terça-feira, 1 de abril de 2025

Óleo sintético, semissintético ou mineral, qual o melhor?

Critérios de diferenciação incluem proteção contra desgaste, estabilidade térmica e custo

Na hora da troca de óleo, para um mesmo veículo, pode haver diferentes opções de lubrificante possíveis no manual do proprietário, entre óleos minerais, semissintéticos e sintéticos. Pensando nisso, para ajudar na hora da escolha, a revista O Mecânico mostra as principais diferenças entre cada uma das especificações dos lubrificantes.

Os óleos lubrificantes minerais foram amplamente utilizados em motores há mais de um século e ainda representam parcela das vendas na hora das trocas de óleo. Esses lubrificantes são derivados do petróleo bruto, passando por um processo de refino antes da adição de detergentes e outros aditivos que otimizam suas propriedades de proteção e limpeza do motor.

Como principal vantagem, o óleo mineral apresenta custo reduzido em comparação a alternativas sintéticas. Ele fornece lubrificação adequada para os componentes internos do motor, reduzindo o atrito e prevenindo o desgaste prematuro. No entanto, sua composição molecular menos refinada pode comprometer a estabilidade térmica e a capacidade de resistência aos efeitos do tempo quando comparada aos óleos sintéticos.

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Os óleos sintéticos são formulados a partir de petróleo refinado em um nível molecular mais uniforme, garantindo melhor estabilidade e resistência à oxidação, calor e formação de depósitos. Combinados com aditivos sintéticos de melhor performance, esses lubrificantes oferecem proteção superior contra o desgaste, corrosão e degradação por temperatura extrema. Em condições de uso severo, os aditivos dos óleos sintéticos mantêm sua eficácia por mais tempo do que os presentes nos óleos minerais.

A performance térmica dos óleos sintéticos é significativamente superior tanto em temperaturas baixas quanto elevadas. Em climas frios, o óleo sintético flui com maior facilidade, reduzindo o tempo necessário para a lubrificação inicial dos componentes do motor e minimizando o desgaste por atrito. Sob altas temperaturas e condições de carga intensa, ele preserva sua viscosidade e estabilidade estrutural, garantindo proteção mais consistente. Já o óleo mineral tende a engrossar mais em baixas temperaturas, dificultando a lubrificação, e a perder viscosidade mais rapidamente sob calor excessivo, comprometendo a proteção contra desgaste.

Já os óleos semissintéticos representam uma alternativa intermediária entre os óleos minerais e os sintéticos, combinando características de ambos os tipos. Eles são formulados a partir de uma mistura de óleos minerais e sintéticos, resultando em um lubrificante que oferece melhor desempenho térmico e maior resistência à oxidação em comparação aos óleos minerais, com custo menor dos sintéticos.

Nos veículos equipados com turbocompressores, há a exigência de lubrificantes com alta resistência térmica e maior fluidez, características que tornam os óleos sintéticos a opção mais indicada. Embora o óleo mineral e semissintético possam ser uma alternativa mais econômica para aplicações comuns, suas menores estabilidades térmicas e maior propensão à formação de borra podem resultar em danos prematuros a um motor turboalimentado.

Por fim, o mais importante é sempre utilizar a especificação de óleo lubrificante recomendado pela fabricante na hora da troca. Quando houver a opção de escolha entre mineral, semissintético e sintético, a decisão pode ser feita baseada nas condições de uso do veículo. Para carros utilizados em condições mais severas e com altas cargas, o sintético é mais adequado. Já para os utilizados de maneira mais convencional, podem ser utilizados lubrificantes semissintéticos e minerais, sempre respeitando a especificação dada pela montadora no manual do proprietário.

 

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