Evolução dos motores reduziu tolerâncias mecânicas e tornou a escolha do óleo decisiva para durabilidade, consumo e funcionamento de sistemas críticos
O uso do lubrificante incorreto está entre as principais causas de falhas prematuras em motores atuais. Com projetos mais eficientes, folgas menores e temperaturas mais elevadas, a escolha do óleo deixou de ser apenas uma questão de marca ou preço e passou a ser um fator técnico essencial para a confiabilidade do conjunto mecânico. Neste link, a Revista O Mecânico traz o óleo de motor corretor para diversos veículos, inclusive, para a linha GM que tem correia de sincronismo banhada em óleo.
Durante muitos anos, problemas de lubrificação estavam associados principalmente a falhas mecânicas, como defeitos na bomba de óleo, contaminação por combustível ou erros na troca do lubrificante e dos filtros. Naquele cenário, os motores apresentavam maior tolerância às variações de produto, permitindo até certa intercambiabilidade entre óleos de diferentes marcas e especificações.
Todavia, esse contexto mudou com a introdução de motores mais modernos, de maior desempenho e menor tolerância mecânica. Soluções como downsizing, sobrealimentação, temperaturas de trabalho mais altas, correias de distribuição lubrificadas, como no Chevrolet Onix, Ford Ka e Peugeot 208 com motor Puretech, e transmissões do tipo CVT elevaram o nível de exigência sobre o lubrificante utilizado. Nesse novo cenário, o óleo correto deixou de ser um detalhe e passou a ser parte fundamental do projeto do motor.
Atualmente, pequenas variações nas propriedades físico-químicas do lubrificante podem comprometer o funcionamento de componentes sensíveis. Ainda assim, parte dos usuários e até profissionais do setor continuam baseando a escolha do óleo apenas no preço ou em informações incorretas, desconsiderando aprovações do fabricante e adotando intervalos de troca arbitrários.
O resultado dessas práticas é conhecido: motores com formação excessiva de borra, falhas prematuras, danos em turbocompressores, variadores de fase e correias lubrificadas, além da redução significativa da vida útil do conjunto. Lubrificantes com baixo custo tendem a utilizar pacotes de aditivos mais simples, o que compromete a estabilidade das propriedades ao longo do uso.
O lubrificante automotivo é composto por uma base oleosa, mineral, sintética ou semissintética, combinada a um pacote de aditivos químicos. Esses aditivos são responsáveis por funções como controle de desgaste, limpeza interna, estabilidade térmica, proteção contra oxidação e manutenção da viscosidade em diferentes condições de operação.
Em motores modernos, a ausência ou deficiência desses aditivos compromete diretamente o desempenho e a durabilidade. Por isso, seguir rigorosamente as especificações e aprovações indicadas pelo fabricante deixou de ser recomendação e passou a ser requisito técnico.
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