacete.

O diretor de Aftermarket da América do do Sul, Gustavo Orru, falou sobre o mercado de reposição. “É um mercado com alta demanda desde as nossas embreagens, a linha remanufaturada, caixa de transmissão e válvulas de motores. Como o segmento de transporte é intenso ele acaba se tornando um mercado muito interessante para a reposição de peças”.

 

Iveco Bus

Com a visão de permanecer com produtos multi energia, a Iveco Bus salienta que continuará entregando veículos a diesel, o Bus 17-210 G com chassi a gás natural e biometano, porém, as grandes novidades apresentadas para o público da Lat.Bus, foi a demonstração do chassi elétrico 17-E BEV e o eDaily Minibus. O chassi 17-E BEV está em processos de desenvolvimento e passará por testes de validação antes de chegar ao mercado. As baterias são modulares com 4 ou 8 packs, que são instaladas entre as longarinas no chassi. O motor elétrico gera 145 kW (197 cv) de potência e 107,5 kgfm de torque, e está localizado no entre eixos do chassi. Com 4 packs de bateria a autonomia é de 120 km, subindo para 250 km com 8 packs de baterias. A tração é 4×2 e pode comportar carrocerias de 9,6 a 12 metros de comprimento, inicialmente com configuração de piso normal.

Irizar

O Irizar i6S Efficient foi a aposta da empresa para o mercado da América Latina. O modelo foi desenvolvido sob condições de uso em território latino-americano. A marca informa que o seu novo modelo reduziu em até 13% as emissões de poluentes e o consumo de combustível, além do coeficiente aerodinâmico em 30%. Para que esses resultados fossem possíveis, a parte da frente e o teto do veículo foram modificados, em conjunto com o vidro do para-brisa e os vidros dianteiros que tiveram maior desenvolvimento em suas curvaturas. O modelo i6S Efficient teve a sua estrutura reforçada para melhorar a resposta à torção, flexão e impacto frontal. Sistemas de segurança ativa para prevenção de acidentes também fazem parte do novo produto da marca.

Marcopolo

A empresa demonstrou nove modelos de ônibus, mas em destaque estavam três com motor a combustão com chassis de diferentes marcas. O Paradiso G8 1200 utiliza o chassi Volkswagen 18.320 SH, que tem 14 metros de comprimento. Com o mesmo comprimento, o Paradiso G8 1350 oferece um chassi Scania K370C B6x2. Já o Paradiso G8 1800 DD utiliza um chassi Volvo B150R 8×2, com 15 metros de comprimento e dois andares para os passageiros. A grande novidade da empresa para a Lat.Bus é o lançamento do Volare Attack 9 HVE com motorização híbrida a etanol. O motor 1.0 a etanol trabalha como gerador de energia para as baterias que alimentam o motor elétrico que tem 75 kW (101 cv) de potência. O projeto é uma parceria entre a Marcopolo, WEG e Horse, e tem autonomia para até 500 km.

Mercedes-Benz

O chassi eO500U, ganhou uma nova versão que foi apresentada pela Mercedes-Benz na Lat.Bus 2024. Trata-se do chassi elétrico articulado eO500UA, desenvolvido para carrocerias de 18 metros de comprimento e transporte de até 120 pessoas. Uma grande diferença entre os dois chassis, além da nova versão ser maior, é o posicionamento central do motor elétrico, ao invés de ser nas rodas. As baterias são de NMC (Níquel-Manganês-Cobalto), utilizam tecnologia mais recente e proporcionam uma autonomia de até 250 km. Os protótipos, com carroceria Caio, estão em programa de testes no campo de provas da Mercedes-Benz do Brasil em Iracemápolis (SP), trechos urbanos na cidade de São Paulo e outro protótipo é submetido a testes por parceiros da Daimler Buses na Alemanha e Finlândia. As entregas do novo eO500UA ocorrerão a partir de 2026.

Randoncorp

As marcas Castetech, Jost Brasil, Master Freios e Suspensys apresentaram os seus produtos voltados para o setor de transportes. A Castertech terá em seu portfólio a linha-conceito N-Series Materials, com cubo de roda e suportes fundidos desenvolvidos com nanotecnologia.

Já a Jost Brasil exibe suas articulações voltadas para os ônibus, com sensoriamento e batentes mecânicos para controle de giro, amortecimento hidráulico de dois estágios e mesa giratória forjada. Para Master Freios, o destaque ficou por conta do LWS Master, que é um sistema de monitoramento em tempo real do desgaste da lona do freio. A grande novidade ficou para Suspensys com a suspensão pneumática dianteira e traseira para ônibus. “É uma suspensão que desenvolvemos nos últimos meses, ela traz uma redução de peso importante”, informa o diretor da Suspensys Eduardo Manenti Vargas.

 

Scania

Com dois chassis expostos em seu estande, a Scania apresentou duas soluções com motorizações diferentes. A primeira é o chassi K 500 8×2 NB com motor diesel de 13 litros com 506 cv de potência e 260 kgfm de torque, que atende as normas de emissões do Proconve P8. A segunda foi o seu novo chassi K 230E B4x2 LB para ônibus elétrico. Essa solução tem entrada baixa e piso normal, suspensão a ar no eixo dianteiro e traseiro com capacidade para 21 toneladas. O motor elétrico de 230 kW (312 cv) tem pico de 300 kW (407 cv) e está acoplado com um câmbio de 2 marchas. A autonomia pode variar, a depender da configuração escolhida entre 4 packs de bateria totalizando 416 kWh e autonomia para 250 km, ou a opção de 5 packs de bateria com 520 kWh e autonomia para 300 km.

Volkswagen Caminhões e Ônibus

Em seu estande, a Volkswagen Caminhões e Ônibus deixou a mostra quatro chassis, dos quais três utilizam motores à combustão. De acordo com a engenheira de marketing do produto, Fabiana Lameira, os ônibus da VW não utilizam transmissões automatizadas. “Hoje, todos os nossos chassis que possuem a opção de câmbio automático, eles têm caixa automática, não existem mais veículos automatizados em nossa linha. Tanto o 17.230, 17.260, 15.210, que são veículos com motor dianteiro, utilizam a transmissão automática”. O quarto chassi é a grande novidade da marca, o e-Volksbus. Com motor elétrico de 280 kW (380 cv) de potência e 237 kgfm de torque, o chassi tem arquitetura modular, o que viabiliza projetos de até 23 metros. Em configuração de 12 packs de bateria, são 385 kWh de capacidade o que permite ter uma autonomia de 250 km.

Volvo

Com muitas novidades para a Lat.Bus 2024, a Volvo apresentou seus aprimoramentos em sistemas de segurança ativa para os ônibus com alerta de ponto cego frontal, assistente de sinalização de trânsito, detector de fadiga, alerta de ponto cego lateral, monitoramento de pressão de pneus, alerta de colisão com frenagem de emergência, entre outros. Além do aprimoramento do sistema de segurança ativa, os chassis Volvo 6×2 e 8×2 trazem a transmissão Overdrive. A caixa I-Shift de 7ª geração tem uma nova opção Overdrive que pode reduzir o consumo de combustível em até 5%. Outros lançamentos ficam por conta do chassi de ônibus elétrico BZR 4×2, com opção de um ou dois motores de 200 kW (271 cv) e 43 kgfm de torque com bateria de quatro ou cinco packs de 90kWh cada. Além do chassi biarticulado totalmente elétrico BZRT. Este que utiliza dois motores elétricos de 200 kW, totalizando 540 cv de potência e configuração para seis ou oito packs de bateria resultando em até 720 kWh de capacidade e até 250 km de autonomia.

 

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